Amazônia é nossa! Perito Judicial Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foi professor da Escola de Engenharia da UFPR. Macroeconomia e política.
quinta-feira, 31 de março de 2022
Os investidores estrangeiros acreditam no Brasil
terça-feira, 29 de março de 2022
O "day aftaer" da guerra Ucrânia x Rússia
Está próximo o desfecho da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Isto, a guerra, não vai durar para sempre. Nem a Ucrânia e nem a Rússia tem fôlego para continuar financiando os gastos decorrentes da guerra, que não se medem em US$ milhões, mas sim em US$ bilhões, provavelmente em algumas dezenas de US$ bilhões. Ambos países estão chegando em exaustão devido a perdas de vidas humanas e de infraestruturas na Ucrânia. Com Ucrânia destruída, a Rússia, fatalmente terá que financiar a reposição da infraestrutura do país invadido. Quanto mais demora a solução final, mais investimentos serão necessários, que serão pagos pelo povo russo e ucranianos. Enquanto isto, os Estados Unidos e países da União Europeia assistem o desenrolar do conflito sabedores da ajuda econômica e financeira para soerguimento da Ucrânia, sob forma de empréstimos.
Com o fim do conflito Ucrânia x Rússia, o mundo global vai pagar a conta, sobretudo aquela proveniente do bloqueio da compensação financeira internacional do SWIFT aos bancos estatais e à iniciativa privada russos, representados pelos "oligarcas" russos. A consequência do bloqueio da compensação financeira é o aumento do preço dos commodities, sobretudo do petróleo, gás, trigo e insumos para produção agrícola. O petróleo que, antes da guerra Ucrânia x Rússia, vinha experimentando preços de barril, bastante depreciados, algo como US$ 60 cada barril, do tipo Brent, bateu o pico ao redor de US$ 130 cada barril e está a ser negociado ao redor de US$ 100 cada barril após o término da guerra. Enfim, os Estados Unidos, a Venezuela e os árabes do golfo Pérsico, encontrarão patamares de preço médio jamais visto.
Com a guerra Ucrânia x Rússia, os Estados Unidos conseguiram viabilizar o seu gás de xisto, que tem um custo elevado, ao redor de US$ 40 cada barril equivalente. E de quebra, os Estados Unidos conseguiram exportar a inflação interna, ao nível de 7% ao ano, para o mundo global. O Brasil, dentro deste contexto, saiu-se vencedor, viabilizando o petróleo do "pré-sal", cujo custo de exploração, segundo a Petrobras está em torno de US$ 40. Por outro lado, o País saiu perdedor com a importação de inflação global ao redor de 7%, a dos Estados Unidos.
O Brasil, hoje, auto suficiente em petróleo, produzindo cerca de 3,3 milhões de barris diário de petróleo, não pode repassar os benefícios ao povo brasileiro, tendo em conta que o nosso petróleo é do tipo pesado e as refinarias existentes no País, só processa o petróleo leve. Desta forma, o lucro da Petrobras acaba finando para os acionistas, porque a Companhia é de economia mista, com ações negociadas na Bolsa de Valores (B3). Além da alta do petróleo, o País importa a inflação global, sobretudo em insumos agrícolas.
Resumindo, a guerra Ucrânia x Rússia, trouxe benefícios para os Estados Unidos, que anulam a sua inflação interna e de quebra fornecem armamentos para os membros da OTAN, onde eles são sócios com participação significativa. Como sempre acontece, além dos ucranianos, o restante do mundo também perde com a alta do petróleo e com a inflação global. Quem saiu ganhando expressivamente são os árabes e Nicolas Maduro com uma das maiores reservas de petróleo do mundo.
E, assim caminha o mundo global, beneficiando, sempre, as maiores potências econômicas do mundo, os Estados Unidos. O Brasil, como qualquer outro país emergente, vai pagar caro pela guerra Ucrânia x Rússia, além dos próprios.
Ossami Sakamori
sábado, 26 de março de 2022
Brasil crescerá não menos que 5% em 2022.
Os que acompanham meus comentários sobre a economia do País, devem estar curiosos sobre o que penso da economia brasileira para este ano, 2022, sobretudo após o início de conflito entre Ucrânia e Rússia há pouco mais de um mês. De pronto, vou dizer que a "macroeconomia" não é ciência exata e muda a cada evento que ocorre ao redor do mundo. Prever o futuro, numa economia global, onde o componente político é significativo, o máximo que fazemos é fazer previsão aproximada, para servir como "norte" para os empresários e investidores em geral fazerem os seus planejamentos.
Vamos em frente, então... Primeiro de tudo, vamos analisar a economia global diante do conflito entre Ucrânia e Rússia. A invasão da Ucrânia pela Rússia, aparentemente, tinha como o contorno do Putin querendo delimitar a influência da OTAN, leia-se Estados Unidos, no leste europeu. O presidente americano Joe Biden, aproveitou-se da oportunidade para chamar atenção para si, perante o mundo e em especial diante do Congresso americano, onde haverá eleições que irá definir a liderança ou não do seu partido, os Democratas, no mês de novembro deste ano.
Os Estados Unidos, seguido pelos países do Ocidente, fizeram o bloqueio financeiro, com exclusão da Rússia do sistema financeiro, sobretudo, ao sistema de compensação financeira global, o Swift. O tal bloqueio na compensação financeira, excluindo a Rússia, como eu já afirmei em matérias anteriores, acabou comprometendo todo o sistema financeiro global no âmbito do BIS, o Banco Central dos bancos centrais do mundo. A consequência, parece agradar ao Biden, pois que com o bloqueio, elevou-se o preço do petróleo no mercado internacional aos níveis de US$ 120 por barril, do tipo Brent. Joe Biden, não satisfeito com os bloqueios da Rússia no sistema de compensação financeira Swifit, quer bloquear o fornecimento do gás russo aos membros da União Europeia, mesmo sabendo que a Europa não pode prescindir do gás proveniente da Rússia. Logisticamente, é quase impossível executar o plano do Biden, em termo de fornecimento de gás aos europeus do ocidente.
Feito o preâmbulo, vamos ao que nos interessa. Como já foi dito por mim, em repetidas matérias sobre a guerra Ucrânia x Rússia, o mundo ocidental está a experimentar uma crise econômica e financeira mundial, muito pior do que já experimentou em 2008, com a quebra do Banco Lehman Brothers, devido a crise hipotecária. A consequência imediata é a inflação no mundo e em especial nos Estados Unidos, que já apontava acima de 7% ao ano, a pior dos últimos 40 anos. A inflação do mundo deve incorporar os efeitos da guerra Ucrânia x Rússia, e configurar a inflação nos mesmos níveis da inflação dos Estados Unidos.
Dentro deste quadro econômico global, o Brasil se beneficia, viabilizando o petróleo do "pré-sal" e a valorização nominal dos commodities, como de produtos agropecuários e de mineração. O Brasil que já vinha experimentando, no ano de 2021, inflação ao redor de dois dígitos (acima de10%), com a crise econômica e financeira mundial acaba mitigando o efeito da inflação interna. É possível e é provável que no meio do "escombro" da guerra econômica entre Estados Unidos e Rússia, o Brasil possa tirar o proveito e sustentar o seu próprio crescimento econômico. Os investidores estrangeiros já perceberam isto e estão migrando os investimentos ao Brasil. Para se ter ideia, nestes três primeiros meses deste ano, o País está a receber investimentos estrangeiros nos mesmos níveis daqueles recebidos em 2021, US$ 100 bilhões.
Diante do quadro, podemos fazer uma primeira previsão para a economia para o ano de 2022. Inflação próximo de dois dígitos (acima de 10%) e crescimento econômico não menos que 5%, suplantando a recuperação econômica de 4,1%, pós pandemia, em 2021.
Ossami Sakamori
terça-feira, 22 de março de 2022
Biden, o único beneficiário da guerra Ucrânia x Rússia
sexta-feira, 18 de março de 2022
Biden e Petrobras unidos pelos interesses comuns
Dentro deste contexto, quem mais lucra com a guerra Ucrânia x Rússia é o presidente Biden dos Estados Unidos, que viabiliza economicamente o gás extraído do xisto, abundante no subsolo americano. E de quebra, com a inflação no mundo causada pelo preço do petróleo, neutralizar em parte, a inflação dos Estados Unidos, a mais alta dos últimos 40 anos.
Dentro deste contexto, o Brasil que é auto suficiente em petróleo do "pré-sal", mas dependente de importação do petróleo leve, do tipo Brent, para as refinarias brasileiras que processam somente o petróleo do tipo leve, acaba viabilizando economicamente o seu petróleo. Petrobras exporta o petróleo do "pré-sal", tipo pesado e importa o petróleo do tipo Brent, o tipo leve. No fundo, no fundo, quem "paga o pato" é o povo brasileiro que, apesar de Petrobras produzir petróleo em abundância, sofre com o aumento de combustíveis na bomba e o agronegócio que paga pelos insumos mais caros devido a guerra Ucrânia x Rússia.
Biden e Petrobras unidos pelos interesses comuns.
Ossami Sakamori
quinta-feira, 17 de março de 2022
Entenda a taxa Selic de 11,75%
Ontem, 16/3, pela nona vez consecutiva, o COPOM - Comitê de Política Monetária, sob guarda chuva do Banco Central do Brasil, elevou a taxa básica de juros Selic para 11,75%, a maior juros em 2 anos. Como eu já disse em matérias precedentes, que o primeiro quadrimestre deste ano deveria ser de "arrocho" monetário, para tentar conter a inflação que já ultrapassa dois dígitos (acima de 10%). Dito e feito, o COPOM já deixou claro que vai ter mais um aumento de 1% na próxima reunião nos dias 3 e 4 de maio.
À essa altura, com o conflito entre Ucrânia e Rússia, a economia global e em especial a economia brasileira, ganhou um novo contorno. Eu mesmo escrevi em 28 de fevereiro passado, Iminente a maior crise econômica mundial devido ao bloqueio econômico do ocidente contra a Rússia. As medidas tomadas pelos Estados Unidos e União Europeia contra a Rússia, voltarão contra si próprios como efeito "bumerangue". O principal insumo do parque industrial do mundo todo, que é o petróleo, chegou a ultrapassar o patamar histórico de altas e ontem, dia 16/3, estava cotado ao redor de US$ 100 cada barril, do tipo Brent. Como petróleo é combustível para quase todo meio de transportes e o seu derivado o gás natural é fonte de energia para os países europeus, em especial, o preço do petróleo mexe com a economia mundial. Nem é preciso ser expert em macroeconomia para saber que já está instalada a maior crise econômica mundial pós crise financeira mundial de 2008.
No front interno, o aumento dos combustíveis para transportes e de insumos para o agronegócio, que responde por 25% do PIB - Produto Interno Bruto, causarão inflação de custo, inexoravelmente. De quanto vai ser o estrago que será causado, ninguém sabe avaliar. Essa altura, é torcer para que o Banco Central consiga segurar a inflação no patamar aceitável, próximo de 10% ou abaixo deste. E que o crescimento econômico do País, consiga alcançar o patamar de 5%. Conseguir os objetivos é um grande desafio para o Ministério da Economia e do Banco Central.
No front externo, é esperar que o presidente americano e o presidente russo, além dos dirigentes da União Europeia, deixem de se preocupar com suas vaidades próprias, e pararem com os bloqueios econômicos recíprocos. Nessa competição de vaidades políticas, quem "paga o pato" são os que nada tem a ver com a disputa territorial na Europa. E, em especial, o povo brasileiro tem pouco a ganhar e muito a perder com a guerra entre países do hemisfério norte.
Ossami Sakamori
sábado, 12 de março de 2022
Biden e Petrobras unidos pelo petróleo a US$ 120
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, condena a guerra Ucrânia x Rússia, perante a mídia internacional, mas no "fundo, no fundo" quer que a guerra continue. Nestes últimos 17 dias de guerra, Biden atuou nos bastidores com o objetivo de continuar com a guerra por mais algum tempo. Por Biden, a guerra continuaria por mais tempo, até que seus objetivos fossem alcançados. Aos Estados Unidos, quanto mais tempo a guerra perdurar, os objetivos serão consolidados.
Indo direto ao ponto. Aos Estados Unidos interessam que o preço do petróleo consolide no patamar acima de US$ 120 o barril, tipo Brent, ao contrário da maioria dos países importadores de petróleo. No fundo, no fundo, é um jogo que os ganhadores serão os Estados Unidos e a Rússia, os maiores produtores de combustíveis fósseis do mundo. É um jogo de "baralho marcado", onde o Biden e Putin sairão ganhadores ao término da guerra Ucrânia x Rússia.
Biden já fez entender aos seus aliados europeus, leia-se OTAN, da qual faz parte com 23% do orçamento para manutenção das tropas americanas na Europa, de que OTAN deveria ficar fora dessa disputa insana, Ucrânia x Rússia. Biden mandou seu secretário de Estado, Antony Blinken, levar recado aos aliados da OTAN, que fazem fronteiras com a Ucrânia e ao próprio presidente ucraniano, que os Estados Unidos não fornecerão armas para confronto entre os dois países. Ao mesmo tempo, mandou a sua vice-presidente, Kamala Harris, levar recado ao presidente polonês, que a Polônia fique de fora da disputa Ucrânia x Rússia, em troca de de fornecimento das caças F-35, no futuro.
O que o Biden quer é viabilizar a própria fonte de energia, a do gás do xisto, do subsolo americano. Com petróleo nos níveis de US$ 40 ou pouco mais, cada barril do tipo Brent, inviabiliza a exploração do xisto, abundante no subsolo americano. Estima-se que no subsolo americano haja xisto suficiente para auto suficiência em energia até o ano 2.100 ou mais. Com mercado internacional do petróleo a US$ 120 cada barril, com a indústria de gás de xisto americano, os Estados Unidos serão, novamente, os donos do mundo, em matéria de produção de energia.
O mesmo raciocínio se aplica ao petróleo do "pré-sal" brasileiro, cujo custo de produção, segundo fontes internos da Petrobras, é equivalente a US$ 40 cada barril, do tipo "pesado". A Petrobras, em razão de não ter refinarias para petróleo pesado no Brasil, vende-o no mercado internacional e compra o petróleo leve para as refinarias brasileiras. Nessa operação de troca de petróleo pesado pelo petróleo leve, a Petrobras tem gasto extra de aproximadamente US$ 5 cada barril equivalente. Faça sol, faça chuva, o custo de petróleo no Brasil é de R$ 45 cada barril. A Petrobras, empresa de economia mista, nunca se viu e nunca se verá lucro tão retumbante.
A Petrobras, tanto quanto o presidente Biden dos Estados Unidos, torcem com "pernas cruzadas" para que o preço do petróleo continue no patamar acima de US$ 120 o barril, do tipo Brent. Assim, a indústria petrolífera americana (de gás de xisto) e a Petrobras, com o petróleo do "pré-sal", agradecem ao presidente Putin pela guerra contra a Ucrânia. Todo o resto é conversa para "boi dormir".
PS: Biden, Petrobras e Nicolas Maduro (petróleo pesado) unidos para sempre.
Ossami Sakamori
quarta-feira, 9 de março de 2022
Lá vem alta dos combustíveis!
Com a guerra entre Ucrânia e Rússia, o preço do barril de petróleo no mercado internacional está indo às alturas, como nunca dantes visto. Hoje, 9/3/2022, 6:30h, horário de Brasília, o mercado futuro está abrindo ao nível de US$ 129 cada barril, do tipo Brent. O assunto do aumento do combustíveis está em pauta no Palácio do Planalto. Ontem, 8/3/2022, a reunião parece ter terminado inconclusivo. O assunto deverá voltar à pauta no dia de hoje, para resolver sobre a alta do combustível "na bomba", resultado da escalada de alta de petróleo no mercado mundial, sobretudo com a suspensão da compra de petróleo da Rússia pelos Estados Unidos e União Europeia.
A Petrobras vem segurando o aumento desde fim de outubro de 2021, o que vem sendo causa de "desconforto" entre a Diretoria da Petrobras e o Presidente da República, Jair Bolsonaro. O presidente da Petrobras, indicado pelo presidente Bolsonaro ao posto, vem advogando o preço de combustíveis em "paridade" com o mercado internacional do petróleo, esquecendo-se de que a Petrobras tem o "quase" monopólio da exploração do petróleo, sobretudo com enorme bacia do "pré-sal". O general Luna e Silva parece estar inclinado a optar aos reclamos dos acionistas minoritários.
Sem uma análise detalhada sobre a exploração do petróleo no País pela Petrobrás, o quase monopólio, o General Silva e Luna, presidente da Companhia, nomeado pelo Palácio do Planalto, está a advogar o aumento do combustível, com a justificativa de atender os interesse da Petrobras. A Petrobras é uma empresa de economia mista, cujo controle do capital social está nas mãos do governo federal e as ações estão sendo negociados na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. No entanto, no meu entender, a Petrobras explora o petróleo sob delegação da União Federal e assim deveria se comportar a Diretoria da Companhia.
A Petrobras registrou um lucro de R$ 106 bilhões em 2021, um aumento de 1.400% em relação aos R$ 7,11 bilhões em 2020. Justifica-se, o já fenomenal lucro da Companhia aos novo preços internacionais. A Petrobras, quase sozinha, produz cerca de 3,5 milhões de barris diários, de petróleo do tipo pesado, o suficiente para consumo próprio. Apesar da Petrobras produzir petróleo do tipo pesado, a Companhia exporta o petróleo tipo pesado, WTI e importa o petróleo leve, tipo Brent, para as refinarias instaladas no País. A diferença de preço entre um tipo e outro, diante do valor global, é insignificante, algo como US$ 3 a US$ 5 por barril.
Para vocês entenderem melhor a equação do preço dos combustíveis no mercado interno e o lucro espantoso da Petrobras, é necessário saber que o custo de produção do petróleo do "pré-sal", guardado a 7 chaves da imprensa, é de aproximadamente US$ 40 cada barril. Não é necessário ser economista para saber que o valor que exceder ao custo de produção, cerca de US$ 40 e o preço praticado no mercado internacional, que estava em US$ 85 cada barril em 22/10/2021, é o que produziu um lucro espantoso em 2021 e que permitiu distribuição de dividendos extraordinários, nunca dantes vistas na história da Companhia.
O general Luna e Silva, presidente da Petrobras, quer reajustar o preço de combustíveis nas refinarias, alegando o preço "paridade" com o mercado internacional de petróleo. O Palácio do Planalto está inclinado a atender o pleito do general, aconselhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem cabeça voltada ao "mercado financeiro", para um novo aumento de combustíveis. O presidente da República está sendo enganado!
Entregar a chave do galinheiro para os lobos cuidarem, é nisso que dá. Refiro-me ao general Luna e Silva da Petrobras e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Nessa queda de braço, quem vai sair lucrando são os acionistas minoritários, com continuidade dos polpudos dividendos e quem "paga o pato" é a população que verá mais uma vez a alta generalizada de preços, que, invariavelmente, será debitado à guerra Ucrânia x Rússia.
Ossami Sakamori
domingo, 6 de março de 2022
A guerra Rússia x Ucrânia. II Capítulo
Hoje, faz 10 dias que a Rússia invadiu a Ucrânia. Ao que tudo indica, no estágio que está a guerra entre os dois países, o conflito não vai terminar tão cedo. Mesmo para leigo, é previsível que o Putin não vai dar trégua enquanto não ocupar o país todo. O pano de fundo é a disputa de influência sobre a Ucrânia entre a Rússia e OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, braço armado dos Estados Unidos na Europa. Nesta disputa de influência política entre duas potências bélicas, quem "paga o pato" é o povo ucraniano.
No meio do "tiroteio" entre os dois senhores, o Putin e Biden, os dois senhores, donos das armas nucleares, o suficientes para destruir o mundo todo com apenas dois botões um conjunto de ogivas nucleares, está o Zelensky, o presidente ucraniano. O presidente ucraniano pediu, ontem, ao presidente Biden dos Estados Unidos que ampliem as sanções econômicas à Rússia, parando de importar o petróleo russo. A União Europeia e os Estados Unidos já tinham aplicados bloqueio de bens do governo da Rússia e dos magnatas protegidos pelo presidente Putin. O Swift, o serviço de compensação bancária, já excluiu os bancos russos do sistema deixando a economia russa, o que considero um tremendo erro.
O resultado das sanções aplicadas pelos Estados Unidos e seus aliados à Rússia, dá que o preço do petróleo tipo Brent no mercado internacional está sendo cotado a US$ 120 por barril (158,98 litros). Para ter noção, há um ano atrás, o preço do mesmo barril de petróleo estava cotado ao redor de US$ 36. Com a iminência de expansão da crise econômica, os demais commodities dispararam no mercado internacional. Isto tudo, vai refletir no preço ao consumidor em cada país, mesmo aos que não estão tomando partido de um lado ou de outro.
Enquanto ambos países, a Rússia e a Ucrânia, tentam viabilizar o "corredor humanitário" para fuga dos ucranianos e não ucranianos, para o "ocidente", a economia mundial experimenta uma escalada de alta de preço de petróleo, gás e commodities em geral. Isto tudo já era previsível. Afirmei em matérias precedentes de que o mundo iria viver uma crise econômica, sem precedente, pior do que a crise financeira mundial devido a quebra do Lehman Brothers em 2008.
O Brasil, dentro do contexto, será atingido brutalmente pela guerra na Ucrânia, por conta do petróleo, que exportamos o do pré-sal e importamos o tipo Brent, o leve. O País será atingido, também, no agronegócio que responde hoje por 25% do PIB nacional e dependente de insumos importados, em escala sem precedente.
Brasil sentirá o "furacão" da crise econômica mundial em 2022. Em que medida, só saberemos quando a guerra Ucrânia x Rússia terminar.
Ossami Sakamori
quinta-feira, 3 de março de 2022
Guerra Ucrânia x Rússia
A guerra na Ucrânia x Rússia acabou virando disputa de vaidades entre presidente Putin da Rússia e presidente Biden dos Estados Unidos. O pano de fundo é a vontade do presidente ucraniano de fazer da Ucrânia um membro da OTAN - Organização do Tratado do Atlântico Norte, cujo objetivo é defesa dos seus membros contra a extinta União Soviética. Está dando o que se esperava, o presidente Putin não quer ver o presidente Biden mandando no seu quintal de influência, a Ucrânia. O presidente Putin da Rússia não quer ver as armas da OTAN, estende-se como Estados Unidos, estacionadas no Ucrânia, apontadas para o seu território.
Para quem ainda não sabe, a OTAN é braço armado dos Estados Unidos na Europa. Os Estados Unidos são sócios da OTAN, em cerca de l/4 do orçamento anual e participa com fornecimento de quase totalidade das armas convencionais, com sede na Alemanha. Convém lembrar que os Estados Unidos já possuem tropas estacionados no território japonês e sul coreanos, desde o fim da II Guerra Mundial em 1945. Para estes dois senhores, os generais da guerra, Putin e Biden, pouco importam o destino do povo ucraniano. Para eles, Ucrânia e Vietnam são apenas tabuleiros de guerra insana entre dois países. A disputa de territórios já aconteceram em outros palcos, como Iraque e Síria.
Para Putin, Biden e o presidente ucraniano, pouco importam a vida de milhares de pessoas inocentes, da Ucrânia, vítimas nesta disputa insana de vaidades. Seja qual for o desfecho da guerra, cada qual, o Biden e Putin, estarão com sua popularidade garantida perante suas populações. Dentro deste contexto, os bobos da corte são o presidente francês e o primeiro ministro da Alemanha, que aproveitando-se da guerra de vaidades de ambos, fortalecem suas próprias imagens perante seus eleitores, na França e na Alemanha, respectivamente.
A ONU, uma organização sob o comando dos Estados Unidos, com sede em Nova York, orquestram um bloqueio econômico à Rússia. O presidente Biden dos Estados Unidos e o presidente francês Macron, orquestram bloqueio econômico e operacional dos bancos e empresas russos, como se a Rússia estivesse dissociado do mundo. Os Estados Unidos, sozinhos, representam, hoje, cerca de 25% do Produto Interno Bruto do mundo, mas está longe de ser o "dono do mundo". Na economia mundial, a China representa outros 15% do PIB e está alinhado com a Rússia. Dentro deste quadro, os Estados Unidos mandam, mas não tem o controle total do comércio mundial.
A consequência do bloqueio econômico às instituições bancárias russas, poderá ser catastróficas, que só fará sentir após fim da disputa Ucrânia e Rússia. A econômica global, entrará em recessão global, pior que a crise mundial devido à crise hipotecária, que deu início com a quebra do Banco Lehman Brothers. Hoje, o presidente Biden posa como o grande ganhador da guerra entre Ucrânia e Rússia. Não que eu seja fã do Putin, até porque não me agrada o seu estilo de ditador, mas não podemos esquecer que a Rússia é detentor de riquezas minerais, petróleo e gás em ao menos em 1/4 de reservas do mundo. Como estudioso em "macroeconomia", posso garantir que o presidente Biden dos Estados Unidos está dando o "tiro no pé", levando junto consigo um conjunto de presidentes "alinhados" com ele, do mundo ocidental.
A prudência do presidente da República do Brasil em não tomar partido dentre duas potências mundiais é mais do que esperado, para o bem da população brasileira.
Ossami Sakamori
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022
Bloqueio de Swift. Iminente a maior crise financeira mundial
Notícias internacionais anunciam "o isolamento dos bancos russos ao sistema de compensação bancária Swift", como se fosse notícia que merecesse o rodapé da página. Não, não é. O Swift é um sistema de compensação criado em 1973, com sede na Bélgica, que interliga 11 mil bancos e instituições financeiras em mais de 200 países e é fiscalizado pelo Banco Nacional da Bélgica, o Banco Central belga, em parceria com outros importantes bancos centrais. A medida anunciada, no meu entender, é um tiro no pé do presidente Biden e vai ter desdobramentos imprevisíveis no sistema financeiro mundial.
Para melhor compreender a importância do sistema Swift, é necessário entender que, o sistema Swift faz parte do mecanismo do BIS, o Banco de Compensações Internacionais ou BIS e tem missão de reunir os bancos centrais de maioria dos bancos centrais dos países que representam cerca de 95% do PIB do mundo, para fazer fluir as liquidações financeiras em todo mundo. O Banco Central do Brasil, o BC, é acionista do BIS desde 25 de março de 1997 e faz parte do Swift.
O objetivo da medida, de acordo com a BBC de Londres, é o de fazer com que as empresas russas percam acesso ao fluxo normal e instantâneo de transações fornecidas pelo Swift. Pagamentos pelo fornecimento de energia e produtos agrícolas pelos russos poderão ser afetados, segundo o noticiário. A primeira vista, o corte dos bancos russos do sistema Swift representa o fim das transações internacionais para a Rússia, fazendo com que os investidores internacionais retirem os investimentos da Rússia em dólares. O pano de fundo da crise da Ucrânia, é a tentativa da Rússia de trazer de volta ao seu domínio, a Ucrânia, antes que os Estados Unidos tomem a dianteira. O Putin não quer que os mísseis nucleares e convencionais da OTAN apontados para o seu território, estacionados na Ucrânia. Nesta história toda, quem "paga o pato" são os ucranianos que ficam no meio de "tiroteio" de ambas potências.
Voltando ao assunto do bloqueio de Swift dos bancos russos, a compensação bancárias, em dólares, de seus "correntistas", para Biden mostrar ao Putin que os Estados Unidos tem mais força que a Rússia. É a guerra fria em novo formato. Esquece o governo Biden que o bloqueio de Swift pode afetar não só os bancos russos, mas, todo sistema financeiro mundial, em consequência o sistema financeiro americano, também. O bloqueio do Swift bancário vai provocar reação em cadeia, prejudicando os clientes do sistema bancário mundial e em consequência o comércio mundial, não só dos russos.
O bloqueio do Swift dos bancos russos, hoje, dia 28, poderá ser o início da maior crise financeira mundial, talvez, maior do que a crise financeira mundial, que iniciou com a quebra do Banco Lehman Brothers, em 2008.
Ossami Sakamori
domingo, 27 de fevereiro de 2022
Superávit primário de 76,5 bilhões em janeiro
No meio de notícia ruim, enfim, uma notícia boa na área econômica, do governo federal. No mês de janeiro deste ano, 2022, o governo da União ou a administração federal, registrou superávit primário de R$76,5 bilhões, maior saldo já registrado em um mês, na série histórica do governo, com início em 1997. O número foi divulgado pelo Tesouro Nacional, no último dia 24/2. Comparado com o superávit de R$ 43,5 bilhões do mesmo mês de janeiro de 2021, o número foi acima da expectativa do mercado financeiro, que apontava o número ligeiramente acima de R$ 60 bilhões.
O País vem apresentando déficit primário ou "rombo fiscal", desde 1984, em consequência da pior crise financeira que o Brasil experimentou nos últimos 100 anos, o que acabou culminando com o impeachment da presidente Dilma. A sequência de déficit primário, fez com que o ministro da Fazenda do governo Temer, Henrique Meirelles, propusesse e o Congresso Nacional aprovou a Emenda 95, que veio cobrir o "furo" na Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, que já estabelecia que o governo da União "não poderia gastar mais do que arrecada". A regra da responsabilidade fiscal já existia antes mesmo do governo do Lula e o governo do PT não soube cumpri-la.
O déficit primário, o contrário do superávit primário, é exatamente o dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo federal, incluído a da previdência social. No entanto, o superávit primário não inclui o pagamento de juros da dívida pública, leia-se, dívida do Tesouro Nacional. O resultado da conta do governo da União, o superávit da conta, deveria ser o suficiente, também para cobrir o déficit nominal, que engloba pagamento de juros da dívida pública do governo federal. Enquanto o superávit primário não cobrir pelo menos os juros da dívida pública, a situação das contas do governo, ainda, não é motivo para comemoração. Mas, é um bom começo, sem a menor dúvida.
Seja como for, o resultado da conta do governo federal indica que a economia está no caminho de crescimento econômico, apesar da projeção do crescimento econômico indicar número pífio em 2021. No sentido contrário ao da expansão da economia, o Banco Central está projetando elevar a taxa de juros Selic nas próximas reuniões, para tentar conter a inflação. O Banco Central está num dilema: ou contém a inflação, mediante taxa básica de juros Selic em dois dígitos (acima de 10%) ou afrouxa um pouco a política monetária para permitir o crescimento econômico, que geraria o "superávit primário" como está a indicar no resultado do mês de janeiro.
Diante do exposto, continuo com a projeção para o ano de 2022, um crescimento econômico de 5% e inflação no final do ano terminando ao redor de 7%. No entanto, não se sabe ainda as consequência da guerra Ucrânia/Rússia na economia global e em especial na economia brasileira.
Ossami Sakamori
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
Brasil vai crescer 5% em 2022!
sábado, 19 de fevereiro de 2022
Lula é mentiroso e vagabundo!
Revendo o meu blog, que escrevi no dia dia 20 de dezembro de 2012, portanto, há quase 10 anos, o texto abaixo, que o transcrevo, sem edição. O ex-presidente Lula é candidato, novamente, pelo PT, à eleição presidencial do outubro próximo, então, creio oportuno lembrar desta matéria entre tantos outros do Lula. Tenho enorme sensação de que o meu Brasil se tornou uma republiqueta de terceira categoria, em apresentar como possível mandatário máximo do País, uma pessoa com passado, notoriamente, incompatível com o cargo de mandatário máximo da República Federativa do Brasil. Há quem pense o contrário e respeito o ponto de vista. O País apequenou, de vez!
Segue o texto:
domingo, 30 de dezembro de 2012.
LULA É MENTIROSO E VAGABUNDO!
O ano de 2012, foi o ano de revelação do verdadeiro caráter do presidente Lula. Ele é um mentiroso que vive de esperteza. No bojo do processo mensalão, por mais que ele negasse a sua participação no episódio, o publicitário fez depoimento no MPF de que o Lula sabia do mensalão e que ele próprio, Marcos Valério, teria feito pagamento de R$ 100 mil das suas contas particulares, via depósito na conta do seu segurança Godoy. Curiosamente, o presidente Collor perdeu mandato de presidente da República, com, apenas, a compra de um Fiat Elba, em nome do seu motorista particular.
É público e notório que os empreiteiros do DNIT, contribuíram com dinheiro Caixa 2, proveniente das obras realizadas em 2006 para o órgão, sob o nome "operação tapa buraco" cujos contratos somaram R$ 10 bilhões. Estima-se que tenha circulado o dinheiro em forma de Caixa 2, no montante não inferior a R$ 500 milhões. Sobre o assunto, foi colocado o pá de cal. Ninguém ousou fazer denúncias, nem mesmo o MPF teve iniciativa de investigar sobre os fatos suspeitos, tão evidentes quanto o mensalão.
Existe evidência robusta da interferência do Lula, ainda na condição de presidente da República, de ter participado da negociação junto ao presidente da Guiné francesa, a transferência da concessão da maior jazida de ferro do mundo, localizada na província mineral de Simandou, da Vale para a mineradora M&A, do André Esteves e Roger Agnelli, como sempre, de forma obtusa. O projeto prevê, também, construção de uma ferrovia de Simandou para o porto daquele país, o Senegal, possivelmente, que será entregue a uma construtora brasileira, com o financiamento do BNDES a juros subsidiados do BNDES. Concluído a negociação, Lula vai se tornar bilionário, de fato.
A CMPI do Cachoeira foi mandado instaurar pelo Lula para atazanar a vida do seu desafeto político Marconi Perillo, no entanto, como foi dito neste blog, em abril de 2012, o tiro acabou saindo pela culatra, A CPMI levantou dados da Construtora Delta, que fez depósitos em nome de laranjas num montante de R$450 milhões. Seria apenas caso policial, se a Construtora Delta não fosse um dos principais empreiteiros do DNIT, nos governos de Lula e Dilma. Com os rastros chegando à porta do Palácio do Planalto, nas gestões Lula e Dilma, houve por bem, deles, mandar enterrar a CPMI com o lacônico Relatório de 2 laudas. Ainda, assim, poderá haver desdobramento uma vez que os partidos da oposição protocolaram a denúncia encaminhando ao MPF todo o "dossier" levantado no curso da investigação.
O recente caso levando pela PF, o da Rosemary Noronha, chefe de gabinete da presidência da Republica em São Paulo, mostrou evidente de que Lula, pessoa física, fez orgia com sua manteúda com o dinheiro público. A referida manteúda, pelas evidências, contribuiu em muito para locupletar-se do dinheiro do contribuinte. A denúncia apresentada por um deputado do Rio de Janeiro, mostrou a evidente utilização do avião presidencial, o AeroLula, para em espécie, transportar $ 20 milhões de Euros para Portugal, com finalidade de depositar o numerário em nome do Lula ou ainda em nome da Rosemary. Evidentemente, o dinheiro não foi do produto de atividades provenientes de "palestras" do Lua ou mesmo proveniente do salário da funcionária publica, Rosemary.
Reconheço, no entanto, os avanços significativos conquistados pelo governo Lula, sobretudo com a recuperação do valor do salário mínimo e redistribuição de renda para os mais pobres, via Bolsa Miséria. No entanto, todas conquistas não justificam o roubo do dinheiro público. Se a moda pega, todos políticos vão adotar a teoria do ex-deputado Paulo Maluf de: "roubo, mas faço". Isto seria o caos para o País, além de demonstrar que somos uma republiqueta de 5ª categoria, tal qual Burundi.
Com tudo que foi dito, só podemos qualificar o presidente Lula como mentiroso e vagabundo (no sentido mau caráter)!
Ossami Sakamori
PS: A mina de Simandou referida fica no Guiné Equatorial ao invés de Senegal.
domingo, 13 de fevereiro de 2022
Com Paulo Guedes na Economia, Bolsonaro perde eleição
Quem está a imaginar que a inflação está debelada com as medidas do Banco Central, está enganado. Na última fala do Campos Neto, presidente do Banco Central, o País vai voltar a crescer, consistentemente, somente no fim deste ano, 2022. Anunciou que nas próximas de reuniões do COPOM, que ocorrerão nos dias 15/16 de mar e 3/4 de maios, a taxa de juros básicos dos títulos do Tesouro Nacional, Selic, estará dentro da curva ascendente, terminando em 12,75% em maio/2022. A economia não funciona assim, como relógio.
A notícia do Campos Neto é boa para investidores especulativos e ruim para investidores produtivos. Bom para investidores especulativos que irão ganhar mais sem produzir nada e ruim para os investidores produtivos, que terão os seus custos de produção aumentados. Quanto ao efeito da taxa Selic, estabelecida pelo Banco Central, na inflação é um tanto duvidoso, se aplicada como "única" medida para conter a inflação. O presidente do BC, Campos Neto, esquece de que há outros instrumentos da política monetária para combater a inflação, qual seja, o depósito compulsório das instituições financeiras, como o principal. Campos Neto, antes de assumir a direção do Banco Central era diretor de um grande banco de varejo. O presidente do Banco Central pensa e age como um "banqueiro". Campos Neto não está preocupado com o aumento de custos, devido à taxa Selic, do setor produtivo brasileiro. Campos Neto está preocupado com a sua carreira como um servidor do "banqueiro".
Dois pontos que me faz a preocupar: a evolução da inflação e o crescimento do setor produtivo. Com inflação importada, dos países do primeiro mundo, sobretudo dos EEUU, que já sinaliza inflação corrente, dezembro/2022, algo próximo de 7%, a mais alta em 40 anos. O agronegócio, aparentemente, será beneficiado, recebendo os valores de exportações em R$, reais. No entanto, a alegria é aparente, porque, o Brasil está importando a "inflação" americana, também. Vide comentário no preâmbulo.
A má notícia para os simples mortais, o reles cidadão brasileiro, é a constatação da pouca eficácia das medidas econômicas tomadas no "dia a dia". Diz a teoria "macroeconômica" que o reflexo das medidas na área econômica, tomadas pelas autoridades, só trarão reflexo em 6 meses. Façam conta, então... A última medida de impacto, segundo presidente do Banco Central, será no dia 3 e 4 de maio. Isto significa que os efeitos da medidas só sentiremos no último trimestre deste ano. Isto, se não houver fatos novos, negativos, no meio do caminho.
Diante das medidas anunciadas pelo presidente do Banco Central, o ano de 2022, será mais um ano perdido, pela incompetência das autoridades monetárias, Banco Central e Ministério da Economia. Isto tudo, afeta no resultado das eleições de outubro/2022. Diante do quadro de economia em "estagnação", aparecerão muitos candidatos com "soluções milagrosas", com que um "salvador da Pátria" faz. Nem é preciso ser um cientista político para afirmar que a reeleição do presidente Bolsonaro é incerta, neste momento.
Brasil carece de "ambiente" de negócio para setor produtivo, se as autoridades monetárias querem recuperar o tempo perdido com a crise financeira iniciada em 2014, a pior dos últimos 100 anos. O "posto Ipiranga" perdeu a credibilidade já há algum tempo. Com o Paulo Guedes no comando da economia, a oposição, sabem de quem eu me refiro, ganha eleições, com total facilidade.
Ossami Sakamori
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
O equívoco da política econômica
O presidente do Banco Central do Brasil enlouqueceu. Campos Neto considera a desoneração do diesel como fator inflacionário. O que poderia, até, ser, num período de crescimento da economia robusto. Não é o caso do Brasil de hoje. No entendimento do Campos Neto, a desoneração parcial do diesel, cortando impostos federais que incide sobre o diesel e derivados, pode baratear o combustível e "provocar a inflação", o que, em tese, poderia estar correta. Baseado na hipótese "maluca" de expansão da base monetária devido à baixa do combustível, o presidente do Banco Central, sinaliza novos aumentos da taxa básica de juros para as próximas duas reuniões do COPOM. A curva histórica da evolução da taxa Selic ao longo dos últimos anos, nos mostra que a alta da taxa Selic apenas nos revela que estamos, espero, no pico da crise, debitado à pandemia Covid-19.
Repetidas vezes, comentei neste blog que o Banco Central tem 2 (dois) instrumentos principais para conter a inflação, não apenas a taxa básica de juros Selic. A taxa básica de juros Selic, um dos principais instrumento para conter a inflação é diminuir a disponibilidade de moeda em circulação, via "inibição" de consumo e de investimentos produtivos. Com retração, momentânea, da atividade econômica, baixa o consumo e por consequência, baixam os preços de produtos, inibindo a inflação. Como pode ver, a aceleração da taxa básica de juros é como faca de dois gumes. O aumento da taxa Selic, também, inibe os investimentos produtivos.
No momento em que a inflação está numa curva ascendente, o aumento da taxa Selic, só favorecem o sistema bancário e investidores especulativos. Sem a medida de enxugamento da disponibilidade da moeda em circulação, o aumento da taxa Selic serve apenas para realimentar a inflação. A medida, o aumento de taxa Selic, é como tentar apagar o fogo com a gasolina. O fogo terá que ser apagada com a ausência de oxigênio ou seja, diminuindo a disponibilidade de moeda em circulação. Banco Central tem este outro instrumento, o "depósito compulsório" do sistema bancário.
Campos Neto, egresso do sistema bancário, sabe que o Banco Central tem dois instrumentos eficazes para combater a inflação. Numa conjuntura como que vivemos, além da alta na taxa de juros básicos Selic, deveria aumentar o "depósito compulsório" das instituições financeiras, com o objetivo de diminuir a circulação da moeda, o real. Diminuindo a disponibilidade de moeda em circulação, o consumo "desaba", provocando retração de preços.
Combater a inflação utilizando apenas a taxa de juros do Tesouro Nacional é para países com moeda forte e estável, como Estados Unidos e países da União Europeia. O Brasil tem problemas estruturais que os países ricos não tem, como a desigualdade social. O País merece ser pensado como um país "em desenvolvimento" e parar de "se achar" que somos um país já desenvolvido. Nem fazemos parte da OCDE, uma organização composto por cerca de 30 países desenvolvidos, para nos situarmos, exatamente, onde o Brasil se encontra.
Se os altos dirigentes do País, notadamente, da área econômica, continuarem pisando no "tomate", não adianta promessas vãs de presidenciáveis, de esquerda à direita, de tornar o Brasil um país que seja o orgulho de todos nós.
Ossami Sakamori
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Transposição do Rio São Francisco
Na próxima quarta-feira, dia 9, presidente Bolsonaro vai inaugurar a última etapa da transposição do Rio São Francisco, eixo Norte, com a abertura das válvulas da Barragem São Gonçalo, em Sousa/ PB. No périplo, o Presidente vai passar, dia 8, em Salgueiro/PB e Jati/CE. No dia 9, vai estar, também, no Jardim Piranhas/RN e Jucurutu/RN, sempre acompanhado pelo ministro de Integração, Rogério Marinho e do Diretor Geral do DNOCS. A obra está sendo executada pelo Consórcio EIT-ENCALSO. O momento é histórico, porque é a última etapa de obras com canais de mais de 700 Km de extensão, cortando os estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
A obra foi lançada pelo presidente Lula, em 2007, cujo orçamento inicial estava previsto em R$ 4 bilhões. A transposição do Rio São Francisco sempre foi considerado como obra de natureza eleitoreira, do que propriamente solução para o semiárido nordestino, ela foi relegado ao segundo plano pelos sucessivos governos, entre eles, do próprio presidente Lula, bem como da presidente Dilma e do seu sucessor, o presidente Temer. A obra já consumiu o dinheiro do Tesouro Nacional, em mais de R$ 10,6 bilhões, necessitando, ainda, de recursos para obras complementares, como canais para irrigação.
Seja como for, a obra de transposição do Rio São Francisco é importante para o desenvolvimento do semiárido nordestino. Sem o financiamento e apoio técnico e financeiro da Companhia Hidroelétrica de São Francisco, sobretudo na fase inicial, não teria sido possível a execução da obra, tão cara para os nordestinos. Convém lembrar que, a água do São Francisco vai suprir, quando necessário, também, a demanda do reservatório do Castanhão, no estado de Ceará, que assegura o abastecimento de água da região metropolitana de Fortaleza.
Eixo Norte – com 400 km de extensão, levará água para os sertões de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, alimentando quatro rios, três sub-bacias do São Francisco (Brígida, Terra Nova e Pajeú) e mais dois açudes: Entre Montes e Chapéu. O ponto de captação de águas será próximo à cidade de Cabrobó (PE).
Eixo Leste – percorrerá uma distância de aproximadamente 220 km, partindo da Barragem de Itaparica (PE) até alcançar o Rio Paraíba (PB), abastecendo o agreste desses dois estados.
Sempre, convivendo com os viés político, enfim, a transposição do São Francisco chega à etapa final, no governo do presidente Jair Bolsonaro, atendendo aos anseios do povo nordestino.
Ossami Sakamori
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
Brasil sairá da crise econômica em 2022.
Na minha opinião, o Banco Central deveria ter adotado política mais agressiva em relação ao combate à inflação, já na última reunião do COPOM que estabeleceu taxa Selic em 9,25%. Seja como for, o que foi, não volta mais. A taxa Selic de 10,75% assustou o mercado financeiro e investidores institucionais, nesta última reunião do COPOM. Com este movimento do Banco Central, o aumento da taxa básica de juros Selic, faz com que os setores produtivos fiquem em compasso de espera aguardando as novas medidas do Banco Central. Desta forma, considero o primeiro quadrimestre como de freio de arrumação da economia. Crescer com inflação alta é pedir para explodir a economia do País. Brasil já viveu muitas aventuras deste tipo nos governos passados.
Ao contrário do que comentam o mercado financeiro, o Banco Central deverá, gradativamente, baixar a taxa Selic, os juros dos títulos do Tesouro Nacional, aos níveis da inflação da época, a partir do segundo semestre deste ano. Seguramente, a taxa Selic estará cotado próximo da inflação da época. No final do ano, em dezembro, a inflação deverá baixar para algo como 7% ao ano. Em consequência, a taxa Selic nos mesmos níveis da inflação, ligeiramente acima. A minha previsão para economia em 2022, ano de eleições em níveis nacionais e estaduais, o governo federal, para própria sobrevivência, vai estar com os pés no acelerador", apesar das medidas restritivas do Banco Central.
Considerando que o ano de 2022, é ano de eleições, tradicionalmente, será um ano de "gastança" e o País deverá crescer ao nível de 5%, por consequência. O governo federal, exclui o Banco Central, vai trabalhar para produzir o crescimento desejado, sob pena de não garantir a reeleição do Presidente Jair Bolsonaro. Sob ponto de vista da macroeconomia, o Brasil precisa retomar crescimento econômico para sair do marasmo que arrasta desde 2014/2016, a pior crise econômica dos últimos 100 anos.
A novidade é que, o comando da economia do País, não mais será do Paulo Guedes, ministro da Economia, mas estará nas mãos do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, PP/PI e do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, PP/AL. A economia terá viés político ao invés de viés técnico. Seja como for, Brasil sairá da crise econômica em 2022.
Ossami Sakamori

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