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sábado, 26 de outubro de 2013

Dilma privatiza o Bando do Brasil, na esteira de Libra.

Definitivamente, o governo PT abandonou o discurso que levara aos presidentes Lula e Dilma vitórias nas eleições de 2002, 2006 e 2010.  O discurso era de que o PSDB, hoje na oposição, era privatista.  Disse que teria o FHC vendido ao preço de banana, os principais ativos de controle da União.  

Os ícones da privatizações do governo FHC foram as companhias telefônicas, representada à época pelo sistema Telebras.  Outra privatização, no meu entender, desastrada foi a da Companhia Vale do Rio Doce, hoje apenas Vale S.A.  O erro de ontem, não justifica o erro de hoje, penso eu.  

No último dia 21, o governo Dilma, licitou em leilão o campo gigante de Libra, para que a iniciativa privada pudesse participar, apesar de a lei do monopólio do petróleo garantir à Petrobras a exploração do campo petrolífero sem licitações.  Como o campo de Libra já estava mapeado pela Petrobras, coube aos chineses e os parceiros anglo-holandesa e franceses, com um "merreca" de R$ 9 bilhões (em reais), auferir lucros previstos de US$ 168 bilhões (em dólares) ao longo dos 30 anos de exploração.  

O governo Dilma, resolveu no último dia 24, vender mais um naco das ações do glorioso e bicentenário Banco do Brasil S.A. com justificativa que não entendi bem.  Tornar a instituição financeira mais internacional?  O certo que quando Lula assumiu o governo a participação dos estrangeiros era de 12,5% do capital total do BB.  O governo Dilma, aumentou a participação do capital estrangeiro na instituição para 30% do capital.  Lembrando que na Europa, durante a crise financeira mundial, ocorreu o inverso.  Lá, diante da situação de crise, os grandes conglomerados financeiros foram estatizados.  

Vejam, as notícias que extrai do tradicional jornal Estadão e do próprio site do Banco do Brasil, sobre a noticia comentada e também sobre um pouco da história da fundação do Banco do Brasil S.A. 

Nesta quinta-feira, 24, foi assinado um decreto presidencial que eleva o limite da participação de estrangeiros no capital do Banco do Brasil de 20% para 30%. O último aumento de participação estrangeira no capital da instituição foi em 2009, quando passou de 12,5% para 20%. Fonte: Estadão. 

A história da fundação do Banco do Brasil.

O Brasil passou a ser a sede da Coroa Portuguesa. Em 12 de outubro de 1808, através de um alvará do príncipe regente D. João, foi criado o Banco do Brasil. O capital da instituição seria constituído de 1.200 ações de um conto de réis cada uma. O lançamento público destinava-se à subscrição por grandes negociantes ou pessoas abastadas. Fonte: Banco do Brasil. 

Comentário.

Atrás da decisão de aumentar a participação do capital estrangeiro do Banco do Brasil para 30%, parece esconder a verdadeira razão para a medida tomada.   O também leilão de Libra, embora projeto que vá render algum dividendo para o País, somente após 2020, realizado a toque de caixa, ainda neste ano, os motivos convergem para o mesmo objetivo.  

O Banco Central, na tentativa de manter a Balança de Pagamentos de 2013 ou Balança de Conta Corrente, como quiser, em posição equilibrada, precisa atrair o capital estrangeiro, a todo custo.  Mesmo que o custo para atração de capital estrangeiro ao País, fosse através de via oblíqua ou seja via privatização.  

O leilão de Libra, vai trazer ao País, no mínimo R$ 9 bilhões ou equivalente a US$ 4,1 bilhões, somente a cota parte da participação dos estrangeiros, os chineses, holandeses e franceses.   Segundo, o que corre de notícias no mercado financeiro é que os chineses vão emprestar à Petrobras poder pagar a cota parte R$ 6 bilhões.  Ou seja, os chineses vão trazer mais US$ 2,7 bilhões em forma de empréstimo para Petrobras.  Somado leilão de Libra vai provocar fluxo positivo na Balança de Pagamentos em US$ 6,8 bilhões.

A medida anunciada pela presidente Dilma, o acréscimo de participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil, vai trazer grosso modo, na cotação de ontem, das ações do Banco do Brasil, aproximadamente R$ 7 bilhões ou seja equivalente a US$ 3,2 bilhões.   Curiosamente, a soma da entrada do capital estrangeiro, com estas duas medidas tomadas pelo governo Dilma, vai provocar um fluxo positivo de divisas em exatos US$ 10 bilhões.  Lembrando que os recursos são provenientes de privatizações na área de petróleo e instituição bancária.

As duas medidas juntas, das privatizações, vão gerar recursos extras para o Tesouro Nacional no montante de R$ 22 bilhões, para tentar fechar o Superávit Primário projetado no Orçamento da União.  O cumprimento do Superávit Primário é uma das condições essenciais para o Brasil manter credibilidade no mercado financeiro internacional.   Pagamos o empréstimo junto ao FMI, mas o País está literalmente subjugado às regras do mercado financeiro internacional, condição necessária e essencial para "rolagem" das dívidas públicas do governo federal ou seja do Tesouro Nacional.  

Julgo que o governo Dilma, devido à política econômica (sic) equivocada, está no bico da sinuca.  Já venho dizendo isto desde fevereiro de 2012, data do início deste blog.  No início parecia estar gritando no vazio, mas agora, não estou mais sozinho nesta voz.  Recentemente, o FMI já manifestou críticas à política econômica do governo Dilma.  Nada como um dia atrás do outro.  Uma hora, a máscara cai.  Quando a máscara cai, nem o "plim-plim" segura, de tão desfigurada que está o País e seus dirigentes.   

Ossami Sakamori

4 comentários:

  1. Bom dia ,Saka ,vc deveria gravar videos e podcast , passando todas informaçoes ,nos ensinando e tirando duvidas que temos

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  2. Sou neófito em tudo isto que vcs falam.
    Deixe mensagem aqui. Responderei, no corpo dele.
    Obrigado, participação!

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  3. O Maior projeto do PT Dilma Lula é repetir as Mentiras várias vezes até que ela se transforme em verdade, mas a verdade é que o PT Dilma Lula Privatizam e Doam as Riquezas e Recursos do Brasil.

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