As despesas vão crescer principalmente porque o salário mínimo foi reajustado a R$ 1.100 no início de 2021, acima dos R$ 1.067 previstos em agosto do ano passado e que serviram de referência para a elaboração do Orçamento – e que ainda será votado pelo Congresso Nacional. A definição só deve ocorrer após a votação para o comando da Câmara e do Senado.
Amazônia é nossa! Perito Judicial Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foi professor da Escola de Engenharia da UFPR. Macroeconomia e política.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2021
Paulo Guedes é pedra no sapato do presidente Bolsonaro!
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Ford é apenas a ponta de um grande "iceberg"
sábado, 9 de janeiro de 2021
O fim da Emenda 95 é inadiável
Hoje, vou tecer comentários sobre a Emenda Constitucional nº 95, conhecida como a Emenda do Teto dos Gastos Públicos, promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal no dia 15 de dezembro de 2016, modifica o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias nos artigos 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113 e 114 da Constituição de 1988, para instituir o Novo Regime Fiscal. A Emenda teve a ingerência direta do ministro da Fazenda da época, Henrique Meirelles, na tentativa de "ganhar a credibilidade do mercado financeiro internacional", após o abalo provocado com o impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 31 de agosto de 2015. Meirelles foi escolhido pelo Michel Temer, até então, vice-presidente da chapa eleita em 2014.
A Emenda 95 é uma verdadeira "camisa de força" que obriga o atual e os futuros presidentes da República a executarem Orçamento Fiscal ao nível de gastos públicos do ano de 2016, corrigido pela inflação, IPCA, do período imediatamente anterior. A Emenda 95 tem prazo de validade por 20 anos, com permissão de reajuste no 10º exercício fiscal. O limite de despesas previsto na Emenda inclui as dos três Poderes da República, bem como despesas com a Seguridade Social.
Como dito acima, o teto dos gastos públicos da União Federal, incluindo a estrutura dos três poderes, tomou-se como base o Orçamento Fiscal de 2016, o início da maior depressão do País desde depressão mundial de 1929. À época, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, usou a "última cartada" para tentar ganhar a confiança dos investidores especulativos internacionais, com o intenção de manter o "dinheiro especulativo" no País. Evitou-se assim, uma possível "crise cambial" que poderia advir, com a demonstração da "seriedade" na gestão pública, impondo para si, o governo, a "camisa de força".
Antes da Emenda do Teto dos Gastos Públicos, o limite dos gastos estava regulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, editado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O Artigo 4º daquela Lei já dizia que o Orçamento Fiscal da União deveria prever o equilíbrio entre receitas e despesas. Henrique Meirelles, usou a última cartada para ganhar a credibilidade dos investidores especulativos internacionais, fazendo o presidente Michel Temer editar a Emenda do Teto dos Gastos Públicos, mais conhecido como Emenda 95 que substituía a Lei Complementar 101.
A Emenda do Teto dos Gastos Públicos, aparentemente, tem como objetivo o equilíbrio fiscal do Orçamento da União. Só que, Orçamento Fiscal dos próximos 20 anos, no nível da pior fase da economia do País, isto é, o ano base 2016, ano do início da pior depressão econômica do País. Em linguagem simples, o País está fadado a continuar no fundo do poço de 2016. Os orçamentos fiscais dos próximos 20 anos, está engessado aos níveis de 2016, impedindo inclusive os gastos em investimentos públicos, que poderiam alavancar o crescimento econômico do País.
Presidente da Republica, Jair Bolsonaro, terá que ter a coragem suficiente para propor revogação da Emenda 95, permitindo abertura para investimentos em obras públicas que criariam empregos. O IPEA, estima que, para cada R$ 1 bilhão de investimento em obras, cria 100 mil empregos. Para cada R$ 100 bilhões em investimentos criaria 10 milhões de empregos novos, assim entende os analistas do Instituto. Investimento em obras públicas, de pequenos portes, ao mesmo tempo que prepara o País para o crescimento sustentável, criaria milhões de empregos, tão necessário para trazer renda para a população. A solução foi adotada pelo Roosevelt para tirar os Estados Unidos da depressão de 1929. É uma fórmula clássica da macroeconomia, sem nenhuma novidade, porém, rejeitada pelos "melhores" economistas do Ministério da Economia, do ministro Paulo Guedes.
O presidente da República é instado a manter o "auxílio emergencial", que é uma despesa, "um saco sem fundo", uma verdadeira "esmola" para população carente. A manutenção do "auxílio emergencial" é defendido pelo ministro Paulo Guedes da Economia. Paulo Guedes já rasgou o diploma da Universidade de Chicago e segue fielmente o ensinamento do ex-senador Eduardo Suplicy, PT/SP. E Presidente Jair Bolsonaro é atentado pelo próprio ministro da Economia para abrir um novo Orçamento de Guerra, um saco sem fundo, baseado no recrudescimento da pandemia Covid-19. A fórmula é clássica, distribuição de dinheiro vivo para a população, para manter a popularidade do presidente da República.
O mercado financeiro especulativo defende a manutenção da Emenda 95, pois ela foi editada pelo então ministro da Economia, o banqueiro Henrique Meirelles. Os analistas econômicos, em sua maioria, também, defendem a manutenção da Emenda 95. A derrubada da Emenda 95 é tarefa para poucos, com os de sanidade mental normal. A Emenda 95 está levando o País à bancarrota, cada vez mais carente do dinheiro dos banqueiros internacionais especulativos. Bom para "agiotas internacionais". Ruim para o setor produtivo brasileiro.
O fim da Emenda 95 é inadiável.
Ossami Sakamori
sexta-feira, 8 de janeiro de 2021
Tesouro Nacional atingiu R$ 1,24 trilhão em caixa em novembro de 2020
No meio de notícias ruins na economia, a queda previsto do PIB do ano de 2020 em cerca de 4,5%, anunciado pelo Ministério da Economia e depois de passar por um período de forte aperto em liquidez e o aumento da percepção de risco de rolagem da dívida pública, o caixa do governo federal ou o do Tesouro Nacional, atingiu em novembro último, a marca de R$ 1,24 trilhão. Segundo o Tesouro Nacional, a marca está 66% acima do pior situação, que foi no pico da pandemia, no mês de julho. O repasse de parte do lucro do Banco Central em agosto, no total de R$ 325 bilhões, e a melhora no ambiente de captação em mercado desde outubro, contribuiu para a melhora.
Como qualquer administradora de recursos, seja público ou privado, o governo federal ou o Tesouro Nacional, terá que manter volume alto de dinheiro em caixa, por conta do endividamento bruto que chega a cerca de 100% do PIB ou equivalente a cerca de R$ 7,3 trilhões. O que pressiona o Tesouro Nacional a manter volume expressivo de dinheiro em caixa é a despesa obrigatória da União como folha de pagamento que estimado em R$ 344 bilhões e com o Regime Geral da Previdência Social previsto em 678 bilhões, entre outras despesas.
O ano de 2020 foi excepcional por conta da pandemia Covid-19, que o governo federal gastou cerca de R$ 600 bilhões na conta do governo ou R$ 800 bilhões na minha conta, extra Orçamento Fiscal de 2020. Desta forma, o dinheiro em caixa de R$ 1,24 trilhão, referente ao mês de novembro, é mais do que necessário para o governo da União manter credibilidade no mercado financeiro nacional e internacional e poder "rolar" sua dívida pública, pagando taxa básica de juros ligeiramente abaixo da inflação.
O Brasil "precisa" manter dinheiro em caixa alto para poder continuar "rolando" a dívida pública federal que está próximo do PIB - Produto Interno Bruto, tudo que o País produz no ano. Por enquanto, o País está mantendo o "rating" de riscos em nível aceitável, porém, longe ainda do "grau de investimentos" ou a nota AAA das agências de riscos. Isto é a realidade, nua e crua.
Ossami Sakamori
quinta-feira, 7 de janeiro de 2021
Gás de cozinha sobe 6%, hoje, dia 7.
O preço no varejo do GLP segue a alta do preço do petróleo no mercado internacional, que nesta quarta-feira, dia 6, fechou cotado a US$ 54,30 o barril do tipo Brent. Os preços de GLP praticados pela Petrobras seguem a dinâmica de commodities em economias abertas, tendo como referência o preço de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio", informou a Petrobras.
Com a vacinação em massa da população em todo o mundo, com tendência da economia mundial voltar à normalidade, o Velho Normal, o preço do petróleo no mercado internacional deverá seguir a trajetória ascendente em 2021. Significa que novos aumentos do GLP devem vir no decorrer do ano. Quem sofre mais com o aumento é população de baixa renda, como foi dito anteriormente.
Ossami Sakamori
terça-feira, 5 de janeiro de 2021
Prudência é receita para 2021.
domingo, 3 de janeiro de 2021
O ano de 2021, só começa no mês de julho!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2020
Brasil e o desafio para 2021
Não sei por onde começar a matéria de hoje. Gostaria muito de escrever que o Brasil está "bombando", como vejo muitos amigos das redes sociais comentarem sobre o atual momento econômico que passa o País. Nada disso é verdadeiro. O País jamais viveu período tão sacrificado como o que passamos hoje, desde o início da pior depressão mundial de 1929. Deixa de longe, situação vivida na crise financeira mundial de 2008. Agravado ainda pela pandemia da Covid-19 que pegou também o mundo de crise na forma global. Ainda assim, os brasileiros iludidos pelas falsas notícias festejam o avanço da economia do País. Isto é como comemorar o penúltimo lugar em corrida de maratona.
O PIB - Produto Interno Bruto, economia real, encolheu em 34% desde 2015, conforme demonstrado na matéria anterior. O Brasil passou de 8ª economia do mundo para 9ª posição, perdendo o posto para o Canadá. Apesar do otimismo, o PIB de 2020, vai encolher 4,5%, segundo o próprio Ministério da Economia. A queda do PIB em 2020, será minimizada pelo setor agropecuário, que vem quebrando recordes atrás de recordes, há muito tempo. Brasil tem maior extensão territorial vocacionado para agropecuária, cerca de 300 milhões de hectares, pouco mais de 1/3 do território brasileiro.
Ainda sob impacto da pandemia Covid-19, o Ministério da Economia prevê crescimento de 3,4% em 2021, após queda prevista de 4,5%. Este nível de crescimento é a média mundial em tempos normais. Significa que a projeção do Ministério da Economia é manter crescimento relativo igual aos das maiores economia do mundo, mantendo a posição relativa em igual situação de hoje, qual seja, a posição de 9ª economia do mundo, atrás do Canadá.
No "front" interno, o número de desempregado continua próximo do pico, de 14 milhões de trabalhadores, segundo IBGE. Nesta conta não entra os desalentados, que são os desempregados que não saem à procura de trabalho. Não entra na conta, também, os nem-nem, que são pessoas que nem estudam e nem trabalham. Certamente, não entram na conta os trabalhadores informais, que o governo considerava até a pandemia como "trabalhadores invisíveis" (sic). O fato é que mais de 65 milhões de pessoas receberam durante o ano de 2020, o auxílio emergencial do governo federal.
Para os empresários, restou a árdua tarefa de fazer este País crescer a uma média de 7%, real, para, em 5 anos tentar recuperar a economia antes da crise econômica que o País vivencia desde crise financeira mundial de 2008. O Brasil tem mão de obra ociosa em abundância, o que não é defeito, para manter o crescimento desejado e necessário. Condições o País tem.
A falácia da economia "bombando" é de gente incompetente do Ministério da Economia, que mais fala muito e pouco faz. Ainda bem que a política monetária do País está nas mãos competentes do Campos Neto, presidente do Banco Central. Até quando o Paulo Guedes e sua equipe vai brincar de política econômica liberal (sic) não sabemos.
Falando sério, curto e grosso: Paulo Guedes é uma versão falsa da política econômica liberal preconizada pelo professor Milton Friedman da Universidade de Chicago. Uso indevido da política liberal do emérito professor de economia da conceituada universidade é um abuso!
Cabe aos empresários brasileiros, não os incompetentes políticos, levarem, novamente, o País ao desenvolvimento sustentável é um desafio e tanto, que outrora outros bravos homens e mulheres desbravaram esse imensidão do território, cobiçado pelos estrangeiros espúrios e políticos gananciosos e de má fé.
Ossami Sakamori
domingo, 27 de dezembro de 2020
Brasil não é mais a 8ª economia do mundo!
Muitos números apresentados pela equipe econômica do País são meias verdades. Há excesso de otimismo ao apresentar números sobre crescimento econômico do Brasil. Desde 2015, fim do governo Dilma, o País vem apresentando uma depressão profunda, a pior desde depressão mundial de 1929. Os analistas econômicos de renome tem medo de comentar sobre o assunto, por medo de errar ou por medo de desagradar o governo federal. O Brasil passa por situação dramática, pior do que a crise financeira mundial de 2008. A situação, vem desde 2015, primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Em valores correntes, a riqueza gerada pela economia brasileira em 2014 atingiu R$ 5,52 trilhões ou equivalente a US$ 1,73 trilhões. A previsão do PIB de 2020 é fechar o ano em R$ 7,3 trilhões ou equivalente a US$ 1,39 trilhões, considerando dólar médio a R$ 5,25. Fazendo conta simples, o PIB do Brasil no período 2015 a 2020 irá encolher 34% nestes últimos 6 anos! O Brasil perdeu a posição de 8ª economia do mundo, sendo ultrapassado pelo Canadá, que deverá fechar o ano de 2020 com o PIB de US$ 1,54 trilhão.
Culpar a crise financeira mundial de 2008 ou a crise devido a pandemia coronavírus em 2020, não justifica tamanho "tombo". A mesma situação da pandemia acomete todos países do mundo, com exceção da China de modo diverso. O fato concreto é que, mesmo o tão propalado governo liberal, preconizado pelo ministro da Economia, desde 2019, parece não surtir efeito na economia real. Brasil vai encolher 4,5% em 2020, segundo previsão do próprio Ministério da Economia.
O fato é que o Brasil não é mais a 8ª economia do mundo!
Ossami Sakamori
sábado, 19 de dezembro de 2020
PT se une ao DEM para lançar candidato à presidência da Câmara
A indicação de um pré-candidato para disputar a preferência com Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Baleia Rossi (MDB-SP), os favoritos de Maia, foi a condição para que o PT ingressasse na aliança — ao lado de outras siglas da esquerda, como PDT, PSB e PCdoB. “O que pesou para entrarmos no bloco de Maia foi o compromisso de defender a democracia, direitos civis e a independência do Legislativo”, disse Gleisi.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Paulo Guedes, o vendedor de ilusões
Vou ter de fazer atualizações no meu parco conhecimento de macroeconomia. É verdade que conheço pouco, comparado com os doutores em economia, formados que são pela Universidade de Chicago ou outras instituições de renome. Nada se compara o meu conhecimento de "macroeconomia" aos "doutores" que formatam o plano macroeconômico do Brasil. Dentre os doutores, faço exceção ao presidente do Banco Central do Brasil, Campos Neto, que conduz brilhantemente a "política monetária" do País.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste em dizer que a economia brasileira vai ter crescimento vertiginoso, formando um verdadeiro "V" no ano que vem. A primeira perna do "V" seria a descida a recessão econômica vivida em 2020, devido a pandemia "coronavírus". A segunda perna seria a subida repentina e vertiginosa da economia do País, previsto pelo ministro da Economia. Nada disso parece ser verdadeiro.
Explico. O próprio Ministério da Economia prevê a queda do PIB - Produto Interno Bruto, de 2020, em 4,5%. Ou seja, a economia brasileira vai encolher em 4,5%. Por outro lado o próprio Ministério da Economia, prevê crescimento do PIB do ano que vem, 2021, em 3,4%. Isto é, o crescimento previsto no ano que vem menor que a queda da atividade econômica deste ano. Significa que o Brasil não vai conseguir recuperar em 2021, nem a queda da economia deste ano. O quadro da economia, especialmente no Brasil, que vem com quadro recessivo desde 2015, ganha um contorno muito mais grave do que as 10 maiores economias do mundo.
O ministro Paulo Guedes é doutor em vender "ilusões". Vende ilusões ao presidente da República e ao povo brasileiro. E ainda tem gente que acredita nele.
Ossami Sakamori
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
Rombo fiscal de 2021 será de R$ 247,1 bilhões!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2020
Banco Central mantém taxa Selic em 2%
sábado, 5 de dezembro de 2020
Ação pró Brasil será uma saída para o País.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
Arthur Lira, candidato à presidência da Câmara dos Deputados
O deputado federal Arthur Lira, PP/AL, é o candidato do Palácio do Planalto para comandar a presidência da Câmara dos Deputados nos próximos dois anos, à partir de 1º de fevereiro do ano que vem. O deputado faz parte do "Centrão", um grupo de partidos que deu sustentação ao governo Lula, e que esteve envolvido até o pescoço na ladroagem que ocorreu na Petrobras.
A indicação do deputado ao principal posto do Poder Legislativo, faz parte do sistema de governo "presidencialismo de coalisão". Será um confronte entre o possível e provável reeleição do Rodrigo Maia, DEM/RJ. O STF está para definir a possibilidade de reeleição nas presidências das duas casas do Congresso Nacional, com tendência de definição pela admissibilidade.
Arthur Liara, PP/AL conta a seu desfavor o processo de "rachadinha" que corre no seu estado, Alagoas, desde 2007. O processo de "rachadinha" parece não preocupar o presidente da República, uma vez que o seu filho, senador Flávio Bolsonaro também é acusado da mesma manobra de desvio de recursos públicos, no estado de Rio de Janeiro. Certamente, o presidente da República deve ter levado em consideração todos fatores, positivos e negativos, em optar pelo nome do deputado Arthur Lira como indicado do Palácio do Planalto à presidência da Câmara dos Deputados.
Ossami Sakamori
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
A reforma tributária não deverá ser votada neste ano
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
DEM vai continuar mandando no Congresso Nacional
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Paulo Guedes é um tremendo fanfarrão!
O ministro da Economia, Paulo Guedes, anuncia a quatro ventos que a economia do País vai crescer no próximo ano, 2021, em forma de "V", após previsão do recuo do PIB - Produto Interno Bruto em 4,5% para este ano. Os leitores podem achar que a palavra de otimismo de um ministro da Economia é um dever, mas quando isto ultrapassa o limite da razoabilidade se torna atitude infantil e irresponsável. O ministro Paulo Guedes considera o povo brasileiro um perfeito otário, que aceita qualquer fala irresponsável como se verdadeira fosse.
O País vive num momento de encruzilhada, na formulação da política econômica. Ou o Brasil cresce exponencialmente como imagina o ministro da Economia ou afunda de vez. O Brasil entrou em depressão econômica em 2015 e não conseguiu sair dela, até hoje. As reformas estruturantes, como a administrativa e tributária ficaram para serem discutidos no ano que vem, por conta da pandemia em 2020. A pandemia desorganizou ainda mais a economia e em particular as finanças públicas. O País criou um rombo extra de R$ 800 bilhões, por conta da pandemia, denominado de Orçamento de Guerra, apartado do Orçamento Fiscal de 2020. A dívida do Tesouro Nacional já alcança 100% do PIB.
O Orçamento Fiscal de 2021, está engessado com a Emenda de teto dos gastos públicos que, tão somente, atualiza o Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período. O governo federal não poderá contar em 2021, com o Orçamento de Guerra, um extra de R$ 800 bilhões, que irrigou a economia do País na pandemia, o que minimizará a queda do PIB, ao redor de 4,5% em 2020. O País vai entrar em 2021 sem os R$ 800 bilhões extras que irrigaram a economia em 2020, com o "auxílio emergencial" e diversas formas de estímulos fiscais e creditícios para empresas.
Para quem estuda macroeconomia, o quadro da economia do Brasil para 2021, chega a ser assustador. Não haverá a outra perna da letra "V", a de ascensão como quer Paulo Guedes. Todas reformas que não foram feitas em 2020, cruciais para o País, como a tributária e administrativa vão ser discutidas no primeiro semestre de 2021. O País, na melhor das hipóteses, voltará a crescer no segundo semestre do próximo ano. O Brasil só tem possibilidade de retomada de crescimento a médio prazo num formato em "U".
Para nós, pobres contribuintes e motores da economia do País, só temos que torcer que o ministro da Economia, Paulo Guedes, saia do seu redoma de discursos liberais e faça o dever de casa, aprovando "de vez" a reforma tributária e a reforma administrativa, condição indispensável para o crescimento sustentável do País.
Paulo Guedes é um tremendo fanfarrão!
Ossami Sakamori
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
O PIB do Brasil será "negativo" 4,5%, segundo BC
sábado, 14 de novembro de 2020
Caixa Econômica vai financiar microempreendedor
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
Biden promete rever tarifa de aço e alumínio
Os produtores brasileiros de aço e alumínio estão animados com a eleição de Joe Biden, democrata, à presidência dos Estados Unidos, ao contrário do governo do presidente Bolsoaro, que sempre esteve alinhado com o ainda presidente Donald Trump, republicano. O motivo é a expectativa das duas indústrias sobre a revisão de barreiras tarifárias dos produtos brasileiros àquele país, que chega a 124%.
Fazer oposição ao novo governo dos Estados Unidos, só porque, no juízo do Palácio do Planalto, de que o governo Joe Biden é de "esquerda", é uma pensamento retrógrada. Se assim fosse, o Planalto deveria cortar relações comerciais com o maior comprador de commodities do Brasil que é a China, um país comunista, de partido único. Não, não deve, misturar as relações privadas com o público. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Sem querer ofender aqueles que pensam contrário, o nosso país está ainda em fase de desenvolvimento, necessitando cada vez mais de parceiros comerciais para financiar os nossos investimentos e de trocas comerciais entre os países trazer crescimento sustentável ao Brasil. Vamos lembrar que a China e os Estados Unidos são, respectivamente, primeiro e segundo importador dos produtos brasileiros. Esfriar relações comerciais e diplomáticas, para atender vontade privada de um presidente da República é voltar ao tempo do império.
Ofender ou tratar com desdém os principais parceiros comerciais, por conta de uma ideologia, é um total desrespeito ao povo que habitam aquelas nações. Está na hora de Brasil como Nação, se comportar como tal, deixando de lado as desavenças ou aproximações pessoais de seus mandatários temporais. Brasil é de todos brasileiros, independente de classes sociais, de ideologias e de raças. Brasil não deveria se comportar como Burundi, republiqueta centro-africano.
Ossami Sakamori




















