segunda-feira, 17 de junho de 2013

OGX. Até quando pagamos a conta do Eike Batista?

Deu no noticiário que a agência Fitsch rebaixou o rating da empresa OGX do menino Eike Batista colocando a empresa em situação situação mais difícil do que se encontra.  

Este blog já fez matéria em 27 de março último com o título: "OGX do Eike Batista está falida!".  Aquela análise foi feita baseando no Balanço Patrimonial da Companhia, sintético, disponível na imprensa, referente aos exercícios de 2011 e 2012.  Qualquer analista de mercado, com experiência na contabilidade, chegaria na mesma conclusão deste blogueiro.  É de assustar qualquer um, de que somente agora, quase 3 meses após a matéria divulgada por este blog, o mercado tenha apercebido do furo.

O fato é que a OGX está tecnicamente falida.  A empresa só tem dinheiro para se aguentar até o fim deste ano.  Novos aportes serão necessário para não fechar as portas, literalmente.  Tem ainda o compromisso pendente do Eike Batista, uma opção de venda que lançou no mercado para serem liquidados no próximo ano, num montante de US$ 1 bilhão.  Como está prometido a compra dos papeis da OGX num patamar de preço muito acima do mercado, certamente o Eike Batista não vai honrar.  Já está definido o "dad line" da empresa OGX, não passa do primeiro semestre de 2014. 

A reestruturação prometida pelo André Esteves da BTG, parece não se realizar.  O menino Eike Batista, pretende fechar o capital da OGX.  Com que dinheiro pretende fechar o capital não sabemos.  Seriam necessário grosso modo, prevalecendo a cotação da última sexta feira, em torno de R$ 1,3 bilhões.  Talvez necessite de menos dinheiro, se as cotações continuar caindo.  Para quem amealhou com a venda de 40% na abertura de capital, soma de R$ 14 bilhões, seria ótimo negócio para o Eike Batista.

A operação socorro prometida pelos presidentes Lua e Dilma, via Petrobras, se acontecer, deverá ser feita após o fechamento do capital, onde o beneficiário seria exclusivamente o menino Eike Batista.  A operação de socorro, se vier, seria via compra de direitos de exploração que foi arrematado no último leilão na ANP, pela Petrobras.  O único perdedor seria a já combalida Petrobras e o único beneficiário seria, novamente, o menino Eike Batista. 

À essa altura, quem está com o problema não é propriamente o Eike Batista, mas sim os credores da OGX, entre os quais o BNDES e BNDESpar.  O banco de fomento, novamente, à mando dos presidentes Lula e Dilma, vão ficar com o "mico" na mão.  Operações sempre revestido de legalidade, mas impregnado de imoralidade, utilizando-se do dinheiro público.  O prejuízo, como sempre, seremos nós os contribuintes dos impostos que pagamos.  Pagamos para satisfazer as vaidades do Eike Batista e atender interesse dos presidentes Lula e Dilma.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com

domingo, 16 de junho de 2013

Presidente Dilma, "somos insurgentes" !

A presidente Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da Copa das Confederações, neste sábado, antes do jogo entre Brasil e Japão, no Estádio Nacional de Brasília (Mané Garrincha). O público estava aplaudindo tudo antes, até quando houve saudação aos voluntários e quando foi tocado o hino do Japão. Mas, quando a presidente fez um breve pronunciamento na tribuna, declarando aberta oficialmente a competição, recebeu vaias de parte do público que lotou a arena na capital federal.  Fonte: Estadão.

Comentário.

Assisti ao jogo do Brasil e Japão, como bom brasileiro, embora o time brasileiro estivesse jogando contra o time do país de meus ascendentes.  A cerimônia de abertura, até esteve acima da minha expectativa.  Foi bonita a cerimônia de abertura da Copa das Confederações.  Nota 10 para os organizadores.

Assisti também, a não esperada vaia que a presidente Dilma recebeu do público, contrastando com o clima de festa de abertura. As suas palavras, breves, de abertura foram recebidas em vaias.  Senti-me no meio daquela multidão, embora estivesse assistindo à distância.  O povo, os 43% da população não dá aprovação automática para os feitos da administração Dilma.   Há 1 ano atrás, este índice estava em 23%.  

Não tão longe da entrada do estádio, houve manifestação contra os gastos excessivos, do dinheiro público, na realização da Copa 2014.  Não houve, violência policial, até porque a administração do governo do Distrito Federal é do PT.   Mas, houve, utilização de tropa de choque, lançamento de bombas de lacrimogênio e tiros de balas de borracha, tal qual ocorrera na cidade de São Paulo, na última quinta feira.  Infelizmente, violência gera violência.  Estamos à engatinhar no exercício da democracia de parte a parte.

O fato é que o povo está a acordar.  O povo, hoje, composto de 43% da população, vê com desconfiança a administração Dilma.  Está a descobrir que a presidente Dilma fala muita mentira.  A principal dela é sobre o controle da inflação.  A inflação está solapando o poder de compra do brasileiro.  E está longe de terminar a escalada inflacionária.  As medidas tomada, a única por enquanto, para combate a inflação, foi o aumento da taxa Selic para 8% ao ano.  Medida equivocada, na minha tese de formulação do plano econômico de longo prazo.  

A presidente Dilma, no afã de conseguir neutralizar a "agenda negativa", tomou medida no sentido contrário, liberando o Crédito Fácil e Crédito Barato, para os mutuários do programa Minha Casa Minha Vida, o que de certa forma "anula" o efeito pretendido pelo aumento da taxa Selic, dentro da política econômica (sic) da Dilma.  Uma atitude ambígua, típico do portador do síndrome "bipolar".  Dilma dá tiroteio no escuro, numa atitude de pessoa descontrolada, diante da possibilidade de encontrar reeleição difícil no ano que vem.  Dilma está, visivel e literalmente doente.  

Disse eu, há 1 ano atrás que #SouDaResistence , porque fazia parte do contingente de, apenas, 23% da população.  Existe a teoria de que uma pessoa não consegue mentir todo o tempo.  É o caso dos presidentes Lula e Dilma, não consegue enganar a população por todo o tempo.  Espero ter contribuído através deste blog, apontamento dos erros sistêmicos da política econômica (sic) da administração Dilma. 

Não credito a nova postura da população ao trabalho dos partidos da oposição.  Os partidos políticos em pouco contribuíram para que o povo acordasse.  Credito sim, aos movimentos das redes sociais, independente das cores partidárias e ideologias.   Agora, digo eu que #SomosInsurgentes.  Insurgentes, no sentido pacífico, sem armas e nem verbas.  A nossa principal arma continuará sendo o "verbo", como está colocado preâmbulo deste blog.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  E-mail: sakamori10@gmail.com
 

sábado, 15 de junho de 2013

PETROBRAS. Operação Braspetro/BTG sob suspeição!

A Petrobrás anunciou nesta sexta-feira a venda de US$ 2,17 bilhões em ativos e atingiu, em apenas um dia, mais de 20% da meta de desinvestimentos fixada para o período de 2013-2017. O principal negócio foi a formação de uma joint venture entre o banco BTG Pactual e a Petrobrás Internacional Braspetro, para exploração e produção de óleo e gás na África. Fonte: Estadão.

O BTG, do empresário André Esteves, pagou à estatal US$ 1,525 bilhão pela aquisição de 50% da Petrobrás Oil & Gas, que reúne os ativos da estatal na África, mas não foram informados os blocos exploratórios ou produtores envolvidos na negociação. Atualmente, a Petrobrás só produz petróleo na Nigéria. Fonte: Estadão.

No comunicado divulgado ao mercado, a estatal informou que, uma vez concluída a reorganização societária, a operação envolverá as sucursais em Angola, Benin, Gabão e Namíbia, assim como as subsidiárias Brasoil Oil Services Company (Nigeria) Ltd., Petroleo Brasileiro Nigeria Ltd. e Petrobrás Tanzania Ltd. Fonte: Estadão.

Comentário.

A Petrobras necessita urgentemente de venda de ativos no exterior, dentro do plano de desinvestimento para cumprir a meta do Plano de Investimento da Companhia para o período 2013-2017.  O Plano de Investimento prevê gastos na ordem de US$ 236 bilhões, divulgado amplamente pela propaganda institucional da empresa e anunciado em cadeia de rádio e televisão pela presidente Dilma.
 
Em junho de 2012, o balanço da Petrobras apontava entre ativos em venda, dentro do plano de desinvestimento,  a refinaria do Pasadena em Texas e direitos de exploração do petróleo no golfo do México, num montante de US$ 1,3 bilhão e US$ 14,8 bilhões, respectivamente.  Somando apenas os 2 ativos citados, chegava no balanço de junho de 2012, montante equivalente a US$ 16,1 bilhões.  Não saberia dizer, em quanto estava contabilizado os ativos dos blocos da África, até porque, a Petrobras contabiliza apenas o capital social da subsidiária Petrobras Internacional Braspetro BV (PIBBV).  

O que estranha é o percentual considerado pela Petrobras, o montante das operações de US$ 2,17 bilhões como sendo mais de 20% do total de desinvestimentos.  Feito conta ao contrário, a Petrobras considera em pouco mais de US$ 10 bilhões os ativos a serem desinvestidos.  Como pode ver acima, somente os ativos nos EEUU, somavam em 2012, montante de US$ 16,1 bilhões, sem contar com os ativos da África, objeto das notícias de ontem.  Só o volume visível, os 20% deveria ascender a US$ 3 bilhões e não US$ 2,17 bilhões.

O fato concreto é que não há transparências nas negociações no exterior, acobertado com leis vigentes no país da localização dos ativos ou das sedes das subsidiárias da Petrobras no exterior.  Não só, não há transparência nas negociações realizadas, como também, não atende o princípio das leis vigentes no Brasil, sede da holding Petrobras.  As leis brasileiras exige de uma venda de qualquer ativo ser feita em leilões públicos, com ampla divulgação na imprensa sobretudo na imprensa brasileira, já que a sede da holding Petrobras está localizada no Brasil.  

Diante da falta de transparência e cumprimento das boas normas da governança corporativa que a Petrobras como uma Companhia de capital aberto se submete, daí a estranheza da operação anunciada, apenas, após a conclusão do negócio.  Por estas e outras que a Petrobras recebe rating com viés negativo, por falta justamente da governança corporativa (transparência).  

A operação anunciada da compra de 50% dos ativos da Petrobras na África pela BTG do André Esteves, fica sob suspeição, por vários motivos.  O primeiro é que a BTG não tem experiência no ramo de petróleo.  É uma operação estranha.  Antes tivesse vendido para alguma outra empresa do ramo, igualmente brasileiro.  O segundo motivo é que BTG tem crédito com empresas do grupo OGX, num montante de R$ 2 bilhões.  A BTG foi contratada sob ordens dos presidentes Lula e Dilma para salvar a empresa OGX do ramo de petróleo.  Aí tem coisa, no meu entender.  Certamente, a cessão de 50% da Braspetro foi para compensar a perda da BTG na OGX.  A operação fora feita na "moita", sem transparência, o que dá suspeição à negociata anunciada.  Com certeza, a Petrobras saiu perdedora nesta operação.  

As negociatas que envolvem OGX, JBS, BTG, BNDES tem tudo uma correlação.  O elo de ligação entre si está nos presidentes Lula e Dilma.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Protestos de São Paulo. Importância das redes sociais.

A polícia deteve ao menos 192 pessoas nesta quinta-feira (13), quarto dia de protestos contra o aumento das tarifas no centro de São Paulo. Desses suspeitos, 161 foram encaminhados ao 78º DP (Jardins) e outros 31 para o 1º DP (Liberdade). Fonte: Folha.

O prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou na noite de ontem que a manifestação contra o aumento das passagens de ônibus, metrô e trens foi marcada pela "violência policial". "Na terça, a imagem que ficou foi da violência dos manifestantes. Hoje, infelizmente, não resta dúvida, a imagem que ficou e da violência policial". Ele disse que nesta sexta-feira (14) avaliará as medidas que tomará para tentar conter a escalada de violência nos protestos. Fonte: Folha.

Comentário.

Vamos analisar friamente o que se passa atrás destes protestos contra aumento de tarifas de ônibus na cidade de São Paulo.  Tem o ditado que diz, juntar a fome com a vontade de comer.  De alguma forma, todos tiraram e tiram proveitos do movimento que foi iniciado pelo MPL (Movimento Passe Livre), via rede de internet.  O que se viu foi que o movimento iniciado pelo MPL serviu apenas como estopim para somar diversos interesses ocultos.

Ganhou PSOL e PSTU, que supostamente liderou o movimento.  Ganhou notoriedade que precisava.  Ganhou UNE pelo engajamento no movimento.  Ganhou as redes sociais que conseguiu colocar 10 mil pessoas nas ruas de São Paulo, em 3 manifestações.  E parece que o movimento não vai parar por aí.  Segunda feira, dia 17, 17h vai está convocada mais uma manifestação.

Perdeu a democracia.  Os protestos com vandalismo, queimando 70 ônibus, de companhia privada, mas de concessão pública, marcou os primeiros dias do movimento.  Não posso crer que a orientação tenha partido do PSOL e PSTU.  Os órgãos de informação deverá investigar a fundo, de onde partiu a orientação para "vandalismo".  Deve ir a fundo.  Isto cheira, terrorismo, dos tempos da ditadura.  Pode ser até um movimento que tenha origem dentro da própria estrutura dos governos, seja de que nível for.  

Perdeu o prefeito Haddad.  Em todos estes episódios, o prefeito da maior cidade do Brasil, não esteve à frente do problema para tentar contornar a situação, com o diálogo.  Deveria ter chamado para a mesa de negociação, mesmo que não tenha que ceder 1 milímetro sobre as demandas, mas deveria ter aberto as portas do gabinete, deveria, politicamente.  Haddad no poder não é mais o Haddad da campanha, no exercício do poder, esqueceu a cartilha elementar do PT, que é atender os movimento sociais de base.

Vejo por outro lado, que de alguma forma tem conexão com a licitação milionária de concessão de transporte coletivo que será levado a feito pelo prefeito Haddad nos próximos dias, como foi noticiado pelo Estadão: O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), abriu nesta quinta-feira licitação para a renovação dos serviços de transporte público feito na capital paulista por 15 mil ônibus coletivos e 7 mil peruas. Serão os maiores contratos feitos na história da Prefeitura: as duas consultas públicas (para ônibus e vans) somam R$ 46,3 bilhões, valor maior que todo o orçamento da capital para 2013, de R$ 42 bilhões.

Perde o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, ao afirmar em denunciar a "violência policial" da PM de São Paulo, numa tentativa de "colar" o desastre da manifestação ao governador Geraldo Alckmin, sem citar o "vandalismo" que ocorreu nos dias anteriores.  Para ministro depredação de 70 ônibus, o problema não é dele.  O ministro foi parcial nos seus pronunciamentos, lembrando que o prefeito Haddad que deveria ser responsável pela condução do processo, é do partido que fazem parte juntos, o PT.

Ganha Geraldo Alckmin, no meu ponto de vista.  O governador meteu a cara, desde o primeiro dia da manifestação.  Disse ser contra o "vandalismo".  Foi à imprensa escrita e televisiva e anunciou rigor para manter a "ordem pública".  Tomou atitude que achou que deveria tomar, para manter a ordem, correndo o risco que ser acusado de ter usado "violência policial".  Mostrou à população que tem "xerife" na cidade governado pelo PT.  Houve excesso, houve.  Alckmin correu e corre o risco de diminuir a sua popularidade.  Mas tomou atitude.  Se foi correta ou não, só mesmo o futuro dirá.

Perdeu alguns jornalistas.  Profissionais de imprensa, não deveria se meter no povão, sem identificação de "Imprensa" com vestimenta visível, até para contar com a proteção policial.  À paisana, no tumulto, qual é o policial que pediria identificação antes de tomar qualquer atitude.  É mediocridade de alguns poucos profissionais da imprensa que se expõe sem identificação visível, numa manifestação, que sabidamente iria ocorrer tumulto.  Posso levar pau da imprensa, mas a verdade deve ser dita com todas as letras. 

Ganhou as redes sociais.  Como aconteceu na primavera Árabe e hoje acontece no Egito e na Turquia, a rede social, começou a funcionar no Brasil, para mobilização às causas da população, seja justa ou injusta.  É o exercício da democracia.  Estamos à gatinhar, num regime democrático conquistado às duras penas, há menos de 30 anos.  Não há mais espaço para as autoridades se esconderem.  Independente de cores partidárias, cada um, dentro do seu espaço conquistado nas urnas, deverão mostrar para que veio.  Doravante, os agentes públicos, seja simples vereador ou presidente da República, serão cobrados duramente pelas redes sociais.   Assim, acredito e espero!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Dólar. Dilma acerta errando.

O dólar comercial, que é utilizado no comércio exterior, fechou ontem, dia 12/5, cotado em R$ 2,154 na venda, valorização de 0,84% em relação ao fechamento de ontem.  É a maior cotação da moeda americana desde cinco de maio de 2009, quando valia R$ 2,153, no auge da crise financeira mundial de 2008. 

A avaliação é do economista-chefe do Besi Brasil, Jankiel Santos, que destacou que o atual momento cambial está muito mais dependente de fatores de fora do País do que de medidas tomadas pelo governo.  Fonte: Estadão.

O ministro Mantega anunciou a supressão do IOF sobre operações de derivativos cambiais vendidos, mas no meu entender pouco resultado vai auferir.  Além de tudo, ninguém é louco para vender dólar futuro, diante da movimentação do dólar no mercado internacional, em função da possível não interferência do FED na aquisição de títulos do governo americano, que vem fazendo há algum tempo.  Os EEUU estão próximos de resolver os problemas e como consequência estão invertendo o fluxo cambial no mercado financeiro global.

Não tenho segurança de que o Banco Central consiga segurar o dólar no patamar de R$ 2,20, como eu já afirmei na matéria anterior sobre o tema.  Nós precisamos entender que o mercado financeiro é globalizado, querendo ou não os formuladores da política econômica de cada país.   Não tem essa de Lula e Dilma dizer que nós somos mercados protegidos.  Mentira!  Conversa para boi dormir.  Por sinal, a manada está acordada e prestes a tomar rumo de um curral mais seguro.  

No entanto, tem um ponto positivo, nesta desvalorização do real ou valorização do dólar, para não dizer em economês, depreciação do real ou apreciação do dólar.  Explico.

Venho defendendo há tempo a tese de que há erro sistêmico na política econômica (sic) dos presidentes Lula e Dilma.  Um dos pontos que critico, desde fevereiro de 2012, é a utilização da moeda americana como âncora para segurar a inflação.  Basicamente, o real valorizado, provoca desindustrialização no País.  O Brasil encolheu PIB industrial de 25% para 17% nos governos Lula e Dilma.  Por vias tortas, está a acontecer a desvalorização do real perante o dólar, contra vontade da presidente Dilma.  Dilma e equipe econômica farão tudo para manter real valorizado, porque acham eles, equivocadamente, que o real valorizado é pilar da economia brasileira.  

O dólar valorizado, no primeiro momento, vai causar maior rebuliço na economia brasileira, em razão de tê-lo mantido engessado com intervenções do Banco Central, sistematicamente.  A primeira reação do governo Dilma é querer elevar a taxa Selic, para tentar manter o dólar dentro do País.  O Brasil, equivocadamente, vai pagar os juros que os "agiotas" nacionais e internacionais vão querer para renovar os títulos públicos brasileiros.  

O remédio, não é por aí.  Para segurar inflação com dólar valorizado, a Selic não pode continuar funcionando como âncora.  Tem inúmeros mecanismos que poderão ser acionados para minimizar o efeito da desvalorização do real.  Para leigos é de difícil  compreensão, por isso deixo de nominá-los.   Basta que o leigo saiba que Selic é termômetro, não é remédio.

Quando a principal pauta do governo Dilma, mesmo no momento crítico, é de expandir o crédito, como o Crédito Barato oferecido para os mutuários do sistema financeiro da habitação, SFH.  Medida, para garantir a reeleição, tão inoportuna não poderia ser.  E por esta e outras que os investidores institucionais e especuladores, sobretudo internacionais, fogem do Brasil., como diabo foge da cruz.   Investidores e especuladores retirando o dólar do Brasil, vai agravar mais ainda a situação cambial nos próximos dias.

Não sou guru da economia, mas indo em contra mão da maioria de agentes econômicos oficiais ou privados, tenho acertado nos diagnósticos sobre a economia brasileira.  As previsão feitas neste blog desde fevereiro de 2012, infelizmente, vem se tornando realidade.  Digo ainda que, se não forem tomadas medidas mais efetivas, com remédios amargos, o Brasil ruma para o mesmo caminho trilhado pelo Portugal, Espanha e Grécia.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dá-lhe selo vermelho para Dilma!

Por favor, leiam com atenção as notícias divulgadas pelo jornal Estadão, versão on line.  É uma operação "gambiarra" para cobrir o furo deixado pela imposição de tarifa de energia barata para o consumidor.  Para mim, o ministro Mantega da Fazenda e o presidente Luciano Coutinho do BNDES, deveriam responder pelo crime de responsabilidade e outros títulos mais, com a operação esdrúxula engendrada.  Presidente Dilma é mandante da operação.

Em meio a críticas de deterioração da política fiscal, o governo recorreu nesta terça-feira novamente a operação de malabarismo contábil. Poucos dias depois de autorizar um empréstimo de         R$ 15 bilhões do Tesouro para aumentar o capital do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou que o banco comprasse R$ 1,45 bilhão de créditos de Itaipu que a União detém. Fonte: Estadão.

Na prática, o governo Dilma Rousseff está comprometendo receitas futuras de créditos de Itaipu e, ao mesmo tempo, aumentando a dívida pública para repassar o empréstimo ao BNDES por meio da emissão de títulos públicos. Fonte: Estadão.

Outra MP, publicada em maio, deu carta-branca ao Tesouro para emitir títulos públicos em favor da CDE até o limite dos créditos totais da hidrelétrica a que a União tem direito. Uma operação que o governo também tem à disposição e poderá ser feita a qualquer momento.  O estoque de crédito de Itaipu é de US$ 15 bilhões, que serão pagos ao Tesouro até 2023 pela usina. Fonte: Folha.

Comentário.

As gambiarras estão sendo feita, fugindo completamento dos objetivos do BNDES, banco de fomento para o desenvolvimento, tão somente para atender a "redução tarifária" prometida e anunciada pela presidente Dilma, com estardalhaço, em cadeia de rádio e televisão.  As gambiarras engendradas, fora dos objetivos do BNDES, tem objetivos obtusos, explico o porque.

Os técnicos do ministério de Minas e Energia e da Eletrobras, quando da formulação do pacote de redução de tarifa de energia, "esqueceram" de considerar os custos das térmicas.  As usinas térmicas, quando acionado 100%, como neste ano, custam ao governo ou ao sistema Eletrobras, cerca de R$ 1,5 bilhão mensais.  Anualizado, isto dá em R$ 18 bilhões anuais.  Dinheiro que o sistema elétrico deveria cobrir.  Deveria, porque não tem dinheiro para bancar, sobretudo, em razão da "redução tarifária" imposta pela presidente Dilma.

A gambiarra é o seguinte:  o Tesouro emite títulos para vencimento casado com as futuras receitas oriundas do Itaipu, num montante dito pelo Estadão em US$ 15 bilhões, mas os números parecem ser grosso modo R$ 48 bilhões.  O valor total é o que o fundo CDE deveria receber nos próximos 10 anos.  Resumindo, no caso, o BNDES está pagando à vista receita futura do Itaipu, apenas corrigida pelo câmbio, sem auferir os juros.  Para fechar a conta do governo, qualquer gambiarra serve.  Isto para este ano.

À partir do ano que vem, 2014, o custo das térmicas serão pagas pelo consumidor, como já foi dito aqui no blog, através de selo, no sentido figurado, que virá estampado na fatura da conta de luz.  As contas virão embutidas, disfarçadamente, na tarifa de energia, juntamento com o aumento previsto no contrato de concessão, um valor para cada cor do selo.  Se por sorte vier selo verde, não haverá acréscimo na tarifa.  Se for amarelo estará embutido R$ 1,50 para cada 100 Kwh de consumo.  Se for vermelho estará embutido       R$ 3,00 para cada 100 KWh de consumo.  Enganei-me, na matéria anterior sobre o custo unitário, eu disse que haveria acréscimo de custo para cada 1 Kwh, mas não é, como já citei acima.  

Enfim, para nós reles cidadãos, teremos que ficar torcendo para que o São Pedro mande chuvas para o sistema elétrico brasileiro não precisar ligar as térmicas.  Se ligar, torcer que as contas de luz, não venham com o selo vermelho!

Dá-lhe selo vermelho para Dilma! 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

terça-feira, 11 de junho de 2013

BRASIL é a BOLA DA VEZ!

Calculado pelo banco JP Morgan, o índice Embi+ mostra a diferença de rentabilidade entre os papéis da dívida de um país na comparação com os Estados Unidos. Quanto pior a desconfiança dos investidores com um emissor, maior será o juro exigido para emprestar e, por isso, mais elevado será o risco país. Fonte: Estadão.

No caso brasileiro, o indicador está em clara tendência de alta. Passou de 173 pontos-base em 30 de abril para 202 em 31 de maio, 210 em 6 de junho (data do anúncio da mudança de perspectiva pela Standard & Poor’s) e 218 na sexta-feira. Fonte: Estadão.

Comentário.

Isto é efeito manada.  Os investidores e especuladores fogem para os EEUU. Ao contrário dos países emergentes os EEUU está retomando ritmo de crescimento sustentável.  Está entrando nos eixos, após longos anos de esforço para recuperação, pós crise financeira global de 2008, iniciado no próprio EEUU.  Enfim, os americanos levaram 5 longos anos para sair da crise.  Mais do que 1 mandado presidencial.  Imagine se esta moda pega no Brasil.

O Brasil já vinha patinando desde ano passado, com crescimento do PIB de 0,9 % ao ano.  Apesar do baixo crescimento, a credibilidade do Brasil estava em alta.  Explico, credibilidade do país se mede com a capacidade de pagamento dos seus títulos públicos.  Mais ou menos, como o "crédito" que uma empresa ou pessoa tem com o sistema bancário.  Brasil era considerado bom "devedor".  Bom devedor pagando juros às alturas, 8% ao ano, é uma maravilha, raciocinam os investidores globais.  Agora, parece que o humor mudou.

Correu buchicho no mercado internacional.  De repente, como se fosse novidade, descobriu que o Brasil adota política econômica (sic) insustentável no tempo.  Aliás, isto eu já venho alertando desde fevereiro de 2012, neste blog.  Mas no mercado é assim que funciona.  Trata-se da "onda", para não dizer efeito manada.  O Brasil era até há 30 dias, era a "onda" da vez, positivamente.  O Brasil era considerado bom pagador, apesar do alto grau de endividamento.  Situação parecida com os Batista$ no front interno.  Diria até, situação igual, igual.  Parece que mudou o humor.  Não somos mais a "onda" da vez.  

Com a perspectiva de rebaixamento do rating pelo Standard & Poor's já anunciada na semana passada e agora com o raing do JB Morgan  com perspectiva negativa, o Brasil vai encontrar sérias dificuldades em atrair capital estrangeiro quer especulativo ou investimento direto (IED) doravante, para fechar a Balança de Pagamentos.  Isto é altamente preocupante, para o País que está com economia engessada.  Política econômica (sic) equivocada  implementada pela presidente Dilma, para manter-se na popularidade com vistas às eleições de 2014.  

Os próximos 30 dias serão decisivos para o futuro da economia do Brasil.  O mercado financeiro internacional percebeu que a casa caiu !  Percebeu que o Brasil poderá ser a bola da vez.  No mercado financeiro global é assim que funciona.  O mercado elege-se determinado cliente como sendo bom para seus investimentos, mas também pode escolher algum como a bola da vez.  A bola da vez é, via de regra, aquele cliente que "não tem" uma estrutura financeira organizada.  No contexto global, o Brasil se encontra nesta posição, por opção.  

No meu entender, estamos no undécimo do tempo para recuperar a credibilidade do Brasil.  Para recuperar a credibilidade, não é pelo caminho dos juros Selic altos.  Como eu disse repetidamente, Selic é termômetro, não é remédio.  Há remédios disponíveis, via Fazenda e Banco Central.  São tantas alternativas e remédios que não ousarei em listá-los para não esquecer alguns e muitos quererem desconstruir o meu receituário. Tem gente querendo comer o meu fígado! Urge adotar medidas concretas, antes que o Brasil de amanhã vire Grécia de hoje!

Presidente Dilma, em querendo, coloco-me à disposição da sua equipe econômica, para em conjunto, escolher os remédios adequados para situação que está a exigir.  Meu partido se chama Brasil !

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12É

segunda-feira, 10 de junho de 2013

JBS. Os Batista$ levam + R$ 5,85 bilhões do BNDES!

Postei matéria, ontem de manhã, antes mesmo destas publicadas abaixo, da Folha postada na versão on line no final da noite de ontem, como pode observar.  Ontem de manhã, chamei atenção de que a operação de venda do Seara era apenas "troca-troca" no BNDES, já que as empresas Mafrig e JBS estão altamente endividados no banco de fomento oficial.  Leiam resumo da notícia e na sequência o comentário.

A JBS vai pagar entre R$ 5,5 bilhões e R$ 6 bilhões pelas operações de abate e processamento de frango e suíno da Marfrig no Brasil, incluindo a marca Seara. O negócio será divulgado hoje. Segundo a Folha apurou, não há desembolso de dinheiro. A JBS vai assumir esse valor em dívidas. Fonte: Folha 9/6/2013, 23h 34min.


Com a ajuda do BNDES, que possui 19% das ações da empresa, a Marfrig cresceu rapidamente com aquisições dentro e fora do Brasil, mas teve dificuldades para integrar as operações.  A Marfrig está vendendo a Seara por um valor muito acima do que pagou, quando adquiriu a empresa em 2009. Naquela época, Molina desembolsou US$ 900 milhões (R$ 1,8 bilhão).  Fonte: Folha. 9/6/2013, 23h 34min.

Comentário.

A Mafrig e a JBS foram e são amplamente privilegiadas pelo presidente Lula e pela presidente Dilma, com dinheiro subsidiado, maior parte a 3,5% ao ano e com prazo de pagamento de 10 anos.  A família Batista dos Joesley e Wesley seguem o mesmo caminho do menino Eike Batista, recebendo privilégios co sistema BNDES, duramente criticado por este em sucessivas matérias.

A empresa Mafrig, comprou os ativos da Seara por R$ 1,8 bilhões em 2009 e vendeu à JBS por R$ 5,5 bilhões, numa fabulosa transação com lucro de 250% em menos de 5 anos.  Sendo que os ativos da Seara depreciara ao longo destes 5 anos, por conta da própria dificuldade financeira das empresas do grupo Molina.

Eu não estaria aqui, dando palpite nos negócios privados entre Mafrig e JBS, se não envolvesse recursos do sistema BNDES.  Ambas empresas, tanto Mafrig como JBS, cresceram assustadoramente com os recursos oficiais do Bolsa Empresário à juros subsidiados, máximo de 3,5% ao ano para pagamento à perder de vista.  

Para quem não se lembra, os presidentes Lula e Dilma, enfiaram no sistema BNDES, com aprovação do Congresso Nacional, recursos ao dinheiro de hoje, cerca de R$ 400 bilhões.  O Tesouro Nacional capita no mercado à taxa Selic, hoje, em 8% ao ano e repassa ao sistema BNDES que por sua vez empresta aos empresários privilegiados à base de 3,5% ao ano.  Um verdadeiro Robin Wood ao inverso.  É transferência de renda direta do dinheiro do povo os empresários privilegiados, improdutivos, como os Batista$.  

Nada contra os empréstimos subsidiados que visam o desenvolvimento do País.  No caso presente, a operação, com lucros exorbitantes, cerca de R$ 3,7 bilhões, merece uma análise mais minuciosa, já que o valor foi aritificialmente "inflado" para fechar o passivo da Mafrig.  A operação foi engendrada pelo Luciano Coutinho do BNDES e aprovado pelos presidentes Lula e Dilma, com o objetivo de não deixar quebrar a Mafrig, para não expor ao público operação desastrosa do BNDES ao Mafrig.  Lembrando que nesta transação, que envolve dinheiro público, não se cria nenhum emprego novo.

A empresa JBS dos irmãos Batistas é muito semelhante à empresa OGX do Eike Batista.  A JBS teve origem sólida, mas com o apoio do presidente Lula e da presidente Dilma, tornou-se, um verdadeiro castelo de papel, financiado quase que exclusivamente pelo sistema BNDES e bancos oficiais BB e CEF.  Enquanto está surfando na onda, com financiamento e refinanciamento do sistema BNDES, os irmãos Batistas são os próprios "Rei do Gado".  Numa primeira chacoalhada do mercado ou quando a fonte de financiamento secar, vai ser mais um OGX, do mercado financeiro.  Por enquanto, estão levando os problemas de barriga.  

Enquanto isto, o Joesley Batista, anda de iate, jatinhos com o nosso dinheiro emprestado a ele a 3,5% ao ano.  Não me lembro de ter dado autorização para presidentes Lula e Dilma emprestar nosso dinheiro para estelionatários.  Este Batista, como o outro, gostam de holofotes, esbanjando o nosso dinheiro.  As atitudes deste Batista é muito semelhante ao do menino Eike,  o Joesley se casa com uma jornalista âncora da um dos renomado e tradicional Rede de Televisão.  Festas pagas com dinheiro subsidiado do BNDES, ou seja com o nosso dinheiro!   Isto tudo parece filme "O poderoso chefão" do personagem fictício Don Vito Corleone que assistimos ao vivo, aqui e agora!

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori1

domingo, 9 de junho de 2013

Brasil da Dilma. Perspectiva para próximos 30 dias!

Nem o aumento do preço do tomate, no início do ano, tinha sensibilizado a presidente Dilma sobre o efeito nefasto da inflação na vida de cada cidadão brasileiro.  Bastou, o candidato à presidência Aécio Neves pela oposição, empunhar a bandeira da "tolerância zero para inflação", para Dilma tomar decisão sobre medidas para o controle da inflação.  

Precisamente, desde 15 de fevereiro de 2012, que venho alertando sobre política econômica equivocada da presidente Dilma.  Vejam algumas matérias, entre tantas, que postei recentemente neste blog. 

Brasil poderá ser a bola da vez, em 31/1/2013.
Dilma, estagflação já acontece!, em 7/2
Acorda Dilma, estamos na beira do abismo, em 23/2
Dilma empurra Brasil para o buraco, em 8/3
Brasil da Dilma está no ponto morto, em 18/3
Alerta vermelho! Bomba relógio vai explodir, em 1/4
Dilma, toma é apenas ponta de iceberg, em 10/4
Alerta! Para onde vai o Brasil da Dilma?, em 13/4
Alerta 2! Brasil da Dilma já está na beira do abismo, em 15/4
Brasil em corda bamba!, em 24/5.
Série day after 30/5, mais recentemente.

Não é possível que um reles cidadão, apenas engenheiro civil, com formação em economia e estatística e um breve giro pelo mercado financeiro, tenha diagnosticado a política econômica (sic) equivocada da presidente Dilma.  Nenhuma voz mais denso vindo dentre os quadros dos institutos de pesquisa, das instituições de ensinos, dos agentes públicos e empresários renomados, tenha chamado atenção ao fato que estamos a viver hoje.  As matérias de minha autoria, inúmeras, chamam atenção sobre o erro sistêmico da política econômica da gestão Dilma.  

Dilma tomou medida em 30/5, aumentando a taxa básica de juros Selic em 0,5%, tornando agora Selic = 8% ao ano.  Mandou Mantega anunciar que o dólar não é mais âncora para balizar inflação.  Em essência, Dilma sinalizou que abandonou a política de estímulo à economia implementada pelo presidente Lula, para vencer a crise financeira mundial de 2008.  A política emergencial do Lula estava baseado em Crédito fácil e Crédito barato, além de utilizar o dólar depreciado como instrumento para conter a inflação.

A presidente Dilma, logo no início do mandato, perdeu a oportunidade de abandonar o plano de emergência do Lula, praticando política econômica do curso normal.  Mas, não!  Insistiu em continuar com a política emergencial do Lula.  Politica emergencial é bom para um período de tempo, mas não para tempo inteiro.  Além da política do Crédito Fácil/ Crédito Barato e controle cambial, foi usar a Petrobras e Eletrobras como instrumento da política econômica, engessando o preço dos combustíveis e tarifa de energia.  Deu no que deu, sucateou ambas empresas, sem que tenha auferido benefícios da política econômica intervencionista.

O que pode acontecer, daqui em diante?  Eis a questão!

A política econômica baseada em combater a inflação via taxa básica de juros Selic é um tremendo equívoco.  Já denunciei aqui, neste blog, sobre o tema inúmeras vezes.  A taxa básica de juros Selic está mais para termômetro da credibilidade dos títulos do governo federal do que qualquer outra coisa.  Selic é termômetro, não é remédio!  Além de tudo, para cada aumento de 1% na taxa Selic aumenta o pagamento de juros em R$ 20 bilhões, segundo governo e R$ 28 bilhões segundo minhas contas.  Isto é dispêndio anual.  Comparando, o sistema SUS tem orçamento anual de R$ 35 bilhões, torna-se número assustador.

O governo Dilma, pela compreensão equivocada, vai continuar aumentando os juros Selic, até estabilizar a inflação.  No meu entender, como Selic não é remédio, vai ter que aumentar em muito para que os investidores e especuladores "acreditem" nos títulos do governo.  No fundo, no fundo, o aumento de Selic é para Tesouro Nacional ter condições de rolagem das suas dívidas.  Tem a ver com a credibilidade do governo perante o mercado nacional e internacional.  Com recente notícia de rebaixamento de rating que mede a credibilidade, o aumento da taxa Selic fica inexorável, para as próximas reuniões do COPOM.  E pior, não vai segurar a inflação, como se apregoam.

Com o déficit da Balança Comercial crescente e agora agravado com o rebaixamento da nota de crédito pelo Standard & Poor's, vai diminuir o fluxo de capital estrangeiro especulativo em direção ao Brasil.  Na esteira do rating, o investimento estrangeiro direto (IED) vai diminuir.  Segundo analistas seriam necessários US$ 68 bilhões em 2013, para equilibar a Balança de Pagamentos.  Sobretudo em função do rating do Standard & Poor's, de perspectiva negativa para grau de investimento, o investimento estrangeiro direto (ED) pode não alcançar o número desejado para equilíbrio da Balança de Pagamentos.  Neste último caso, o Brasil terá que queimar parte da Reserva Cambial disponível, o que provocaria mais incerteza sobre a capacidade de pagamento (honrar) do País.

Diante da situação, o dólar vai estar numa posição ascendente, pelo movimento de livre flutuação.  Não sabemos até que ponto o Banco Central está disposto a intervir.  No meu entender, Banco Central não tem força para segurar o dólar no patamar de R$ 2,20, sobretudo em função da nota de rebaixamento da agência de rating Standard & Poor's.  Assistiremos nos próximos dias, uma boa briga na cotação do dólar.  Vamos ver quem vence, o Banco Central ou o mercado.  

Inflação do mês de maio, aparentemente trouxe um certo alívio, mas é apenas passageiro.  No mês de junho, tem o aumento de tarifas administradas como transporte coletivo da cidade do Rio de Janeiro e da cidade de São Paulo.  O dólar flutuando, no patamar atual, trará impacto no preço ao consumidor, impactando no índice de inflação do mês de junho.  Pelo menos, a inflação de junho fará com que o índice anualizado estoure o teto da meta de 6,5% ao ano.   Está em estudo no Planalto de ignorar a inflação de junho e anualizar a inflação para o mês de julho.  Mais uma gambiarra em estudo para enganar a si próprio, o governo, do que propriamente à população.  A população já sentiu no bolso, antes dos índices oficiais.

Resumindo.  Tarifas em alta, dólar em alta, juros em alta, inflação em alta.  Em baixa, somente o PIB do Brasil e poder de compra do povo.  Tudo isto para os próximos 30 dias.  O futuro somente a Deus pertence! 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

JBS compra Seara da Mafrig. Operação troca-troca no BNDES.

A JBS, maior empresa de proteína animal do mundo, deve anunciar amanhã a compra da Seara, divisão de aves, suínos e de produtos processados do grupo Marfrig, segundo a Folha apurou com fontes do setor.  O valor ainda não foi definido.  Fonte: Folha.

Desde a abertura de capital, em 2007, a Marfrig fez cerca de 40 aquisições, multiplicando por seis sua receita. A Seara foi comprada em 2010.  Mas o crescimento acelerado resultou em um alto endividamento: a dívida bruta da empresa no primeiro trimestre chegou a R$ 13 bilhões. Fonte: Folha.

Comentário.

Para quem não se lembra a JBS é uma das empresas do grupo formado pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.  José Batista Jr que era sócio, se afastou do grupo e pretende disputar o cargo de governador do estado de Goiás.  O grupo é proprietário do Banco Original.  O Banco Original foi entregue ao ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para estruturação e expansão dos negócios bancários do JBS.  O grupo JBS, hoje, vive basicamente às custas de financiamentos a juros privilegiados do BNDES. O grupo JBS não tem boa fama no mercado financeiro. O que destaca é que o menino Joesley Batista é conhecido esbanjador, tal qual outro menino, o Eike Batista da OGX.

A empresa Mafrig já é conhecido no mercado financeiro, especialmente na bolsa de valores, negativamente, pelo volume empréstimo tomado no BNDES mediante interferência direta do presidente Lula.  Atualmente, a Mafrig encontra-se em processo de reestruturação, vendendo os seus ativos.  Não se sabe ainda se o Patrimônio Líquido da Mafrig vai continuar positivo, após a reestruturação.  Na Bovespa é conhecido como "mico".

A Mafrig e JBS são clientes privilegiado do BNDES, sendo beneficiários do dinheiro subsidiado do BNDES, o Bolsa Empresário, a juros que varia entre 3% a 3,5%, segundo imprensa especializada.  Muitas operações duvidosas foram feitas para as empresas citadas, objetos de investigações pelo TCU.  As ligações com o Palácio do Planalto são notórias.  O histórico já vem dos tempos do presidente Lula e tem continuidade na gestão da presidente Dilma.  As operações de ambas empresas junto ao BNDES e BNDESpar estão totalmente blindadas, acobertadas com leis lenientes que regula o mercado financeiro.  

A operação anunciada deverá ser feita com o conhecimento e apoio do BNDES e BNDESpar, uma espécie de troca de ativos pelo endividamento.  Uma operação troca-troca, uma gambiarra, para tentar salvar as empresas Mafrig pela compra de ativos pela JBS, também endividada.  Segundo se tem notícias no mercado, com a interferência direta do Luciano Coutinho, presidente do BNDES, obedecendo determinação do presidente Lula.

Os presidentes Lula e Dilma tem interesses envolvidos nas operações dos grupos JBS e Mafrig.  Não será desta vez que eles vão deixar as empresas se sucumbirem.  Pelo contrário, apesar de empresas com perfil inadequado para merecer créditos oficiais, receberão do Palácio do Planalto respaldo para toda e qualquer operação de socorro à ambas empresas, com dinheiro público, via sistema BNDES.  Papel aceita tudo.

Enquanto isto, as personagens citadas, os Batistas, andam de jatinhos e iates comprados com recursos levantados para empresas, com juros subsidiados do BNDES a 3,5% ao ano.  E nós pagamos a conta da diferença de custo do dinheiro capitado à taxa Selic 8% ao ano pelo Tesouro Nacional.  Bobos somos nós, espertos são eles! 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

sábado, 8 de junho de 2013

Brasil da Dilma é republiqueta de 5ª categoria? Você decide!

Está causando mal-estar entre integrantes do governo a decisão do gabinete da Presidência de determinar que todas as comunicações relativas a viagens presidenciais sejam classificadas como "reservadas".  Isso significa que elas terão de ser mantidas sob sigilo até o final do mandato da presidente Dilma Rousseff, em 2014, ou, em caso de reeleição, até 2018. "Não há razão para os gastos da presidente em viagens serem sigilosos, eles não são risco à segurança", diz uma pessoa ligada ao processo.   Fonte: Folha.

Os gastos da Presidência em viagens têm despertado críticas. Reportagem da Folha de 21 de março deste ano revelou que o governo brasileiro desembolsou € 125.990 (R$ 324 mil) com hospedagem e salas de apoio e reunião para a comitiva de Dilma Rousseff em Roma durante a missa inaugural do papa Francisco. O gasto teria sido menor se Dilma tivesse optado pela residência oficial. Fonte: Folha.

Comentário.

Definitivamente, o Brasil está virando uma republiqueta de 5ª categoria, senão vejamos. Segundo Estadão, entre janeiro e setembro do ano passado, 46,2% das despesas via cartão corporativo foram classificadas como sigilosas. Ao todo, R$ 21,3 milhões dos R$ 46,1 milhões foram pagos secretamente.

Ainda segundo Estadão, os gastos da Presidência da República com cartões corporativos classificados como sigilosos por se tratarem de “informações estratégicas para a segurança da sociedade e do Estado” incluem compra de produtos de limpeza, sementes, material de caça e pesca e até de comida de animais domésticos.

Como podem ver, o sigilo dos gastos de presidência, nas viagens internacionais, faz parte do contexto maior que se refere aos gastos para "segurança da sociedade e do Estado".  Os referidos gastos, não fazem parte da lei da transparência do governo federal, conforme a lei específica sobre "gastos sigilosos".  Não adianta espernear.  Os gastos estão obtusamente protegido pela lei.

Na página "Mundo" da Folha de hoje, estampa um deslize do tradicional jornal fazendo referência ao presidente chinês Xi Jingping, que faz visita ao presidente Obama, como sendo "ditador".  Embora, ele Xi Jinping seja, oficialmente, presidente ele é considerado "ditador" no regime democrático.   Lembrei-me a semelhança entre Xi Jinping e Dilma, e também a semelhança entre Partido Comunista chinês e Partido dos Trabalhadores.  Formalmente, eles são diferentes, mas no exercício do poder praticam atos e procedimentos semelhantes, então, eles são como irmãos siameses.   A diferença é que o Brasil cresce a 0,9% ao ano enquanto a China cresce a 7,5% ao ano. 

Dou opção para você escolher. O Brasil é semelhante ao Burundi, uma republiqueta da África ou o Brasil é semelhante ao país comunista e ditatorial (sic) como a China?  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

sexta-feira, 7 de junho de 2013

DILMA não controla INFLAÇÃO!

Mais uma vez, a equipe econômica da presidente Dilma se equivoca na condução da política econômica (sic)  utilizando-se de instrumentos inadequados para o controle da inflação.  Juros altos não garante a queda da inflação.  Leiam o noticiário colhido do tradicional jornal Estadão e na sequência o meu comentário. 

Segundo o documento, o Copom avalia que, no curto prazo, a inflação em 12 meses ainda apresenta tendência de elevação e que o balanço de riscos para o cenário prospectivo se apresenta desfavorável.  Na última reunião na semana passada, dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 8,00% ao ano, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano. Fonte: Estadão.

Comentário.

A inflação se deve a um dos dois fatores, por demanda ou por custo.   Quando os dois fatores se somam, ela vem com força total.  É o que vem acontecendo em razão da política econômica (sic) equivocada adotada pela presidente Dilma.  Há demanda provocado pelo estímulo ao Crédito Fácil e ao Crédito Barato.  Por outro lado o BC aumenta os juros Selic para tentar inibir os gastos no consumo, direcionando o dinheiro para aplicações em títulos do Tesouro.  Isto na teoria.  Na prática não funciona assim.  Quem consome, não tem dinheiro para aplicar em títulos do governo.  

Ainda há realimentação da inflação, provocada pela indexação das tarifas administradas, tais como gasolina, luz, aluguel, salários.  As indexações num patamar de inflação alta cria um círculo vicioso, que o Plano Real tentou acabar, mas ainda hoje, persiste em permanecer, como recomposição automática de perdas passadas.  Num patamar de índice baixo, isto passa meio batido, mas num patamar como a de hoje, 6,5%, a indexação torna o controle da inflação insustentável.  

Na outra ponta, o ministro Mantega declara que o câmbio não é âncora para segurar a inflação.  Mas, é tudo mentira. Digo com toda segurança que a política econômica (sic) da Dilma é baseado no dólar depreciado ou no real apreciado.  O Brasil vive de importações.  O País não sobrevive sem as importações.  Ao tornar, repentinamente, o dólar flutuante e buscando o patamar de equilíbrio para cima, os custos da maior parte dos produtos de consumo aumentam.  

Então, as políticas pontuais, dos jeitinhos, das gambiarras, sem utilização da ampla gama de instrumentos da política monetária, não é possível segurar a inflação no patamar civilizado.  O equívoco acontece porque a presidente Dilma está com um olho voltado para controle da inflação e outro olho para as eleições de 2014.  Aliás, está olhando mais para o lado das eleições, por isso, a política econômica (sic) da presidente Dilma não tem consistência.  

Os agentes econômicos, os empresários, os puxa sacos do Palácio do Planalto, seguem rigorosamente a teoria equivocada baseada em aumento da taxa Selic para segurar a inflação.  É como tentar curar a doença grave com analgésicos ao invés de encarar a realidade e submeter o País a uma intervenção cirúrgica mais séria.  A presidente Dilma, quer levar o doente em banho maria, sem intervenções mais sérias até o término das eleições presidenciais.  Se isto vai dar certo, ninguém sabe. 

No meu entender, desse jeito, a presidente Dilma não segura a inflação!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Lula e Dilma planejam troca-troca.

Brasil tem 2 presidentes.  Vocês devem ter notado que eu não uso "ex" para Lula.  Ele é presidente de fato.  Manda e desmanda no País. Faz loby para empreiteiros e para alguns beneficiários do Bolsa Família.  O que torna grave essa função de loby travestido de "palestrista" é que Lua usa estrutura do Estado para locupletar-se com o dinheiro público.  Palestra é a fórmula que ele encontrou de promover viagens pela África e América Latina, pois "Doutor Honoris Causa" ele tem aos montões.  Perante o povo, justifica as viagens.  Abaixo as notícias da Folha e na sequência os meus comentários.

Como a Folha revelou, empreiteiras bancaram a maioria das viagens do ex-presidente ao exterior desde que deixou o Planalto. Como a Folha revelou, empreiteiras bancaram a maioria das viagens do ex-presidente ao exterior desde que deixou o Planalto. Fonte: Folha.

Viajando como conferencista, foi recebido como chefe de Estado. Na terça-feira, o embaixador brasileiro Carlos Alfredo Lazary Teixeira esperou Lula na base destinada à recepção de autoridades. Fonte: Folha.

Ele foi aplaudido pela plateia de 400 empresários locais e pela comitiva de brasileiros que ele liderou, formada por executivos de empreiteiras, como OAS, Odebrecht e Andrade Gutierrez, e de outras empresas, como Embraer e Eletrobras. Fonte: Folha.

"Já liguei para a presidenta Dilma hoje (ontem) de manhã. Já liguei. E disse para ela da ponte (que cruza o rio Acre, inaugurada em 2006); disse para ela da falta de fiscal. Ela disse: 'Pode deixar que eu vou chamar o pessoal para resolver isso'", disse Lula na palestra.  Fonte: Folha.

Comentário.

Sinceramente, já estou meio enjoado e "saco cheio" de transcrever e comentar mais uma vez uma notícia como esta.  Já virou lugar comum.  Notícias semelhantes estão estampadas em todos jornais brasileiros e em algumas revistas internacionais.  Infelizmente, vou ter que concordar o que falam nas redes sociais sobre a nossa presidente:  Dilma é poste do Lula.  

Pela administração medíocre da presidente Dilma, ela já conseguiu quebrar a fama de gerentona.  Ela não é gerentona.  Digamos que ela é, em ditado popular, pau mandado do Lula.  Tal qual Rosemary, Lula encontrou na Dilma uma pessoa cordata que obedece fielmente a sua determinação, pelo menos nos assuntos que o presidente Lula tem interesse pessoal.  Empreiteiros são fontes de renda que tornou presidente do Brasil, Lula da Silva, US$ bilionário.  Presidente Lula fez do seu Instituto Lula para o branqueamento da parte do dinheiro que recebe.  

Com eu já fiz matéria sobre Lula ser uma das possibilidades de se candidatar à presidência da República em 2014, cresce cada dia mais a possibilidade de sê-lo em 2014.  Como a presidente Dilma é poste (sic) do presidente Lula, só vai cumprir o rito de revesamento.  Lula presidente em 2014/2022 e Dilma Chefe da Casa Civil do governo Lula, novamente.  Uma troca troca semelhante àquela que ocorre na Rússia entre Vladmir Putin e Dimitri Medvedev.  Exemplos e modelos não faltam para eles, Lula e Dilma, copiarem o modelo.

Troca-troca entre Dilma e Lula, é o que ocorrerá no Brasil, se o povo brasileiro, continuar sendo o mesmo "povinho" do bravo Gal Bda Rfm Valmir Pereira.  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Dólar e as sacanagens. Day after 30/5.

Na matéria de ontem sobre déficit da Balança Comercial, já alertei a necessidade do governo atrair investimentos estrangeiros diretos e capital especulativo para fechar o Balanço de Pagamento, sob pena de não fazendo, fechar em negativo.  Estimei, o volume, baseado em números dos analistas do mercado consultado pelo BC, em US$ 68 bilhões para zerar o Balança de Pagamentos.  

O ministro Mantega tomou medida para facilitar a entrada do capital estrangeiro especulativo isentando o IOF.  Lembrando vocês que o capital estrangeiro especulativo, já não pagam Imposto de Renda sobre o ganho de capital.  Com esta medida tomada, o capital especulativo leva de volta, 100% do juros auferidos sobre o que aplicar em título da dívida pública do Tesouro.  Se a taxa Selic está em 8% aa, leva embora de lucro líquido 8%, se aplicação for feito nos próximos 40 dias.  Vejam as notícias da Folha e na sequência meus comentários.

O governo Dilma decidiu zerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para investidores estrangeiros que aplicam em títulos de renda fixa, que estava em 6%.  Na prática, a medida atrai mais investimentos em dólar, o que diminui o preço da moeda estrangeira e reduz a pressão sobre a inflação. Fonte: Folha.

O ministro buscou ainda não vincular a medida a uma preocupação com o impacto sobre a inflação: "Não há nenhum intenção de fazer uma política anti-inflacionária via câmbio. Os instrumentos de política anti-inflacionária são aqueles que o Banco Central utilizou recentemente".  Fonte: Folha.

Analistas e técnicos do governo trabalhavam com a possibilidade de o valor do dólar em relação ao real subir para a casa de        R$ 2,20 nos próximos dias, o que, no médio prazo, teria impacto relevante sobre a inflação. Fonte: Folha.

Comentário.

Nada como um dia atrás do outro.  Aproveitando a matéria sobre déficit na Balança Comercial, já previ que a equipe econômica da presidente Dilma iria tomar medidas para facilitar a entrada do dólar.  E de quebra emiti opinião de que o BC iria segurar o dólar no patamar de R$ 2,20.  Acertei na mosca em ambas medidas.  Um verdadeiro deja vu.  

Com a facilitação da entrada de dólar, à partir de hoje, a cotação do dólar nos próximos dias pode até cair, momentaneamente, mas a tendência é de alta.  Vou além, sobre a previsão da cotação do dólar.  O Banco Central vai encontrar dificuldade para manter o dólar no teto de R$ 2,20.  Vamos aguardar o fechamento da Balança Comercial, daqui a 30 dias. 

Botando lenha na fogueira.  O simples mortal brasileiro, paga o Imposto de Renda sobre o ganho de capital, mesmo aplicado em título de dívida pública do Tesouro Nacional, o que não acontece com o capital estrangeiro especulativo que agora isento de IOF, ganha Selic cheio.  Em outras palavras, a aplicação em capital especulativo, inclusive bolsa de valores, estão isentos de pagamento de Impostos.  Para capital estrangeiro especulativo, o Brasil se compara às Ilhas Cayman ou Ilhas Jersey.  

Botando mais lenha na fogueira.  O dinheiro não declarado dos brasileiros no exterior num montante levantado pelos órgãos de inteligência dos EEUU, corresponde a aproximadamente US$ 500 bilhões.  Muitos desses capitais especulativos que entram no Brasil, são "de fato" dinheiro não declarado dos próprios brasileiros.  O dinheiro sujo, não declarado dos brasileiros, recebem no Brasil tratamento VIP.  

Resumindo.  Os grandões da República e os empresários grandões são diferentes de nós, reles povo que pagamos o Imposto de Renda, não pagam impostos sobre renda do capital especulativo.  Eles, incluído os donos do Poder, estão isento de todos os impostos, já que o dinheiro lavado que são aplicados no Brasil vem do exterior.  São parte daqueles US$ 500 bilhões, que vem e voltam onde tem oferta melhor, sem pagar impostos.  

É como se Brasil fosse dividido em duas classes sociais, os caras que moram na cobertura e os que moram no andar padrão.  Em que andar você se encontra? 

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

terça-feira, 4 de junho de 2013

Que povinho é este?

Transcrição do texto que circula na internet.  Seja o texto original ou não, o seu conteúdo é merecedor de reflexões.  Mesmo não sendo o texto original, concordo com o  conteúdo do artigo, portanto assumo responsabilidade solo ou solidário com que supostamente assina a matéria.  Vale a pena ler e refletir. 

Que povinho é este? 

A pergunta sobre que País é este infernizou o cérebro de estudiosos durante décadas. Os mais céticos, após acompanhar como a nossa “macunaímica” sociedade leva a sua vidinha, mudaram o seu foco de estudos, e chegaram à brilhante conclusão que esta M... não tem solução. As moscas mudam, mas o povinho é o mesmo. 

Sim, é o mesmo. A sua educação prossegue abaixo do que poderíamos esperar.  Como quase todo mundo tem um pezinho na negritude, sempre há a esperança de que possa pegar uma boquinha na cota racial. Como a sua convicção sexual depende dos benefícios financeiros, admitir que seja chegado a um membro do mesmo sexo, masculino ou feminino, é uma gratificante decisão. Sem contar que contará com a boa vontade do liberal inzoneiro populacho.

 
Continua esperando que os outros quebrem o seu galho, em especial o governo. A turma, descaradamente, prefere ganhar o peixe fritinho do que pescar, limpar e queimar os dedinhos numa frigideira.  Vimos o tumulto que foi “o vai acabar a bolsa família”. A galera foi ao desespero.
 
A irresponsabilidade, ou seja, o direito de não assumir qualquer compromisso é uma das suas virtudes. Ao longo de centenas de anos foi se forjando um amor às coisas terrenas, em especial à dos outros, ao carnaval, ao trio elétrico, à marcha gay, à bolsa de qualquer natureza, que é difícil mudar hábitos tão arraigados.
 
Jeitoso por sua própria natureza, nem se preocupa que para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. Em geral, prefere acreditar que é assim, um incompreendido, por descaso dos outros, que culpados, devem pagar.  Acreditam que nunca deveriam passar dos dezoito anos, idade que os protege contra as garras da justiça. Como exigir de um desabonado pela riqueza fácil que ele tenha amor pelos seus semelhantes?
 
A sociedade deveria condoer - se de um menor que desnorteado mata outra pessoa, influenciado pela descompostura de sua sociedade, que não lhe fornece os bens que ele tem direito. Se os graúdos se locupletam com maracutaias mirabolantes, “por que não eu”, desafiam os parasitas entre os jogos de futebol?  
 
É fácil imaginar que devido ao esforço do desgoverno em cortar impostos para a compra de determinados bens (eletrodomésticos, carros...), decretar gratuita a cirurgia para troca de sexo, promover a distribuição de remédios, do kit gay e de uma montoeira de benesses, a reeleição da madame de um só neurônio será mamão com açúcar.
 
Como pretender que este desprezível inocente acredite que os pesados impostos não sejam para a construção de um País melhor para todos, e sim para o seu usufruto, e que por mais filha da p.. que ele seja , o seu voto vale tanto quanto o meu e de milhões que trabalham e pagam?
 
Não importa. Destacamo - nos na criminalidade mundial, no número de acidentes automobilísticos, no consumo de bebidas alcoólicas e das drogas, nos baixos índices escolares, no número de estupros (para alguns uma demonstração da nossa virilidade).
 
Como abrir mão da bolsa escola, da bolsa família, da bolsa invasão, da bolsa prostituta, da camisinha, da pílula do dia seguinte, do seguro desemprego, do auxilio reclusão, da fome zero, do vale gás, do vale transporte, do vale refeição e do sorteio da casa própria?
 
É proverbial a nossa independência, tanto que breve seremos uma nação impar, divididos em comunidades, a dos índios, dos negros (que poderão fracionar a unidade nacional), dos gays, dos viciados, a dos perseguidos, a dos sem terra e dos sem teto. 
 
E um belo dia o desgoverno do PT, em apoteótica cerimônia, dividirá os bens nacionalmente, e todos serão iguais perante a quem estiver no trono. Neste dia, o sucesso do “tudo pelo social” será conhecido em todo o mundo, que não perguntará que povo é este. Bom, ao que tudo indica, nunca saberemos, mas é provável que este povinho seja eternamente o produto mal acabado do eterno do País futuro.
 
Brasília, DF, 28 de maio de 2013
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Déficit comercial. Day after 30/5.

Presidente Dilma está pagando caro pelo erro sistêmico na política econômica (sic).  No dia 30 foi divulgação do crescimento do PIB no primeiro trimestre abaixo do esperado pelo próprio governo, qual seja 0,6%.  Hoje, saiu o resultado da balança comercial do primeiro quadrimestre deste ano, recorde desde 1993, US$ 5,392 bilhões.  Após o resumo da notícia, o meu comentário.  

Após registrar deficit histórico em abril, a balança comercial brasileira voltou ao azul em maio.  O saldo positivo, no entanto, ficou em apenas US$ 760 milhões, resultado 74,3% inferior ao obtido há um ano.   Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.  No acumulado do ano, o saldo comercial está negativo em US$ 5,392 bilhões, deficit recorde para o período.  Fonte: Estadão. 


Comentário.

A balança comercial é a diferença entre tudo que o País exporta e tudo que o País importa.  No caso, déficit significa que compramos mais do que exportamos.  Isto significa que criamos mais empregos nos países de origem dos produtos importados do que no Brasil.  Notem que o saldo do quadrimestre é o pior resultado desde 1993, pré Plano Real.  

Segundo pesquisa feita pelo Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, mostra que os analistas preveem um saldo da balança comercial de US$ 8,3 bilhões, neste ano.  No entanto, preveem os mesmos analistas, um déficit de conta corrente em US$ 72 bilhões.  Significa que vai faltar, grosso modo, US$ 64 bilhões para fechar a conta do País.  Na minha análise números otimistas demais para cenário de baixo crescimento e dólar controlado.  

Explicando em miúdos.  Brasil gasta em pagamento de juros, royalties e outros serviços US$ 72 bilhões, que é considerado como déficit de conta corrente.  O saldo pífio da balança comercial é insuficiente para cobrir o rombo da conta corrente!  No frigir dos ovos, o rombo da balança de pagamentos é coberto com a entrada de capital estrangeiro, seja em forma de investimento direto (IED) ou em forma capital especulativo.  Resumindo, Brasil vai precisar de US$ 68 bilhões em investimento estrangeiro, para zerar o Balanço de Pagamento, caso contrário o Balança de Pagamento vai dar deficitário. 


Em caso de investimento estrangeiro não alcançar os US$ 68 bilhões necessários para cobrir o rombo, vai ter que queimar a Reserva Cambial livre, hoje estimado em pouco mais de US$ 60 bilhões.  Lembrando que a Reserva Cambial total é de aproximadamente US$ 360 bilhões, sendo que para chegar na Reserva Cambial livre deve descontar a soma da dívida em dólares do setor público e privado soma, grosso modo, em US$ 300 bilhões.  A coisa está feia! 

Para presidente Dilma que até há pouco tempo estava xingando a Angela Merkel pelo excesso de investimento estrangeiro no Brasil, agora terá que mudar de discurso, típico de pessoa com síndrome bipolar.  A mesma Dilma, vai ter que pedir a Angela Merkel que mandem dinheiro para o Brasil para cobrir o rombo do Balança de Pagamentos.  E por isso e outras estrepolias que da Dilma o Brasil vai virando motivo de piada no exterior.  E nós povo, pagamos o mico!  

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bolha imobiliária. Day after 30/5

Já é de conhecimento de todos que houve turbulência no mercado financeiro no dia 30, véspera do feriado.  Foi um dia de cão para o mercado.  Duas notícias que deixou o mercado atônito. A primeira notícia é sobre o crescimento do PIB do primeiro trimestre de 2013, que foi pífio, 0,6%,  abaixo do esperado pelo governo.  A segunda notícia é aumento da taxa Selic em 0,5%, enquanto havia consenso no mercado de que haveria aumento de 0,25%.  E para completar a notícia, ministro Mantega disse que o dólar não é instrumento da política monetária para segurar a inflação.  

Tudo que o mercado imaginava sobre os fundamentos da política econômica (sic) da presidente Dilma, foi para espaço no mesmo dia.  É isto que dá, esperar atitude coerente de uma presidente com síndrome bipolar, para não dizer incompetente.  Lembrei-me, dos palpites que Dilma dá para o tenente brigadeiro durante o voo do avião presidencial.  Um dia, Aerobus 320 presidencial, pode cair por excesso de interferências.  O Brasil está como Aerobus presidencial, o Plano de Voo é alterado em pleno voo, para deleite da toda poderosa presidente Dilma.  

Em essência, Dilma resolveu dar prioridade ao combate à inflação.  Talvez, porque o seu principal opositor nas eleições de 2014, Aécio Neves, tomou como "mote" da campanha "tolerância zero para inflação".  Se antes, a prioridade era estímulo ao consumo, desde dia 30 passado, a prioridade vai ser combate à inflação.  

O que é que isto tem a ver com a "bolha imobiliária" ?  Tem tudo a ver.  Consumo e inflação anda de mãos dadas.  Uma coisa puxa outra e vira num círculo vicioso, se a política econômica não está bem estruturada, como é o caso do Brasil.  Eu diria, política econômica com o erro sistêmico, grosseiro.  Em resumo, o que a Dilma fez?  Pisou no freio do consumo, para controlar a inflação.  

O mercado imobiliário já vinha apresentando saturação, nos últimos 12 meses.  Não foi sentido na ponta do consumo, mas já vinha apresentando sinais de que a boa fase da construção residencial tinha chegado ao ponto de exaustão.  De maneira geral, os imóveis subiram 200% nos últimos 5 anos, contrastando com a inflação acumulada no mesmo período, grosso modo, de 30%.  Isto é uma bolha!  O mercado imobiliário, do qual faço parte também, credita o boom ao crescimento do País.  Todo mundo sabe que isto é mais papo da presidente Dilma do que a realidade.  O País cresceu 0,9% em 2012 e tendência de crescimento para este ano é de menos que 2,5%, segundo analistas.

A Dilma sinalizou no último dia 30 é que vai dar prioridade para a inflação, isto é vai pisar freio no consumo.  Num quadro de economia assim, o dinheiro vai para renda fixa cujo juros tem tendência ascendente, conforme política econômica (sic) da Dilma.  Além de tudo, o mercado imobiliário tem aquela margem de lucro  fabuloso que fora embutido nos últimos 5 anos para serem queimados.  Num quadro de instabilidade, o investidor foge dos bens duráveis e dos imóveis, porque são bens que podem postergar a compra.  De alguma forma, o povo está morando em algum canto.  Apesar do déficit habitacional, o povo não está morando embaixo da lona, o que certa forma dificulta o poder de sedução.

Para os consumidores.  Adiem a compra de imóveis para morar.  Não comprem imóveis na planta que é encrenca certa no futuro.  Quem comprou um segundo imóvel residencial para especulação, sai correndo, porque pode perder dinheiro.  Sejam prudentes, escolham bem, negociem, porque o poder está do seu lado.

Para os incorporadores.  Adiem os novos lançamentos, em pelo menos por 6 meses.  Avaliem bem o preço de lançamento, para não terem que fazer descontos depois.  Repassem o que for preciso para livrar do financiamento da CEF, porque os juros de permanência podem comer o lucro.  Vamos baixar a bola, por enquanto.  Vocês que são do ramo sabe, que tudo é ciclo.  Daqui a alguns anos volta a bonança. Virão, novamente, os novos boons no mercado.  Uma coisa é certa, o País está com economia em expansão, independente de governos que estão e que virão.  Por enquanto, pé no freio.

Ossami Sakamori, 68, engenheiro civil, foi professor da UFPR, filiado ao PDT.  Twitter: @sakamori12