Amazônia é nossa! Perito Judicial Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foi professor da Escola de Engenharia da UFPR. Macroeconomia e política.
terça-feira, 12 de janeiro de 2021
Ford é apenas a ponta de um grande "iceberg"
quinta-feira, 19 de janeiro de 2023
Fernando Haddad, o capitão do Titanic
Amanheci preocupado com o rumo da economia do País. A crise financeira das empresas, que eu mesmo alertei na matéria há, exatamente, dois anos, A Ford é apenas ponta do iceberg, está sendo exposta nos noticiários da grande imprensa, neste início do ano. Nesta semana, houve o anúncio da quebra das Americanas, uma grande loja de departamentos, ícone há décadas no País. E, durante a semana que estamos a passar, a grande imprensa noticiou o fechamento de fábrica da Toyota, a única filial da marca no exterior e outras tantas indústrias de tradição no País.
O País tem problema estrutural, de longa data e não foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, o Posto Ipiranga que deu solução para tudo. Muitas coisas ficaram no terreno de boas intensões, até por conta da pandemia Covid em 2020. O primeiro e grande problema, no meu entender, deu inicio com a quebra do Estado brasileiro em 2014/2015, considerado como a pior crise econômica/financeira dos últimos 100 anos. O País nunca mais pode gerar o "superávit primário" ou o dinheiro excedente após o pagamento das contas ordinárias do Governo federal, exceto juros da dívida pública. Se o Brasil vive, desde 2014, tomando dinheiro emprestado do mercado financeiro para pagar as contas ordinárias, imagine o pagamento de juros da dívida pública, que ascende a R$ 2,8 trilhões, que estão sendo acumulado ao longo deste tempo.
O novo governo, o do Presidente Lula, solicitou ao Congresso Nacional, mesmo sabendo da pindaíba ou a carência de recursos, o acréscimo de R$ 145 bilhões ao valor da LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023. Desta forma, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está previsto um "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 100 bilhões, isto sem contar com o acréscimo de despesas decorrentes ao acréscimo do número de ministérios que passaram de 26 para 37.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foram ao Fórum Econômico Mundial de Davos, "vender o novo Brasil" do governo do PT. Expuseram o esforço do Governo Lula em acabar com a fome de 120 milhões de brasileiros nesta condição e acabar com o "déficit primário" ainda neste ano, 2023. Ministro Haddad, cobrou aos dirigentes da OCDE a aceleração do processo de ingresso do País no Organismo, iniciado ainda na gestão do Paulo Guedes, no que foi respondido que a condição primeira era que o país cumprisse a regra básica e fundamental, exigência do Organismo, que é geração do "superávit primário". O País desconhece a palavra "superávit primário" desde 2014, do Governo Dilma, PT/MG.
De volta ao Brasil, o Fernando Haddad, vai debruçar-se em zerar o "déficit primário", com fórmula clássica de aumento de arrecadação ou seja via aperto na arrecadação e ainda, a criação de novos impostos ou contribuições, a fórmula clássica de administração pública. Cortar gastos, nunca!
O País assemelhar-se a um grande iceberg, retifico a frase para: O Brasil mais parece um Titanic à deriva, prestes a colidir com um imenso iceberg. E, o capitão do Titanic se chama Fernando Haddad.
Ossami Sakamori
terça-feira, 30 de novembro de 2021
Brasil está à deriva como um "iceberg"
Neste momento, o Brasil mais parece um iceberg à deriva, na imensidão do oceano, sem uma política econômica consistente e nem um plano macroeconômico visível para enfrentamento na saída da pandemia Covid-19. Os principais secretários do Ministério da Economia deixaram os seus postos em discordância ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nos últimos meses. Independente da inexistência da política econômica do Ministério da Economia, o Banco Central faz o que pode e tentando controlar a inflação que está apontando para dois dígitos (acima de 10%) neste final do ano.
Com prévia da inflação previsto para acima de 10% neste final do ano, o Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central, deverá reunir nos dias 7 e 8 de dezembro, a última reunião do ano, que definirá a taxa básica de juros Selic que balizará a trajetória dos juros do sistema financeiro nacional. A taxa Selic deverá elevar de 8,75% a 9,75% nesta última reunião do ano. A projeção da taxa Selic deverá ficar ao redor destes números em 2022, voltando para 7% ao ano, somente em 2023.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, há algum tempo, perdeu o comando sobre as reformas estruturantes na área econômica, assim como perdeu o comando da política econômica do governo do Presidente Jair Bolsonaro. Os principais temas econômicas estão sendo conduzidos pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na falta de definição clara da parte do ministro Paulo Guedes. Nem mesmo a prometida reforma tributária, tão necessária para atração de capitais para investimentos diretos não fazem mais parte da pauta do Ministério da Economia, infelizmente.
Enquanto o País aguarda as reformas estruturantes e uma pauta mínima de um plano para "travessia" do ano eleitoral, 2022, o País está à deriva como um iceberg num grande oceano, agitado que está devido a pandemia Covid-19, reforçado com uma nova variante, a "Ômicron", vindo dos países do sul da África. Espero que o presidente da República, no seu plano de reeleição em 2022, apresente um novo Plano Econômico para o Brasil, sob pena de sofrer pesada derrota nas eleições do próximo ano.
Ossami Sakamori
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Com Dilma, desemprego explode!
Enquanto os políticos estão brincando de acusações mútuas, de quem tem mais culpa no cartório, a economia do País está em frangalhos. O palco principal da política brasileira está a briga entre Dilma e Cunha. A Dilma acusando Cunha de corrupto e lamenta que o Cunha seja um brasileiro. Por outro lado, Cunha tira sua lasquinha sobre a fala infeliz da Dilma de que ela não considera Petrobras como parte do governo. Dizem que a briga é de cachorros grandes. Para mim, a briga é de dois vira latas! Briga de "moleques de rua".
A notícia hoje no Estadão é de que no Complexo Petroquímico de Rio de Janeiro, Comperj, o Consórcio Tubovias está demitindo 1 mil funcionários por falta de acordo na negociação de aditivos contratuais com a Petrobras. Ainda segundo a notícia, desde janeiro deste ano já foram demitidos mais de 5 mil trabalhadores do Comperj. Como para cada 1 trabalhador direto, está vinculado 2 trabalhadores indiretos, só nas obras do Comperj houve demissão de cerca de 15 mil trabalhadores.
As demissões no Comperj são apenas a ponta do "iceberg" de uma série de demissões que vem ocorrendo, não só com a paralisação das obras da Petrobras, mas também de outros setores da economia. As montadoras de veículos é uma outra ponta do "iceberg" que confirma as demissões em massa. As demissões nos outros segmentos da economia estão sob a lâmina d'água do "iceberg" ou dos "icebergs".
Único setor que mantém o mesmo nível de emprego é o de agronegócio. A baixa do preço de commodities no mercado internacional está sendo compensado com a valorização do dólar. Se não fosse contribuição do setor agrícola na formação do PIB, a retração da economia para este ano previsto em 3%, seria muito maior e o desemprego seria muito mais grave do que assistimos, hoje. O Brasil está a alcançar 10 milhões de desocupados entre a população economicamente ativa. Não está computado neste contingente as famílias beneficiárias do Bolsa Família que ascende a 13 milhões.
Enquanto os "vira latas" brigam, quem sofre os efeitos da política econômica perversa é a população. Que os políticos de todas latitudes se lembrem de que eles são meros representantes do povo. Nada mais que isto. Que eles se lembrem de que ninguém deu cheque em branco para fazerem o que eles bem entendem.
O povo está de olho!
Ossami Sakamori
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
BRASIL, UM TITANIC À PROCURA DE ICEBERG
A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 186 milhões em novembro, resultado de exportações de US$ 20,472 bilhões e importações de US$ 20,658 bilhões. Segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o resultado de novembro é o pior para o mês desde 2000. Fonte: Estadão.
Na quinta semana de novembro, o déficit foi de US$ 553 milhões, com exportações de US$ 4,660 bilhões e importações de US$ 5,213 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial é de US$ 17,185 bilhões, 33,9% a menos do que o resultado de janeiro a novembro de 2011. Fonte: Estadão.
Para este blogueiro que critica a apreciação demasiada do real perante o dólar, o resultado da balança comercial, isto é pior dos últimos 12 anos para o mês de novembro, não causa nenhuma surpresa. O que me parece que o mercado e a própria equipe da presidente Dilma estão perplexos. Isto me deixa muito mais preocupado do que eu estava, até hoje. O despreparo da equipe econômica na formulação da política econômica fica evidente. isto é preocupante.
Como bombeiros, a equipe Mantega e Tombini, sairam-se correndo para tentar apagar o incêndio, permitindo flutuação do câmbio, numa banda, ligeiramente superior ao praticado até semana passada, passando para nova banda de R$ 2,10 a R$ 2,20. Tudo feito no afogadilho, como fazem os economistas mal preparados. E todos agentes públicos e privados, em coro, aplaudem, ainda assim, a "competência" do governo Dilma.
Fica ridículo mesmo, Dilma, nesse ano ter criticado os europeus de praticarem política de austeridade fiscal e ter xingado a Angela Merkel de canibal, entre tantas asneiras já pronunciadas. O fato é que o governo Dilma, não faz lição de casa. Não adota os remédios da política econômica em doses certas. É como uma enfermeira, querer, administrar doses em pacientes com doenças graves.
Ninguém, ninguém mesmo, chama atenção da política econômica equivocada da presidente Dilma. Uns pela ignorância e outros pela conveniência. Nós estamos num Titanic cujo capitã, não sabe distinguir nem o "norte" da bússola. Esta capitã se chama Dilma Rousseff. Vamos torcer que o nosso Titanic não encontre o "iceberg" e levá-lo ao fundo do mar, no meio de "festas e orgias", como se estas nunca acabassem.
Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT. Twitter: @sakamori12
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Crise econômica explodindo!
quarta-feira, 10 de abril de 2013
DILMA, o TOMATE é apenas PONTA do ICEBERG!
Inflação do tomate é apenas termômetro da economia do País. Os alimentos em geral, subiram mais de 40% apenas neste verão. O comportamento do preço do tomate, não é apenas questão sazonal, embute significado importante na análise da inflação como todo. Segue breve notícia do tomate importado da China e em seguida análise crítica sobre o comportamento da inflação no Brasil.
A escassez do tomate -o novo vilão da inflação- não afeta só a salada brasileira. A indústria de molhos recorre cada vez mais ao tomate processado chinês para atender ao mercado interno.
Nos dois primeiros meses deste ano, as importações totais de tomates inteiros ou em pedaços (preparados ou conservados) subiram 232% em relação ao mesmo período de 2012, para US$ 13,8 milhões. Fonte: Folha.
Na China, o tomate é plantado na semidesértica área em volta da cidade de Urumqi, em Xinjiang, no noroeste do país. Por causa do clima extremamente frio, a colheita só é feita durante um período de cerca de 70 dias. Sozinha, Xinjiang é a terceira maior produtora mundial de tomate, atrás apenas dos EUA e da Itália. Fonte: Folha.
Comentário.
Quando o produto é oriundo da China, os brasileiros em geral, encaram como "deboche", pensam imediatamente como uma coisa vindo do país escravocrata. Lembra apenas do povo de olhos puxados, atrasado, com 1 bilhão e 400 milhões de problemas. Encaramos China como simbolo de país derrotado, atrasado culturalmente. Ledo engano. Os chineses já foram potencial mundial há 3 séculos. Tem cultura. O povo, alfabetizado, consegue lidar com seus 4.600 ideogramas contrastando com número de letras e símbolos latinos e universais que o povo brasileiro utiliza.
Por que faço pequena dissertação sobre a China? Porque a China tem política econômica que atende à necessidade da população deles como todo. O país do oriente cresce há 20 anos a uma média de 10% ao ano. O ano que teve crescimento pífio, em 2012, cresceu a uma taxa de 7,5% ao ano, enquanto o Brasil amargava 0,9% no seu PIB. China de hoje é país industrializado, forma centenas de milhares de engenheiros por ano para atender a sua demanda e tecnologicamente mais desenvolvido que o Brasil.
A China de Xi Jinping já ascendeu 400 milhões de chineses da classe pobre para classe média alta. E com o crescimento ao mínimo de 7,5% de PIB anual, acrescenta 50 milhões de chineses com poder de compra. O número é impressionante, 50 milhões corresponde ao dobro de número de pessoas que recebem Bolsa Miséria no Brasil. Isto é resumo do resumo da China de hoje. O que tem China com o Brasil? Tem tudo a ver. China pode servir de exemplo de sucesso, no campo econômico.
O sucesso da China, no aspecto econômico, tem um componente que os economistas e agentes do governo brasileiros ignoram ou faz que ignoram, que é o câmbio depreciado. O yuan (Ren Men Bi), moeda chinesa, é artificialmente depreciado, exatamente ao contrário do real, a nossa moeda, que é artificialmente apreciado. Considerado as duas defasagens que se soma, dá grosso modo 50%, ou seja produto chinês, FOB Shanghai, custa aproximadamente 50% do mesmo produto aqui no Brasil.
Eu só sei que, a China vai vir a ocupar até final desta década, o primeiro lugar no PIB, ultrapassando os EEUU. O Brasil, ao contrário na contra-mão, deverá cair da 6ª posição para 8ª posição no ranking do PIB mundial. Impressona-me muito o fato de 50 milhões de chineses ascendendo social e economicamente ao ano. Enquanto o Brasil vangloria-se em cativar os 22 milhões de pessoas que dizem sustentar as suas famílias com R$ 70 per capita. Daria para comprar 9 Kg de tomate! Ainda assim, continuamos a debochar os chineses.
Isto foi o preliminar para explicar o que vou afirmar, pela enésima vez, neste blog. A política econômica da presidente Dilma tem erro sistêmico. O erro está na concepção do plano econômico (sic) se é que existe algum plano. Entre vários componentes, como carga tributária, infraestrutura precária, logística mal resolvida, juros da dívida pública muito alto, tem o componente fundamental que é a defasagem cambial. Pouco se fala nisso. Quem chama atenção, não só eu, mas economistas técnicos de vários institutos de estudos econômicos são vistos e tratados com "deboche". Câmbio controlado é dogma para a equipe econômica do Lula e Dilma.
Contei história da China e dos chineses, porque é com yuan extremamente depreciado que a China vem galgando posições ano a ano na economia global. Quem imaginaria que a China ultrapassaria a economia japonesa ou americana, há 2 décadas atrás? O Brasil faz parte do mesmo bloco de sopinha de letras, o BRICS, mas infelizmente ocupamos a rabeira do bloco em termo de crescimento do PIB.
A melhor política cambial, em tese, seria câmbio totalmente flutuante. Isto não existe na prática. Como na prática, não existe Bancos Centrais autônomos. O dólar está artificialmente defasado, cotado ao redor de R$ 2. Estudos de institutos de pesquisas mais sérias, apontam como o patamar de dólar, aceitável, cotado no intervalo de R$ 2,60 a R$ 2,70. Com dólar no patamar real baixaríamos defasagem com o yuan chinês para cerca de 25% e aproximaríamos da realidade cambial americana e europeu. Devolveriam competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Isto está proibido de discutir no Brasil!
Entre o erro sistêmico, aponto também, o controle de preço das tarifas públicas, artificialmente, para conter a inflação e aumentar a demanda. E assim, quebramos a Petrobras e Eletrobras, dois ícones de empresas estatais, orgulho de todos brasileiros. Ao manter atual política de controle de preços, as empresas estatais estão perdendo a rentabilidade, tornando-as, empresas mastodonte que não conseguem gerar caixa com as próprias operações. Estão tornando companhias dependentes da caixa do Tesouro Nacional. São mais duas tetas para sustentá-las.
Com tarifas públicas comprimidas e câmbio defasado, vai se criando um mercado artificial. Soma-se ao engessamento de ambos, as tarifas públicas e câmbio, a expansão do crédito via bancos oficiais. Isto dá uma soma que é como botar querosene na fogueira. Dá um efeito explosivo. O governo controla e engessa, quase tudo, mas não tudo. É aqui a questão. Lembra-me o controle de preço do Plano Cruzado, embora tenha feito de maneira rudimentar, como tabelamento de preços, em essência não é diferente do que vivemos hoje.
Nem os alimentos e nem os serviços são tabelados. Então, o engessamento começa a dar fissura pelo lado dos preços livres. Até hoje, os serviços aumentaram de preços 200% nos últimos 5 anos. Agora chegou a vez dos alimentos não industrializados. Atrás do tomate, vai subir demais legumes. O mercado testou com o tomate, o mercado absorveu, então vai o resto. À esteira do tomate, vai feijão, vai arroz, vai batata, vai pepino... E a política econômica (sic) da Dilma vai morrer pelo estômago!
O preço do tomate é apenas ponta de um grande iceberg, capaz de afundar um Titanic chamado Brasil.
Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT, brasileiro nato. Twitter: @sakamori12
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Indiretamente, Meirelles na Lava Jato
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Com Temer, o Brasil continua falido!
sábado, 19 de janeiro de 2013
DILMA 2014 VAI DAR PARTIDA COM SHOWROOM PARA PREFEITOS
Ontem, postei matéria sobre a "racha" no PT, basicamente, entre grupo que apoia a presidente Dilma e o grupo que defende a candidatura do presidente Lula com vistas às eleições presidenciais de 2014. Dilma antecipou à comunicação que o presidente Lula faria sobre a sua pretensão de se candidatar-se à sua sucessão, já em 2014. Vejam o noticiário do Estadão sobre o mega lançamento, na prática, da sua candidatura à reeleição da Dilma.
De olho no apoio dos municípios para a eleição de 2014 e com objetivo de se aproximar dos prefeitos recém-empossados, o Palácio do Planalto vai fazer um showroom de seus programas e colocar ministros de plantão à disposição dos novos executivos municipais entre os dias 28 e 30, no Centro de Exposições, em Brasília. Será uma megaestrutura com apresentação de planilhas e dados atualizados de todos os programas e convênios do governo federal. Fonte: Estadão.
A estratégia é abrir um canal direto com os prefeitos e neutralizar, de certa forma, deputados e senadores, assim como os lobistas, que tradicionalmente atuam como facilitadores para obtenção de verbas nos ministérios. O encontro também tenta esvaziar o discurso político dos pretensos presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que defendem um novo pacto federativo. Fonte: Estadão.
De certa maneira, esta também será uma forma de diminuir a pressão que o Planalto recebe dos parlamentares, em busca de pagamento de emendas. O governo sabe que as pressões por emendas sempre existirão, já que anualmente, elas representam R$ 15 milhões no Orçamento para cada um dos 513 deputados e 81 senadores. Mas, com um canal aberto direto com o prefeito, os deputados ficam mais neutralizados, tentando diminuir o “toma lá dá cá” que costuma acontecer nas vésperas de importantes votações no Congresso. Fonte: Estadão.
Com a organização do evento envolvendo todos os ministérios e com convite de participação encaminhado a todos os prefeitos do Brasil, praticamente sepultou o desejo do Lula de se candidatar em 2014. Rei posto, rei morto. Os marqueteiros da Dilma acertaram na decisão sobre realização deste evento. Creio que foi uma fórmula inteligente de dizer não ao Lula. Com o evento, o Lula apequenou-se. Dificilmente a caravana que ele iria montar para percorrer o Brasil de norte a sul, vai se viabilizar. Dilma, não vai dar guarida à iniciativa do Lula.
Dilma tem problema com a vinculação do seu nome ao do Lula. Lula, moralmente, foi condenado no processo mensalão. Fez também a besteira de ter se amancebado com a Rosemary, chefe de gabinete da presidência no estado de São Paulo. Dilma escolheu a fórmula de jogar todos os podres em cima do Lula. E o povo vai aceitar como que verdadeiro fosse. Lula está mais sujo que pau de galinheiro. Fica fácil passar esta imagem ao público. Ela, Dilma, seria o lado limpo do PT. O Lula o lado sujo.
Existe uma questão pendente que é o envolvimento direto do seu nome, como chefe da Casa Civil do presidente Lula, até março de 2010. Período em que ela, Dilma, ordenou pessoalmente a contratação de R$ 20 bilhões de obras do DNIT, com o comprometimento dos empreiteiros de contribuição, via Caixa 2, de 3% sobre o valor da fatura para campanha Dilma 2010. O ministro Alfredo Nascimento e o diretor geral do DNIT Luis Antonio Pagot, foram afastados pela Dilma. No entanto, nenhuma medida de investigação foi ordenado para apurar os fatos, por motivo mais que óbvio.
Com a investigação promovida pela CPMI do Cachoeira, apareceu o ponta de "iceberg" que confirmam o delito descrito anteriormente, com a descoberta de propinas no montante de mais de R$ 400 milhões somente na Construtora Delta. O material de investigação fora entregue pelos partidos da oposição para a MPF/PGR, apesar de o relatório final ter resultado em lacônico 2 folhas de papel. Tem, então, mais dois personagens que sabem mais do que deve, sobre o esquema DNIT, o Carlos Ramos (vulgo garganta profunda do PT) e o empreiteiro Fernando Cavendish (o homem do jantar em Paris).
O mega roubalheira do DNIT tem um fator a favor da Dilma. Os principais envolvidos do esquema Cachoeira tem em seu portfólio esquema montado, também, com o principal partido da oposição, o PSDB. Para mandar botar um pá de cal em cima da sepultura da CPMI fica muito mais fácil. As instituições da República, embora respeitada, como o MPF/PGR e STF, ficarão de mãos atadas para instaurar o "inquérito policial", justamente sobre a presidente Dilma. A recente julgamento do processo mensalão pelo STF, temo que tenha sido apenas um "sonho de verão". A primavera não chegou no Brasil, infelizmente.
Enfim, a presidente Dilma, já abriu a temporada de caça aos votos!
Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT. Twitter: @sakamori12
domingo, 19 de janeiro de 2014
JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
PETROBRAS. DESABASTECIMENTO EM AMAPÁ
Por mais que eu faça esforço para compreender a política econômica da presidente Dilma, não é possível aceitar a saia justa imposta à Petrobras, para segurar a inflação. O resultado desta política já está causando problemas de desabastecimento na bomba de postos de combustíveis.
Assisti a fala do senador pelo Amapá, João Capiberibe, PSB, sobre desabastecimento da região metropolitana de Macapá, há mais de uma semana. Fiquei pasmo que foi necessário, segundo Capiberibe, a mobilização da bancada de Senadores e Deputados para solucionar o tão simples problema de abastecimento de uma capital do Estado do Amapá.
Segundo relato do senador Capiberibe, foi necessário mobilizar o presidente da Petrobras Graça Foster, para que o problema fosse resolvido, temporariamente. Segundo ele, ainda, não se sabe se a solução é definitiva. O que me espanta é a necessidade de presidente da maior estatal do Brasil, ter que, pessoalmente interferir para que os combustíveis voltassem às bombas de postos, em uma capital do Estado. Para mim, isto é apenas a ponta do "iceberg" do sucateamento da Petrobras, bem ao contrário do discurso dela, Graça Foster, de que a Companhia aperfeiçoa-se em gestão eficiente.
Vamos torcer que o desabastecimento, não venha ocorrer em outras cidades deste imenso Brasil. Vamos torcer que a dupla Dilma e Graça Foster, não enterre de uma vez, a nossa gloriosa Petrobras construída com muito sacrifício dos contribuintes, desde 1953. Uma companhia gigantesca como a Petrobras, basta um descuido para ela ir para o buraco. Tudo isto, infelizmente, para segurar a popularidade da presidente Dilma.
Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT. Twitter: @sakamori12
domingo, 4 de junho de 2023
Política econômica do boteco.
Bom domingo para todos! Como faço todos os dias, dou uma olhada nas notícias da grande imprensa e faço minhas análises sobre a economia global, sem perder de vista a economia brasileira. O meu olhar sobre a macroeconomia é o mesmo de um leigo, até porque eu não sou formado em ciências econômicas e sim em ciências exatas, a engenharia civil.
Reiteradamente, tenho afirmado que a política econômica, que o Governo Lula insiste em tratar como "arcabouço fiscal" ou "marco fiscal" à gosto de quem quer entrar numa "roda de conversa" como se fosse um especialista em macroeconomia, que é uma verdadeira "colcha de retalhos", como aquela que se via nos tempos duros do Brasil colônia. Com a leitura dos meus comentários, pelo menos, vão entrar na conversa pelo menos com o mínimo de base macroeconômica.
Para quem tem, pelo menos, a mínima noção do que seja a macroeconomia, o "arcabouço fiscal" ou "marco fiscal", nada mais é do que a "política fiscal" ou a "fiscal policy", como entenderiam um analista econômico do mundo global.
O Governo Lula, até o momento, padece da "ausência" de uma "política econômica", que é diverso da "política fiscal", consistente e clara, que englobaria as regras econômicas claras do que um amontoado de medidas econômicas, "inventadas" às pressas, para atender medidas "pontuais" do setor econômico privado, que emana da Avenida Paulista (sede da FIESP).
Ao que parece, com cinco meses do Governo Lula, não há "política econômica" que mostre o "norte" para as empresas privadas poderem fazer o planejamento e fazer os investimentos de médio e longo prazo. Sem "política econômica" clara, o do governo anterior espelhava na "liberal" do Milton Friedmann da Universidade de Chicago, o atual ministro da Fazenda, um advogado e a ministra do Planejamento, uma militante político e professora universitária, presumo que nem tem noção do que seja "política econômica", apenas, se preocupam em apresentar a "política fiscal" que se referem aos gastos do Governo federal incluído Previdência Social.
A política econômica, não poder ser apenas incentivo fiscal temporário para o setor automotivo, por um determinado período. O arcabouço fiscal ou o marco fiscal não é política econômica, mas é parte da atividade econômica do País, representando cerca de 33% do PIB.
Felizmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, PP/AL, tem desempenhado a função de "Primeiro ministro", sem o ser. Os principais projetos encaminhados pelo Executivo tem merecido atenção e "repaginado" com alterações que se fazem necessários para adequá-los à legislação e melhor implementação, não fugindo das regras do Orçamento fiscal, com os "déficits primários" ou o "rombo fiscal", que o País não consegue livrá-lo desde a crise econômica/financeira de 2014/2015.
Sem um plano econômico definido que engloba o setor produtivo e o setor público, o Brasil é um nau sem rumo, desviando tão somente de imenso iceberg que permeia a economia global. Tocar o Brasil como se fosse administrar um boteco da esquina, a chance de crescer vertiginosamente é mínima.
Ossami Sakamori
domingo, 21 de setembro de 2014
JBS/Friboi financia Dilma 2014 !
Folha, ontem. Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014.

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