A afirmativa do título é do ministro da Fazenda Guido Mantega. O Brasil está entrando num período de Stop, do termo Stop & Go comumente utilizado no mercado financeiro. Explicando, como o próprio termo diz, Stop é uma parada e Go é em movimento. O Stop não quer dizer, necessariamente, recessão. O termo recessão se aplica quando o crescimento do PIB é negativo em 2 trimestres consecutivos.
Alguns alguns sinais que nós colocam em alerta. O crescimento negativo do setor industrial é um dos sinais importantes. O início deste ano, em relação ao ano passado mostra sinal de arrefecimento. Isto é preocupante porque, fatalmente, isto leva ao aumento de desemprego. Sendo que o governo Dilma acabou de anunciar o menor índice de desemprego dos últimos governos, seria fatal para ela. O setor industrial é como locomotiva do trem, nem sempre, os vagões que vem atrás sente o efeito imediato do que acontece na frente.
Dois setores da economia, respondem imediatamente o efeito do Stop, o da construção civil e o do automotivo. Sobretudo na entrada do 2º trimestre deste ano, a demanda pelos imóveis residenciais caíram significativamente, segundo dados dos Sindicatos da Indústria de Construção, a demanda teria caído em 25%. Na minha percepção, muito mais do que isto. Curiosamente, na última quinta-feria, fui ao lançamento de um prédio residencial e pude constatar que tinha mais corretores do que potenciais clientes, na proporção de 20 corretores para 5 clientes. Isto é sinal de Stop.
A imprensa noticiou nessa semana, a situação do páteo das montadoras de automóveis. Visualmente, até arrepiante, ver páteo abarrotado de veículos prontos. Segundo Associação do setor automotivo, as montadoras tem em média estoque para entrega de 43 dias. Isto significa que ao preservar esta situação, as montadoras darão férias coletivas como fazem tradicionalmente, quando esta situação ocorre. E os consumidores já estão notando o efeito com as mega promoções. Isto é sinal de Stop.
Associado ao estado de Stop das indústrias, tem um fato novo vindo do cenário externo. A lenta, mas gradual recuperação do dólar, devido ao crescimento da economia dos EEUU, somado ao fato, a não solução do problema na zona do Euro, ainda com o probelma da Grécia e a Espanha na fila. Situações já previsíveis para quem tem um pouco de familiaridade sobre o mercado financeiro global. Já pude sentir esta tendência em agosto de 2011, quando da briga do Obama com o Congresso americano. O fato é que os EEUU vai fechar o ano com o crescimento, no mínimo, de 2,5%. Isto é bom para economia global. Ainda, os EEUU representa 1/5 do PIB mundial. E o que tem o Brasil a ver com isso? Tem sim, e tem muito. Primeiro fator é a apreciação do Dólar ou seja a depreciação do Real. Nos últimos 2 meses, houve apreciação do Dólar em cerca de 10%, batendo a cada do R$1,96 na última sexta. Isto é expressivo, para país que importa desde máquinas às confecções. Bom para exportador e vai também de encontro com o objetivo de colocar dólar no patamar de R$2,40, defendido por este bloguista.
Explicando novamente, eu já tinha dito em matérias anteriores que o Dólar foi depreciado artificialmente pelo Lula para segurar a inflação. Com a depreciação do Real o efeito inflação foi favorecido. Agora, sobrou pepino para Dilma, descascar.
Eis o dilema. A Dilma precisa urgentemente de aquecer a economia, ou seja adotar o Go. Não esperava Dilma que houvesse apreciação do Dólar, movimento vindo de fora, para atrapalhar o este seu plano Go.
Pela trajetória política da Dilma, nem precisa pensar muito para saber que ela vai anunciar as medidas Go, ou seja de expansão da economia, custe o que custar. Não vai permitir que, justamente, no seu governo, o índice de desemprego aumente. Tentar segurar o Dólar vendendo posição da Reserva, ela não vai fazer. Consequentemente, vai deixar inflação ir para o limite superior da meta, ou seja para 6,5% ao ano, se ela conseguir. Não tem muita mágica a fazer.
Pensando como ela pensa, em ser a Evita à brasileira, vai tomar as seguintes medidas: 1. Manter e ampliar o CréditoFácil; 2. Manter e ampliar o CréditoBarato; 3. Diminuir o compulsório dos bancos, colocando mais dinheiro em circulação; 4. Abandonar o DólarBarato: 5. Segurar o preço da gasolina, apesar do aumento do Dólar; 6. Mexer no IPI dos automóveis ou algo nesta direção para desovar os estoques.
É triste ver que Dilma, como seu antecessor Lula, submetem o planejamento estratégico do país ao calendário eleitoral. São planos estratégicos para ganhar eleições e se perpetuar no poder. Em marcha, o plano do Zé Dirceu de ficar no poder por 20 anos! Puxa, ainda faltam 10 anos e 7 meses! Será que vou estar vivo até lá?
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
Amazônia é nossa! Perito Judicial Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foi professor da Escola de Engenharia da UFPR. Macroeconomia e política.
domingo, 13 de maio de 2012
sábado, 12 de maio de 2012
MÃE, VOCÊ ESTÁ BEM?
Com certeza absoluta, creio que você está bem, agora no mundo diferente do meu. Lembro-me da última frase que você me disse antes de partir : estou cansada !
Entendi bem a frase que você me disse. Vou relembrar alguns momentos que passamos juntos. Eu sou testemunha da sua luta neste mundo, dentro das suas convicções que a nós filhos, muito ensinou.
De pouco lembro momentos de lazer que passamos juntos. Até eu morar fora de casa aos 10 anos, você esteve sempre na lida da lavoura junto com meu pai e meus irmãos, retornando à casa para preparar janta para a família já no anoitecer. Como era o 5º filho de casa, sobrava para mim, cuidar do meu irmão mais novo 2 anos.
Nos poucos anos da infância que convivemos, recebi de você o ensinamento da língua japonesa, leitura e escrita. lembro-me de ter me dado a ler, em japonês, a vida do Mahatma Gandhi. Do livro aprendi a teoria da "não violência". Eu a pratico até hoje. Talvez, por isso, sou da resistènse pacifista.
Foi dela que aprendi que para ser alguém na vida, deveria estar um passo na frente dos outros. Era argumento de ter que abrir mão da convivência familiar, no sentido de que eu fosse morar com família estranha, com intuito de continuar os estudos, que na escola rural não tinha condições de me proporcionar.
Aos 10 anos, virei cidadão do mundo, pela circunstância da época. Nesse tempo todo, recebi o apoio indispensável para minha formação escolar. Graças ao apoio espiritual dela, consegui me formar em engenharia civil, pela UFPR, onde fui ser professor mais tarde.
Mãe, você foi exemplo. Sempre batalhar, vencer a vida pelo trabalho e pela honestidade como propósito, foi assim o seu ensinamento. Pouco pude fazer por você, a não ser algum conforto material. Nem pude retribuir à altura, a ajuda que você me deu para criar os meus 3 filhos. Nunca me deu trabalho de cuidá-la.
Felizmente, nos últimos 2 anos da vida, tivemos oportunidade de conviver, pessoalmente, algumas situações que nunca tínhamos passados antes. Fazer compra no supermercado, sozinhos, eu empurrando o carrinho e ela fazendo a compra do produto que ela realmente queria. Singelos momentos. Um cafezinho com pão de queijo, no final da compra. Deus me deu oportunidade de retribuir de alguma forma, toda atenção que ela me deu nos anos e anos de convivência.
Sabe, mãe, sinceramente estou cansado desta vida. Se não fosse pelos filhos e neta, gostaria de estar com você. Tudo que você me ensinou e que eu ensinei para os meus filhos, parece uma ficção. Cadê o mérito do trabalho? Cadê o mérito do saber? Cadê o mérito da "não violência"? As coisas neste país, que eu amo, estão de ponta cabeça, nada disso que almejamos juntos é real.
Mãe, continuarei nesta luta, apesar de tudo. Vou seguir o seu exemplo honrando os seus ensinamentos. Cansado, mas, firme na luta, até o dia que Deus me chamar. Mãe, você está bem? Arigatoo, viu!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
Entendi bem a frase que você me disse. Vou relembrar alguns momentos que passamos juntos. Eu sou testemunha da sua luta neste mundo, dentro das suas convicções que a nós filhos, muito ensinou.
De pouco lembro momentos de lazer que passamos juntos. Até eu morar fora de casa aos 10 anos, você esteve sempre na lida da lavoura junto com meu pai e meus irmãos, retornando à casa para preparar janta para a família já no anoitecer. Como era o 5º filho de casa, sobrava para mim, cuidar do meu irmão mais novo 2 anos.
Nos poucos anos da infância que convivemos, recebi de você o ensinamento da língua japonesa, leitura e escrita. lembro-me de ter me dado a ler, em japonês, a vida do Mahatma Gandhi. Do livro aprendi a teoria da "não violência". Eu a pratico até hoje. Talvez, por isso, sou da resistènse pacifista.
Foi dela que aprendi que para ser alguém na vida, deveria estar um passo na frente dos outros. Era argumento de ter que abrir mão da convivência familiar, no sentido de que eu fosse morar com família estranha, com intuito de continuar os estudos, que na escola rural não tinha condições de me proporcionar.
Aos 10 anos, virei cidadão do mundo, pela circunstância da época. Nesse tempo todo, recebi o apoio indispensável para minha formação escolar. Graças ao apoio espiritual dela, consegui me formar em engenharia civil, pela UFPR, onde fui ser professor mais tarde.
Mãe, você foi exemplo. Sempre batalhar, vencer a vida pelo trabalho e pela honestidade como propósito, foi assim o seu ensinamento. Pouco pude fazer por você, a não ser algum conforto material. Nem pude retribuir à altura, a ajuda que você me deu para criar os meus 3 filhos. Nunca me deu trabalho de cuidá-la.
Felizmente, nos últimos 2 anos da vida, tivemos oportunidade de conviver, pessoalmente, algumas situações que nunca tínhamos passados antes. Fazer compra no supermercado, sozinhos, eu empurrando o carrinho e ela fazendo a compra do produto que ela realmente queria. Singelos momentos. Um cafezinho com pão de queijo, no final da compra. Deus me deu oportunidade de retribuir de alguma forma, toda atenção que ela me deu nos anos e anos de convivência.
Sabe, mãe, sinceramente estou cansado desta vida. Se não fosse pelos filhos e neta, gostaria de estar com você. Tudo que você me ensinou e que eu ensinei para os meus filhos, parece uma ficção. Cadê o mérito do trabalho? Cadê o mérito do saber? Cadê o mérito da "não violência"? As coisas neste país, que eu amo, estão de ponta cabeça, nada disso que almejamos juntos é real.
Mãe, continuarei nesta luta, apesar de tudo. Vou seguir o seu exemplo honrando os seus ensinamentos. Cansado, mas, firme na luta, até o dia que Deus me chamar. Mãe, você está bem? Arigatoo, viu!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
TOYOTA SUPERA GM
Nos últimos dias, tenho trazido para este espaço, notícias negativas, falando de mazelas, da desindustrialização do país, do sucateamento das universidades, de roubalheira dos agentes públicos. Resolvi, hoje, falar o oposto. O exemplo que vem do outro lado do planeta, o Japão.
No dia 11 de março do ano passado, houve uma enorme tsunami provocado pelo terremoto ao largo da costa leste do Japão. Cerca de 16 mil pessoas perderam vida ou simplesmente desapareceram devido àquele fenômeno. Estima-se que aquele país teve prejuízo de mais de R$ 500 bilhões, muitos deles irreparáveis. Pelo episódio de explosão de uma das usinas nucleares instalados no país, o governo japonês teve que desligar a totalidade das 51 unidas destas, que operavam até então, para fazer reformas de adequação ao novo padrão de segurança.
A montadora Toyota sofreu enorme prejuízo na sua produção uma vez que boa parte dos componentes eram produzidos na região atingida pelo tsunami. Além de tudo, a venda no mercado interno caiu 30% no ano de 2011. Somado a este fato, a fábrica da Toyota no sudeste asiático sofreu o efeito da inundação. Os fatos levaram a queda de produção, fazendo com que a Toyota que era líder no mercado de automóveis, perdesse posição para a GM americana, em 2011. Para os japoneses e especialmente à Toyota, parecia que o mundo ia acabar.
Mas, em menos de 1 ano, os executivos da Toyota puseram em marcha a mudança da logística e conseguiu recuperar a sua posição de líder do mercado de automóveis.
Diante destes fatos e de outros sobre país do sol nascente, em função de ser filho de imigrante japoneses, me dói muito escrever, quase todos santos dias, sobre temas que me remete aos costumes nada republicanos dos agentes públicos, bem como do nosso atrazo em relação à inovação tecnológica. É triste, muito triste mesmo, ter que nos submeter à comparação com os países desenvolvidos, aqui nesta matéria, representado pelo ícone da modernidade a Toyota do Japão.
Em menos de 3 meses, já escrevi mais de 100 artigos, cujos temas versaram, em sua maior parte, denunciando sobre a falta de um planejamento estratégico de longo prazo, que nos permita inserir o Brasil entre o mundo desenvolvido. Condições, nós temos. Temos recursos naturais em abundância, temos energias limpas, temos povo trabalhador. Só não temos governantes que se interessem pelo futuro do país ao invés de se preocuparem com os seus próprios interesses. Falta fazermos o dever de casa.
Quem sabe, se nos espelharmos no povo japonês, não teríamos vários empresas de capital brasileiro como a Toyota japonesa? É uma pena, que os Matarazzo, os Peixotos de Castro, os Guinle, os Rolim, os Midlin já não fazem mais parte do mundo econômico nacional. Vamos tentar mudar tudos isto que está aí !
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
No dia 11 de março do ano passado, houve uma enorme tsunami provocado pelo terremoto ao largo da costa leste do Japão. Cerca de 16 mil pessoas perderam vida ou simplesmente desapareceram devido àquele fenômeno. Estima-se que aquele país teve prejuízo de mais de R$ 500 bilhões, muitos deles irreparáveis. Pelo episódio de explosão de uma das usinas nucleares instalados no país, o governo japonês teve que desligar a totalidade das 51 unidas destas, que operavam até então, para fazer reformas de adequação ao novo padrão de segurança.
A montadora Toyota sofreu enorme prejuízo na sua produção uma vez que boa parte dos componentes eram produzidos na região atingida pelo tsunami. Além de tudo, a venda no mercado interno caiu 30% no ano de 2011. Somado a este fato, a fábrica da Toyota no sudeste asiático sofreu o efeito da inundação. Os fatos levaram a queda de produção, fazendo com que a Toyota que era líder no mercado de automóveis, perdesse posição para a GM americana, em 2011. Para os japoneses e especialmente à Toyota, parecia que o mundo ia acabar.
Mas, em menos de 1 ano, os executivos da Toyota puseram em marcha a mudança da logística e conseguiu recuperar a sua posição de líder do mercado de automóveis.
Diante destes fatos e de outros sobre país do sol nascente, em função de ser filho de imigrante japoneses, me dói muito escrever, quase todos santos dias, sobre temas que me remete aos costumes nada republicanos dos agentes públicos, bem como do nosso atrazo em relação à inovação tecnológica. É triste, muito triste mesmo, ter que nos submeter à comparação com os países desenvolvidos, aqui nesta matéria, representado pelo ícone da modernidade a Toyota do Japão.
Em menos de 3 meses, já escrevi mais de 100 artigos, cujos temas versaram, em sua maior parte, denunciando sobre a falta de um planejamento estratégico de longo prazo, que nos permita inserir o Brasil entre o mundo desenvolvido. Condições, nós temos. Temos recursos naturais em abundância, temos energias limpas, temos povo trabalhador. Só não temos governantes que se interessem pelo futuro do país ao invés de se preocuparem com os seus próprios interesses. Falta fazermos o dever de casa.
Quem sabe, se nos espelharmos no povo japonês, não teríamos vários empresas de capital brasileiro como a Toyota japonesa? É uma pena, que os Matarazzo, os Peixotos de Castro, os Guinle, os Rolim, os Midlin já não fazem mais parte do mundo econômico nacional. Vamos tentar mudar tudos isto que está aí !
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
sexta-feira, 11 de maio de 2012
COMISSÃO DA VERDADE, DILMA?
Antes que me rotulem de direita ou de esquerda, já vou dizendo que fiz parte do movimento estudantil, que combateu a ditadura militar de 64/84. Como a maioria dos meus colegas de faculdade, à época, não tínhamos o privilégio de participar mais ativamente do movimento. A maioria dos estudantes, pelo menos, os que frequentavam as universidades públicas não participavamos dos movimentos clandestinos. A maioria tinha necessidade de trabalhar para o seu próprio sustento. Nem por isso, deixamos de participar do movimento estudantil.
Os tempos eram duros. Não havia liberdade de imprensa. Não havia liberdade de expressão de idéias. Não podíamos publicar matérias pertinentes à política. Todos nós temíamos o "sistema". Sistema era o nome que dávamos ao governo da ditadura. Quem hoje, brada sobre injustiça à época da ditadura, deve conhecer o termo. Se nem conhece o termo, é gente que nem viveu o tempo, combatendo-o.
Teve sim, repressão do sistema contra os que agiam na clandestinidade, combatendo-o, em sua maioria estudantes universitários. Sem fazer juízo da validade da forma de combate ao regime militar da época, posso afirmar que houve exageros de ambas as partes. Os movimentos, em maior ou menor grau, utilizaram sim, métodos que não são aceitos numa sociedade civilizada. Explodir bancos, saquear residências, sequestrar autoridades eram expedientes usados por alguns daqueles movimentos. Sem dúvida que o Exército utilizavam também repressões utilizando-se de sistema de informações das 3 forças armadas. Sob ameaça de morte do embaixador dos EEUU no Brasil, foram libertados os presos políticos dos movimentos da época e posteriormente anistiados pelo prórprio sistema.
Passados 48 anos desde 31 de março de 1964, dia da tomada de poder pela junta militar, noto que as pesonagens do mundo político de hoje, em sua maioria, são os produtos ou subprodutos do regime militar. Vejamos os nomes das pessoas dos movimentos que exilaram-se : Aloysio Nunes, José Dirceu, FHC, Dilma Rousseff, José Serra, Graça Foster, Suplicy. Todos com minha idade, 67, ou mais. Todos anciões! Sinceramente, eu que vivi a época, participando do movimento pacifista contra ditadura, como a maioria fez, cheira-me espírito revanchista, esta mesma turma dos movimentos estudantis tentarem se agarrar no poder. Imagine, essa turma participando das eleições de 2014! Todos setentões! Cadê as lideranças, pós ditadura? Não tem ninguém, não! Pobre do Brasil !
O Lula, o presidente Lula não fazia parte dos movimentos estudantis, porque ele é analfabeto funcional, como ele mesmo se classifica. Esteve preso por alguns dias, mas como sindicalista. Consta que foi liberado de pronto, graças ao FHC e ao Suplicy. E a presidente Dilma? Consta que esteve preso nas celas do DOPS, cuja parede, curiosamente preservada com o nome dela até hoje. Graça Foster, a poderosa presidente da Petrobrás, segundo consta, foi companheira de cela da Dilma.
Hoje, diz-se que estamos na democracia. Mas, não estamos, não! Eu sou testemunha viva de pessoa que vivenciou a época do regime militar e ainda hoje atuante no mundo intelectual e empresarial do país. Tenho convicção de que, de experiências vividas, pessoalmente, que em nada mudou. O "sistema" continua o mesmo. Existe censura à imprensa, sob jugo das verbas publicitarias. Há um violento cerceamento de direito de expressão de idéias. Existe invasão de privacidade do cidadão do bem. Existe preocupação do sistema em perpetuar-se no poder. E estão a tirar a última arma que nós, ainda temos, a arma do "verbo". Este blog é minha arma. E os verbos são as minhas munições.
Comissão da Verdade, do que? Vai mexer, num assunto que todos querem esquecer, o período nefasto da história brasileira? Talvez, para ficar bem na fotografia para com os organismos de Direitos Humanos ou simplesmente para satisfazer o público interno do sistema.
A seguir transcrevo, para deleite dos meus leitores, as notícias publicadas no jornal Folha de São Paulo. E assim termino esta matéria, com meu dever cívico cumprido.
Os tempos eram duros. Não havia liberdade de imprensa. Não havia liberdade de expressão de idéias. Não podíamos publicar matérias pertinentes à política. Todos nós temíamos o "sistema". Sistema era o nome que dávamos ao governo da ditadura. Quem hoje, brada sobre injustiça à época da ditadura, deve conhecer o termo. Se nem conhece o termo, é gente que nem viveu o tempo, combatendo-o.
Teve sim, repressão do sistema contra os que agiam na clandestinidade, combatendo-o, em sua maioria estudantes universitários. Sem fazer juízo da validade da forma de combate ao regime militar da época, posso afirmar que houve exageros de ambas as partes. Os movimentos, em maior ou menor grau, utilizaram sim, métodos que não são aceitos numa sociedade civilizada. Explodir bancos, saquear residências, sequestrar autoridades eram expedientes usados por alguns daqueles movimentos. Sem dúvida que o Exército utilizavam também repressões utilizando-se de sistema de informações das 3 forças armadas. Sob ameaça de morte do embaixador dos EEUU no Brasil, foram libertados os presos políticos dos movimentos da época e posteriormente anistiados pelo prórprio sistema.
Passados 48 anos desde 31 de março de 1964, dia da tomada de poder pela junta militar, noto que as pesonagens do mundo político de hoje, em sua maioria, são os produtos ou subprodutos do regime militar. Vejamos os nomes das pessoas dos movimentos que exilaram-se : Aloysio Nunes, José Dirceu, FHC, Dilma Rousseff, José Serra, Graça Foster, Suplicy. Todos com minha idade, 67, ou mais. Todos anciões! Sinceramente, eu que vivi a época, participando do movimento pacifista contra ditadura, como a maioria fez, cheira-me espírito revanchista, esta mesma turma dos movimentos estudantis tentarem se agarrar no poder. Imagine, essa turma participando das eleições de 2014! Todos setentões! Cadê as lideranças, pós ditadura? Não tem ninguém, não! Pobre do Brasil !
O Lula, o presidente Lula não fazia parte dos movimentos estudantis, porque ele é analfabeto funcional, como ele mesmo se classifica. Esteve preso por alguns dias, mas como sindicalista. Consta que foi liberado de pronto, graças ao FHC e ao Suplicy. E a presidente Dilma? Consta que esteve preso nas celas do DOPS, cuja parede, curiosamente preservada com o nome dela até hoje. Graça Foster, a poderosa presidente da Petrobrás, segundo consta, foi companheira de cela da Dilma.
Hoje, diz-se que estamos na democracia. Mas, não estamos, não! Eu sou testemunha viva de pessoa que vivenciou a época do regime militar e ainda hoje atuante no mundo intelectual e empresarial do país. Tenho convicção de que, de experiências vividas, pessoalmente, que em nada mudou. O "sistema" continua o mesmo. Existe censura à imprensa, sob jugo das verbas publicitarias. Há um violento cerceamento de direito de expressão de idéias. Existe invasão de privacidade do cidadão do bem. Existe preocupação do sistema em perpetuar-se no poder. E estão a tirar a última arma que nós, ainda temos, a arma do "verbo". Este blog é minha arma. E os verbos são as minhas munições.
Comissão da Verdade, do que? Vai mexer, num assunto que todos querem esquecer, o período nefasto da história brasileira? Talvez, para ficar bem na fotografia para com os organismos de Direitos Humanos ou simplesmente para satisfazer o público interno do sistema.
A seguir transcrevo, para deleite dos meus leitores, as notícias publicadas no jornal Folha de São Paulo. E assim termino esta matéria, com meu dever cívico cumprido.
A Comissão da Verdade vai investigar e narrar violações aos direitos
humanos ocorridos entre 1946 e 1988 (que abrange o período do Estado
Novo, ditadura do governo de Getúlio Vargas, até a publicação da
Constituição Federal). O grupo apontará, sem poder de punir, responsáveis por mortes, torturas e
desaparecimentos na ditadura e vai funcionar por dois anos. Ao final
deste prazo, a Comissão deverá elaborar um relatório em que detalhará as
circunstâncias das violações investigadas. fonte: Folha.
Farão parte do grupo: José Carlos Dias (ex-ministro da Justiça no
governo Fernando Henrique), Gilson Dipp (ministro do STJ e do TSE), Rosa
Maria Cardoso da Cunha (amiga e ex-advogada de Dilma), Cláudio Fonteles
(ex-procurador-geral da República no governo Lula), Maria Rita Kehl
(psicanalista), José Paulo Cavalcanti Filho (advogado e escritor), Paulo
Sérgio Pinheiro (atual presidente da Comissão Internacional
Independente de Investigação da ONU para a Síria). Antes do anúncio oficial, Dilma esteve reunida no Palácio do Planalto
com os integrantes da comissão e os ministros ligados ao tema. Ainda hoje, os sete membros indicados serão recepcionados pela presidente em um jantar no Palácio da Alvorada. fonte: Folha.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
quinta-feira, 10 de maio de 2012
BOLSA MISÉRIA, CURRAL ELEITORAL DA DILMA
Hoje, tenho a difícil tarefa de tecer críticas ao programa do carro chefe do governo Lula e agora do governo Dilma. Todos criticam nos bastidores, mas poucos são capazes de fazê-la ostensivamente. Falam à boca pequena, com medo de se queimar com o povo, sobretudo os políticos. Nem mesmo a midia brasileira, faz crítica, pelo contrário só aplaude.
Está previsto no orçamento do ano de 2012, despesa com Bolsa Miséria, cujo nome oficial é Bolsa Sem Miséria, é de R$ 21,6 bilhões. Montante que fazendo projeção para gastos totais como o programa no governo Dilma, considerando 2 mandatos, será de R$ 172 bilhões. É muito dinheiro gastos, supostamente, para matar a fome.
Começa que o programa tem uma incoerência em relação ao número de famílias atendidas pelo programa. São 13,3 milhões de beneficiados, segundo o governo. E em número crescente. Enquanto, por outro lado o governo diz que o número de desempregado está diminuindo todos os anos. Segundo o próprio governo, o Brasil tem apenas 6,5% de desempregado entre classes economicamente ativas. Uai, se o contingente de trabalhadores está aumentando, seria natural que os beneficiários do programa Bolsa Miséria estivesse diminuindo e não aumentando! Tem dente de coelho aqui!
A ampliação da classe média no país, se deve à ascensão da classe C ao mercado consumidor e não à ascensão da classe E para classe D, devido à Bolsa Miséria. O principal motivo da redistribuição da renda, foi sem dúvida, a valorização do salário mínimo, em valores reais. Sendo pressionado pelo piso do salário mínimo, o salário médio dos trabalhadores tiveram ganhos reais no governo do Lula e Dilma. Não foi o programa Bolsa Miséria que alavancou a economia do país. Foi o ganho real de salário minimo, a principal alavanca do crescimento.
A minha crítica se refere ao número de beneficiário do programa Bolsa Miséria. Um país que se diz 6ª economia do mundo (sic) não se pode orgulhar-se de ter 13,3 milhões de famílias atendidas pelo programa de assistência do governo. É uma incoerência! Creio que não temos nenhum motivo para triunfar-se de termos 13,3 milhões de miseráveis, enquanto 1,5 milhão fazem viajem para EEUU fazerem as suas gastanças. Que país é esse?
Tem outra, se me derem R$ 172 bilhões para eu gastar em educação e capacitação, eu garanto que desses 13,3 milhões, pelo menos 10 milhões coloco este contingente ao mercado de trabalho. Será que a Dilma não saber fazer conta? Ou tem interesses pessoais ou partidários neste programa? Aliás, o partido que a presidente pertence, diz claramente que a Bolsa Miséria é o "carro chefe" do programa do governo. Pensamento medíocre!
Este programa que caminha no sentido oposto ao do desenvolvimento do país, só se justificaria se usado para manter os 13,3 milhões encabrestados, como faziam os velhos coroneis, antes, tão combatidos pelos presidentes Lula e Dilma. Digo currais eleitorais, porque os 13,3 milhões representa cerca mais de 10% do número de eleitores do país. Significa que quem estiver no poder, sai com a vantagem de 13,3 milhões de votos. Se isto não é curral eleitoral, então, o que é?
Pode servir para outra coisa, este programa Bolsa Miséria. Ao que tudo indica, vai na direção do "populismo", simplesmente. Dilma divulga que no dia das mães vai presentear as mães beneficiarias do programa Bolsa, uma atitude claramente recheado de "populismo explícito". Assim faz o Hugo Chavez para se manter no poder. Assim fez a Evita Peron, com as benesses e regalias que concediam aos seus protegidos "descamisados". Os marketeiros estão preparando versão "Evita" para Dilma presidente? Se antes tinha dúvida, agora, tenho certeza que sim, uma Dilmita à brasileira? O tempo dirá, que eu tinha razão. Anote isso! Pense, nisso!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
Está previsto no orçamento do ano de 2012, despesa com Bolsa Miséria, cujo nome oficial é Bolsa Sem Miséria, é de R$ 21,6 bilhões. Montante que fazendo projeção para gastos totais como o programa no governo Dilma, considerando 2 mandatos, será de R$ 172 bilhões. É muito dinheiro gastos, supostamente, para matar a fome.
Começa que o programa tem uma incoerência em relação ao número de famílias atendidas pelo programa. São 13,3 milhões de beneficiados, segundo o governo. E em número crescente. Enquanto, por outro lado o governo diz que o número de desempregado está diminuindo todos os anos. Segundo o próprio governo, o Brasil tem apenas 6,5% de desempregado entre classes economicamente ativas. Uai, se o contingente de trabalhadores está aumentando, seria natural que os beneficiários do programa Bolsa Miséria estivesse diminuindo e não aumentando! Tem dente de coelho aqui!
A ampliação da classe média no país, se deve à ascensão da classe C ao mercado consumidor e não à ascensão da classe E para classe D, devido à Bolsa Miséria. O principal motivo da redistribuição da renda, foi sem dúvida, a valorização do salário mínimo, em valores reais. Sendo pressionado pelo piso do salário mínimo, o salário médio dos trabalhadores tiveram ganhos reais no governo do Lula e Dilma. Não foi o programa Bolsa Miséria que alavancou a economia do país. Foi o ganho real de salário minimo, a principal alavanca do crescimento.
A minha crítica se refere ao número de beneficiário do programa Bolsa Miséria. Um país que se diz 6ª economia do mundo (sic) não se pode orgulhar-se de ter 13,3 milhões de famílias atendidas pelo programa de assistência do governo. É uma incoerência! Creio que não temos nenhum motivo para triunfar-se de termos 13,3 milhões de miseráveis, enquanto 1,5 milhão fazem viajem para EEUU fazerem as suas gastanças. Que país é esse?
Tem outra, se me derem R$ 172 bilhões para eu gastar em educação e capacitação, eu garanto que desses 13,3 milhões, pelo menos 10 milhões coloco este contingente ao mercado de trabalho. Será que a Dilma não saber fazer conta? Ou tem interesses pessoais ou partidários neste programa? Aliás, o partido que a presidente pertence, diz claramente que a Bolsa Miséria é o "carro chefe" do programa do governo. Pensamento medíocre!
Este programa que caminha no sentido oposto ao do desenvolvimento do país, só se justificaria se usado para manter os 13,3 milhões encabrestados, como faziam os velhos coroneis, antes, tão combatidos pelos presidentes Lula e Dilma. Digo currais eleitorais, porque os 13,3 milhões representa cerca mais de 10% do número de eleitores do país. Significa que quem estiver no poder, sai com a vantagem de 13,3 milhões de votos. Se isto não é curral eleitoral, então, o que é?
Pode servir para outra coisa, este programa Bolsa Miséria. Ao que tudo indica, vai na direção do "populismo", simplesmente. Dilma divulga que no dia das mães vai presentear as mães beneficiarias do programa Bolsa, uma atitude claramente recheado de "populismo explícito". Assim faz o Hugo Chavez para se manter no poder. Assim fez a Evita Peron, com as benesses e regalias que concediam aos seus protegidos "descamisados". Os marketeiros estão preparando versão "Evita" para Dilma presidente? Se antes tinha dúvida, agora, tenho certeza que sim, uma Dilmita à brasileira? O tempo dirá, que eu tinha razão. Anote isso! Pense, nisso!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
quarta-feira, 9 de maio de 2012
O CIRCO DO LULA FECHOU!
É isto mesmo que você leu no título desta matéria. O circo do Lula fechou. Eu quis dizer que o círculo do esquema Lula fechou. O círculo que estava apenas faltando dar um nó para fechá-lo, o círculo da relação incestuosa entre governo Lula e os empreiteiros do governo federal, especialmente os fornecedores do DNIT. Diga-se de passagem com ativa participação da presidente Dilma, na condição de chefe da Casa Civil, de então.
Holding da JBS acerta compra da construtora Delta fonte: Folha.
O ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, atual presidente do
conselho de administração da J&F, é um dos cotados para assumir o
comando da construtora caso a venda se concretize.
fonte: Folha
Sócio majoritário e presidente licenciado da Delta por conta do escândalo, Fernando Cavendish admitiu em entrevista à Folha em abril o risco de a empresa ir à falência após a deflagração da operação Monte Carlo, a mesma que levou Carlos Cachoeira à prisão. O ex-diretor da Delta no Centro-Oeste Cláudio Abreu também foi preso pela PF. fonte: Folha.
A notícia passaria batida se a empresa Delta Construções, não fosse doador das campanhas do Lula presidente em 2006 e da Dilma presidente em 2010. Importante considerar que à época de ambas campanhas presidenciais, Lula e Dilma tinham canetas com tintas para turbinarem a Delta Construções, mediante contratos do DNIT, sob forte suspeita de superfaturamentos, motivo pelo qual o ministro Nascimento e o direto do DNIT Pagot foram afastados dos cargos respectivos.
Lembrando ainda que na campanha do Lula em 2006, foi montado operação "tapa buraco", contratos com empreiteiros do DNIT, no montante de R$ 10 bilhões, com intuito de turbinarem a campanha de reeleição do Lula. E na campanha da Dilma 2010, foi montado uma outra operação, sem denominação específica no montante de R$ 20 bilhões, ainda no governo Lula, sendo Dilma na Casa Civil.
As doações nas campanhas presidenciais de ambos, mesmo oficialmente, constam doações de empreiteiros do DNIT, aos candidatos apoiadores do partido da situação em diversos estados da federação. Isto está registrado na lista de doadores desses apoiadores no TSE. Até aqui, nada anormal, a não ser uma relação de promiscuidade entre os agentes públicos e os fornecedores do governo.
Existem fortes suspeitas de contribuições desses mesmos empreiteiros do DNIT, entre eles, a Delta Construções, em forma de "dinheiro não contabilizado", popularmente chamado de Caixa 2. Isto não sou eu que estou dizendo, foram apontados pelo CGU e TCU. Até por este motivo, o ministro de Transportes e diretor do DNIT, foram afastados, para que o respingo não chegasse no Palácio do Planalto.
A compra da Delta Construções pela JBS do Meirelles, dá uma forte sinalizações de que as investigações do CPMI do Cachoeira não deva chegar na Delta. As eventuais investigações, em chegando, pousaria de forma suave. Muito suave. Quem se atreveria a mexer com Delta dirigida pelo Meirelles, ex-presidente do Banco Central do governo Lula por 8 anos consecutivos! Então, o círculo fechou. Ou melhor dizendo o Circo do Lula fechou!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter? @sakamori10
terça-feira, 8 de maio de 2012
DILMA, VAMOS MEXER NO DÓLAR?
Presidente Dilma, Sua Excia. tomou medidas, no meu entender correta, para baixar a taxa SELIC, com algumas ressalvas já citei nas matérias anteriores deste blog, tais como a demora na tomada desta decisão e de alguns ajustes finos que faltam fazer para completar as medidas.
Dilma presidente, com toda sinceridade, não vejo momento melhor que este para dar uma mexida no câmbio, para evitar que aconteça a desindustrialização do parque industrial brasileiro. Já foi dito anteriormente por mim, na ordem de importância, deveria ter mexido no câmbio antes do SELIC. Tudo bem que Sua Excia. resolveu mexer na taxa SELIC antes. Deve ter as razões imperativas que motivaram fazer mudança repentina na política econômica. Deve mesmo estar havendo dificuldade na rolagem da dívida, não é mesmo?
Cenário econômico está propício para mexer no câmbio. Uma eventual depreciação do Real ou seja apreciação do Dólar, não vai redundar necessariamente no aumento da inflação. Os economistas ortodoxicos vão afirmar que a mexida no câmbio é como acender o pavio do dinamite. Não se preocupe, não, Dilma. A apreciação do Dólar, não vai causar inflação, se tomadas medidas complementares.
O que causa inflação é este negócio de CréditoBarato. Sua Excia. já fez o que tinha que fazer neste campo de juros de varejo. Isto sim, foi erro de estratégia. Então, cai fora deste discurso, presidente Dilma. Só pode ser sugestão do top top Garcia. Coisa de louco! Sua Excia. vai ficar conhecida como presidente que quebrou a CEF e BB, ou melhor dizendo, sucateou ambas instituições.
Voltando ao assunto do Dólar, a moeda americana deveria estar valendo hoje R$2,40, conforme já expliquei na matéria anterior sobre o tema. Este número é onde a moeda americana deveria estar sendo cotado. Igual pensamento tem os analistas do IPEA. Agora, isto é vai causar trauma. As medidas que poderão ser implementadas causarão certamente gritaria na classe emergente. Viagens para EEUU e Europa vão ficar mais caras. O ranking de PIB do Brasil vai cair para 12ª posição no mundo, só com a mexida na cotação do Dólar. Nada que economia real tenha mudado, apenas posição relativilizada no ranking mundial.
Olha, presidente Dilma, não vão na onda de querer mexer no câmbio, fazendo o controle cambial. Nada disso. Isto é para economistas ultraortodoxicos. Bem, o fato de baixar a taxa SELIC vai ajudar um pouco, mas não muito. Não adianta também, intervenções como compra e venda no mercado à vista ou lançar Swap Cambial Reverso. Tem que ser medida mais forte. O ambiente é propício. É só ver pelo mundo o que eles estão fazendo. Também, não vou entregar de bandeija, se Sua Excia! A Sra tem ministro da Fazenda e presidente do Banco Central. Eles sabem que medidas tomar, mas eles tem medo de sugerir para Sua Excia. Se não sugerirem nada, manda eles me consultarem que eu desenho para eles.
Agora, deixe eu fazer uma alerta, presidente. Esse negócio de baixar SELIC e desvalorizar o Real, estão meio na contramão do CréditoBarato. Abaixe a bola no CréditoBarato e vamos resolver a depreciação do Real, primeiro. Bem, tomada etas duas medidas, ou seja SelicBaixo e DólarCaro, vai recolocar o Brasil nos eixos. E com certeza, o país crescerá como deve crescer, apesar da roubalheira da sua equipe de governo.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
Dilma presidente, com toda sinceridade, não vejo momento melhor que este para dar uma mexida no câmbio, para evitar que aconteça a desindustrialização do parque industrial brasileiro. Já foi dito anteriormente por mim, na ordem de importância, deveria ter mexido no câmbio antes do SELIC. Tudo bem que Sua Excia. resolveu mexer na taxa SELIC antes. Deve ter as razões imperativas que motivaram fazer mudança repentina na política econômica. Deve mesmo estar havendo dificuldade na rolagem da dívida, não é mesmo?
Cenário econômico está propício para mexer no câmbio. Uma eventual depreciação do Real ou seja apreciação do Dólar, não vai redundar necessariamente no aumento da inflação. Os economistas ortodoxicos vão afirmar que a mexida no câmbio é como acender o pavio do dinamite. Não se preocupe, não, Dilma. A apreciação do Dólar, não vai causar inflação, se tomadas medidas complementares.
O que causa inflação é este negócio de CréditoBarato. Sua Excia. já fez o que tinha que fazer neste campo de juros de varejo. Isto sim, foi erro de estratégia. Então, cai fora deste discurso, presidente Dilma. Só pode ser sugestão do top top Garcia. Coisa de louco! Sua Excia. vai ficar conhecida como presidente que quebrou a CEF e BB, ou melhor dizendo, sucateou ambas instituições.
Voltando ao assunto do Dólar, a moeda americana deveria estar valendo hoje R$2,40, conforme já expliquei na matéria anterior sobre o tema. Este número é onde a moeda americana deveria estar sendo cotado. Igual pensamento tem os analistas do IPEA. Agora, isto é vai causar trauma. As medidas que poderão ser implementadas causarão certamente gritaria na classe emergente. Viagens para EEUU e Europa vão ficar mais caras. O ranking de PIB do Brasil vai cair para 12ª posição no mundo, só com a mexida na cotação do Dólar. Nada que economia real tenha mudado, apenas posição relativilizada no ranking mundial.
Olha, presidente Dilma, não vão na onda de querer mexer no câmbio, fazendo o controle cambial. Nada disso. Isto é para economistas ultraortodoxicos. Bem, o fato de baixar a taxa SELIC vai ajudar um pouco, mas não muito. Não adianta também, intervenções como compra e venda no mercado à vista ou lançar Swap Cambial Reverso. Tem que ser medida mais forte. O ambiente é propício. É só ver pelo mundo o que eles estão fazendo. Também, não vou entregar de bandeija, se Sua Excia! A Sra tem ministro da Fazenda e presidente do Banco Central. Eles sabem que medidas tomar, mas eles tem medo de sugerir para Sua Excia. Se não sugerirem nada, manda eles me consultarem que eu desenho para eles.
Agora, deixe eu fazer uma alerta, presidente. Esse negócio de baixar SELIC e desvalorizar o Real, estão meio na contramão do CréditoBarato. Abaixe a bola no CréditoBarato e vamos resolver a depreciação do Real, primeiro. Bem, tomada etas duas medidas, ou seja SelicBaixo e DólarCaro, vai recolocar o Brasil nos eixos. E com certeza, o país crescerá como deve crescer, apesar da roubalheira da sua equipe de governo.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR. Twitter: @sakamori10
segunda-feira, 7 de maio de 2012
SELIC DO MANTEGA PAGA IMPOSTOS!
Estou mudando o discurso, hoje. Vou deixar Dilma descansar um pouco. Vamos pegar o Mantega. Veja o que Mantega e Tombini iventam. Vou contar a história que chega à beira da burrice, o que eles fazem com SELIC. Estou apelidando de SELIC, os títulos do Tesouro Nacional que corresponde ao endividamento da União.
Só para lembar que a União deve ao mercado, grosso modo, R$ 2,2 trilhões em dívida bruta ou R$1,85 trilhões em dívida líquida. Considerada a taxa de 9% ao ano. Isto consome a bagatela de, grosso modo, R$ 200 bilhões em juros, balizados pela taxa SELIC, por ano.
Acontece que o governo cobra, pasmem, do próprio dinheiro que toma no mercado financeiro, o IOF e o Imposto de Renda. Mesma coisa você dizer: pago juro de 9%, mas me devolve o imposto referente ao juros que lhe pago. Coisa que só existe no Brasil. Coisa de louco! Parte do encarecimento dos juros SELIC, corresponde ao imposto que o aplicador devolve para o próprio Tesouro. Coisa de doido! Só que tem uma coisa, o especulador estrangeiro não paga os impostos. Recebe remuneração pelo SELIC bruto, porque estão isentos de impostos. Sempre o brasileiro é que leva! Que leva surra, bem entendido! E fica quieto, como masoquista. Gosta de sofrer!
Imagine uma situação assim. Você dá esmola para um pedinte e pede para ele devolver parte do dinheiro que você deu a ele à título de prestação de serviço. Entenderam o mecanismo? Para mim, isto tudo é para confundir cabeça do povo brasileiro. Complica, complica, para ninguém descobrir onde vai o dinheiro. Afinal, cada brasileiro, mesmo aquele neném que nasceu agora, neste instante, já carrega uma dívida do governo de R$11.000,00. Coitado dos nossos netos! Já nascem endividados! E pagando taxa SELIC de juros pelo R$11.000,00 da cota parte deles.
E por estas e outras razões que as contas nunca fecham. A Dilma diz que caderneta, de até R$50 mil, que rende 6,27% empata com SELIC de 8,5%. Até mesmo os especuladores tem que fazer cálculo com calculadora HP. Pode isso?
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
Só para lembar que a União deve ao mercado, grosso modo, R$ 2,2 trilhões em dívida bruta ou R$1,85 trilhões em dívida líquida. Considerada a taxa de 9% ao ano. Isto consome a bagatela de, grosso modo, R$ 200 bilhões em juros, balizados pela taxa SELIC, por ano.
Acontece que o governo cobra, pasmem, do próprio dinheiro que toma no mercado financeiro, o IOF e o Imposto de Renda. Mesma coisa você dizer: pago juro de 9%, mas me devolve o imposto referente ao juros que lhe pago. Coisa que só existe no Brasil. Coisa de louco! Parte do encarecimento dos juros SELIC, corresponde ao imposto que o aplicador devolve para o próprio Tesouro. Coisa de doido! Só que tem uma coisa, o especulador estrangeiro não paga os impostos. Recebe remuneração pelo SELIC bruto, porque estão isentos de impostos. Sempre o brasileiro é que leva! Que leva surra, bem entendido! E fica quieto, como masoquista. Gosta de sofrer!
Imagine uma situação assim. Você dá esmola para um pedinte e pede para ele devolver parte do dinheiro que você deu a ele à título de prestação de serviço. Entenderam o mecanismo? Para mim, isto tudo é para confundir cabeça do povo brasileiro. Complica, complica, para ninguém descobrir onde vai o dinheiro. Afinal, cada brasileiro, mesmo aquele neném que nasceu agora, neste instante, já carrega uma dívida do governo de R$11.000,00. Coitado dos nossos netos! Já nascem endividados! E pagando taxa SELIC de juros pelo R$11.000,00 da cota parte deles.
E por estas e outras razões que as contas nunca fecham. A Dilma diz que caderneta, de até R$50 mil, que rende 6,27% empata com SELIC de 8,5%. Até mesmo os especuladores tem que fazer cálculo com calculadora HP. Pode isso?
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
DILMA VAI MEXER NOS FUNDOS?
Vamos lembrar, logo de cara, que venho defendendo a queda mais expressiva da taxa SELIC, em várias matérias deste blog. E digo mais, que já mais de 1 ano, nos comentários sobre matérias econômicas da Folha de São Paulo, venho defendendo a queda da taxa básica de juros do Tesouro. Em outra matéria, aqui mesmo neste blog, a mexida no SELIC está entre a agenda uma das mais importante a ser implementada pela equipe econômica, entre outras. Feito estas lembranças, vamos ao assunto dos Fundos.
A presidente Dilma, já demonstrou, reiteradamente, que vai baixar as taxas de juros em níveis praticados por países do primeiro mundo. Primeira medida foi baixar os juros cobrados pelos bancos, na ponta do consumidor, baixando drasticamente as taxas cobradas pelo BB e CEF, mesmo expondo as duas instituições ao risco de sucateamento. Esta medida, vai obrigar os bancos públicos e privados a pagar taxas menores na ponta da captação.
Dentro deste esforço de diminuir o custo da captação, a última medida anunciada, a mexida na caderneta de poupança, está no sentido correto. Discordei da mexida na caderneta, apenas no redutor de 70% sobre SELIC, que achei exagerado. Porém, pode estar embutido nesta medida outras que poderão vir sobre taxa SELIC, que comentarei na matéria futura. Enfim, literalmente, matou a caderneta de poupança.
A próxima mexida vai ser nos rendimentos dos Fundos, especialmente nos fundos de renda fixa. Isto já ficou claro na primeira entrevista do Mantega pós mexida na poupança. O que pode ser mexido? Esta mexida, não precisa modificar leis que rege a matéria, basta baixar resoluções do Banco Central. Com a mexida na poupança a tendência natural seria os recursos migrarem para os Fundos. O governo não quer que os recursos da caderneta migrem para outros tipos de aplicações, a não ser para financiar os títulos da dívida pública do Tesouro. Dentro deste objetivo, o governo espera o resultado da migração dos recursos da caderneta para fundos, para então, decidir sobre a dose de remédio a ser aplicado. Uma das medidas palpáveis seria aumentar o percentual de aplicação dos fundos em títulos do Tesouro, deixando esta forma de aplicação menos competitiva. Enfim, vai matar também, aplicação em fundos.
A pergunta que meus leitores fazem é uma só, se estas últimas medidas estão corretas. Eu diria que sim. Se eu fosse chefe da equipe econômica da Dilma, teria tomado estas medidas no primeiro dia do governo, no dia 1º de janeiro de 2011. Já chamei atenção sobre o grave erro sistêmico da política econômica do governo Dilma, em diversas ocasiões e em diversos veículos de comunicações. Disse à época que a bomba relógio estava ligada e que um dia ela iria explodir. Pode ser que a Dilma tenha percebido, ou que a equipe econômica tenha dado sinal de alerta sobre a existência do erro sistêmico na política econômica.
Resumo da ópera. Como de repente, após 9 anos e 4 meses do governo petista, resolve dar guinada na política econômica, a meu ver correta, desde que tomadas medidas complementares. A Dilma quer trazer o SELIC no patamar de inflação corrente, o que colocaria Brasil no patamar de outros potencias mundiais, presumo. Para que isto seja possível, na atual conjuntura econômica brasileira, será necessário que aplicação em títulos do Tesouro reine absoluto, sem concorrência. Razão pela qual as medidas foram tomadas e outras serão tomadas.
Preocupação. A mexida na caderneta de poupança, impopular, antes das eleições de 2012, me causa certa apreensão. Por que, como que de repente, após 16 meses do governo, a Dilma resolve dar guinada na sua política econômica? Por que não foi feito antes? O meu medo é que o Banco Central esteja encontrando dificuldade para rolagem da dívida do Tesouro, por isso, está matando outras formas de aplicações. Tomara que não seja isto. Vamos orar que não seja. Que a bomba relógio seja desarmada sem traumas, rapidamente. O mercado financeiro percebe muito rapido, isto. Tomara que não. Espero e desejo que não viremos Grécia ontem.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
A presidente Dilma, já demonstrou, reiteradamente, que vai baixar as taxas de juros em níveis praticados por países do primeiro mundo. Primeira medida foi baixar os juros cobrados pelos bancos, na ponta do consumidor, baixando drasticamente as taxas cobradas pelo BB e CEF, mesmo expondo as duas instituições ao risco de sucateamento. Esta medida, vai obrigar os bancos públicos e privados a pagar taxas menores na ponta da captação.
Dentro deste esforço de diminuir o custo da captação, a última medida anunciada, a mexida na caderneta de poupança, está no sentido correto. Discordei da mexida na caderneta, apenas no redutor de 70% sobre SELIC, que achei exagerado. Porém, pode estar embutido nesta medida outras que poderão vir sobre taxa SELIC, que comentarei na matéria futura. Enfim, literalmente, matou a caderneta de poupança.
A próxima mexida vai ser nos rendimentos dos Fundos, especialmente nos fundos de renda fixa. Isto já ficou claro na primeira entrevista do Mantega pós mexida na poupança. O que pode ser mexido? Esta mexida, não precisa modificar leis que rege a matéria, basta baixar resoluções do Banco Central. Com a mexida na poupança a tendência natural seria os recursos migrarem para os Fundos. O governo não quer que os recursos da caderneta migrem para outros tipos de aplicações, a não ser para financiar os títulos da dívida pública do Tesouro. Dentro deste objetivo, o governo espera o resultado da migração dos recursos da caderneta para fundos, para então, decidir sobre a dose de remédio a ser aplicado. Uma das medidas palpáveis seria aumentar o percentual de aplicação dos fundos em títulos do Tesouro, deixando esta forma de aplicação menos competitiva. Enfim, vai matar também, aplicação em fundos.
A pergunta que meus leitores fazem é uma só, se estas últimas medidas estão corretas. Eu diria que sim. Se eu fosse chefe da equipe econômica da Dilma, teria tomado estas medidas no primeiro dia do governo, no dia 1º de janeiro de 2011. Já chamei atenção sobre o grave erro sistêmico da política econômica do governo Dilma, em diversas ocasiões e em diversos veículos de comunicações. Disse à época que a bomba relógio estava ligada e que um dia ela iria explodir. Pode ser que a Dilma tenha percebido, ou que a equipe econômica tenha dado sinal de alerta sobre a existência do erro sistêmico na política econômica.
Resumo da ópera. Como de repente, após 9 anos e 4 meses do governo petista, resolve dar guinada na política econômica, a meu ver correta, desde que tomadas medidas complementares. A Dilma quer trazer o SELIC no patamar de inflação corrente, o que colocaria Brasil no patamar de outros potencias mundiais, presumo. Para que isto seja possível, na atual conjuntura econômica brasileira, será necessário que aplicação em títulos do Tesouro reine absoluto, sem concorrência. Razão pela qual as medidas foram tomadas e outras serão tomadas.
Preocupação. A mexida na caderneta de poupança, impopular, antes das eleições de 2012, me causa certa apreensão. Por que, como que de repente, após 16 meses do governo, a Dilma resolve dar guinada na sua política econômica? Por que não foi feito antes? O meu medo é que o Banco Central esteja encontrando dificuldade para rolagem da dívida do Tesouro, por isso, está matando outras formas de aplicações. Tomara que não seja isto. Vamos orar que não seja. Que a bomba relógio seja desarmada sem traumas, rapidamente. O mercado financeiro percebe muito rapido, isto. Tomara que não. Espero e desejo que não viremos Grécia ontem.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
sábado, 5 de maio de 2012
FGTS ROUBADO EM R$ 24 BILHÕES PELO LULA E DILMA!
Para leitores deste blog entenderem melhor sobre o que aconteceu, resumidamente, aqui apresento alguns números globais do FGTS do trabalhador. O FGTS é patrimônio do trabalhador, ou seja, é uma espécie de poupança que as empresas depositam sobre percentual do salário, em nome individual de cada um dos trabalhadores.
Atualmente, a Caixa Econômica Federal, administra cerca de 600 milhões de contas, sendo 100 milhões, aproximadamente, de contas ativas. O patrimônio do trabalhador está, grosso modo, em R$ 250 bilhões. O FGTS é atualmente remunerado à taxa de 3% ao ano + TR. Como o TR, tende a ficar em 0%, a remuneração da FGTS vem perdendo seu patrimônio em termos reais.
O número curioso é que a CEF empresta ao tomador de casa popular, à taxa de 7,9% ao ano, divulgado ontem. A CEF tem lucro líquido de 4,9% sobre os empréstimos lastreados no FGTS. Além disso, a CEF cobra pela administração desta conta, em valores líquidos 1%, ou seja R$ 2,5 bilhões. Comenta-se que a remuneração liquida pudesse ser de no máximo R$ 500 milhões ao ano.
Bem, vamos ao fatos do título desta matéria. O governo Lula e agora governo Dilma, conseguiram que os administradores do FGTS sacassem a parte do "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, do FGTS, em fundo perdido. Este termo fundo perdido, se aplica aos recursos que saem mas não voltam. Eu estava a pensar que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, viesse do Tesouro, o que seria natural. Qualquer subsídio teria que ser arcado pelo conjunto da sociedade. Não foi e não está sendo feito assim. O "subsídio" está sendo sacado do patrimônio do trabalhador, ou seja cada trabalhador individualmente está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida.
Pasmem, senhores leitores, o montante destes saques, já chegam a R$ 24 bilhões até hoje, segundo o senador Paulo Paim (PT-RS) do próprio partido de ambos presidentes da República. Tudo isto, foi dito, na audiência pública sobre o futuro do FGTS, feito em 25 de abril próximo passado, no Senado Federal. Nem mesmo a senadora Marta Suplicy (PT-SP) presente na audiência pública não contestou esta afirmativa. São decisões do governo, que passa batido. Nem imprensa chamou atenção sobre isto. Pasmem ainda, que o senador Paulo Paim tomou conhecimento deste fato, naquele dia, 25 de abril de 2012. Fonte: TVSenado.
Isto é que se chama oferecer benefícios com chapéu alheio. Tanto presidente Lula como presidente Dilma, bradam e conjugam o verbo fazer, sempre, na primeira pessoa do singular. Para ser justo, deveria no mínimo, fazer referência de que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida está sendo dado pelo conjunto de trabalhadores. Dinheiro do governo, não é! Nem do contribuinte! Quem está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida são os trabalhadores!
Cadê os sindicalistas do CUT e da Força Sindical? Agora que estão do lado do Lula e Dilma, fazem de conta que o assunto não diz respeito a eles. Os tempos mudaram. Acordem, trabalhadores!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
Atualmente, a Caixa Econômica Federal, administra cerca de 600 milhões de contas, sendo 100 milhões, aproximadamente, de contas ativas. O patrimônio do trabalhador está, grosso modo, em R$ 250 bilhões. O FGTS é atualmente remunerado à taxa de 3% ao ano + TR. Como o TR, tende a ficar em 0%, a remuneração da FGTS vem perdendo seu patrimônio em termos reais.
O número curioso é que a CEF empresta ao tomador de casa popular, à taxa de 7,9% ao ano, divulgado ontem. A CEF tem lucro líquido de 4,9% sobre os empréstimos lastreados no FGTS. Além disso, a CEF cobra pela administração desta conta, em valores líquidos 1%, ou seja R$ 2,5 bilhões. Comenta-se que a remuneração liquida pudesse ser de no máximo R$ 500 milhões ao ano.
Bem, vamos ao fatos do título desta matéria. O governo Lula e agora governo Dilma, conseguiram que os administradores do FGTS sacassem a parte do "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, do FGTS, em fundo perdido. Este termo fundo perdido, se aplica aos recursos que saem mas não voltam. Eu estava a pensar que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida, viesse do Tesouro, o que seria natural. Qualquer subsídio teria que ser arcado pelo conjunto da sociedade. Não foi e não está sendo feito assim. O "subsídio" está sendo sacado do patrimônio do trabalhador, ou seja cada trabalhador individualmente está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida.
Pasmem, senhores leitores, o montante destes saques, já chegam a R$ 24 bilhões até hoje, segundo o senador Paulo Paim (PT-RS) do próprio partido de ambos presidentes da República. Tudo isto, foi dito, na audiência pública sobre o futuro do FGTS, feito em 25 de abril próximo passado, no Senado Federal. Nem mesmo a senadora Marta Suplicy (PT-SP) presente na audiência pública não contestou esta afirmativa. São decisões do governo, que passa batido. Nem imprensa chamou atenção sobre isto. Pasmem ainda, que o senador Paulo Paim tomou conhecimento deste fato, naquele dia, 25 de abril de 2012. Fonte: TVSenado.
Isto é que se chama oferecer benefícios com chapéu alheio. Tanto presidente Lula como presidente Dilma, bradam e conjugam o verbo fazer, sempre, na primeira pessoa do singular. Para ser justo, deveria no mínimo, fazer referência de que o "subsídio" do programa Minha Casa Minha Vida está sendo dado pelo conjunto de trabalhadores. Dinheiro do governo, não é! Nem do contribuinte! Quem está subsidiando o programa Minha Casa Minha Vida são os trabalhadores!
Cadê os sindicalistas do CUT e da Força Sindical? Agora que estão do lado do Lula e Dilma, fazem de conta que o assunto não diz respeito a eles. Os tempos mudaram. Acordem, trabalhadores!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
LULA DOUTOR HONORIS CAUSA?
Primeiro aspecto é que a maioria das nossas universidades, sobretudo, públicas, estão totalmente sucateadas, conforme matéria específica tratada por este bloguista. São as tais universidades sucateadas, que sob administração do governo Lula, pouco fez para se adequar à demanda de novos tempos de inovação tecnológica que o mundo contemporâneo está a exigir.
O Segundo aspecto, está sintetizada na sua fala, como de costume, de voz embargada, que destaca a condição dele Lula não ter tido oportunidade de ter um diploma universitário. Um bordão que presidente Lula, usa repetidamente para angariar simpatia dos não letrados. Não percebe Lula de que ao destacar esta condição, incentiva os jovens do Brasil a fora, a não dar importância aos estudos e à capacitação.
Mentira deslavada do presidente Lula. Ele como retirante nordestino, morando em grande São Paulo, teve oportunidade sim, de estudar se assim quisesse. No primeiro momento da sua vida como metalúrgico era possível fazer um supletivo e posteriormente uma faculdade, qualquer que fosse, noturno. Diferentes condição tem os sertanejos que vivem nos rincões do sertão.
No segundo momento, foi quando ele virou sindicalista, teve tempo e condições dele fazer um supletivo e uma faculdade noturna. Mas desprezou a segunda oportunidade, presumo, dando prioridade à roda de cachaça com os companheiros do sindicato.
No terceiro momento, como deputado federal pelo estado de São Paulo, teve 4 anos de mandatos, que poderia ter, em querendo, ter aproveitado para fazer supletivo e ter feito uma faculdade em Brasilia. Mas nada fez. Preferiu fazer a politicagem nos corredores do Congresso.
No quarto momento, com mandato de 8 anos na presidência de República, teve tempo suficiente para fazer o supletivo e frequentar uma faculdade qualquer, até poderia ter sido uma por ensino à distância. Professores, para lhe assistir não faltariam. Mas nada fez. Preferiu ficar, inculto, para poder usar o mesmo bordão de sempre, a de que não ter tido oportunidade de estudar.
Presidente Lula, você é um brasileiro privilegiado. Poucos brasileiros tem condições que você teve. Desculpe-me usar da franqueza meridiana. Eu como milhares de pessoas se formaram em universidades, com muito sacrifício. Nada diferente dos meninos da minha época, precisei trabalhar aos 10 anos para ajudar a me sustentar, com o objetivo de estudar. Participei da militância da política estudantil, trabalhando para custear os meus estudos, nada diferente dos meus colegas de faculdades. Tempos duros, aqueles. Formei-me em engenharia civil, pela Universidade Federal do Paraná, com muito orgulho. O meu diploma de verdade, feito em pergaminho, está guardado numa gaveta do arquivo. Diploma que me traz muitas lembranças e de muitos sacrifícios. Ela está guardado, cuidadosamente, porque sei que o diploma universitário que conquistei, a maior parte devo ao contribuinte brasileiro, que me permitiu estudar em universidade pública gratuita. A história da maioria é assim. Diplomas são conquistados com muitas noites mal dormidas e de renúncia de muitas horas de laser.
Presidente Lula, pare de usar bordão que nada é construtivo para o povo brasileiro! Pelo contrário, toda vez que você cita o bordão, o povo se conscientiza o contrário, de que não precisa ter educação nem estudo para ser um cidadão ser completo. A noção que você Lula, passa ao povo é de que o estudo é secundário e que basta ter esperteza para conseguir o objetivo, não importa como. E abomino de igual forma os coadjuvantes para consolidar esta forma de pensar. E o resultado desta cultura está estampado na midia sob títulos de Mensalão e de CPMI do Cachoeira. É a cultura Lula. Mal exemplo, presidente!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR.
Twitter: @sakamori10
sexta-feira, 4 de maio de 2012
DILMA MATOU CADERNETA DE POUPANÇA
A mudança na remuneração da Caderneta de Poupança já vinha sendo defendido por este bloguista, em várias matérias postadas neste blog. Vamos começar com esta afirmativa, para não confundir os meus leitores de como este bloguista se posiciona à respeito do assunto.
O Brasil paga e sempre pagou juros da dívida interna do Tesouro, a mais alta do planeta. Isto é sobejamente conhecido. Com estabilidade da inflação, num patamar relativamente civilizado, isto é próximo da meta de 4,5%, o governo se viu obrigado a reduzir a remuneração das taxas de juros da sua dívida interna, a ponto de não fazendo inviabilizar qualquer orçamento da União.
Para sentirem o tamanho do buraco, vejam o tamanho da dívida interna. A dívida interna líquida está em R$ 1,85 trilhões e sua dívida interna bruta em torno de R$ 2,2 trilhões. Deste montante, grosso modo , vence nos próximos 12 meses, pouco menos de 25% do total, ou seja próximo de R$ 500 bilhões. Só para comparar os números macros, o saldo de caderneta, hoje, segundo BC, é de R$ 429 bilhões. Desta forma, a caderneta de poupança compete, na captação, diretamente com os títulos da dívida do Tesouro, ou seja simplificando.
Ainda há mais um fator complicador na consideração da remuneração de ambas formas de captação, a incidência descabida de Imposto de Renda sobre a remuneração do próprio título do governo. É mais ou menos assim que acontece. O Tesouro diz, eu pago 9%, mas você me devolve 1,35% como Imposto de Renda. Então, porque não paga juros líquidos de (9% - 1,35%) = 7,65% ao tomador do título? E a caderneta de poupança? A caderneta também paga Imposto de Renda sobre míseros rendimentos. Se é poupança, significa que o contribuinte já pagou impostos de toda natureza, anteriormente. Deixando de lado esta discussão, vamos o que interessa, que é rentabilidade.
O fato é que, o redutor sobre SELIC de 70%, matou a poupança. Só serve mesmo, para os pequenos poupadores, que assim são considerados, depositantes com saldos menores que R$ 50 mil.
Resumo da ópera, sou a favor da redução da taxa SELIC, para o país economizar no pagamento de juros, hoje, de aproximadamente R$ 200 bilhões por ano. Então, foi preciso mesmo que mexesse na remuneração da caderneta de poupança. O que discordo é brutal deságio de 70% sobre taxa SELIC. É uma competição desigual entre duas formas de captação, de um lado Tesouro e de outro lado Caderneta, este último financia diversos programas do próprio governo federal.
Esta medida, tem um pano de fundo. Nenhuma veículo nacional, como sempre acontece, fez referência sobre a real intenção do governo Dilma. A presidente Dilma e sua equipe, perceberam depois de 8 anos do Lula + 16 meses da Dilma, que é preciso economizar em pagamento de juros. Para esta estratégia funcionar, o Tesouro terá que ser monopólio na captação de recursos, para terem condições de pagar as taxas mais civilizadas, ou seja próximo da inflação projetada de 4,5%. É último cartucho!
Para os meus leitores, com redutor brutal aplicado à Caderneta de Poupança, talvez fosse o caso de entrar na onda da Dilma e aplicar no Tesouro Direto, que aceita aplicação à partir de R$100,00. E vamos orar para que os títulos do Tesouro brasileiro, não leve ao mesmo rumo dos títulos gregos, que afinal, resgataram apenas 50% do valor aplicado. Vamos cruzar o dedo, e esperar que capitã Dilma, conduza o nau chamado Brasil para o Porto Seguro. Ou será que ela está pensando que o nau se chama Titanic? A minha cruel dúvida.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
O Brasil paga e sempre pagou juros da dívida interna do Tesouro, a mais alta do planeta. Isto é sobejamente conhecido. Com estabilidade da inflação, num patamar relativamente civilizado, isto é próximo da meta de 4,5%, o governo se viu obrigado a reduzir a remuneração das taxas de juros da sua dívida interna, a ponto de não fazendo inviabilizar qualquer orçamento da União.
Para sentirem o tamanho do buraco, vejam o tamanho da dívida interna. A dívida interna líquida está em R$ 1,85 trilhões e sua dívida interna bruta em torno de R$ 2,2 trilhões. Deste montante, grosso modo , vence nos próximos 12 meses, pouco menos de 25% do total, ou seja próximo de R$ 500 bilhões. Só para comparar os números macros, o saldo de caderneta, hoje, segundo BC, é de R$ 429 bilhões. Desta forma, a caderneta de poupança compete, na captação, diretamente com os títulos da dívida do Tesouro, ou seja simplificando.
Ainda há mais um fator complicador na consideração da remuneração de ambas formas de captação, a incidência descabida de Imposto de Renda sobre a remuneração do próprio título do governo. É mais ou menos assim que acontece. O Tesouro diz, eu pago 9%, mas você me devolve 1,35% como Imposto de Renda. Então, porque não paga juros líquidos de (9% - 1,35%) = 7,65% ao tomador do título? E a caderneta de poupança? A caderneta também paga Imposto de Renda sobre míseros rendimentos. Se é poupança, significa que o contribuinte já pagou impostos de toda natureza, anteriormente. Deixando de lado esta discussão, vamos o que interessa, que é rentabilidade.
O fato é que, o redutor sobre SELIC de 70%, matou a poupança. Só serve mesmo, para os pequenos poupadores, que assim são considerados, depositantes com saldos menores que R$ 50 mil.
Resumo da ópera, sou a favor da redução da taxa SELIC, para o país economizar no pagamento de juros, hoje, de aproximadamente R$ 200 bilhões por ano. Então, foi preciso mesmo que mexesse na remuneração da caderneta de poupança. O que discordo é brutal deságio de 70% sobre taxa SELIC. É uma competição desigual entre duas formas de captação, de um lado Tesouro e de outro lado Caderneta, este último financia diversos programas do próprio governo federal.
Esta medida, tem um pano de fundo. Nenhuma veículo nacional, como sempre acontece, fez referência sobre a real intenção do governo Dilma. A presidente Dilma e sua equipe, perceberam depois de 8 anos do Lula + 16 meses da Dilma, que é preciso economizar em pagamento de juros. Para esta estratégia funcionar, o Tesouro terá que ser monopólio na captação de recursos, para terem condições de pagar as taxas mais civilizadas, ou seja próximo da inflação projetada de 4,5%. É último cartucho!
Para os meus leitores, com redutor brutal aplicado à Caderneta de Poupança, talvez fosse o caso de entrar na onda da Dilma e aplicar no Tesouro Direto, que aceita aplicação à partir de R$100,00. E vamos orar para que os títulos do Tesouro brasileiro, não leve ao mesmo rumo dos títulos gregos, que afinal, resgataram apenas 50% do valor aplicado. Vamos cruzar o dedo, e esperar que capitã Dilma, conduza o nau chamado Brasil para o Porto Seguro. Ou será que ela está pensando que o nau se chama Titanic? A minha cruel dúvida.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR. Twitter: @sakamori10
quinta-feira, 3 de maio de 2012
CPMI DO CACHOEIRA VAI TERMINAR INCONCLUSO
A CPI do Cachoeira aprovou nesta quarta-feira (2) o plano de trabalhos
da comissão elaborado pelo relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Na
primeira etapa, Cunha limita as investigações da empresa Delta
Construções ao seu ex-diretor da regional Centro-Oeste Claudio Dias de
Abreu, sem propor a convocação do presidente licenciado Fernando
Cavendish. fonte: Folha.
Fernando Cavendish é o dono da empreiteira Delta Construções, ele é que tem todos os dados que levariam às contribuições não contabilizadas das campanhas do governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) 2010, do então presidente Lula (PT-SP) 2006 e da atual presidente Dilma (PT-RS) 2010. Sem depoimento dele é como dar comida para leão o osso, sem a carne. Pela carruagem vai terminar numa tremenda pizza, com indiciamento dos 3 bodes da CPMI, que à rigor, já estão com processos correndo na justiça. Isto é chover no molhado. Os nomes dos bodes são: Cachoeira, Claudio Abreu da Delta e Demósteness Torres (DEM-GO).
Cachoeira vai depor na CPI no dia 15. Outros integrantes da suposta organização criminosa vão ser ouvidos em reuniões do dia 22 e 24 de maio. O dia 29 de maio seria dedicado ao depoimento de Claudio Abreu da Delta Construções à comissão. Demóstenes no dia 31 de maio.
Não vão meus leitores esperar depoimentos bombásticos, das personagens acimas. Vai ser uma frustração total, os depoimentos do Cachoeira, Abreu e Demóstenes. Os dois primeiros já estão presos e o terceio já está com denúncia no STF. Com certeza absoluta, todos 3 bodes da história, vão entrar com Habeas Corpus (HC) preventivos para relatar apenas aquilo que lhes convierem ou simplesmente ficarão calados, para não agravarem ainda mais as situações deles, que já estão mais do que difíceis. Circunscrever as investigações em torno dos 3 bodes, é como blindar as demais personagens, que em síntese são os verdadeiros beneficiários da Delta Construções.
Única dúvida que resta é como colher depoimento do Marconi Perillo (PSDB-GO) sem ter que colher os depoimentos do Agnelo Queiroz (PT-DF) e do Sérgio Cabral (PDMB-RJ). Como o indiciamento do Perillo é uma questão de honra do Lula (PT-SP), Márcio Bastos está a estudar a forma como poderá fazê-lo convocando tão somente o governador de Goíás. Lembrando que Márcio Bastos ex-ministro de justiça do presidente Lula, fora contratado pelo Cachoeira por honorário de R$15 milhões, segundo imprensa. Certamente, o custo de honorários, incluem a blindagem dos verdadeiros beneficiados do esquema Delta Construções.
No dia do depoimento do Demóstenes Torres, a CPMI, teria completado já 45 dias dos 180 dias de prazo para conclusão. Todo este tempo, as atenções do povo ficará na CMPI do Cachoeira e certamente vai esquecer de cobrar o julgamento do Mensalão que, segundo os ministros do STF, deverá acontecer à partir do mês de agosto. O objetivo do presidente Lula terá, em parte, atendido.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof UFPR. Twitter: @sakamori10
quarta-feira, 2 de maio de 2012
DILMA JÁ ARRECADOU R$ 380 BI NO 1º QUADRIMESTRE
Hoje é after day ! Comemorarmos dia do Trabalhador, ontem, dia 1º de maio, com festejo em todo o território nacional. Curiosamente, na véspera, dia 30 de abril, foi o último dia de entrega do Imposto de Renda das Pessoas Físicas, de mais de 25 milhões de contribuintes junto à Receita Federal.
Como as notícias do próprio governo e da imprensa, vem com 1 mês de atrazo, cheguei nos números abaixos baseado no desempenho da máquina arrecadadora do 1º trimestre, fazendo simulação para o 1º Quadrimestre com os números projetados pelo próprio governo. Muitos leitores, querem que eu faça comparação com os números do governo FHC, mas não a farei. Nem mesmo farei comparação com os do governo Lula. Primeiro porque as condições macroeconômicas do mundo e do Brasil são diversas daquelas do passado. Segundo ponto é que não estou aqui para fazer avaliação dos sucessivos governos. O que interessa a mim, aos eleitores, é o que acontece hoje.
Primeiro de tudo, farei análise sobre o impostômetro do Brasil. Fazendo projeção de arrecadação em cima do PIB corrente, nos diversos níveis de governos o Brasil. O Brasil já arrecadou mais de R$500 bilhões, sendo que deste total R$380 bilhões se refere ao governo federal, considerando arrecadação dos impostos, contribuições e previdência. Só para os leitores sentirem o tamanho do buraco, a tão falada desoneração da Folha de Pagamento, vai deixar de arrecadar aos cofres da previdência tão somente R$3,5 bilhões ao ano, segundo próprio Mantega.
O que mais me impressiona é o número do Superávit Primário, baseado no resultado do 1º TRI e fazendo projeção para o 1º Quadrimestre, o país já separou da arrecadação bruta, cerca de R$56 bilhões para pagamento de juros SELIC. Segundo projeção do BC, até o final do ano de 2012, a meta é separar num total de R$139 bilhões para pagamento de juros. Para ano de 2013, BC prevê separar, o tal do Superávit Primário, cerca de R$156 bilhões, segundo o próprio BC. Ainda, assim, o total de juros a pagar, nos atuais níveis à base de taxa SELIC de 9% aa o Tesouro vai ter que rolar o restante do juros que não consegue pagar. Para não aumentar o tamanho do buraco, ou seja segurar o endividamento do país nos níveis que se encontra, BC terá que baixar a taxa SELIC expressivamente, como já foi dito por este bloguista em matérias anteriores sobre SELIC.
Fazer festa é muito bom. Atacar os bancos também é bom, mesmo que atrasado em 9 anos e 4 meses. No último discurso da Dilma, no dia do Trabalhador, também foi dito que há necessidade de cortar os impostos. Este blá, blá, blá também é bom. Espaço para cortar impostos tem. Dona Dilma, onde a Senhora enfiou os R$380 bilhões? Apesar das arrecadações recordes, as mazelas na administração pública continua as mesmas. A situação da educação, saúde e segurança pública continuam em estados lastimáveis, apesar da arrecadação.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof da UFPR.
Twitter: @sakamori10
Como as notícias do próprio governo e da imprensa, vem com 1 mês de atrazo, cheguei nos números abaixos baseado no desempenho da máquina arrecadadora do 1º trimestre, fazendo simulação para o 1º Quadrimestre com os números projetados pelo próprio governo. Muitos leitores, querem que eu faça comparação com os números do governo FHC, mas não a farei. Nem mesmo farei comparação com os do governo Lula. Primeiro porque as condições macroeconômicas do mundo e do Brasil são diversas daquelas do passado. Segundo ponto é que não estou aqui para fazer avaliação dos sucessivos governos. O que interessa a mim, aos eleitores, é o que acontece hoje.
Primeiro de tudo, farei análise sobre o impostômetro do Brasil. Fazendo projeção de arrecadação em cima do PIB corrente, nos diversos níveis de governos o Brasil. O Brasil já arrecadou mais de R$500 bilhões, sendo que deste total R$380 bilhões se refere ao governo federal, considerando arrecadação dos impostos, contribuições e previdência. Só para os leitores sentirem o tamanho do buraco, a tão falada desoneração da Folha de Pagamento, vai deixar de arrecadar aos cofres da previdência tão somente R$3,5 bilhões ao ano, segundo próprio Mantega.
O que mais me impressiona é o número do Superávit Primário, baseado no resultado do 1º TRI e fazendo projeção para o 1º Quadrimestre, o país já separou da arrecadação bruta, cerca de R$56 bilhões para pagamento de juros SELIC. Segundo projeção do BC, até o final do ano de 2012, a meta é separar num total de R$139 bilhões para pagamento de juros. Para ano de 2013, BC prevê separar, o tal do Superávit Primário, cerca de R$156 bilhões, segundo o próprio BC. Ainda, assim, o total de juros a pagar, nos atuais níveis à base de taxa SELIC de 9% aa o Tesouro vai ter que rolar o restante do juros que não consegue pagar. Para não aumentar o tamanho do buraco, ou seja segurar o endividamento do país nos níveis que se encontra, BC terá que baixar a taxa SELIC expressivamente, como já foi dito por este bloguista em matérias anteriores sobre SELIC.
Fazer festa é muito bom. Atacar os bancos também é bom, mesmo que atrasado em 9 anos e 4 meses. No último discurso da Dilma, no dia do Trabalhador, também foi dito que há necessidade de cortar os impostos. Este blá, blá, blá também é bom. Espaço para cortar impostos tem. Dona Dilma, onde a Senhora enfiou os R$380 bilhões? Apesar das arrecadações recordes, as mazelas na administração pública continua as mesmas. A situação da educação, saúde e segurança pública continuam em estados lastimáveis, apesar da arrecadação.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof da UFPR.
Twitter: @sakamori10
terça-feira, 1 de maio de 2012
PARA DILMA, BANCOS SÃO OS NOVOS VILÕES
A presidente Dilma Rousseff aproveitou a comemoração do Dia do Trabalho
para cobrar dos bancos privados, em cadeia nacional de rádio e
televisão, a redução mais contundente das taxas de juros. A presidente afirmou que não há como explicar os patamares praticados e
que o setor financeiro "não tem como explicar essa lógica perversa aos
brasileiros".
A presidente Dilma ficou louca. Dá a impressão de que estava sucedendo FHC no governo, no dia de ontem. De repente, descobriu que o sistema financeiro é o vilão de todos os males da economia. Esquece-se de que ela própria participou do governo Lula como ministra de Planejamento, concordando e apoiando Meirelles numa das maiores transferências de renda do pobre para os donos do setor bancário, incluído bancos públicos como BB e CEF. Só pode ser idéia do top top Garcia. Já elegeu o sistema bancário europeu como canibais e agora o sistema bancário brasileiro como os maiores vilões. Analisem o que ela disse.
Após 9 anos e 4 meses do governo petista, incentivando o sistema bancário a ganhar dinheiro à rodo, inclusive o sistema bancário público, o BB e a CEF, vem dizer ao povo que os novos vilões são os bancos. Vamos analisar destrinchar com frieza o significado do seu pronunciamento.
Dois pontos importantes quero chamar atenção dos leitores. O primeiro é sobre composição de juros no Brasil, já destrinchados por este bloguista numa das matérias anteriores. Juros = captação + spread. O Tesouro capta recursos no mercado para financiar a dívida interna do Brasil à base da taxa SELIC, hoje em 9% aa. Pode ser uma das taxas mais baixas dos últimos tempos, mas ainda assim, continua sendo a taxa de juros básicos a mais alta do planeta. O sistema bancário tem que pagar taxas acima para competir com a remuneração paga pelo Tesouro, o que limita o campo de atuação do sistema bancário público e privado. Além de que parte do dinheiro captado no mercado, o sistema bancário é obrigado a recolher no BC, o conhecido depósito compulsório dos bancos. E tem os spread bancário composto de custo de administração do próprio banco + inadimplência + lucro. Então, milagre não pode fazer. Por isso, para o sistema bancário privado, os juros mais baratos são seletivos para alguns clientes, sob pena de insolvência.
A segunda preocupação, para este bloguista, é quanto a saúde financeira do sistema bancário público. Pelo anúncio feito por várias mídias, o BB e a CEF, estão cortando em média 40% da sua taxa de juros finais para o consumidor. A primeira conclusão é que se foi possível cortar 40% de juros, ambas instituições estavam roubando a economia dos seus clientes, uma vez que sistema bancário público não tem como finalidade principal o lucro. Agora, se a redução dos 40% de juros não era margem da roubalheira, significa que dentro de pouco tempo, isto não leva mais do que 2 anos, as duas instituições públicas centenárias estarão numa situação de insolvência. Já aconteceram no passado, várias vezes, o Tesouro, leia-se contribuinte, teve que injetar recursos grossos para não deixarem quebrar o próprio BB e a CEF. Pode escrever. Dentro de 2 anos, o contribuinte será chamado para socorrer a CEF e o BB, pela enésima vez. A certeza é como 2 + 2 = 4. Não existe milagre.
No resto, o que Dilma disse ontem, foi abobrinhas. Nada a ver com o título da matéria, mas fica comprovado de que ou ela tem visão míope do problema nacional ou ela é totalmente mentirosa, prometendo coisa que ela não dado soluções estruturantes, só mediadas paleativas. Dólar barato e custo Brasil, são os problemas graves que venho alertando Dilma, neste blog, há tempo.
Em sua fala, a presidente voltou a defender a indústria nacional, dizendo que é preciso haver "diminuição equilibrada" dos impostos para produtores e para consumidores, com uma taxa de câmbio que defenda a indústria e a agricultura. fonte: Folha.
E ela Dilma está tomando alguma medida para solucionar estes problemas? Estes últimos trechos, nada a ver com o título da matéria. Mas fica registrado como comentário.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR.
Twitter: @sakamori10
segunda-feira, 30 de abril de 2012
DILMA NOMEIA BRIZOLA NETO PARA TRABALHO
A notícia principal para o Dia do Trabalhador é a nomeação do Brizola Neto (PDT-RJ) para o ministro do Trabalho.
O Palácio do Planalto confirmou oficialmente nesta segunda-feira (30) a
indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RJ) para comandar o Ministério
do Trabalho. Ele deve tomar posse na quinta-feira (3), dando fim a um
impasse que já durava cinco meses. fonte: Folha
Apesar de contar com apoio das centrais sindicais, a indicação de
Brizola Neto para o cargo ainda enfrentava resistências internas.
Questionado sobre a escolha do colega, o líder do PDT na Câmara, Andre
Figueiredo (CE), evitou comentar. "É uma escolha pessoal da presidente." fonte: Folha
Apesar da resistência de parte da bancada do PDT, o deputado, de 33
anos, conquistou nos últimos meses o aval da Força Sindical e da CUT
(Central Única dos Trabalhadores). fonte: Folha.
Brizola Neto apresenta curriculum compatível com o cargo que irá exercer à partir do dia 3 próximo. Vejam abaixo.
Brizola Neto assumirá o posto de ministro mais novo da Esplanada. Neto
de Leonel Brizola, fundador do PDT e ex-governador do Rio de Janeiro e
do Rio Grande do Sul, o deputado exerce o segundo mandato na Câmara dos
Deputados. fonte: Folha.
Dilma está cansada com os últimos acontecimentos sobre CPMI do Cachoeira, que diz respeito diretamente à sua campanha de 2010, relacionado à Construtora Delta. Vai mandar o seu secretário Gilberto de Carvalho para representá-la na comemoração do Dia do Trabalhador, contrariando expectativa dos trabalhadores.
Distancia-se cada vez mais, a luta entre classes Capitalistas e Trabalhadores. Hoje há interação da classe trabalhadora nas decisões sobre modernização do setor industrial. A classe trabalhadora, também, virou um importante consumidor dos próprios produtos das indústrias. Muitas vezes, as instituições dos trabalhadores como a Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores, são as que levantam bandeira contra desindutrialização do país. Estão deixando os empresários no chinelo, em termo de reinvidicações pela classe patronal. Os tempos mudaram.
Parabéns, classe trabalhadora, pela comemoração do Dia do Trabalhador!
Também, a classe trabalhadora nada lembra dos tempos do movimento sindical do presidente Lula, à época como dirigente sindical. O Partido dos Trabalhadores (PT) liderado pelos últimos presidentes, não guarda nenhum traço das combativas classes que teoricamente a representa. Hoje, a exploração do povo é feito pelos dignos representantes, que em nome dos trabalhadores estão no poder, usurpando-o, como nunca dantes.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR.
Twitter: @sakamori10
domingo, 29 de abril de 2012
BRASIL CONTINUARÁ COM AEROPORTOS DEFICIENTES
Os leitores vão estranhar sobre a afirmativa do título desta matéria, ou seja de que os aeroportos brasileiros continuarão deficientes, mesmo após as fetejadas privatizações dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília. Mas exatamente isto que vai acontecer, após a realizações da Copa 2014.
O governo Dilma, na pressa de resolver o problema dos aeroportos já congestionados, resolveu fazer leilão de privatização de serviços dos três principais aeroportos do Brasil, com o objetivo de resolver o gargalo de demanda para o ano de 2014. Isto será feito pelo consórcios que venceram as licitações, conforme plano de obras e cronogramas estabelecidos no edital de licitações. Para Copa de 2014, tudo certo.
O que eu questiono é sobre o que ocorrerá com aumento de demanda pós 2014. Já é sabido que com atuais pistas e terminais dos três aeroportos citados não atenderão as crescentes demandas. Não fez parte do escopo de licitações, as novas pistas e correspondentes terminais nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasília. Com certeza absoluta, como 2 + 2 = 4, de que haverá necessidade de investimentos pesados em novas pistas e novos terminais para atender à nova demanda, pós Copa 2014.
Esquece-se o governo, novamente, por falta de planejamento de longo prazo, dar solução para o problema que vai acontecer ainda nesta década. Não é coisa para próxima década. O governo, sempre curvou sua política da aviação civil à comodidade e as necessidades das companhias de aviação como a TAM e a GOL, que respondem com mais de 80% da demanda total de passageiros no país. Há que estabelecer nova malha aeroviária, de tal forma que desconcentrem a função de "hub" para outros centros além de São Paulo, deslocando-a para os aeroportos Tom Jobim no Rio de Janeiro, Confins em Belo Horizonte e Afonso Pena em Curitiba.
Para os leitores leigos, nem vamos entrar em detalhes técnicos que justifiquem as afirmativas acimas, mas fica registrado nesta matéria dois pontos principais. O primeiro é de que há necessidade imediata de fazer planejamento de ampliação dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília com novas pistas e novos terminais. O segundo ponto é que a ANAC e os órgãos competentes do planejamento estratégico dos aeroportos e aerovias, tomem decisões isentas, acima dos interesses particulares de apenas 2 companhias aéreas, que dominam o setor de aviação civil.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR.
Twitter: @sakamori10
O governo Dilma, na pressa de resolver o problema dos aeroportos já congestionados, resolveu fazer leilão de privatização de serviços dos três principais aeroportos do Brasil, com o objetivo de resolver o gargalo de demanda para o ano de 2014. Isto será feito pelo consórcios que venceram as licitações, conforme plano de obras e cronogramas estabelecidos no edital de licitações. Para Copa de 2014, tudo certo.
O que eu questiono é sobre o que ocorrerá com aumento de demanda pós 2014. Já é sabido que com atuais pistas e terminais dos três aeroportos citados não atenderão as crescentes demandas. Não fez parte do escopo de licitações, as novas pistas e correspondentes terminais nos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e de Brasília. Com certeza absoluta, como 2 + 2 = 4, de que haverá necessidade de investimentos pesados em novas pistas e novos terminais para atender à nova demanda, pós Copa 2014.
Esquece-se o governo, novamente, por falta de planejamento de longo prazo, dar solução para o problema que vai acontecer ainda nesta década. Não é coisa para próxima década. O governo, sempre curvou sua política da aviação civil à comodidade e as necessidades das companhias de aviação como a TAM e a GOL, que respondem com mais de 80% da demanda total de passageiros no país. Há que estabelecer nova malha aeroviária, de tal forma que desconcentrem a função de "hub" para outros centros além de São Paulo, deslocando-a para os aeroportos Tom Jobim no Rio de Janeiro, Confins em Belo Horizonte e Afonso Pena em Curitiba.
Para os leitores leigos, nem vamos entrar em detalhes técnicos que justifiquem as afirmativas acimas, mas fica registrado nesta matéria dois pontos principais. O primeiro é de que há necessidade imediata de fazer planejamento de ampliação dos aeroportos de Cumbica, Viracopos e Brasília com novas pistas e novos terminais. O segundo ponto é que a ANAC e os órgãos competentes do planejamento estratégico dos aeroportos e aerovias, tomem decisões isentas, acima dos interesses particulares de apenas 2 companhias aéreas, que dominam o setor de aviação civil.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. UFPR.
Twitter: @sakamori10
BRASIL TEM RODOVIAS PRECÁRIAS!
Exceptuando o estado de São Paulo que possui 28.500 Km de rodovias pavimentadas, em bom estado de conservação, o restante do país, com raríssimas exceções, as condições das estradas pavimentadas num total aproximado de 200.000 Km, estão em péssimas condições de trafegabilidade. As estatísticas demonstram isto, sem mesmo entrar em análise mais detalhada sobre o tema. Morrem no Brasil, cerca de 40.000 pessoas por motivo de acidente de trânsito, sendo a sua maior parte em rodovias Brasil a fora.
Segundo os estudos, Brasil possui uma malha rodoviária de cerca de 1.800.000 Km de estradas, das quais pouco mais de 10% pavimentadas. Para um país que optou pelo transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário, torna-se muito mais importante considerar as estatísticas aqui expostas. O número de vítimas pelo acidente de trânsito tem um custo hospitalar incalculável, além da perda que devemos fazer, considerando o que cada uma das vítimas deixam de produzir ao país.
O estado de São Paulo, de sucessivos governos, desde os governo Carvalho Pinto para cá, vem realizando investimentos em rodovias, pesadamente. Vejam o resultado destes anos de investimentos em rodovias. 28.500 Km de rodovias pavimentadas, sendo 11.000 Km em rodovias municipais. As rodovias duplicadas mais conhecidas no estado de São Paulo são: Dutra (BR), Ayrton Senna, Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes, Raposo Tavares, Fernão Dias, BR 116 sentido Paraná, Imigrantes, Anchieta, Washington Luíz, Dom Pedro I, Marechal Rondon, Carvalho Pinto, Rodoanel, entre outras.
E o que o PAC tem produzido Brasil a fora? Praticamente nada. Do meu conhecimento, porque moro aqui do Sul do Brasil. BR101, trecho Florianópolis - Torres (RS), inconcluso. Obra prometido pelo Lula há 8 anos + 16 meses da Dilma. BR 116, próximo da cidade de São Paulo, ainda, inconclusa. BR 277 trecho Palmeira - Foz do Iguaçú, pista simples, mesmo pedagiada. BR 116, pedagiada, em pista simples Curitiba - Porto Alegre. BR 280, pista simples, em má condição de trafegabilidade. BR151 e BR153, em pista simples, em péssimas condições de trafegabilidade. E por aí, vai. Isto só nos estados da região Sul, que é considerada rica em comparação com o restante do país.
As condições expostas, ditas em poucas palavras, já é de entendimento da população, porque convive diuturnamente com as situações precárias das rodovias, mal conservadas, com as famosas nossas conhecidas "curvas da morte" em todo território nacional, com exceções já colocadas aqui. E para sintetizar as obras rodoviárias são importantes fontes de financiamento de campanhas eleitorais em todos os níveis de governo, sempre com dinheiro não contabilizado, conhecido como Caixa 2. Vide DNIT e DERs estaduais.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR.
Twitter: @sakamori10
Segundo os estudos, Brasil possui uma malha rodoviária de cerca de 1.800.000 Km de estradas, das quais pouco mais de 10% pavimentadas. Para um país que optou pelo transporte rodoviário em detrimento do transporte ferroviário, torna-se muito mais importante considerar as estatísticas aqui expostas. O número de vítimas pelo acidente de trânsito tem um custo hospitalar incalculável, além da perda que devemos fazer, considerando o que cada uma das vítimas deixam de produzir ao país.
O estado de São Paulo, de sucessivos governos, desde os governo Carvalho Pinto para cá, vem realizando investimentos em rodovias, pesadamente. Vejam o resultado destes anos de investimentos em rodovias. 28.500 Km de rodovias pavimentadas, sendo 11.000 Km em rodovias municipais. As rodovias duplicadas mais conhecidas no estado de São Paulo são: Dutra (BR), Ayrton Senna, Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes, Raposo Tavares, Fernão Dias, BR 116 sentido Paraná, Imigrantes, Anchieta, Washington Luíz, Dom Pedro I, Marechal Rondon, Carvalho Pinto, Rodoanel, entre outras.
E o que o PAC tem produzido Brasil a fora? Praticamente nada. Do meu conhecimento, porque moro aqui do Sul do Brasil. BR101, trecho Florianópolis - Torres (RS), inconcluso. Obra prometido pelo Lula há 8 anos + 16 meses da Dilma. BR 116, próximo da cidade de São Paulo, ainda, inconclusa. BR 277 trecho Palmeira - Foz do Iguaçú, pista simples, mesmo pedagiada. BR 116, pedagiada, em pista simples Curitiba - Porto Alegre. BR 280, pista simples, em má condição de trafegabilidade. BR151 e BR153, em pista simples, em péssimas condições de trafegabilidade. E por aí, vai. Isto só nos estados da região Sul, que é considerada rica em comparação com o restante do país.
As condições expostas, ditas em poucas palavras, já é de entendimento da população, porque convive diuturnamente com as situações precárias das rodovias, mal conservadas, com as famosas nossas conhecidas "curvas da morte" em todo território nacional, com exceções já colocadas aqui. E para sintetizar as obras rodoviárias são importantes fontes de financiamento de campanhas eleitorais em todos os níveis de governo, sempre com dinheiro não contabilizado, conhecido como Caixa 2. Vide DNIT e DERs estaduais.
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof. da UFPR.
Twitter: @sakamori10
sábado, 28 de abril de 2012
BRASIL NÃO TEM MALHA FERROVIÁRIA!
As nossas ferrovias estão quase todas sucateadas, por isso a afirmativa do título. O Brasil possui cerca de 24 mil Km de ferrovia construída em sua maioria no final do século XIX e no início do século XX. São ferrovias construídas pelos ingleses e é em bitola métrica, ou seja distância entre trilhos de 1,00 metro. Estima-se que mais de metade da malha esteja sucateada. Após a privatização da Rede Ferroviária Federal, estas são operadas em sua maioria pela iniciativa privada, porém sem volume expressivo de intestimentos pelas concessionárias. O restante 4 mil Km corresponde a ferrovia explorada pela Vale S.A. em Carajás e Ferrovia Norte Sul que atualmente liga Centro Oeste à São Luis, ainda inoperante.
O Brasil deu prioridade à construção de rodovias por ter valor de implantação de menor custo em detrimento da construção de malha ferroviária. Ferrovia é um modal de transporte de menor custo operacional e de maior eficiência para cargas, sobretudo. O Brasil continua não investindo em ferrovias, como todos os governos antes, durante e pós Lula. Os únicos investimentos previstos é Ferrovia Transnordestina que liga do nada para nada. É bom para empreito desta obra. A ferrovia Norte Sul, iniciou-se no governo Sarney na década de 80 e a última notícia que se tem é que já está quase chegando próximo de Goiânia. O governo não tem muita pressa de terminar a Norte Sul, ao que me parece, porque é fonte de ladroagem da família Sarney. É uma das capitanias hereditárias do Brasil.
Antes mesmo de fazer o planejamento global de ferrovias, adaptadas às necessidades de escoamento de mercadorias internamente e aquelas destinadas às exportações, pretende o governo Dilma, colocar na prancheta um antigo estudo de viabilidade da ferrovia São Paulo - Rio Janeiro, agora rebatizada de "Trem-Bala Campinas-Rio", a um custo que nem Deus sabe. Não faz parte da malha ferroviária que satisfaz à necessidade nacional, ou seja a de transporte de cargas em ferrovias.
É urgente a necessidade de elaborar um Plano Nacional de Transporte Ferroviário, calcado à demande de transporte de cargas, hoje atendido em sofreguidão pelas rodovias que mal atende o transporte de passageiros coletivos ou particulares. Nem céu nem a terra. O Brasil precisa sair de uma ferrovia que anda a 30 Km/h, em malhas que não atende à necessidade atual, para uma velocidade média de 180 Km/h, que pudesse atender à necessidade de transporte de carga e de passageiro. Isto é possível, com investimento, segundo especialistas, pelo metade do valor que se gastaria numa ferrovia de alta velocidade, isto é de 350 Km/h. Seria um salto colossal para um país carente de recursos. Só tem um defeito, o transporte ferroviário não aparece para o povão, tanto quanto o esgotamento sanitário não aparece. O que não aprece posterga, eis a política que domina em governos de matizes diversos.
O que é necessário é uma decisão corajosa de universalizar a bitola larga no país, já definido pelo Plano Nacional de Viação como sendo 1,600 metro. A sugestão é que arranque tudo que está em bitola de 1,000 metro é implante bitola larga de 1,600 metro, readequando o traçado que atenda à curva de raio mínimo e à rampa máxima, para poder operar trem a uma velociade média de 180 Km/h. O Brasil precisa urgente de Plano Nacional de Transporte Ferroviário, com readequação da malha ferroviária à necessidade atual e futura, sobretudo para transporte de commodities, internamente e para exportação. Isto terá que ser feito pelo governo federal, ao modelo da Empresa de Planejamento de Energia que faz muito bem o planejamento da área de energia.
Chamo a importância da definição da bitola larga de 1,600 metro como padrão brasileiro, para que não tenhamos que engolir a bitola internacional dos americanos e do restante dos países do Mercosul que adotam bitola de 1,435 metro. Se bobear, o Parlamento do Mercosul, adotará padrão internacional e lá vai o Brasil erradicar as bitolas de 1,000 metro e 1,600 metro! Tudo é possível, no Brasil, que cede tudo aos vizinhos países.
Os sucessivos governos antes, durante e pós Lula, mais falam do que fazem. Ninguém define nada! Ficam numa eterna discussão de emendas parlamentares de uma pinguelinha alí uma rodovia de acesso acolá. E o tempo vai passando. Melhor do que ficar culpando os europeus de canibais e fazer o nosso dever de casa. Ferrovias já! Sem trem-bala!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof da UFPR. Twitter: @sakamori10
O Brasil deu prioridade à construção de rodovias por ter valor de implantação de menor custo em detrimento da construção de malha ferroviária. Ferrovia é um modal de transporte de menor custo operacional e de maior eficiência para cargas, sobretudo. O Brasil continua não investindo em ferrovias, como todos os governos antes, durante e pós Lula. Os únicos investimentos previstos é Ferrovia Transnordestina que liga do nada para nada. É bom para empreito desta obra. A ferrovia Norte Sul, iniciou-se no governo Sarney na década de 80 e a última notícia que se tem é que já está quase chegando próximo de Goiânia. O governo não tem muita pressa de terminar a Norte Sul, ao que me parece, porque é fonte de ladroagem da família Sarney. É uma das capitanias hereditárias do Brasil.
Antes mesmo de fazer o planejamento global de ferrovias, adaptadas às necessidades de escoamento de mercadorias internamente e aquelas destinadas às exportações, pretende o governo Dilma, colocar na prancheta um antigo estudo de viabilidade da ferrovia São Paulo - Rio Janeiro, agora rebatizada de "Trem-Bala Campinas-Rio", a um custo que nem Deus sabe. Não faz parte da malha ferroviária que satisfaz à necessidade nacional, ou seja a de transporte de cargas em ferrovias.
É urgente a necessidade de elaborar um Plano Nacional de Transporte Ferroviário, calcado à demande de transporte de cargas, hoje atendido em sofreguidão pelas rodovias que mal atende o transporte de passageiros coletivos ou particulares. Nem céu nem a terra. O Brasil precisa sair de uma ferrovia que anda a 30 Km/h, em malhas que não atende à necessidade atual, para uma velocidade média de 180 Km/h, que pudesse atender à necessidade de transporte de carga e de passageiro. Isto é possível, com investimento, segundo especialistas, pelo metade do valor que se gastaria numa ferrovia de alta velocidade, isto é de 350 Km/h. Seria um salto colossal para um país carente de recursos. Só tem um defeito, o transporte ferroviário não aparece para o povão, tanto quanto o esgotamento sanitário não aparece. O que não aprece posterga, eis a política que domina em governos de matizes diversos.
O que é necessário é uma decisão corajosa de universalizar a bitola larga no país, já definido pelo Plano Nacional de Viação como sendo 1,600 metro. A sugestão é que arranque tudo que está em bitola de 1,000 metro é implante bitola larga de 1,600 metro, readequando o traçado que atenda à curva de raio mínimo e à rampa máxima, para poder operar trem a uma velociade média de 180 Km/h. O Brasil precisa urgente de Plano Nacional de Transporte Ferroviário, com readequação da malha ferroviária à necessidade atual e futura, sobretudo para transporte de commodities, internamente e para exportação. Isto terá que ser feito pelo governo federal, ao modelo da Empresa de Planejamento de Energia que faz muito bem o planejamento da área de energia.
Chamo a importância da definição da bitola larga de 1,600 metro como padrão brasileiro, para que não tenhamos que engolir a bitola internacional dos americanos e do restante dos países do Mercosul que adotam bitola de 1,435 metro. Se bobear, o Parlamento do Mercosul, adotará padrão internacional e lá vai o Brasil erradicar as bitolas de 1,000 metro e 1,600 metro! Tudo é possível, no Brasil, que cede tudo aos vizinhos países.
Os sucessivos governos antes, durante e pós Lula, mais falam do que fazem. Ninguém define nada! Ficam numa eterna discussão de emendas parlamentares de uma pinguelinha alí uma rodovia de acesso acolá. E o tempo vai passando. Melhor do que ficar culpando os europeus de canibais e fazer o nosso dever de casa. Ferrovias já! Sem trem-bala!
Ossami Sakamori, 67, engenheiro civil, foi prof da UFPR. Twitter: @sakamori10
BRASIL NÃO TEM TRASNPORTE FLUVIAL
Brasil é abundante em rios navegáveis, porém não há modal transporte fluvial. Semana passada O Valor Econômico fez o possível para tentar mostrar a viabilidade deste meio de transporte. É uma pena, porque, é uma forma de transporte a mais econômica dentre outros. Isto pesa diretamente no item custo Brasil.
Os EEUU tem o privilégio de ter o seu rio Mississipi que corta o país continental de Norte ao Sul, passando pela região produtiva de commodities, basicamente complexo milho-soja e desembocando no Golfo do México. Os EEUU produzem só de milho, quase o dobro do complexo milho-soja do Brasil, isto é 330 milhões de toneladas. Grande parte deste volume, circula dentro e para fora dos EEUU pelo modal transporte fluvial.
O Brasil perdeu oportunidade de aproveitar o rio Paraná e o rio São Francisco para transporte fluvial, com finalidade de exportação. Ficou inviável implantação do modal fluvial no rio Paraná, por conta da construção da Usina de Itaipu, sem eclusas, além de sucessivas barragens binacionais Argentina-Paraguai que não previu construção de eclusas. O rio São Francisco ficou inviável para navegação de carga, devido ao assoreamento do seu leito. A usina hidroelétrica de Paulo Afonso, nem seria tanto o obstáculo, porque poderia estabelecer complexo industrial de processamento na região de Petrolina. Restou então a navegabilidade do rio Tocantins, até ao norte do estado de mesmo nome. Parte do problema resolvido com a construção de eclusa na usina hidroelétrica de Tucuruí, já em funcionamento.
Sobrou o rio Amazonas. Uma rara exceção é o aproveitamento do rios Madeira-Amazonas, para escoamento do complexo milho-soja da Região de Rondônia e noroeste do Mato Grosso. O aproveitamento do rios Xingu-Amazonas para escoamento do complexo milho-soja do norte do Mato Grosso fica definitivamente sepultado com a construção da usina de Belo Monte, sem previsão de eclusas. O rio Amazonas a maior do mundo, só serve para dar escoamento de produtos eletro-eletrônico montados no meio da selva, literalmente.
Para complicar ainda mais a situação para um país sem Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico Social duramente defendido por este bloguista, há conflite de interesse sobre a paternidade das eclusas. Pasmem leitores! A Eletrobrás diz que eclusa não é com ela e por outro lado ministério de Infraestrutura diz que não tem verba para construção de eclusa. Uai, a eclusa não faz parte da mesma barragem, que é brasileira. Por que esta briga de empurra-empurra entre os órgãos do mesmo governo federal?
Brasil não há e não haverá transporte fluvial, em volume considerável, por total falta de planejamento dos governos antes, durante e pós Lula. Desacostumamos com o planejamento em logística, porque acostumamos com o transporte via lombo de jegues. Ou simplesmente porque os nossos planejadores são meros asnos que preenchem os gabinetes palacianos.
Ossami Sakamori,67, engenheiro civil, foi prof da UFPR, nem jegue nem asno. Twitter: @sakamori10
Os EEUU tem o privilégio de ter o seu rio Mississipi que corta o país continental de Norte ao Sul, passando pela região produtiva de commodities, basicamente complexo milho-soja e desembocando no Golfo do México. Os EEUU produzem só de milho, quase o dobro do complexo milho-soja do Brasil, isto é 330 milhões de toneladas. Grande parte deste volume, circula dentro e para fora dos EEUU pelo modal transporte fluvial.
O Brasil perdeu oportunidade de aproveitar o rio Paraná e o rio São Francisco para transporte fluvial, com finalidade de exportação. Ficou inviável implantação do modal fluvial no rio Paraná, por conta da construção da Usina de Itaipu, sem eclusas, além de sucessivas barragens binacionais Argentina-Paraguai que não previu construção de eclusas. O rio São Francisco ficou inviável para navegação de carga, devido ao assoreamento do seu leito. A usina hidroelétrica de Paulo Afonso, nem seria tanto o obstáculo, porque poderia estabelecer complexo industrial de processamento na região de Petrolina. Restou então a navegabilidade do rio Tocantins, até ao norte do estado de mesmo nome. Parte do problema resolvido com a construção de eclusa na usina hidroelétrica de Tucuruí, já em funcionamento.
Sobrou o rio Amazonas. Uma rara exceção é o aproveitamento do rios Madeira-Amazonas, para escoamento do complexo milho-soja da Região de Rondônia e noroeste do Mato Grosso. O aproveitamento do rios Xingu-Amazonas para escoamento do complexo milho-soja do norte do Mato Grosso fica definitivamente sepultado com a construção da usina de Belo Monte, sem previsão de eclusas. O rio Amazonas a maior do mundo, só serve para dar escoamento de produtos eletro-eletrônico montados no meio da selva, literalmente.
Para complicar ainda mais a situação para um país sem Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico Social duramente defendido por este bloguista, há conflite de interesse sobre a paternidade das eclusas. Pasmem leitores! A Eletrobrás diz que eclusa não é com ela e por outro lado ministério de Infraestrutura diz que não tem verba para construção de eclusa. Uai, a eclusa não faz parte da mesma barragem, que é brasileira. Por que esta briga de empurra-empurra entre os órgãos do mesmo governo federal?
Brasil não há e não haverá transporte fluvial, em volume considerável, por total falta de planejamento dos governos antes, durante e pós Lula. Desacostumamos com o planejamento em logística, porque acostumamos com o transporte via lombo de jegues. Ou simplesmente porque os nossos planejadores são meros asnos que preenchem os gabinetes palacianos.
Ossami Sakamori,67, engenheiro civil, foi prof da UFPR, nem jegue nem asno. Twitter: @sakamori10
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