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quarta-feira, 25 de abril de 2012

CPMI CACHOEIRA VAI VIRAR PIZZA!

Vamos relembrar como tudo isto começou.  O ministro da justiça do governo Dilma, José Eduardo Cardozo, veio ao público anunciar que vai aprofundar nas investigações da Polícia Federal, subordinada à sua pasta, sobre suposto esquema de corrupção envolvendo senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB-GO).  Segundo imprensa noticiou, o vazamento das informações sobre o inquérito tem dedo do presidente Lula, em razão de que ele Lula teria mágoa do governador Perillo, sobre o escândalo do Mensalão ocorrido na sua gestão.


A Política Federal, no Brasil, felizmente, é uma instituição exemplar, razão pela qual, fora do controle do ministro da justiça, houve vazamento de informação do restante do inquérito, ou seja envolvimento do governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT-DF) e do mega empreiteira Delta Construções.  

A esta altura dos acontecimentos, o fato saiu fora do controle do próprio Lula e do Palácio do Planalto. O Planalto não teve como recuar na instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.  Por outro lado, pela análise deste bloguista, ainda assim, interessa ao presidente Lula a CPMI para queimar o governador Perillo, mesmo que tenha que cortar na própria carne, descartar o Agnelo Queiroz, que é membro do partido a que pertence os presidentes Lula e Dilma. 

No entanto, ao presidente Lula e a presidente Dilma, não tem interesse que as investigações cheguem à empresa que supostamente foi o corruptora do Demóstenes, Perillo e Agnelo.  Tanto Lula como a Dilma, sabem que as campanhas presidenciais de 2006 e de 2010, foram financiadas por dinheiro sujo da Delta, em forma de "dinheiro não contabilizado", recurso comumente utilizado nas campanhas eleitorais no Brasil, tanto faz, situação ou oposição. Vejam as notícias que foram publicadas no jornal impresso mais lido no país, ou seja Folha de São Paulo, para entender o que foi dito por mim, acima.


O Congresso Nacional anunciou nesta terça-feira os nomes dos parlamentares que farão parte da CPI mista do caso Cachoeira. São 16 deputados e 16 senadores que vão investigar as relações do empresário de jogos ilegais Carlinhos Cachoeira com políticos e agentes privados. Fonte: Folha.

O principal cargo, a relatoria, foi entregue ao vice-líder do governo na Câmara, Odair Cunha (PT-MG), homem de confiança do Planalto. Ele terá nas mãos o ritmo das investigações e será o responsável pelo relatório final das apurações. Fonte: Folha.

A presidência ficou com o PMDB, que indicou o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), alinhado com a cúpula do partido. Os peemedebistas não indicaram quatro suplentes. Fonte: Folha.

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), será investigado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por supostas relações ilegais com o grupo de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.  Fonte: Folha.

"Todos nós aqui temos relações com o governo Dilma. É importante termos clareza que estamos investigando Carlinhos e suas relação. Não se trata de uma investigação que necessariamente vá para cima do Planalto ou de qualquer membro do governo. Queremos investigar o fato determinado que originou a CPI", disse. Fonte: Folha.

Diante dos fatos sobejamente noticiados pela imprensa,  podemos concluir, sem muita possibilidade de erro, que a CPMI do Cachoeira vai terminar em enorme "pizza", tal qual o processo Mensalão em análise para julgamento no Supremo Tribunal Federal.  Esperemos para ver!

Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi professor da Universidade Federal do Paraná, cidadão brasileiro.
Twitter: @Sakamori10 

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