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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

BRASIL EM SINAL DE ALERTA!

Quem não me acompanha pela rede social Twitter ou anteriormente em comentários postados no Jornal Folha de São Paulo, vão me achar que sou partidário da teoria do caos. Nada disso. Estou a dizer que o Brasil, como país, navega com Plano de Voo a cego, no piloto automático, sem saber exatamente o rumo, como no fatídico voo da Air France que caiu no Oceano Atlântico. Ou numa sorte, não encontrar tempestade no front e fazer voo no céu de brigadeiro, passível de voo visual, chegando no destino são e salvo.

O governo Dilma não tem Plano Econômico de Longo Prazo. Não tem Plano Econômico, porque não tem Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. O PAC, Plano de Aceleração de Crescimento, é uma colcha de retalhos que vai de obras emergenciais e só algumas estruturantes. Programa criado para que o Lula elegesse o seu sucessor ou sucessora. O PAC já cumpriu sua missão, a de eleger a Dilma para presidência da República. Fora disso, apenas PPA que vigora desde janeiro de 2012 e termina em dezembro de 2015. Ninguém, absolutamente ninguém, mesma a equipe Dilma sabe o que contém lá.  Ou sabe o que consta, mas não tem certeza de que aquele PPA vai servir de diretriz para governo, muito menos para governo Dilma. Uma verdadeira peça de ficção.

Dito estes preliminares, vamos aos fatos. Está havendo entrada maciça de investimentos estrangeiros diretos, sobretudo nestes últimos 3 meses, conforme relatório do BC.  Fenômeno, já conhecido e alardeado pelas mídias internacionais, especializadas em economia.  Brasil não é caso isolado no contexto global. Felizmente, fazemos parte do bloco informal BRICS, de países emergentes, atualmente em ebulição. Tudo isto, originado pelo fato de que os EEUU, Europa e Japão, estão crescimento próximo de zero. Não resta alternativa para o capital global  senão investir em países como a China, a India, a Rússia e o Brasil. Para onde vão os investimentos maciços de capital estrangeiro.

O fato descrito acima causa de imediato, consequências, que a equipe econômica do governo Dilma, não tem dada devida atenção. E nem tomado medidas para enfrentar esta nova conjuntura mundial. Quais seriam estas consequências? Vejam o elenco de problemas: 1. O aumento da Reserva Cambial, que de solução passa a ser problema. 2. A valorização excessiva do Real perante moedas fortes como Dólar e Euro. 3. Balança comercial de positivo passando para negativo. 4. Desnacionalização das empresas. 5. O monitoramento inadequado da taxa básica de juros, digamos SELIC, a mais alta do mundo, adaptada à nova situação. 6. O represamento da inflação, em decorrência da valorização excessiva do Real.  7. Recentemente, para agravar ainda mais a situação, empresas como Petrobrás sendo utilizado para engessar ainda mais a inflação. 8. A remoção do indexador juros SELIC, hoje tabelado em juros da caderneta de poupança em acima de 6% aa e de correções judiciais.

O alardeado Corte de Gastos públicos, anunciados de R$ 55 bilhões, não passa de anúncio para efeito de mostrar ao mercado global de que estamos fazendo o "dever de casa".  Isto serve apenas para mostrar à mídia global.  Aqui entre nós, sabemos que é apenas número totalmente fictício. Segundo anunciado pelo ministro Mantega, seria para gerar Superávit Primário de R$140 bilhões. Mas, isto já estava previsto no Orçamento de 2012 aprovado pelo Congresso. Resumindo, a aprovação apressada da DRU pelo Congresso no final do ano de 2011, foi justamente, para permitir que pudesse fazer contingenciamento dos recursos da União, como fazem repetidamente, todos os anos. Economiza nos 10 primeiros meses do ano para gastar o que pode nos 2 últimos meses.  Chovendo em cima do molhado, como diz expressão popular.

Se a equipe econômica do governo Dilma, não tomar medidas sobre problemas descritas de ítens 1 a 8 descritos acima, o país Brasil vai continuar navegando com o Plano de Voo, no automático dentro do CB (nuvem a mais temida pelos pilotos de aviação). Pode ser que mais uma vez, possamos atravessar incólumes.  Creio que o bom senso manda que peguemos o manche, desligamos o piloto automático, e fazermos a correção do rumo, antes que entremos no CB. Ou, simplesmente, confiamos o destino do país ao bom Deus, como fazemos invariavelmente.  

Ossami Sakamori é engenheiro civil, 67, analista informal do mercado financeiro.


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