quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Banco Central virou cassino!

O Banco Central, no dia de ontem, vendeu derivativo cambial denominado de Swap Cambial tradicional, no volume de US$ 6 bilhões.  Para facilitar o entendimento, Swap Cambial tradicional é uma venda de dólar no futuro, normalmente de curto prazo, até 1 ano.  Utilizou-se muito e será utilizado sempre, como instrumento anômalo para impedir flutuação cambial.  

Resumindo, o Banco Central quando vende os títulos denominados Swap Cambial está apostando na queda do dólar no futuro.  Serve como sinalização de que a Instituição acredita na queda do dólar no futuro ou melhor quer passar a imagem de que acredita na depreciação do dólar no prazo curto.  

O último leilão de venda do título tem vencimento em abril de 2014.  Como que querendo dizer que em abril de 2014, o dólar vai cair.  Mas, claro, isto tudo é expectativa do governo Dilma, assim como expectativa de PIB do ano passado que era de 3% ter virado 0,9%.  Portanto, o lançamento dos títulos cambiais não quer dizer muita coisa.  

O governo Dilma vem lançando os títulos Swap Cambial, desde o fatídico dia 29/5/2013, dia dito pelo mercado financeiro como o dia do cão. Nas minhas contas, o Banco Central deve ter vendido Swap Cambial no volume que ultrapassa a Reserva Cambial líquida.  Significa na prática que o Banco Central já queimou a parte líquida da Reserva Cambial.  A continuar atuação tão forte como de ontem, em pouco tempo estaremos, em tese, com Reserva Cambial com exposição de risco.  O mercado financeiro internacional vai entender assim.  Eles não engolem gambiarras ou simulações.

Minha projeção, a de 19/8, para o dólar no final do ano de 2013 é de R$ 2,60, mas o mercado financeiro projeta R$ 2,70.  Nós estamos com certa razão.  Os investidores de investimentos diretos ou especulativos estão de costas para o Brasil, após o anúncio do viés negativo do País, anunciado pelas agências de classificação.  E tem a eventual retirada de liquidez do dólar pelo FED, em função dos sinais de crescimento sustentável dos EEUU.  Esta última, tem causado fluxo negativo de dólares nos países emergentes, nos quais o Brasil se insere.  É a revoada dos dólares ao país de origem.  Bom para os americanos ruim para nós.

Bem, o Banco Central vende os títulos cambiais e como toda venda tem respectivo comprador, então vamos identificar os compradores.  Os compradores são as empresas com dívidas em dólares que fazem hedge ou proteção contra eventual depreciação do real perante o dólar.  E tem os mega especuladores, não identificados, que só o Banco Central sabe.  O País já viveu situação semelhante no passado próximo.

Como eu disse no preâmbulo desta matéria, Swap Cambial é como jogo de cassino, sempre vai ter o ganhador e o perdedor.  Se Banco Central perder, o povo paga.  Se as empresas ou especuladores perderem, podem até quebrar.  Vamos lembrar de alguns nomes do passado que perderam ou os que impuseram prejuízo ao Banco Central, com apostas nos derivativos cambiais.  Salvatore Cacciola deu rombo de R$ 1 BI ao BC. Sadia sucumbiu com a perda, Aracruz quase quebrou, Antonio Ermínio de Moraes teve que vender 50% da BV Financeira para cobrir o prejuízo.  Estou a falar de números R$ bilionários.  

O Banco Central funciona como dono da banca, quando aposta, aposta alto.  Se faltar dólar para liquidar, paga-se em reais.  Para pagar em reais basta emitir títulos do Tesouro e enfiar nos otários.  É um verdadeiro cassino implantada no prédio do BC em Brasília.  Os operadores nem estão aí com o que possa acontecer, o dinheiro não são deles e os salários são pagos BC ganhando ou perdendo.  Aliás, quem pagará eventuais prejuízo desse cassino é o povo brasileiro.  

Estão abertas as mesas de apostas!  Nem precisa ir para Pulta Del Leste ou Las Vegas!  Preparem-se para pagar prejuízo do BC! 

Ossami Sakamori

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Pelo fim dos exames da OAB!


Hoje, vou tocar nas questões delicadas que são exames da Ordem dos Advogados do Brasil - OAB.  Profissionalmente estou no outro extremo, isto é, sou profissional da área de ciências exatas, especificamente, engenheiro civil.  Pode parecer intromissão, na área alheia, mas faço comentário como qualquer cidadão brasileiro.

Domingo passado, houve exame de OAB, 11ª Edição, para 101.156 inscritos.  Houve queda de inscrição em relação aos inscritos na  10ª Edição que teve 124 mil inscritos, sendo desse total, 33.965 aprovados.  O índice de aprovação da X Edição foi de 28%.  Para começar acho absurdo o índice de aprovação e também da realização dos próprios exames.

As OABs funciona como Conselhos Regionais de qualquer outra profissão. Os Conselhos Regionais foram criados para regular e fiscalizar a atividade profissional. São entidades fiscalizadas pelos Conselhos Federais e têm seu espaço de atuação delimitado por leis constitucionais e, muitas vezes, estão impedidos legalmente de fazer mais pela profissão.

Dentre as atribuições delegadas pelas leis, a mim me parece inconstitucional OAB exigir exame de habilitação para o exercício da profissão aos formados em Cursos Superiores de direito, com carga plena, cursos com duração de 5 anos.  

Para mim, a realização dos exames é uma anomalia.  A OAB ou a sua Confederação, exorbita da função de Conselhos Regionais, pelo menos, previsto no espírito da criação dos Conselhos.  Se à OAB foram dados requisitos especiais, como realização de exames de habilitações, deve ser extirpados tais direitos.  Alega-se a OAB que tem muitos bachareis em direito formando no Brasil.

Se há excesso de bachareis, não é culpa dos que se formam em faculdades de direito, espalhados Brasil a fora.  Os cursos de direitos, se é que tem demais, foram autorizados pelo Ministério da Educação, não cabendo a OAB utilizar isto como justificativa para realização de exames.  Caberia sim, fazer gestão junto ao Ministério da Educação restringir a criação de novos cursos de direitos.  Matar o problema no nascedouro e não tentar fazer vez do MEC, realizando prova de habilitação.

Não vejo em outras profissões a realização de exames de habilitações para exercício da profissão.  Qualquer Conselhos Regionais, exige como pré-requisito para sua inscrição, a apresentação de conclusão de cursos nas respectivas classe de profissionais a que pertencem.  Se a profissão exige nível superior, exige-se diploma do nível superior.  Se a profissão exige nível médio específico, exige-se certificado de conclusão do nível médio.  E pronto!

O Conselho existe para fiscalização do exercício da profissão, em resumo.  A OAB também.  Muitos médicos que agiram fora da ética médica ou imperícia médica, são seus registros no Conselho Regional de Medicina cassados.  E assim, acontecem nas demais classes de profissionais.  Que eu tenha conhecimento, não vi até hoje, algum advogado sendo seu registro na OAB cassado.  Posso estar errado, se conhecer algum, favor postar no espaço de comentário no rodapé.

Eu já estou na lida de comércio e de engenharia há 45 anos. A prática do cotidiano mostra que como qualquer profissão, há advogado competente e advogado incompetente, assim como tem engenheiro competente e engenheiro incompetente.  É coisa do ser humano, há advogado com registro na OAB, bandido, como há também engenheiro com registro no CREA, bandido.  

Os registros na OAB não são passaportes para entrar no reino da moralidade pública e da competência.  Os registros na OAB, não significa que pode tudo.  Os advogados são como qualquer outra profissão, sujeitos às mesmas regras impostas aos profissionais de outras áreas.   A carteira da OAB, vale tanto quanto carteira do CREA, vale apenas como identidade, nada mais.  

Os advogados não são autoridades, assim como engenheiros não são. Nem os advogados, nem os médicos, nem os engenheiros, fazem parte da casta privilegiada de classes sociais. Somos apenas reles brasileiros à serviço do povo brasileiro.  Devemos assim, seguir e obedecer a Constituição e Leis brasileiras, como todos demais 200 milhões de brasileiros.  Vamos baixar a bola, vamos?

Pelo fim dos exames da OAB!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Economia BR, dia 19/8. Minhas projeções.

As minhas projeções sobre economia feitas em meados de junho estão merecendo um pequeno ajustamento.  Assim como faz, as agências de classificações, organismos internacionais como FMI e o próprio Banco Central, faço o ajustamento daqueles números, feitos há 60 dias.

Hoje, 19 de agosto de 2013, as minhas projeções passam a ser:

Crescimento do PIB, de 1,5% passa para 1,8%
Inflação no final de 2013 permanece nos 9,0%
Taxa Selic permanece nos 9,5%
Dólar em dezembro fica reajustado de R$ 2,40 para R$ 2,60 

No cálculo da inflação está considerado um reajuste nos combustíveis, de no mínimo 10% na refinaria.  E dólar com projeção de R$ 2,60 no final do ano.

Na projeção do dólar foi considerado o crescente déficit da Balança de Conta Corrente, previsto pelo próprio Banco Central em US$ 85 bilhões em 2013.  Foi também considerado, a nova trajetória do dólar, no mercado financeiro internacional.

No crescimento do PIB, fiz pequeno ajustamento para maior, ainda contando com o movimento inercial do primeiro semestre do ano.  Na última previsão, não estava claro o rumo da economia, sobretudo em função das manifestações políticas do mês de junho.

Projeções são projeções!  Cada novo fato novo, mode mudar.  Considerando as projeções de vários institutos de pesquisas e do próprio Banco Central, as minhas tem andado mais próximo da realidade.

Ossami Sakamori

BNDES da Dilma. Bolsa empresário custa R$ 20 bilhões anuais!

Hoje, vou aceitar o desafio de explicar o que seja os empréstimos do BNDES denominado de Bolsa Empresário, por mim e por alguns economistas.  Não é uma tarefa fácil, mas aceito o desafio.  Aceito o desafio porque acho importante que o povo saiba.  São poucos que tem coragem de expor o problema.  Poucos são como economista Mansueto Almeida, técnico do IPEA, que tem coragem de fazê-lo.

O BNDES devia em 2007, segundo Mansueto, cerca de R$ 14 bilhões para o Tesouro Nacional.  Hoje, o BNDES deve ao Tesouro, por conta do BNDES PSI ou seja BNDES - Plano BNDES de Sustentação do Investimento, cerca de R$ 312 bilhões.  

Os desembolsos para este Programa foram aprovados pelo Senado Federal, não tendo nada a criticar quanto a sua legalidade.  Mas, quando o Senado aprovou tais medidas, não impôs pré-condições para utilização destes recursos, o que foi erro.  Praticamente, como em todas medidas deste tipo, o Senado Federal dá carta branca para os gestores dos recursos originários da União.

Vamos às aplicações destes recursos do programa criado pelo presidente Lula para enfrentar a crise mundial de 2008.  Mais uma vez, o programa que era para ser emergencial acabou se perpetuando, com usos e costumes.  O programa emergencial do Lula, acabou dando prosseguimento no governo Dilma.  

Vale lembrar que, à época da crise, numa atitude incomum, o governo dos EEUU, injetou em plena crise, alguns US$ bilhões para os grandes bancos, empresas financeiras hipotecárias e montadoras. Estes recursos públicos, lá nos EEUU, já foram todos quitados com o Tesouro Nacional americano.   Eis, o significado do programa de emergência.  Tem prazo para terminar.  Ao contrário do que acontece no Brasil.

Eu já disse trezentas vezes que a política econômica (sic) está com erro sistêmico.  Já disse também que o erro está na perenização dos programas de emergência.  Este é mais um programa que merece, no mínimo, revisão.  A perenização dos programas de emergência implementada em 2009, estão com o prazo vencido.  Começam a fazer água.

Bem, colocado o contexto, vamos ao BNDES - PSI.  Resumindo, o Tesouro Nacional toma dinheiro no mercado pagando a taxa Selic e repassa ao BNDES para emprestar o mesmo dinheiro à taxa de juros que vão de 3,0% a 5% ao ano, conforme natureza do empréstimo, para os tomadores finais.  A diferença de juros pagos pelo Tesouro Nacional e o que o BNDES recebe das empresas, está em torno de 6% ao ano.  Multiplicando o diferencial do juros sobre o total do recurso, resulta num número próximo de R$ 20 bilhões ao ano.  Este é o tamanho do Bolsa Empresário. 

Deste total de R$ 312 bilhões, em número do final de semestre de 2013, aproximadamente 60% vai para grandes empresas e 40% para pequenas e médias.  Sendo que os 40% do recurso é distribuído para mais de 160 mil empresas, normalmente à taxa TJLP de 5,5%. O restante 60% vai para grandes conglomerados empresariais, como Votorantim, Gerdau, Siderúrgica Nacional entre tantos.  Para os últimos juros que variam de 3% a 3,5%.  Subsídio maior para empresas maiores e subsídios menores para empresas menores.  

Deste total de 60% dos recursos do Programa, cerca de R$ 190 bilhões, uma fatia maior que 10% do Programa, uma importância vultosa que ultrapassa R$ 30 bilhões, são destinados para empresas com problemas como OGX, JBS e Mafrig.  O valor total do crédito duvidoso representa cerca de 75% do Patrimônio Líquido do BNDES.

Do total de recursos que o Tesouro Nacional passou para BNDES, de R$ 312 bilhões, gera anualmente subsídio aos empresários, até hoje, não tão definido quem paga a conta, de cerca de R$ 20 bilhões anuais.  Curiosamente, o Bolsa Empresário tem o mesmo tamanho da soma de diversos programas assistenciais denominado de Bolsa Família, genericamente.  

Do total de recursos que o Tesouro Nacional passou para BNDES, de R$ 312 bilhões, cerca de R$ 30 bilhões se referem aos empréstimos de solvência duvidosa, para empresas já nominadas acima.  Estes empréstimos duvidosos com recursos do Bolsa Empresário, acabará virando no futuro próximo uma espécie de esmola consentida para as empresas nominadas acima.  Os próximos capítulos da história, confirmarão o que estou a dizer.  Lembrando que tudo isto ocorre com o dinheiro do contribuinte, o meu, o seu e do povo.

Por estas e outras que os empresários ícones, não dão um pio sobre a política econômica (sic) dos presidentes Lula e Dilma.  Eles, também, tanto quanto os beneficiários do Bolsa Miséria, são os mamadores de teta da vaquinha que com tanto carinho criamos, denominado de Brasil.  E nem poderia deixar de ser os apoiadores porque eles são os eleitores de carteirinha da dupla Lula e Dilma.  

Se Mandela fosse brasileiro, diria que tudo isto é um verdadeiro apartheid !   Os ricos e poderosos tem tudo e o povo que paga a esta conta. Acorda, Brasil !

Resumindo, o tamanho do Bolsa Empresário é de R$ 20 bilhões, todos anos, faça sol, faça chuva!

Ossami Sakamori

sábado, 17 de agosto de 2013

Nelson Mandela, meu guru!

Os ideais que cultivamos, nossos maiores sonhos e esperanças mais ardentes podem não se realizar durante a nossa vida.  Mas isto não é o principal.  Saber que em seu tempo você cumpriu seu dever e viveu de acordo com as expectativas de seus companheiros é em si uma experiência compensadora e uma realização magnífica, disse Nelson Mandela.

O grande Nelson Mandela, hoje muito doente, hospitalizado, nos deu muitas lições aos sul-africanos e a nós todos.  Exemplo de ser humano pelo destemor, pela convicção de idéias, pela paciência, pela teimosia e muitos outros atributos.  De simples advogado tornou-se líder contra o regime de apartheid e tornou-se presidente da África do Sul entre 1994 a 1999.

O livro sobre a vida do Nelson Mandela é livro de cabeceira do meu aposento.  Nos momentos da vida política conturbada, vejo a figura dele estampada no livro e me reanimo. Do que ele foi, me acho tão pequeno, insignificante, mas fortaleço-me com o seu pensamento que bate em sintonia com o meu.  É muita pretensão da minha parte, mas me identifico com ele. 

Nelson Mandela quis apenas acabar com opressão de brancos contra negro, de ricos contra pobres.  Pagou caro por isso.  Doença pulmonar que pegou nos anos de cadeia, está castigando duramente a sua avançada idade.  Fez 95 anos em 18 de julho.  O valor dele não está no Premio Nobel que ele ganhou, mas está no seu caráter, inteligente, astuto, paciente e humilde.  

Guardei a essência do seu pensamento, Mandela.  Os sonhos e utopia que quero deste País amado, que se chama Brasil, estão longe de se realizar no tempo da minha vida terrena.  Mas, não faz mal.  Mas, vamos em frente, o seu exemplo de vida, nós traz motivação para continuar nesta luta tal qual a sua.

De certa forma, Mandela, o Brasil vive um verdadeiro apartheid que viveu o seu África do Sul.  Entra governo sai governo, a situação do País não muda.  Quem está no poder manda e o resto da população obedece.  Há sempre os carteis de empreiteiras e de banqueiros mandando no País.  O grandes mandam.  Os  pequenos devem ficar com as migalhas do mercado como pedintes.  Para os privilegiados os Bolsa Empresários e para o povo miserável o Bolsa Sem Miséria.  Justiça para os pobres mas para os ricos as prescrições. Índice alarmante de corrupção deixa o País indigno da sua população.  Uma vergonha perante o mundo!

Lembro-me Mandela, o seu país viveu situação semelhante a nossa.  Infelizmente, volta a viver como dantes, para a sua tristeza. Mas, o seu exemplo fica, a sua história fica, o seu pensamento fica. Hoje, é o Brasil que vive um verdadeiro regime de apartheid, não de cor, Mandela.  O País vive num regime de apartheid onde os poderosos tem tudo e os pobres não tem nada. Onde os poderosos mandam e o povo obedece. Mandela, os poderosos estão a tirar o pouco que nos resta, a nossa dignidade! 

Mandela, aprendi com você. Tornei-me encardido, de tanto apanhar na vida, mas vou fazer a minha parte, uma minúscula parte, mas vou fazê-la, em sua homenagem.  Vamos lutar até o fim para acabar com o apartheid nesta nossa pátria amada!  

Ossami Sakamori

Petrobras da Dilma. Possíveis maracutaias na venda de ativos.

Falta de transparência nas negociações dos ativos que estão sendo desmobilizados pela Petrobras, mesmo fazendo parte do Plano de Desmobilização da Companhia, me causa espécie.  A Petrobras, uma estatal do governo brasileiro, age como uma empresa privada, não só no aspecto fiscal e contábil, mas na sua gestão.  Vejam as notícias sobre os desinvestimentos feitos e meus comentários na sequência.  

A Petrobrás informou que seu conselho de administração, em reunião realizada hoje, aprovou a venda de ativos da companhia que totalizam US$ 2,1 bilhões. Fonte: Estadão.

Uma das operações é a venda de 100% das ações da Petroquímica Innova para a Videolar e seu acionista majoritário, pelo valor de R$ 870 milhões (US$ 372 milhões pela PTAX de ontem, de R$ 2,34). Fonte: Estadão.

A segunda operação é a venda de 35% da participação detida pela Petrobrás no bloco BC-10, conhecido como Parque das Conchas, ao Grupo Sinochem pelo valor de US$ 1,54 bilhão. Fonte: Estadão.

Foi decidida também a assinatura de contratos de farm-out (acordo de cessão de direitos) no valor de US$ 185 milhões, referentes à totalidade da participação da Petrobrás nos blocos MC 613 (Coulomb), GB 244 (Cottonwood) e EW910, todos em produção e localizados no Golfo do México, nos Estados Unidos. Fonte: Estadão.

Comentário.

Para uma empresa com o faturamento equivalente a grosso modo 22% da arrecadação da União, a falta de transparência nos seus negócios e não observância de normas legais de regulamenta o setor público deixa sob suspeição todo negócio de desinvestimento que está sendo realizado pela Petrobras.

Mesmo tendo conhecimento da facilitação dos procedimentos legais pelo TCU, para que uma gigante como a Petrobras, não se comprometa na eficiência administrativa financeira, algumas normas não deveria, em nenhuma hipótese, deixar de ser praticado, para dar as mais elementares normas da transparência do setor público.

É esta falta de cumprimento de regras fundamentais da transparência que facilita a ocorrência de uma fraudes como a compra da refinaria do Pasadena nos EEUU, onde a Patrobras levou prejuízo de cerca de US$ 1 bilhão.  Se fosse, à época, aplicada a norma do setor público de licitação de compra, não teria havido o "super-faturamento" na compra daquela refinaria.  A Petrobras agiu como se fosse uma empresa privada, o que não é.

A Petrobras participou de várias licitações para aquisição de ativos do golfo do México e detinha segundo o balanço, cerca de R$ 14,8 bilhões.  Se estas aquisições foram todas feitas em regime de licitações, não saberia afirmar.  Cabe à Companhia dar publicidade, ao cumprimento às normas não apenas da CVM, mas sim às normas do setor público.  Bem, sobre o repentino sumiço de US$ 4,9 bilhões, já foi dito neste blog.  Contabilmente, ainda restava ativos no valor de US$ 9,8 bilhões do golfo do México para serem vendidos.

Do total de US$ 9,8 bilhões, até este momento, incluindo a venda do ativo objeto da notícia de hoje, foi apurado até hoje, US$ 400 milhões.  Em tese, ainda resta R$ 9,4 bilhões de ativos para vender , no golfo do México.  Espero que no final da venda de todos os ativos do golfo do México, renda no mínimo, US$ 9,8 bilhões mais os US$ 4,9 bilhões que deu sumiço, totalizando US$ 14,8 bilhões.  

Isto cheira, a mesma maracutaia da empresa OGX do estelionatário Eike Batista.  Na minha avaliação, como não há nenhuma transparência na venda dos ativos do golfo do México, concluo que a maior parte destes foram adquiridos com valor "super-avaliado". Para o mercado financeiro não assustar, a Graça Foster, presidente da Petrobras está cuidando pessoalmente da venda destes ativos.  Está a fazer como Eike Batista, tirando o esqueleto dos armários, devagarinho para o mercado financeiro não se aperceber.  

Uma outra operação estranha é sobre a venda do direito de exploração do Parque das Conchas para os chineses por US$ 1,5 bilhão.  Por que não houve licitação de venda?  Por que não houve oferta pública do lote?  Por que desmobilizar o direito de exploração de um poço em operação no território brasileiro?  Por que a venda foi feita para os chineses do grupo Sinochen?  Alguém ficou sabendo da operação, antes?  Uai, evitaria minha suspeita, se tivesse a oferta ter sido feito em jornais de circulação nacional e internacional, cumprindo as boas normas do setor público.  

Diante de uma operação atípica como da venda de direito sobre os poços em plena operação, para uma empresa Sinochen, traz me certeza de que o vencedor da licitação do campo de Libra, um bloco gigante, com reserva estimada em 8 bilhões de barris, será o grupo chinês Sinochen.  Soma-se a esta suspeita, a viagem enigmática, sem release, da Graça Foster à China, no início deste ano. Concluo que o vencedor da Libra será chinesa Sinochen!  Posso estar errado, claro.

Sem a observância de normas legais do setor público, de licitações nas compras e licitações nas vendas, não haveria nenhuma suspeição sobre as possíveis irregularidades nos negócios da Petrobras.  O fato de operações serem aprovados pelo Conselho de Administração, presidido pelo ministro da Fazenda Guido Mantega ou pela Assembléia Geral dos acionistas, onde quem tem voto majoritário é a União Federal, não diz nada, não representa nada.  A formalização, obedecendo as leis das SAs, seria apenas o cumprimento das normas de Companhia aberta, mas não obedece as boas normas do setor público. 

E eu estou, neste momento, me sentindo mais uma vez o otário.  Cheguei a afirmar, na minha boa fé, que os ativos do golfo do México seria o "filé mignon".  Tudo leva a crer que são apenas esqueletos que valem muito pouco.  E me sinto mais otário ainda, quando tenho certeza de que as possíveis roubalheiras praticadas ficarão impunes, sob a blindagem das leis das Sociedades Anônimas, ao invés de normas de transparência do setor público, a das licitações.

Este espaço está disponível para explicações e contestações por parte das empresas e pessoas citadas aqui.

Ossami Sakamori
e-mail: sakamori10@gmail.com

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Economia BR. O quadro piora, dólar dispara !

Esta é mais uma crise anunciada!  Eu já fiz trezentas matérias sobre a inadequação do dólar demasiadamente apreciado artificialmente. A disparada do dólar tem pouco a ver com a conjuntura econômica internacional e muito a ver com o quadro econômico nacional.  Leiam as notícias abaixo do tradicional jornal Folha e na sequência os meus comentários.  

O dólar à vista (referência no mercado financeiro) fechou em alta de 1,14%, a R$ 2,339, maior preço desde 10 de março de 2009 -apesar de o BC ter atuado para conter as cotações, negociando US$ 1,98 bilhão em contratos de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro. Altas sucessivas da moeda vem ocorrendo desde o semestre passado. Para Ricardo Rocha, professor da FIA, entidade ligada à USP, o dólar pode ir a R$ 2,70 no fim do ano.  Fonte: Folha.

A tendência de alta do dólar, no entanto, é internacional e deve se manter mesmo que o BC injete dinheiro no mercado local, segundo o economista-chefe da consultoria Lopes Filho, Julio Hegedus, que projeta a moeda acima de R$ 2,50 em dezembro.  Fonte: Folha. 

Comentário.

Como de repente, o mercado percebe que o dólar americano estava demasiadamente apreciado.  Deixa-me mais preocupado que todos os agentes econômicos, incluindo nestes, os próprios formuladores da política econômica do País, tanto quanto aos analistas econômicos, banqueiros e grandes empresários, não terem chamado atenção antes de irromper o quadro grave que o Brasil se defronta hoje.  Alguns poucos analistas, já citados em matérias anteriores, já chamavam atenção sobre a defasagem cambial.

Fala-se muito, neste momento, o quadro da economia americana, que para eles tem aspecto positivo de crescimento sustentável, mas traz consequências negativas para o mundo como todo.  É uma ironia do destino.  Quanto melhor para o povo americano, pior para o resto do mundo, especialmente para os países emergentes.  O fato é que os EEUU que estavam perdendo o jogo, agora voltam goleando.  E o Brasil neste contexto vai perder de goleada.

O quadro da economia americana para melhor, vai ser o novo vilão para a Dilma.  O próximo culpado para a nossa crise econômica e financeira, não mais será a Angela Merkel, mas sim, o Barack Obama.  Mas, não é, meus amigos.  Obama não tem nada a ver com a crise financeira brasileira que se avizinha.  O culpado ou melhor, a culpada é a própria presidente Dilma.  Explico o porque.

Desde a crise financeira mundial de 2008, presidente Lula adotou como pilar da política econômica do País, a depreciação da moeda americana.  Elegeu o dólar como âncora para desenvolvimento do País com a inflação controlada.  Isto era para ser plano emergencial, que talvez, naquele momento de crise justificasse.  Como qualquer plano emergencial funciona por período determinado, mas não pode terná-lo definitivo.  

A presidente Dilma e sua equipe, na onda da popularidade conseguido à custa de plano emergencial do Lula, não quis fazer os ajustes necessários.  Eu já chamei atenção sobre isto em fevereiro de 2012, há 1 ano e 6 meses.  Aliás, o motivo da criação deste blog foi exatamente por discordar da política econômica (sic) equivocada da presidente Dilma.  

Não, o culpado não é o Obama, mas sim o erro sistêmico da política econômica, baseado em intervenções do governo na área cambial e nos setores com preços administrados.  O Brasil se encontra como panela de pressão com válvula segura com os dedos ou em outras palavras o Brasil da Dilma está com a "bomba relógio" acionada.  A situação de hoje, é como na véspera de panela de pressão explodir ou em outras palavras o fogo do pavio está chegando no dinamite (TNT).  

Isto não é brincadeira!  Já dizia minha mãe, criança não deve brincar com o fogo.  Sábias palavras!  A presidente Dilma e sua equipe econômica são incompetentes para administrar esta situação, ou seja a saída do plano emergencial do Lula.  Pasmem, o Brasil está a sair do plano emergencial do governo passado ou seja do Lula!  O Lula que navegou em mares esplêndidos beneficiados com o resultado de curto prazo, do plano emergencial.  

O quadro é grave. O Brasil está como paciente muito doente, de tanto tomar estimulantes, e está prestes a entrar na UTI.  A equipe de médicos (economistas) da Dilma e ela própria não tem competência para superar a crise que se avizinha.  O que faremos? Vamos às ruas denunciar os fatos, antes que viremos Espanha!  

Ossami Sakamori

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

OGX. Eike Batista tirou esqueleto do armário!

A grande imprensa, Estadão e Folha, dão destaque nos noticiários de hoje, 5/8/2013, o resultado do segundo trimestre da empresa OGX do menino Eike Batista.  O números apenas comprovam a denúncia que fiz neste blog em 27/3/2013 sob o título "OGX do Eike Batista está falida!".  Leiam as notícias e meus comentários na sequência. 

A OGX teve prejuízo de R$ 4,7 bilhões entre abril e junho, ante R$ 398,6 milhões há um ano. A dívida com empréstimos e financiamentos chegou a R$ 8,7 bilhões no período -ao fim de junho de 2012, era de R$ 7,9 bilhões. Fonte: Folha.

A petroleira destacou como "efeito positivo" no resultado do 2T13 foi o ganho de R$ 1 bilhão decorrente do acordo estratégico com a Petronas, anunciado em maio 2013. Fonte: Estadão. 

Comentário. 

Os números apresentados, oficialmente, pela OGX ao mercado, já dá dimensão exata da situação econômica da empresa OGX.  Não foi lembrado pela grande imprensa, o número importante que é o Patrimônio Líquido da OGX, antes da divulgação do resultado do segundo trimestre.   Segundo revista Exame, o Patrimônio Líquido da OGX em dezembro de 2012 era de R$ 7,699 bilhões.

Vamos fazer grosso modo a conta.  Patrimônio líquido de R$ 7,699 bilhões menos prejuízo do primeiro trimestre de R$ 805 milhões e do segundo trimestre de R$ 4,7 bilhões resultado no Patrimônio líquido de R$ 2,2 bilhões.  O número ainda está camuflado porque a OGX ainda não tirou todos esqueletos do armário.  Na minha avaliação, a que já tinha feito em 27/3/2013, ainda falta tirar muitos R$ bilhões do armário, que estão camuflados sob título de Ativos Imobilizados.  Resumindo, se tirarem todos esqueletos, o Patrimônio líquido da OGX vai resultar em muitos R$ bilhões, negativos, configurando assim : OGX está falida! 

O interessante do relatório apresentado pela própria OGX é que consta como financiamento de R$ 8,7 bilhões, em sua maioria com o sistema BNDES.  Empresa falida, não paga financiamentos ou não tem condições de honrar com o pagamento das dívidas.   Sendo assim, fica muito difícil o sistema BNDES receber o empréstimo bilionário.  Eventualmente, numa situação como esta, a holding do grupo Eike Batista, a EBX poderia vir em socorro, operação impossível porque a empresa controladora está também em situação de insolvência.  

Conclusão que venho dizendo há tempo, mas que não fui ouvido à época, 27/03/2013, é que, infelizmente o contribuinte vai ter que morrer com os R$ 8,7 bilhões de empréstimos, concedidos de forma suspeita, com interferência direta do Palácio do Planalto. O estelionatário Eike Batista e os presidentes Lula e Dilma carimbaram na testa do povo: OTÁRIOS!

Mais uma vez, o povo vai pagar pelos erros dos presidentes Lula e Dilma.  Ainda assim querem a volta de um deles à presidência da República.  Vocês ficaram malucos?

Ossami Sakamori

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Petrogate. Dilma deve explicações!

Se o Brasil fosse país sério, o assunto denunciado pela revista Época, sobre doação à campanha da presidente Dilma em 2010, com suspeição de superfaturamento, seria motivo suficiente para criação de uma CPI, específico sobre o assunto denunciado.  Veja trecho da reportagem do jornal Estadão e na sequência meus comentários.

Um contrato da Petrobrás com a empreiteira Odebrecht, apontado por um lobista como fonte de doações para campanhas de 2010, teve seu valor reduzido em cerca de 41% após uma auditoria interna da estatal. Fonte: Estadão.

O contrato assinado em outubro de 2010 previa a prestação de serviços de segurança e meio ambiente para a Petrobrás em dez países. Segundo a revista Época, o ex-funcionário da Petrobrás João Augusto Henriques vinculou o contrato ao pagamento de comissões ao PMDB e a uma doação da Odebrecht de US$ 8 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff. O contrato, ainda conforme o lobista, teria sido feito como compensação ao PMDB para enterrar a criação de uma CPI da Petrobrás no Senado. Fonte: Estadão.

Comentário.

Os indícios de que houve tentativa de superfaturamento estão mais do que evidente.  O contrato de prestação de serviços da Odebrecht que era de US$ 849 milhões, após auditoria foi revisto para US$ 481 milhões.  Dá-se a impressão de que o acordo foi rompido e houve a punição à Odebrecht com redução do valor do contrato em cerca de 41%.  Por enquanto são indícios.

Posteriormente à denúncia, o ex-funcionário João Augusto Henriques voltara atrás na denúncia numa clara evidência de que houve coerção para ele, Henriques, se calar.  Tudo isto, ainda no terreno das possibilidades.  Há que apurar com extremo rigor, as denúncias apresentadas, até porque houve uma redução significativa no valor do contrato aludido.

Este escândalo estampada num dos principais revistas de circulação nacional, da poderosa família Marinho da Rede Globo, em qualquer país desenvolvido motivaria investigação pelo Parlamento e pelas autoridades judiciárias.  Imagine que o presidente Alemão, foi afastado do cargo pela suspeição de ter recebido US$ 1 milhão em doações irregulares para campanha.  

Que o Brasil mostre a sua maturidade e demonstre ao mundo que o País é sério.  Se os principais envolvidos na denúncia não tem envolvimento, não teria que se preocupar com as eventuais investigações.  Por que temem as investigações?  Será que tem veracidade a denúncia formulada pelo ex-funcionário da Petrobras?  

Presidente Dilma, quem não deve não teme!  Mande o MPF_PGR denunciar os fatos. Coloque a PF de jurisdição da pasta do ministério de Justiça à disposição para apurar com o rigor os fatos que motivaram a denúncia.  Só assim, presidente Dilma, poderá mostrar ao País que sua campanha à presidência da República foi feito em completa lisura.

A decisão está em suas mãos, presidente Dilma!

Ossami Sakamori

DILMA tem o seu cartel de METRÔ !

Mantendo coerência com as demais matérias deste blog, destaco hoje as notícias veiculadas no tradicional jornal Folha, na edição de 14/8.  Este blog, apresentou há poucos dias, notícias sobre METROduto do estado de São Paulo, amplamente divulgado pelo mesmo jornal.  Na sequência das notícias, o comentário.

Cinco empresas de fornecimento investigadas por cartel no setor de ferrovias em São Paulo e Distrito Federal receberam desde 2003 ao menos R$ 401 milhões (valores atualizados) de estatais ferroviárias do governo federal. Alstom e CAF têm mais R$ 425 milhões a receber por contratos recentes com as estatais CBTU e Trensurb. Fonte: Folha.

A linha sul do Metrô de Fortaleza (CE) -obra com recursos federais que triplicou de preço e teve superfaturamento apontado- teve a participação de empresas investigadas por formação de cartel em São Paulo e Distrito Federal.  O contrato com as empresas foi assinado em 1998 com custo estimado em cerca de R$ 500 milhões (valores atualizados). Ao ser entregue, o projeto já havia consumido mais de R$ 1,5 bilhão de recursos públicos.  Fonte: Folha.

Comentário.

Tudo indica que o cartel de empresas fornecedoras de equipamentos do sistema de metrô não atua somente no Metrô de São Paulo, mas em todo o Brasil.  Destaca entre o as empresas contratantes a empresa pública federal CBTU.  Destaca também a notícia da Folha, a atuação do cartel, nas linhas de metrô que está sendo construído em vários estados com recurso da União.

Vamos dizer que o partido da presidente Dilma, o PT, atirou a pedra, via CADE, órgão vinculado ao ministério da Justiça e amplamente a possível irregularidade pelo próprio ministro da Justiça Eduardo Cardozo.  Para quem não se lembra, o ministro foi um dos coordenadores da campanha da presidente Dilma em 2010, carinhosamente chamado de 1 dos 3 porquinhos.  Outros porquinhos seriam o José Dutra e Antonio Palocci.  

A pedra vindo donde veio, nitidamente, foi uma ação política do PT contra o PSDB.  Danou-se, porque a pedra está caindo no telhado de vidro.  A presidente Dilma disse que iria soltar os diabos na campanha presidencial, da sua reeleição em 2014.  O assunto cartel do METROduto do Geraldo Alckmin, deve ter sido um destes diabos.

A Dilma se expôs.  Acusou os adversários, sem olhar pelo telhado de vidro do seu governo.  Suspeita-se que um outro cartel, também, o dos empreiteiros do DNIT, tenha financiado a campanha presidencial Dilma 2010, o DNITduto.  Este último cartel, faz parte também, a Delta Construções que ganhou noticiário por ocasião da CPMI do Cachoeira.  

As notícias levam a crer que a presidente Dilma, assim como o governador Alckmin, cada um tem o seu cartel de Metrô.  Já que PT quer, porque não instalam de uma vez por toda a CPI do METRÔ!  Ou não vão querer mais?

Ossami Sakamori

terça-feira, 13 de agosto de 2013

BRASIL S/A, em situação crítica!

Vou colocar aqui, o perfil do Brasil hoje, denominados aqui como Brasil S/A, com números equivalentes ao do Brasil real para vocês poderem tirar as sua próprias conclusões sobre a situação econômica e financeira do País.  Sem perder muito o tempo, vou colocar em seguida o perfil da empresa Brasil S/A.

Nome da empresa:  Brasil S/A
Acionistas : 200 milhões.
Extensão territorial do domínio: 8.500.000 Km2.
Clima: temperado.
Geografia: Sem terremotos, sem vulcão, sem ciclones. 

Patrimônio líquido, positivo:  

Reserva de minério de ferro para próximos 100 anos.  
Reserva de petróleo estimado: 80 bilhões de barris.
Reserva de nióbio: Suficiente para suprir mercado mundial nos próximos 100 anos.
Terras para pecuária: 100 milhões de hectares.
Terras para agricultura: 200 milhões de hectares.

Patrimônio líquido, negativo:

55 milhões de analfabetos funcionais.
22 milhões de miseráveis dependentes da Bolsa Miséria.
Infraestrutura precária.
Sistema de ensino fundamental deficiente.
Sistema de saúde deficiente.
Número de homicídios uma das mais alta do mundo.
Número de mortes em acidentes de trânsito a mais alta do mundo.
Corrupção escancarada, correspondente a 2% do PIB.

Situação econômica financeira, equivalente, do Brasil S/A: 
(Grosso modo, em número dividido por milhão)

Faturamento bruto (arrecadação) : R$ 1.100 mil
Endividamento bruto (em real) :      R$ 3.000 mil
Endividamento líquido (em real):     R$ 2.000 mil
Dívida de curto prazo (12 meses):  R$    750 mil

Reserva cambial (em real)              R$    860 mil
Dívida externa total (em real)         R$    750 mil
Reserva cambial líquida (em real)  R$    110 mil
Déficit c/c com exterior (em real)   R$    195 mil  (previsão)

Despesas do governo:                     R$ 1.050 mil
Juros devidos                                    R$    330 mil
Juros efetivamento desembolsados R$     50 mil
Despesa com Congresso Nacional R$       5 mil
Verba do SUS                                   R$      35 mil

Análise.

1. O Brasil S/A deve 3 vezes mais do que arrecada anualmente,  total bruto da dívida é de R$ 3.000 mil, sendo R$ 750 mil vincendas nos próximos 12 meses em comparação com a arrecadação de R$ 1.100 mil.  Se fossemos para pagar os empréstimos vincendos na integralidade, teria que desembolsar cerca de 70% da arrecadação bruta, o que é inviável.

2. O saldo de caixa, denominado de superávit primário, antes de pagar os juros da dívida, é de cerca de R$ 50 mil.  O restante da arrecadação que seria R$ 1.050 mil é gastos em custeios e investimentos.  Isto porque a amortização da dívida + parte dos juros são "rolados".

3. Como os juros anuais bruto é de cerca de R$ 330 mil e só temos R$ 50 mil de sobra de caixa para pagar os juros, a diferença de R$ 280 mil é acrescido às parcelas vincendas da dívida para "rolagem".  Ainda assim, no final dos próximos 12 meses, a dívida bruta vai aumentar para R$ 3.280 mil.  Lembrando que a arrecadação anual é prevista para o exercício seguinte é de R$ 1.150 mil aproximadamente.

4. A tal comemorada reserva cambial de cerca de R$ 860 mil, parte substantiva corresponde à dívida própria do setor público e o restante tem garantia ou aval do Brasil S/A.  A parte disponível para livre movimentação seria de R$ 110 mil, mas se a balança de conta corrente fechar negativo, como está previsto, o dólar disponível seria insuficiente para zerar a Balança de pagamentos.

5. O tão precário atendimento na área de saúde (SUS), cerca de R$ 35 mil, seria pífio em relação a o que Brasil S/A gasta em pagamento de juros, que corresponde a cerca de R$ 330 mil.  Aliás, os juros mesmo o Brasil S/A não consegue pagar, só "rola".  

Resumindo, o Brasil S/A, apesar de ter um patrimônio líquido positivo, o governo do PT, não está conseguindo equilibrar os números, como podem ver.  Os números que não são nada confortáveis, mesmo à vista de qualquer leigo.  Imagine, isto tudo sendo administrado pela incompetente equipe da presidente Dilma.  Qualquer deslize, o Brasil S/A vai para o buraco.  Quem entende um pouco, fica com coração na mão!

Eu já fiz alerta na matéria penúltima:  Sinal vermelho! Dilma mente sobre Reserva Cambial.  O Brasil S/A, está no limbo, como que em cima do fio da navalha, qualquer deslize, vamos para o buraco ou abismo!  Você escolhe a forma como colher os frutos da gerentona incompetente.   Este contrato com a gerentona Dilma, vai até 31 de dezembro de 2014.  Vocês querem renovar assim mesmo, vão?  Eu estou estou fora dessa cruzada de reeleição!    

Preciso desenhar?

Ossami Sakamori

Petrobras. Sumiram com os US$ 4,9 bilhões?

Uma pergunta que não cala.  O que aconteceu com os US$ 4,9 bilhões de parte dos ativos referente aos direitos de exploração do petróleo no Golfo de México?  

A Petrobras no seu plano de desinvestimento no ano passado, anunciou a quatro cantos do mundo que venderia os ativos do golfo do México num montante de US$ 14,8 bilhões.  Estranhamente, no Balanço de 31 de dezembro de 2012, o montante do referido ativo tinha baixado para US$ 9,9 bilhões.  Sumiram com os US$ 4,9 bilhões.  

Segundo notas explicativas, parte daqueles ativos, exatamente os US$ 4,9 bilhões que sumiram, fora objeto de uma operação financeira que envolveu a Petros, que é fundação dos empregados do sistema Petrobras.  Esta operação financeira é que me encafifa.  

Em tese, se foi dada como baixa nos ativos da Petrobras, uma parte dos ativos do golfo do México, não deveria ser uma operação financeira, mas sim uma venda.  Em tese ainda, se a Petrus em troca de transferência de ativos, supostamente, teria feito uma operação de socorro financeiro à Petrobras, este ativo deveria constar não apenas como garantia, mas sim como compra de ativos.  Se saiu de um lado tem que entrar do outro.  Não existe meio termo.

Esta operação, gambiarra, ocorreu estranhamente na vacância do diretor da área internacional da Petrobras, a quem caberia a responsabilidade da operação de desinvestimento referida.  A responsável por esta operação gambiarra coube, então a Graça Foster, presidente da Petrobras que acumulava ou acumula ainda o cargo de diretor da área internacional.  

Há forte suspeição, esta é exclusiva minha, de que houve "venda" camuflada da parte "podre", dentre os direitos de exploração do golfo do México, no montante de US$ 4,9 bilhões para a Petros.  Num lançamento contábil de que no lado da Petrobras figura como venda e no lado da Petros como financiamento, os tais ativos ficam no limbo, não se sabe é uma operação financeira ou uma operação de compra e venda.  Suspeito de que esta parte dos ativos vendidos ou financiados virem apenas fumaça, sem deixar rastro nenhum.  

Depois de alguns anos, no esquecimento, a Petros deverá amargar com o prejuízo ou a Petrobras vai devolver os US$ 4,9 bilhões pela venda de ativos "micos", mas contabilizada como devolução do empréstimo. Alguém tem que assumir o prejuízo.  Certamente o prejuízo caberá ao contribuinte e os responsáveis pela maracutaia, ficarão impunes.

Só para lembrar, a Petros é mantido com contribuição patronal do sistema Petrobras.  Como a Petrobras é uma estatal, quem paga a conta dos eventuais prejuízos são os contribuintes.  Eu cobro esta explicação, mais detalhada sobre os destinos da parte substancial dos ativos do golfo do México, no valor de US$ 4,9 bilhões, na condição de contribuinte, porque acionista minoritária não sou.  

Este espaço fica franqueado para Petrobras em conjunto com a Petros, para devida explicação sobre os destinos dos US$ 4,9 bilhões dos ativos do golfo do México.  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Mensalão. José Dirceu vai continuar lobista!

Nem vou me dar o trabalho de palpitar sobre assunto que pouco entendo, que é sobre o tema jurídico.  A Folha de São Paulo fez análise perfeita sobre o tema que passo a reproduzi-la em pontos principais.  Na sequência brevíssimo comentário.

Previstos no regimento interno do STF, os chamados embargos infringentes, na prática, levam a um novo julgamento para os condenados nos crimes em que pelo menos quatro ministros votaram pela absolvição do réu.

Cassol foi considerado culpado pelo crime de fraude em licitações, mas foi absolvido por formação de quadrilha contando com os votos de Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, os dois novos ministros da corte. 

Se for inocentado por esse crime, Dirceu sairá de uma pena em regime fechado de 10 anos e 10 meses para uma de 7 anos e 11 meses, condenado somente por corrupção ativa. Como a pena é inferior a 8 anos, os ministros do STF devem colocá-lo no regime semiaberto.

Nesse caso, a lei prevê o cumprimento da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar. O condenado dorme na cadeia e pode trabalhar fora durante o dia. Os detalhes do cumprimento da pena caberão ao juiz de execução penal.  

Comentário.

Em resumo, José Dirceu, condenado pelo STF, vai cumprir pena em regime semi-aberto, dormindo na cadeia mas exercendo atividade fora da cadeia durante o dia.  Isto significa, que o José Dirceu, vai continuar exercendo em sua plenitude a sua atividade de lobista para os seus clientes, durante o dia. Só isso!

Ossami Sakamori


Sinal vermelho! Dilma mente sobre Reserva Cambial.

Notícias que passam batido no dia a dia.  As autoridades brasileira, tando do ministério da Fazenda quanto do Banco Central não tem interesse em divulgar a fragilidade da economia brasileira.  Fala-se muito em poder de fogo do Banco Central para segurar a apreciação do dólar, mas a realidade é totalmente diversa.  Veja o resumo das notícias e na sequência os meus comentários.

Considerada uma das principais defesas do Brasil à turbulência nos mercados globais, as reservas internacionais em poder do Banco Central não são tão elevadas quanto propaga o governo, afirma o banco norte-americano Bank of America/Merrill Lynch.  Fonte: Estadão.

Levantamento feito pelos economistas David Beker e Claudio Irigoyen mostra que as reservas estrangeiras do país (US$ 378 bilhões) são inferiores ao estoque de investimentos estrangeiros no mercado financeiro do Brasil (em ações e títulos do governo, por exemplo). Essa quantia somava US$ 415 bilhões em junho e é volátil, ressaltam os analistas. Fonte: Estadão.

Comentário.

Vamos lá, fazer as análises dos mesmos números, acrescido de outros, para apresentar a fragilidade da economia brasileira, sobretudo no tocante à política cambial.  

É certo que os investimentos estrangeiros não vão liquidar com os seus patrimônios construídos durante várias décadas e levar de volta para seus países de origem de dia para noite.  Mas, com certeza, os investimentos de riscos como ações e títulos do governo, vão revoar a qualquer turbulência no mercado.  Certamente, uma boa fatia dos US$ 415 bilhões apresentado pelos economistas, não é volátil como afirma ser, felizmente.

É certo também que uma boa fatia dos investimentos estrangeiros no Brasil corresponde à aplicação em títulos do Tesouro Nacional.  Sobretudo os capitais especulativos vem atrás de rentabilidade acima da inflação.  Vem atraído pela taxa Selic alto em relação à inflação projetada.  A média da rentabilidade dos títulos do Tesouro Nacional é de 11% ao ano, porque incluem os títulos muito alto pago em passado recente.  

Explico, porque 11% e não a taxa Selic vigente.  O prazo médio dos títulos do governo brasileiro é de 3 anos, neste tempo foram lançados muitos títulos acima de 12%.  A média dá em 11% grosso modo.  A fragilidade é que do total da dívida pública bruta, de cerca de R$ 3 trilhões, quase 1/4 vencem nos próximos 12 meses.  Ou seja o setor público é obrigado a "rolar" nos próximos 12 meses, cerca de R$ 750 bilhões.   Imagine o número comparativo, a receita bruta do governo da União para 2013 está previsto em cerca de R$ 1,1 trilhão.  

Para agravar mais ainda a situação da Reserva Cambial é que o conjunto de "dívida externa" do setor privado e setor público é de cerca de US$ 325 bilhões.  A reserva cambial menos a dívida externa dá um pífio US$ 52 bilhões.  

Em tese, nós temos reserva cambial líquida de US$ 52 bilhões para enfrentar a eventual fuga de parte dos US$ 415 bilhões de investimentos estrangeiros diretos e especulativos.  

Para piorar a situação,  está previsto déficit na Balança de Conta Corrente, de cerca de US$ 85 bilhões, segundo estimativa do próprio Banco Central para este ano.  

Fazendo a conta, se não houver nenhum investimento estrangeiro novo vindo na direção do Brasil, pela primeira vez em alguns anos, a Balança de Pagamentos vai ficar no terreno negativo.  Vamos considerar que o saldo do investimento estrangeiro no Brasil termine no "zero a zero".  Isto é, o que sai seria compensado pelo que entra.  Nesta hipótese, o déficit da Balança de Conta Corrente comeria toda reserva cambial líquida de US$ 52 bilhões e ainda faltaria dólar.  

Teoricamente, o Brasil ficaria na posição de que a reserva cambial positiva não cobriria a dívida externa do setor público e privado.  Para analistas das agências de classificação de risco, isto é grave, em tese, porque o Brasil não teria dólar suficiente em reserva cambial para garantir o total da dívida em dólares.  

Só para lembrança, apenas por curiosidade, o Lula pagou a dívida do Brasil junto ao FMI num montante de US$ 16 bilhões, mas hoje, o setor público brasileiro deve grosso modo mais de US$ 80 bilhões, fora a dívida da Petrobras.  

Dá-lhe Lula!  Dá-lhe Dilma!

Ossami Sakamori

sábado, 10 de agosto de 2013

Petrobras da Dilma camufla o balanço!

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 6,201 bilhões no segundo trimestre de 2013, deixando para trás um prejuízo de R$ 1,346 bilhão no mesmo período do ano passado.  Fonte: Folha.

Segundo revista Exame, a dívida externa da Petrobras somava cerca de R$ 127 bilhões, contra o faturamento de R$ 281 bilhões e exportações de R$ 548 bilhões. Fonte: Exame, 17/6/2013.

Comentário.

É uma tarefa nada fácil explicar as gambiarras feitas no balanço da Petrobras. Eu já tinha anunciada a fórmula da técnica contábil que o governo Dilma inventou, no último mês de maio, com referência à contabilização da dívida externa da Companhia.

Pela nova fórmula, simplificando a explicação, a Petrobras não precisou atualizar a sua dívida externa, no balanço de segundo trimestre encerrado em junho/ 2013.  Pela técnica contábil anterior a Petrobras seria obrigado a atualizar o valor da dívida em dólares pela cotação do Ptax do último dia do semestre.  No entanto, pela nova fórmula, a gambiarra, adotada a dívida externa não foi atualizada com a cotação do último dia útil do semestre. 

Segundo estoque da dívida levantada pela revista Exame, a Petrobras deve cerca de R$ 127 bilhões.  Se considerar o aumento de cerca de 10% na apreciação do dólar, a Petrobras sofreu no segundo trimestre cerca de R$ 12,7 bilhões de prejuízo, pela fórmula anterior que julgo correta.  A Petrobras anunciou, conforme notícia acima, lucro de R$ 6,2 bilhões no segundo trimestre, o que significa que houve perda líquida de R$ 6,5 bilhões, ao contrário do lucro contábil.  

A Petrobras apresentou lucro líquido de R$ 7,7 bilhões no primeiro trimestre de 2013, segundo balancete já divulgado anteriormente.  Somado à perda líquida do segundo trimestre, o lucro da Petrobras do primeiro semestre, a soma do primeiro e segundo trimestre, cai de R$ 13,9 bilhões para o pífio R$ 1,2 bilhão.  

O patrimônio líquido da Petrobras, no final do primeiro trimestre de 2013 era de R$ 338 bilhões.  Com a gambiarra feita, a Petrobras deve encerrar o primeiro trimestre com o patrimônio líquido de cerca de R$ 345 bilhões.  Seja como for, o lucro líquido real, considerado a desvalorização do real no período, ou seja pela técnica contábil anterior seria de R$ 1,2 bilhão contra o patrimônio líquido de R$ 345 bilhões.  O lucro líquido real do primeiro semestre seria então de 0,4% sobre o patrimônio líquido.  Isto é quase que nada para uma companhia gigante como a Petrobras.

Esta gambiarra contábil tem duas justificativas.  A primeira é apresentar ao mercado financeiro, isto é, para os acionistas minoritários um lucro "virtual" de cerca de R$ 13,9 bilhões para o primeiro semestre.  O lucro líquido, mesmo que virtual, é importante para os acionistas minoritários no curto prazo, porque receberiam os dividendos maiores, em tese.  Tipo, me engana que eu gosto.

A segunda explicação para tamanha gambiarra é que o Tesouro Nacional receberá dividendo da quantidade de ações que possui, sobre o lucro virtual de R$ 13,9 bilhões no lugar de pífio R$ 1,2 bilhão.  Isto vai refletir na classificação de risco da Companhia, porque a Petrobras pode enganar os otários, mas não engana as agências de classificação de riscos como S&P ou Mood's. 

Tem muitos outros balacobaco na Petrobras, mas vou me limitar ao noticiado para não causar mais confusão do que já tem. 

Resumindo, o lucro anunciado pela Petrobras é de mentirinha!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Uma mensagem para Magnólia, japinha.

Magnólia,


Ontem a noite, vi sua postagem na rede social dirigido a mim, como num ato de desespero e indignação. Foram dois quadros.  Um deles o mosaico de frases que destacava as letras P e T com certa ironia e noutro quadro a figura do velho Sarney recuperado da sua saúde graças ao Sírio Libanês, hospital de referência.  Enfim, síntese do destino da nossa indignação.  

Quase chorei ou melhor chorei!  Vi em você milhares de brasileiros, descendentes de japoneses ou não, num ato de desespero, querendo gritar, tentando fazer que suas vozes cheguem aos destinatários dos quadros que você mesma os expôs, com toda indignação do mundo.  Você fez certo, Magnólia.  Devemos gritar, sempre! Até nos ouvir! Até sermos notados pelos poderosos da República.  Poderosos que um dia, os elegemos.  

Magnólia, nós somos descendentes de imigrantes japoneses, olhos puxados, cor amarela, que falamos meio meio atrapalhados.  Mas, não leve em consideração isto.  O Brasil é feito de imigrantes de todos os cantos do mundo.  Os primeiros foram os portugueses, depois vieram os escravos africanos, seguido de imigrantes europeus e finalmente vieram os escravos amarelos japoneses, para servirem aos barões dos cafés.

Magnólia a exploração dos poderosos, com poder político, sempre fez parte da história do Brasil, não é de hoje.  Se antes eram os portugueses que exploravam os nativos e os neo-nativos da terra de Santa Cruz, vieram outros tantos do mundo moderno, donos do capital, para nos submeterem ao trabalho duro em troca de trabalho.  Nada contra, mas que somos explorados pelos poderosos, isto somos! 

E nem se sinta indignada com isso, Magnólia.  O mundo moderno é isto.  Os donos do capital ou os donos dos dólares dominam o mundo moderno e auferem os fabulosos lucros sem dispender nenhuma gota de suor.  Magnólia, isto também, faz parte do mercado financeiro global.  Melhor admitir que é isto, afinal, o mercado financeiro global é que cria empregos e oportunidades para todos nós.  Pelo contrário o governo não cria nada, só arrecada e gasta o nosso dinheiro.  Por sinal, gasta mal.  

Entendo você, Magnólia.  Os donos do poder, hoje, são os detentores de mandatos outorgados por nós mesmos.  Infelizmente, nós votamos nesses caras.  A maioria da população votou no PT e nos Sarneys.  Assim como votou no Lula e na Dilma.  Votou também nos parlamentares do PT e da base aliada do governo Dilma.  Nós os elegemos por opção nossa, portanto aguentemo-los, até o limite da  nossa paciência.  A nossa paciência, Magnólia, está a esgotar.  

Entendo muito bem, Magnólia.  Temos a nossa cara chata, olhos puxados e não sabemos distinguir o "r" do "l".  Mas, Magnólia, não somos tão diferentes do povo brasileiro.  Infelizmente, no Brasil o povão brasileiro, também, é tratado como párias, como um estorvo, como classe sem denominação, como quem temos pouca importância no contexto da história brasileira.  Somos muito bem lembrados na hora de contribuir com os impostos.  E somos bem lembrados, também, às véspera das eleições.  

Magnólia, eu mesmo, com 10 anos, tive que sair de casa, para poder estudar.  Por ironia, eu tive oportunidade de estudar porque minha saúde não me permitia a lida da lavoura.  Meu pai me pôs no mundo para enfrentar o mundo como se apresenta.  Tive que trabalhar para ajudar no meu próprio sustento, como faziam muitos daquela época. Comprei o meu primeiro sapato, para a formatura do grupo escolar, que correspondia a 4ª série do ensino fundamental de hoje.  Não, não tenho pena de mim, pelo contrário tenho orgulho de mim e de todos descendentes japoneses ou não japoneses, que fizeram deste País uma potência emergente.

Infelizmente, sai governo, entra governo, a situação do povo, não muda muito.  A situação de hoje está pior do que a situação de 50 anos!  O mundo de hoje é feito de muitas lágrimas e suor.  E não somos lembrados, sobretudo, na área de saúde pública, o povo não tem vez!  Como você mesma quis ilustrar no quadro que me mandou, os que mereciam ir para o outro mundo, como Sarney, Lula e Dilma, o Sírio Libanês se encarrega de ressuscitá-los.  Em contrapartida, para nossa indignação, o povo morre nos corredores de hospitais por doenças muito corriqueiros por negligência.  Pior ainda, o povo é que paga as contas dos poderosos da República no Sírio Libanês.  

Então, Magnólia, a roubalheira do governo PT, já passou da conta.   Não são mais R$ milhões, Magnólia, são R$ bilhões.  Enquanto, os agentes públicos desviam o dinheiro nosso, o nível de educação que é fornecido à população é o pior do mundo.  Enquanto são arrecadados R$ bilhão em forma de Caixa 2, para eleições presidenciais, as UPAs estão entulhados de pacientes nos corredores sem terem a mínima dignidade no atendimento.

Magnólia, os descendentes de japoneses, tem ainda uma queixa extra para fazer aos governantes, sejam de esquerda ou de direita.  Os filhos de imigrantes, os dekasseguis, em sua maior parte, tem formação superior, mas trabalham como simples operários braçais nas fábricas do Japão, porque no nosso próprio País não tem emprego digno à altura da escolaridade que possuem.  Por que nós brasileiros temos que fazer o caminho inverso dos nossos antecedentes, para novamente, servirmos como escravos brancos?  Que País é este que exporta engenheiros mas importa médicos por falta absoluta de planejamento de longo prazo!    

Magnólia, fiz 69 anos há alguns dias atrás.  Eu ainda, estou aqui, batalhando, batalhando para conseguir um espaço melhor para o povo brasileiro.  Estou aqui, também, para defender os "diferentes",  como somos considerados, sem exigir nenhum privilégio de cotas.  Dos meus 3 filhos, consegui espaço profissional à altura da formação que pude dar-lhes.  Estou aqui, Magnólia, para defender apenas que os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileira tenham o mínimo de direitos fundamentais previsto no Artigo 5º da Carta Magna.  Chega de sermos escravos dos que se acham donos da República! 

Às todas Magnólias do Brasil, resistam, lutem, persigam os seus sonhos e não deixem que os poderosos as submetam como marionetes do teatro de fantoches!  Nós não nascemos para ser os palhaços do circo!  O Brasil levado a sério, tem mil possibilidades!  Há espaço para crescimento do País, com oportunidades iguais para os que tem vontade e competência. Vamos dizer em coro, Magnólia: Basta de governos corruptos e incompetentes!  Queremos que nossas vozes sejam ouvidos pelos poderosos!  

Ossami Sakamori

Acordem! Padilha governador, Lula presidente.

No último dia 3, o jornal Folha, já tinha anunciado a decisão do presidente Lula de lançar a candidatura do ministro Alexandre Padilha ao governo de São Paulo pelo PT.  Este blog fez a matéria específica sobre o tema no mesmo dia.  Volto ao assunto, porque o fato é relevante para o xadrez político não só no estado de São Paulo, mas também na vida nacional.  

O PT fará hoje o lançamento informal da pré-candidatura do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao governo de São Paulo em 2014. O palco será um encontro estadual do partido em Bauru (330 km da capital), com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Fonte: Folha. 

Comentário.

O atual governador Geraldo Alckmin, até o escândalo do suposto envolvimento do seu nome e de seus antecessores no caso METRO de São Paulo, era nome imbatível para a sua reeleição.   O PT vazou informações sobre documentos que Siemens teria assinado no CADE denunciando a existência de propinoduto naquele órgão, para colocar em dúvida o seu favoritismo.  

Apesar de, ainda o assunto estar no terreno de investigações, pela Polícia Federal, MPF e MP Estadual, a imprensa de modo geral faz o jogo político do PT, dando como praticamente único assunto em evidência no momento.  Isto parece que tem 2 objetivos, que cito na sequência.

Na próxima semana, dia 14, inicia o julgamento dos recursos sobre a decisão de condenação dos envolvidos no processo de número 470, denominado de "mensalão".  Os principais réus são os membros do PT, ao começar pelo ex-chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu.  O Banco Rural envolvido na operação de lavagem de dinheiro sofreu liquidação extra-judicial já há alguns dias.  Dá a nítida impressão de querer tirar o foco das notícias sobre o julgamento do mensalão.  

O lançamento da candidatura do Alexandre Padilha ao governo de São Paulo com apoio explícito do presidente Lula, me parece com propósito de ocupar o espaço vazio deixado pelo atual governador Geraldo Alckmin, mais preocupado em dar explicações sobre o caso METROduto.  Isto para quem tem muitos anos de janela para a vida política, parece um jogo montado.  O presidente Lula é capaz disto.

Isto tudo me parece, também, que faz parte do jogo político maior, onde o próprio presidente Lula é protagonista.  Com candidatura fortalecida do Lindberg Faria, PT, contra o candidato apoiado pelo Sergio Cabral e agora Alexandre Padilha, PT, no maior colégio eleitoral do estado de São Paulo, pode carrear votos importantes para o seu projeto político de retornar ao Palácio do Planalto.  

Dentro do jogo político do Lula, Alexandre Padilha não precisa necessariamente ganhar o governo de São Paulo, ele quer mesmo é ampliar o espaço perdido pelo PT no estado de São Paulo.  Os votos no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral, é importante para o seu projeto político.  

Deverão, nos próximos meses, virem acontecer costuras de apoio à sua candidatura, nos demais unidades da federação.  Essa altura do momento político, o presidente Lula não vai subir no mesmo palanque da presidente Dilma.  Pelo contrário, passará ao largo.  No fundo, no fundo, a incapacidade da presidente Dilma de resolver questões políticas e econômicas interessa demais ao Lula.  Assim ele sairá como como única alternativa do PT em permanecer no poder.  

Tem gente que não acredita no retorno do Lula.  Tem gente que aposta no desgaste do Lula com o episódio da Rosemary.  Tem gente que o loby que ele faz para empreiteiras desgastam a imagem do Lula.  Tem gente que acha que mensalão vai influir na popularidade do Lula.  Isto tudo, é crença da classe pensante do País, como que faço parte.  Mas o povão, nem está aí.  O povão pode não gostar da Dilma, mas gosta do Lula.  Fazer o que?

Por outro lado, os partidos da oposição são muito fracos.  A oposição quer posar de donos da moralidade pública, onde está o erro e está pagando alto preço por isso.  A moralidade é comportamento pessoal e individual, não é comportamento coletivo. O PSDB joga pedras com telhado de vidro.  O PT faz o mesmo jogo, jogando pedras com telhado de vidro.  Enquanto isto, o Lula, faz o seu jogo pessoal e individual.  Por enquanto, legalmente, ele tem ficha limpa.  Não estou a discutir a legitimidade da sua candidatura.  

Se bobear, Alexandre Padilha será governador de São Paulo e Luís Inácio Lula da Silva será presidente do Brasil.  Acordemo-nos à tempo!   Não quero em outubro de 2014, acordar-me no Burindi, África. 

Ossami Sakamori