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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Política econômica do Temer.


Vou tentar fazer o resumo do pensamento do governo Temer, na área econômica do País. Assisti atentamente as entrevistas, sobretudo, do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles e do ministro de Planejamento, Romero Jucá, hoje.

Algumas conclusões, ainda, não são definitivas, mas é um indicativo que servirá para os empresários e trabalhadores. Não falo em nome do governo Temer, mas é a orientação do Michel Temer, em pronunciamento à nação, ontem, no empossamento dos ministros. Seguem, os pontos importantes que foram abordados pelos ministros indicados.

1. Ajuste fiscal.

As medidas de ajuste fiscal deverão ser anunciados, creio no prazo de duas semanas, pelo ministro da Fazenda e do Planejamento.  A demora é justificada por contas do governo Dilma estarem com muitos esqueletos escondidos. 

Meirelles vai priorizar o "ajuste fiscal" como item prioritário para cumprimento da meta fiscal. Disse ele, que no primeiro momento, vai levantar a verdadeira situação fiscal da União, para depois anunciar as medidas. Crê o Meirelles de que há passivos ocultos que deverão ser levantadas para reescrever o Orçamento Fiscal de 2016. 

O relator do LDO de 2016, deputado Ricardo Barros, afirmou que, além do déficit primário previsto de R$ 96 bilhões, as receitas da União para o ano de 2016 está inflado em cerca de R$ 100 bilhões. Significa que o déficit primário estimado para este ano, sem levar em consideração, os passivos ocultos é de R$ 200 bilhões como eu estimei no início deste ano. Não sabemos o que Meirelles vai fazer. Ele pode fazer previsão de "déficit primário" de R$ 200 bilhões ou fazer cortes no mesmo valor ou ainda fazer "mix" de medidas. 

O Meirelles, prevê que, se necessário, não hesitará em recriar a CPMF, para cobrir o déficit, provisoriamente, até o Orçamento da União encontrar o reequilíbrio nos próximos anos. Deu a entender que não exitará em cortar as desonerações fiscais concedidas no governo Dilma, também. Tudo depende da consistência do apoio da base de apoio no Congresso Nacional. 

No entanto, no longo prazo, crê o Henrique Meirelles de que a carga tributária no Brasil sofrer uma participação relativa menor. Hoje, a carga tributária responde por 38% do PIB.

2. Inflação e Selic.

Creem os ministros Meirelles e Romero Jucá, corroborando com o pensamento do presidente Temer, de que a população não deverá ser penalizada com inflação de dois dígitos (acima de 10%). 

Crê o Meirelles de que a taxa Selic está alta. Meirelles crê que a inflação e a taxa Selic deverão ajustar no patamar que não iniba o investimento dos empresários no setor produtivo. Meirelles não pensava assim, como presidente do Banco Central do governo Lula da Silva. No período de gestão do Meirelles é que o setor industrial passou a representar de 26% do PIB no governo FHC para 13% no final do governo Lula da Silva. Meirelles mudou de "hábito" que veste. 

Neste ponto, tanto Meirelles como Romero Jucá, hoje, estão comungando quase que integralmente com a matriz econômica liberal deste que escreve.

3. BB, CEF e BNDES.

Reconhece o Meirelles, hoje, de que os subsídios, a transferência de renda de pobres para os ricos , é um fator importante no déficit primário. Como disse o Meirelles, o Bolsa Empresário é muito maior do que o Bolsa Família. Neste ponto, o Meirelles trocou o velho "hábito do monge". Meirelles como presidente do Banco Central do governo Lula da Silva não pensava assim. Os subsídios aos empresários amigos do Planalto foram criados, quando ele era presidente do Banco Central. 

Meirelles, vai escolher os diretores dos banco oficiais, pessoalmente, dentre os nomes indicados pela base aliada do Temer. Disse Meirelles que os bancos oficiais vão ser alavanca para o desenvolvimento do setor produtivo. A afirmação, até soa falso, para quem administrou a JBS, o maior beneficiário do Bolsa Empresário. 

4. Banco Central.

Meirelles, ainda não confirmou, mas o provável sucessor do Alexandre Tombini no Banco Central é o economista chefe do Banco Itaú, Ilan Goldfajn. Em linhas gerais, o Meirelles quer adotar política de juros adequados para promover o desenvolvimento sustentável, com daquele previsto no meu e-book matriz econômica liberal .



Pela fala do Meirelles, a política de juros teria convergência com o  papel do Banco Central e com a política de juros  comentado por mim, no e-book. Já é um avanço para Meirelles que criou o maior estelionato social, no governo Lula da Silva, provocando a falsa "sensação de bem estar" e o falso "poder de compra" da população. A conta que estamos a pagar é decorrência de erros cometidos pelo governo Lula da Silva.

O Ilan Goldfajn, pelo menos como economista chefe do Banco Itaú foi fonte de informações para as minhas matérias neste blog. Acho ele competente. Talvez, a velocidade que ele vai dar ao rebaixamento da taxa de juros Selic não seria na velocidade que eu daria. Vide: política de juros .

5. Previdência.

Meirelles encampou a previdência social ao seu Ministério. Meireles vai promover a reforma da providência, alongando o tempo de permanência dos trabalhadores na atividade. Pela minha ilação, dá para prever que a idade mínima para aposentadoria passará para 65 e 70 anos, para mulheres e homens. 

Meirelles entende que terá que prever o direito adquirido pelos atuais contribuintes. Certamente, haverá ajustamento de idade para os atuais contribuintes, proporcionalmente ao tempo já contribuído de cada trabalhador. Haverá, com certeza, as regras de transição para os atuais contribuintes.

6. Reforma administrativa.

Temer diminuiu o número de ministério para 25 com redução de 7 Ministério em relação à situação do governo Dilma, transformando alguns em secretarias e retirando o Banco Central do status de ministério. Os diretores do Banco Central, com emenda à Constituição adquirirão, o "foro privilegiado", segundo Meirelles. Isto faz parte, em qualquer país desenvolvido. Nada contra.

Anunciou o ministro de Planejamento, Romero Jucá, de que será cortado até 4.000 cargos em comissão, até o final do ano. O corte do número de cargo em comissão, não é tão expressivo, se considerar que hoje tem 24.000 funcionários contratado pela União, sem concurso público. 

7. Programas Sociais.

O ministro Ricardo Barros da Saúde, que foi relator do Orçamento do União dos últimos anos, afirmou que há cerca de 30% de beneficiários dentre 13.500 chefes de família que estariam recebendo de forma irregular. O novo ministro da área social deverá fazer auditoria dos benefícios e dos beneficiários de diversos programas sociais, reduzindo gastos ilegais e irregulares.

8. Resumo.

Felizmente, o ministro Henrique Meirelles deixou de lado o seu "hábito de neoliberal" e está vestindo o "hábito de liberal", tal qual é o meu "hábito". 

Dentro do novo quadro, a matriz econômica liberal do meu e-book, deverá ser leitura obrigatória para qualquer cidadão que queira entender onde quer chegar o governo Temer.

Ossami Sakamori












13 comentários:

  1. Pelo jeito, em nome da credibilidade, vamos pagar a conta do governo que recriará a CPMF. Tanta fala bonita para nos preparar. E o Congresso vai aprovar, com certeza.

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  2. A pergunta que se tem de fazer é. Como será que Michel Temer vai lidar com a esquerda e esses movimentos sociais mais sindicatos alinhados ao PT e esses partidos de esquerda? Pois esses estão furiosos por ter sido enxotados do poder. PRESSÃO VAI TER... Vão fazer de tudo para atrapalhar o governo já de olho em 2018.

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  3. no ítem 1.ajuste fiscal voc^e escreve: não exitará.O correto é não hesitará.Por aí pode se ter uma idéia da qualidade de seus comentários.

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    1. Obrigado, correção.
      Nada a ver com o conteúdo da matéria.

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    2. Anônimo da 18:59.

      Você é um perfeito e completo imbecil!
      Palhaço da redes sociais.

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    3. Êle é um petista da antiga pátria des-educadora. Está triste com o desmoronamento da chefA antA.

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    4. Anônimo da 18:59

      Bolivariano da merda!

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  4. O que posso inferir da reforma da previdência social, só pode ser para viabilizar a PEC que prorrogará e aumentará o percentual da DRU de 20% para 30%, eis que o alvo dessa realocação de recurso é a receita da Previdência Social/Seguridade (PIS e CONFIS), cujo o impacto será maior ainda tendo em vista que, ao que aparece, vão manter a política de desoneração da folha de pagamento. Pronto, fechou a equação: arrocham benefícios para pagar os juros/serviço da dívida, cujos credores são os banqueiros. Pensei que iam tirar um coelho da cartola para promover o equilíbrio fiscal, mas as medidas anunciadas, apesar da roupagem nova, têm o mesmo conteúdo técnico e de penalização social, longe do corte na própria carne.

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  5. Sem duvida que Meirelles é um cabra inteligente e fez o discurso que se esperaria de um ministro recém eleito numa economia em ruinas.
    Que grande golpe de cintura desde a sua passagem pelo governo lula.
    Como tenho o direito ao beneficio da dúvida, não acredito nas suas boas intenções devido ao seu passado e amizade com lula, já que além do mais tem o verbo fácil, tem um discurso agradável e atraente.
    Vou esperar para ver o que vem por aí.

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  6. Num universo de 24.000 funcionários contratados pela União, sem concurso público, despedir sómente 4.000 comissionados?
    Palhaçada completa!

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    1. Um exemplo significativo no que dá manter comissionados marxistas/leninistas.

      Tem foto.

      "Tem de demitir

      Lauro Jardim informa que Mendonça Filho reuniu os servidores do ministério da Educação para uma solenidade e foi vaiado e chamado de golpista.

      Se eles ocupam cargos comissionados, podem ser demitidos."

      http://www.oantagonista.com/posts/tem-de-demitir

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  7. "Saiba como ocorrerá cada passo do julgamento de Dilma Roussef pelo Senado

    A partir deste momento, começa a segunda fase do processo de deposição constitucional no Senado. Em até 180 dias terá que ser realizado o julgamento final pelo plenário. Para depor Dilma, serão necessários 2/3 dos votos dos senadores.

    O julgamento do impeachment de Dilma no Senado terá, a partir de agora, dois momentos. O primeiro será destinado à produção de provas, diligências, debates entre acusação e defesa. O segundo será o do "julgamento propriamente dito". Segundo ele, Dilma poderá depor pessoalmente ou mandar um representante.

    Ontem mesmo foi assinado o mandado de citação da presidente afastada Dilma Rousseff. Ela terá até 20 dias para apresentar sua defesa prévia.

    (...)"

    http://polibiobraga.blogspot.com.br/2016/05/saiba-como-ocorrera-cada-passo-do.html

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  8. Se aumentar impostos resolvesse o Brasil já não teria problemas, pois já fizeram isso demais. O Brasil tem que fiscalizar como o dinheiro é gasto. Chega de pagar impostos e não receber nada de volta.

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