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sábado, 12 de dezembro de 2015

Brasil à deriva no estreito de Horn!


O ministro da Fazenda Joaquim Levy está cada vez mais fora do governo Dilma. Na prática, Nelson Barbosa do Planejamento já vem pautando a agenda econômica do governo. O último embate que o Levy saiu derrotado, foi o envio da mudança de meta fiscal para 2015 com "déficit fiscal". O projeto foi enviado pela Dilma para o Congresso Nacional e este aprovou com mudança de meta fiscal de "superávit fiscal" de R$ 55 bilhões para o "déficit fiscal" de R$ 120 bilhões.

Desde o início do governo, com a indicação do Joaquim Levy para Fazenda e Nelson Barbosa para Planejamento, os dois vem se estranhando na formulação da política econômica do governo. Joaquim Levy defende o  "ajuste fiscal" custe o que custar, enquanto, o Nelson Barbosa está mais propenso a aceitar a política de "gastança" da Dilma. 

Dilma vem demonstrando desde 2013, contrário à política econômica de "austeridade fiscal". Estourou o Orçamento Fiscal de 2014 com "gastança" para garantir a reeleição. A "gastança" que foi tentado esconder com as "pedaladas fiscais"  que veio à tona pelo julgamento da conta pelo TCU. A pedalada fiscal de 2014 está sendo objeto de pedido de impeachment da Dilma. 

O ano de 2015 iniciou com séries de medidas de ajustes fiscais, sobretudo com o aumento de impostos e contribuições. Ao contrário do que previa o ministro da Fazenda Joaquim Levy, o resultado não foi favorável. O País entrou em profunda recessão, com retração do PIB de mais de 3,5%. Até pela continuidade da "gastança" da Dilma, a inflação voltou com toda força, rompendo o dois dígitos (10%).  Com o Nelson Barbosa no comanda da economia, este quadro não vai mudar. 

Eu já tinha feito matéria em 17/10, com o título  Joaquim Levy está fora do baralho da Dilma . O ministro da Fazenda sente-se desconfortável no cargo pela política de "gastança" da Dilma, respaldada pelo ministro do Planejamento Nelson Barbos. Não há mais convivência de política econômica antagônica entre os principais ministros da área econômica. A presidente Dilma, claramente, apoia a política da "gastança" do Nelson Barbosa. Resta Dilma demitir o Joaquim Levy, esperando apenas a oportunidade para fazê-la.



Devido ao quadro político, com o pedido de impeachment em andamento na Câmara dos Deputados, Dilma não quer criar atritos com os setores que apoiam a permanência do Joaquim Levy. Enquanto isto, Dilma vai "cozinhando o galo" ou melhor cozinhando o Joaquim Levy. Dilma espera que Joaquim Levy peça demissão. Mais dias, menos dias, isto vai acontecer. Só não sabemos se isto vai ocorrer ainda no mês de dezembro ou será no início do próximo ano.

Enquanto Dilma cozinha o Levy, o País com dois comandantes na economia, um querendo ir para um lado e outro para outro, não chegamos a lugar nenhum. Enquanto isto, o povo paga o pato, sem saber exatamente qual destino o reserva. Boa coisa, não vem por aí. Estamos com o navio, no meio de mar revolto. Salve-se quem puder!



Estreito de Horn

O Brasil está à deriva no estreito de Horn.

Ossami Sakamori










@SakaSakamori


6 comentários:

  1. Penso que a Deriva,foi muito cuidadoso. Deveria dizer sem BRASIL AFUNDANDO,salve-se realmente quem puder, que pela lógica, como sempre serāo os apaniguados do governo e aqueles que ñ precisam dele. Quem se salvará ?

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  2. Penso que a Deriva,foi muito cuidadoso. Deveria dizer sem BRASIL AFUNDANDO,salve-se realmente quem puder, que pela lógica, como sempre serāo os apaniguados do governo e aqueles que ñ precisam dele. Quem se salvará ?

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  3. Deveria dizer BRASIL AFUNDANDO. Só se salvará os apaniguados. Os outros, ainda nem perceberam que as maquininhas remarcadoras já entraram em ação. ..

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  4. Deveria dizer BRASIL AFUNDANDO. Só se salvará os apaniguados. Os outros, ainda nem perceberam que as maquininhas remarcadoras já entraram em ação. ..

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  5. Mas essa tresloucada da dilma com a sua contínua política de "gastança", não vê que está afundando irremediávelmente o futuro do Brasil? Está louca essa bulgara miserável.

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  6. O país perdeu a identidade e o rumo.O povo não tem futuro.

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