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domingo, 29 de abril de 2012

BRASIL CONTINUARÁ COM AEROPORTOS DEFICIENTES

Os leitores vão estranhar sobre a afirmativa do título desta matéria, ou seja de que os aeroportos brasileiros continuarão deficientes, mesmo após as fetejadas privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília.  Mas exatamente isto que vai acontecer, após a realizações da Copa 2014.

O governo Dilma, na pressa de resolver o problema dos aeroportos já congestionados, resolveu fazer leilão de privatização de serviços dos três principais aeroportos do Brasil, com o objetivo de resolver o gargalo de demanda para o ano de 2014.  Isto será feito pelo consórcios que venceram as licitações, conforme plano de obras e cronogramas estabelecidos no edital de licitações. Para Copa de 2014, tudo certo.

O que eu questiono é sobre o que ocorrerá com aumento de demanda pós 2014.  Já é sabido que com atuais pistas e terminais dos três aeroportos citados não atenderão as crescentes demandas. Não fez parte do escopo de licitações, as novas pistas e correspondentes terminais nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasília. Com certeza absoluta, como 2 + 2 = 4, de que haverá necessidade de investimentos pesados em novas pistas e novos terminais para atender à nova demanda, pós Copa 2014. 


Esquece-se o governo, novamente, por falta de planejamento de longo prazo, dar solução para o problema que vai acontecer ainda nesta década.  Não é coisa para próxima década.  O governo, sempre curvou sua política da aviação civil à comodidade e as necessidades das companhias de aviação como a TAM e a GOL, que respondem com mais de 80% da demanda total de passageiros no país.  Há que estabelecer nova malha aeroviária, de tal forma que desconcentrem a função de "hub" para outros centros além de São Paulo, deslocando-a para os aeroportos Tom Jobim no Rio de Janeiro, Confins em Belo Horizonte e Afonso Pena em Curitiba.  


Para os leitores leigos, nem vamos entrar em detalhes técnicos que justifiquem as afirmativas acimas, mas fica registrado nesta matéria dois pontos principais.  O primeiro é de que há necessidade imediata de fazer planejamento de ampliação dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília com novas pistas e novos terminais.  O segundo ponto é que a ANAC e os órgãos competentes do planejamento estratégico dos aeroportos e aerovias, tomem decisões isentas, acima dos interesses particulares de apenas 2 companhias aéreas, que dominam o setor de aviação civil.


Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR.
Twitter: @sakamori10

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