terça-feira, 12 de novembro de 2013

BNDES x Eike Batista. Quero os nossos R$ 10,6 bilhões de volta!

Folha. A empresa naval OSX, do empresário Eike Batista, acaba de protocolar seu pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.  A companhia segue o caminho da pretroleira OGX, sua principal cliente, que pediu proteção à Justiça no dia 30 de novembro para não pagar dívidas de R$ 11,2 bilhões. Com o cancelamento das encomendas de navios da OGX, a situação da OSX se deteriorou rapidamente. 

Comentário.  

Alega-se no pedido de recuperação judicial da OSX que a dívida com os bancos públicos é de R$ 1,6 bilhão.  No pedido de recuperação judicial a empresa OSX tem cara de pau de dizer que vai sobrar R$ 2 bilhões, após a venda de ativos e receber os créditos junto ao OGX do mesmo grupo.

Segundo nota oficial do BNDES emitido no auge da crise da OGX as 6 empresas holdings do grupo Eike Batista, OGX, OSX, LLX, MMX, MPX e a SIX deviam para o BNDES exatos R$ 10,6 bilhões.  Destas 6 empresas, até este momento, somente a empresa MPX foi vendido para grupo de investidores estrangeiros.  Supõe-se que uma pequena parcela do financiamento tenha passado para a responsabilidade dos novos donos.  Mas, e o resto?

A empresa OGX já foi para recuperação judicial caminhando a para falência, por falta de consistência dos ativos apresentados para justificar o pedido de recuperação judicial.   A OSX vai para o mesmo caminho.  Apesar de justificativas, no papel, isto vai terminar também em falência, na minha opinião.

Desta forma, restam as empresas LLX e SIX, que também estão em dificuldade, até pela repercussão da falência do restante do grupo.  A MPX, praticamente, são dos sócios estrangeiros.  O BNDES não declarou em sua nota, a dívida de R$ 10,6 bilhões por grupo de empresas, dificultando a pesquisa porque estão camuflados nos meandros da contabilidade.  Onde foi parar, ninguém, nos explicou ainda.  

O BNDES alegou que uma parte das dívidas tem carta de fiança dos bancos.   Mas que bancos?  Bando Votorantim que pertence ao Banco do Brasil?  As supostas cartas de fianças foram honrados na situação falimentar de cada empresa?  Creio que não.  Se foram honrados e pagos pelos emitentes de cartas de fianças que diga o BNDES.  

O BNDES alegou recentemente que o risco OGX é infinitésima parte dos riscos do Banco.  Quando o BNDES falou sobre o risco, dizia respeito a participação acionária do BNDESpar na empresa OGX.  Nada a ver com os empréstimos com recursos próprios ou repasses de algum Fundo, como Fundo da Marinha Mercante, no montante citado anteriormente, os R$ 10,6 bilhões.

O BNDES não esclareceu devidamente, mas a maior parte dos empréstimos de R$ 10,6 bilhões, foram garantidos com as próprias ações das companhias do grupo Eike Batista.  Diga-se de passagem que estas ações que garantiam os empréstimos, hoje, viraram micos.

Ah! Estava esquecendo de fazer referência ao aporte financeiro que a Petrobras deu à empresa OGX, após data da minha denúncia de 27/3/2013, no valor de R$ 900 milhões.  Gostaria muito de saber se este crédito consta do pedido de recuperação judicial da OGX ou simplesmente sumiu.  Este valor é mais um daqueles que somem no balanço da Petrobras sem menor explicação.  Quero os nossos R$ 900 milhões de volta, também!

Mesmo após minha matéria sobre situação de falência da OGX e das falcatruas do estelionatário Eike Batista em 27/3/2013, a presidente da ANP, Magda Chambriard, disse que o Brasil precisa de muitos Eikes Batistas, se referindo a suposta capacidade empresarial do estelionatário travestido de empresário Eike Batista.  A própria presidente Dilma, ainda neste ano, atendeu pessoalmente o estelionatário Eike Batista.  O presidente Lula, também, ainda neste ano, fez lobby forte para atrair investidor para o projeto LLX.  

De tudo isto, chego a conclusão que os presidentes Lula & Dilma, Magda Chambriard do ANP e Luciano Coutinho do BNDES ou são estelionatários tanto quanto o Eike Batista ou são incompetentes que não merecem os cargos que ocupam.   Vamos torcer que seja a segunda alternativa!  Vamos considerar que "eles não sabiam de nada".  Parece que este filme já vi, antes! 

Chegam a afirmar que sou chato.  Não, não sou não!  Estou defendendo os nossos suados R$ 10,6 bilhões!  Para se ter ideia da grandeza do número, no passado recente o presidente da Alemanha teve que renunciar ao cargo porque não conseguiu explicar devidamente a origem de US$ 1 milhão.  E eu que sou chato?  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Petrobras da Graça Foster. Como são esquentadas maracutais do exterior.

Estadão. Sob comando direto da presidente Graça Foster, a Petrobrás tem reduzido sua atuação na área internacional e fechado representações no exterior. Quando Graça assumiu em 2012, a Petrobrás tinha operação em 23 países. Hoje, o portfólio foi reduzido para 17. 

Comentário.  O fato de empresa como Petrobras atuar em 23 países do mundo, com atuação específica na área de petróleo, não quer dizer que exista coisa errada ou estranha.  Bastaria que as empresas subsidiárias funcionassem dentro das normas legais, não só de países em que elas atuam, mas também e sobretudo obedecendo leis e regras de transparências que impõe à qualquer órgão público, empresa estatal ou empresa de economia mista.  

PS: Tinha subsidiária também em paraísos fiscais, como Ilhas Cayman! 

Estadão. Parte das empresas existe apenas no papel; outras têm apenas escritório montado, sem operação de fato. Ao todo, 15 empresas já foram extintas e outras 38 serão encerradas até dezembro de 2015. Fonte: Estadão.

Comentário.  Ao todos são 53 empresas que estavam funcionando como cabide de emprego para os companheiros do PT.  Apesar da declaração da Graça Foster de que a empresa existia no papel ou que tinha apenas endereços físicos sem operação de fato, toda empresa é gerida por uma diretoria.  Normalmente, uma diretoria é composta de 3 membros, sendo assim, existia 159 companheiros recebendo em dólares, sem obedecer o teto de remuneração estabelecido pelas leis brasileiras.   O que à rigor está completamente equivocada a presidente Graça Foster.  

Estadão. A Petrobrás alega que, por terem sede no exterior, essas empresas não respondem às leis de informações brasileiras. É o caso da Petrobrás Américas, a unidade americana, ou a PRSI, da Refinaria de Pasadena.  

Comentário.  Está totalmente equivocada a Petrobras ao afirmar que as subsidiárias com controle acionária da Companhia, não respondem às leis de informações brasileiras.  Deu a entender, também que as subsidiárias integrais obedecem apenas leis locais onde está sediado.  Puro engano!  As subsidiárias, sobretudo integrais devem não só obedecer as leis de licitações e de transparência, realizando leilões de compra ou venda de seus ativos, para impedir o desvio de conduta dos funcionários da Petrobras, lotados no exterior. 

Estadão. Hoje, ainda existem 120 empresas sob gestão da área internacional, contando a holding controlada Petrobrás International Braspetro B.V. (PIB BV) que formará uma joint venture (50% cada) com o banco BTG, do banqueiro André Esteves, para exploração e produção de óleo e gás na África. Deve enxugar ainda mais quando forem incluídas as seis unidades africanas que sairão do balanço da companhia: Nigéria, Angola, Gabão, Benin, Namíbia e Tanzânia. Fonte: Estadão. "Aí junta-se tudo, elas saem (do balanço) e fecham", disse Graça.

Comentário.

Sob a mesma alegação, o ativo mais importante da Braspetro BV, subsidiária integral com sede na Holanda, foi vendido para o empresário André Esteves, sem licitações de venda, 50% do ativo US$ bilionário por uma bagatela de US$ 1,525 bilhão.  O rito normal é que, antes da venda, deveria ter contratado uma consultoria internacional do ramo de petróleo para valoração atualizada de tais ativos.   Eu avaliei estes ativos, por baixo, em US$ 10,5 bilhões.  A metade, 50% destes ativos, foi vendida ao empresário André Esteves, por preço de banana!  

Esta última matéria em específico foi objeto de reportagem no tradicional jornal Estadão, referindo-se ao pedido de investigação feita pelo deputado Rodrigo Maia, DEM/RJ.  O Google pode comprovar que o original da matéria foi postado por mim, muito antes do requerimento do deputado e da matéria do Estadão.  Só para constar. 

Adendo ao comentário. Fica ainda no ar a indagação formulada por mim, sobre a transferência do ativo financeiro, de princípio, oriundo do Golfo do México, de US$ 4,9 bilhões, que foi feito sorrateiramente para fundo Petros em dezembro de 2012, saindo do Balanço Patrimonial da Petrobras.   Isto é intrigante!

A dúvida que fica é, porque a Petrobras que está desfazendo de ativos para fazer caixa e tendo ativo financeiro num montante expressivo, vendeu no mercado financeiro.  Será que tais ativos, US$ 4,9 bilhões eram ativos "pobres" que se vendidos revelaria o rombo no balanço?   Com certeza a Graça Foster vai alegar que, como os ativos podres ou não, pertencem à subsidiária no exterior, não necessitando dar satisfação ao povo brasileiro e muito menos aos acionistas minoritários.

Resumo.  Cansou das explicações e análises que fiz?  Deu para entender?  Imagine eu, como me sinto, vendo as maracutaias da Petrobras, em US$ bilhões, estar sendo efetivadas sob alegação de que as suas subsidiárias com sede no exterior devem obedecer apenas e tão somente às leis que regem o país sede delas.  

Ossami Sakamori

domingo, 10 de novembro de 2013

Brasil da Dilma. Inflação dos gastos cotidianos já disparou!

Hoje, vou fugir um pouco da rigidez que os números impõe na análise da situação econômica do País.  Não vou falar de nenhum índice ou números da economia, como Selic, IPCA, IGP-M, IGP-DI e por aí a fora.

Vou me colocar no lugar do simples cidadão ou cidadã que vive o cotidiano.  Já tratei do tema, falando da inflação do bolso.  Hoje, vou falar, digamos, da inflação do cartão de débito ou crédito.  

Tenho feito algumas compras no supermercado e na frutaria do meu bairro, digamos, de classe média alta em Curitiba.  Os preços subiram violentamente nos últimos 12 meses.  As frutas que eram vendidos por dúzia ou Kg, agora são vendidos por unidade.  Justifica-se porque os preços subiram muito acima da inflação que o governo diz estar dentro da meta estabelecida pelo Banco Central.

Só não enxerga quem não quer.  A nota de R$ 50 já não é suficiente para comprar frutas da semana.  Aliás, nem uso notas da moeda brasileira.  Uso cartão de débito, para não passar vergonha. Sinto que o nosso dinheiro está valendo cada vez menos.  Alguém já disse que daqui a pouco vão imprimir notas de R$ 500.  Isto está parecendo dias negros do Plano Cruzado do Sarney.

Ultimamente, tenho viajado muito.  As passagens aéreas subiram mais de 100% nos últimos 12 meses.  Quando há necessidade urgente de viagens de Curitiba a Congonhas, por exemplo chega a custar R$ 1.500, cada perna.  Se tiver necessidade de 2 pernas, custaria uma bagatela de R$ 3.000. Isto daria para comprar passagem para Miami!  

Os hotéis, restaurantes e outras necessidades de viagens rápidas, sofreram aumentos que presumo mais de 100% nos últimos 12 meses.  Nem vou mais em restaurantes chiques, em viagens de negócios.  Não dá mais!  O meu cartão de débito chora! 

Fico a pensar em duas coisas.  A primeira coisa que vem nos meus pensamentos é que certamente eu estou ganhando menos.  A segunda coisa é pensar como a classe média que ganha entre R$1.500 a R$ 3.000 conseguem sobreviver, pagando prestação da casa própria, prestação do carro, mensalidade de escola dos filhos e supermercados.  Claro, só pode ser pelo endividamento crescente, como faz o País com sua dívida do Tesouro Nacional. 

Definitivamente, do outro lado da minha mesa de trabalho, percebo que a inflação já disparou.  Só não aparece nos índices aos quais me recorro para análises econômicas.  Só não enxerga quem paga as suas despesas com cartões corporativos, como fazem os altos escalões do governo federal, formuladores da política econômica do País.

Amigos, do outro lado da mesa, concluo que a inflação já disparou!  O resto é cascata da equipe econômica da Dilma!

Ossami Sakamori

O meu tempo de esperança continua de pé!

O mundo de hoje é estranho para mim.
Talvez, eu é que seja o estranho no mundo de hoje... Não sei.

Tive que sair de casa aos 10 anos para poder estudar.
Hoje as pessoas de 10 anos saem de casa para se drogar...

Tive que trabalhar como office boy para ajudar meu pai no meu próprio sustento.
Hoje é proibido menino de 10 anos trabalhar ou aprender ofício. 

No grupo escolar e no ginásio, assim eram chamados o ensino fundamental de hoje, os professores eram muito respeitados.
Hoje, vejo notícias de professores apanhando dos alunos. Isto é certo?

Fiz vestibular, sem ter de fazer cursinho. 
Hoje, vestibular é uma verdadeira maratona. Isto é certo? O País não deveria prover vagas suficientes para os que desejam estudar?

A população pobre eram atendidos nas Santas Casas.
Hoje, a população morre nos corredores de hospitais públicos. Isto é certo?

Os mendigos, os mendigos eram tratados como vagabundos.
Hoje, os mendigos são tratados como classe privilegiada recebendo Bolsas Misérias.  Isto é certo?

Formei-me em engenharia na UFPR, trabalhando para meu próprio sustento.
Hoje, para estudar tem que ter pai rico ou fazer Prouni como se fosse favor do Estado.  Educação não deveria ser dever do Estado? Isto é certo? 

Fui professor da UFPR, por período curto, 2 anos. Percebi que com o salário que ganhava não dava para manter a família, dignamente.
Hoje, ainda hoje, o salário do professor é uma miséria. Isto é certo?

Pelo sistema RAIS verifiquei que passou pelas minhas empresas mais de 25 mil trabalhadores e todos continuam meus amigos. 
Hoje, é loucura ter número de funcionários expressivos.  Os encargos trabalhistas de 145% oneram empresas mas não beneficiam trabalhadores na mesma proporção. Isto é certo?

Contribui tanto com este País, mas não pude fazer fortuna.  Minha fortuna se resume em alguns ativos e diploma dos filhos.
Hoje, um estelionatário, monta castelos de papel e roubam R$ bilhões do nosso dinheiro e nada acontece.  Pelo contrário, continuam frequentando os Palácios dos governos. Isto é certo?

Nos velhos tempos, vinha candidatos à presidência, cada um com um plano para o País, mesmo que não fosse cumprir lá na frente.
Hoje, cada um quer mostrar as entranhas dos outros, sem mostrar ao País para que está vindo.  Tem todos os planos para eles, pessoas físicas, mas não tem plano nenhum para o País. Isto é certo?

Apesar da minha idade que já beira os 70 anos, estou muito lúcido.
A realidade está incompatível com a minha maneira de pensar.  Hoje, a competência conta pouco.  Hoje, a esperteza é o que conta. Hoje, a ganância predomina. Isto é certo?

Ainda assim, com todas incertezas do futuro do País, continuo firme na trincheira, acreditando na mudança que ainda por vir.
Hoje, a juventude da esperança foi embora.  Hoje, a esperança da juventude foi embora.  Quiçá um novo tempo virá.  Tenho certeza que virá!  

Tem dia, que choro sozinho, de não poder fazer nada para mudar a situação, mas...

O meu tempo de esperança continua de pé!

Ossami Sakamori

Do PT ao PSDB. Maracutaias para todos lados!

Doa a quem doer, as maracutaias devem ser investigados, independente delas terem ocorridos nas gestões de A ou B.  É o que acontece com o caso Siemens com o desdobramento ao caso Alstom, sobre possível pagamento de propinas no fornecimento de equipamentos à Companhia de Metropolitano de São Paulo, envolvendo gestões dos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alkmin, todos do PSDB. 

O cartel de fornecimento de equipamentos atuam nas diversas capitais do Brasil, entre elas Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília.  As mesmas empresas fornecem equipamento para o sistema elétrico brasileiro capitaneado pela Eletrobras.  Até o momento, não foram levantados suspeitas sobre atuação do mesmo cartel nos órgãos e companhias nominadas aqui.  A maioria dos órgãos são dirigidos pela base do governo, PT, PMDB e recém criado PROS.

Há um claro indício de um movimento orquestrado para chamar atenção sobre as ocorrências nos estados onde o PT estava em desvantagem.  Vejam os casos de Rio de Janeiro e São Paulo que são comandados pelo PMDB e PSDB.  Nas demais capitais e em outros órgãos do governo federal, não se cogita em investigar a atuação dos mesmos carteis de fornecedores de equipamentos do transporte metropolitano.  Investiga-se onde há conveniência política. Aquieta-se onde não há interesse.  

Muito estranho que evidência de desvio e lavagem de dinheiro da Delta Construções levantado pelo CPMI do Cachoeira, num montante de R$ 450 milhões, não tenha dado prosseguimento nas investigações.  Carlinhos Cachoeira, o branqueador de dinheiro sujo, responde o processo em liberdade.  O Carlinhos Cachoeira fez ameaças, em declarações para imprensa, de que ele poderia ser a "garganta profunda" do PT, em alusão ao delator do famoso caso Water Gate nos EEUU.  Lembrando que a CPMI foi sepultado, com lacônico relatório de 2 páginas pela ordem direta do Palácio do Planalto, comandado pelo PT.  Isto já caiu no esquecimento.

Esqueceram também a suspeição de superfaturamento e desvio de dinheiro público para campanha da presidente Dilma, PT, em 2010.  O total de gastos do DNIT em 2010 para gerar dinheiro de campanha presidencial foi de R$ 46 bilhões.  Há indícios, que a presidência de República, tenha custeado a campanha dos candidatos da base aliada, via Caixa 2, num montante de R$ 1,4 bilhões.  Neste caso em particular houve apenas afastamento de cargo do ministro Alfredo Nascimento e do diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot.   Isto também foi direto para o arquivo morto, pois que os rastros do dinheiro sujo levaria fatalmente à porta do Palácio do Planalto.  

Sobre o financiamento do BNDES para o estelionatário Eike Batista no montante de R$ 10,6 bilhões para castelos de papel estão sumindo nos meandros da contabilidade.  É bem provável que o BNDES nunca receba de volta, uma boa parte deste empréstimo R$ bilionário, pois as empresas estão em situação falimentar.  Ninguém do governo se dignou a esclarecer o destino dos R$ 10,6 bilhões. O órgão é comandado pelo Luciano Coutinho, indicado do Lula & Dilma, PT.

Bem, sobre as maracutaias da Petrobras, já escrevi ontem em matéria especial.  São operações suspeitas, no exterior, valendo alguns US$ bilhões.  Por enquanto, apenas o caso Pasadena e o caso Odebrecht estão sendo investigados, conforme noticiou o Estadão.

O caso mais recente são propinas dos fiscais da Prefeitura de São Paulo no recolhimento de ISS de vários empreendimentos imobiliários, de porte.  Fala-se em R$ 500 milhões desviados pelos funcionários graduados da gestão Kassab, PSD e do José Serra PSDB.  Há notícia de que está havendo fraudes no cadastramento dos valores de imóveis para cálculo do IPTU, segundo o próprio prefeito Fernando Haddad, PT.  

Muitos leitores deste blog não gostaram da minha afirmação de que a oposição e situação são como gatos siameses semelhantes.  Não sou mídia cooptado pelo partido A ou pelo partido B.  Fazer o que?  Não sou candidato a nada!  

Ossami Sakamori

sábado, 9 de novembro de 2013

Petrobras da Dilma. Maracutaias que são casos de polícia!

A Petrobrás fechou com a construtora Odebrecht, em 2010, um contrato no valor de US$ 825,6 milhões, o qual é investigado por suspeita de superfaturamento. O contrato para serviços na área de segurança e meio ambiente em dez países incluiu pagamento, na Argentina, de R$ 7,2 milhões pelo aluguel de três máquinas de fotocópias; R$ 3,2 milhões pelo aluguel de um terreno próprio e salário mensal de pedreiro de R$ 22 mil nos Estados Unidos, segundo documentos sigilosos da companhia obtidos pelo Broadcast. Fonte: Estadão.  

As investigações sobre Pasadena e o contrato com a Odebrecht foram iniciadas após reportagens do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, revelarem irregularidades. A série sobre Pasadena começou em julho de 2012 e a da Odebrecht, em junho de 2013. Fonte: Estadão.

Comentário.

Primeiro de tudo, desejo que o Estadão, tradicional jornal dos Mesquita, continue denunciando os fatos como os denunciados acima, em suas reportagens.  Ninguém vai tirar o mérito do serviço investigativo do Broadcast do Estadão.

Segundo, espero que o Ministério Público Federal continue na linha independente de investigação, toda vez que há denúncia sobre todas maracutaias na Petrobras, não só na gestão do ex-presidente Sérgio Gabrielli mas também na da atual presidente Graça Foster.  Existem suspeição de maracutaias envolvendo US$ bilhões, como as que descrevo abaixo.

A Petrobras, sobretudo na área internacional, vem escondendo fatos que geram suspeição de superfaturamento nas aquisições de direitos exploratórios no exterior, via suas subsidiárias integrais, sem licitação.  Uma das operações estranhas, mal esclarecida, é o sumiço de US$ 4,9 bilhões dos ativos do Golfo do México, que a Petrobras deu como baixa no seu patrimônio no balanço de 2012, sob justificativa de transferência para o fundação Petros.  A Petros vai ficar com o prejuízo?  É isto? Ou não é? 

A venda de 50% da sociedade da Petrobras Oil & Gas, subsidiária integral da Braspetro - Petrobrás Internacional BV na Holanda,  que por sua vez, a Braspetro é subsidiária integral da Petrobras S.A, para BTG Pactual do André Esteves por uma ninharia de US% 1,525 bilhão, não foi suficientemente esclarecida.  Justifico. A Petrobras Oil & Gas participa com 8% num campo na Nigéria estimada em 1 bilhão de barris.  Repito, vendido por uma ninharia de US$ 1,525 bilhão.  No mínimo, um negócio de compadres!

Esta última denúncia, foi feita por este blog antes do jornal Estadão e do deputado Rodrigo Maia, DEM/RJ, para não gerar dúvidas sobre autoria do texto.  As minhas matérias foram publicadas, antes do tradicional jornal Estadão, conforme registro nos arquivos do Google.  Apenas para registro.

Os fatos estão aí, documentados.  Supostamente, as falcatruas foram executados e contabilizados obedecendo legislações locais, no exterior. Nada disso justifica a dispensa de licitações. No mínimo teria que ter obedecido a lei da transparência das coisas públicas e lei das licitações brasileiras.  

Nenhuma das operações já citadas anteriormente, foram licitadas com ampla divulgação na imprensa nacional e internacional.   Os negócios da Petrobras no exterior, tanto na compra como na venda, não obedeceram o princípio fundamental de um órgão público ou de empresas cujo controle acionário é do Estado.   

Ainda assim, vocês querem que eu dê algum crédito para a presidente Dilma e sua equipe? Vocês querem que eu acredite em alguma palavra da Graça Foster?  Só obedeço a presidente, dentro da estrita subordinação institucional como cidadão brasileiro.  

Ossami Sakamori

José Serra é Dilma de terno!

Engraçado este mundo. Hoje é dia 9 aqui no Brasil e no Japão já é dia 10.  No país do oriente o dia amanhece 12 horas antes.  Muito engraçado mesmo!  Ontem, fiz matéria sobre situação e oposição e disse que ambos são como gatos siameses, são muito parecidos, para não dizer iguais.  Veja o que disse José Serra na palestra, ontem, conforme tradicional jornal Estadão e na sequência os meus comentários.  

O ex-governador paulista José Serra fez ontem duras críticas ao PSDB e afirmou que seu partido tem necessidade de "ser aceito pelo PT".  O ex-governador dividiu suas críticas ao partido em quatro frentes: bovarismo, mercadismo, regionalismo e colunismo e disse que o PSDB não conseguiu estabelecer uma estratégia de embate efetivo ao governo federal. Para ele, é necessário "adotar um discurso de mudança". Fonte: Folha.
 
Serra afirmou ainda ser um erro fazer uso do "regionalismo" para pautar decisões pré-eleitorais. "A questão regionalista acaba pesando e se supõe que um partido como o PSDB possa transcender essas questões para que esses instrumentos não sejam usados nas lutas internas". Fonte: Folha.

"O colunismo é a maneira de fazer política pelas colunas de jornais e não no debate. Por exemplo, chegou aqui notícia de que eu roubei o Aloysio Nunes do Aécio, que está em Manaus", disse em referência ao senador tucano, que passou a ser cotado como vice do mineiro. Aloysio, bem-humorado, respondeu: "Você não precisa me roubar. Sou seu". Fonte: Folha.

Comentário.

O que eu disse ontem em resumo.  Que todos partidos no Brasil são tão semelhantes em seus pensamentos para não dizer ideologias e ações que a oposição se assemelha à situação.  O PT quando estava na oposição, fazia oposição por oposição. O PSDB de hoje, na oposição, faz exatamente o que o PT fazia na era FHC.  

A situação, no caso de hoje o PT, defende com unhas e dentes o espaço político mesmo que tenha que defender as maracutaias que acontecem escancaradamente nos diversos órgãos do governo.  São tantas que já perdi a conta.  Só este blog, já fez mais de 900 matérias, desde fevereiro de 2012, sobre o governo Dilma, negativamente.

A oposição de hoje, centrado no PSDB, o que faz?  Faz pouco ou não faz nada!  Um ou outro político como senador Álvaro Dias, PSDB/PR ou Aloysio Nunes, PSDB/SP, vão à tribuna do Senado fazer críticas contundentes.  Mas, são aves raras ou melhor tucanos raros.  Fazem pronunciamentos pontuais que perde no vazio, literalmente, do plenário do Senado.  A audiência destes pronunciamentos não passam de traços (-) como são designados no meio de comunicação (IBOPE).  

No mais, o cotidiano dos políticos é fazer futricas entre si.  Um quer derrubar o outro, seja de que partido for.  Não é diferente no PSDB.  O debate que deveria ser sobre o Brasil, fica no segundo plano ou melhor no "plano nenhum".  O que aconteceu na reunião noticiada pelo Estadão.

O PT é ruim para o diabo, faz tantas maracutaias e ladroagens, mas ficam restrito apenas em afastamento dos cargos dos responsáveis.  Punição nada. O tempo que toma é para discutir se Dilma vai ser candidato ou se o Lula vai voltar a ser.  

O tempo de propaganda paga pelo governo federal, cerca de R$ 1,5 bilhão é gasto para anunciar "planos" mais "planos", que eu denomino de espumas.  O governo do PT está há exatos 11 anos e 11 meses, mas não vejo anúncio de "inaugurações".  Apenas para lembrar ao PT que no ano de eleições não se pode utilizar inaugurações como o pano de fundo para suas campanhas.

Pois bem, o PSDB, se reúne para assistir a palestra do José Serra, PSDB/SP, para futricar a vida do Aécio Neves, PSDB/MG, virtual candidato à presidência da República pelo partido.  Isto porque o José Serra quer ser candidato à presidência no lugar do Aécio Neves PSDB/MG, custo o que custar.  Sem querer, o José Serra, expõe as vísceras do PSDB e as do seu próprio.  José Serra se apequena cada vez mais.  Ele foi bom ministro de Saúde, mas isto não o credencia para tentar impor à sua vontade no seu partido.  Creio eu, visto de fora, pois não sou do partido do Aécio.

Só para lembrar ao pretenso candidato à presidência da República José Serra, que na episódio da escolha dos ministros pelo presidente recém eleito na chácara em Ibiúna no final de 1998.  Lembro-me como se fosse hoje, José Serra, pessoalmente, foi à chácara, na tentativa de se impor seu nome como ministro de Planejamento do FHC no segundo mandato.  Conseguiu contra sua vontade, apenas o cargo de ministro de Saúde, mesmo não sendo médico.  Ele é assim, individualista, egoísta, centralizador, desagregador.  Ele tem todos predicados para não ocupar um cargo de chefe de nação de um país que tem 200 milhões de população.  José Serra, isto aqui não é Burundi! 

José Serra é exatamente Dilma Rousseff de terno!  Xô, ambos!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Oposição e situação são como gatos siameses!

Onde está a oposição?  A presidente Dilma executa política econômica equivocada, com erro sistêmico difícil de se manter por longo tempo.  É um misto de política econômica liberal com a que tem de mais atrasada política econômica.   Oposição é volta à política econômica do neoliberal ou falso liberal do FHC?

Os candidatos da oposição, defendem teses semelhantes ao do governo Dilma.  Ao contrário, querem chamar atenção na semelhança dos programas atrasados de assistencialismo por assistencialismo, sem porta de saída.  A oposição tem medo de contrapor à atual política de assistencialismo à camada mais pobre da população.  Nem menos, a oposição apresenta programas alternativas à política econômica do atual governo.

Tanto situação como oposição, pensam com a cabeça de uma teoria econômica que privilegia o capital em detrimento ao sistema produtivo.  Ambos pensam no assistencialismo como pilar da política social.  Não pensam na revolução tecnológica, apenas pensam em importar fábricas "pacotes fechadas" como as indústrias automobilísticas.  Não tem culhões para propor revolução produtiva no País, para não dizer revolução tecnológica. 

Tanto a situação como a oposição, não falam em expansão da economia via setor produtivo industrial.  Não falam em recuperação da participação do setor industrial, que de 26% no governo FHC passou para menos de 13% no governo Dilma.  Ninguém fala na erradicação do analfabetismo funcional, a chaga da sociedade brasileira. Nenhuma delas apresentam renovação da política educacional, de fundo.  Apenas falam, no setor educacional, a participação no PIB, como se o dinheiro fosse único problema da educação no País.

Nenhum dos candidatos apresentam plano de desenvolvimento econômico e social sustentável, de médio e longo prazo.  Algum deles apresentou algum plano?  Ao que sei, todos os candidatos  parecem ter encomendado programas de governo para seus respectivos marqueteiros.  Sim, o embate parece ser de marqueteiro contra marqueteiro.  Apenas diferem as figuras pessoais dos candidatos.  Todos candidatos só tem um propósito na cabeça, a conquista do poder.  Nada mais.  Não tem plano para o País.

Na minha visão, tanto Dilma, Aécio ou Campos, são medíocres na visão sobre o futuro do Brasil.  Disputam a mesma faixa de pensamento.  Pensamento ultrapassada de assistencialismo sem contrapartida.  Pensamento ultrapassada que atende em primeiro lugar o interesse dos banqueiros em detrimento do sistema produtivo.  Pensamento ultrapassada que relega ao segundo plano a inovação tecnológica.  Pensamento ultrapassada de querer sustentar o País com exportação de produtos primários e importação de produtos manufaturados. 

Oposição e situação são como gatos siameses!

Ossami Sakamori 
 

Entenda porque o Brasil da Dilma está em crise.

Hoje, resolvi escrever aqui a diferença da política monetária dos países desenvolvidos e dos países emergentes como o Brasil.  O Estadão, tradicional jornal, publicou notícia sobre a política monetária da Zona de Euro, obviamente conduzida pelo Banco Central Europeu.  Na sequência faço comentários.

Numa decisão inesperada, o Banco Central Europeu (BCE) reduziu nesta quinta-feira, 7, sua taxa básica de juros para nova mínima histórica, a 0,25%. Os juros correndo na zona do euro eram de 0,50%. Fonte: Estadão.

De acordo com dados preliminares, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro teve alta anual de 0,7% em outubro, depois de avançar 1,1% em setembro. A meta de inflação do BCE está fixada um pouco abaixo de 2%.  Fonte: Estadão.

Comentário.

Referindo-me a Zona de Euro. Segundo notícias, a inflação dos últimos 12 meses terminado em outubro foi de 0,7%, sendo que a meta está fixada um pouco abaixo de 2%.  Como pode perceber a inflação corrente, está ligeiramente abaixo da meta estabelecida.  No Brasil, a inflação está acima do centro da meta que é de 4,5%, chegando próximo do "teto"  da meta de 6,5%.  

O que eu quero chamar atenção não é propriamente sobre índice de inflação, mas sobre a taxa básica de juros.  A Zona de Euro, com a inflação estando bem abaixo da meta, no nível de 0,7%, baixou a taxa básica de juros para 0,25%.  Não só Zona de Euro, mas EEUU ou Japão, trabalham com juros bem abaixo da inflação.  No Brasil, ao contrário, está sempre bem acima da inflação.   No Brasil de hoje, a inflação medido pelo IPCA está próximo de 6% mas a taxa básica de juros Selic está em 9,5% com tendência de alta nas próximas reuniões do COPOM.

Lembrando que a taxa de juros básico, só aumenta a dívida pública federal, seja líquida ou bruta.  O Brasil não consegue honrar sequer o pagamento de juros devidos, anualmente.  O País precisa gerar superávit primário (saldo da receita menos despesas do setor público) para tentar acalmar o mercado financeiro internacional.  Para poder rolar o principal do capital mais a diferença de juros que não consegue honrar, o Brasil precisa pagar juros cada vez mais alto para atrair investidores especulativos.

Repito novamente, se for preciso 300 vezes, de que a taxa de juros básicos Selic é apenas termômetro que mede a confiança dos investidores nacionais e internacionais.  Selic não é remédio para conter a inflação.  Vamos dizer, que a taxa Selic mede grau de desespero do País para atrair financiamento da sua dívida pública.  Assim começou a quebra do Portugal, da Grécia e da Espanha.  Espero que a presidente Dilma acorde a tempo!

Ossami Sakamori

Lula "Simandou" no Guiné com André Esteves!

Notícia que ia passar batido se não fosse o meu interesse em desvendar o loby que presidente Lula faz ostensivamente para o André Esteves do BTG Pactual.  Leiam o trecho da notícia do tradicional jornal Estadão, um trabalho muito bem feito, e na sequência os meus comentários.

A companhia tomou também a decisão de reduzir riscos, cancelando 70 projetos que estavam em estágio inicial e apresentavam algum tipo de risco geológico; suspendeu também o projeto do Rio Colorado, na Argentina, e de Simandou, na África, para evitar riscos políticos e geográficos.Fonte: Estadão.

Comentário.

Eu já comentei sobre o loby que o presidente Lula faz  para o empresário André Esteves do BTG Pactual em diversas matérias anteriores.  Foi interferência direta do presidente Lula para que o André Esteves tornasse sócio da CEF no Banco Panamericano.  Com interferência do Lula & Dilma que André Esteves amealhou 50% da Petrobras Oil & Gas, detentora de direitos de exploração dos campos importantes de petróleo na costa ocidental africana por preço de banana.  

Presidente Lula faz loby para o empresário André Esteves junto ao presidente Alpha Condé da Guiné (francesa), para conseguir a fatia de 50% de uma jazida de minério de ferro na província minerária do Simandou.  Já atuam na mesma província o Rio Tinto e BHP Billinton, cada um numa jazida diversa objeto da notícia.  A jazida em questão é uma das 3 jazidas concedidas pelo governo de Guiné.

O presidente Lula trabalha (faz loby) sobre o assunto, desde o final de 2010, para o empresário André Esteves.  Com a desistência da Vale no projeto Simandou, abre o caminho para a empresa B&A Mineração, uma associação da BTG Pactual e holding da empresa do Roger Agnelli, ex-Vale, se tornar dona de 50% de concessão de um dos projetos do Simandou.  A agência Reuters noticiou que a B&A teria interesse, também, na fatia de um outro projeto, o do BHP Billiton, um outro projeto na mesma província do Simandou.

Só para conhecimento, a província minerária de Simandou é considerada, na somatória dos 3 projetos, como a maior jazida de ferro do mundo.  A empresa B&A Mineração dos brasileiros André Esteves e Roger Agnelli poderá se tornar um player importante no setor de mineração no mundo.  Tudo está nas mãos do lobista Lula.  Com certeza, conseguindo sucesso, o presidente Lula, se tornará US$ bilionário com o serviço de loby, de forma legal.  Por estas e outras que o presidente Lula quer continuar mandando no governo do Brasil.  Ou vocês acham que Lula está preocupado com a fome dos sertanejos?

Ossami Sakamori

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Popularidade da Dilma caminha para downgrade!

O Brasil pode ser o primeiro Bric a perder o "grau de investimento". A avaliação consta de texto publicado nesta quarta-feira, 6, pelo jornal britânico Financial Times com o título "As chances do Brasil de um downgrade". Ao citar analistas do banco britânico Barclays em São Paulo, a publicação diz que "muito possivelmente" o País pode ser o primeiro entre os quatro grandes emergentes (Bric é o acrônimo para o grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) a perder o título. Se a economia nacional não crescer rapidamente e a situação fiscal continuar em deterioração, dizem os economistas, o downgrade poderia vir no início de 2014. Fonte: Estadão.

Comentário.

Na matéria de ontem eu disse que o Brasil está perdendo credibilidade no mercado internacional, rapidamente, por conta da política econômica (sic) equivocada da presidente Dilma.

Nem bem esperou a minha matéria esquentar para o tradicional e respeitado jornal londrino Finantial Times apontar uma possível rebaixamento da classificação de riscos do Brasil.  O rebaixamento ou downgrade segundo o jornal londrino, deverá vir já no início de 2014.  Isto está batendo com a minha percepção sobre o tema.

Está cada vez mais forte a minha convicção sobre condução da política econômica (sic) da presidente Dilma.  Infelizmente, para minha tristeza, as análises concordantes com as minhas, vem da imprensa internacional.  A mídia nacional noticia mas não opina.  Os profissionais da imprensa viciaram em praticar "Control C/ Control V" dos releases do Palácio do Planalto.

Muitos  blogs como o do Mansueto Almeida, funcionário graduado do IPEA, não são levados em consideração.  Recorro-me muitas vezes aos números sobre economia que Mansueto apresenta.  Os números apresentados pelo IPEA, embora vinculado ao governo federal, são bastante consistentes.  Banco Central e Fazenda escondem muitas verdades, dificultando demais a elaboração de análise sobre a situação real da economia do Brasil.

Eu afirmei já antes, sobre o efeito "manada" ou efeito "dominó".  É mais menos isto que ocorre.  Notícia ruim corre mais rápido do que notícia boa.  A fragilidade da economia brasileira caiu na "boca do povo" ou melhor na "boca do mercado financeiro" internacional.  Passamos de "bola da vez" positivo, para a "bola de vez" negativo.

A maior parte dos meus leitores não acreditam que a economia brasileira saia do controle antes das eleições de 2014.  Diante das evidências,  das repercussões da situação brasileira no mercado internacional, a presidente Dilma vai encontrar quadro econômico do País no início do próximo ano, muito difícil.  Dilma deu o tiro no próprio pé.  Dentro do quadro instável sobre o rumo da economia, com inflação em ascensão ou arrocho para contê-la, vai colocar a popularidade da Dilma em downgrade. É a minha opinião.

Dilma vai enfrentar doravante, sua popularidade rumo a downgrade!

Ossami Sakamori

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Economia BR, 5/11/2013. Dólar dispara!

Manchete de todos jornais e TV de hoje: dólar dispara!  Que bobagem!  Tudo isto era previsível desde o início do governo Dilma.  Só não enxergou quem não quis.  País de gentes, formadores de opinião, incompetentes!  Isto é apenas começo do fim.  Fim do governo de fantasia, de faz de conta, de mentira!

Inaugurei este blog, por não concordar com a política econômica do governo Dilma.  Isto foi há 1 ano de 8 meses!  Eu já disse inúmeras vezes de que o efeito de uma medida na política econômica acontece ao longo de no mínimo 6 meses.  Até demorou para acontecer fatos já previstos.  Dilma começou o governo com o erro sistêmico na política econômica (sic).  Partiu de uma premissa de atendimento à uma situação de emergência.  

O Lula pegou a crise financeira mundial de 2008.  Justificava a tomada de atitude de emergência, repito, de emergência.  Essas medidas fundamentavam em superar a crise com ativação do mercado interno para manter índice de desemprego baixo e criar uma bolha de consumo para ativar a economia interna.  Tinha a justificativa da crise de 2008.  

Basicamente, as medidas eram manter o dólar depreciado artificialmente para dar poder aquisitivo ao real, moeda nacional.  Manteve o dólar depreciado, além da conta.  Reduziu impostos de montadoras e de linha branca.  Tudo justificado, para plano de "emergência".  Instituiu o PIS, que nada mais é que Bolsa Empresário, com juros altamente subsidiados.  Deu de mão beijada para alguns poucos empresários empréstimos com juros subsidiados a 3,5% ao ano, para, teoricamente, manter os empregos.  O último número do PIS somavam nada menos que R$ 419 bilhões. Somado a R$ 20 bilhões liberado nos últimos meses, a soma vai a R$ 439 bilhões, sem considerar os encargos capitalizados,

A Dilma poderia ter feito um plano econômico de médio e longo prazo, saindo do plano emergencial do Lula.  Mas, não.  Dilma aprofundou na intervenção do Estado na economia.  Manteve o dólar engessado.  Manteve o PIS, que chamo de Bolsa Empresário. Manteve incentivo ao consumo com continuação de incentivos do IPI para veículos e linha branca.

De quebra, manteve o engessamento do dólar como âncora da inflação.  Deu no que deu.  As importações cresceram, as exportações minguaram.  Os gastos de brasileiros, no item de turismo cresceu assustadoramente, influindo significativamente na balança de conta corrente.  A balança comercial minguaram para o lado brasileiro.  Só faltam 2 meses do ano de 2013, para fechar o saldo positivo à favor do Brasil.

Dilma, para manter a popularidade com intenção de enfrentar as eleições de 2014, tenta segurar a inflação com aumento da taxa Selic, juros básicos do Tesouro Nacional.  Eu já disse aqui no blog que Selic não é remédio,  mas sim, é termômetro da economia.  A taxa Selic nos níveis de hoje, o Brasil gasta em juros sobre dívida bruta do Tesouro Nacional, acima de R$ 300 bilhões.  Os juros representam cerca de 25% da arrecadação do governo federal.  

O governo de antes (FHC) e de agora (Lula & Dilma) não conseguem pagar nem mesmo o total dos juros devidos.  Isto vem rolando desde época do FHC e Lula.  A dívida do Tesouro que FHC entregou para Lula era de 28% do PIB, o Lula já entregou para Dilma próximo de 50% do PIB.  Com Dilma acontece como na época dos seus antecessores, não consegue sequer pagar juros da dívida pública federal.  Dilma rola a dívida renovando o capital acrescido de parte de juros que não consegue pagar.

Com situação descrita acima, FMI já percebeu.  Os organismos internacionais como OCDE e agências de classificação de riscos, já perceberam também, que o Brasil é uma furada.  O Brasil perdeu credibilidade no mercado internacional de capitais.  Hoje, o Brasil virou a "bola de vez" negativamente.  Estamos feio na fotografia.  Isto é como efeito dominó.  Os principais organismos internacionais já demonstraram desconfiança, então, o resto do mercado representado pelos investidores diretos (IED) e investidores especulativos vão atrás.  As palavras e pronunciamentos oficiais já não funcionam.

Esta situação lembra bem a saída do Plano Cruzado do presidente Sarney.  No final do mandato do Sarney, a inflação bateu 80% ao mês.  Espero que episódio como este nunca volte.  E não voltará.  As urnas encarregarão de sepultar de vez as figuras dos presidentes Lula & Dilma!

Lula & Dilma, voltarão a cuidar das suas próprias famílias à partir de 31/12/2014!

Ossami Sakamori 

Política fiscal da Dilma sofre "ataque especulativo" !

Quem afirma sobre o desconforto no tema superávit primário é o próprio secretário do Tesouro Nacional, conforme notícias do Estadão, tradicional jornal.  Para leigo, não tem muito significado, o superávit fiscal.  Mas, importa sim, para aos leitores leigos em economia.  Após trecho de notícias  passo para meus comentários.

A política fiscal brasileira está sob "ataque especulativo", segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin.  A expectativa do governo é de superávits fortes também em novembro e dezembro.  Fonte: Estadão.

Apesar da total incredulidade da maioria dos economistas, o secretário insistiu na capacidade de o governo entregar no fim do ano a meta de superávit primário de R$ 73 bilhões do governo central - que reúne as contas do Tesouro, INSS e Banco Central. Fonte: Estadão.

De janeiro a setembro, o superávit caiu 49% em relação a 2012. Para cumprir a meta, o governo precisa economizar R$ 45 bilhões até dezembro. Fonte: Estadão.

Comentário.

Essa história de superávit primário é para boi dormir, de qualquer maneira.  Sob ponto de vista de organismos internacionais, agentes do mercado, economistas dentro e fora do governo, o percentual do superávit primário em relação ao PIB, como sendo dentro do parâmetro da normalidade seria acima dos 2,5%.  Isto é apenas índice aleatório, no meu entender. Mas número aceito consensualmente.
Ouço esta história do cumprimento ou não da meta do superávit primário desde governo FHC.  Lembro-me bem que a equipe do FHC, quando conseguia superávit primário acima de 2,3% do PIB comemorava.  Tudo enganação,no meu entender.  

Superávit primário para nós reles cidadãos é dinheiro que o governo reserva para pagamento de juros dos títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.  Só que no caso do Brasil, o superávit primário não é suficiente para pagamento do total de juros que vencem no ano, mesmo que alcance a meta estabelecido por cada governo para cada ano fiscal.  São apenas, metas que acalma o mercado especulativo.  

A prova de que superávit primário não paga nem os juros é que a dívida pública vem crescendo ano a ano.  O governo FHC entregou para Lula, dívida pública federal em 28% do PIB.  No governo Lula, este número saltou para próximo de 50% no conceito de dívida líquida, que o governo quer considerar.  A dívida pública federal bruta está beirando próximo de R$ 3 trilhões, no entanto, no conceito do governo Dilma, esta dívida está em torno de R$ 2 trilhões.

Vamos lá, consideramos então a dívida pública de R$ 2 trilhões, como quer governo Dilma.  Ainda assim, considerando os juros médios efetivamente pago para o estoque da dívida do Tesouro Nacional, em torno de 10,5%, o dispêndio do Tesouro na rubrica de juros estará acima de R$ 210 bilhões.  Isto que o governo Dilma admite, mas o total de juros considerado dívida bruta está acima de R$ 285 bilhões.

Mesmo que o governo cumpra a meta de superávit primário de R$ 75 bilhões, o que duvido, o dinheiro é insuficiente para pagamento do total dos juros estimado em R$ 210 bilhões.  A diferença? Bem a diferença de juros não pagos, acrescenta-se no capital e "rola-se".  

O Brasil vive há muito tempo, digamos, inclusive no governo FHC, situação de faltar dinheiro até para pagar os juros dos empréstimos.  E assim vai aumentando o bolo da dívida do Tesouro Nacional, seja bruta ou líquida.  Não acreditem nos números maquiados, que o Banco Central apresenta sob diversos critérios para enganar a população.

Uai, por que o Arno Agostinho está tão nervoso?   O secretário do Tesouro Nacional diz que o mercado está sob "ataque especulativo" (sic) em relação à política fiscal do governo.  

Creio que não é só o mercado que está preocupado.  Estamos vivendo no País que nem os juros de dívida não consegue honrar integralmente.  E vem alguns dizer que tenho inveja do governo Dilma.  Inveja do que?  Inveja da incompetência?  Inveja das gambiarras?  Inveja das mentiras?  Quem enxerga e expõe a realidade é inimigo da Dilma?

Espero que a Dilma vá para casa cuidar da família tão logo possível.  De preferência, já no dia 31 de dezembro de 2014.  Não aguento mais, escrever seguidamente, as gambiarras e maracutaias que a Dilma e sua equipe praticam.  

Não demora muito, o Brasil estará na lata de lixo!

Ossami Sakamori


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Mina de ouro em Belo Monte.

Reprodução integral da matéria enviado pelo leitor deste blog.

Caros amigos do Brasil,

 Em pouco dias, uma mega mineradora canadense poderá ser concedida a permissão para construir uma enorme mina de ouro a céu aberto e começar a injetar toneladas de produtos químicos venenosos no coração da Amazônia, devastando a vida das comunidades indígenas locais. Mas um grande interesse público pode pressionar o IBAMA e a presidente Dilma a acabar com este colonialismo vestido de ouro do século 21 de acabar com nossa Amazônia.

Para extrair os metais preciosos, a água doce e os peixes endêmicos do rio Xingu serão em breve substituídos por córregos tóxicos de cianeto, arsênico, e montanhas de resíduos químicos. Autoridades no Pará estão pressionando pela aprovação do projeto baseadas em estudos cheios de irregularidades. Mas esta mega mina é tão arriscada que até mesmo o Ministério Público Federal está exigindo que as autoridades locais neguem a concessão desta licença até que uma melhor avaliação do seu impacto sobre as terras dos povos indígenas próximas, os Arara e Juruna, seja feita.

Este debate fundamental está acontecendo agora, grande parte fora do radar da imprensa e da opinião pública. Se milhares de nós pedirmos ao presidente do IBAMA, Volney Zanardiy, para intervir e acabar com essa injeção letal para a Amazônia, ainda teremos uma chance de impedir sua destruição. Assine e espalhe a campanha agora:

http://www.avaaz.org/po/a_lethal_injection_in_the_amazon_c2/?bLgFDdb&v=30942

Planejada para ser construída a apenas alguns quilômetros de Belo Monte, a Belo Sun Mining Corporation, empresa baseada em Toronto, afirma que sua nova mina vai ajudar as comunidades indígenas locais, proporcionando um impulso na economia local, e ajudando a financiar novas escolas e hospitais. Mas o relatório de impacto inicial da mina, apresentado pelo governo do Estado, estava repleto de irregularidades, e foi produzido sem qualquer consulta com os povos  Arara e Juruna que vivem nas proximidades - uma violação direta da Constituição brasileira.

A hidrelétrica de Belo Monte já está causando grandes transtornos na região - grupos indígenas ocuparam várias vezes o canteiro de obras, e dezenas de processos estão questionando sua legalidade. Esta nova mina de ouro, obviamente, irá fornecer alguns postos de trabalho, mas o custo é muito alto, prejudicando ainda mais o delicado ecossistema da região, e canalizando a maioria das centenas de milhões em lucros para os bolsos de um consórcio canadense. Numa época pré-campanha eleitoral, com Dilma provavelmente enfrentando um oposição de candidatos verdes, como Marina Silva, essa mina poderia ser uma pedra em seu sapato - uma pedra que ele preferiria se livrar.

O processo de concessão está acontecendo silenciosamente, e isso ainda não se tornou uma prioridade política. Nós podemos mudar isso com um enorme apelo para impedir esta devastadora conquista do ouro no coração da Amazônia. Assine agora:

http://www.avaaz.org/po/a_lethal_injection_in_the_amazon_c2/?bLgFDdb&v=30942

Com espereança e determinação,

Joseph, Michael, Diego, Nadia, Caroline, Luis, Ricken ae toda equipe da Avaaz

Espionagem. Dilma não tem estatura de um chefe de Estado!

O principal braço de espionagem do governo brasileiro monitorou diplomatas de três países estrangeiros em embaixadas e nas suas residências, de acordo com um relatório produzido pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) e obtido pela Folha. Fonte: Folha.

Segundo o relatório, que foi elaborado pelo Departamento de Operações de Inteligência da Abin, diplomatas russos envolvidos com negociações de equipamentos militares foram fotografados e seguidos em suas viagens.  O mesmo foi feito com funcionários da embaixada do Irã, vigiados para que a Abin identificasse seus contatos no Brasil. Os agentes seguiram diplomatas iraquianos a pé e de carro para fotografá-los e registrar suas atividades na embaixada e em suas residências, conforme o relatório. Fonte: Folha.

Nada como um dia atrás do outro.  O caso espionagem do NSA  do Obama sobre os emails e telefonemas da presidente Dilma com os seus principais assessores, apenas foi diferente na sofisticação sobre espionagem das atividades políticas de outros países.  Brasil só não faz espionagem dos chefes de Estado de países onde tem interesse geopolítico, porque não possui aparato para tanto.

Porém, na essência, é a mesma espionagem que o Brasil faz através da sua agência a ABIN, cujo orçamento é infinitamente menor, R$ 500 milhões, comparado com o dos EEUU, cujo orçamento total do setor de inteligência é de US$ 55 bilhões.  O que importa é que, para meu conforto, o Brasil da presidente Dilma faz espionagem como faz o Obama dos EEUU.  

A presidente Dilma, aconselhado pelo marqueteiro João Santana e seu assessor especial Marco Aurélio Garcia, fez estardalhaço sobre a atividade do NSA, revelado pelo Eward Snowden, funcionário de uma empresa terceirizada da agência de segurança americana.  A Rede Globo, em sintonia com João Santana, fez a devida cobertura, para dar destaque à presidente Dilma, possivelmente, já preparando matéria para colocar no programa eleitoral gratuito das eleições de 2014. Plim-plim! 

A presidente Dilma, novamente, fez papel de boba.  Acusou Obama sobre caso espionagem como se ela, Dilma, fosse única inocente do planeta Terra.  Felizmente, o Brasil faz sim, espionagem dos países que Brasil tem interesse geopolítico.  Só não fez, ainda, espionagem do governo americano porque a nossa ABIN não tem estrutura para isto.  E vou além, o País deveria ter serviço de espionagem mais amplo para subsidiar as empresas brasileiras que atuam no exterior. 

O Brasil paga, novamente, o mico pela presidente da República mal preparada, que não tem noção de ridículo, que trata os chefes de Estado de países desenvolvidos como se amadores fossem.  Classifica a Angela Merkel de canibal, Obama de espião e por aí a fora.  Atitude típico de um presidente ou melhor de uma presidente do terceiro mundo, querendo chamar atenção para si.  

Dilma, infelizmente, não tem estatura de um chefe de Estado.  E pronto!

Ossami Sakamori

domingo, 3 de novembro de 2013

Gastos com juros. Brasil só perde para Grécia e Líbano!

Mais uma tese minha vem a ser confirmado com os indicadores     do FMI.  A taxa de juros do Brasil é a mais alta do mundo, consequentemente, o dispêndio de juros do governo federal é totalmente fora do padrão internacional.  Vejam as notícias sobre o tema abordadas pelo tradicional jornal Folha e na sequência os meus comentários.  

Mapa de indicadores fiscais elaborado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) mostra o gasto do Brasil com juros da dívida pública como o terceiro maior do mundo. O Brasil só perde para a da Grécia, mergulhada em crise financeira, e a do Líbano, cujas finanças são abaladas pelos custos de guerra. Fonte: Folha.


Como aponta a administração petista, a dívida pública brasileira --equivalente a 65% do PIB no mapa do Fundo-- é inferior às de países desenvolvidos como Estados Unidos (103% do PIB), Japão (230%), Alemanha (81%) e França (86%). Fonte: Folha.

O mercado credor, no entanto, trata diferentemente os devedores desenvolvidos, que emitem moeda forte, e os demais. Nos quatro países do exemplo, as despesas com juros variam de 0,9% (Japão) a 2,5% do PIB (França).  Fonte: Folha. 

Comentário.

Venho dizendo seguidamente de que há um erro sistêmico na politica econômica do governo Dilma.  Infelizmente, a grande mídia e agentes econômicos públicos e privados consideram a taxa de juros básicos, Selic, como único instrumento de combate à inflação.  

Eu já disse 300 vezes de que a taxa de juros Selic é apenas termômetro da credibilidade do País no mercado financeiro nacional e internacional.  No entanto, a equipe econômica Dilma vem utilizando a taxa Selic como único instrumento para combater a demanda do consumo.  Ledo engano!  Há diversos mecanismos que poderão ser utilizados, antes de mexer com a taxa de juros básicos. 

A taxa de juros básicos está sendo usada, inclusive para atração de capitais especulativos estrangeiros, para ao mesmo tempo rolar a dívida pública federal e melhorar o fluxo cambial, via capital especulativo, para tentar chegar no equilíbrio a balança de conta corrente do País.  

Brasil está como o cara que deve para o agiota e paga juros cada vez maior para poder "rolar" o principal do empréstimo e pagar pelo menos uma parcela do juros vincendos.  Outra falsa tese é de que com os juros mais altos a população deixaria de consumir.  Ledo engano, também!  Quem gosta de juros altos são banqueiros e especuladores nacionais e internacionais.  A população não está nem aí com o aumento de taxa de juros. Continuam endividando cada vez mais.  

De equívoco em equívoco, o Brasil está a caminhar na mesma direção da Grécia, Portugal e Espanha.  Hoje, com o setor público devendo cerca de R$ 3 trilhões, com a taxa Selic a 9,5%, somente os juros representariam R$ 285 bilhões.  Se considerarmos a taxa média paga pelo Tesouro a diversos empréstimos, os juros devidos pelo Tesouro é ligeiramente superior.  A questão é que grosso modo, o dispêndio de juros representa cerca de 25% de tudo que o governo federal arrecada com impostos e contribuições!

O Banco Central está prestes a subir taxa de juros, novamente, neste ano, para próximo de 2 dígitos.  Isto parece o cara que está num desespero total, tentando "rolar" a dívida com agiota, pagando juros que ele agiota determina.  O Brasil está com situação semelhante.  Não tem muita escolha, o Banco Central em nome do Tesouro vai pagar juros que o mercado determina.  

E vai afundando o País, cada vez mais.  

Ossami Sakamori

Economia BR. Aumento de gasolina à vista!

A briga entre Graça Foster e ministro Mantega em relação ao reajuste dos combustíveis ficou exposta ao público.  A questão vem do fundo.  O governo Dilma vem utilizando a Petrobras como instrumento de controle da inflação, como já foi comentado neste blog, várias vezes.  No entanto, Dilma teve que interferir para definir sobre o aumento de combustíveis pelo menos para este ano.

Quanto tomou posse como presidente da Petrobras, Graça Foster, aceitou a condição da Petrobras praticar preço de "convergência", dito por ela, sobre o reajuste de combustíveis na bomba ou na refinaria.  A maioria dos países adotam a política de preço de combustíveis na forma de "paridade" com o preço internacional do petróleo.  No caso brasileiro, ainda tem que conciliar o preço de combustíveis à variação do dólar.

Felizmente, o preço de petróleo no mercado internacional vem mantendo certa estabilidade em dólares por barril de petróleo, nos últimos 12 meses pelo menos.  Por outro lado, o dólar vem valorizando muito acima da inflação.  A defasagem do combustível, segundo a própria Petrobras, está em torno de 25%.  

A relação endividamento/ geração da caixa, está ultrapassando os 35% considerado como confortável pela própria Petrobras.  Isto tem tudo a ver com a nota de risco Petrobras pelas agências de classificação.  A nota de risco por outro lado influi diretamente na disponibilidade do mercado financeiro em continuar financiando os projetos de desenvolvimento da Petrobras.  Para lembrar, a Petrobras necessita levantar US$ 236 bilhões nos próximos 4 anos.

A Dilma encontra-se no bico da sinuca.  Há necessidade urgente de conceder reajuste de combustíveis para manter a saúde financeira da Petrobras. Por outro lado o reajuste de combustíveis no momento como este, onde a inflação está batendo no teto da meta do BC, pode servir como combustíveis para alimentar a inflação.

Há clara indicação de que a presidente Dilma vai atender Graça Foster na sua pretensão de aumento de combustíveis para próximos dias.  No meu entender, o aumento de combustíveis deverá vir até o final do mês de novembro.  A postergação do aumento deve-se ao fato de governo não querer repassar os efeitos do aumento dos combustíveis para o índice de inflação do ano de 2013.  

O índice de aumento deverá vir entre 5% a 9%, na média, para os combustíveis na bomba.  E no primeiro trimestre,virá mais um aumento para acomodar o preço à variação cambial e ao preço internacional do petróleo.  Isto ficou muito claro com a última declaração da presidente Dilma, sobre a política de reajustes de combustíveis.

Dilma, vai autorizar Graça Foster a fazer aumento de combustíveis ainda este ano,  possivelmente, até o final de 2013.

Ossami Sakamori

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Brasil da Dilma. Maior rombo da Balança Comercial desde 1998.

Apenas para registro.  A balança comercial brasileira fechou o acumulado do ano, de janeiro a outubro, em US$ 1,8 bilhão, maior rombo para o período desde 1998.  Isto é ruim para o País? Mais do que ruim, é péssimo.  Vejam a notícias da Folha e na sequência, meus comentários.

A balança comercial brasileira, que registra o saldo entre exportações e importações do país, voltou a ficar negativa em outubro. Após dois resultados mensais positivos, o deficit comercial do mês passado ficou em US$ 224 milhões, pior resultado para outubro desde 2000, informou nesta sexta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Fonte Folha.

No acumulado do ano, a diferença entre importações e exportações da conta petróleo está negativo em US$ 18,903 bilhões. Já o saldo dos demais produtos está positivo no ano em US$ 17,071 bilhões.Fonte: Folha.

Comentários.

Meus comentários que faço com antecedência, de no mínimo 6 meses, sobre matéria econômica, não tem servido para muita coisa. Tenho voltado ao mesmo tema, após alguns meses, com confirmação dos fatos e ou eventos previstos anteriormete. Não custa nada para mim, voltar ao mesmo tema para melhor compreensão do assunto pelo leitores.

A principal causa do desequilíbrio da balança comercial tem sido o dólar engessado pelo Banco Central no atual patamar de R$ 2,20, com utilização de diversos mecanismos de intervenção.  Hoje, esteve em alta por conta do possível corte na compra de títulos do Tesouro americano, pelo  FED.  Também, medida anunciada por este blog, em função da mudança do comando do FED, para Janet Yellen.  Nada como um dia atrás do outro, para confirmar a minha opinião manifestada anteriormente.

O problema da balança comercial pífia, não teria impacto tão alto se a balança de conta corrente do Brasil não fosse tradicionalmente negativo por conta de pagamentos de juros, royalties, dividendo de transnacionais e fretes marítimos, por exemplo.   Segundo último dado do Banco Central, o País estava necessitando de US$ 85 bilhões para fechar balança de pagamentos zerados.

Com as notas de créditos do País com viés para baixo e com a proximidade das eleições do próximo ano, os investidores estrangeiros diretos (IED) estão em posição de stand by.  Resta ao Banco Central a única alternativa de atrair capital estrangeiro via elevação de juros Selic, para tentar cobrir o déficit da balança de pagamentos.  Resumindo, em outros termos, o Brasil está necessitando do dinheiro do agiota internacional ou seja investimento estrangeiro especulativo.
Duas medidas o Banco Central deve tomar nos próximos dias ou próximos 2 meses, ajustar o patamar de dólar para tentar reverter o déficit da balança comercial e atrair capital estrangeiro especulativo com o aumento da taxa de juros Selic para patamar de 2 dígitos.  

Esqueci de comentar acima, mas nos próximos meses, vai entrar dinheiro do leilão do pré-sal e aumento do percentual de participação do capital estrangeiro de 20% para 30%.  Ambos eventos vão trazer ao País capital estrangeiro no montante aproximado de US$ 10 bilhões, aliviando um pouco a necessidade de cobrir o rombo da balança de pagamento deste ano.  

Creio que, ainda assim, o Brasil precise utilizar parte do dinheiro da reserva cambial para tentar segurar a alta do dólar, causada pelo fluxo negativo da moeda americana, nos próximos meses.

Ossami Sakamori