quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Taxa de juros Selic. Toda unanimidade é burra!


O Banco Central do Brasil estabeleceu a nova taxa Selic que passa para 6,75% ao ano, 0,25% abaixo da taxa em vigor.  A grande imprensa noticiou o assunto como uma grande comemoração. Os articulistas econômicos, igualmente, comemoraram a taxa Selic, a mais baixa dos últimos anos. Eu coloco ressalvas sobre excessivo otimismo do governo e do mercado financeiro. Toda unanimidade merece ser analisada. 

Isto parece mais uma vitória do Pirro. A taxa Selic está atrelada ao índice da inflação corrente, a mais baixa dos últimos anos, 2,75%. A menor taxa de inflação dos últimos anos é apenas consequência da "depressão" dos últimos 3 anos, a maior desde 1929. O Brasil "afundou" cerca de 7% no PIB, após sequência de altas consecutivas, interrompido apenas em 2009, em consequência da crise financeira mundial de 2008. 

O equívoco  da política econômica dos últimos governos, incluído o governo Temer, levou o País aos indicadores recordes "negativos". O Brasil está com índice de desemprego, com carteira assinada, ao redor de 12% da força do trabalho ou equivalente a cerca de 12 milhões de desempregados. Espantoso é o número de trabalhadores no sub-emprego, e micro empresários que somam cerca de 40 milhões de trabalhadores. A gravidade do quadro econômico também é retratada com o número de "inadimplentes" no comércio. O serviço de proteção ao crédito Serasa, indica que há mais de 60 milhões de brasileiros "ficha suja" no comércio. Este quadro de "terror" é que levou a uma inflação civilizada de 2,75%. Isto não é vitória do Pirro?

Voltando à taxa Selic de 6,75% ao ano. Considerado inflação corrente de 2,75% ao ano, a taxa de "juros reais" é também espantoso, 4% ao ano. O que realmente deve levar em conta no estoque da dívida pública federal, são os juros reais e não juros nominais. Com estoque da dívida pública líquida de R$ 4,5 trilhões, sem considerar ainda o número do "déficit primário", a dívida pública federal cresce em termos reais 4% ao ano com a nova taxa Selic. Isto é inexorável. 

Para melhor análise da situação brasileira, há que fazer comparação com os indicadores dos países do primeiro mundo como os Estados Unidos e o Japão, por exemplo. Os Estados Unidos praticam taxa básica de juros entre 1,25% a 1,50% ao ano, para inflação estimado em 2,5% ao ano, portanto juros negativos. O Banco Central do Japão pratica taxa básica de juros igual a 0%, enquanto a inflação parece voltar ao patamar de 1% ao ano. Como pode ver, os países do primeiro mundo praticam juros reais "negativos" que ao longo prazo, em tese, diminuiria o estoque da dívida pública.

O equívoco da política econômica e monetária dos sucessivos governos que vai do PSDB, passando pelo PT e terminando no novo MDB, faz com que o endividamento do setor público tenha crescido exponencialmente. O equívoco da política econômica, comemorado pelo governo Temer e pelo mercado financeiro, cobra do País as consequências que vão da falta de investimento em setores essenciais como o da educação e da saúde pública à segurança pública. Nem é preciso dizer que o índice da criminalidade, mostrados diariamente nas telas de televisão tem "relação direta" com a crise de "desemprego" que passa o Brasil. 

Há poucos dias, escrevi matéria sobre a relação taxa básica de juros e desemprego nos Estado Unidos: Jerome Powell é o novo presidente do FED . Vale a pena ler para ver como um país do primeiro mundo trata o "desemprego" como prioridade quando do estabelecimento da taxa básica de juros. Enquanto isto, no Brasil, os sucessivos governos tem considerado a taxa básica de juros como prioridade em detrimento do  desemprego, bem no sentido oposto aos praticados pelos países do primeiro mundo. 

Ainda assim, dentro do quadro econômico e social caótico do País, o governo Temer, o ministro da Fazenda Meirelles, a Rede Globo, os articulistas econômicos e o mercado financeiro comemoram o rebaixamento da taxa básica de juros Selic tal qual explicado nesta matéria, em unanimidade.  

Tem um ditado popular que diz que "toda unanimidade é burra". Parece que a sabedoria popular se encaixar exatamente ao assunto tratado nesta matéria. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Sua Majestade Michel Temer vai tirar férias em Restinga de Marambaia.

Crédito da imagem:  Ig

Presidente Michel Temer vai passar o feriado de Carnaval na área pertence à Marinha brasileira, com espantosa comitiva presidencial de 65 pessoas. Segundo o jornal Estadão de hoje: "Michel Temer vai com a mulher Marcela e o filho Michelzinho. O restante da comitiva inclui seguranças, médicos, enfermeiros, cerimonial, cozinheiros camareiras, e ajudantes que cuidam da casa. A comitiva conta também com a imprensa e funcionários administrativos para atender as necessidades dos viajantes, incluído os acompanhantes."

Para a imprensa em geral, o Gabinete de Segurança Institucional informou que a estrutura necessária é estabelecida por lei e que todos os ex-presidentes utilizavam deste aparato. Diz a nota que os presidentes FHC, Dilma e Lula também utilizaram estes serviços para "descansar" (o grifo é meu). Segunda a nota do Gabinete, apesar da Restinga de Marambaia ser uma área da Marinha, não possui serviços de infraestrutura considerada fundamental para um "chefe do estado" (sic).  Segundo a nota, no protocolo de segurança do presidente da República ainda há previsão de contratação de linhas de internet adicional para garantia a comunicação do presidente.

Ainda, segundo a primorosa reportagem do Estadão, "há mobilização de equipe à disposição do presidente da República, fora da equipe presidencial: bombeiros, médicos, ambulâncias e batedores, que ficam em sobreaviso durante a estada do presidente no Restinga do Marambaia". Tudo isto, digo eu, para garantir as "férias merecidas" do presidente da República que está com "extenuantes" agendas presidenciais, sobretudo nos últimos dias, para tentar aprovar a Reforma da Previdência. 

Para reles população brasileira e sobretudo à população da cidade do Rio de Janeiro, o tamanho aparato para garantir a segurança pessoal do presidente da República é uma total ofensa. Os gastos da viagem presidencial, embora seja uma rotina vivida pelos presidentes anteriores, é uma "tapa na cara" para os funcionários públicos fluminense que estão com salários atrasados. Ainda, os cariocas estão obrigados a conviver com o tráfico de drogas interrompendo as principais vias de circulação da cidade, como que aconteceu ontem. 

Ainda assim, o presidente da República Michel Temer vai tirar as férias na Restinga de Marambaia colocando ao ridículo o povo carioca e o povo brasileiro.  

Ossami Sakamori
T


segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O mundo não acaba sem a Reforma da Previdência.

Crédito da imagem: Milleniun

Antes de fazer comentário, vamos deixar claro que sou seguidor da economista chefe da XP Investimentos Zaina Latif. Ela é uma grande economista e é formadora de opinião dentre articulistas econômicos ligados à grande imprensa. Para quem não acompanha o mercado financeiro, esclareço que a XP Investimentos faz parte do grupo financeiro Banco Itaú. No entanto, lendo a matéria sobre a previsão catastrófica sobre a não aprovação da Reforma da Previdência, ouso-me a discordar dela. 


Para economista chefe da XP Investimentos Zaina Latif, a reforma da Previdência é espinha dorsal importante do governo Temer. Segundo a economista, o país está atrasado por não tomar nenhuma atitude. Zaina ainda considera o rebaixamento do risco pela Standard & Poor's o fato de Brasil não ter conseguido aprovar a reforma da Previdência. Concordo apenas em parte com a opinião da economista chefe da corretora ligada ao Banco Itaú.

O principal problema do Brasil não está concentrado apenas na Reforma da Previdência. Os sucessivos governos comandado pelo PT e apoiado pelo PMDB, este último o partido do presidente Temer, não moveram "uma palha" para tratar do assunto pelo menos há 15 anos. Como que "de repente", a Reforma da Previdência passou a ser a "pauta única" do governo Temer e em consequência isto vem refletindo no mercado financeiro. 

O déficit da previdência, de fato, é componente importante do "déficit primário" e do "déficit nominal", mas não o único. O principal problema do Brasil está no pagamento de juros da dívida pública federal. Ou melhor, o problema é o "não pagamento" dos juros da dívida pública. Há mais de três décadas que a dívida pública não está sendo "amortizados". O Brasil vem "rolando" a dívida pública que só tem aumentado com os "déficits primários". Vamos esclarecer. A previdência não é responsável sozinho pelo "déficit primário", pelo contrário. 

Enquanto não revolvermos o financiamento dos gastos públicos, com "emissão de títulos públicos", não será a Reforma da Previdência sozinha que vai resolver todos os problemas do País. Há falta de comentários mais ácidos pelos analistas econômicos sobre o crescente envidamento do setor público e os reflexos no seu aspecto global. Do jeito que é noticiado, apenas a previdência social é considerado como vilão de todos males do Brasil. 

Há que fazer reforma da previdência, há!  No entanto, sem aprovação da Reforma da Previdência neste ano, o mundo não vai acabar e nem o Brasil entrará no "default" no ano que vem. A Reforma da Previdência parece a "cortina de fumaça" para esconder os verdadeiros problemas do País.  Que a Reforma da Previdência seja feita, com profundidade, pelo novo presidente da República, à partir de 2019.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Temer é um presidente medíocre!

Crédito da imagem: Estadão

Presidente Michel Temer já jogou as toalhas no caso da Reforma da Previdência, que ele considerava como a principal bandeira do seu projeto do governo. Ele afirmou publicamente que, em relação à Reforma da Previdência, ele já fez a parte dele, como que lavando as mãos sobre a aprovação ou rejeição pelo Congresso Nacional. Temer deu prazo de 3 semanas para colocar em votação na Câmara dos Deputados.

A afirmação do Michel Temer é no mínimo infeliz. Não deveria ser postura de um presidente da República diante do mais importante projeto do seu próprio governo. Com a afirmação, Temer quer tira o "corpo fora" do alvo de cobrança pelo mercado financeiro. O presidente Temer prevê a impossibilidade da aprovação da Reforma pelo Congresso Nacional por falta de apoio da base do seu próprio governo.  Temer não vê chance de conseguir o apoio de 308 deputados dentre 513 para a aprovação de uma Emenda Constitucional. 

Voltando no tempo, o vice Michel Temer se rebelou contra a titular do cargo, a Dilma do PT, ajudando prosperar o impeachment. Assumiu o poder no dia 12 de maio de 2016, com o impedimento do titular pelo Congresso Nacional. Temer está próximo de fazer o segundo aniversário frente ao cargo de presidente da República, para o qual não foi eleito. O resultado das eleições de 2014 está sendo um desastre para o País. Talvez fosse igual desastre, se eleito fosse a chapa do senador Aécio Neves. 

O Brasil está sendo governado pelos sucessivos presidente da República que não tem estatura suficiente para dirigir um país que  ocupa a quinta posição em tamanho territorial e número de população. O que o Brasil tem de potencial natural, é um desperdício para os sucessivos mandatários "medíocres" que o País experimentou e experimenta. Tem razão as Agências de classificação de riscos considerar o Brasil um "lixo". 

Há que refletir os motivos que levaram a esta situação degradante que o Brasil vive. É preciso tentar não repetir os mesmos erros do passado, elegendo para o cargo máximo da República não mais um "salvador da pátria". O Brasil precisa de presidente da República estadista que tenha qualificação suficiente para colocar o País nos trilhos do desenvolvimento. Chega de oportunistas de direita à esquerda!

De toda forma, uma coisa é certa: Temer é um um presidente medíocre!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Carf tem R$ 627 bilhões de tributos sob júdice.

Crédito da imagem: Jota

Segundo a nova presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o Carf, Adriana Gomes Rêgo, vai ser implementadas importantes medidas (sic) para desafogar o órgão. Segundo, ainda a nova presidente do Carf, no órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, tramita hoje cerca de 118 mil processos administrativos questionando autuações tributárias e aduaneiras promovidas pela Receita Federal, valor estimado em R$ 627 bilhões. 

As deliberações do órgão são feitos paritariamente entre auditores indicados pela Fazenda Nacional e representantes dos contribuintes indicados pelas entidades de classe. O total de membros é de 130 conselheiros. A estrutura do órgão é uma espécie de um "tribunal" paralelo ao Judiciário. 

As decisões sobre matérias pautadas por parte desse colegiado resultam em "súmulas jurisprudenciais", que têm peso significativo para resolução dos litígios tributários no plano administrativo.  As empresas que não forem contemplados com decisões favoráveis  nas suas demandas pelo Carf ainda tem os recursos cabíveis no âmbito do Judiciário.  Carf é uma espécie de "tribunal de exceções".

As grandes corporações utilizam-se deste recurso administrativo para ver contemplado suas demandas controversas em nível administrativo por um dos dois motivos. O primeiro é "perdão" da dívida e outo é "protelação" do pagamento. Como os recursos envolvem volume de demanda expressivo, alguns em R$ bilhões, envolvem toda sorte de interferências, que vai dos próprios membros do próprio Carf, do ministro da Fazenda e até da presidência da República. 

O exemplo mais recente é a decisão favorável sobre demanda de R$ 25 bilhões em desfavor do grupo Itaú-Unibanco, tributo gerado pela Receita Federal. Como já foi noticiado neste blog o recurso resultou em decisão favorável ao grupo financeiro dos Setúbal/ Moreira Sales. Outro exemplo, do passado não muito distantante foi a demanda da Vale em volume tão expressivo quanto ao do Itaú-Unibanco. Neste último caso, o Carf serviu para "segurar" a cobrança da dívida tributária até edição de Refis, o que veio a acontecer, beneficiando a Vale. 

Enquanto as grandes dívidas são resolvidos "politicamente", há um batalhão de prestadores de serviços que fazem defesa das dívidas tributárias, devido as diversas controvérsias que as leis brasileiras produzem por absoluta falta de clareza nas interpretações delas. O Carf é um refúgio para grandes corporações que tem dívidas R$ bilionárias. 

O Carf era para ser instância para resolução das demandas devido as interpretações de leis, mas as negociatas acontecem à luz do dia envolvendo as autoridades ligados ao Palácio do Planalto ou pelos simples 130 membros deste órgão do governo federal. Melhor extinguir o Carf para combater à sonegação fiscal do que dar oportunidade para as empresas se beneficiarem dom influência do Palácio do Planalto.

Sou pela extinção pura e simples do Carf para evitar a sonegação fiscal das grandes corporações. Seria pedir muito para 130 membros do Carf resolverem pendências de R$ 627 bilhões. As operações espetaculosas que acontecem no âmbito do Carf só são expostas para "camuflar" os benesses que são concedidos aos amigos do Palácio do Planalto. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Brasil cresce a passos lentos.

Crédito da imagem: Estadão

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,768 bilhões no mês de janeiro, segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O resultado é o melhor para o mês de janeiro desde 2006, quando apresentou o resultado de US$ 2,840 bilhões. No ano passado o saldo da balança comercial havia sido de US$ 2,710 bilhões.

A notícia parece alvissareira, mas está apenas ligeiramente maior do que o mesmo mês do ano de passado. O que importa é que as exportações tiveram alta de 13,8% ante janeiro de 2017 e as importações com o aumento de 16,4%. O fato de importações superarem ao aumento do ano anterior com certo vigor, de certo modo indica uma ligeira retomada de investimentos no setor produtivo. 

Os números não são nada expressivos, mas indica a tendência que vem se verificando desde o ano passado, a de retomada do crescimento do País. O dólar baixo ou o real desvalorizado tem sido o principal fator da falta de expansão mais vigorosa nas exportações. As exportações, sobretudo, as de manufaturados obrigariam as empresas à contratarem empregados com carteira assinada. Há evidente falta de priorizar o setor produtivo com mola propulsora do desenvolvimento. 

O Brasil não tem política econômica e política monetária mais vigorosas que justifique o crescimento econômico em níveis acima da média mundial. É bom observar que estamos longe de alcançar o crescimento econômico dos países emergentes como a China e Índia. Esses países crescem a uma média ao redor de 7% ao ano, enquanto isso o Brasil comemora o pífio crescimento de 2,5%. 

Não tem jeito. O governo do Michel Temer é um governo medíocre que atende tão somente aos interesses dos agiotas internacionais deixando no segundo plano os investimentos produtivos que criariam empregos formais tão esperados pela classe trabalhadora. 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Não vamos desistir do Brasil, apesar de tudo.

Crédito de imagem: Diário de Nordeste

O governo Temer comemorou o déficit primário menor que o previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, ontem. O governo reduziu o déficit primário, antes previsto em R$ 159 bilhões, para R$ 124 bilhões. A economia de R$ 35 bilhões em relação ao Orçamento Fiscal previsto na LDO não foi bem explicado pelo governo. Foi dito apenas que foi devido a arrecadação referente aos leilões de privatizações e economia nos investimentos.  Seja como for, está devendo explicações. 

Na matéria anterior, utilizei o déficit primário aquele previsto na LDO, por falta de informações que foi liberados apenas ontem.  A secretária do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda ao anunciar o número do déficit primário disse à imprensa que o motivo de apresentar o número embora em menor, não tinha nada a comemorar. Ela tem toda razão. O déficit primário é o "dinheiro que falta" para cobrir os gastos correntes do governo após a arrecadação de impostos. O déficit primário é coberto com emissão de títulos da dívida pública pelo Tesouro Nacional ou seja com endividamento público.  

A imprensa, explica como a "economia" foi feito para diminuir o déficit primário. Segundo a grande imprensa, o déficit primário economizado veio do corte de investimentos nas UPAs - Unidades de Pronto Atendimento e nos custeios da rede hospitalar conveniado com SUS - Sistema Único de Saúde. A falta de dinheiro vê claramente nos hospitais públicos, doentes morrendo em filas. 

Tem razão a secretária do Tesouro Nacional ao afirmar que  não vê motivo para comemorações com cortes no Orçamento Fiscal. Ela contraria o otimismo do presidente Temer e do seu superior o ministro da Fazenda Henrique Meirelles. A gestão financeira do governo Temer privilegia o pagamento de juros da dívida pública ao invés de dar atenção à necessidade básica da população como saúde pública e educação.  

O equívoco da política econômica e monetária não está somente em "economizar" os gastos, mas está na dependência cada vez maior da dívida pública tomado dos agiotas internacionais. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles faz de tudo para agradar o mercado financeiro internacionais pagando os juros reais Selic os mais altos do mundo, deixando para trás apenas Rússia e Turquia. Meirelles quer estar "bem na foto" perante o mercado financeiro internacional impondo enormes sacrifícios à população.  

O povo brasileiro paga muitas vezes com as próprias vidas o equívoco da política econômica do governo Temer. Não será a reforma da previdência, por si só, que vai resolver todas mazelas da administração do governo. Michel Temer parece viver num outro país ao esbanjar o otimismo como que vivendo em outro país.

Não vamos desistir do Brasil apesar de tudo. Vamos esperar que o próximo presidente da República não caia na mesma armadilha dos últimos governos, incluindo este do Temer.  

Ossami Sakamori


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Brasil está um lixo!



O governo Temer divulgou a arrecadação do governo federal de R$ 1,34 trilhão no ano de 2017. Para calcular os "gastos correntes" do governo federal deve-se somar o "déficit primário" de 2017 estimado em R$ 159 bilhões, desta forma, conclui-se que o governo da União gastou em 2017, nada menos que R$ 1,5 trilhão.  O número corresponde a cerca de 25% do PIB estimado para o mesmo ano. Nestes gastos não está incluído os gastos dos governos estaduais e municipais. O certo é que o governo federal vive de dinheiro dos agiotas internacionais para pagar as suas contas. 

O governo federal ainda tem as despesas referentes aos juros da dívida pública federal, calculei sobre a média da taxa Selic de 8% em 2017, as despesas de juros do Tesouro Nacional e do Banco Central calculado sobre o estoque médio da dívida líquida pública ultrapassa R$ 240 bilhões. O governo federal não consegue cobrir nem os gastos correntes, então, muito menos os juros da dívida pública. Desta forma, o governo da União gerou o "déficit nominal" em cerca de R$ 400 bilhões no ano passado, foi o dinheiro que faltou para pagar todas contas de 2017. 

Desta forma o gasto total do governo Temer em 2017 somou R$ 1,74 trilhão, incluído os juros da dívida pública federal. O que impressiona é a velocidade com que a dívida pública federal cresce. A dívida pública cresce porque o governo da União gasta mais do que arrecada, como podem ver acima. Em tese, o governo emitiu R$ 400 bilhões em títulos do Tesouro Nacional para pagar suas contas, o que tecnicamente denominamos de "déficit nominal". 

Literalmente, o Brasil paga suas despesas correntes com dinheiro dos empréstimos. É por estes e outros motivos que as Agências de classificação de riscos consideram a nota do Brasil no nível de grau "especulativo" ou simplesmente grau "lixo". Vamos insistir, o governo do Brasil arrecadou R$ 1,34 trilhão e tomou emprestado mais R$ 400 bilhões para a própria sobrevivência. 

Os números mostram que o Brasil precisa ser "reinventado". O País deveria concentrar suas atividades nos setores essencialmente de natureza públicos como educação, saúde e segurança pública e deixar as atividades não essenciais do setor público para o setor privado. Enfim, o País precisa urgentemente sair da economia neoliberal, intervencionista, e partir para economia predominantemente liberal. 

Fico triste em ver que os candidatos à presidência da República não debatem o tema macroeconômico com profundidade. Talvez a falta de interesse esteja no medo dos candidatos em perder votos dos que dependem da tutela do Estado. O candidato que apresentar uma matriz econômica que leve em conta os aspectos levantados aqui, leva meu voto. 

Por enquanto, o Brasil está um lixo!

Ossami Sakamori


domingo, 28 de janeiro de 2018

Brasil é um país viável !

Crédito da imagem: Globo

Mobilizar a população de um país que está enfrentando uma profunda depressão, a mais profunda dos últimos  100 anos, não é tarefa fácil. Somado à essa conjuntura totalmente desfavorável, o Brasil está passando por um processo de extirpação da quadrilha de assaltantes de cofres públicos, nunca dantes vistos em igual proporção na história de República. Felizmente, o conjunto da população está acordando para este fato. 

O processo de "faxina" do País está acontecendo de baixo para cima. Em breve, até mesmo o STF deverá sucumbir aos anseios da população. O Brasil não aguenta mais conviver com a situação como está. Ainda assim, a quadrilha de dilapidadores da República agem acobertado pelos aparatos que a Constituição da República.

O "cerco" está chegando aos que gozam de "imunidades" nos três poderes da República. Muitos parlamentares se safam dos processos de crimes comuns, de ladroagem, com os foros privilegiados. Alguns membros do STF, que também pertencente à quadrilha, utilizam-se das interpretações de leis para abrandar as penas impostas aos companheiros da quadrilha, nas instâncias inferiores. O próprio presidente da República invoca as imunidades do cargo para livrar-se, temporalmente, dos crimes de corrupção passiva e chefia da quadrilha e continua assaltando os cofres públicos. Nunca se viu na história do País, quantidade de ministros acusados de corrupção passiva e lavagem de  dinheiro que fazem parte do quadro dos ministérios. 

A condenação do Lula da Silva em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no processo conhecido como "Triplex", poderá ser um dos fatores inibidores da continuidade dos delitos. A condenação do Lula da Silva deverá inibir a prática de corrupção pelos que andam "livres e soltos", ainda. 

No entanto, o povo "apenas" comemora a condenação do Lula da Silva, como se fosse o único troféu disponível nas redes sociais. Esquece o povo que a quadrilha continua agindo nos escaninhos dos poderes, utilizando-se de "foros privilegiados". Este processo de "faxina" que deu início, terá que terminar com eleições de outubro. Muitos candidatos se escondem atrás da "bandeiras" da moralidade. Muitos outros são candidatos sem ter a mínima noção do que é a máquina pública. Temos que fazer uma escolha criteriosa para não incorrer nos mesmos erros do atraso.

Está na hora de, nós das redes sociais, tentar contribuir oferecendo propostas de soluções para a grave crise econômica que o País se meteu.  Ainda bem que o Brasil oferece potencial para crescimento sustentável comparável aos países emergentes como a China. Não podemos, deixar o "bonde" da oportunidade passar sob pena de aumentar ainda mais o abismo que nos separa dos países do primeiro mundo. 

Uma hora, em breve, o Brasil sairá da posição de "lixo do mundo" para posição de "vanguarda" do desenvolvimento econômico e social. Condições para tanto, o Brasil tem. Basta a vontade e a diligência, não só dos governantes mas também do povo brasileiro para voltarmos a ocupar posição de destaque dentre países desenvolvidos. 

Brasil é um país viável !

Ossami Sakamori


sábado, 27 de janeiro de 2018

Largada foi dada. Quem sair na frente, ganha dinheiro!

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Como acontece sempre no início do ano são divulgados os indicadores do ano anterior. O principal indicador, no meu entender, é o número de desempregados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED, do Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado do ano de 2017 foi animador, apesar de ter apresentado 22 mil de perda de vagas com carteira assinada. O cenário parece ter mudado.

O resultado, apesar de número negativo, é um número bastante significativo, se comparar com os números dos anos anteriores. Em 2015 o País perdeu 1,5 milhão de vagas e em 2016 mais 1,3 milhão de vagas com carteira assinada. O número de 2017 mostra que a crise econômica do País já chegou no fundo do poço. O indicador é uma referência importante para medir o crescimento econômico, antes mesmo do número do PIB de cada ano. 

O Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, atualiza a sua política monetária levando em conta, sobretudo, a criação de empregos nos trimestres imediatamente anteriores. O referencial para calibrar a base monetária lá pelas bandas do USA é o índice de desemprego. A taxa de desemprego considerado alarmante pelos americanos é de 6% da força do trabalho. Há cerca de um ano que o Brasil está convivendo com o índice de desemprego que ultrapassa os 12% da força do trabalho para efeito de comparação. 

O número de dispensa de trabalhadores no Brasil, com carteira assinada, parece ter estancado. O importante é que os demais indicadores da economia também está mostrando estabilidade ou parou de cair. O que está pegando para retomada do crescimento econômico é o gigantesco "rombo fiscal" do governo federal. A política econômica e monetária equivocada tem muita culpa nisto tudo. O Brasil junto com Rússia e Turquia são os campeões em juros reais das suas dívidas públicas.

Seja como for, a situação do Brasil, apesar da classificação de risco como "especulativo" ou "lixo" pelas Agências de classificação e "rombo fiscal" gigantesco, retoma a rota de crescimento econômico. As sucessivas denúncias de ladroagem não só dos governos passados, mas também do atual governo, o do Michel Temer tem atrapalhado a retomada do crescimento com mais impulso.  

As eleições de outubro deste ano, com "perspectiva" de mudança para um governo mais competente, vai trazer alento muito importante para o crescimento econômico deste ano. O fator condenação do Lula da Silva deverá contribuir para aceleramento do processo de crescimento. Parece que o mercado financeiro já apercebeu disto e o índice Bovespa está em alta.  Bovespa vai bater 100.000 pontos em breve! 

A largada foi dada. Quem sair na frente, ganha!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Você tem uma dívida de R$ 16,5 mil !


Em dezembro de 1994, ano da implantação do Plano Real, a dívida pública nominal do País era de R$ 87,8 bilhões e em 2003, o governo FHC entregou para o governo Lula da Silva a dívida pública nominal de R$ 1,10 trilhão.  

Decorrido 15 anos, a dívida pública do Brasil passou para a bagatela de R$ 3,45 trilhões. Corrigido pelo IPCA, a dívida pública do ano de 2002, o primeiro ano do governo Lula da Silva, aqueles mesmos R$ 1,10 trilhão, estaria hoje em R$ 2,77 trilhões. Desta forma, o acréscimo de juros da dívida pública no período considerado, em valores reais, seria de R$ 680 bilhões. 

O acréscimo real da dívida pública acelerou nos últimos anos com os "déficits primários" ou os "rombos fiscais" dos últimos dois exercícios, sobretudo. Está previsto para este ano, "déficit primário" de R$ 157 bilhões que se somará aos juros da dívida pública de R$ 3,45 trilhões. Como os Orçamentos fiscais deste ano não tem margem para pagamento de juros da dívida pública já que a arrecadação sequer paga as despesas correntes do governo, os juros da dívida se soma ao saldo da dívida pública. 

Assim sendo, a dívida pública líquida do País vai terminar o ano de 2018, mantido atual nível de inflação, com saldo líquido próximo de R$ 4 trilhões. O País já vive aquela situação de um sujeito que precisa de dinheiro do agiota para manter-se "de pé". Pior, o Brasil tem obrigação de fazer o saldo médio, a Reserva cambial, para tentar melhorar as notas das agências de classificação. Por estas e outras razões que as agências classificam o Brasil na categoria de "especulativa" ou "lixo".  Somos obrigados a concordar!  Nós somos o "lixo" do mundo, em matéria de finanças públicas!

Hoje, o Brasil tem dívida interna líquida de R$ 3,4 trilhões ou seja cada brasileiro e cada brasileira já nasce carregando a dívida pública de R$ 16.500,00. Dá para ser feliz assim?

Ossami Sakamori


quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Brasil sem Lula


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação do Lula da Silva no processo conhecido como "Triplex". A confirmação da sentença do juiz Sérgio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba foi por unanimidade. Os três desembargadores do TRF4 aumentaram a pena imposta ao Lula da Silva em 12 anos e 1 mês de reclusão em regime fechado. Como diz o ditado: Justiça tarda mas não falha!

Este blog foi inaugurado para fazer oposição ao PT e em especial ao Lula da Silva, em 15 de fevereiro de 2012. À época, o PT estava com popularidade em ascensão com mais de 70% de aprovação. Nesse período fiz dezenas de denúncias contra a quadrilha que tomou o Palácio do Planalto. Algumas dessas denúncias terminaram em abertura de processo e outras não mereceram atenção do Judiciário. 

Depois da decisão do TRF4, a quadrilha comandada pelo Lula da Silva, certamente, vai se dissolver. Os principais partidos de oposição que se alinhava com o PT, cada um vai ocupar o seu espaço nas eleições deste ano. Os partidos da esquerda como Rede, PSOL, PCdoB e PDT deverão disputar o espaço ocupado antes pelo PT do Lula.  No entanto, o principal aliado da administração petista, o MDB, ocupa o espaço antes ocupado pelo PT para dar continuidade à organização criminosa que tomou conta do governo federal há 15 anos.  Governo Temer é uma facção criminosa que faz parte da mesma quadrilha do Lula da Silva. 

O fato é que a condenação do Lula da Silva em segunda instância, o perigo de Brasil virar uma Venezuela fica mais remoto. Os candidatos da extrema direita e a tese da intervenção militar ficará também sem o foco. Desta forma, o futuro presidente da República a ser escolhido pelas eleições de outubro deste ano deverá ser de centro. 

O empresariado respirou aliviado com a condenação do Lula da Silva. Com a definição do quadro político, os investidores deverão retomar os investimentos necessários para criação de novos empregos. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Brasil não é propriedade do Lula!

Crédito da imagem: Folha

Amanhã quarta-feira, dia 24, acontecerá o julgamento do recurso do ex-presidente Lula referente ao caso conhecido como "Triplex", condenado que foi pelo juiz Sérgio Moro da 13ª Vara Criminal de Curitiba.  Há uma tentativa de transformar o julgamento dos desembargadores da 8ª turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região em "julgamento político" pelo PT. O Lula e o PT querem tirar proveito de um julgamento jurídico em julgamento político, com vistas às eleições presidenciais deste ano. Se o povo não abre o olho, acabará acontecendo exatamente o que Lula e PT pretendem, de ser vítima do Judiciário. 

Independente do resultado de amanhã, que está previsto ser desfavorável ao ex-presidente Lula, as manifestações vão acontecer à uma distância razoável do edifício do Tribunal. Segundo informa a grande imprensa, os manifestantes "pró  Lula" estão sendo mobilizados para estarem presentes em Porto Alegre. No meu entendimento, para que evento marque o prestígio do Lula, terá que reunir, no mínimo 200 mil pessoas. Qualquer número que não seja expressivo poderemos considerar que o "evento pró Lula" do PT será considerado como verdadeiro fracasso.

Da mesma forma, qualquer manifestação que não reúna grande número de manifestantes, em locais já tradicionais nas cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, além de Porto Alegre, podemos classificar o "apoio ao Lula" como um "fracasso retumbante". O PT e Lula sabem que as manifestações convocadas serão decisivos para "manter" ou "sepultar" de vez, a pretensa candidatura do Lula da Silva à presidência da República. 

Sem mesmo ser um jurista, prevejo a "confirmação" da condenação do Lula da Silva, com "pena aumentada" em relação àquela estipulado pelo juiz Sérgio Moro. A conclusão se baseia em dezenas de recursos de sentenças do juiz Sérgio Moro revisados pelos mesmos desembargadores da 8ª turma do TRF4. Para mim, Lula da Silva, não passa de um ex-presidente da República marcado pela corrupção, mais que comprovada  pela Operação Lava Jato. Se o Lula vai cumprir pena na prisão ou não com condenação em segunda instância são apenas detalhes menores. Melhor seria que fosse conduzido à Colônia Penal de Curitiba, fazendo companhia aos seus companheiros da quadrilha.  

Felizmente, Brasil não é propriedade do Lula!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



sábado, 20 de janeiro de 2018

Temer e falcatruas andam juntos!

Crédito da imagem: Folha

Segundo a Folha, na sua primeira declaração sobre o afastamento de 4 vice-presidentes da Caixa Econômica, nessa quinta-feira, dia 18, o presidente Michel Temer disse que não vai concluir seu mandato com a pecha de um "sujeito que incorreu em falcatruas". Disse ainda à Folha que os 4 vice-presidentes podem voltar aos cargos do banco e não descarta manter a prática de aceitar indicações políticas.

Michel Temer perdeu noção do que sejam as "falcatruas", pois convive no meio delas e as praticam com frequência desde época em que exercia mandato de deputado federal pelo estado de São Paulo. Igualmente, o presidente Temer, aceitou incondicionalmente a prática de "falcatruas" na condição de vice-presidente da Dilma Rousseff. Se Michel Temer fosse contra as "falcatruas" não teria aceito participar na chapa da Dilma como vice-presidente para o segundo mandato. Isto é cristalino!

Tão logo assumiu o cargo de presidente da República no dia 12 de maio de 2016, em função do impeachment da presidente Dilma, levou para dentro do Palácio do Planalto as figuras que praticara "falcatruas" junto com ele, direta ou indiretamente como Geddel Vieira Lima. Nem vou citar demais nomes porque a lista é extensa. Quem os investiga é o Ministério Público Federal. 

O presidente Temer dizer que poderá reconduzir aos mesmos cargos os 4 vice-presidentes afastados a pedido do Ministério Público Federal e pelo Banco Central do Brasil é está evidente de que ele participa das "falcatruas". E por estas e outras que o presidente Michel Temer vai concluir o seu mandato com a pecha de um "sujeito que incorreu em falcatruas", querendo ou não querendo. Quanto mais Temer tenta explicar fica pior para ele. Temer é merecedora de carimbo de "falcatrua", sim. Alguém tem dúvida sobre isto?

Presidente Temer e "falcatruas" andam juntos!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CEF é instrumento da roubalheira!


Atrás da disputa de cargos de vice-presidentes da Caixa Econômica Federal após afastamento de 4 dentre 12, para investigações sobre ladroagens que teriam participados, há um fator que "passa batido" fora do mundo político de Brasília. Os partidos políticos engalfinham-se para nomear o presidente e os 12 vice-presidentes porque a Caixa Econômica Federal é um antro de corrupção. 

Os diretores nomeados são "peças" fundamentais para prática de ladroagem, além de que os mesmos tem remunerações mais do que polpudas. É bom lembrar que as remunerações de diretores de instituições financeiras privadas são bem superiores do que as da estatais. No entanto, a diferença é que os diretores das instituições financeiras da área privada são remuneradas de acordo com a competência e lucros que trazem a ela. No caso dos diretores da Caixa Econômica Federal o ônus dos bons salários e os prejuízos causados pelos diretores recai sobre os contribuintes. 

O Estadão divulgou as remunerações do presidente e dos 12 vice-presidentes da Caixa Econômica Federal. O presidente recebe R$ 98.846,00 mensal e cada vice-presidente recebe mensalmente R$ 87.398,94. Todos recebem remuneração acima do teto de salário dos três poderes da República, fugindo a regra do "teto" para funcionário público. 

É por estas "mamatas" que os políticos de carreira estão atrás destes cargos. Nem é preciso explicar o porquê os cargos das Instituições financeiras estatais, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES, sempre estarem no rol de negociações para compor a base aliada. No caso específico do governo do presidente Temer, estes cargos são preenchidos com membros da quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto. Mudou-se o presidente da República, mas as "ratazanas" são as mesmas da presidente afastada Dilma Rousseff.

Vamos lembrar que a Caixa Econômica Federal, cujos diretores são muito bem remunerados, financiou várias empresas que hoje estão hoje investigados pelas operações Lava Jato. Nem é preciso lembrar que JBS dos irmãos Batista e Recuperação Judicial bilionária como a da Sete Brasil e Oi Telecomunicações constam da lista de beneficiados da CEF. 

Além de tudo a Caixa Econômica, no momento, encontra-se na sinuca do bico para tentar se enquadrar nas exigências do Banco Central do Brasil e do BIS. Atesta-se que os diretores nomeados "esbanjam-se" em "competência".

Presidente Temer apregoa sempre: "Vamos avançar!". Só poder ser para avançar no dinheiro do contribuinte! 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Episódio CEF. Michel Temer é incompetente!

Crédito da imagem: UOL

Henrique Meirelles quer voltar atrás na decisão da Caixa Econômica Federal de tomar emprestado R$ 15 bilhões, com vencimento perpétuo do FGTS. Este blog publicou no dia 7 de janeiro passado sobre a impropriedade da tal operação: FGTS empresta R$ 15 bilhões para CEF . A operação, se efetivada, seria uma "pedalada" do governo Temer. O presidente Temer poderia ser objeto de processo de "crime de responsabilidade" como acontecera com a ex-presidente Dilma. 

O fato é que a iniciativa de suspender a operação de empréstimo do FGTS para CEF veio depois de pedido da Procuradoria Geral da República sobre o afastamento de todos vice-presidentes da Caixa Econômica Federal. Pelo menos 4 vice-presidentes estão respondendo ao inquérito da Polícia Federal sobre envolvimento nas operações de créditos duvidosos e foram removidos pelo Temer, ontem. Os nomes fazem parte da quadrilha comandada pelo ex-deputado Eduardo Cunha, que inclui o próprio presidente Michel Temer, segundo a Polícia Federal.

A Caixa Econômica Federal, segundo a própria Instituição, a relação entre o volume de empréstimo e o capital próprio está fora do enquadramento do BIS (Banco Central dos bancos centrais do mundo). O Banco Central do Brasil já chamou atenção para que a Caixa Econômica se enquadrasse nas normas internacionais acordado no BIS. Se a Caixa Econômica Federal não se enquadrar nas normas do BIS e do próprio Banco Central, o presidente Michel Temer poderá responder pelo crime de responsabilidade, no meu entender. 

Segundo a grande imprensa, o Balanço geral de 2017 está em aberto para "regularizar" o enquadramento da Caixa Econômica Federal nas normas vigentes do BIS e do BC. O fato é que o governo federal deverá fazer "aporte" de capital no montante entre R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões na Caixa Econômica Federal, retroativamente ao mês de dezembro de 2017. Com que dinheiro vai fazer este aporte eu não saberia dizer. 

Todos tem medo de dizer abertamente, mas a "pedalada" suscita "crime de responsabilidade" para o presidente da República Michel Temer, uma vez que a Caixa Econômica Federal é uma instituição financeira de controle integral do governo federal. 

Não guarda nenhuma correspondência entre crítica que faço ao presidente Temer e a aceitação do governo Dilma. Pelo contrário, com as críticas que tenho feito, estou a chamar atenção para que o presidente Michel Temer não seja processado por crime de responsabilidade, como as que respondeu a ex-presidente Dilma. É de esperar que o presidente Temer e a equipe econômica comandada pelo Henrique Meirelles, façam "coisas certas" no "tempo certo".

Conclui-se que o presidente Temer e a equipe econômica são incompetentes, assustadoramente! 

Ossami Sakamori


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Lula na cadeia!



O PT quer transformar o julgamento do Lula da Silva referente ao caso conhecido como "Triplex", que corre no TRF4, em assunto político. Só mesmo povo mal informado para acreditar na tal narrativa repetida inúmeras vezes pela organização criminosa comandada pelo Lula da Silva, ex-presidente da República e presidente de honra do PT. Acredita a quadrilha de "ladroagem de cofres públicos" que engana a população e pensa em mobilizar a população no dia do julgamento no dia 24 da próxima semana, para tentar transformar o Lula da Silva em "vítima". 

Eu já escrevia em 1º de março de 2013, há quase 5 anos: "Lula quer fugir do foco do debate sobre corrupção. Lula joga toda culpa das irregularidades cometidas no seu mandato aos seus companheiros do partido, entre os quais os condenados no processo mensalão. Ele afirma de pés juntos que nada sabia do que ocorria no Palácio do Planalto."

A história da ladroagem é antiga: "Além do processo mensalão, Lula é autor e mandante da operação 'tapa buraco' para abastecer com dinheiro do Caixa 2, a sua reeleição em 2006, via obras superfaturadas do DNIT.  Sobre o ocorrido, ninguém fala nada.  Ninguém toma iniciativa de investigação.  Ninguém tem coragem de enfrentá-lo, com medo.  Muito medo de virar um novo caso Celso Daniel.  O fato ficou conhecido, até pelo peão de trecho (de rodovias), mas ninguém se pronunciou à época e nem hoje."

Continuei na matéria: "Com tantas irregularidades cometidas por ele próprio, Lula, e subir ao palanque e querer ditar regras da moralidade, para mim, já é um acinte, um escárnio, uma afronta.  Por outro lado, cada vez mais, me convenço de que ele é um verdadeiro vampiro, um corrupto à procura de novas fontes para saciar-se da sede."  

À época da matéria, eu estava com 68 anos. Hoje, já estou com 74 anos, e a denúncia da matéria não prosperou. Aquela denúncia foi arquivado pelo  então Procurador Geral da República Roberto Gurgel. Além dessa, muitas outras denúncias foram feitas por este blog contra Lula da Silva. Muitas dessas sequer foram investigadas pela Justiça. No entanto, o Lula da Silva não parou com a sua ganância em "roubar dinheiro" cometendo ladroagem dos cofres públicos. Para um analfabeto funcional assumido deve ter restado apenas o caminho da criminalidade, pois que, antes tinha sido um mero "pelego" da Federação das Indústrias de São Paulo. 

Hoje, o PT e os seguidores do Lula da Silva querem transformar o julgamento do TRF4 num ato jurídico com objetivo único de manter a candidatura do Lula da Silva ao cargo de presidente da República. Lula da Silva é corrupto por natureza. Lula da Silva é chefe da quadrilha. Aqueles que defendem o Lula da Silva fazem parte da mesma quadrilha que tomou conta do Palácio do Planalto, há 15 anos!  

Infelizmente, Michel Temer, atual presidente da República apenas faz parte de uma facção dissidente do Lula da Silva. É importante acabar de uma vez a ladroagem no nascedouro do que ficar alimentando a esperança de que tudo tenha mudado no Palácio do Planalto. 

Lula na cadeia!

Ossami Sakamori


domingo, 14 de janeiro de 2018

Brasil está na "sinuca de bico" !

Crédito da imagem: UOL

O ano de 2018 começou com a saia justa ente o ministro da Fazenda Henrique Meirelles e presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. Ambos, o Meirelles e Maia, querem colocar a responsabilidade do rebaixamento da nota de classificação do Standard & Poor's do "risco Brasil" um para o outro. A Agência manteve a classificação do Brasil no "grau especulativo" ou no "lixo".

Seja como for, vou fazer minha previsão de indicadores da economia do País para o ano de 2018, como faço  todos os anos, no início do ano. Fazer previsão de números, diante da conjuntura política do País, não é tarefa tão fácil.  Os números apresentados abaixo, foram baseados na equivocada política econômica do ministro da Fazenda Henrique Meirelles. 

1. PIB. O crescimento do País deverá confirmar a previsão do Meirelles de 2% a 2,5% em 2018. O rebaixamento da nota do Standard & Poor's não deve influir significativamente no ritmo de crescimento do Brasil. Os indicadores apresentados em 2017 faz crer que a fase de "depressão" parece ter passado. O pior já passou, parece...

2. Inflação. A inflação corrente está em 2,75% ao ano. Tudo faz crer que o número será o menor do governo Temer. Os fatores positivos do ano de 2017 não devem repetir neste ano de 2018. A safra de verão 2017/18 deve apresentar queda na produção em cerca de 6%, segundo previsão do setor agrícola. A queda no preço dos alimentos não se repetirá. A inflação de 2017, resultado da queda de demanda ocorrido no final de 2016 não se repetirá neste início de 2018. Para piorar a situação da inflação, prevê-se a alta de preço  do petróleo no mercado internacional ao nível de US$ 80 o barril, do tipo Brente (leve) já nos próximos dias. O próprio Banco Central prevê a inflação para o final do ano em 4,5%. Tenho temor de que a inflação no final de 2018 volte ao nível de 6%, ou seja o dobro da inflação atual. 

3. Desemprego. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles prevê criação de 2,5 milhões de novos empregos. No entanto, o número é um tanto exagerado para o crescimento da economia entre 2% a 2,5% como o próprio ministro prevê. A criação de novos empregados com carteira assinada, para previsão de crescimento esperado não deverá passar de uma média mensal de 100 mil empregados, com carteira assinada ou seja 1,2 milhões no final de 2018. O meu número está compatível com o crescimento econômico previsto pelo próprio ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

4. Taxa de juros Selic.  Com a classificação da nota de crédito do País em "grau especulativo" ou "junk" (lixo), a taxa de risco ou o juros reais não deve ser menor que 4% ao longo do ano. Com previsão de inflação, previsto pelo próprio Banco Central, em 4,5%, a taxa de juros Selic deverá terminar o ano em 8,5%. No entanto, a próxima taxa Selic do deverá ser cravado em 6,5%, ou seja 0,5% mais baixa que atual, para "honrar" a última previsão feita pelo próprio Banco Central.

5. Dólar. A política monetária equivocada do Banco Central, com respaldo do ministro da Fazenda Henrique Meirelles, deverá continuar com o "dólar baixo" ou o "real valorizado". E o Brasil continuará gastando dólares que não temos ao invés de trazer os dólares para investimentos produtivos. Os preços dos produtos de consumo ser mais baixo em Nova York do que no Rio de Janeiro é um dos sintomas de que o dólar está baixo ou o real está valorizado.

6. Gastos públicos. O governo Temer continuará gastando o dinheiro que não tem. A previsão do "déficit primário" ou o "rombo fiscal" é de R$ 157 bilhões, conforme LDO de 2018. No entanto, o governo Temer está disposto a gastar mais do que o "rombo fiscal" previsto na LDO, para continuar comprando os parlamentares, na tentativa de aprovar o "remendo" da previdência. 

7. Fator eleições. Todos os números apresentados acima poderão sofrer "fortes" alterações no decorrer da campanha para eleições presidenciais. Espero que os candidatos "salvadores da pátria" não criem expectativas falsas à população. O povo já está cansado de sofrer com expectativa de crescimento econômico sustentável.

8. Regra de ouro. Há uma forte crença de que a "regra de ouro" ou os atuais limites de gastos públicos não se mantenham para este e para os próximos anos. Brasil está mais uma vez na "sinuca de bico". 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori