Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O PIB do Brasil será "negativo" 4,5%, segundo BC


O Banco Central revisa a estimativa do crescimento do PIB do Brasil de 2020 em 4,5% negativo ou seja o País vai regredir a sua produção em  valor menor do que o ano de 2019.  Prevê também a inflação terminar o ano em 3,81%.  A estimativa do PIB brasileiro acompanha os dos maiores economia do mundo.  O reflexo, é claro, da pandemia  "coronavírus".  

O Brasil vem sofrendo depressão econômica, desde 2015, quando naquele ano, o PIB teve decréscimo de 3,8%. O recuo do PIB em 2016, foi de 3,5%. Os crescimentos do PIB nos anos 2017, 2018 e 2019 foram, respectivamente, 1,3%, 1,3% e 1,1%, fechando o PIB do Brasil no final do ano passado em R$ 7,3 trilhões.  Como podem ver, o PIB de 2020, grosso modo, deve terminar com o recuo de 8% em relação ao PIB de 2014.  O resultado é que, o Brasil está produzindo 8% menos do que há 6 anos.  Não se pode "debitar" a brutal recessão tão somente à esquerda brasileira.   Em 2016, a administração federal passou para o Michel Temer, PMDB/SP.

É certo que a pandemia pegou o Brasil, justamente, quando o País ensaiava o crescimento econômico com o novo presidente da República e com o novo ministro da Economia. Tentativa de recuperação econômica, ainda em 2020, foi feita.  O Brasil gastou, até hoje, cerca de R$ 800 bilhões, extra Orçamento Fiscal de 2020, sob rubrica de Orçamento de Guerra.  No momento, nos bastidores, o governo tenta prorrogar o Orçamento de Guerra para 2021, na tentativa de fazer voltar o crescimento econômico.  O empecilho para aumento de gastos públicos está na Emenda do teto dos gastos públicos, que limita os gastos em Orçamento Fiscal de 2016, corrigido pela inflação do período.

O Brasil, está em situação de endividamento público muito grave.  O endividamento público, sobretudo com os gastos do Orçamento de Guerra, ultrapassa ligeiramente o PIB - Produto Interno Bruto do país.  O PIB é tudo que o País produz, incluído as despesas do próprio governo.  Resumindo, o Tesouro Nacional deve ao mercado financeiro nacional e internacional valor equivalente a tudo que produz e gasta no ano.   O Brasil nem consegue pagar os juros da dívida pública, muito menos o principal.  Os vencimento do principal e juros são "rolados" ou postergados.  Se o Brasil fosse uma empresa privada, estaria em "estado de falência".  

Não será o Paulo Guedes e nem tão pouco a vontade do presidente da República que vai tirar o Brasil do buraco que se meteu.  Chegou o momento de todos os atores da economia, se reunirem na mesa para elaborar um "pacto nacional" para tirar o Brasil da situação que se encontra.

O PIB do Brasil será "negativo" 4,5%, segundo Banco Central.

Ossami Sakamori

Nenhum comentário: