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quinta-feira, 30 de junho de 2016

Pnad: 11,3 milhões de desempregados!

Crédito da imagem: Estadão

A taxa de desemprego medida pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) indicou para o trimestre encerrado no mês de maio em 11,2%, significando cerca de 11,3 milhões. O número comparado com o índice do mesmo período do ano anterior representa perda de cerca de 3,2 milhões de emprego em um anoII. O número é alarmante. As perspectivas são ainda mais críticas. 

Segundo matéria do Estadão, o economista chefe da Parallaxis Consultoria, Rafael Leão, prevê o pico de desemprego do ano no mês de outubro em 13,2%, ou seja cerca de 13,3 milhões de desempregados. Nos meses de novembro e dezembro, tradicionalmente, deve se manter na estabilidade em função da contratação de trabalhadores para o Natal. O número está bem próximo do que eu fiz previsão no início do ano, de 14 milhões de desempregados para o final de 2016.

Segundo o economista, o desemprego deve continuar até o meado do próximo ano, considerando que o "fundo do poço" da crise econômica brasileira deve estabilizar-se no final deste ano, 2016. No conjunto da análise do economista, coincide com a minha, sobre o encaminhamento da situação econômica do País, sobretudo em função da política econômica neoliberal adotada pela equipe econômica do governo Temer, comandada pelo Henrique Meirelles e o Ilan Goldfajn. 

Diante do quadro, chega a ser cômico, ou até trágico, o anúncio do aumento da Bolsa Família de R$ 77 para R$ 85, feito com muita exposição em mídia, em cerimônia no Palácio do Planalto, tal qual faria Dilma se tivesse no mandato de presidente da República. Explico. Com o aumento de R$ 8 reais na Bolsa Família, só dá para comprar meio quilo de feijão para reforçar a alimentação do mês. Não sei se rio ou choro da situação. 

Nos próximos dias, estarei expondo minhas críticas à política econômica e monetária do governo Temer, com severas críticas, no meu outro blog Brasil liberal, com considerações um pouco mais detalhadas.

Para leitura, clique ~> Brasil tem futuro?

PS (9:11) : Os portugueses estão comemorando que o índice de desemprego está abaixo de 12%, pela primeira vez desde 2010. Os brasileiros estão amargando a notícia da possibilidade de índice de desemprego chegar próximo de 14% nos próximos meses. 

Ossami Sakamori















5 comentários:

  1. O governo do Itamar criou o Plano Real que acabou com a hiperinflação. FHC(PSDB) continuou o Plano Real e criou a Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros pontos positivos, mas negativamente também criou o bolsa-escola, o vale-gás e o bolsa-alimentação que foi desvirtuado por Lula(PT) transformando tudo em Bolsa Família. Dilma(PT) só agravou a situação e agora, Michel Temer além de não atualizar os dados do bolsa Família fazendo um recadastramento para eliminar muitos que recebem indevidamente, ainda faz média com os pobres fazendo um reajuste. Nesse detalhe Temer não inova e nem se mostra diferente do PT. Concluindo: Depois de Itamar Franco, nenhum Presidente da República teve vontade política de promover o progresso da Nação brasileira antes, promoveram grandes lucros a banqueiros, multinacionais e mais recentemente ajuda bilionárias a amigos empresários. Como tudo que se retira e não repõe uma hora acaba, o caixa zerou e o povo, sem reserva financeira, é o que mais sofre.

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  2. Êsse é o país do faz de conta, governado por gente preocupada somente com perpetuação no poder, sem nada a oferecer e tudo a tirar do sofrido povo que não tem futuro. Gasta-se fortunas e tempo precioso em elocubrações sem objetivo prático que redunde em benefícios ao povo. Já somos a Venezuela II. Ou alguém duvida ?

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  3. Por que o Renanzinho parou de pintar aquele cabelo tão lindo? Demonstrar austeridade? Ou o implante deu curto-circuito?
    Véi, o que o medo não é capaz fazer? Não passa nem agulha no retrós

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  4. E o Ciro?

    Ou os amigos o vigiem para ficar longe do cigarrinho do capeta, ou, controlem o uso do tarja preta.
    Êta cabra cheio de ideia do outro mundo

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  5. E o pior, é que estes números,são daqueles trabalhadores que ainda procuram por um emprego.
    Se contabilizar-mos os que já desistiram,não por serem preguiçosos,mas por perderem as esperanças e vivem de bicos,ou informais,acredito que este número já tenha passado dos 30/35 milhões.Lamentável!

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