quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Retrospectiva 2017

Pessoas e assuntos que me chamaram atenção em 2017.
Você faz a legenda para cada imagem abaixo.

Anita
( ...                                )

Lula
(  ...                                )


Gleisi Hoffmann
( ...                                )


Vallesney de Oliveira
( ...                                 )

Gilmar Mendes
( ...                               )

Sérgio Moro
( ...                                )

Sérgio Cabral
( ...                                 )

Aécio Neves
( ...                                   )

Antonio Palocci
(  ...                                 )


Zeina Latif
( ...                                 )

Paulo Maluf
( ...                                 )

Marcelo Bretas
( ...                                )

Marina Francischini
( ...                              )

João Amoedo
( ...                               )


Michel Temer
( ...                                 )

Flávio Rocha
( ...                              )


Priscila Cruz
( ...                                )


Luis Roberto Barroso
( ...                                )

Raquel Dodge
( ...                                  )

Técnico Tite
( ...                                  )

Favela do Rocinha
( ...                                   )

Sertanejo 
( ...                                  )

Círio de Nazaré
( ...                               )

 Lençois maranhenses
( ...                                )


Mata Atlântica
( ...                                  )

Pantanal matogrossense
( ...                                   )

Agronegócio
( ...                                    )

Bandeira do Brasil

Ossami Sakamori

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

O povo brasileiro é um bundão !


Chegando ao mais um final do ano e concluo com tristeza de que o povo brasileiro, no qual me incluo, virou um "bundão". Assisto nas telas da TV, as manifestações do povo de outros países do mundo, sobretudo da Venezuela, Argentina e Chile, aguerrido quando se trata do destino do seu País. O povo brasileiro foi às ruas para pedir impeachment da Dilma em número expressivo, mais de 3 milhões de pessoas em todo território nacional, no entanto, as manifestações de hoje, quando convocados, são feitos de verdadeiros "gatos pingados". 

Quando as mídias massacram com informações fantasiosas sobre a situação do País, me preocupa. O governo Temer informa que o País retomou um novo ciclo de desenvolvimento, o tão esperado, depois de longo período de depressão. O governo anuncia crescimento de 1% no PIB neste ano e previsão de 2,5% do PIB no ano que vem. Não sei donde o governo tira estes números, sem que tenha tomado medidas concretas para justificar o tal resultado promissor.

Por outro lado, o povo brasileiro, apesar de muitas reclamações, não saem da zona de conforto. Faz oposição ao governo Temer, timidamente, através de redes sociais. O fato é que o povo quer "terceirizar" atitudes que gostaria de tomar para os militares através de "intervenção militar constitucional" (sic). Em outras ocasiões esperam que o candidato da direita, o capitão Bolsonaro, resolva todos problemas do País, como que eleito for, ele fará intervenção no Congresso Nacional e no Judiciário. Qualquer das situações descritas acima está longe de acontecer. Espero que o povo brasileiro não caia em "depressão" maior do que está com as "frustrações" que virão. Não há milagres a produzir. 

O ano de 2018 será o de eleições. Eleições para o cargo de presidente da República, governadores e membros do legislativo federal e estaduais. Não se pode esperar grandes mudanças com o governo "fraco" e "impopular" a essa altura dos acontecimentos para o ano que inicia daqui a alguns dias. Falo do governo do presidente Michel Temer. Não se pode esperar grandes mudanças a não ser aprovação de algumas reformas estruturantes "desidratadas". No mais, o ano de 2018,continuará marcado com as consequências da Lava Jato. 

Não se pode esperar muita coisa de um País se o seu próprio povo é um "bundão". Preocupem não, que me considero parte deste País. O Brasil está mergulhado num lamaçal de ladroagens e conivências em todos poderes da República. Infelizmente, isto é o retrato do País. 

Ossami Sakamori


terça-feira, 19 de dezembro de 2017

O Tatu Tênis Clube


Em acordo firmado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica, a empreiteira Camargo Corrêa revelou a prática de cartel em 21 licitações que ocorreram em 7 Estados e no DF em um período de 16 anos. Um processo administrativo foi instaurado pelo Cade para investigar suposto cartel em concorrências públicas para obras de metrôs e monotrilhos. Foi o que  noticiou o Estadão de hoje. 

A notícia divulgada pela Globo com o estardalhaço de sempre, como se fosse a grande "descoberta" a existência de carteis em grandes obras públicas me causa espanto. Os carteis acontecem nos países do primeiro mundo como Estados Unidos, Alemanha e Japão. Além de tudo o cartel de grandes empreiteiros não é novidade no Brasil. Todas grandes obras foram construídos pelos empreiteiros brasileiros, a maioria citados no Acordo de leniência no CADE.

As grandes obras de engenharia, construído pelos governos do regime militar foram executados pelo "cartel de empreiteiros". A dúvida que fica é se houve pagamento de "propinas" para que o carteis tivessem contratos preferenciais do governo federal. Nos países do primeiro mundo, tudo isto é conseguido através de fortes lobby dos carteis, fornecedores do governo. Se a existência de lobby é certo ou não é uma discussão que não termina tão cedo. 


Coincidência ou não, discute-se na Câmara dos Deputados, a regulamentação do "lobby" dos diversos segmentos da atividade econômica do país, tal qual existe nos países do primeiro mundo. A economia com forte presença do governo federal, só poderia terminar nisso, a dúvida. O próprio banco de fomento do governo federal, o BNDES, financia os "oligopólios" em detrimento das empresas de pequeno porte. 

Depois de leite derramado, o BNDES participando ativamente no financiamento de grandes oligopólios, muitas vezes terminam em problemas, tal qual aconteceu com a OGX do Eike Batista, a JBS dos irmãos Batista e a Oi Telecomunicações do Carlos Jereissati. Vamos deixar claro que, os "favorecimentos" aos "oligopólios" vem dos tempos imemoriais. 

Ossami Sakamori


domingo, 17 de dezembro de 2017

O rolo compressor do Carlos Marun

Crédito da imagem: Globo

Carlos Marun, deputado federal do PMDB pelo Mato Grosso do Sul, assume a Secretaria do Governo em substituição ao deputado Antonio Imbassahy do PSDB de Bahia. A posse acontece num dos piores momentos do governo Temer, a falta de apoio parlamentar para promover qualquer reformas que envolve mudanças na Constituição da República. Carlos Marun vem como "rolo compressor" para promover as mudanças necessárias, creio.

A sua biografia disponível ao público, diz que ele é natural de Porto Alegre, 57 anos, advogado e engenheiro civil. Ele foi vereador em Campo Grande, deputado estadual e secretário de Habitação e Cidades do estado de Mato Grosso do Sul. Em 2014 elegeu-se deputado federal com 91,8 mil votos.

Deputado Carlos Marun, do PMDB, notabilizou-se como um dos mais ferrenhos defensores do Eduardo Cunha no episódio de cassação do mandato como deputado federal. Defendeu o deputado Eduardo Cunha, hoje preso pela Lava Jato no Complexo Médico Penal de Pinhais na Região Metropolitano de Curitiba, até o derradeiro momento da cassação pelo plenário da Câmara dos Deputados. 

Em virtude da recuperação de uma cirurgia que foi submetido o presidente Michel Temer, Carlos Marun na Secretaria do Governo deve fazer as articulações políticas que estava sendo feito pelo próprio presidente Temer, em razão do "rebelião" do "centrão" contra o então Secretário Antonio Imbassahy do PSDB. Carlos Marun deve, no período de recuperação do Temer, assumir inclusive as funções de representações em eventos. Digamos que é uma "nova estrela" na constelação da política brasileira.

Carlos Marun vai  ter disponível em mãos mais de R$ 20 bilhões em obras e emendas parlamentares referente à LDO de 2018 para serem negociados com os parlamentares, no já conhecido "toma lá, dá cá", para votação de reformas estruturantes como a da previdência. Carlos Marun terá em suas mãos o Orçamento Fiscal de 2018, "cheio" para utilizá-lo como convier para angariar o apoio dos parlamentares. Isto ele sabe fazer. Neste ponto o deputado Carlos Marun foi aluno aplicado do Eduardo Cunha, conhecido como rei das maracutaias. No sentido pejorativo, Carlos Marun teve uma boa escola. 

Seja como for, melhor um Carlos Marun atuante do que um Michel Temer doente. Brasil não pode parar!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori 


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Sou mais um caminhante!

Crédito da imagem: UOL

Insatisfações tomam conta de mim...
São coisas que estão fora do meu controle.
Por mais que eu tente contribuir, as minhas forças não valem nada para que as mudanças ocorram ao meu querer.

Os ventos são avassaladores...
Destroem tudo que no caminho se encontra.
São coisas da natureza humana, a ambição, o desequilíbrio, a ganância, o despudor, a soberba...

Não nasci para este mundo...
O mundo que contradiz ao meu modo de ser.
Tudo virou normal, a ladroagem, o assassinato, a desídia, a exploração dos mais humildes...

O anormal virou normal...
Tudo que aprendi virou coisa dos idos tempos.
Os que labutam para ganhar o mísero  pão de cada dia são considerados otários, imbecis, ignorantes e tantos outros termos pejorativos.

Nasci caminhante da vida...
O meu destino é o caminho do trabalho, da eficácia.
Caminhante sou para não ser mais um dentre tantos insensatos e imbecis.  
Antes que me mandem para ancestrais terras, vou sair a caminhar.

Chegado o final de mais um ano é hora de pensar...
O meu destino é perseguir o caminho da sabedoria, da decência e da sensatez.
Caminhante sou, ao destino que me dê conforto espiritual, longe da insensatez de muitos seres desumanos. 

Aos que desejam caminhar comigo... o convite está feito.

Ossami Sakamori



quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Lula será inelegível em 2018.



O TRF4 marcou para o dia 24 de janeiro de 2018 o julgamento do recurso do ex-presidente Lula da Silva referente ao processo conhecido como caso Triplex. A defesa do Lula acusa o Judiciário pela celeridade do processo, porque o resultado do julgamento diz respeito diretamente à inelegibilidade do ex-presidente Lula à eleição presidencial de 2018. A lei da ficha limpa prevê a inelegibilidade a qualquer cidadão que tem condenação em segunda instância.

Em 8 de junho de 2012, portanto há mais de 5 anos, comentei sobre o envolvimento do Lula da Silva no processo conhecido como "mensalão": "O fato é que o presidente Lula pretendia adiar o julgamento do mensalão para o próximo ano, porque para o próximo ano quase todos envolvidos seriam absolvidos pela decadência do prazo prescricional.  Não deu certo para presidente Lula.  O processo mensalão vai ao julgamento, onde o chefe do mensalão (sic) é o seu ex-chefe de gabinete José Dirceu, que despachava diariamente ao lado do presidente Lula, durante todo o tempo que processava a  operação mensalão". Afirmei à época: "É o começo do fim da era Lula".

Lula da Silva sobreviveu ao processo mensalão que o deixou fora na condenação. Foi uma manobra bem sucedida (sic) do ministro da Justiça da época, o Márcio Thomaz Bastos, para livrá-lo da condenação no "mensalão".  A íntegra da matéria poderá acessar clicando no: Lula, mensalão é o início do seu fim.

É provável que o TRF4 confirme a condenação do Lula da Silva em primeira instância imposta pelo juiz Sérgio Moro da Justiça Federal de Curitiba. A justiça tarde mas chega! Com condenação em segunda instância, Lula da Silva será inelegível a qualquer cargo político devido a lei da Ficha Limpa, sobretudo ao cargo de presidente da República.  

Ossami Sakamori


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Reforma da previdência não sai mais!

Escrevi em 13/11/2017. 

Minha opinião sobre o assunto previdência continua a mesma. Nem mesmo a reforma "desidratada" não mais será aprovada pelo Congresso Nacional, neste ano. Confira o que eu disse há um mês. 

Crédito da imagem: Veja

Após demonstração de indecisão, presidente Temer pressionado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles pretende aprovar, ainda este ano, a reforma da previdência. Michel Temer perdeu apoio da sua base parlamentar após duas denúncias de crimes comuns pelo MPF. Em qualquer circunstância e em qualquer governo a aprovação de uma Emenda Constitucional necessita de uma base sólida. Temer perdeu o bonde da história. Não tem maioria absoluta para aprovação de reforma da previdência social, a não ser "desidratada".

A Emenda Constitucional que necessita de no mínimo 308 votos dos deputados e 54 votos dos senadores, poderia ter sido aprovado no final de 2016 ou no início de 2017, quando o governo Temer ainda tinha cacife para bancar as reformas estruturantes. À essa altura dos acontecimentos, com eleições gerais previstos para a menos de um ano, nenhum parlamentar quer se comprometer em votar "medidas impopulares" como a da previdência. 

A equipe do Palácio do Planalto quer aprovar a reforma da previdência para tentar garantir a "agenda positiva" prometida ao "mercado financeiro". Agora a ordem é reforma da previdência "desidratada" para o "otário" ver. Desidratada palatável, só mesmo a "cebola desidratada". Só mesmo fazendo críticas desta forma para aguentar o governo impopular até 31 de dezembro de 2018. 

O presidente Michel Temer, só se sustenta com o efeito de intenso trabalho de "marketing", com mídia comprada a peso de ouro! Claro, comprado com o dinheiro do contribuinte: eu, você e nós!

Ossami Sakamori



domingo, 10 de dezembro de 2017

Inflação de 2,5%: Choro ou comemoro?

Crédito de imagem: Globo

Não sei se comemoro ou choro com a notícia de inflação baixa, a menor para o mês de novembro desde 1998. Segundo IBGE, o índice é menos do que a metade do mesmo mês de 2016. Comemoro porque o índice de inflação está próximo das grandes economias do mundo, incluído a China. Ao mesmo tempo, só tenho a lamentar porque a queda da inflação é apenas consequência da profunda recessão que o País atravessa. A queda da inflação não é consequência da política econômica e monetária acertada, mas sim de uma profunda e prolongada depressão, a pior dos últimos 100 anos.

Diz o IBGE que no cálculo do IPCA, índice oficial de inflação, os itens bebidas e alimentos acumulam queda de 2,4%, a mais intensa desde a implantação do Plano Real em 1994. Ainda segundo IBGE, alguns alimentos básicos como feijão, arroz, farinha e açúcar custam até 40% menos. Infelizmente a queda da inflação não decorre da política econômica do governo Temer, mas decorrente da falta de demanda. O brasileiro está comendo menos!

A queda da inflação decorre da queda de consumo decorrente do contingente de desempregados e subempregados nunca dantes visto na história do País. São 40 milhões da força de trabalho que só consomem apenas o necessário e suficiente para a própria sobrevivência. Somados a isto, os 60 milhões de pessoas inadimplentes completa o quadro desolador da economia real.

O triste de tudo é que a inflação baixa é ocasionada pelo baixo consumo da população, não pela política econômica e monetária acertadas mas pelas razões estruturais. Estruturalmente, o Brasil emite títulos da dívida pública para poder pagar as despesas do governo. Em outras palavras, o governo não consegue gerar receitas suficientes para pagar as suas próprias contas. O governo, em consequência, não consegue nem honrar o pagamento de juros da dívida pública que ascende a R$ 4,8 trilhões. O governo Temer só faz rolagem da dívida pública. Até onde vai isto, não sabemos. Um dia, isto vai explodir no colo do povo!

Resumindo, a tão comemorada baixa da inflação é resultado do política econômica que não consegue resolver a situação de 40 milhões de desempregados e desalentados, muito menos da situação de 60 milhões de pessoas inadimplentes no comércio. Governo Temer mente! Ministro da Fazenda Henrique Meirelles mente! O povo otário, como sempre, acredita!

Inflação de 2,5%: Choro ou comemoro?

Ossami Sakamori

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

2018, mais um ano perdido!

Crédito da imagem: Comex

Ao contrário da previsão do ministro da Fazenda Henrique Meirelles de que o crescimento do Pais será acima de 2,5% para o próximo ano, não vejo nenhum motivo para tanta euforia. O recuo da taxa de juros Selic ao menor patamar dos últimos anos, 7% ao ano, não representa grande mudança no rumo da economia do País como todo. Receio que o ano de 2018, ao contrário da previsão do governo Temer, poderá ser mais um ano perdido! 

O primeiro sinal que motiva o meu pessimismo é o resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano, divulgado pelo IBGE, que foi de 0,1%. O PIB do corrente ano deve terminar dentro da previsão do mercado de 0,7%, com alguns décimos para cima ou para baixo. O tão esperado resultado otimista da venda do Natal deve terminar em termos nominais ao redor de 5% ou seja 2% de crescimento em termos reais. O resultado pode causar enorme frustração, diante do tamanho otimismo "vendido" pela grande imprensa.  

Outro fator que poderá determinar o pífio crescimento no próximo ano será o recuo na produção da safra agrícola em relação ao deste ano. O setor agrícola prevê recuo de produção de soja em 6% e 2% para o milho para safra do ano que vem. Vamos lembrar que o crescimento do PIB deste ano deveu-se, sobretudo, ao crescimento substancial do PIB do setor agropecuário. O ano de 2018, não contará com a alavanca de crescimento deste ano.  

O calcanhar de aquiles para a demora da retomada de crescimento está no contingente de desempregados e subempregados que atingem cerca de 40 milhões de trabalhadores. Por mais que o governo anuncie o aumento de "empregos informais",  o que está havendo é migração de da classe de desempregados para classe de sub-empregados, conhecido como "biscateiros". A reversão deste quadro só será possível com o crescimento do setor produtivo criando novas vagas em suas fábricas, o que não estamos a ver nos últimos indicadores econômicos. 

O fato é que os investidores diretos estão postergando os investimentos em suas fábricas devido à não realização de reformas estruturantes prometido pelo governo Temer. Somado à falta de reformas, sobretudo a reforma profunda da previdência e a reforma tributária, o ano de 2018 será marcado pela realizações de eleições presidenciais. Os investidores diretos, não decidirão sobre os novos investimentos sem ter a certeza de ver a política econômica delineada pelo novo presidente da República. Por enquanto, os prováveis candidatos não estão apresentando "matriz econômica" sustentável ao longo dos próximos anos, o que preocupa os investidores institucionais.

O ano de 2018 será marcado pelo "marasmo". Não haverá crescimento substantivo no PIB como esperam o presidente Temer e seu ministro da Fazenda.

Ossami Sakamori



terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Embrapa. Derrubando o mito da devastação

Alcance territorial da Legislação ambiental, indigenista e agrária

por Evaristo Eduardo de Miranda
Coordenador do GITE - EMBRAPA

Em 25 anos, o Governo federalizou quase 35% do território nacional destinando-o a unidades de conservação, terras indígenas, comunidades quilombolas e assentamentos de reforma agrária. Sem planejamento estratégico adequado, esse conjunto de territórios resultou essencialmente da lógica e da pressão de diversos grupos sociais e políticos, nacionais e internacionais. Agora, o país está diante de um desafio de gestão territorial, gerador de conflitos cada vez mais agudos, conforme mostram os dados reunidos pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica – GITE da EMBRAPA (FIG. 1).

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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, até outubro de 2013, 1098 unidades de conservação ocupavam 17% do Brasil. Aqui, na maioria dos casos, as unidades de conservação excluem a presença humana, enquanto na Europa, Ásia e Estados Unidos pode haver agricultura, aldeias e diversas atividades nos parques nacionais, sem evocar a ampla visitação turística (FIG. 2).

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Nas unidades de conservação, a legislação ambiental brasileira ainda define no seu entorno externo uma zona de amortecimento onde as atividades agrícolas (e outras) são limitadas por determinações da gestão da unidade de conservação (proibição de transgênicos, de pulverizar com aviação agrícola etc.). A largura dessa zona é variável. Estimativas por geoprocessamento avaliam o seu alcance territorial entre 10 a 80 milhões de hectares adicionais (1 a 9% do Brasil), dependendo da largura dessa faixa que pode variar entre as unidades de conservação e mesmo ao longo do perímetro de uma única unidade (FIG. 3).

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Segundo a FUNAI, 584 terras indígenas ocupam aproximadamente 14% do território nacional. Reunidas, essas duas categorias de áreas protegidas, eliminando-se as sobreposições, ocupam 247 milhões de hectares ou 29% do país (FIG. 4).

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Com quase 30% de áreas protegidas (unidades de conservação e terras indígenas), o Brasil é o campeão mundial da preservação (FIG. 5). Segundo a International Union for Conservation of Nature (IUCN), os 11 países com mais de dois milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo (China, EUA, Rússia etc.) dedicam 9% em média de seus territórios às áreas protegidas (FIG. 6).

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A atribuição de terras pelo Governo Federal não acaba por aí. Sob a responsabilidade do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) existem 9.128 assentamentos, de diversas naturezas e estágios de implantação (FIG. 7). Eles ocupam 88,1 milhões de hectares, ou seja, 10,2% do Brasil ou 14,4% do que resta quando descontado o território já atribuído às áreas protegidas. Essa área equivale a quase o dobro da cultivada atualmente em grãos no Brasil, responsável por cerca de 190 milhões de toneladas na última safra.

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Pelos dados do INCRA e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, as 268 áreas quilombolas decretadas ocupam cerca de 2,6 milhões de hectares (FIG. 7). No conjunto mais de 290 milhões de hectares, 34% do território nacional, estão atribuídos.
O mapa do Brasil com mais de 11.000 áreas atribuídas, essencialmente pelo Governo Federal, impressiona e permite visualizar a complexidade da situação atual (FIG. 8). Esse mapa ilustra o tamanho do desafio de governança territorial e fundiária. Cada uma dessas unidades pede um tipo de gestão, avaliação e monitoramento específicos e transparentes.

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O Governo Federal continuará atribuindo-se mais e mais extensões de terra que, na maioria dos casos, sairão do controle dos estados e municípios. Há Estados em que boa parte de seu território já foi “federalizada” por decretos federais de atribuição de áreas que estarão por muito tempo sob o controle de órgãos e instituições federais.
Além das áreas já atribuídas, existem milhares de solicitações adicionais para criar ou ampliar mais unidades de conservação, terras indígenas, assentamentos agrários e quilombolas. Cada vez mais, as novas áreas reivindicadas já estão ocupadas pela agricultura e até por núcleos urbanos. Esse quadro complexo de ocupação e uso territorial representa um enorme desafio de governança fundiária e envolve conflitos graves, processos judiciais, impactos sociais e implicações econômicas significativas.
Além das demandas adicionais desses grupos, minorias e movimentos sociais, todos com sua lógica e legitimidade, há ainda a necessidade de compatibilizar essa realidade territorial com crescimento das cidades, com a destinação de locais para geração de energia, para implantação, passagem e ampliação da logística, dos meios de transportes, dos sistemas de abastecimento, armazenagem e mineração.
O país campeão da preservação territorial exige que os agricultores assumam o ônus de preservar porções significativas no interior de seus imóveis rurais, como reserva legal ou áreas de preservação permanente, num crescendo que pode começar com 20% e chegar a 80% da área da propriedade na Amazônia. A repercussão do crescimento do preço da terra no custo dos alimentos é apenas um dos reflexos dessa situação.

Como disse Maurício Lopes, presidente da Embrapa, em artigo no Correio Brasiliense (8/6/2014), os pesquisadores brasileiros estão cientes de que somente sistemas de gestão territorial estratégicos poderão garantir a compreensão do potencial e dos limites da base de recursos naturais e dos processos de uso e ocupação das terras. E ajudar a superar esse grande e inédito desafio de inteligência territorial. Mas, só pesquisador não basta.


Ossami Sakamori

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Lula na cadeia!

Crédito da imagem: Folha

Ainda bem que acordei de bom humor hoje. Recebi comentário na rede social de que eu estaria apoiando o Lula para presidência da República. Xô! Longe de mim! Estou muito à frente dos que se dizem contra a candidatura do Lula à presidência da República.  Desde 15 de fevereiro de 2012, escrevi dezenas de matérias denúncias sobre as falcatruas do Lula. Só para lembrar, escrevi as matérias contra o Lula muito antes da Lava Jato e no auge da popularidade do PT, com 77% de aceitação. Os tempos foram bicudos para mim. 

Não escrevi uma linha sequer à favor do chefão da quadrilha que se instalou no Palácio do Planalto. Desafio qualquer um a acessar a "busca" através do espaço próprio deste blog para apontar uma linha à favor do Lula. Confesso que, no auge, do domínio da Dilma e PT, recebi ameças de pessoas ligadas ao partido do Lula. Nem por isso deixei de fazer oposição ao PT. Está fácil fazer oposição ao Lula, com PT fora do Planalto. Esta condição eu ajudei a criar.

Felizmente, o PT está morto! O Lula vai ser inelegível para eleições de 2018 com condenação em segunda instância do processo "triplex" da Lava Jato. Lula é leão morto! Não se chuta em animal morto. Tenho minha consciência tranquila de que ajudei, em muito, desalojar a quadrilha do PT do Palácio do Planalto, enquanto muitos estavam na zona de conforto, quietos. 

Ontem, fiz matéria sobre o candidato Bolsonaro, dizendo ele estar seguindo a mesma política econômica do atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles e em consequência a mesma do governo Temer. A minha opinião se baseou na matéria do Estadão sobre escolha do provável ministro da Fazenda do candidato Bolsonaro, que mostrava alinhado com o pensamento do ministro da Fazenda do governo Temer. A conclusão é cartesiana. 

Não sei se é pedir muito, mas ao criticar algum ponto do meu pensamento, gostaria que cada um, pelo menos, lesse a íntegra da matéria em questão e outras tantas anteriores, para poderem respaldar suas críticas, para que as mesmas não sejam injustas. 

Para quem ainda tem alguma dúvida da minha posição: Lula na cadeia!

Ossami Sakamori


domingo, 3 de dezembro de 2017

Jair Bolsonaro igual Michel Temer!


No Estadão deu que o economista Paulo Guedes que foi mentor do plano econômico do então pretenso candidato à presidência da República, agora, dá assessoria ao candidato Jair Bolsonaro. Pelos comentários postados, vê que um grande contingente de pessoas apoiam o seu nome como formulador da política econômica do eventual presidente da República Jair Bolsonaro. Se depender do Paulo Guedes, pouco muda sobre as metas do atual governo Temer.

Tal qual os formuladores da política econômica do governo Temer, Henrique Meirelles e companhia, o pensamento do Paulo Guedes, ainda segundo Estadão, é tão cartesiana quanto o primeiro. Disse Paulo Guedes:  "A Dilma foi um dos mais importantes fatores de destruição do tripé macroeconômico, baseado no câmbio livre e nas metas de inflação e fiscal. Ela participou do início, do meio e do fim do crime do desequilíbrio fiscal."  Vocês encontrarão uma alternativa para a matriz econômica do Meirelles/Paulo Guedes encontrarão no meu blog Brasil liberal já!

Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda do eventual governo Jair Bolsonaro, mais parece ventríloco do Henrique Meirelles. Aliás, a semelhança não para aí. Paulo Guedes é presidente do Conselho de Administração do Bozano Investimentos. Quem queria um banqueiro à frente do ministério da Fazenda está feito. Concluo, sem medo de errar, que Temer e Bolsonaro tem em comum a defesa do setor financeiro em detrimento ao setor produtivo. 

A mim não engana esses candidatos à presidência da República que se vestem de "direita", apenas com fim de angariar os votos necessários para chegar ao cargo máximo da República. Com Jair Bolsonaro o Brasil continuará pagando os juros reais as mais altas do mundo inibindo investimentos nos setores produtivos. Mercado financeiro está adorando! E os banqueiros estão rindo atoa! 

Tudo como dantes no quartel de abrantes!

Ossami Sakamori

sábado, 2 de dezembro de 2017

Com Temer, Brasil é um transatlântico sem rumo!

Crédito de imagem: Veja

Brasil está como um antigo transatlântico à deriva. Não há mais combustíveis para alcançar o destino almejado. Não há tripulação que obedeça ao capitão.  O capitão deseja que o navio chegue à terra de mil maravilhas prometida aos passageiros. Cada oficial subordinado quer o destino diverso daquele do capitão. Os motores da casa de máquinas estão parados à espera de combustíveis para fazer funcionar a "todo vapor".  Brasil está à deriva esperando um novo comandante que virá somente em janeiro de 2019.

Há promessa do capitão Temer de que o destino do País no ano que vem será diferente do momento vivido hoje. Alguns oficiais subordinados obedecem as ordens do capitão Temer, mas outros nem tanto. Há constante ameaça de rebelião entre os oficiais contra o capitão Temer. Outros preferem "cruzar os braços" esperando o ano de 2019.

O espaço de tempo, de hoje até janeiro de 2019, é muito largo para o transatlântico em permanente crise. Crise que iniciou em 2015 com a capitã Dilma. Há água e víveres somente o suficiente para atravessar o ano de 2018. Qual destino o transatlântico vai aportar ninguém sabe. Ninguém sabe quem vai ser o novo comandante. Ninguém sabe qual será o destino que o novo capitão vai dar ao velho transatlântico. 

Com Temer, o Brasil é um transatlântico sem rumo!

Ossami Sakamori