segunda-feira, 13 de abril de 2020

O pior da "coronavírus" está por vir !


O presidente Jair Bolsonaro disse, nesse domingo, que o País precisa ser informado sobre o que "realmente acontece", sem pânico.  Completou: "O País precisa ser informado do que realmente está acontecendo, através de mensagens de conforto, cada um se preparar para a realidade".  Por outro lado, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, continua a afirmar que ele segue o "critério científico" emanado pela Organização Mundial da Saúde.  Ambos tem razão, conforme visão "parcial" de cada um sobre a pandemia "coronavírus".  

O ministro Mandetta, na sua última fala, prevê o "pico de incidência" do "coronavírus" no mês de maio.   O ministro da Saúde deve estar prevendo a "curva" mais suave e controlada (sic).  Dá-se a impressão de que ambos, o presidente da República e o ministro da Saúde, tenham faltados à aula de "geografia".  O pico da epidemia "coronavírus" no Brasil virá no "inverno" do hemisfério sul. 

Na minha constatação, olhando pelo lado da "evidência científica", a epidemia se alastrou nos países que se situam no hemisfério norte, acima do paralelo 30 Norte, exatamente no inverno, apesar de "confinamento total" ou "lockdown".  Os Estados Unidos, onde a pandemia "pegou pesado" está a entrar na curva declinante, agora, somente na saída do inverno.  Na Itália e Espanha, onde a pandemia disseminou rapidamente, apesar das medidas radicais, a "curva de incidência" apenas entrou no patamar de estabilidade, na entrada do outono, resistindo ainda no patamar alto de "fatalidade".

A constatação científica é de o vírus, Covid-19, não resiste às altas temperaturas.  No ditado popular: o "coronavírus" não gosta do calor.  A "evidência científica" mostra que, no momento, verão no hemisfério sul, a incidência da epidemia vem "pegando de leve", comparativamente aos países do hemisfério norte.  A menor incidência no Brasil é menor do que países do hemisfério norte, porque estamos de saída do verão e na entrada de outono, nem tanto pelo "isolamento social", como querem demonstrar o ministro da Saúde, Henrique Mandetta.

Ao contrário do que afirma o ministro da Saúde, o "pico de incidência" da epidemia "coronavírus" deve ocorrer não no mês de maio, mas entre os meses de junho a agosto, ou seja no "inverno" no hemisfério sul.  O colapso do sistema de saúde é previsível sob "ponto de vista científico", no "pico" que está ainda longe de acontecer.   Ciência não é somente "Medicina".  Geografia e Estatística, junto com a Medicina, deveriam fazer parte das constatações "científicas".

O pior da epidemia "coronavírus" está por vir, infelizmente.

Ossami Sakamori





Um comentário:

Anônimo disse...

Se o pico se dará no inverno, como todo ser que pensa, concorda, porque fazer quarentena agora? Ou seja: ou fizeram a quarentena no período errado ou ficaremos de quarentena 5 ou 6 meses, o que é um ABSURDO.