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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Brasil está no mato sem cachorro!



Em meio a alta de dólar, o IBGE divulga a prévia do PIB do primeiro trimestre deste ano, negativo em 0,13%. O número surpreendeu até a equipe econômica do presidente Temer, que alardeia a retomada do crescimento econômico. Nenhuma novidade para este que acompanha a economia do País há pelo menos 6 anos. O quadro da economia brasileira requer atenção dos agentes públicos e dos investidores privados. 

Nem é preciso lembrar que o Brasil experimentou a depressão, a pior dos últimos 100 anos. Nos anos de 2015 e 2016, o País decresceu cerca de 7% no PIB. O ano de 2017 foi marcado  pelo comemorado crescimento  de 1% no PIB. Houve um certo otimismo exagerado pela equipe econômica comandada pela equipe econômica comandada pelo Henrique Meirelles, a prévia do PIB do primeiro trimestre apresentou negativo ou sinal de desaceleração. 

Os números oficiais indicam a gravidade da situação do País. O número de desempregados com carteira assinada segundo critério internacional é de 13,6 milhões de trabalhadores, que somados aos trabalhadores desalentados e subempregados indicam cerca de 40 milhões.  Para uma força de trabalho, considerado pelo IBGE em 104 milhões, o quadro apresentado pelo mercado de trabalho é estarrecedor.  O número é convalidado pelo número de inadimplentes no comércio que ascende a 60 milhões de pessoas.  Literalmente, o Brasil está como um doente em recuperação no Centro de Tratamento Intensivo.

A situação financeira do governo federal é tão grave quanto ao quadro social do País.  O governo da União, desde 2016 não consegue pagar as suas despesas correntes com o dinheiro da arrecadação de impostos. Desde o ano de impeachment da presidente Dilma, o governo da União vem apresentando o "rombo fiscal" ou o "déficit fiscal" próximos de R$ 150 bilhões. O número não abrange o pagamento de juros e serviços da dívida pública, denominado de "déficit nominal". O governo da União entrou na "ciranda financeira", pagando suas contas emitindo novos títulos da dívida pública. O número de endividamento do governo da União está se aproximando de 75% do PIB, rolando sempre com juros reais, o que agrava a situação cada ano que passa. 

O quadro da economia brasileira é agravada, ironicamente, com o crescimento acelerado dos Estados Unidos. Os investidores institucionais e especulativos estão voltando fazer os investimentos nos Estados Unidos em detrimento dos países emergentes como o Brasil.  Para dificultar ainda mais a situação do País, o petróleo está em alta no mercado internacional, o que agrava ainda mais a situação das empresas brasileiras. Vamos apenas lembar que o Brasil ainda não é auto-suficiente em petróleo, apesar do tão comemorado "pré-sal". 

O que me deixa triste é que a maioria dos candidatos à presidência da República, com vistas à eleição de 2018, não tem apresentado, pelo menos até o momento, uma política econômica que leve o País ao desenvolvimento sustentável. Por enquanto, só vejo bravatas. E quando é instado a se manifestar sobre o tema, a resposta tem sido o padrão: "liberal na economia e conservador nos costumes". Na minha visão, isto é muito pouco para um País que está no Centro de Tratamento Intensivo.

Brasil está no mato sem cachorro!

Ossami Sakamori

Um comentário:

Ivan Figueiredo disse...

👏👏👏👏👏👏👏