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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Ford é apenas a ponta de um grande "iceberg"

 


Ontem, a grande imprensa ocupou todo o espaço para noticiar o fechamento das fábricas da montadora Ford do Brasil, após 101 anos de história no País.  Ficou a pergunta sem resposta. Será problema pontual de uma montadora?  Será problema do setor automobilístico no Brasil?  Será problema do setor industrial? Ou mesmo problema do ambiente econômico que o País oferece aos investidores?  Na minha opinião é tudo um pouco de cada pergunta.  No entanto, o fechamento da fábrica da Ford vai provocar efeito cascata no setor industrial.  O fechamento das fábricas da Ford é apenas a ponta de um imenso "iceberg".

No dia 3 de outubro do ano passado, 2020, escrevi Brasil está quebrado! , onde abordo o problema do Orçamento Fiscal do País ou dos "rombos fiscais" do governo federal.  O endividamento público bruto está ao redor do tamanho do PIB - Produto Interno Bruto ou tudo que o Brasil produz no ano.  E, continua ano atrás de ano, produzindo déficit fiscal ou o "rombo fiscal", o dinheiro que a arrecadação de tributos não cobre a despesa do governo.  
No dia 18 de novembro de 2020, escrevi que O PIB de 2020 será negativo em 4,5% , muito em consequência da pandemia Covid-19. No entanto, nem todo culpa é da pandemia.  O governo injetou na economia, além do Orçamento Fiscal de 2020, cerca de R$ 600 bilhões, segundo o governo, para reativar a economia, incluído subsídios indiretos às montadoras como a Ford.  No entanto, apesar do esforço do governo, o PIB fechou no negativo.  Isto, no Brasil, agravado pelo fato de o País estar em "depressão econômica" desde crise iniciada em 2015, primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
No dia 1º de dezembro de 2020, escrevi que A reforma tributária não será votada em 2020 . A reforma tributária e ou simplificação tributária é antiga reivindicação do setor empresarial, inclusive das montadoras e toda cadeia produtiva do setor.  E pelo andar da carruagem, nem será prioritária da agenda do governo e do Congresso Nacional.
No dia 5 de janeiro deste ano, 2021, escrevi a matéria que dizia respeito diretamente ao setor automotivo: A prudência é receita para 2021 . Por tudo que escrevi, vocês podem notar que o anúncio do fechamento das fábricas da Ford, não é nenhuma novidade para os empresários brasileiros. 
Infelizmente, só o ministro Paulo Guedes da Economia não tem enxergado os problemas estruturais do País, preocupado que está em cuidar, tão somente, das medidas que trazem popularidade ao presidente da República, como "auxílio emergencial" e outras benesses. 
Como disse no início desta matéria, o fechamento das fábricas da montadora Ford é apenas a ponta de um "iceberg".  Se o presidente da República não levar a sério os problemas estruturantes que o País necessita resolver, literalmente, o Capitão e seus tripulantes vão levar o Brasil à colisão ao imenso "iceberg" formada pela ignorância e insensatez.  Ainda há tempo de salvar o País.  Basta querer!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Fernando Haddad, o capitão do Titanic

 


Amanheci preocupado com o rumo da economia do País.  A crise financeira das empresas, que eu mesmo alertei na matéria há, exatamente, dois anos, A Ford é apenas ponta do iceberg, está sendo exposta nos noticiários da grande imprensa, neste início do ano.   Nesta semana, houve o anúncio da quebra das Americanas, uma grande loja de departamentos, ícone há décadas no País.  E, durante a semana que estamos a passar, a grande imprensa noticiou o fechamento de fábrica da Toyota, a única filial da marca no exterior e outras tantas indústrias de tradição no País.  

           O País tem problema estrutural, de longa data e não foi o ministro da Economia, Paulo Guedes, o Posto Ipiranga que deu solução para tudo.  Muitas coisas ficaram no terreno de boas intensões, até por conta da pandemia Covid em 2020.  O primeiro e grande problema, no meu entender, deu inicio com a quebra do Estado brasileiro em 2014/2015, considerado como a pior crise econômica/financeira dos últimos 100 anos.  O País nunca mais pode gerar o "superávit primário" ou o dinheiro excedente após o pagamento das contas ordinárias do Governo federal, exceto juros da dívida pública.   Se o Brasil vive, desde 2014, tomando dinheiro emprestado do mercado financeiro para pagar as contas ordinárias, imagine o pagamento de juros da dívida pública, que ascende a R$ 2,8 trilhões, que estão sendo acumulado ao longo deste tempo.  

         O novo governo, o do Presidente Lula, solicitou ao Congresso Nacional, mesmo sabendo da pindaíba ou a carência de recursos, o acréscimo de R$ 145 bilhões ao valor da LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023.  Desta forma, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, está previsto um "déficit primário" ou o "rombo fiscal" de R$ 100 bilhões, isto sem contar com o acréscimo de despesas decorrentes ao acréscimo do número de ministérios que passaram de 26 para 37.  

            O ministro da Fazenda, Fernando Haddad e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foram ao Fórum Econômico Mundial de Davos, "vender o novo Brasil" do governo do PT.  Expuseram o esforço do Governo Lula em acabar com a fome de 120 milhões de brasileiros nesta condição e acabar com o "déficit primário" ainda neste ano, 2023.  Ministro Haddad, cobrou aos dirigentes da OCDE a aceleração do processo de ingresso do País no Organismo, iniciado ainda na gestão do Paulo Guedes, no que foi respondido que a condição primeira era que o país cumprisse a regra básica e fundamental, exigência do Organismo, que é geração do "superávit primário".  O País desconhece a palavra "superávit primário" desde 2014, do Governo Dilma, PT/MG.  

           De volta ao Brasil, o Fernando Haddad, vai debruçar-se em zerar o "déficit primário", com fórmula clássica de aumento de arrecadação ou seja via aperto na arrecadação e ainda, a criação de novos impostos ou contribuições, a fórmula clássica de administração pública.   Cortar gastos, nunca!  

          O País assemelhar-se a um grande iceberg, retifico a frase para:  O Brasil mais parece um Titanic à deriva, prestes a colidir com um imenso iceberg.  E, o capitão do Titanic se chama Fernando Haddad.

          Ossami Sakamori  

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Brasil está à deriva como um "iceberg"

 

Neste momento, o Brasil mais parece um iceberg à deriva, na imensidão do oceano, sem uma política econômica consistente e nem um plano macroeconômico visível para enfrentamento na saída da pandemia Covid-19.  Os principais secretários do Ministério da Economia deixaram os seus postos em discordância ao ministro da Economia, Paulo Guedes, nos últimos meses.   Independente da inexistência da política econômica do Ministério da Economia, o Banco Central faz o que pode e tentando controlar a inflação que está apontando para dois dígitos (acima de 10%) neste final do ano.  

          Com prévia da inflação previsto para acima de 10% neste final do ano, o Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central, deverá reunir nos dias 7 e 8 de dezembro, a última reunião do ano, que definirá a taxa básica de juros Selic que balizará a trajetória dos juros do sistema financeiro nacional.  A taxa Selic deverá elevar de 8,75% a 9,75% nesta última reunião do ano.  A projeção da taxa Selic deverá ficar ao redor destes números em 2022, voltando para 7% ao ano, somente em 2023.  

          O ministro da Economia, Paulo Guedes, há algum tempo, perdeu o comando sobre as reformas estruturantes na área econômica, assim como perdeu o comando da política econômica do governo do Presidente Jair Bolsonaro.  Os principais temas econômicas estão sendo conduzidos pelos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal na falta de definição clara da parte do ministro Paulo Guedes.  Nem mesmo a prometida reforma tributária, tão necessária para atração de capitais para investimentos diretos não fazem mais parte da pauta do Ministério da Economia, infelizmente.  

           Enquanto o País aguarda as reformas estruturantes e uma pauta mínima de um plano para "travessia" do ano eleitoral, 2022, o País está à deriva como um iceberg num grande oceano, agitado que está devido a pandemia Covid-19, reforçado com uma nova variante, a "Ômicron", vindo dos países do sul da África.   Espero que o presidente da República, no seu plano de reeleição em 2022, apresente um novo Plano Econômico para o Brasil, sob pena de sofrer pesada derrota nas eleições do próximo ano.  

           Ossami Sakamori


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Com Dilma, desemprego explode!


Enquanto os políticos estão brincando de acusações mútuas, de quem tem mais culpa no cartório, a economia do País está em frangalhos. O palco principal da política brasileira está a briga entre Dilma e Cunha. A Dilma acusando Cunha de corrupto e lamenta que o Cunha seja um brasileiro. Por outro lado, Cunha tira sua lasquinha sobre a fala infeliz da Dilma de que ela não considera Petrobras como parte do governo. Dizem que a briga é de cachorros grandes. Para mim, a briga é de dois vira latas! Briga de "moleques de rua".

A notícia hoje no Estadão é de que no Complexo Petroquímico de Rio de Janeiro, Comperj, o Consórcio Tubovias está demitindo 1 mil funcionários por falta de acordo na negociação de aditivos contratuais com a Petrobras. Ainda segundo a notícia, desde janeiro deste ano já foram demitidos mais de 5 mil trabalhadores do Comperj. Como para cada 1 trabalhador direto, está vinculado 2 trabalhadores indiretos, só nas obras do Comperj houve demissão de cerca de 15 mil trabalhadores.

As demissões no Comperj são apenas a ponta do "iceberg" de uma série de demissões que vem ocorrendo, não só com a paralisação das obras da Petrobras, mas também de outros setores da economia. As montadoras de veículos é uma outra ponta do "iceberg" que confirma as demissões em massa. As demissões nos outros segmentos da economia estão sob a lâmina d'água do "iceberg" ou dos "icebergs".

Único setor que mantém o mesmo nível de emprego é o de agronegócio. A baixa do preço de commodities no mercado internacional está sendo compensado com a valorização do dólar. Se não fosse contribuição do setor agrícola na formação do PIB, a retração da economia para este ano previsto em 3%, seria muito maior e o desemprego seria muito mais grave do que assistimos, hoje. O Brasil está a alcançar 10 milhões de desocupados entre a população economicamente ativa. Não está computado neste contingente as famílias beneficiárias do Bolsa Família que ascende a 13 milhões.

Enquanto os "vira latas" brigam, quem sofre os efeitos da política econômica perversa é a população. Que os políticos de todas latitudes se lembrem de que eles são meros representantes do povo. Nada mais que isto. Que eles se lembrem de que ninguém deu cheque em branco para fazerem o que eles bem entendem.  

O povo está de olho!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

BRASIL, UM TITANIC À PROCURA DE ICEBERG


A balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 186 milhões em novembro, resultado de exportações de US$ 20,472 bilhões e importações de US$ 20,658 bilhões. Segundo a série histórica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o resultado de novembro é o pior para o mês desde 2000. Fonte: Estadão.

Na quinta semana de novembro, o déficit foi de US$ 553 milhões, com exportações de US$ 4,660 bilhões e importações de US$ 5,213 bilhões. No acumulado do ano, o superávit comercial é de US$ 17,185 bilhões, 33,9% a menos do que o resultado de janeiro a novembro de 2011. Fonte: Estadão.

Para este blogueiro que critica a apreciação demasiada do real perante o dólar, o resultado da balança comercial, isto é pior dos últimos 12 anos para o mês de novembro, não causa nenhuma surpresa.  O que me parece que o mercado e a própria equipe da presidente Dilma estão perplexos.  Isto me deixa muito mais preocupado do que eu estava, até hoje.  O despreparo da equipe econômica na formulação da política econômica fica evidente. isto é preocupante.

Como bombeiros, a equipe Mantega e Tombini, sairam-se correndo para tentar apagar o incêndio, permitindo flutuação do câmbio, numa banda, ligeiramente superior ao praticado até semana passada, passando para nova banda de R$ 2,10 a R$ 2,20. Tudo feito no afogadilho, como fazem os economistas mal preparados.  E todos agentes públicos e privados, em coro, aplaudem, ainda assim, a "competência" do governo Dilma.  

Fica ridículo mesmo, Dilma, nesse ano ter criticado os europeus de praticarem política de austeridade fiscal e ter xingado a Angela Merkel de canibal, entre tantas asneiras já pronunciadas.  O fato é que o governo Dilma, não faz lição de casa.  Não adota os remédios da política econômica em doses certas.  É como uma enfermeira, querer, administrar doses em pacientes com doenças graves.  

Ninguém, ninguém mesmo, chama atenção da política econômica equivocada da presidente Dilma.  Uns pela ignorância e outros pela conveniência.  Nós estamos num Titanic cujo capitã, não sabe distinguir nem o "norte" da bússola.  Esta capitã se chama Dilma Rousseff.  Vamos torcer que o nosso Titanic não encontre o "iceberg" e levá-lo ao fundo do mar, no meio de "festas e orgias", como se estas nunca acabassem.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Crise econômica explodindo!

O buraco da crise econômica que se abateu no Brasil está longe de parecer uma "marolinha". Não é só, "recessão" apontada pelo consecutivo recuo no PIB nos dois trimestres deste ano. Eu já disse aqui, 300 vezes, que a crisa não chegou no fundo do poço. Vejam abaixo a ponta do "iceberg".

Segundo Estadão , um grupo industrial importante, com sede em Araraquara, antes em Curitiba, a empresa INEPAR vai pedir "recuperação judicial" com ativo de R$ 50 milhões e passivo de R$ 2 bilhões.  Hoje, é dia triste para os 2.000 trabalhadores da INEPAR que serão demitidos. O grupo econômico, com origem na cidade de Curitiba, onde moro, iniciou sua atividade há mais de 60 anos! O grupo era conhecido em "inovações tecnológicas". 

Isto é apenas a ponta do "iceberg" da crise econômica que o Brasil se meteu. O Brasil se encontra nesta situação pelo "erro sistêmico" que cometeu na formulação da política econômica do governo. Este blog, vem denunciando sistematicamente, o equívoco da política econômica (sic) do governo Dilma. Não vou entrar em detalhes sobre o "erro sistêmico". Vocês poderão encontrar as razões nas minhas mais de 1.340 matérias sobre o assunto, postadas aqui.

O mercado, como que "de repente" acordou sobre o equívoco da política econômica. O recuo do PIB é apenas indicador da situação econômica. A crise vai se agravar quando, da "não contratação" da mão de obra, virar para "demissões". Isto vai acontecer, não só ao grupo empresarial INEPAR. A crise em todos os setores, ainda está por vir. Eu já afirmei isto, antes.

Aproveitando o gancho, quero emitir aqui opinião mais do que sério sobre o futuro do País. Diante da crise econômica que estamos a vivenciar, não será uma nova cristã Marina Silva, com respaldo de uma banqueira é que vai "salvar a pátria".  O momento exige capacidade de gerenciamento da crise. O momento é muito mais grave do que crise cambial do FHC, contornado pelo "gestor de Banco Central" de emergência o Armínio Fraga.

Num momento deste, é irresponsável entregar a gestão da crise para Marina Silva, sem nenhuma experiência na administração pública. Única referência dela como gestora é frente ao ministério do Meio Ambiente no governo Lula. Para sair da crise como esta que vamos vivenciar, será necessário a capacidade e credibilidade de um Armínio Fraga.


Armínio Fraga: ministro da Fazenda do Aécio Neves

O reconhecimento da capacidade o Armínio Fraga é tanto que estão sendo "plantadas" notícias de que se Marina Silva eleita, nomeará Armínio Fraga como ministro da Fazenda. Pode isto? Lá vai aqui o meu: kukuku !

Ossami Sakamori



quarta-feira, 10 de abril de 2013

DILMA, o TOMATE é apenas PONTA do ICEBERG!


Inflação do tomate é apenas termômetro da economia do País. Os alimentos em geral, subiram mais de 40% apenas neste verão.  O comportamento do preço do tomate, não é apenas questão sazonal, embute significado importante na análise da inflação como todo.  Segue breve notícia do tomate importado da China e em seguida análise crítica sobre o comportamento da inflação no Brasil.


A escassez do tomate -o novo vilão da inflação- não afeta só a salada brasileira. A indústria de molhos recorre cada vez mais ao tomate processado chinês para atender ao mercado interno.
Nos dois primeiros meses deste ano, as importações totais de tomates inteiros ou em pedaços (preparados ou conservados) subiram 232% em relação ao mesmo período de 2012, para US$ 13,8 milhões. Fonte: Folha.

Na China, o tomate é plantado na semidesértica área em volta da cidade de Urumqi, em Xinjiang, no noroeste do país. Por causa do clima extremamente frio, a colheita só é feita durante um período de cerca de 70 dias. Sozinha, Xinjiang é a terceira maior produtora mundial de tomate, atrás apenas dos EUA e da Itália. Fonte: Folha.

Comentário.

Quando o produto é oriundo da China, os brasileiros em geral, encaram como "deboche", pensam imediatamente como uma coisa vindo do país escravocrata.  Lembra apenas do povo de olhos puxados, atrasado, com 1 bilhão e 400 milhões de problemas.  Encaramos China como simbolo de país derrotado, atrasado culturalmente.  Ledo engano.  Os chineses já foram potencial mundial há 3 séculos.  Tem cultura. O povo, alfabetizado, consegue lidar com seus 4.600 ideogramas contrastando com número de letras e símbolos latinos e universais que o povo brasileiro utiliza.

Por que faço pequena dissertação sobre a China? Porque a China tem política econômica que atende à necessidade da população deles como todo.  O país do oriente cresce há 20 anos a uma média de 10% ao ano.  O ano que teve crescimento pífio, em 2012, cresceu a uma taxa de 7,5% ao ano, enquanto o Brasil amargava 0,9% no seu PIB.  China de hoje é país industrializado, forma centenas de milhares de engenheiros por ano para atender a sua demanda e tecnologicamente mais desenvolvido que o Brasil.  

A China de Xi Jinping já ascendeu 400 milhões de chineses da classe pobre para classe média alta.  E com o crescimento ao mínimo de 7,5% de PIB anual, acrescenta 50 milhões de chineses com poder de compra.  O número é impressionante, 50 milhões corresponde ao dobro de número de pessoas que recebem Bolsa Miséria no Brasil. Isto é resumo do resumo da China de hoje.  O que tem China com o Brasil?  Tem tudo a ver. China pode servir de exemplo de sucesso, no campo econômico.  

O sucesso da China, no aspecto econômico, tem um componente que os economistas e agentes do governo brasileiros ignoram ou faz que ignoram, que é o câmbio depreciado.  O yuan (Ren Men Bi), moeda chinesa, é artificialmente depreciado, exatamente ao contrário do real, a nossa moeda, que é artificialmente apreciado.  Considerado as duas defasagens que se soma, dá grosso modo 50%, ou seja produto chinês, FOB Shanghai, custa aproximadamente 50% do mesmo produto aqui no Brasil.

Eu só sei que, a China vai vir a ocupar até final desta década, o primeiro lugar no PIB, ultrapassando os EEUU.  O Brasil, ao contrário na contra-mão, deverá cair da 6ª posição para 8ª posição no ranking do PIB mundial.  Impressona-me muito o fato de 50 milhões de chineses ascendendo social e economicamente ao ano. Enquanto o Brasil vangloria-se em cativar os 22 milhões de pessoas que dizem sustentar as suas famílias com R$ 70 per capita.  Daria para comprar 9 Kg de tomate! Ainda assim, continuamos a debochar os chineses.

Isto foi o preliminar para explicar o que vou afirmar, pela enésima vez, neste blog.  A política econômica da presidente Dilma tem erro sistêmico.  O erro está na concepção do plano econômico (sic) se é que existe algum plano.  Entre vários componentes, como carga tributária, infraestrutura precária, logística mal resolvida, juros da dívida pública muito alto, tem o componente fundamental que é a defasagem cambial.  Pouco se fala nisso.  Quem chama atenção, não só eu, mas economistas técnicos de vários institutos de estudos econômicos são vistos e tratados com "deboche".  Câmbio controlado é dogma para a equipe econômica do Lula e Dilma.

Contei história da China e dos chineses, porque é com yuan extremamente depreciado que a China vem galgando posições ano a ano na economia global.  Quem imaginaria que a China ultrapassaria a economia japonesa ou americana, há 2 décadas atrás?  O Brasil faz parte do mesmo bloco de sopinha de letras, o BRICS, mas infelizmente ocupamos a rabeira do bloco em termo de crescimento do PIB.  

A melhor política cambial, em tese, seria câmbio totalmente flutuante.  Isto não existe na prática. Como na prática, não existe Bancos Centrais autônomos.  O dólar está artificialmente defasado, cotado ao redor de R$ 2.  Estudos de institutos de pesquisas mais sérias, apontam como o patamar de dólar, aceitável, cotado no intervalo de R$ 2,60 a R$ 2,70.  Com dólar no patamar real baixaríamos defasagem com o yuan chinês para cerca de 25% e aproximaríamos da realidade cambial americana e europeu.   Devolveriam competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Isto está proibido de discutir no Brasil!  

Entre o erro sistêmico, aponto também, o controle de preço das tarifas públicas, artificialmente, para conter a inflação e aumentar a demanda.  E assim, quebramos a Petrobras e Eletrobras, dois ícones de empresas estatais, orgulho de todos brasileiros.  Ao manter atual política de controle de preços, as empresas estatais estão perdendo a rentabilidade, tornando-as, empresas mastodonte que não conseguem gerar caixa com as próprias operações.  Estão tornando companhias dependentes da caixa do Tesouro Nacional.  São mais duas tetas para sustentá-las.

Com tarifas públicas comprimidas e câmbio defasado, vai se criando um mercado artificial.  Soma-se ao engessamento de ambos, as tarifas públicas e câmbio, a expansão do crédito via bancos oficiais.  Isto dá uma soma que é como botar querosene na fogueira.  Dá um efeito explosivo.  O governo controla e engessa, quase tudo, mas não tudo.  É aqui a questão.  Lembra-me o controle de preço do Plano Cruzado, embora tenha feito de maneira rudimentar, como tabelamento de preços, em essência não é diferente do que vivemos hoje.

Nem os alimentos e nem os serviços são tabelados.  Então, o engessamento começa a dar fissura pelo lado dos preços livres.  Até hoje, os serviços aumentaram de preços 200% nos últimos 5 anos.  Agora chegou a vez dos alimentos não industrializados.  Atrás do tomate, vai subir demais legumes.  O mercado testou com o tomate, o mercado absorveu, então vai o resto.  À esteira do tomate, vai feijão, vai arroz, vai batata, vai pepino... E a política econômica (sic) da Dilma vai morrer pelo estômago!

O preço do tomate é apenas ponta de um grande iceberg, capaz de afundar um Titanic chamado Brasil. 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT, brasileiro nato.  Twitter: @sakamori12

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Indiretamente, Meirelles na Lava Jato

Crédito da imagem: Globo

É oportuno relembrar matéria postada por este blog em 19/1/2014, portanto há mais de dois anos, no momento em que a Polícia Federal faz busca e apreensão nas empresas do grupo JBS/Friboi, por conta da delação premiada do ex-presidente da CEF, Fábo Cleto. Ele teria afirmado que o grupo JBS/Friboi teria pago propina de 1% de um financiamento via FI-FGTS da empresa Eldorado do grupo JBS/Friboi ao deputado Eduardo Cunha.

A matéria de 19/1/2014:

Sempre, as notícias vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX.  


As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação financeira do banco de fomento federal, BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista.

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig. Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel manipulado, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral.

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, o grupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior faturamento do Brasil.  Isto não quer dizer muita coisa.  

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES e bancos oficiais, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões. O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica o porque do enriquecimento repentino.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!

JBS/Friboi do conhecido comercial doTony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições. Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos.  
Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014. 


Foi assim que me manifestei, há mais de 2 anos, quando era impensável o processo de impeachment da Dilma e muito menos a presidência da República ser ocupado pelo vice-presidente Michel Temer e ele ter convocado o Henrique Meirelles como principal nome da equipe econômica. 

A notícia ganha destaque, porque o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles era um dos principais executivos do grupo JBS/Friboi, até a véspera de assumir o posto de chefe da equipe econômica do governo Temer. Este episódio coloca em cheque a permanência do Meirelles como principal formulador da política econômica do governo Temer, no meu entender. 

Sem saber o do que viria acontecer hoje de manhã, tinha postado matéria sobre o equívoco da política econômica no meu novo blog Brasil liberal.

Ossami Sakamori















quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Com Temer, o Brasil continua falido!

Crédito da imagem: Pensa Brasil

A crise das penitenciárias noticiadas pela grande imprensa é apenas ponta do "iceberg" da falência do Estado brasileiro. O País está em "recessão" há mais de 2 anos, a pior dos últimos 100 anos. O atual governo da União é resultado do processo de impeachment da presidente Dilma, titular da chapa que elegeu o atual presidente Michel Temer. A própria chapa que elegeu o presidente Temer está para ser julgado pelo TSE, com forte possibilidade de ser cassada. O futuro político do presidente da República é incerto. O País passa pelo pior crise de "credibilidade".

O governo Temer encaminhou e aprovou a Emenda Constitucional que estabelece o "teto dos gastos".  Pior Emenda Constitucional não poderia ter sido aprovado pelo Congresso Nacional. A Emenda Constitucional autoriza o Executivo a cobrir o "rombo" fiscal com emissão de títulos da dívida pública, aumentando cada vez mais o endividamento do País. Por outro lado, também, "engessa" os Orçamentos Fiscais dos próximos 20 anos nos níveis de 2016, com "fraco" volume de investimentos públicos. 

O ano de 2017 mal começou e o governo Temer enfrenta a "crise das penitenciárias", que apenas expõe as mazelas da segurança pública. O governo Temer propõe criar mais vagas nos presídios e fazer levantamento, só agora, do número de presos no País. Vai liberar verbas que estavam "paradas" no Fupen - Fundo Penitenciário, não sabemos o motivo de não ter sido usado antes, para tentar resolver os problemas mais urgentes das penitenciárias em todo o País. 

O presidente Temer está dedicando "tempo integral" para resolver a crise das penitenciárias, esquecendo-se de que o País perde cerca de 56 mil pessoas por ano, resultado da falta de segurança. Quando a crise é da segurança pública, o governo Temer afirma que é "problema dos estados", num jogo de "empurra" de responsabilidades. O povo não quer saber se a responsabilidade é do governo federal ou dos governos estaduais.  O povo quer ter tranquilidade de "ir e vir" em qualquer logradouro público. O povo não quer saber dos "guetos" ou "comunidades", como que um "enclave" no próprio território brasileiro.

Não adianta reclamar do governo do PT. O governo, dito progressista, que promoveu maior ladroagem nos cofres públicos, em tese, já está fora do poder desde 12 de maio passado. O próprio presidente Temer fez parte da chapa que governou o País por longos 5 anos e 5 meses. Portanto é estranho que "só agora" tenha percebido que "havia" monumental "rombo fiscal". No mínimo, o presidente Temer foi "conivente" com a política econômica que hoje diz ter sido "equivocada". Michel Temer foi no mínimo co-responsável pela atual crise "moral e econômica" que o País atravessa. 

O governo Temer, quer fazer reformas estruturantes na economia do País. Convocou para a reforma econômica o então presidente do Banco Central do governo Lula da Silva por 8 longos anos, o Henrique Meirelles, que é a cara do próprio Lula da Silva. Henrique Meirelles é banqueiro e é representante dos agiotas nacionais e internacionais, com sede dos lucros fáceis com juros reais, a mais alta dentre 40 maiores economias do mundo. 

Michel Temer, como presidente da República, não tem coragem de propor uma "matriz econômica" que leve o País ao desenvolvimento sustentável. Temer tem medo de enfrentar os agiotas nacionais e internacionais. Temer prefere continuar privilegiando o setor bancário em detrimento ao setor produtivo do País. Temer é o próprio representante dos políticos corruptos e empresários beneficiários do "bolsa empresário, que mandam no País há décadas. 

Os gestos e palavras de um membro do Ministério Público faz aparecer como "cacoetes" que não mais impressiona o povo brasileiro. As palavras e gestos do presidente Temer não conseguem mais esconder a própria "falência do Estado brasileiro". Temer não tem força de "impor" a mudança do rumo do País. O Brasil continua falido!

Os que discordam da minha opinião, poderão postar comentários no espaço próprio deste blog. 

Ossami Sakamori




sábado, 19 de janeiro de 2013

DILMA 2014 VAI DAR PARTIDA COM SHOWROOM PARA PREFEITOS


Ontem, postei matéria sobre a "racha" no PT, basicamente, entre grupo que apoia a presidente Dilma e o grupo que defende a candidatura do presidente Lula com vistas às eleições presidenciais de 2014.  Dilma antecipou à comunicação que o presidente Lula faria sobre a sua pretensão de se candidatar-se à sua sucessão, já em 2014.  Vejam o noticiário do Estadão sobre o mega lançamento, na prática, da sua candidatura à reeleição da Dilma.  

De olho no apoio dos municípios para a eleição de 2014 e com objetivo de se aproximar dos prefeitos recém-empossados, o Palácio do Planalto vai fazer um showroom de seus programas e colocar ministros de plantão à disposição dos novos executivos municipais entre os dias 28 e 30, no Centro de Exposições, em Brasília. Será uma megaestrutura com apresentação de planilhas e dados atualizados de todos os programas e convênios do governo federal. Fonte: Estadão.

A estratégia é abrir um canal direto com os prefeitos e neutralizar, de certa forma, deputados e senadores, assim como os lobistas, que tradicionalmente atuam como facilitadores para obtenção de verbas nos ministérios. O encontro também tenta esvaziar o discurso político dos pretensos presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB), que defendem um novo pacto federativo. Fonte: Estadão.

De certa maneira, esta também será uma forma de diminuir a pressão que o Planalto recebe dos parlamentares, em busca de pagamento de emendas. O governo sabe que as pressões por emendas sempre existirão, já que anualmente, elas representam R$ 15 milhões no Orçamento para cada um dos 513 deputados e 81 senadores. Mas, com um canal aberto direto com o prefeito, os deputados ficam mais neutralizados, tentando diminuir o “toma lá dá cá” que costuma acontecer nas vésperas de importantes votações no Congresso. Fonte: Estadão.

Com a organização do evento envolvendo todos os ministérios e com convite de participação encaminhado a todos os prefeitos do Brasil, praticamente sepultou o desejo do Lula de se candidatar em 2014.  Rei posto, rei morto.  Os marqueteiros da Dilma acertaram na decisão sobre realização deste evento.  Creio que foi uma fórmula inteligente de dizer não ao Lula.  Com o evento, o Lula apequenou-se.  Dificilmente a caravana que ele iria montar para percorrer o Brasil de norte a sul, vai se viabilizar.  Dilma, não vai dar guarida à iniciativa do Lula.

Dilma tem problema com a vinculação do seu nome ao do Lula. Lula, moralmente, foi condenado no processo mensalão.  Fez também a besteira de ter se amancebado com a Rosemary, chefe de gabinete da presidência no estado de São Paulo. Dilma escolheu a fórmula de jogar todos os podres em cima do Lula.  E o povo vai aceitar como que verdadeiro fosse.  Lula está mais sujo que pau de galinheiro.  Fica fácil passar esta imagem ao público.  Ela, Dilma, seria o lado limpo do PT.  O Lula o lado sujo.

Existe uma questão pendente que é o envolvimento direto do seu nome, como chefe da Casa Civil do presidente Lula, até março de 2010.  Período em que ela, Dilma, ordenou pessoalmente a contratação de R$ 20 bilhões de obras do DNIT, com o comprometimento dos empreiteiros de contribuição, via Caixa 2, de 3% sobre o valor da fatura para campanha Dilma 2010.  O ministro Alfredo Nascimento e o diretor geral do DNIT Luis Antonio Pagot, foram afastados pela Dilma. No entanto, nenhuma medida de investigação foi ordenado para apurar os fatos, por motivo mais que óbvio.

Com a investigação promovida pela CPMI do Cachoeira, apareceu o ponta de "iceberg" que confirmam o delito descrito anteriormente, com a descoberta de propinas no montante de mais de R$ 400 milhões somente na Construtora Delta.  O material de investigação fora entregue pelos partidos da oposição para a MPF/PGR, apesar de o relatório final ter resultado em lacônico 2 folhas de papel.  Tem, então, mais dois personagens que sabem mais do que deve, sobre o esquema DNIT, o Carlos Ramos (vulgo garganta profunda do PT) e o empreiteiro Fernando Cavendish (o homem do jantar em Paris).  

O mega roubalheira do DNIT tem um fator a favor da Dilma. Os principais envolvidos do esquema Cachoeira tem em seu portfólio esquema montado, também, com o principal partido da oposição, o PSDB.  Para mandar botar um pá de cal em cima da sepultura da CPMI fica muito mais fácil.  As instituições da República, embora respeitada, como o MPF/PGR e STF, ficarão de mãos atadas para instaurar o "inquérito policial", justamente sobre a presidente Dilma.  A recente julgamento do processo mensalão pelo STF, temo que tenha sido apenas um "sonho de verão". A primavera não chegou no Brasil, infelizmente. 

Enfim, a presidente Dilma, já abriu a temporada de caça aos votos!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12 

domingo, 19 de janeiro de 2014

JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014.

Folha, ontem. Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014. 

Folha, 5/1/2014. Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula. Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada. Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas

Comentário.

Sempre, as notícias vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX.  Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar.  

As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas frigoríficos junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação financeira do banco de fomento federal, BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista.

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig.  Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel manipulado, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral.

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, ogrupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior faturamento do Brasil.  Isto não quer dizer muita coisa.  A maior empresa montadora nos EEUU, a GM, quase foi a pique, na crise financeira americana de 2008, se não fosse socorro do Obama.

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!

JBS/Friboi do conhecido comercial doTony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições.  Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos.  Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014. 

Cai fora, Tony Ramos, antes que Friboi afunde!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

PETROBRAS. DESABASTECIMENTO EM AMAPÁ


Por mais que eu faça esforço para compreender a política econômica da presidente Dilma, não é possível aceitar a saia justa imposta à Petrobras, para segurar a inflação.  O resultado desta política já está causando problemas de desabastecimento na bomba de postos de combustíveis.

Assisti a fala do senador pelo Amapá, João Capiberibe, PSB, sobre desabastecimento da região metropolitana de Macapá, há mais de uma semana.  Fiquei  pasmo que foi necessário, segundo Capiberibe, a mobilização da bancada de Senadores e Deputados para solucionar o tão simples problema de abastecimento de uma capital do Estado do Amapá.  

Segundo relato do senador Capiberibe, foi necessário mobilizar o presidente da Petrobras Graça Foster, para que o problema fosse resolvido, temporariamente.  Segundo ele, ainda, não se sabe se a solução é definitiva.  O que me espanta é a necessidade de presidente da maior estatal do Brasil, ter que, pessoalmente interferir para que os combustíveis voltassem às bombas de postos, em uma capital do Estado.  Para mim, isto é apenas a ponta do "iceberg" do sucateamento da Petrobras, bem ao contrário do discurso dela, Graça Foster, de que a Companhia aperfeiçoa-se em gestão eficiente.

Vamos torcer que o desabastecimento, não venha ocorrer em outras cidades deste imenso Brasil.  Vamos torcer que a dupla Dilma e Graça Foster, não enterre de uma vez, a nossa gloriosa Petrobras construída com muito sacrifício dos contribuintes, desde 1953.  Uma  companhia gigantesca como a Petrobras, basta um descuido para ela ir para o buraco.  Tudo isto, infelizmente, para segurar a popularidade da presidente Dilma. 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

domingo, 4 de junho de 2023

Política econômica do boteco.

 

Bom domingo para todos! Como faço todos os dias, dou uma olhada nas notícias da grande imprensa e faço minhas análises sobre a economia global, sem perder de vista a economia brasileira.   O meu olhar sobre a macroeconomia é o mesmo de um leigo, até porque eu não sou formado em ciências econômicas e sim em ciências exatas, a engenharia civil.

         Reiteradamente, tenho afirmado que a política econômica, que o Governo Lula insiste em tratar como "arcabouço fiscal" ou "marco fiscal" à gosto de quem quer entrar numa "roda de conversa" como se fosse um especialista em macroeconomia,  que é uma verdadeira "colcha de retalhos", como aquela que se via nos tempos duros do Brasil colônia.  Com a leitura dos meus comentários, pelo menos, vão entrar na conversa pelo menos com o mínimo de base macroeconômica.

        Para quem tem, pelo menos, a mínima noção do que seja a macroeconomia, o "arcabouço fiscal" ou "marco fiscal", nada mais é do que a "política fiscal" ou a "fiscal policy"como entenderiam um analista econômico do mundo global.

         O Governo Lula, até o momento, padece da "ausência" de uma "política econômica", que é diverso da "política fiscal", consistente e clara, que englobaria as regras econômicas claras do que um amontoado de medidas econômicas, "inventadas" às pressas, para atender medidas "pontuais" do setor econômico privado, que emana da Avenida Paulista (sede da FIESP).  

        Ao que parece, com cinco meses do Governo Lula, não há "política econômica" que mostre o "norte" para as empresas privadas poderem fazer o planejamento e fazer os investimentos de médio e longo prazo.  Sem "política econômica" clara, o do governo anterior espelhava na "liberal" do Milton Friedmann da Universidade de Chicago, o atual ministro da Fazenda, um advogado e a ministra do Planejamento, uma militante político e professora universitária, presumo que nem tem noção do que seja "política econômica", apenas, se preocupam em apresentar a "política fiscal" que se referem aos gastos do Governo federal incluído Previdência Social.

         A política econômica, não poder ser apenas incentivo fiscal temporário para o setor automotivo, por um determinado período.   O arcabouço fiscal ou o marco fiscal não é política econômica, mas é parte da atividade econômica do País, representando cerca de 33% do PIB. 

         Felizmente, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, PP/AL, tem desempenhado a função de "Primeiro ministro", sem o ser.  Os principais projetos encaminhados pelo Executivo tem merecido atenção e "repaginado" com alterações que se fazem necessários para adequá-los à legislação e melhor implementação, não fugindo das regras do Orçamento fiscal, com os "déficits primários" ou o "rombo fiscal", que o País não consegue livrá-lo desde a crise econômica/financeira de 2014/2015. 

        Sem um plano econômico definido que engloba o setor produtivo e o setor público, o Brasil é um nau sem rumo, desviando tão somente de imenso iceberg que permeia a economia global.   Tocar o Brasil como se fosse administrar um boteco da esquina, a chance de crescer vertiginosamente é mínima.  

         Ossami Sakamori      


domingo, 21 de setembro de 2014

JBS/Friboi financia Dilma 2014 !

Começamos a matéria com reprodução na íntegra do post feito em 19/1/2014, sob o título: "JBS/Friboi deverá financiar Dilma 2014". Na sequência, não deixem de ler o Epilogo, que também, é uma informação bombástica, tanto quanto a matéria que deu origem a esta nova. A Folha levantou relação incestuosa entre o grupo JBS/Friboi e o governo da Dilma Rousseff.  Até hoje, a matéria originária, teve mais de 49 mil visitas e 114 comentários. 

Folha, ontem. Sob o argumento de promover a internacionalização e reduzir a informalidade, o BNDES injetou, por da meio da compra de ações e títulos, R$ 12,8 bilhões em frigoríficos como JBS, Marfrig e Independência desde 2007. A cifra corresponde a 9% do orçamento do banco em 2014. 

Folha, 5/1/2014. Em meio às celebrações da virada do ano, o BNDES selou um acordo para, mais uma vez, favorecer o grupo Marfrig, um dos "campeões nacionais" do governo Lula. Com uma dívida de quase R$ 6,7 bilhões e valendo R$ 2,1 bilhões na Bolsa, o Marfrig está numa situação financeira muito delicada. Em meados de 2013, o grupo repassou a Seara ao concorrente JBS, que assumiu R$ 5,85 bilhões em dívidas

Comentário.

Sempre, as notícias vem em conta gotas.  Mas, as maracutaias dos governos Lula & Dilma, pelo menos no âmbito do BNDES, estão blindadas.  O dinheiro dos empréstimos ou participações do banco de fomento federal, somem no ralo, sem dar mínima explicação ao mercado e ao contribuinte.  Foi o que aconteceu com os empréstimos do BNDES, no montante declarado pelo próprio BNDES em R$ 10,6 bilhões concedidos ao grupo OGX.  Simplesmente, ninguém explicou para onde foi parar.  

As notícias que a Folha levantou, fala-se em passivo do grupo de empresas frigoríficos junto ao BNDES em R$ 12,8 bilhões, que aparentemente corresponde às participações acionárias aos grupos de empresas citadas, via BNDESpar, braço de participação financeira do banco de fomento federal, BNDES.  Isto é valor de aquisição das ações das companhias citadas no boom da Bolsa de Valores.  Hoje, no mercado este montante de investimento deve estar valendo cerca de 20% do valor colocado pelo BNDES.  

As notícias da Folha aponta que Mafrig se encontra em situação delicada.  Consta na notícia, também, que JBS, outra empresa do ramo de frigorífico, assumiu uma dívida junto ao BNDES no montante de R$ 5,85 bilhões na aquisição da empresa Seara pertencente a Mafrig, para não deixar a Mafrig naufragar de vez.  Foi dada uma espécie de sobrevida a Mafrig para evitar outro escândalo igual ao da empresa OGX do Eike Batista.

Há um inquérito corrento na área da Justiça Federal do estado de Rio de Janeiro, em investigação pelo MPF/RJ, sobre os empréstimos suspeitos do BNDES ao grupo Mafrig.  Consta do inquérito, que a empresa Mafrig teria contratado uma empresa de consultoria que pertencia ao atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho.  As maracutaias são feitas, intra muro, para evitar vazamento de informações negativos.   No papel manipulado, aceita tudo!  Assim como, a situação real da OGX foi escondido pelo próprio BNDES ao mercado acionário e ao público em geral.

O grupo Mafrig é apenas ponta de "iceberg" dos empréstimos fajutos do BNDES aos frigoríficos.  Isto, não sou eu que estou a afirmar, mas no mercado financeiro, até engraxate da Bovespa sabe que o rombo maior vem da empesa JBS.  Para quem não sabe, com a ajuda do Lula & Dilma, ogrupo se tornou maior empresa no setor de frigoríficos, senão, o maior faturamento do Brasil.  Isto não quer dizer muita coisa.  A maior empresa montadora nos EEUU, a GM, quase foi a pique, na crise financeira americana de 2008, se não fosse socorro do Obama.

O setor de frigoríficos é uma segmento que a margem da rentabilidade operacional é quase nula.  A JBS não ganha no operacional, mas sim no financeiro, tanto quanto GM ganhava no financeiro ao invés de operacional, produzindo seus veículos.  O grupo JBS está na corda bamba há muito tempo.  Estima o mercado que o grupo JBS deve ao sistema BNDES, com empréstimos subsidiados, o Bolsa Empresário, num montante que beira R$ 30 bilhões.  O patrimônio líquido da JBS é de R$ 8 bilhões, segundo balancete de 3ºT/ 2013, do próprio JBS, descontado os R$ 14,8 bilhões de valores intangíveis. 

Bem, o conglomerado JBS, é dos outros Batistas, o Joesley e Wesley Batistas, famosos também no "jet set" nacional e internacional, com iate de US$ 40 milhões comprados indiretamente com o dinheiro do BNDES e seus jatinhos cruzando o País de norte ao sul, acontecem no mundo social, também.  

Estes Batistas, tem comportamento megalomaníaco do outro Batista, o estelionatário Eike Batista.  Acontecem e esbanjam o dinheiro nosso, o suado dinheiro do sistema BNDES.  Os dois irmãos, são empresários que não tem 40 anos de idade e não herdaram fortuna dos pais.  Ambos Batistas tem em comum os padrinhos Lula & Dilma.  Isto explica.  

Enquanto permanecer os governos Lula & Dilma, os  Batistas dos carnes Friboi do Tony Ramos, estarão na mídia e estarão blindados com o dinheiro fácil do BNDES.  Só para lembrar, o presidente do Banco Central do Lula, o banqueiro Henrique Meirelles é o principal articulador do grupo junto ao governo da Dilma.  Costa quente eles tem, até demais.  Até quando o grupo JBS vai viver às custas do BNDES, ninguém sabe.  Só Dilma sabe!


JBS/Friboi do conhecido comercial doTony Ramos é o próximo OGX, a sucumbir, se o governo PT perder eleições.  Se Dilma ganhar eleições, a festa continua!  E cada vez mais BNDES vai botar nosso dinheiro no Friboi do Tony Ramos.  Com certeza absoluta, JBS será o principal financiador da campanha da Dilma.  Quem sabe, Tony Ramos será o principal mascote da Dilma 2014.

Epílogo.

O jornal Folha de São Paulo, na edição de hoje, confirma exatamente o que eu escrevi no dia 19 de janeiro deste ano. O grupo JBS é a maior financiadora de campanhas políticas do país, com doações registradas, até hoje, de R$ 113 milhões. Assim como foi afirmado na minha matéria que postei na íntegra, a maior fatia de doações, cerca de 80%, são feitas à base aliada do governo.

A Campanha da Dilma recebeu R$ 20 milhões, enquanto a Marina recebeu R$ 6 milhões e campanha do Aécio Neves recebeu R$ 5 milhões.  Dos R$ 113 milhões, segundo ainda a Folha, dos 80% das doações, o PT levou 25% e a base aliada da Dilma 55% restante.

Mais uma vez, confirmando, o grupo JBS/Friboi que compõe de empresa de infraestrutura e de uma fábrica de celulose recebeu aporte do BNDES em mais de R$ 40 bilhões, somados.  O grupo empresarial da família dos Batistas, Joesley e Wesley, são individualmente maior tomador de financiamento "bolsa empresário" do BNDES.  Maior parte das operações, o grupo contratou com o Banco à taxa de juros subsidiados de 3,5% ao ano.

As relações incestuosas não terminam por aí. O BNDES é o segundo maior acionista do grupo JBS/Friboi, com 24,59% de participação. A CEF, também, do governo federal detém 10% de participação. A família Batista detém 41,12% de controle. O restante das ações estão pulverizados entre os minoritários via Bolsa.

Estas doações levantadas pela Folha, preferencialmente para a candidata Dilma Rousseff em detrimento aos demais candidatos, confirma a minha suspeita de que muitos favores e muitas maracutaias ocorreram para alavancar o grupo JBS/Friboi.  Além de tudo, estas doações para a presidente da República vindo de uma grupo empresarial, sob suspeita, com participação do governo federal em 34,5%, cheira "podridão".  

As matérias postadas aqui, tem tido o grau de acerto nos principais acontecimentos deste País. Este blog previu com 1 ano de antecedência a maracutaia da compra da refinaria Pasadena, previu com antecedência de 3 meses, a falência do grupo OGX, sobre o superfaturamento da refinaria Abreu e Lima com 1 ano de antes.  Infelizmente, o que vem chamando atenção sobre suspeita da ladroagem e das maracutaias dos governos Lula e Dilma, vem confirmando uma a uma.



Aí Romeu Tuma Jr, nós acertamos em cheio! 

E nós, pagamos 34,5% do financiamento da campanha do JBS/Friboi para Dilma 2014.

Ossami Sakamori