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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dilma é Nicolás Maduro de saia!

O exemplo vem da república bolivariana, a Venezuela.  O governo venezuelana, desde época do Hugo Chávez, vem adotando política econômica mais do que atrasada.  O governo subsidia tudo, desde  alimentos à gasolina.  Subsidia habitação popular.  Tudo como o governo brasileiro faz num tom menos agressivo que os venezuelanos.  Vejam o resultado do que acontece lá na Venezuela do Nicolás Maduro, sucessor da Hugo Chávez e na sequência os meus comentários à respeito do Brasil da Dilma.

Depois de estimular negócios com a Venezuela, o governo do Brasil agora cobra do país vizinho "calotes temporários" de exportações de empresas brasileiras feitas neste ano. Em alguns casos, o atraso nos pagamentos de produtos vendidos ao mercado venezuelano, que vive um momento de escassez, chega a quatro meses. Fonte: Folha. 

Comentário.

Aqui no Brasil de Dilma Rousseff, presidente nomeado pelo antecessor Lula da Silva, pratica em tom menor, política econômica equivocada como a da Venezuela.  E a coisa começa a dar água.  A Venezuela como pode ver pela notícia acima, já está afundando por falta de dólares para pagar contas.

O Brasil do Lula & Dilma praticam política econômica (sic) semelhante ao da Venezuela, em alguns aspectos.  As semelhanças estão em criar programas que atendem os interesses imediatos da grande massa de população, os pobres.  Os programas vão desde a Bolsa Família ou Bolsa Miséria a subsídio de energia elétrica ou mesmo subsídio na aquisição de moradia popular.  

O Brasil vende gasolina subsidiado pela Petrobras fazendo parte da política equivocada.  O Brasil importa gasolina a preço maior do que vende na refinaria.  Isto é, Dilma subsidia combustíveis como Nicolás Maduro faz.  Na política econômica, o engessamento do preço dos combustíveis serve como âncora para segurar a inflação, tanto aqui como lá.

Outra semelhança é manter o dólar engessado.  Venezuela vem fazendo isto desde governo Hugo Chávez.  Com o dólar engessado, dá uma certa euforia à população.  Dá-se impressão de que, de repente, o Brasil virou país rico.  Enquanto isto, o parque industrial brasileiro que respondia pelo 26% do PIB no início do governo Lula, hoje representa menos que 13% do PIB.  Grande parte da desindustrialização é por conta do câmbio defasado. Isto causa desemprego dos trabalhadores qualificados.  

Esta valorização forçada e equivocada do real, pela intervenção sistemática do Banco Central tentando segurar o dólar no patamar de hoje, R$ 2,20, causa desiquilíbrio na Balança Comercial e na Balança de Conta Corrente.  Hoje, o Brasil necessita, como sertanejo necessita de água, investimentos estrangeiros diretos (IED) e especulativos para fechar a Balança de Pagamento, em equilíbrio.  

As últimas medidas do governo Dilma, demonstra claramente que o equilíbrio das contas externas está longe de ser confortável.  Precisou governo Dilma aumentar a participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil e receber urgentemente os bônus do leilão de Libra, para ajudar a fechar a conta externa.   Os dois pacotes, somam cerca de US$ 10 bilhões de fluxo positivo de dólares.  O desespero está tomando conta da equipe econômica.  Isto está visível para qualquer analista do mercado.

A próxima etapa, se continuar esta tendência, seria queimar a parte líquida da Reserva Cambial.  Este volume, hoje, não passa de US$ 50 bilhões.  E a etapa seguinte seria o controle do fluxo cambial, como está fazendo a Venezuela do Nicolás Maduro.  Isto seria o começo do fim. Será que o governo Dilma tem consciência disto?  

Ninguém do governo ou fora dele, tem coragem suficiente para alertar sobre o perigo que ronda a estabilidade econômica.  Isto é uma armação de uma bomba relógio que inexoravelmente vai  explodir.  Há que se tomar medidas corajosas, antes que seja tarde.  Antes que viremos uma Venezuela ou uma Argentina!  

Governo Dilma tenta segurar o engessamento da economia até a realização das eleições no ano que vem.  O tempo, no meu entender, é demasiadamente longo, para manter a estabilidade da economia brasileira.  No mínimo, no mínimo, o governo Dilma deveria montar um plano B para a política econômica (sic), no sentido de enfrentar situações de crise como a da Venezuela ou da Argentina. 

Que os candidatos às eleições de 2014, que se preparem para enfrentar a crise anunciada.  Inexoravelmente, no meu ponto de vista, a oposição ganhará eleições de 2014, diante da situação econômica instável que se instalará no País nos próximos meses.  Que os candidatos tenham o plano de emergência suficientemente consistentes para debelar a crise econômica anunciada.  Se não tem plano econômico que nem se candidate!  Um sucessor com mesma qualificação que Dilma, nunca mais!

Ossami Sakamori

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