terça-feira, 21 de novembro de 2023

A ausência de uma política econômica no País

 

Definitivamente, o Brasil não é exemplo para ser seguido pelos países periféricos, pelo menos, em política econômica e fiscal.  O maior país, em território e população da América Latina, não tem dado exemplo para a região e muito menos para o mundo global.   Já comentei, ontem, que o nosso país se distancia cada vez, mais em termo de PIB - Produto Interno Bruto, do maior e mais rico país do mundo, os Estados Unidos.   A escolha de "ser" um país de "rabeira", um país do terceiro mundo, parece ser dos nossos dirigentes políticos, de ontem e de hoje.   Os números e fatos mostram que estamos, sempre, "patinando" no lamaçal de políticas econômicas equivocadas ou simplesmente, a ausência delas. 

            As primeiras páginas de jornais de grande imprensa mostram que o processo de retrocesso na economia está cada vez mais visível.   As montadoras de automóveis que representaram a alavanca para crescimento industrial, estão se retirando do País, numa clara demonstração de descontentamento com a política econômica ou ausência dela, dos sucessivos governos, deste e o de antes.   Na ponta de consumo, os grandes varejistas, estão em grandes dificuldades financeiras, algumas em processo de "recuperação judicial" e outros com fechamento de pontos de venda, em visível retrocesso.    

             Para quem esperava uma guinada na economia com o novo Presidente da República, enganou-se.   O processo de "desmonte" da economia, neste Governo, pelo contrário, continua em ritmo acelerado.   As política públicas, nitidamente, populista, não estão trazendo resultados positivos.  Pelo contrário, a economia brasileira se deteriora cada vez mais.   Na contra mão, o inchaço da máquina pública é visível, com os 38 ministérios, ante 26 do governo anterior, as nomeações em cargos públicos, com salários acima da iniciativa privada, correm solto.  

       Mesmo quem não entende de macroeconomia, vê que os gastos públicos estão se exasperando cada vez mais.  Os números comprovam o fato.  O ano de 2023 deve terminar com o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de cerca de R$ 150 bilhões.   Déficit primário é o dinheiro que falta para cobrir os gastos públicos, antes mesmo de pagar os serviços da dívida pública.   Faz muito tempo, quase 10 anos que o País não consegue, sequer, pagar os juros da dívida do Tesouro Nacional.   O Brasil afunda em dívida pública.  Qualquer semelhança com o país vizinho, a Argentina, é mera coincidência.    Brasil é retrato, uma cópia perfeita, de empresas como a Americanas ou Magazine Luiza, antes impoluto, mas hoje, em dificuldade financeira, em vias de "implosão". 

             Eu, comentarista da macroeconomia "meia tigela", tenho comentado sobre a ausência ou a falta, de uma "política econômica" que englobe a economia nacional, não só o setor público, mas, sobretudo o setor privado, produtivo.   Mais um equívoco dos falsos formuladores da política econômica, a dupla Fernando Haddad e Simone Tebet, de que o Brasil não é dependente somente do setor primário como agronegócio e mineração, mas o País já ensaiou a industrialização, com a vinda da indústria automobilística, hoje, em debandada.  

           Pela ausência de uma robusta "política econômica" que englobe todos os setores da economia, incluindo o setor industrial, o futuro do Brasil é continuar rastejando "de joelhos", à procura de parceria com os países do primeiro mundo, para continuar fornecendo os "insumos" necessários para os seus desenvolvimentos, não os nossos.

           Fica aquela dúvida, na atual situação. A Argentina é o exemplo para não ser seguido pelo Presidente Lula ou o Brasil não é o exemplo para seguido pelo recém eleito Javier Milei da Argentina?

           Ossami Sakamori  

segunda-feira, 20 de novembro de 2023

O motivo do atraso do Brasil


No comentário de ontem, dia 19, domingo, mostrei em quanto o Brasil está defasado no crescimento econômico em relação ao mundo global, em especial aos Estados Unidos.  Ontem, também, assistimos o resultado das eleições presidenciais do país vizinho, a Argentina, onde o candidato liberal, da direita, venceu as eleições, com proposta de tirar o país da pior crise econômica/financeira dos últimos 50 anos.   O maior país da América Latina, o Brasil, continua "patinando" com crescimento econômico pífio, há pelo menos três décadas, incompatível com a sua potencialidade.

            Segundo as estatísticas, o Brasil teve uma média de crescimento do PIB de 2,2% ao ano, média muito baixa considerando o País como país "em desenvolvimento".  Segundo projeção do FMI (Fundo Monetário Internacional) o PIB do Brasil pode chegar a um valor corrente, 2023, a US$ 2,081 trilhões, com ligeiro acréscimo em relação ao ano de 2022, que fechou em US$ 1,924 trilhão. 

           No mesmo período, os Estados Unidos teve o crescimento do PIB de US$ 7,287 trilhões em 1994, que fechou o ano de 2022, com US$ 24,7 trilhões, maior do que o PIB chinês, a segunda maior economia do mundo, com US$ 18 trilhões no mesmo período.   Fazendo a comparação entre os Estados Unidos e o Brasil, o Produto Interno Bruto do País corresponde a aproximadamente 7,8% do PIB americano ou 11,7% do PIB chinês.

            No setor industrial, os Estados Unidos são os mais avançados do mundo, qualitativa e quantitativamente,  seguido de chineses.  A terceira economia do mundo, o Japão, responde com PIB aproximado de US$ 4 trilhões, aproximadamente o dobro do PIB brasileiro.   O Brasil com território de dimensões continentais, cerca de 8,5 milhões de Km2 e 203 milhões de habitantes, deveria estar ocupando a 3ª ou a 4ª economia do mundo, no entanto, estamos ocupando a 7ª posição da economia global.  

              Nos sucessivos governos, seja de direita ou de esquerda, dos últimos 20 anos, há um ponto em comum, a "ausência" da "política econômica", que deveria visar o crescimento econômico, baseado em produtos industrializados, de alto valor agregado.   O Brasil continua dependente de exportação de minério de ferro e de produtos agropecuários, tão igual como no século passado, de pouco valor agregado.   

       Pela ausência de uma "política econômica" que atenda não só o setor primário, mas sobretudo ao setor industrial, o Brasil não consegue subir no "ranking" de maiores economias do mundo.   Brasil virou vendedor de "oxigênio" ao mundo, com preservação dos ricos biomas de floresta, cerrado e pantanal, que preenche apenas as "vaidades" dos dirigentes da Nação.      

           Faz-se necessário, o atual e os sucessivos governos se preocuparem, não só na "política fiscal" ou "arcabouço fiscal", mas se preocupar com o  Brasil a longo prazo com uma "política econômica" robusta, que atraia investimentos produtivos nacionais e internacionais.   Em pouco tempo, o Brasil estaria com a sua população produtiva, em atividades nas fábricas, trazendo riquezas e conhecimentos à população.   A verdade é que os nossos políticos estão mais interessados nos seus "chiqueiros eleitoreiros" do que no crescimento econômico do País.

          Ossami Sakamori             

domingo, 19 de novembro de 2023

Brasil é país da periferia do mundo

 

Na revista Veja, de hoje, traz um artigo do ministro da Fazenda do governo José Sarney, o economista Maílson da Nóbrega, que sucedeu a ministra do Planejamento/Fazenda do Governo Collor, a Zélia Cardoso de Melo.  Ele que foi funcionário do Banco do Brasil, tem larga experiência no mercado de capitais e entende bem da economia mundial, apesar dele não ter tido sucesso, apesar das teorias econômicas que domina, sobejamente.

             Maílson lembra que em 1820, no período que a "Revolução Industrial" se espalhava pela  Europa e espalhou pelos Estados Unidos, a "renda per capita" americana era US$ 1.257, sendo o dobro da brasileira, de US$ 674.  Para a nossa tristeza, em 2022, a renda per capita americana subiu para US$ 62.866 enquanto a renda por pessoa no Brasil subiu para US$ 8.831 ou seja 7 vezes menor que a americana.  Completa o economista, ex-ministro da Fazenda do Brasil, enquanto os Estados Unidos viraram a maior potência econômica do mundo, detendo cerca de 25% de tudo que o mundo produz, nós brasileiros, estamos presos à mediocridade.  

            Digo, eu, que o Brasil perdeu o bonde da história global.  O nosso País perdeu oportunidade de ouro, com riquezas naturais em abundância e clima temperada propício para desenvolvimento econômico, não só no setor agropecuário.  O País "parou no tempo" nesse período, onde os países do mundo global procuravam ocupar os espaços de desenvolvimento na ciência, tecnologia e comércio exterior.   Hoje, o Brasil não se destaca em nada.  Não temos sequer um "Prêmio Nobel", de qualquer segmento.  Não temos parque industrial para exportação de produtos com alto valor agregado.   O País continua como no século passado, exportador de produtos primários, como agropecuários e minérios em forma bruta.

          Entra governo, sai governo, a prioridade continua sendo a mesma, o "mando" na política, com prioridade do uso de máquinas públicas, pagos pelos contribuintes.   Os discursos, dos políticos, se assemelham, de "esquerda" à "direita", com o único objetivo de domínio dos seus "currais eleitoreiros".   Enquanto, nos Estados Unidos, tanto a esquerda ou a direita, as propostas dos candidatos é geração de empregos no setor produtivo, no Brasil, a prioridade dos presidentes da Repúblicas que se sucedem, é o domínio da máquina pública.   No Brasil, o setor produtivo, de indústria, comércio ou serviços, são relegados ao segundo plano, nem ao menos tem o "norte" de uma "política econômica" do Governo federal.       Você saberia afirmar quais são as "políticas econômicas" do País, do atual e dos governos anteriores?  Não, não vão achar, porque o Brasil nunca teve "política econômica", como tem nos países desenvolvidos.  Os sucessivos governos, de hoje e os de antes, apresentaram as políticas fiscais, como se estas fossem a "única fórmula" que levariam o País ao desenvolvimento sustentável em todos os setores da economia.   Enquanto os presidentes da República ficarem olhando nos seus próprios umbigos, a população brasileira padece e o Brasil continuará sendo o País do terceiro mundo, o de "periferia".

           Ossami Sakamori

sábado, 18 de novembro de 2023

Assim, até o "Zé goiaba" administra o Brasil

 

Faz muito tempo que os administradores públicos brasileiros, sobretudo os federais, escancaram diretrizes macroeconômicos que deveriam seguir.  Via de regra, a "política econômica" fica por conta e vontade do Presidente da República, na maioria das vezes, sem nenhuma noção do que seja as "finanças públicas" e muito menos o que é uma "política econômica".  No Brasil, pelo menos do tempo que me lembro, a administração pública desastrada do temperamental e intempestivo Jânio Quadros (1917-1992), o País tem experimentado "políticas econômicas" tocado ao gosto e feitio de cada presidente da República, literalmente "nas coxas".

          No passado recente, desde 1999, a política econômica do País, se é que assim podemos denominar, os pretensos planos econômicos dos governos de plantões, estão apoiados nos três institutos: a) sistema de metas inflacionárias; b) ajuste fiscal e c) câmbio flexível.   No entanto, o País vive de "crises econômicas", que são resolvidos pelos pretensos "magos" da economia, uns mais ousados e outros mais ortodoxos.   O Brasil já esteve sob batuta de um Delfim Neto ou Mário Henrique Simonsen no passado.  Também, o País já passou pela política econômica/fiscal heterodoxo de uma Zélia Cardoso de Melo ou de uma política econômica/fiscal, "feijão com o arroz", do ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, do Governo Sarney, no período da hiperinflação dos anos 1980.

       Para resolver o problema da hiperinflação, grande parte devido a "indexação" generalizada de contratos no mercado financeiro e nos contratos de toda natureza, foi criado em 1994, no governo Itamar Franco, o Plano Real, que acabou com a indexação de maioria dos instrumentos econômicos e financeiros do  País. 

          Ao longo dos dois primeiros mandatos do Presidente Lula, a moeda teve seu  poder de ganho, relativamente, estável, com "mão de ferro" do então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.   E, também, é de autoria do Henrique Meirelles, a emenda dos teto dos gastos públicos ou a Emenda 95, que previa o limite de gastos públicos aos níveis de 2016, corrigido pela inflação do período subsequente.   A Emenda 95, foi seguido com algumas alterações até o governo Bolsonaro (2019-2022).

          O atual governo, o do Presidente Lula, no afã de "mostrar" as realizações do seu Governo, promoveu o inchaço da máquina pública, com 38 ministérios, do antes 26, para abrigar os seus aliados políticos.  Deu no que deu.  O ano de 2023 deverá terminar com o "déficit primário" ou "rombo fiscal" de cerca de R$ 150 bilhões e com o endividamento público federal, acima de R$ 6,2 trilhões para um PIB - Produto Interno Bruto de R$ 9,9 trilhões.  

          O País só não está "falido" porque o setor produtivo contribui o suficiente para cobrir os gastos públicos desmedido, acima da sua capacidade de arrecadação, de impostos, contribuições e tarifas, que se acha "no limite" da sua capacidade.   Isto tudo num País, sem rumo para o setor produtivo, que contribui com os pesados "impostos".   Em resumo: o setor produtivo é que "banca" os gastos públicos dos sucessivos governos "perdulários".   Neste quesito, o governo do Presidente Lula é "campeão dos gastos públicos", que paga as contas públicas com o "cheque especial", que sobrará para o contribuinte, que em algum momento, será chamado a cobrir a conta.

         Em outras palavras, o Governo Lula saca cheque especial !   Assim, até o "Zé goiaba" administra o Brasil.  Lembrando que, quem recolhe os impostos é o setor produtivo e quem gasta são os governos em 3 níveis.

           Ossami Sakamori       

          


sexta-feira, 17 de novembro de 2023

Ações sobre meio ambiente é dever de todos!

 

Demorou para se pronunciar sobre o meio ambiente, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, o CNI, Robson Braga de Andrade, mineiro de nascimento e é engenheiro mecânico de formação.  As intensas altas de temperaturas no Brasil, fez despertar o interesse da entidade que representa ou representava o "pensamento" do setor produtivo brasileiro.   Antes tarde do que nunca!

            Disse ele: As consequência do aquecimento global são diversas: "secas e chuvas intensas, escassez de água, incêndios, ondas de calor e frio, aumento do nível do mar, inundações, tornados, tempestades catastróficas e perda da biodiversidade".  Lembrou ele, que para limitar o aumento da temperatura global em 1,5% até o final do séculos, os países estão sendo conclamados a apresentarem metas para redução das emissão de gases de efeito estufa.  

            O compromisso do Brasil é de reduzir em 37%, suas emissões de gases de efeito estufa até 2025 e em 50% até 2030, além de atingir a neutralidade climática até 2050, de acordo com a Assembleia Geral das Nações Unidas, composta por  193 Estados-membros, para que "ninguém no mundo fosse deixado para trás" (sic).  Visão exata no campo de ciências inexatas, na minha opinião.

            Dentro deste contexto, o Brasil vive uma situação única no mundo, de administrar a "abundância" de recursos naturais.  O País possui a segunda maior cobertura florestal, estimado em 60%, do mundo e abriga cerca de 20% de biodiversidade do planeta, além de sermos os detentores de 12% de água doce do planeta.  Essas características abrem ao Brasil, oportunidades únicas, nos campos de agricultura sustentável e de serviços de turismo internacional nas florestas, pântanos e cerrados, dentro do novo conceito ESG, que engloba não só o meio ambiente, mas que leva em conta a população que nele vive. 

           O pronunciamento do presidente da CNI vem na hora oportuna, não só pelo aquecimento acima da média, nesses últimos dias, mas sobretudo porque o Brasil vai sediar a COP-30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima em novembro de 2025.   Na nossa visão, a preservação dos biomas como a Amazônia, cerrado e pântano, é dever não só da população que vive sob os biomas consideradas, mas, sobretudo de todos os brasileiros.   O pronunciamento do presidente do CNI veio em boa hora, uma vez, que a ministra Marina Silva, está sobejamente ocupada com os índices de queimadas, numa visão "míope" sobre o problema do meio ambiente de jurisdição da pasta do Meio Ambiente.

            Parabéns ao Robson Braga e todos aqueles que tem visão global sobre o Brasil, na ausência de políticos com visão do futuro, focados que estão em atendimentos sociais da população, nas diversas formas de "auxílios" para manter os seus "currais eleitoreiros". 

               Ossami Sakamori  

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Brasil é um país de jegues!

 

Hoje, depois do feriado de ontem, dia 15 de novembro, o dia em que comemora a Proclamação da República, volto ao assunto polêmico e espinhoso referente aos gastos públicos, sobretudo, do Governo federal.  O Brasil e muitos países do mundo global convivem com o "dilema" de intervenção ou não do governo na economia do país.   Uma briga insana entre os economistas que defendem a economia liberal e outros que defendem a economia social, estes últimos com forte viés de intervenção na economia pela estrutura dos governos de plantões.

         Vamos começar pelo exemplo da maior economia do planeta, que sozinho responde, grosso modo, a 25% de tudo que produz no planeta.   Falo dos Estados Unidos da América, cuja colonização se deu de norte em direção ao sul, pelos irlandeses atravessando os mares que separam o continente europeu do continente americano.   Ao contrário, no Brasil a colonização se deu com desembarque dos europeus do continente, especificamente, dos portugueses, donde origina a língua pelo qual você, leitor, está lendo.  

          Os Estados Unidos adotaram como princípio econômico, a economia liberal, que se deu com a teoria econômica do Adam Smith (1723-1790), escocês de nascimento, considerado o "pai da Economia Moderna" e que deixou como seguidores como John Maynard Keynes (1883-1946), cujo pensamento, tem o viés de intervenção do governo na economia.  Um novo pensamento macroeconômico apareceu nos Estados Unidos, conhecido como escola de Chicago, cujos fundamentos foram defendidos pelo professor Milton Friedman (1912-2006).  O então presidente Ronald Reagan, aproveitou do seu pensamento e implantou a clássica "desregulamentação" da economia e na mesma época, na América Latina, o novo pensamento macroeconômico foi adotado pelo, então, general Augusto Pinochet do Chile.  

            Neste interregno de tempo, o Brasil não teve os grandes influenciadores da macroeconomia além dos professores Roberto Campos (1917-1986), diplomata e avô do atual presidente do Banco Central do Brasil e do Eugenio Gudin (1886-1986), que marcaram época.    Sem fazer críticas contundentes, o Brasil não teve grandes pensadores da macroeconomia, senão alguns nomes lembrados pelo "mercado financeiro", os verdadeiros "amadores" e "seguidores" da teria macroeconômica como a professora de direito, Simone Tebet no Ministério do Planejamento e do advogado de formação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

           Pela ausência de um "John Keynes" ou um "Milton Friedman", o País fica à mercê de um plano macroeconômico de uma professora de direito no Planejamento e de um advogado e professor na Fazenda, ambos sem nenhuma formação na economia e muito menos nos fundamentos da macroeconomia.  Na ausência dos formuladores de uma politica economia, o Brasil fica à mercê de um "arcabouço fiscal" da dupla que comanda a economia do País e de um Presidente da República, um analfabeto funcional, tocando ao seu modo, no "chute", o PAC, um plano de investimentos públicos.   

      À essa altura, sem atuação contundentes dos políticos de oposição e nenhum comentarista botando o "dedo na ferida", o Presidente Lula, analfabeto, assume como o "formulador" da política econômica de um país com 8,5 milhões de km2 e 203 milhões de habitantes.   Isto me faz lembrar um país do "terceiro mundo", por merecimento.   O Brasil é um país de "jegues", conduzido por um outro igual.  Um pensa que enganou o outro...

           Ossami Sakamori             

terça-feira, 14 de novembro de 2023

Deus escreve certo por linhas tortas

 

O Presidente Lula tem uma vaga noção sobre a macroeconomia por ter sido Presidente da República por duas vezes e em parceria com Henrique Meirelles, um banqueiro com larga experiência em mercado financeiro global e visão pragmática sobre os princípios macroeconômicos que, em tese, deveriam nortear as finanças públicas.  Meirelles foi presidente internacional do BankBoston, ocupou a presidência do Banco Central do Brasil de 2003 a 2011 durante o Governo Lula e Ministro da Fazenda do Governo Temer entre 2016 e 2018.   Ao menos, o Presidente Lula teve um excelente professor em macroeconomia. 

          O Presidente Lula, quer fazer gastos públicos em 2024 acima do teto, custe o que custar, em investimentos públicos, com o seu PAC, o Plano de Aceleração de Crescimentos, com vistas às eleições municipais.   O desejo dele, a execução do programa de investimentos públicos, que sabidamente causa impacto negativo nas contas públicas, contrariando a equipe econômica comandada pelo ministro da Fazenda Fernando Haddad.   Na queda de braço entre o comandante e o comandado, já sabemos quem será o vencedor nesta disputa.

             O Brasil, desde a crise econômica e financeira de 2014/2015, no governo da Presidente Dilma, PT/MG, a pior dos últimos 100 anos, não consegue "fechar" as contas públicas no "azul".  Com um "superávit primário" insignificante de R$ 54 bilhões em 2022, no último ano do mandato do Presidente Bolsonaro, as contas públicas não conseguem fechar com o "superávit primário", o que seria desejável e era constante nos anos precedentes ao segundo mandato do governo Dilma.

         Explico: O déficit primário, para leigos entenderem, é o dinheiro que falta para cobrir as contas primárias do Governo federal, incluído educação, saúde e segurança pública e Previdência Social, incluído nelas, também, os gastos com a estrutura do Congresso Nacional e do STF.   O que sobra, se sobrasse, teria denominação de "superávit primário" e seria destinado ao pagamento de juros da dívida do Tesouro Nacional.  Mesmo tendo o "superávit primário", se não conseguir pagar os juros da dívida pública, a denominação da situação se dá como sendo "déficit nominal".  O Brasil, não consegue "zerar" o "déficit nominal" há muitos anos.  

           É dentro desta situação, do "déficit primário" nas contas do Governo federal, que o Presidente Lula, lança o seu PAC, o Plano de Aceleração de Crescimento, com vistas às eleições municipais.   Não está bem claro e nem tem o número preciso de quanto será o "déficit primário", o dinheiro que falta, para cobrir as contas do Governo federal em 2024.  Estima-se, que o "déficit primário" do próximo ano, devido ao PAC do Presidente Lula, seja algo ao entorno de R$ 150 bilhões.   O valor não é tão expressivo se considerar os gastos públicos da esfera federal, se considerar que as despesas totais do Governo previsto no Orçamento Público federal para 2024 é de R$ 2,2 trilhões, "exceto" juros da dívida pública.  Para se ter ideia, o PIB - Produto Interno Bruto de 2023 deve fechar o ano ao redor de R$ 9,9 trilhões.  

           O Brasil já "jogou a toalha" na crise de 2014/2015. O País não consegue pagar "nem ao menos, os juros da dívida do Tesouro Nacional".  Mesmo nesta situação preocupante, o Presidente Lula anuncia o seu PAC, o Plano de Aceleração do Crescimento, na tentativa de ampliar a sua base eleitoral.   Quem sabe, concretize a profecia popular de que Deus escreve certo pelas linhas tortas e o plano do Presidente Lula produza os efeitos do crescimento econômico do País.   

           Ossami Sakamori


segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Brasil está como botequim da esquina

 

O que falta ao Presidente Lula é um ministro da Fazenda e do Planejamento, com boa formação em macroeconomia, que conheça os principais vertentes delineados pelos notórios teóricos do mundo moderno.   Infelizmente, o que se vê é ele próprio, o Presidente Lula, querer ser o formulador da política fiscal e econômica do Governo federal, sem ao menos entender os princípios básicos da macroeconomia do mundo global.   

            A grande imprensa noticiou que o Presidente Lula faltou a um jantar com empresários brasileiros e estrangeiros, nessa segunda-feira, dia 6, em Brasília.  O encontro teria sido marcado pela Apex, a agência de promoção das exportações presidido pelo Jorge Viana, PT/AC, ex-senador da República.   A Apex-Brasil é uma agência de promoção das exportações de produtos e serviços no exterior, além de atrair investimentos estrangeiros para os setores estratégicos para economia brasileira.  Definitivamente, a macro economia não é "praia" do Lula. 

     Na falta de conhecimento sobre macroeconomia, o Presidente Lula deveria, ao menos, se cercar de profissionais que tenha ao menos, o  mínimo de conhecimento da macroeconomia.  O mundo moderno, do século XX, os princípios da macroeconomia são baseados, sobretudo, em dois grandes formuladores, o britânico John Maynard Keynes, do início do século, ao economista americano, Milton Friedman (1912-2006), da Escola de Chicago, especializada em disseminar os valores do liberalismo econômico e agraciado com o Prêmio Nobel da Economia em 1976.  

            Para vocês se situarem, a teoria do economista John Keynes é mais conhecido entre os brasileiros como "neoliberal", onde a base do crescimento econômico  é a forte intervenção do Estado na economia.  Enquanto, a teoria do professor Milton Friedman  é baseado na "desregulamentação" da economia, deixando a "livre competição" entre os empreendedores como pilar do crescimento econômico de qualquer país.   Ronald Reagan adotou a teoria liberal do Milton Friedman, implantando a "desregulamentação" da economia nos Estados Unidos.   Ironicamente, a teoria do Milton Friedman foi adotado pelo ditador Augusto Pinochet do Chile, que deu impulso à modernização da economia chilena.

             Infelizmente, os nossos sucessivos presidentes da República, são burocratas, que pouco entendem dos princípios da macroeconomia e são assessorados pelos ministros da área econômica que pouco entendem das vertentes macroeconômicas, essenciais para colocar o País no rumo do crescimento econômico sustentável.   Brasil é governado pelo "bêbado" e se comporta como um, sem grandes perspectivas no mundo cada vez mais competitivo.   

          Sai governo, entra governo, o País é conduzido pelos "analfabetos funcionais" em macroeconomia, competindo com os países com burocracia estatal sólida, da esquerda ou da direita, ao redor do mundo.   O Brasil se compara ao "botequim" da esquina, sem o menor planejamento de longo prazo.  

            Ossami Sakamori              


sábado, 11 de novembro de 2023

Com o IVA, o Governo federal ganha

 

Acreditar que a reforma tributária, aprovado pelo Senado Federal nessa semana e aguardando confirmação ou não das emendas apresentadas pelos senadores pela Câmara dos Deputados, vai resolver todos os problemas do País, é puro sonho.   Sonho de verão que vai se esvair na implantação da mesma.  Nas minhas contas, a simplificação tributária com o nome de IVA, vai trazer aumento de carga tributária sobre os produtos na ponta do consumidor, porque dificulta a "sonegação".   Em parte, resolve a "injustiça fiscal", que ocorro hoje, com as mais poderosas empresas e pessoas aproveitarem-se das brechas da lei, com o regime atual, a "elisão fiscal".  

             Promete, o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, PP/AL, derrubar as emendas que beneficiam alguns setores da economia, voltado ao texto original da Câmara.  Na prática, a arrecadação do Governo federal vai aumentar com a simplificação do atual regime tributário federal, cheio de possibilidade de "interpretações" das leis vigentes, que as grandes companhias com equipe de tributaristas fazem o "planejamento tributário" afim de pagar menos tributos.   Com o novo regime, o IVA, o cálculo dos impostos fica simplificado e "escancarado", acabando com os "escaninhos" das "sonegações".  

            No entanto, a reforma tributária aprovada no Senado e ainda pendente da confirmação pela Câmara dos Deputados, simplifica a apuração dos tributos, mas, com certeza, não alivia a carga tributária.   Devido a simplificação, facilita a fiscalização da Receita Federal, pelo menos no âmbito federal, e dificulta as empresas recorrerem à esfera administrativa e ao judiciário com intuito de postergação de pagamentos.  

            Porém, a alegria para por aqui.  O IVA brasileiro será implementado gradualmente no lugar dos atuais impostos, até entrar totalmente em vigor, somente em 2032.  Na oportunidade, com certeza, terão os novos comentaristas econômicos ou comentaristas novos a dar orientações mais precisos sobre o planejamento tributário nas épocas oportunas.  

             Ossami Sakamori

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

IVA aumenta carga tributária

 

O então ministro de Planejamento do Governo Castelo Branco, avô do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, um dos formuladores da política econômica do País, como ministro de Planejamento do Governo Castelo Branco, no regime militar, se vivo fosse, deveria estar triste com a situação fiscal do Brasil.   O País já teve nomes que deixaram marcas na macroeconomia como formuladores da política econômica do País, nomes como do professor Eugênio Gudin e do engenheiro e economista Mário Henrique Simonsen, que deixaram marcas dos seus pensamentos da macroeconômicos no País.  

            Ontem, o Senado Federal, aprovou o texto da Reforma tributária, uma PEC - Proposta de Emenda Constitucional, de autoria do economista Bernardo Appy, mentor da proposta da reforma tributária, aprovada ontem.   Para entrar em vigor, há necessidade de apreciação pela Câmara dos Deputados, par validar ou excluir várias emendas sobre o texto original da Reforma Tributária.   A votação na Câmara deverá ocorrer ainda esta semana, para entrar em vigor, gradativamente, até 2030.   

             O  PEC transforma cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Confins) em três impostos: Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto Seletivo (IS) — conhecido como como “imposto do pecado”, com o objetivo de  desestimular o consumo de produtos que prejudicam a saúde e o meio ambiente, como cigarros e bebidas alcoólicas. 

           A CBS (de competência federal) e o IBS (estadual e municipal), que tributam o consumo, são formas do IVA, que incidem "apenas no destino", evitando assim cobranças de impostos sobre os já pagos, tornando uma legislação uniforme em todo  território nacional e não cumulativo.  A tributação recairá apenas no destino.  

          A alíquota, aprovada ontem, é de 27,5%, que o consumidor deverá pagar no momento da compra de produtos e ou mercadorias.   Exclui do IVA, o pagamento de tributos como IOF, Imposto sobre Operações Financeiras e Imposto sobre heranças.  Exclui também, o Imposto de Renda da Pessoa Física e de Pessoa Jurídica.  Exclui, também, os Fundos Constitucionais e tarifas públicas de diversas naturezas. 

             Na minha opinião, as novas regras de impostos, o IVA, dificulta a "sonegação" de impostos, e no aspecto global, aumentando a "carga tributária" do País como um todo.   Faz muita falta o emérito Roberto Campos.

            Ossami Sakamori

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Brasil é um país fora da curva...

 

Agora, vai!  Só, faltava ao Brasil, maior país da América do Sul, 9ª economia do mundo global e maior país lusófono do mundo, a mulher de um Presidente da República ter o "status" de "primeira dama" ou "Primeira Dama".   Assim, exige, a mulher do Presidente Lula, a respeitada, Janja da Silva.  

           Segundo o tradicional jornal, o Estadão, dos Mesquita, desde 1875, e na sua direção o Júlio César Mesquita, em 1885, como diretor de redação, que fez entrevista com a mulher do Presidente da República, Lula da Silva, afirma a frase que segue, para não haver distorção sobre ela:  "Falam muito de que eu não ter um gabinete, mas precisamos  recolocar essa questão.  Nos Estados Unidos, a primeira-dama tem, se referindo a um gabinete no Palácio do Planalto".   Afirma ainda, que a primeira-dama nos Estados Unidos, tem agenda, protagonismo e ninguém questiona.  Por que se questiona no Brasil?  Sei os limites, prosseguiu: "Eu quero saber das discussões, me informar, não quero ouvir de terceiros", justificou.

           Para mim, tanto faz como tanto fez.  O Lula foi eleito como Presidente da República, apesar de "analfabeto funcional", de todos os brasileiros, inclusive deste que aqui escreve.  Como demonstrado nas matérias anteriores, o Presidente Lula, anunciou nessa última semana que o País, o nosso, terá que executar o Orçamento público como ele, o Presidente da República deseja, não importando se essa medida trará danos irreparáveis para a economia e futuro do País.

            Nos países do Primeiro mundo, as primeiras damas, ocupam suas funções protocolares com muita discrição, nem sempre, acompanhando-os em seus périplos que envolvem negociações políticas de cada país.   No entanto, a nossa primeira dama, conhecida como "Janja", dá "pitaço" em tudo, nas suas falas do Presidente Lula, dentro e fora do Governo, com seus "bilhetinhos" passados, nas suas falas, sem nenhum  "pudor".

             Infelizmente, o mundo global se refere ao Brasil como país do "terceiro mundo", se confirma no "front" interno, à vista de todos nós.  Está certo que a primeira dama queira "escolher" a "cama presidencial" ao estilo e ao seu gosto, mas exigir um gabinete funcional no Palácio do Planalto é coisa de um país que não consegue sair do "status" de "país subdesenvolvido".   Brasil é um país "fora da curva", diriam os entendidos na política.  

            Janja será a nossa "Evita"?

             Ossami Sakamori    

domingo, 5 de novembro de 2023

Economia: Este filme, déjà vu !


O mercado financeiro e os economistas de renome ficaram arrepiados com a última fala do Presidente Lula, a de que não importava para ele o "déficit primário" e que ele, Presidente da República, vai levar investimentos públicos à população carente, custe o que custar.  O Presidente da República está determinado a cumprir as metas de investimentos do seu governo não importando os preceitos recomendados pela macroeconomia, não importando o resultado da economia do País, desde que garanta a popularidade.   Na terra de "cego" ou de "nó cego", Presidente Lula nada de braçadas, ganhando os aplausos dos seus séquitos de ministros seguidores.   Quem está com "nariz torcido" é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, preocupado com a repercussão no mercado financeiro nacional e internacional.

             Em qualquer parte do mundo global, os países seguem as regras de uma política econômica e política fiscal dentro das boas regras da "macroeconomia".  Em resumo, o que ele, Lula, afirma é que vai gastar quanto ele, o Presidente da República, quiser num gesto que lembra os ditadores dos países pobres da África, exceto alguns países que seguem as boas regras da macroeconomia como a África do Sul, colonizado pelos britânicos.  

              O "déficit primário", recordando, é o dinheiro que falta para pagar os gastos para manter a estrutura do Governo federal, incluindo alguns investimentos nas áreas prioritárias do País, independente de quem esteja à frente do Governo.   No "déficit primário" não inclui o pagamento de qualquer tipo de serviços da dívida pública, como juros da dívida do Tesouro Nacional, muito menos a amortização de uma parte dela.    

              Na "macroeconomia", o pagamento de serviços da dívida pública, só acontece com  a geração de "superávit primário", que é o dinheiro que sobra para pagamento de juros e eventuais amortizações do principal.   Quando acontece o "superávit primário", mas não consegue pagar "totalmente" os serviços da dívida do Tesouro Nacional, o valor que falta denomina-se "déficit nominal".   A economia só será saudável quando gerar o "superávit nominal" para amortizar parte da dívida pública líquida, que nos dias de hoje supera os R$ 6 trilhões e ainda sobrar dinheiro para investimentos.   Quando um brasileiro ou brasileira nasce, já carrega nas suas costas a dívida do Governo federal ao redor de R$ 29,5 mil "per capita".

             A atual situação de Governo federal de não conseguir pagar as suas próprias contas, vem desde a crise econômica e financeira do Governo Dilma, PT/MG, vide o gráfico do topo em 2014/2015.   O gráfico mostra, também, o resultado negativo expressivo das contas do Governo federal, devido a paralização total da economia devido a pandemia do Covid-19, em 2020.  O gráfico mostra, também, um pequeno "superávit primário" em 2022, R$ 54,1 bilhões, o último ano do Governo anterior, apesar das eleições.

       Diante da situação, sobejamente, demonstrada, o futuro da economia do Brasil, se é que tem, poderá resultar num novo desastre econômico/financeiro. Este filme, déjà vu.  

                Ossami Sakamori

sábado, 4 de novembro de 2023

Brasil não enxerga o seu próprio umbigo!

 

Nem é necessário ser um cientista político para entender o que está acontecendo sobre o  atraso de liberação do grupo de brasileiros retidos na Faixa de Gaza.   Já houve três saídas de reféns do Hamas, via portão do Rafah, que liga a Faixa de Gaza e o Egito.  Ontem, dia 3, o governo de Israel prometeu ao Itamaraty, Ministério de Relações Exteriores do Brasil, que até a quarta-feira, dia 8, o grupo de 34 brasileiros retidos na Faixa de Gaza deixará o território palestino.  A garantia teria sido dada pelo ministro de Relações Exteriores de Israel Eli Cohen ao seu correspondente ministro Mauro Vieira, numa completa falta de prioridade daquele governo.

      Mesmo os jornalistas brasileiros que cobrem o conflito entre o grupo Hamas e Israel, iniciado com o bombardeio maciço de cidades e vilas do Israel, com cerca de 2 mil mísseis, deixando centenas de mortes de pessoas do povo judeu, de crianças, jovens, mulheres e homens da população, não levam em consideração o que ocorrera no dia 7 de outubro, com agressão pelo grupo terrorista Zamas ao Estado de Israel, deixando dezenas de vítimas.   O grupo Zamas, é uma organização terrorista, financiado, sobretudo pelo Irã, com o fornecimento de armas modernas, os mísseis de longo alcance. 

             O Brasil, na presidência temporária, no mês de outubro, do Conselho de Segurança, propôs "cessar fogo" entre Israel e grupo terrorista Zamas, para liberação de prisioneiros, cujas proposições foram "vetados" pelos Estados Unidos e Rússia.  O governo brasileiro, leia-se Presidente Lula, quis marcar posição política "neutra" entre o grupo terrorista Zamas e o Estado de Israel, no que não teve êxito, devido ao apoio indireto ao grupo terrorista.  O Brasil não ocupa mais a presidência temporária do Conselho de Segurança da ONU e no final deste ano deixará de ser membro transitório do mesmo Conselho, perdendo de vez, voz no Conselho de Segurança da ONU.   

             No decorrer do conflito, o Brasil tentou ocupar posição de "intermediário" no conflito entre  grupo terrorista Zamas e Israel, segundo a grande imprensa, telefonando para o presidente do Israel e presidente da Palestina para propor o fim do conflito entre o grupo  terrorista Zamas e Estado de Israel, dispensando ao "grupo terrorista" o mesmo "status" de um Estado legalmente constituído, como o Israel.   O Governo brasileiro, via Itamaraty teria mantido contato com os financiadores do grupo terrorista Hamas, sobretudo, os países islâmicos, para dar "janela" para os reféns brasileiros.   Esquece o nosso Itamaraty de que, as liberações são decididos pelo Egito e Israel, sem interferência da ONU, com opinião de peso dos Estados Unidos, que não veem com "bons olhos" a excessiva "afinidade" do Brasil com o grupo terrorista Hamas e com os países islâmicos, inimigos históricos dos Estados Unidos e do Israel.  

             E, completando o comentário: a ajuda humanitária do Brasil ao povo palestino da Faixa de Gaza, o envio de dois caminhões de filtros de água e medicamentos de primeiros socorros, tão propalado pelo Governo brasileiro, é um grão no universos de mais de 250 caminhões, em fila de espera, doados pelos países do mundo todo.  A ajuda humanitária, 2 caminhões dos brasileiros, se perderam no meio de centenas deles na fila de espera para entrega pelo portão de acesso, Rafah.  

          Infelizmente, falta ao Governo brasileiro, estatura política necessária para ter espaço na política mundial, com algum poder de decisão.  Enquanto, o Brasil tiver afinidade com o grupo, sobejamente, conhecida como "terrorista" e nem sequer consegue dar conta dos grupos de milícias dentro do seu próprio território, a população brasileira terá que assistir e ver o Brasil como um país, os últimos da fila, infelizmente.

        Brasil não enxerga o seu próprio umbigo!

              Ossami Sakamori     

quinta-feira, 2 de novembro de 2023

A GLO do Lula

 

O mundo dá voltas, rapidinho.  Ontem, sob argumento de manter ordem na segurança pública do Rio de Janeiro, o Presidente Lula decretou o GLO - Garantia da Lei e da Ordem, direcionada aos portos e aeroportos.   A medida valerá até maio de 2024 e foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União, nessa quarta-feira, dia 1/10.  

      Embora, argumente que a Lei está direcionada apenas aos portos e aeroportos, ela abrange a vida de cada cidadão nos estados de Rio de Janeiro e São Paulo, onde se localizam as principais portas de entrada do País, os aeroportos de Galeão, Santos Dumont e Guarulhos e os portos de Rio de Janeiro e Santos.    Além de garantir a exceção às leis vigentes, o Exército ficou incumbido da vigilância nas fronteiras terrestres do Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, numa faixa de 150 km.   

            Aparentemente, a GLO foi editado com a finalidade de coibir o tráfico de drogas e armamentos  nos portos, aeroportos e pelas fronteiras do País, a lei é a mesma que o ex-presidente Bolsonaro teve seu direito político suspenso pela suposta tentativa de uso do GLO para dar "golpe de Estado" no País.   Imagino que, a GLO tem os viés do "bom sentido" e do "má sentido", dependendo de quem o edita.

           No campo da economia global, ontem, foi dia de decisão dos banco central americano, FED e também do Banco Central brasileiro, estabelecerem a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro americano e brasileiro, respectivamente.   O mercado financeiro global respirou aliviado com a manutenção da taxa de juros americanos no atual patamar, de 5,25% a 5,50%, sem viés.  E, no Brasil, o Banco Central estabeleceu a taxa básica de juros Selic, com recuo de 0,5%, cravando em 12,25% ao ano, dentro do esperado e já precificado.

            Hoje, é feriado apenas no Brasil e o mercado financeiro internacional acordou animado com a manutenção da taxa básica de juros do FED e opera em alta de oriente a ocidente.  Certamente, o mercado financeiro brasileiro deverá operar em alta, amanhã, mantendo a tendência dos últimos dias.    De certa forma, a GLO do Lula deve influir, também, positivamente, nos números do mercado financeiro, nesta sexta-feira. 

           Nada como um dia atrás do outro, para mostrar que o mundo continua "redondo" e o mercado financeiro continua "global", com Biden ou sem Biden, com Lula ou sem Lula.  Como diz o já conhecido ditado: "são todos farinhas do mesmo saco!".  

           Ossami Sakamori

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Brasil, país de analfabetos funcionais

 

Os políticos não entendem e muito menos os empresários da Avenida Paulista, o motivo porque o Brasil não anda para frente, apesar da distribuição de renda para a população de "pouca renda" ou em "economês" utilizado pelos políticos e analistas econômicos denominam de "baixa renda".   Faltam a eles a vivência, além de  um mínimo conhecimento de macroeconomia.   A economia do País, não decola, mesmo com esbanjamento de gastos públicas em programas sociais, além do reajuste dos próprios funcionários públicos.   

        Oficialmente, endente-se como população de baixa renda, segundo o Decreto 6.135/2007, as famílias com renda familiar mensal por pessoa de até meio salário mínimo ou família que possui renda mensal total de todos os integrantes de até 3 salários mínimos.  Isto é, a maior parte da população. Não estou a criticar os programas sociais do Governo Lula, que atende parte das distorções sociais que ocorrem no País há décadas.

               Então, porque o Brasil se encontra em estagnação econômica desde a última crise econômica financeira de 2014/2015?  Os sucessivos governos tem tentado sair do "buraco" que se meteu, mas não apresenta nenhuma "política econômica" de longo prazo que atenda aos setores da economia do País, englobando, não só o setor público, mas sobretudo ao setor privado.   O resultado é que, o que se vê é a fuga das indústrias que empregam pessoal qualificado,  como a indústria automobilística.  

       As transnacionais preferem importar produtos prontos do que produzir aqui no Brasil com enorme burocracia e excessiva carga tributária.  A primeira dificuldade é o "cipoal" de burocracia, sobretudo na área tributária, que faz um empreendedor pensar duas vezes antes de aventurar-se em qualquer empreendimento produtivo no País. Além dos governos em três níveis, o federal, os estaduais e os municipais, que incham cada vez mais para para oferecer empregos para os seus "cabos eleitorais".   A estrutura dos governos em três níveis, incluído Previdência Social, responde grosso modo por cerca de 50% de tudo que o País produz.   A iniciativa privada, além de enfrentar a burocracia estatal e a carga tributária do Primeiro Mundo, é compelido a carregar nas costas as estruturas dos governos e fazer dos políticos como se fossem os "salvadores da pátria".  

             Por outro lado, a iniciativa privada, não tem conhecimento e nem incentivo da "política econômica", ausente nos sucessivos governos, de direita à esquerda.   O que se vê, são apenas a "política monetária" do Banco Central, que é apenas gestor e "guardião" do poder de compra da moeda, no caso o "real".  Único programa que poderia se dizer política econômica e que ainda deixa o Brasil despontar como um país emergente é a "política agrícola", baseado em financiamento a título de "custeio", com o dinheiro do Tesouro Nacional.

        O Brasil, cuja crítica em tempos passados, era formação de mão de obra de nível superior.   Hoje, ao contrário, o País produz pessoal de nível superior de qualidade, requisitados pelas indústrias do primeiro mundo.   Talento, nós temos.  Só não criamos oportunidades para a nossa mão de obra qualificada.   O que o Brasil não tem é uma "política econômica" que aproveite todo o potencial criado ao longo do tempo, à duras penas à população, servindo-se tão somente para dar emprego aos "analfabetos funcionais" em altos escalões da burocracia estatal.   

              Ossami Sakamori                 


segunda-feira, 30 de outubro de 2023

A picanha que demora a chegar ...

 

Esta semana, na próxima quarta-feira, o COPOM - Conselho de Política Monetária do Banco Central, deverá estabelecer a nova taxa básica de juros, Selic, para ter validade para os próximos 45 dias.   O mercado financeiro já precificou e espera a nova taxa Selic com redução de 0,5% sobre a atual taxa de 12,75%. E, ainda, segundo o Boletim Focus, a taxa básica de juros Selic deverá terminar o ano em 11,75%, o mesmo nível de junho de 2022.  

              O mercado financeiro e o setor produtivo do País, já acostumou com o "exorbitante" taxa básica de juros, exorbitante, qualquer que seja a taxa que o Banco Central venha estabelecer.   A taxa básica de juros, Selic, faz parte da "política monetária" do Banco Central, que anda "descolado" da "política econômica" do Governo federal.   Isto funciona em qualquer parte  do mundo.  

             O estabelecimento da taxa básica de juros Selic, deveria seguir tão somente o componente, a liquidez do sistema, um aperto monetário ou liquidez frouxo, que deveria ser dependendo, da tendência da inflação para os próximos 24 meses, no mínimo.   Para exemplificar, o FED, o Banco Central americano, estabelece a taxa básica de juros dos seus títulos, baseado na inflação presente e no índice da atividade econômica, balizada pelo índice de desemprego do país.  

            Como o Brasil é país de "jabuticaba", fruta que só dá no País, a taxa básica de juros dos títulos do Tesouro Nacional, é estabelecido, levando-se em conta o componente uma "política fiscal" frouxa do Governo federal.  Como a atual política fiscal, que já levou o nome de "arcabouço fiscal" pelo ministro da Fazenda, o político Fernando Haddad, não tem compromisso com o "equilíbrio fiscal", entre receitas e despesas das contas do Governo federal, o mercado financeiro "exige" um "adicional" de risco sobre aplicação em títulos do Tesouro Nacional.   

            Desta forma, apesar de inflação oficial, IPCA, registrar 5,05% nos últimos 12 meses, fechado em setembro último e a inflação acumulada do ano, em setembro, marcar 3,96%, faltando somente 3 meses para fechamento do ano de 2023, a discussão sobre a taxa básica de juros Selic está em ser 12,75% para mais ou para menos.  

            A consequência da taxa básica de juros Selic, oferecer rendimento líquido, a mais alta do mundo, é atração do capital especulativo ao invés de capital de investimentos de longo prazo.  O Brasil, no momento, é paraíso para os  "agiotas internacionais", em detrimento aos investimentos produtivos, em fábricas, que criariam milhões de empregos.   A principal causa desta situação "esdrúxula" é a falta de compromisso do Governo federal com a responsabilidade fiscal, se preocupando tão somente em "gastar mais".  

            A consequência da política econômica equivocada do  Presidente Lula, é a entrada do "capital estrangeiro especulativo" ao invés de "capital estrangeiro produtivo", de indústrias e serviços, que criariam novos empregos para a população cheio de esperança, de um dia poder fazer o seu churrasquinho de picanha nos finais de semana.

           Ossami Sakamori             

domingo, 29 de outubro de 2023

Falta estatura para o Presidente Lula

 

Na semana que passou, o Presidente Lula fez declaração que deixou os empresários e o mercado financeiro preocupados.  Em poucas palavras, o Presidente da República, afirmou que ele não tem compromisso com a "política econômica" e vai produzir um novo "déficit primário" e que o Orçamento Fiscal de 2024 deverá ser negativo.  Em outras palavras, o Governo federal vai trabalhar, mais uma vez, repetindo o "rombo fiscal" de 2023, que, sabidamente, vai ser expressivo.

            Neste ano, 2023, a ministra de Planejamento, Simone Tebet e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar de um novo "arcabouço fiscal", que nada mais foi do que "política fiscal", com o rombo, entre R$100 bilhões a R$150 bilhões e não se sabe exatamente como vai terminar o exercício fiscal de 2023.  A nova regra, que voltou a onerar algumas desonerações concedidas pelo Governo Bolsonaro e com mudança das regras no Carf - Conselho Administrativo da Receita Fiscal e o aumento de alíquota na tributação dos Fundos privados, o conhecido imposto das grandes fortunas, não serão suficientes para cobrir o "déficit primário" deste ano.   


        Entenda que o "déficit primário" é o "dinheiro que falta" para cobrir as contas do Governo federal, incluído as da Previdência Social, sem levar em consideração o pagamento de serviços da dívida pública.  Quando inclui o pagamento de juros da dívida pública, a da União, o dinheiro que falta se denomina "déficit nominal".  Em outras palavras, o Brasil não paga os juros da dívida pública, desde a crise econômica/ financeira de 2014/205, do governo Dilma, PT/MG, a pior crise dos últimos 100 anos.  O gráfico abaixo se refere a Dívida Pública em relação ao PIB do Brasil.             

              A dívida pública bruta, em setembro chegou a R$ 6,9 trilhões, correspondente a 83% do PIB - Produto Interno Bruto.  Porém, se levar em conta à arrecadação do Governo federal, a dívida pública do Brasil é impagável.   O Brasil não paga os juros da dívida pública desde a crise econômica e financeira de 2014/2015, muito menos amortização do saldo da dívida, por motivo óbvio.


           Diante da situação, a "foto" do Brasil está muito feita no mercado financeiro global.  A situação se agravará ainda mais, com as declarações como as últimas do Presidente Lula de que o Governo Lula não tem compromisso em zerar o "déficit primário" ou o "rombo fiscal".  O mercado financeiro ficou "arrepiado" com as últimas declarações do Presidente.             

            

            Vocês, ainda, tem dúvida de que a fala do Presidente Lula parece ser a de um simples metalúrgico na porta da fábrica e está longe de ser declaração de um Presidente da República, responsável pelos 203 milhões de brasileiros?   Qualquer dona de casa sabe muito melhor de que não se  pode gastar mais do que arrecada.

            Infelizmente, falta competência para o Presidente Lula, ser dirigente máximo de um País, que quer ocupar um assento no grupo G7 ou uma vaga no OCDE.  Falta estatura para o Presidente Lula ser um líder global, como ele demonstra "querer ser".   

            Ossami Sakamori                       

sábado, 28 de outubro de 2023

Meio ambiente é dever de todos!

 
Crédito da imagem: Veja

A pauta ambiental não deveria ser exclusiva dos ambientalistas, diante dos efeitos mais sentidas pelas mudanças climáticas ocorridas no verão europeu e em algumas regiões do planeta.   O efeito do aquecimento no verão europeu, deste ano, deverá ocorrer com mesma intensidade no verão do hemisfério sul, onde se situa a América do Sul e a região Amazônica, cerrado e pantanal. 

             Sem ter noção exata da importância do tema, a preservação da floresta Amazônica, na região que abrange, Brasil e maior parte dos países que fazem fronteira com o País, na abertura da Assembleia Geral da ONU, em setembro último, o Presidente Lula cobrou dos países membros as ações mais céleres para o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável, lançados pelo Antônio Guterres, presidente da Organização.

            Como sempre, o Presidente Lula é bom de discurso, mas, na prática tem dado pouca importância à pauta ambiental no País.  O Ministério do Meio Ambiente, sob direção da Marina Silva, a nossa ambientalista, com jurisdição sobre IBAMA e ICMBIO, não mostra nenhuma atividade que demonstre a ação eficaz do Ministério nos projetos ambientais, a não ser e tão somente ao combate ao desmatamento da floresta Amazônica, como se o problema do meio ambiente se referisse apenas à ocupação da floresta pelo setor produtivo.  

            O meio ambiente, não diz respeito apenas às terras cobertas pela floresta, cerrado e pantanal.   Os três principais biomas citadas, sensíveis às mudanças climáticas, representam, grosso modo, mais de 50% do território brasileiro e habitam neles, cerca de 35 milhões de brasileiros, que dependem do que os biomas possam oferecer à população.  A sigla tão em moda, o ESG, que representa Meio Ambiente, Social e Governança, anda capenga na gestão ambiental do Ministério do Meio Ambiente, sob o comando da "ambientalista" Marina Silva.  

           O meio ambiente não é tão somente manter as florestas de pé, como pensa a ministra Marina Silva,  mas deveria levar em conta a preservação do meio ambiente, incluindo nele, a reciclagem de resíduos sólidos, sobretudo dos plásticos, que polui e agride os oceanos do planeta.   E, o Presidente Lula, deveria parar de correr o mundo, com "pires na mão" para angariar os recursos para o meio ambiente.   O problema do meio ambiente, está presente na vida de 203 milhões de brasileiros.

          O meio ambiente, sobretudo, é dever de todos brasileiros para cuidar dos nossos caros biomas Amazônia, cerrado e pantanal.   O País acaba de ganhar mais um "eco chato", este que escreve, que promete ser implacável na defesa do nosso meio ambiente. 

           Vem comigo!        

        Ossami Sakamori     

quinta-feira, 26 de outubro de 2023

Desoneração da folha de pagamentos


Se o Governo federal, sob o comando do Partido dos Trabalhadores não toma atitude, o Congresso Nacional faz a sua parte. O Senado Federal aprovou, ontem, dia 25, a desoneração da folha de pagamentos.   Com a iniciativa, ainda pendente da aprovação da Câmara dos Deputados, os 17 setores da economia continuarão a contar com o benefício tributário até 2027.

             A aludida desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia foi instituída pelo governo da Presidente Dilma Rousseff, PT/MG, e prorrogada mais recentemente pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, PL/RJ, até 2023.  Se não for aprovado pelo Congresso Nacional, a oneração da folha de pagamentos voltaria como dantes.

          A desoneração da folha, como é conhecido o atual procedimento tributário que beneficia às empresas dos setores beneficiados, que permite optar pelo pagamento de alíquotas de 1% a 4,5% sobre receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de pagamento sobre os salários.   Com a medida, as pequenas empresas teriam estímulo fiscal para contratação de mão de obra.  

                O Governo federal, não perde com a medida aprovada pelo Senado, se confirmado pela Câmara dos Deputados, porque a arrecadação continua sendo como já está em vigor.  Sem a prorrogação, sobretudo, as pequenas empresas voltariam a onerar os setores que já empregam, intensivamente, as mãos de obras, como as pequenas e microempresas do País.  

          Ponto para o Congresso Nacional.

          Ossami Sakamori  

quarta-feira, 25 de outubro de 2023

A Gaza está aqui !


Creio que está havendo um pacto de silêncio sobre o episódio que ocorreu na cidade de Rio de Janeiro, na última, segunda-feira, 24 de outubro.  Refiro-me a queima de 35 ônibus que servem à população da região metropolitana daquela cidade.  A grande imprensa prefere mostrar as imagens de destruição da Zona de Gaza, o conflito que ocorre no Oriente Médio. 
     O Governo brasileiro, através do Presidente Lula, se preocupa em dar suporte aos palestinos da Zona de Gaza, contrapondo aos interesses do Israel.  Independente da posição política do Presidente Lula, o Brasil deu costas ao Estado de Israel, defendendo, intransigentemente, aos palestinos da Zona do conflito.  
            A mesma determinação do Presidente Lula em defender os palestinos da Zona de Gaza, falta-lhe a demonstração de apoio à população do Estado de Rio de Janeiro, através de órgãos de segurança do Governo federal, observando, claro, as disposições legais sobre o apoio e ou interferência da União para com os estados.   Ao que parece, o aspecto político, neste caso, do episódio grave do Rio de Janeiro, também, esbarra em aspectos políticos.  O estado do Rio de Janeiro é governado pelo partido da oposição ao do Governo federal, o PL.
            A queima de ônibus no Rio de Janeiro, mais parece ser, guerra de facções de tráfico de drogas do que movimento de oposição ao Governo do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, PL/RJ.   Ligado ao tema de segurança, em outra esfera, na área militar, está em andamento o inquérito sobre o "roubo" de 21 fuzis 0.50, segundo especificação, capazes de derrubar um helicóptero.  Os fuzis teriam sido roubado do Quartel General do II Exército em Guarulhos, estado de São Paulo, pela porta de frente, numa demonstração de conivência dos altos escalões do Exército.
           Por estas e outras razões, o Presidente Lula, PT/SP, deveria demonstrar a sua preocupação, para com os brasileiros, a mesma que demonstra à população da Faixa de Gaza. 
          A foto do topo, não é da Faixa de Gaza, mas sobre o ocorrido na nossa maravilhosa cidade de Rio de Janeiro.  Urge resolver problemas nacionais antes de palpitar sobre os assuntos internacionais.   É a minha opinião.
           Ossami Sakamori