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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Standar & Poor's põe Brasil no "lixo".

Crédito da imagem: Veja

Henrique Meirelles ficou muito contrariado com o rebaixamento na classificação de riscos do Brasil pela Standard & Poor's. Logo depois do anúncio, o Ministério da Fazenda divulgou nota dizendo que: “O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, re-oneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”. Não adianta justificativa para a incompetente administração das finanças públicas do País.

Com o rebaixamento da classificação de riscos, o Brasil ficou três degraus abaixo do "grau de investimento" que é o selo de "bom pagador" das, sobretudo, dívidas públicas. Vamos lembrar que o País necessita do dinheiro emprestado pelos agiotas internacionais para complementar o pagamento das "despesas do governo" e evidentemente pagar os juros da dívida do Tesouro Nacional por ocasião das sua "rolagem". 

Para entender melhor a classificação de riscos da Standard & Poor's, a agência utiliza escala de AAA, AA+, AA, AA-, A+, A, A-, BBB+, BBB, BBB-, BB+, BB, BB-, B+, B e B-, sendo que as seis últimas classificações se referem ao "grau especulativo", normalmente atribuído como "lixo" ou "junk" em inglês. Para o Brasil chegar ao topo de classificação ou seja AAA terá que subir nada mais que 12 degraus na escala da S&P. Para entrar no "grau de investimentos" precisa subir 3 degraus. 

Para Standard & Poor rebaixar a classificação para a teceria posição dentro da categoria de risco "especulativo" ou "lixo" é totalmente compreensível. Brasil não faz o dever de casa! Este blog, embora não especializado em economia e finanças, tem alertado pelos sucessivos equívocos da política econômica e monetária praticados pelos governos, desde 2012. Não adianta o governo Temer querer separar a sua administração com a da Dilma. Por mais que o presidente Temer tente demonstrar que sua administração é melhor que a da antecessora, não encontra respaldo. Ambas administrações são perdulários ou gastam mais do que arrecadam!

As alertas foram feitas sistematicamente por este blog desde 2012. Sem mesmo saber da nota de rebaixamento na classificação de riscos da Standard & Poor's, as três últimas matérias deste blog retratavam bem a gravidade da situação econômica do País. 

Standard & Poor's põe Brasil no "lixo", literalmente.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

2 comentários:

  1. Sr Ossami, gosto muito do seu blog, mas chamar investidores internacionais de agiotas parece discurso de sindicalista e movimento estudantil. Quer dizer que eu poupo o dinheiro e faço investimentos aqui e lá fora com o suor do meu trabalho e pago os meus impostos e sou agiota? Investir e exigir o pagamento e maiores juros se o risco for maior é errado? O Brasil é caloteiro, uma bagunça jurídica, onde nem a propriedade privada e o indivíduo são respeitados. Essa terra não entrou no capitalismo até hoje e fica nesse arremedo de democracia e pseudo-liberdade. E essas agencias estão sendo boazinhas com a gente. abraços

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    1. Leonardo,
      Não se preocupe com sua condição de "poupador". Agiotas internacionais são aqueles que vem, apenas, buscar uma eventual "lucro", correndo o "risco" de levar o "calote" do governo brasileiro. Certamente, o governo brasileiro, no caso de default, vai garantir o resgate. Já temos o FUNDO GARANTIDOR para tanto, que é uma reserva das INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS.
      Eu mesmo invisto minha pequena "poupança" em TESOURO DIRETO. Para o governo, faço papel de AGIOTA.
      Obrigado pelo comentário!

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