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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Brasil cresce a passos lentos.

Crédito da imagem: Estadão

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,768 bilhões no mês de janeiro, segundo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O resultado é o melhor para o mês de janeiro desde 2006, quando apresentou o resultado de US$ 2,840 bilhões. No ano passado o saldo da balança comercial havia sido de US$ 2,710 bilhões.

A notícia parece alvissareira, mas está apenas ligeiramente maior do que o mesmo mês do ano de passado. O que importa é que as exportações tiveram alta de 13,8% ante janeiro de 2017 e as importações com o aumento de 16,4%. O fato de importações superarem ao aumento do ano anterior com certo vigor, de certo modo indica uma ligeira retomada de investimentos no setor produtivo. 

Os números não são nada expressivos, mas indica a tendência que vem se verificando desde o ano passado, a de retomada do crescimento do País. O dólar baixo ou o real desvalorizado tem sido o principal fator da falta de expansão mais vigorosa nas exportações. As exportações, sobretudo, as de manufaturados obrigariam as empresas à contratarem empregados com carteira assinada. Há evidente falta de priorizar o setor produtivo com mola propulsora do desenvolvimento. 

O Brasil não tem política econômica e política monetária mais vigorosas que justifique o crescimento econômico em níveis acima da média mundial. É bom observar que estamos longe de alcançar o crescimento econômico dos países emergentes como a China e Índia. Esses países crescem a uma média ao redor de 7% ao ano, enquanto isso o Brasil comemora o pífio crescimento de 2,5%. 

Não tem jeito. O governo do Michel Temer é um governo medíocre que atende tão somente aos interesses dos agiotas internacionais deixando no segundo plano os investimentos produtivos que criariam empregos formais tão esperados pela classe trabalhadora. 

Ossami Sakamori


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