sexta-feira, 10 de julho de 2020

Brasil carece de um projeto nacional !


No Estadão de hoje, dia 9 de junho, está publicada uma extensa matéria do General Villas Boas, ex-comandante do Exército Brasileiro.   Sua fala vai na direção de que o pensamento ideológico que permeia e que deveria permear a sociedade brasileira.  Em sua manifestação o General Villas Boas diz: "Infelizmente, nossa sociedade se deixou impregnar por esquemas mentais que nos são estranhos, depois de 50 anos em que, a despeito das precariedades, trazíamos conosco um senso de grandeza, aliado a uma ideologia de desenvolvimento e a um sentido de progresso".  Concordo com o General Villas Boas.

Continua o General Villas Boas em outro trecho da sua manifestação: "Caímos num fosso, em cujo interior andamos em círculo, progressivamente nos afundando sem dispor de ferramentas que nos tornem possível dele sair, de maneira a que recuperemos a capacidade de vislumbrar o horizonte e nele identificar indicações dos rumos a seguir com vistas no futuro. Em outras palavras, carecemos de um projeto nacional que nos possibilite ter um olhar em direção ao interesse comum, capaz de nos livrar da prevalência do individualismo, do imediatismo e dos interesses grupais ou corporativos."

Este blog, inaugurado em 2012, combateu ativamente contra os malfeitos do governo da Dilma, apesar da alta aceitação do seu governo, com aprovação de mais de 77%, entre "ótimo e bom".  Alio-me às manifestações do General Villas Boas, mas discordo de que "toda população tenha se aliado de "esquemas mentais que nos são estranhos" (sic).  No meu ponto de vista, de um brasileiro comum, discordo que "toda população" tenha se aliado aos "esquemas mentais estranhos". 

Concordo com o General Villas Boas, quando ele diz que: Caímos num fosso, em cujo interior andamos em círculo, progressivamente nos afundando sem dispor de ferramentas que nos tornem possível dele sair, de maneira a que recuperemos a capacidade de vislumbrar o horizonte e nele identificar indicações dos rumos a seguir com vistas no futuro.   No entanto, discordo quando o General distribui culpa a terceiros.  Quem criou o "fosso que faz com que andemos em círculo vicioso" é o próprio governo que o General apoia com veemência.  

No meu entender, caberia ao Ministério da Economia, já que o antes Ministério de Planejamento faz parte dela, um "Programa de saída" para sair da profunda depressão que o Brasil se meteu após 2015 e em reforçado com a pandemia "coronavírus".  No entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, do governo que Senhor apoia, cria os "factóides", que enganam o setor produtivo e em especial um grande contingente da população sem emprego digno.   General Villas Boas, convenhamos, o ministro Paulo Guedes é um dos artífices do time de ministros do governo que o Senhor apoia com veemência.  

Feito estas observações, concordo na maioria dos trechos da sua fala.  O Brasil não está "bombando", mas sim, está "afundando" com Paulo Guedes à frente do Ministério da Economia.  Só mesmo um cego não enxerga isto, General Villas Boas!  General Villas Boas, a sugestão do "Plano de saída" para pior depressão desde 1929, está nas mãos dos seus ministros Generais do Palácio do Planalto.  

Sim! Concordo, General Villas Boas, o Brasil carece de um projeto nacional !

Ossami Sakamori






quinta-feira, 9 de julho de 2020

Para onde vai o Brasil, Paulo Guedes?


O ministro da Economia, Paulo Guedes, está perdendo a sua fama de ser o "mago da economia".  As queixas começam a aparecer da parte dos empresários, grandes e pequenos, pela demora nas atitudes concretas para tirar o País do buraco que se enfiou com a "coronavírus".  Paulo Guedes, não apresentou ainda o "Plano de saída" para a grave crise econômica que o Brasil vivencia.  Por enquanto, há vaga uma promessa de que apresentará nos próximos 60 dias, a reforma tributária, em nível federal, para ser discutido no Congresso Nacional.  

Ao invés de se preocupar com o "Plano de saída", o ministro está entretido em viabilizar o programa assistencial que se chamará "Renda Brasil".  O programa "Renda Brasil" é uma versão do programa idealizado pelo senador Eduardo Suplicy, PT/SP.  O programa é alardeado pelo presidente da República como sendo o maior do mundo, como se isto fosse orgulho para qualquer país.  Nos países desenvolvidos, seria apenas um programa de ajuda aos marginalizado socialmente e não um programa de ajuda aos "sem carteira" ou os trabalhadores informais.   O pior de tudo é que o programa "Renda Brasil" será financiado com um novo imposto que vai substituir a famigerada "CPMF".  A conta sempre sobra para o "contribuinte". 

O certo é que Paulo Guedes, ainda não apresentou o "Plano de saída" para a pior depressão econômica que o mundo está a viver desde 1929.  Os empresários clamam por isso!  Os investidores institucionais produtivos querem saber, não só as novas regras da economia, mas sobretudo sobre o "Plano de saída" da crise, para os próximos anos, pós pandemia "coronavírus".  Isto é a realidade dos fatos, sem sofisma.  Eu já postei neste blog, há cerca de um mês atrás: Chamem o Meirelles! mostrando a realidade das "contas públicas" e a preocupação sobre o mesmo tema de hoje, a falta do "Plano de saída" para crise econômica devido a "coronavírus".

Para onde vai o Brasil, Paulo Guedes?

Ossami Sakamori


quarta-feira, 8 de julho de 2020

A conta do Renda Brasil é sua !


O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem anunciando, sistematicamente, a criação do programa "Renda Brasil" que deverá unificar os vários programas assistenciais do governo federal, incluindo o Bolsa Família e "Auxílio emergencial" da pandemia "coronavírus".  O programa é o mesmo idealizado pelo ex-senado Eduardo Suplicy, PT/SP, que nem mesmo o Lula e Dilma tiveram a ousadia de aprová-lo, tamanho é o comprometimento do Orçamento da União. O programa Renda Mínima deverá ser implementado na sequência ao fim do programa "Auxílio emergencial".  

O número de beneficiados deve ascender aos atuais 69 milhões de beneficiados do Auxílio emergencial, englobando no número os beneficiários do Bolsa Família.  Como disse o presidente da República, Jair Bolsonaro, com bastante orgulho e ênfase, "o programa Renda Brasil será maior programa de renda mínima do mundo".  Nem mesmo a maior economia do mundo, os Estados Unidos, tiveram a "ousadia" de criar um programa de tamanha envergadura.  A conta ficará para gerações futuras.

O problema reside no "financiamento" do programa dessa magnitude.  O custo do programa Renda Brasil será de, no mínimo, R$ 250 bilhões anuais.  Para o efeito de comparação, o atual programa Bolsa Família custa ao Tesouro Nacional, ao redor de R$ 40 bilhões anuais.  A pergunta que se faz é "quem vai pagar a conta".   O ministro da Economia, Paulo Guedes, quer ressuscitar a famigerada CPMF, desta vez, embutido como "imposto definitivo" sobre os meios de pagamentos ou sobre os boletos bancários para financiar o Renda Brasil.  A recriação da CPMF, sob outra sigla, virá no bojo da "reforma tributária" que será votado pelo Congresso Nacional nos próximos 90 dias.  

Fazer o que?  A conta do Renda Brasil é sua ! 

Ossami Sakamori
    


terça-feira, 7 de julho de 2020

Acorda, Brasil !


Não, não sou contra o Brasil. Muito ao contrário, sou a favor do País.  É por esse motivo é que chamo atenção aos fatos negativos sobre o Brasil, para fazer deste país um orgulho de todos nós.  Não adianta o governo federal tentar apresentar somente os números positivos.  Há que escancarar os números que mostram a nossa fragilidade e defeitos para podermos juntos, o governo e o povo, atacar os principais óbices para o crescimento sustentável.  É o mínimo que espero deste e de quaisquer governos.

Precisamos, mais do que nunca, fazer a nossa "concertación" ou a nossa "conciliação" para sair do "fundo do poço".  O Fundo Monetário Internacional (FMI), onde o Brasil é contribuinte, mostra a realidade um tanto diversa daquele que o governo apregoa, a de que o País está "bombando" na saída da crise "coronavírus".  Isto não é verdade.  Os números mostram exatamente o contrário.  Em um grupo de 30 países que respondem por 85% do PIB mundial, em dólar e em paridade de poder de compra, os números foram revisados, no relatório divulgado em junho, o Brasil está na sexta pior posição.  


No caso específico do Brasil, a previsão do PIB de 2020 foi revisada de uma queda de 5,3% para o recuo de 9,1%.  O governo brasileiro contesta o número, mas não apresenta a justificativa técnica necessária para a revisão dos números.  Convém lembrar que em previsão, o País está longe de acertar, pois o governo brasileiro estimou o número de casos fatais na pandemia "coronavírus" em número bem inferior ao que está ocorrendo.   Pela falsa expectativa, o País tem pago custos muito altos na pandemia "coronavírus".

Não adianta, o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer nas suas falas de que o Brasil está bem e que a crise proveniente da "coronavírus" está sendo superadas com tranquilidade.  É mentira!  Os números oficiais, realistas, de organismos internacionais mostram exatamente o contrário.  O Brasil está a merecer atenção especial como um paciente da "coronavírus" na UTI.  Paulo Guedes é mais um "fanfarrão" que estimula o presidente da República a dizer que o Brasil está "bombando".   Os empresários brasileiros acreditam nas suas histórias de "carochinhas" e se enterram junto com o País.   Tenho certeza que de você, leitor, não é mais um desses "otários", seguidores das falsas notícias.

Acorda, Brasil !

Ossami Sakamori



segunda-feira, 6 de julho de 2020

Tem um sinal amarelo nas exportações brasileiras.


Acende sinal amarelo nas exportações de commodities brasileiros.  A China, maior importador de produtos primários brasileiros, vem reforçando o controle sobre os alimentos importados para tentar evitar uma segunda onda de contágio da "coronavírus".  O tempo de inspeção dos containers que antes levava entre 3 e 5 dias, passou a ser de 10 dias e a tendência é de aumentar.  Creio, ser importante levar em conta a nova realidade pelos produtores e exportadores brasileiros. 


No primeiro trimestre deste ano, as exportações brasileiras de commodities vinha apresentando normalidade, conforme o gráfico acima.  O problema está vindo à esteira da "coronavírus".  Para os importadores, tudo é motivo, incluindo as "barreiras sanitárias" para tentar barganhar o preço dos produtos brasileiros.   Para piorar a situação, o governo do presidente da República Jair Bolsonaro, pelo menos a "ala ideológica", colocam problemas adicionais, a "barreiras políticas" no comércio entre dois países.

Levando em conta a "contração" da economia global e em especial da China, poderá, no médio prazo, levar os produtores brasileiros a uma situação de "excesso de oferta".  Na semana que passou, os chineses começaram a guerra contra proteína animal do Brasil, com suspensão de importação de carnes bovinas de dois frigoríficos brasileiros.  A guerra comercial deve estender aos grãos brasileiros, no curto prazo.  Adicionado a isto, os commodities brasileiros venham enfrentar dificuldades nas exportações, devido a recessão global provocada pela "coronavírus".  Os produtores brasileiros estão "rindo à toa", neste momento, sobretudo com a "desvalorização" do real frente ao dólar americano, mas creio ser prudente conter a euforia.  

Tem um sinal amarelo nas exportações brasileiras. 

Ossami Sakamori




domingo, 5 de julho de 2020

A verdade sobre a transposição do Rio São Francisco


O povo tem memória curta. Circulam nas redes sociais a notícia de que, até que enfim, o presidente da República Jair Bolsonaro, tirou a transposição do Rio São Francisco do papel, com a abertura da comporta no trecho no município de Salgueiro em Pernambuco, na semana que passou.  Claro que o PR tem o mérito de ter continuado com os investimentos na obra que mobilizou a população nordestina para tirá-lo do papel.  A obra foi iniciado pelo governo Lula em 2007 e deu continuidade nos governos Dilma e Temer, sem interrupção.  Apenas colocando os pingos nos "is".  Para os novos leitores deste blog, para que não tirar conclusões precipitadas, informo que sou contra PT e seus apoiadores, desde 2012, quando a Dilma estava com popularidade em alta.  O que estavam fazendo os apoiadores do PR, à época?  

A transposição do Rio São Francisco é do povo brasileiro.  A obra não faz parte do "chiqueirinho" de ninguém.  Nem do Lula, Dilma, Temer e muito menos do Bolsonaro.  A obra custou aos cofres do governo federal, até hoje, R$ 10,8 bilhões, mais do que o dobro do valor orçado em R$ 4,5 bilhões.  O valor da obra, comparado com as 5 parcelas do "Auxílio emergencial", que custará aos cofres do governo federal pouco mais de R$ 200 bilhões, chega a ser ridículo.  Considerado o fator custo /benefício, a transposição do Rio São Francisco, na minha opinião, é uma "ninharia".  

A transposição de São Francisco é dividida em dois eixos: o "eixo leste" que tem 217 km, que deve levar água para 5,5 milhões de habitantes dos estados de Pernambuco e Paraíba e Rio Grande do Norte, já concluído.   O "eixo norte", com 260 km, deverá garantir a segurança hídrica a mais de 6,5 milhões de pessoas de Pernambuco e Ceará, inaugurado pelo PR.  No total, a transposição do Rio São Francisco vai atender cerca de 390 municípios nordestinos, que são os verdadeiros "donos".  

Povo que não tem memória é um povo pobre, concluo.

Ossami Sakamori



sábado, 4 de julho de 2020

Paulo Guedes é um embuste da macroeconomia.


Até que enfim, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acordou.  Anunciou que vai enviar ao Congresso Nacional a tão esperada "Reforma tributária", não tão ampla como anunciado anteriormente, que envolveria o todos entes federados, estados, municípios e Distrito Federal.  Pelo que foi dito para a grande imprensa, vai ser mais um "simplificação tributária" no âmbito federal do que uma verdadeira reforma tributária.  Que seja assim, melhor alguma coisa do que nada.  A população não aguenta tanta carga tributária e os empresários não aguentam tanta confusão na área tributária.  

O País deixa de receber investimentos nacionais e internacionais por conta da alta carga tributária e também pela complexidade dos cálculos.  A própria existência da Carf - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, criado pela Lei 11.941 de 27/5/2009, é uma "anomalia".  Muitos tributos são "perdoados" pelo Carf, o que provoca, pelo menos, postergação de pagamentos de impostos, no mínimo.  O Imposto de Renda Pessoa Física deverá ficar de fora do projeto.  É inevitável a volta da discussão pelo "ressuscitamento" da CPMF, sob outro nome e outra forma de base de incidência.  Tudo isto tem um fim, o financiamento da "Renda Brasil", uma versão atualizada do "Programa de Renda Mínima" do Eduardo Suplicy, PT/SP.

O fato concreto é que a pandemia "coronavírus" vai provocar um "rombo fiscal" gigantesco já no Orçamento Fiscal de 2020 e vai deixar "sequelas" definitivas nos "gastos públicos" para anos seguintes.  Com desculpa da "coronavírus", o ministro da Economia vem promovendo diversas formas de "subsídios disfarçados" às grandes, médias e pequenas empresas.  Nós sabemos que muitos desses subsídios se tornarão definitivos, que em última análise serão pagos pelos contribuintes.   Não em almoço grátis!

O maior rombo, que vai se tornar definitivo, pela uma nova invenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, é proveniente do "Auxílio emergencial" que até agora já comprometeu cerca de R$ 210 bilhões, com 5 parcelas.  O Congresso Nacional vai forçar o Paulo Guedes a estender o programa, o novo "Renda Brasil", até dezembro.  Caso concretize a intenção do Rodrigo Maia e endossado pelo PR, será mais R$ 165 bilhões.  O que, na soma, vai dar R$ 375 bilhões que será pago com dinheiro "tomado emprestado" pelo Tesouro Nacional.  Assim, o "déficit primário" de 2020 vai para algo como R$ 1 trilhão!

Uma boa parte destes "subsídios" implementados pelo Paulo Guedes, vão se tornar definitivo, comprometendo o já problemático Orçamento Fiscal do governo federal.  À essa altura, foi para "espaço", o "teto dos gastos públicos do Meirelles e está muito longe de cumprir a Lei da Responsabilidade Fiscal de 4/5/2000.  A Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000, dizia que o governo federal só podia "gastar" o que "arrecadasse" de impostos e tarifas.   A quebra do paradigma do "equilíbrio orçamentário" foi o próprio "teto dos gastos públicos" do Meirelles.   

O ministro da Economia, Paulo Guedes, faz exatamente igual ou até pior do que o antecederam na pasta.  Paulo Guedes com o seu discurso denominado "liberal da Universidade de Chicago", pratica a "política econômica" exatamente oposta, a da teoria "neoliberal" do britânico, John Maynard Keynes.  Os dois formuladores da teoria macroeconômica dos últimos 100 anos, devem estar se revirando nos seus túmulos, pelo uso inadequado das suas teorias pelo nosso novo "mago das finanças públicas".  

Paulo Guedes é um embuste da macroeconomia.

Ossami Sakamori

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Marina, cautela e caldo de galinha não faz mal para ninguém!

Crédito da imagem: portalviu

Nem sei por onde começar a matéria de hoje, resposta ao pedido de uma leitora deste blog.  A Marina, pseudônimo, pede que eu a oriente o que fazer com os pequenos negócios que ela tem no interior deste imenso País.  Quer saber se continua ou não continua; se manda os funcionários embora ou não; se devolve o ponto para o senhorio ou não; e enfim, quer saber "o que fazer da vida", diante dos efeitos econômicos devido a pandemia "coronavírus".  E este parece ser a dúvida de muitos micro e pequenos empresários do Brasil a fora.  Embora não seja a minha especialidade, porque o pouco que entendo é sobre "macroeconomia" e não "microeconomia", mas vamos lá, assim mesmo...

No início do mês de abril, escrevi neste blog, que a "coronavírus" teria o seu "pico" no mês de julho e que o número de vítimas fatais seria de 50 mil.  A afirmação foi feita baseada em histórico de outros países como a Itália, Espanha e Estados Unidos.  Dito e feito.  Infelizmente, o meu prognóstico está a confirmar.  Neste momento, estou atento ao que acontece nos Estados Unidos, com referência a curva de incidência e número de vítimas fatais para tentar fazer "ilação" ao Brasil.  Os Estados Unidos tem sido uma boa referência porque está a cerca de um mês na frente sobre a propagação da "coronavírus".  A conclusão que eu chego é que a pandemia vai atravessar o ano, tanto nos Estados Unidos como no Brasil.  

Diante dos fatos que estamos a vivenciar, não espero grandes alterações no quadro da economia, pelo menos, nos próximos três meses e na pior hipótese, a "coronavírus" deverá estar presente nas nossas vidas até o final do ano.  Apenas, o "epicentro" da "coronavírus" está deslocando para o interior do País, deixando os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro.  É bem real o que diz o estatístico da UFPR: "A gente não atingiu o mesmo nível da pandemia de outras regiões, mas resta saber até quando vai esse aumento, se referindo ao seu estado (PR).  A única certeza é a incerteza sobre o período e a intensidade da evolução da "coronavírus" no Brasil. 

Pois, Marina, o que poderei dizer a você, à essa altura?  O momento requer cautela em suas atividades empresariais.  Não espere nenhuma novidade no curto prazo (90 dias).  A situação da "coronavírus" só vai mudar de rumo quando da vacinação em massa, previsto para iniciar somente em dezembro deste anos, na melhor das hipóteses.  Então, Marina, se você aguenta manter "em equilíbrio", com a atividade funcionando à "meia boca", então continue insistindo.  Mas, se a atividade empresarial já está no "vermelho", creio estar na hora de "fechar" e "esperar" a retomada de atividade econômica do País, que na melhor das hipóteses só virá no próximo ano.  

Marna, cautela e caldo de galinha não faz mal para ninguém!

Ossami Sakamori  


quinta-feira, 2 de julho de 2020

Economia. O pior está por vir em 2021.


Administrar as finanças da administração pública federal como faz a equipe econômica, está como o diabo quer.  Tudo que acontece é culpa da pandemia "coronavírus".  A situação atual está muito pior do que os últimos anos da administração Dilma.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, rasgou o diploma que recebeu no curso que fez na Chicago University.   A equipe econômica encontrou o terreno fértil para impor uma política econômica "neoliberal", cheio de improvisos e na direção incorreta.   Minha primeira previsão do "déficit primário" ou o "rombo fiscal" para o ano de 2020 é de R$ 1 trilhão.  E o pior está por vir em 2021.

A presidente Dilma sofreu "impeachment" pela "contabilidade criativa" de cerca de R$ 50 bilhões, que no ano seguinte teve que corrigir com a aprovação de uma lei própria.  Pois, agora, estamos a falar de R$ 1 trilhão de "rombo fiscal".  O "déficit primário" ou o "rombo fiscal" no Orçamento Fiscal de 2020, decorre de três incidentes:  1. O "déficit primário" que já constava na LDO, de R$ 124 bilhões; 2. As despesas não previstas no Orçamento Fiscal de 2020, decorrentes de "Auxílio emergencial" e de diversos "subsídios camuflados a grandes e médias empresas; 3. O rombo fiscal decorrente da "menor arrecadação" de impostos em relação aos previstos no Orçamento Fiscal de 2020.  

O impacto do "rombo fiscal" de R$ 1 trilhão na economia como todo, correspondente a cerca de 15% do PIB.  Nos "gastos extras" não está previsto gastos em investimentos que poderiam gerar recuperação da economia.  Pelo contrário, como não não está havendo cortes em "despesas correntes do governo", é previsível que o "déficit primário" do ano que vem, 2021, deverá repetir o mesmo deste ano.  Dois "rombo fiscal" de 15% do PIB é fatal para qualquer país do mundo.  Isto está a acontecer no País que já estava amargando a crise econômica desde 2015, a pior dos últimos 100 anos.  Até um leigo pode avaliar o que será do Brasil em 2021.  Estamos muito mais próximo do Burundi do que da Alemanha, com certeza.

O ano de 2020 está difícil.  Imagina o ano de 2021, se o PR der continuidade à atual política econômica "falso liberal" do Paulo Guedes.  Sim, a continuidade da atual política econômica nos levará ao "hecatombe" na área econômica e "catástrofe" na área social.   Haja "renda Brasil", sustentado pelos contribuintes, para manter a popularidade do presidente da República!   Abra o olho, presidente !

O ano de 2021 está marcada para ser igual ou pior do que o ano de 2020, a continuar a atual política econômica ao moldes do ministro da Economia, Paulo Guedes.  

Ossami Sakamori 

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Se preparem que vem a CPMF !


O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou a prorrogação do programa "Auxílio emergencial" por mais dois meses, abrangendo mês de julho e agosto.  Ao invés de sugestão do Paulo Guedes de escalonamento de R$ 500, R$ 400 e R$ 300, vai ser duas parcelas de R$ 600, como queria o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia.  A solução adotada evitou votar uma nova lei de autorização pelo Congresso Nacional.  

No seu discurso, o presidente da República comentou o apoio da população ao "Auxílio emergência", sentido na sua última viagem ao interior de Minas Gerais.  O PR sentiu que a "sua popularidade" junto à população mais pobre, aumentou.  Isto é uma lógica cartesiana.  Que digam o FHC, o Lula e a Dilma, que mantiveram a popularidade junto à população mais pobre, grande parte, por conta da Bolsa Família.  Só falta, o nosso PR querer ser o "pai dos pobres".

O presidente da República, Jair Bolsonaro, se vangloria de que o "Auxílio emergencial" é maior programa de renda mínima do mundo.  Esquece o PR de que programa de renda mínima apenas expõe a falta de desenvolvimento de qualquer país.  Quanto menor programa de renda mínima, mostra que o país é mais desenvolvido.  Um programa de renda mínima, deveria atender população de extrema pobreza, como sugeria o então senador Eduardo Suplicy, PT/SP, o autor intelectual do programa de renda mínima.   

Vamos aos números que representa o alcance do "Auxílio emergencial".  O programa de renda mínima, que se chamará "renda Brasil" ou qualquer outro nome semelhante, atenderá 69 milhões de adultos, sem emprego formal e não participante de outros programas já existentes.  Os jornalistas de plantões e a equipe do próprio governo, são tão incompetentes, que "de repente" descobriram o número de pessoas vulneráveis.  Este blog já vinha apresentado este número que se chega por simples conta de "aritmética", como 2 + 2 = 4.  

O que chama atenção é que, em "tese", os beneficiários do programa "Auxílio emergencial", que vai se tornar em programa permanente denominado de "rendaBrasil", serão sustentados pelos trabalhadores formais, que somava antes da pandemia "coronavírus" em 33,4 milhões.  Basicamente, um trabalhador formal vai sustentar dois beneficiário do programa "rendaBrasil".  É um programa de deixar "ruborizado" o próprio idealizador original do programa que é o ex-senador Eduardo Suplicy, PT/SP.  Chamem o Suplicy!

Em termo de Orçamento Fiscal do governo federal, o impacto do programa "Auxílio Emergencial", é grosso modo R$ 41,4 bilhões ou anualizado R$ 496,8 bilhões.  Como termo de comparação, no Orçamento Fiscal de 2020, está previsto gasto de R$ 109 bilhões em Saúde Pública,  R$ 103 bilhões em Educação e R$ 572 bilhões em Previdência Privada.   Desta forma, o programa "rendaBrasil", se levado ao efeito pelo ministro Paulo Guedes, não se sustenta sem o correspondente "aumento" da carga tributária. 

Se preparem que vem a "CPMF". 

Ossami Sakamori

terça-feira, 30 de junho de 2020

O buraco do Brasil será de R$ 1 trilhão em 2020


Ontem, mandei um plano econômico alternativo para saída da brutal recessão econômica que está por vir ou que já estamos vivenciando.  O documento foi enviado para Palácio do Planalto, mas se vai ser aproveitado ou não, são outros quinhentos.  O documento está datado de 26 de junho, antes mesmo de saber da notícia que acabo de ler e assistir nos principais meios de comunicação.   Nem é necessário ser um grande articulista econômica para ver o tamanho de "buraco" que o Brasil se meteu, em parte pela pandemia "coronavírus", mas sobretudo pelo "inchaço" da máquina pública.  Estamos no mesmo caminho do outrora Grécia.  

O governo anunciou o resultado primário do mês de maio, incluindo as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central.   Somente no mês de maio deste ano, o "déficit primário" foi de R$ 126,6 bilhões contra R$ 14,7 bilhões no igual mês do ano passado.  A explicação é óbvia: O aumento do "rombo fiscal" ou o "déficit primário" se deve ao aumento de despesas combinado com a perda de arrecadação.  

Vamos apenas lembar que o "rombo fiscal" ou o "déficit primário" para o ano de 2020, previsto na LDO é de R$ 124,1 bilhões.  Pois, o País conseguiu abrir um "buraco" no mês de maio, do tamanho do "rombo fiscal" previsto para o ano todo.  A notícia ruim é que ainda temos 7 meses para terminar o ano.  A minha previsão é que o Brasil termine com o "déficit primário" ao redor de R$ 1 trilhão, como fiz referência  no meu Plano de saída para o "coronavírus".  

Enfim, o Brasil fecha o mês de maio com o "rombo fiscal" de R$ 124 bilhões, anualizado, isto vai terminar em cerca de R$ 1 trilhão.  É mole?

Ossami Sakamori

domingo, 28 de junho de 2020

Brasil vai iniciar a vacina contra "coronavírus" no mês de dezembro de 2020


Infelizmente, a grande imprensa não dá destaque à notícia mais importante do dia de ontem, dia 27 de junho.  A grande imprensa está de "bico" com o presidente da República.  Lá na página interna do Estadão , encontrei matéria com informações relevantes para à população, que vive momentos de apreensão sobre a pandemia "coronavírus".  O governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou o acordo de cooperação com a Universidade de Oxford e o Laboratório AstraZeneca para produção no território brasileiro a vacina de prevenção à Covid-19, que é a denominação técnica da "coronavírus". 

A primeira etapa do contrato prevê que o País irá produzir 15 milhões de doses de vacinas, em dezembro deste ano, 2020 e mais 15 milhões no mês de janeiro de 2021.  A fabricação ficará por conta da Bio-Manguinhos da Fiocruz e o investimento previsto para produção do total de 100 milhões de vacinas incluindo todas fases, o investimento poderá chegar a US$ 288 milhões.

Segundo a Fiocruz, os primeiros lotes, serão para atender os grupos prioritários que são idosos e pessoas com comorbidades.  Comprovada a eficácia com os primeiros lotes e o registro da vacina efetivado no Brasil, haverá produção e vacinação para mais 70 milhões de doses de vacina.  Como não sou da área médica, vou restringir as informações somente ao que interessa à população.  Não adianta vir com argumentações contrárias, porque, este não é foro próprio e nem estou preparado para respondê-las.

Brasil vai iniciar a vacina contra "coronavírus" no mês de dezembro de 2020.

Ossami Sakamori

sábado, 27 de junho de 2020

Extensão do "Auxílio emergencial" será de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.


Está praticamente fechado a continuação do "Auxílio emergencial" do programa de enfrentamento do efeito "coronavírus" na economia brasileira entre PR e Paulo Guedes.  Segundo a grande imprensa, o novo pacote será em 3 parcelas desiguais, uma de R$ 500,00, uma de R$ 400,00 e uma terceira de R$ 300,00, assim como já tinha sido anunciado anteriormente pelo ministro Ramos da Secretaria Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.  

Há uma disputa política, o engalfinhamento desnecessário, entre o presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados.  Este último, propõe a extensão do atual "Auxílio emergencial", de R$ 600,00 por mais dois meses.  Há uma clara disputa política entre o Jair Bolsonaro e o Rodrigo Maia, sobretudo depois que o presidente da República começou fazer aliança política, "toma-lá, dá-cá", com os partidos que compõe o Centrão.  

O fato é que a extensão do "Auxílio emergencial" vai custar aos cofres públicos, gastos extras ao redor de R$ 60 bilhões, não previsto na LDO de 2020.  A despesa vai entrar na conta do "Orçamento de Guerra", que nem sabemos em quanto termina.  Só sabemos que a conta se aproxima celeremente do R$ 500 bilhões.   Somado este "rombo fiscal" ao "rombo fiscal" que já constava da LDO de 2020 e a perda de arrecadação dos impostos federais, o "déficit primário", que é dinheiro que falta para cobrir os gastos do governo, será de R$ 1 trilhão em 2020.  Com isto, o endividamento do Tesouro Nacional vai ultrapassar 100% do PIB, que é um número preocupante.  

Desse jeito, é fácil governar o País.  Vai "inventando" a conta e paga com o "endividamento público", via emissão de Títulos do Tesouro Nacional, ou o "Tesouro Direto" para os simples mortais.  O jogo é bruto.  E ainda tem articulistas econômicos achando que o Brasil está "bombando" na economia global.  Ledo engano!  Brasil caminha celeremente no rol de "fichas sujas" do mundo.

Extensão do "Auxílio emergencial" será de R$ 500, R$ 400 e R$ 300.

Ossami Sakamori

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Decotelli é o novo ministro da Educação!


Carlos Alberto Decotelli da Silva ou simplesmente Decotelli, foi nomeado, ontem, dia 25 de junho, como ministro da Educação pelo presidente da República, Jair Bolsonaro.   Ele substitui o Abraham Weintraub, polêmico por sua posição ideológica de "direita" e de sua atitude pessoal inadequado à função de um ministro.  O ex-ministro foi renomeado Diretor do Banco Mundial, de onde tinha saído para ocupar a posição de ministro, até desrespeitar os ministros do STF.  A falta de diálogo com os interlocutores da educação, também, foi uma das causas que gerou desgaste à sua atuação no Ministério.

Ao contrário do antecessor, o ministro Decotelli, 67 anos, vem com a proposta de "diálogo".  Na sua primeira entrevista aos repórteres no Ministério, fez questão de afirmar a sua disposição de : dialogar, dialogar, dialogar.   Decotelli é oficial de reserva da Marinha, professor da FGV e ex-presidente do FNDE do próprio Ministério da Educação.  Ele preenche o requisito de "conservador" e ser também um "negro" no quadro de Ministério.  Ironicamente, o seu antecessor, tinha revogado a resolução de "cotas raciais" para ingresso nas universidades públicas federais.

Decotelli tem o estilo de um paizão, pelo que pude perceber nas sua primeiras falas, um estilo próprio que inspira confiança aos seus interlocutores.  Tenho certeza de que o novo ministro da Edução vai enriquecer o quadro de ministros que compõe o governo do presidente da República Jair Bolsonaro.  Ponto para o PR!

Decotelli é o novo ministro da Educação!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 25 de junho de 2020

PIB do Brasil em 2020 deverá recuar R$ 1 trilhão!


No meio ao "repique" da epidemia "coronavírus" nos Estados Unidos, ao contrário de que afirmava o ex-ministro de Saúde, Henrique Mandetta, da existência de apenas um "pico" de curva de vítimas fatais.  No meio de notícia ruim, o Fundo Monetário Internacional faz uma nova projeção do PIB do Brasil.  Ontem, o FMI apresenta recuo de 9,1% no PIB de 2020.     

Este blog, baseado no fechamento de diversas atividades comerciais em todo o  País, além de redução da jornada de trabalho dos principais setores industriais, como as montadoras de veículos automotores, carro chefe do setor industrial, fiz previsão de recuo do PIB de 2020 para 15%.  A redução do PIB só não é maior porque o agronegócio que representa cerca de 20% do PIB, mantém no mesmo nível de atividade de 2019.  O que contribui também para manter a redução do PIB no patamar indicado por mim, se deve aos gastos do setor público que manterem-se inalterado até pela imposição de lei que não permite demissão de funcionários públicos.  O fato é que os governos, em todos os níveis, continuam gastando a mesma coisa, apesar da recessão e consequente sacrifício dos contribuintes.    

Voltando ao "repique" do "coronavírus" apresentado nos Estados Unidos, após o fim do "lockdown", bem ao contrário do que apregoava o presidente Trump, o "pico" do "coronavírus" já teria passado.  Até então, a "ciência" e a "medicina", previa a curva como um "n".  No entanto, a curva da pandemia "coronavírus" está apresentando como um  "m".  Se ocorrer o mesmo fenômeno no Brasil devido ao distensionamento gradual das atividades econômicas, o efeito da pandemia está longe de estar "sob controle", apregoado pelo governo da União e dos governos locais.  

Desta forma, mantenho a minha previsão de recuo da atividade econômica no Brasil de 2020, em 15% do PIB.  Grosso modo, o recuo do PIB em 2020, em valores absolutos, vai além de R$ 1 trilhão.  

Ossami Sakamori

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Bolsonaro terá que sair do "limbo".


Mais uma vez, o País entra em compasso de espera, no meio da crise econômica que se abateu devido a pandemia "coronavírus".  Desta feita é devido a briga de espaço político disputado entre os 3 Poderes da República.  As vaidades dos protagonistas,  dos membros do Supremo Tribunal Federal, do presidente da República e dos presidentes do Senado e da Câmara, estão tornando o País sem rumo sob ponto de vista da política macroeconômica.   Nessa briga entre os poderes da República, a grave crise econômica está ficando fora da agenda de prioridades.  

Nem me lembro como começou o "engalfinhamento" entre os membros dos 3 Poderes.  Creio que a origem de tudo vem da vaidade pessoal de cada membro dos Poderes da República.  Para ganhar o "holofote" da grande imprensa, cada personagem, já nominada, quer avançar sobre o "quadradinho" do outro, tal qual "briga de moleques" da rua.  Lembro-me como era a briga entre os grupos rivais, à época de guri.  Riscava uma linha no chão e chamava o outro para ver quem avançava antes.   É exatamente isto que acontece em Brasília, capital da República.  Os engalfinhamentos não se referem à diferença de substâncias, mas sim, tão somente disputa de vaidades pessoais.

O presidente da República, esquece que ele ocupa o posto que é o topo do pirâmide de Poderes da República.  Esquece o PR que se elegeu com 55 milhões de votos, depositados pelas pessoas que "confiaram" na mudança da postura política de um governante.   Esquece o presidente da República que ele está incumbido de governar o país para todos brasileiros, sejam eles, ricos ou pobres, negros ou brancos, homens ou mulheres, adultos ou crianças.  Quando o PR se dirige aos "seus apoiadores", no "cercadinho" do Palácio da Alvorada, divide o País no meio:  "nós e vocês", se torna preocupante. 

No meio da crise econômica que se abateu no País, onde a União já "queimou" entre R$ 350 bilhões a R$ 500 bilhões, do dinheiro que nem tem, para socorrer e auxiliar pessoas e empresas, sem ainda sequer apresentar o "Plano de saída" da crise econômica da "coronavírus", ainda assim, ficar brincando de sair do seu "quadradinho" para avançar no "quadradinho" do outro, mostra a falta de "postura de estadista" do presidente da República.  

A grande imprensa, dá conta de que o presidente da República encontra-se na "corda bamba", sob pena de, em não mudando a postura, estar sujeito a "perda de mandato".  Creio que, ainda há tempo do presidente da República Jair Bolsonaro, mostrar à população que está no posto para governar o Brasil, não só para "os seus apoiadores", mas para "todos os brasileiros". 

Bolsonaro terá que sair do "limbo".

Ossami Sakamori


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Economia. Há uma luz no final do túnel


O  presidente do grupo Fiat Chrysler (FCA) para Brasil e America Latina, o italiano Antonio Filosa, recém transferido do comando da Fiat na Argentina, anunciou a retomada da produção das unidades no Brasil, em 50%, após a paralisação devido a pandemia "coronavírus".   Antes, a Mercedes Benz do Brasil tinha anunciado a manutenção de produção de suas fábricas, também, em 50%.  Ao que parece, o setor automobilístico está se movendo na mesma direção.  Menos pior para o Brasil. 


Segundo a entrevista que eu assisti na CNN Brasil, Antonio Filosa, vai manter a retomada da produção mesmo sem ter certeza da retomada da demanda nos níveis históricos.  Sem dizer explicitamente, o presidente da Fiat Chrysler queixa-se da falta de um "Plano de saída" da paralisação da economia devido a "coronavírus".  Ele e outros capitães das indústrias concordam com o meu pensamento de que não há "Plano de saída" para a grave crise econômica que se abateu no País.

Pelo sim, pelo não, a indústria automobilística representa cerca de 20% do todo setor industrial.  As montadoras e fornecedoras de peças tem sido "motores" da economia brasileira como um todo, daí a importância de saber como anda o setor.   Conforme depoimento, por falta da clareza de política econômica para enfrentar a depressão econômica, um "Plano de saída", a empresa italiana liga o motor da sua produção no "compasso de espera".  

O ministro da Economia, Paulo Guedes, parece ter perdido o ímpeto de "abrir a economia", como era a sua intenção de implantar a economia ao estilo do professor Milton Friedman da Universidade de Chicago. A pandemia "coronavírus", parece ter atacado o Paulo Guedes.  Guedes defende hoje a teoria "neoliberal" do John Keynes.  Paulo Guedes, parece não estar preocupado com a retomada da economia via setor produtivo, mas via programas de proteção social, com a sua nova invenção, a Rede Brasil, que vai deixar de "inveja" aos governos do pretérito passado.

De qualquer forma, há uma luz no final do túnel.

Ossami Sakamori       

domingo, 21 de junho de 2020

Ditadura militar, nunca mais!


Fala-se muito em "intervenção militar" como se fosse a "solução" para a "crise política", de hoje, entre os 3 Poderes da República.  Poucos vivenciaram a "ditadura militar", termo pouco usado hoje em dia.  Hoje em dia, a denominação usual é, no máximo, "regime militar".  Os próprios militares não querem mudar a "expressão" para tentar apagar da história brasileira, o regime político de "exceção".  Esta matéria vai para o crivo da Agência Brasileira de Inteligência, a antiga Serviço Nacional de Informação.  No entanto, creio ser minha "missão", esclarecer alguns fatos não tão explorados pela imprensa.  

No dia 31 de março de 1964, pela manhã, a população brasileira viu os "tanques" do Exército nas ruas.  Antes da data, ninguém imaginava que o Exército desse o "golpe militar", termo que ficou conhecido no meio universitário.  Eu acabara de me matricular, em fevereiro de 1964, na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Paraná.   Eu iria fazer naquele ano, 20 anos.  Vim de família humilde, filho de agricultores, do interior do Paraná e talvez, por isso, levei algum tempo para "cair a ficha".

Pois, havia sido implantado a "ditadura militar" no País, para substituir o governo "populista" do João Goulart.  No período inicial da "ditadura militar" era considerado "anos de chumbo", com remoção do Presidente da República e "intervenção" no Congresso Nacional.  Foram feitas modificações na Constituição da República para "legitimar" o "regime militar" no poder.  Alguns de nossos colegas de Universidade foram para a "militância" contra a "ditadura militar".  Os que foram para militância tinha estrutura econômica familiar "classe média alta".  Os estudantes pobres, não tinham tempo para a "militância", porque tinham que trabalhar para o seu próprio sustento.  Era a realidade da época.

Lembro-me que, os "militantes", eram levados a prestar depoimento e serem "fichados" no DOPS - Delegacia de Ordem Política e Social, sem nenhum mandado de quem quer que fosse a "autoridade".   E estes eram julgados pela "Justiça Militar".  Eu mesmo fui testemunhar "a favor" de alguns amigos nos processos que corriam, apenas porque tinham participados da "reunião de Ibiúna".   Isso era a "ditadura militar", período que não tenho boa lembrança como brasileiro e por isso mesmo, repudio a volta da "ditadura militar".  

O presidente da República, Jair Bolsonaro, invoca a intervenção militar, baseado no Artigo 142 da Constituição Brasileira.  A intervenção militar previsto no Artigo 142 prevê restabelecimento da "lei e ordem" no sentido de segurança  pública da população, que já vem sendo implementado em algumas situações.  É esperteza dos "militantes" de hoje, confundir a "intervenção militar" com a "ditadura militar".  Uma coisa, uma coisa... Outra coisa, outra coisa!

Se houver a volta da "ditadura militar", não será via Artigo 142 da Constituição, mas será por via da "força coercitiva" do Alto Comando do Exército, sem ouvir os poderes constituídos da República.   O mapa da "ditadura militar", se houver, será por via dos Comandos Militares, conforme a lista abaixo.   Apenas, se lembrem de que um General não bate continência para um Capitão.

Comando MilitarQuartel-generalJurisdição
Brasão do Comando Militar da Amazônia.jpg Comando Militar da Amazônia (CMA)Manaus (AM)12.ª Região Militar[64]
CMNBrazil.png Comando Militar do Norte (CMN)Belém (PA)8.ª Região Militar[64]
CMNE.png Comando Militar do Nordeste (CMNE)Recife (PE)6.ª, 7.ª e 10.ª regiões militares[64]
CMO - 2.png Comando Militar do Oeste (CMO)Campo Grande (MS)9.ª Região Militar[64]
CMP.png Comando Militar do Planalto (CMP)Brasília (DF)11.ª Região Militar[64]
CML.png Comando Militar do Leste (CML)Rio de Janeiro (RJ)1.ª e 4.ª regiões militares[64]
CMSE.png Comando Militar do Sudeste (CMSE)São Paulo (SP)2.ª Região Militar[64]
DistCMS.jpg Comando Militar do Sul (CMS)Porto Alegre (RS)3.ª e 5.ª regiões militares[64]

Não foi fácil escrever o período obscuro da história política brasileira, no entanto, achei no dever de lembrar que o combate à "esquerda" brasileira, poderá ser feito via "formadora de opinião", como venho fazendo desde fevereiro de 2012, auge do governo petista, à época com 77% de aprovação pela população.   Pergunto: Onde estavam os atuais "estrelas" da direita, quando a Dilma estava com popularidade em alta?    Pois, eu já estava na "trincheira" contra os governos corruptos da Dilma e Lula e já estou "velhinho" para ficar na militância.  Mas... a minha espinha dorsal continua a mesma...

Ditadura militar, nunca mais!

Ossami Sakamori