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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

BRASIL JÁ GASTOU R$ 1,3 BI NO HAITI


Sem previsão para deixar o Haiti, o Exército gastou, de abril de 2004 a novembro deste ano, R$ 1,892 bilhão na manutenção da tropa no país arrasado por uma guerra civil e, mais recentemente, por um terremoto. Atualmente, o Brasil mantém 1.910 homens das Forças Armadas na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Em 2004, o governo Lula justificou que a participação na missão de paz da ONU era uma forma de garantir um assento permanente do Brasil no Conselho de Segurança, o que não ocorreu. Fonte: Estadão.

Desse total, a Organização das Nações Unidas (ONU) reembolsou R$ 556,5 milhões para o Tesouro Nacional. Os números são do Ministério da Defesa. Na prática, um gasto de R$ 1,3 bilhão líquido em recursos do Brasil. Não estão incluídos no total de despesas os recursos gastos com soldos dos militares. O gasto inclui recursos de diárias, alimentação, comunicação, rede de internet, processamento de dados, explosivos e munições, vestuário, transporte, combustível e produtos médicos e farmacêuticos. Fonte: Estadão.


O gasto total do Brasil no Haiti é quase nove vezes maior que o valor pedido em 2012 pelo governo de São Paulo ao governo federal para modernizar as áreas de informação e inteligência da polícia – neste ano, o governo paulista reclamou que pediu R$ 148,8 milhões ao Ministério da Justiça e só recebeu R$ 4 milhões. No contra-ataque, o governo federal alegou que não recebeu projeto consistente para o envio dos recursos. Se aplicada na área social, a despesa no Haiti daria para pagar o plano de expansão da rede de creches e escolas infantis nos próximos três anos e que, até agora, não saiu do papel. O governo anunciou um investimento de R$ 1,3 bilhão até 2014. Fonte: Estadão.

Enquanto isso, não conseguimos que os alunos brasileiros do ensino fundamental de até 8 anos se tornem alfabetizados com algum conhecimento de matemática.  Enquanto damos assistência aos haitianos, os doentes brasileiros morrem nos corredores dos hospitais públicos, diuturnamente.   Enquanto o governo batalha para uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, 50.000 pessoas morrem em homicídios e mais 50.000 pessoas morrem em acidentes de trânsito.   

Dá para ficarmos felizes assim?  Daqui a pouco, morar em Haiti vai ficar melhor que morar em comunidades dominados pelas milícias ou traficantes.  Vamos pensar, vamos?

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

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