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terça-feira, 13 de março de 2018

Rodrimar tira o sono do Temer

Crédito da imagem: Veja

O ministro Barroso do STF mandou quebrar sigilo bancário, telefônico e telemétrico dos supostos envolvidos do rumoroso caso Rodrimar.  São eles: o próprio presidente Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, os dois principais executivos da empresa Rodrimar e o "suposto" laranja do presidente Temer, Cel. João Batista Lima Filho.  O processo é desdobramento do caso Decreto presidencial de concessão de portos, assinado pelo presidente Temer. 

Embora todos envolvidos, inclusive o presidente Temer, tenham afirmado de que não houve nenhum favorecimento, o Decreto do Temer concede extensão do contrato de concessão em vigor de 25 anos para 35 anos. Pior, com cláusula de prorrogação da concessão por mais um período de 35 anos.  Se não fosse o Decreto, no final do prazo de 25 anos de concessão, os atuais concessionários teriam que participar de concessão dos terminais com pagamento de "ágios".  A empresa Rodrimar e outras concessionária dos portos ganharam de "mão beijada" a prorrogação de concessão por 45 anos, na prática. 

Presidente Temer jura "de pés juntos" de que o Decreto dos portos não favoreceu a empresa Rodrimar e que ele não teria recebido nenhuma "propina".  Michel Temer prometeu abrir ao público o sigilo bancário da sua conta pessoal, para mostrar que não entrou dinheiro nenhum ilícito na sua conta pessoal. Tal qual o ex-presidente Lula, jura que o dinheiro da corrupção não passou pela sua conta pessoal.

Por outro lado, o Cel. João Batista Lima Filho, amigo pessoal do presidente Temer, por inúmeras vezes vem sonegando depoimento na Polícia Federal, alegando doença coronária. Diante da situação, a Raquel Dodge da PGR solicitou ao ministro Barroso do STF a quebra de sigilo bancário e patrimonial dos envolvidos para esclarecimento definitivo sobre o caso Rodrimar.  O curioso é que o próprio Cel. João Batista Lima Filho tem afirmado à imprensa que o dinheiro que transitou na sua conta não pertencia a ele.  Sabe lá, de quem era o dinheiro! Tudo tem "cheiro" de "lavagem de dinheiro" do presidente Michel Temer.

O presidente Temer está muito incomodado com o assunto Rodrimar, apesar de tentar mostrar tranquilidade. O primeiro movimento do presidente Temer foi a nomeação do delegado Segóvia para chefiar a Polícia Federal preterindo o delegado da vez para assumir o posto. E deu no que deu! O presidente Temer, sem ser instado a manifestar, mandou uma "carta" para a Procuradora Geral da República, enviando o arrazoado sobre o tema da investigação que recai sobre um presidente da República. Presidente Temer, também, fez visita "particular" à ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, para tratar do assunto sobre "segurança pública", segundo o Palácio do Planalto. 

O fato é que o presidente Michel Temer tem-se movimentado para articular a defesa sobre o caso Rodrimar, com constante deslocamento e reuniões com o seu advogado Antonio Mariz. O avião presidencial, mantido com o dinheiro do contribuinte, está em constantes idas e vindas no trecho Brasília/ São Paulo, à serviço do Michel Temer, pessoa física. Claro, sempre regado à champanha francesa e iguarias importadas. Segundo informações das pessoas do setor aéreo, o deslocamento presidencial não custa menos que R$ 300 mil cada perna. 

O caso Rodrimar tira o sono do Michel Temer.

Ossami Sakamori


4 comentários:

Eli Reis disse...

O desespero de @MichelTemer aumentará tão logo seja feita a prisão de @LulapeloBrasil e se aproxime o ano novo quando não mais terá imunidade.
Isso é muito bom!

Anônimo disse...

O Líder da Pátria é Maçom! Nunca será preso ou condenado! O molusco entrou no segundo mandato!

"Política sem medo" disse...

Bom se ninguem recebeu propinas pelos contratos fraudulentos favorecendo a Rodrimar, por que esses atos nao foram anulados e o processo nao foi revisto e modificado, acrescentando outros concorrentes? Se tudo foi feito legalmente porque tanta"saia justa" dos indiciados? Afinal de contas quando somos inocentes, nada temos a temer. Uma coisa nao entendi, se um presidente em exercicio nao pode ser indiciado quando no cargo, porque Michel Temer esta sendo e Dil-ma nao foi julgada por crimes comuns tambem, ja que ela tinha uma infinidades deles por corrupcao e foi condenada ao IMPEACHMENT so por "crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais"?

Anônimo disse...

Na Banânia, quem não mete a mão no dinheiro alheio tem a sensação de estar vendo o bonde passar. E pior, a certeza de estar financiando os recursos para essa corja se deleitar através do pagamento escorchante dos impostos.
Eu amo a Banânia, mas os donos do poder nela definitivamente não me amam