sábado, 19 de outubro de 2013

Economia BR. Inflação do bolso!

O controle da inflação está começando a fazer água. O engessamento dos preços pode funcionar por algum tempo, mas não o todo tempo.  O maior exemplo vem do Plano Cruzado do Sarney. O tabelamento do preço que é um engessamento compulsório de todos os preços, criou explosão de consumo, como o que está acontecendo agora no País.

Não importa se o engessamento dos preços são setoriais, mas que faz parte do receituário equivocado da equipe econômica da presidente Dilma isto é inequívoco.  

O que está engessado?  Primeiro, o dólar está controlado com intervenção do Banco Central vendendo títulos do Tesouro denominado de swap cambial tradicional no montante de US$ 100 bilhões.  Isto é engessamento.  A equipe da Dilma utiliza dólar como âncora para segurar a inflação.  

Os preços administrados como tarifa de energia elétrica, combustíveis e tarifa de transporte coletivo, estão comprimidos.  Uma hora deverá vir o reajustamento dos preços, sob pena de quebrar o setor elétrico, a Petrobras e o transporte urbano.  

Mesmo assim, segundo a Folha, a prévia de inflação oficial do País, o IPCA-15, para o mês de outubro é de 0,48%.  Segundo Adriana Molinari, numa matéria da Folha, diz que a alta de 0,70% dos preço dos alimentos e bebidas foi a principal surpresa.  

A presidente Dilma vem postergando o aumento dos combustíveis, na tentativa de segurar a inflação oficial IPCA, no patamar dentro do teto de 6,5% para o ano de 2013.  As notícias dão conta de que o aumento de gasolina vem nos próximos dias, com índice variando em torno de 5% a 7%.  Segundo raciocínio da equipe econômica, o reajuste que será dada faltando 2 meses do término do ano não trará reflexo nos preços de outras cadeias produtivas.  

Ainda, segundo Molinari, em entrevista declaração para o jornal Folha, o aumento de preços estão mais disseminados, o que é um indicativo nada bom.  Imagine, os aumentos depois da alta de combustíveis!  Literalmente, é como jogar gasolina na fogueira, neste momento.

Eu que tenho viajado de um lado para outro, tenho notado que o mercado está perdendo referência de preços.  Isto é típico do movimento de saída do engessamento de preços.  É uma espécie de corrida de preços.  Ninguém quer ser o último a aumentar.  Os aumentos estão vindo da base, das mercearias, dos serviços essenciais para o dia a dia do cidadão.  A contaminação está vindo à galope!  Não há taxa Selic que segure a inflação!

Fiquemos atentos, muito atentos!  Melhor gastar o salário no começo do mês do que final do mês.  Guardar dinheiro na poupança parece, neste momento, não ser a melhor alternativa.  O real está perdendo o seu valor a cada dia.  

Espero que a equipe econômica da Dilma tome medidas duras para conter a inflação.  Só discursos não resolvem mais no quadro que se encontra.  

Ossami Sakamori

Libra. Tem alguém ganhando US$ bilhões por fora?

O leilão de exploração de petróleo do campo de Libra que ocorrerá no próximo 21, segunda feira, é cercado de controvérsias, algumas reveladas por este blog e outras novas que estão sendo reveladas aos poucos pela imprensa.  

A primeira verdade é anunciada pela própria diretora geral da ANP - Agência Nacional de Petróleo.  Veja o que noticia a Folha:  "A diretora-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Magda Chambriard, estimou que a produção de 1,4 milhão de barris de petróleo diários prevista para o auge do campo de Libra, primeira área do pré-sal que será vendida à iniciativa privada, será atingida apenas em 15 anos, ou seja, em 2029".

A segunda verdade foi dita também pela Magda Chambriard, conforme a Folha: "É um projeto de país, vai arrecadar, em participações governamentais, quase R$ 1 trilhão", disse, referindo-se aos royalties, estimados em R$ 300 bilhões em 30 anos e R$ 600 bilhões do lucro-óleo (parte que será entregue à União depois de descontado o custo). 

A terceira verdade dita ainda pela Magda Chmbriard, diretora geral da ANP, é que até chegar na extração da primeira gota de petróleo levará 6 anos, se os concessionários forem rápidos (sic). Isto, até contraria a minha estimativa inicial de que isto ocorreria em 2017.  Pela declaração da Magda a primeira gota de petróleo do Campo de Libra ocorrerá somente no ano de 2019.  

Que os prefeitos e governadores que esperem sentados, para investir a participação nos royalties do pré-sal, sancionada pela presidente Dilma, recentemente, qual seja 75% dos em educação e 25% em saúde pública.  Resumindo, nem quando a Dilma sendo reeleita e nem os atuais governadores e prefeitos não usufruirão os benefícios dos royalties do pré-sal, especificamente do campo de Libra.  O povo que espere sentado para melhorar o sistema de educação e saúde, se depender do pré-sal. 

A quarta verdade é que o campo de Libra poderia ser explorada pela Petrobrás exclusivamente, com terceirização de serviços para empresas do setor de petróleo, especificamente para cada etapa.  Pela lei, a Petrobras tem o monopólio na área de petróleo, dispensando inclusive licitações para exploração de qualquer área, por conta desta condição.  A lei foi existe desde a criação da Petrobras, pelo Getúlio Vargas.

Na condição de explorador único, a Petrobras sozinha ficaria com a fatia de lucro equivalente a R$ 600 bilhões nos 30 anos de exploração, sem ter que dividir com as empresas chinesas, as pretensas ganhadoras do leilão da próxima segunda feira.  

Não entendo porque a insistência em entregar o naco importante dos lucros, já que não há riscos financeiros previstos, para os chineses.  Pela nova lei de partilha, a Petrobras será sócia dos chineses em 30% do consórcio, sem considerar eventuais interesse da Companhia em aumentar a participação.  Não posso imaginar que o governo da Dilma esteja interessado apenas nos R$ 15 bilhões do preço mínimo para levar o bloco de Libra.  Caso a concessão fosse feito exclusivamente para a Petrobras, não haveria o pagamento do valor de participação do leilão, já que não haveria.  

Nas condições expostas acima, não resta nenhuma dúvida de que há interesse não revelado na negociação com os chineses, feito pela presidente da Petrobras, Graça Foster, numa viagem fora da agenda, para a China, especificamente para tratar do assunto do leilão do Libra.  Por esta razão, presumo, que os gigantes da área de petróleo, não se interessaram em apresentar proposta de participação. Eles tem sistema de inteligência próprio, o "NSA" próprio dos gigantes do petróleo.  

Deu na Folha de hojeOntem à noite, o ex-diretor de Gás e Energia da Petrobras no governo Lula Ildo Sauer e o advogado Fábio Konder Comparato protocolaram na Justiça Federal, em São Paulo, uma ação popular pedindo a suspensão do primeiro leilão do pré-sal brasileiro, do campo de Libra, previsto para a próxima segunda-feira, 21. 

Com perpetuação do governo do PT, os agentes públicos, empresários e a imprensa não manifestam sobre o leilão de Libra, cercado de muitos mistérios não revelados.  Como me disse ontem um consultor com expertise de muitos anos como diretor do BNDES de que ninguém tem coragem de se expor, com risco de ficar isolado dos benefícios do governo do PT.  O que ele quis me dizer é que todos ou quase todos de alguma forma tem rabo preso com  Lula & Dilma.  

Tem alguns corajosos como Ildo Sauer e Fábio Konder Comparato, que entraram com ação popular suspendendo o leilão de Libra como noticiado.  Este que escreve, não tem projeção dos nomes citados, mas me somo à ação popular proposta, para dar tempo de refletir melhor sobre o assunto, sem afogadilho.  Lembrando que o pré-sal é uma riqueza finita.  Ou acertamos com o pré-sal ou erramos para nos arrependermos no futuro.  A receita do pré-sal virá somente em 2019.  Dá tempo de refletir melhor! 

A desculpa de fechar a meta do superávit primário, não seria apenas justificativa?  O que houve nos bastidores na negociação com os chineses?  Não seria razoável, entregar a exploração do pré-sal à Petrobras, conforme prevê a lei que estabelece o monopólio de petróleo?  Ou tem alguém ganhando muitos US$ bilhões por fora?

PS: Dilma convocou Exército para poder realizar leilão de Libra!

Ossami Sakamori 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Black bloc. Não confundam alhos com bugalhos!

Ontem à noite, assisti na TV, a atuação do black bloc no Rio de Janeiro, logo após as manifestações dos professores dos ensinos da cidade e do estado. Ali ficou evidente de que o movimento black bloc não faz parte dos movimentos pacíficos das ruas. Black bloc é momento marginal.  Quem tem dúvida ainda?

No dia 31 de julho passado, logo após as manifestações históricas das ruas no Brasil todo, escrevi matérias específicas sobre os movimentos conhecidos como Black Bloc e Occupy.  Nada a ver com os movimentos "primavera árabe" ou qualquer outro movimento pacifista.  Nos países que se originaram os tais movimentos, Inglaterra e EEUU não se aceita mais este tipo de movimento.  Naqueles países os movimentos são considerados como marginais.

Quando escrevi a matéria pela primeira vez, já chamei atenção dos governo federal e estaduais de que não se poderia confundir estes movimentos marginais com o movimentos das ruas.  Ambos movimentos, já disse à época, tem objetivos distintos.  O movimento pacifistas tem o objetivo claro sobre as revindicações, no caso de ontem por exemplo, era movimento da classe dos professores insatisfeito com os aumentos concedidos.  O movimento black bloc e occupy tem o objetivo de "desmoralizar" o poder público, quer seja federal ou estadual. 

Já disse anteriormente, mas repito aqui novamente.  Os movimentos black bloc e occupy agem organizadamente, como os que aconteceram no Rio de Janeiro, São Paulo, nós dá a certeza de que há manipulações políticas por trás.  Coincidência ou não, acontecem nas capitais onde os candidatos do PT, à sucessão estavam fora do páreo, antes das manifestações destes marginais.  Como não nasci ontem, estes movimentos tem DNAs qualificados.

No meu entender, falta unir as inteligências do governo federal e dos governos estaduais, sobejamente competentes como Polícia Federal e das Polícias Civis e Militares de cada estado, para eliminar no nascedouro tais movimentos.  As forças policiais deveriam combater os movimentos marginais para que os movimentos pacifistas possam realizar suas manifestações, ordeiramente, com proteção das forças policiais.  Não se deve confundir os alhos com os bugalhos!

Creio que era o caso de presidente Dilma acionar a ABIN na identificação dos responsáveis por estes movimentos marginais.  A ABIN tem verba de R$ 500 milhões, para bisbilhotar a vida dos reles cidadãos, de preferência dos opositores do Poder.  Se ABIN desse contribuição institucional às Polícias já citadas, certamente, em 3 tempos acabaria com esta baderna que está a se instalar no País.

Os movimentos de ruas pacifistas e legítimas deveriam ser, por direito constitucional, protegidos dos vândalos, institucionalmente.  Cabe aos governos federal e estaduais, unirem suas inteligências para inibir tais movimentos marginais.  Em não fazendo, estarão contra o interesse da população, que quer apenas e tão somente, manifestar os seus pensamentos de forma direta, já que as suas representações políticas não se fazem representá-la.  

Ossami Sakamori

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O impacto do Bolsa Miséria no crescimento do PIB é nulo!

Segundo jornal Folha de São Paulo, IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada tentou vincular o efeito positivo do programa Bolsa Família na formação do PIB brasileiro.  A explicação acabou expondo quão pequeno é o impacto do programa no PIB.  O tiro saiu pela culatra!

O País gasta cerca de R$ 22 bilhões anuais para atender famílias de extrema pobreza.  Diz o IPEA que para cada R$ 1,00 gastos no programa impacta R$ 1,78 na economia.  Significa que o programa representa, considerado o percentual quantificado, valor bruto de R$ 39 bilhões girando no mercado.  Desprezando o efeito cascata, representa em valores brutos, o efeito do programa em cerca de R$ 10 bilhões, o que corresponde grosso modo participação do programa em 0,25% do PIB.

Não quero aqui discutir a validade do Bolsa Família, que denomino de Bolsa Miséria, até porque não sou sociólogo para entrar em discussões.  Só acho que o programa Bolsa Miséria deveria estar acompanhado de programa de qualificação de mão de obra básica como porta de saída do programa.  No entanto, vincular o programa Bolsa Família ou Bolsa Miséria ao crescimento econômico do País é forçar a barra demais.  

Esclareço.  A participação de 0,25% do PIB, hoje, foi impactado no decurso de 10 anos de programa, segundo IPEA.  Fazendo a conta, o impacto real do programa Bolsa Família no crescimento do PIB foi de 0,025% ao ano no PIB, nos últimos 10 anos.  Como a Bolsa Miséria está estacionado nos R$ 22 bilhões desde o ano passado, o impacto do Bolsa Família no crescimento do PIB de 2013 é nula.  Igual a zero.

As notícias divulgadas propositadamente pelo governo pela metade, só tem uma finalidade, a reeleição da presidente Dilma para 2014.  O negócio é fazer espuma, muita espuma!  Isto é marca registrada da presidente Dilma.  

O impacto do programa Bolsa Miséria no "crescimento" do PIB brasileiro em 2013 é nulo!  plim-plim!

Ossami Sakamori

Dilma perde eleições se disputar o segundo turno!

Saiu pesquisa da Datafolha, hoje, sobre a possível ideologia da população brasileira.  Não deu outra, é aquela que eu próprio já vinha constatando através das conversas com diversos segmentos da população brasileira, sobretudo após manifestações de junho último.  Veja abaixo trecho principal da matéria e na sequência a minha avaliação sobre o tema. 

O maior grupo é formado por eleitores de centro-direita, que representam 38% de todo o eleitorado. Os de centro-esquerda somam 26%. A turma de centro reúne 22%. Os de direita são 11%. Para chegar a essas conclusões, o instituto fez 2.517 entrevistas em 154 municípios. Esta é a primeira vez que o Datafolha investiga a inclinação ideológica dos eleitores de todo o Brasil. Fonte: Folha.

Comentário.

É errôneo pensar que a população está ideologicamente alinhado com a ideologia neo-socialista dos presidentes Lula & Dilma.  A grande massa de população nem sequer entendem o que significa a ideologia esquerda ou direita.  Devamos considerar que o Brasil tem 55 milhões de adultos analfabetos funcionais.  Isto já representa cerca de l/4 da população brasileira.  Se considerarmos o número de eleitores, cerca de 140 milhões, o número de analfabetos funcionais representa quase 1/3 da população.

Isto de certa forma justifica o elevado número de pessoas com ideologia pretensamente de centro-direita, de centro-direita e de centro, somados representa cerca de 86% do eleitorado, segundo Datafolha.  O número mostra claramente que o socialismo bolivariano ou qualquer coisa deste gênero não tem adeptos no Brasil.  Este último contingente de eleitores representa cerca de 3%. 

Desde que me conheço como eleitor, faz mais de 50 anos, tenho observado que o brasileiro sempre teve preferência para os candidatos de centro.  Única exceção, foi no período do regime militar que o MDB exercia papel de esquerda e teve seu auge ainda no período governado pelo regime.  Hoje, sob nova denominação o PMDB, representa exatamente o partido do centro.  Não vai nem para esquerda, nem para direita. Está sempre, acompanhado o partido que governa o País.

Resumindo, o povo não quer saber de ideologia de extrema, tanto de direita como de esquerda.  As próximas eleições, mostrarão claramente esta posição.  O povo enxerga que o PT é de esquerda e PSDB é de centro-direita.  O PT vem fazendo esforço para mostrar que são do centro, mas ainda com resquício da  esquerda.  O PSDB, mostra que está umbilicalmente ligado ao empresariado, mas tenta a construir discurso mais para o centro-esquerda.  

Dilma e Lula são considerados pela população como de esquerda, querendo ou não.  É assim que se apresentaram no início do período do governo petista há 11 anos.  O PT de hoje, toma atitude do PSDB de ontem.   Ambos partidos tem passado diverso.  Eram como frente e verso de uma folha.  Hoje em dia, ambos partidos escrevem textos semelhantes.  Cada um dos partidos se assemelha ao outro cada vez mais.  PT e PSDB estão hoje, como gatos siameses, tão semelhantes que fica difícil distinguir um do outro, em temos de ideologia. 

Neste cenário, a Marina Silva é considerada como de esquerda, ou melhor da esquerda radical.  Como candidato solo nunca ganharia eleições no Brasil.  A Dilma só ganharia eleições de 2014, não pela posição ideológica do PT, mas pelo apoiamento da mídia, abastecido com verbas publicitárias que ultrapassam R$ 1,5 bilhão por ano.  Claro, na frente a Rede Globo.  As notícias plim-plim, encomendadas, vem funcionando a todo vapor.  

Resta saber, onde vai se situar o candidato Eduardo Campos.  Se ele se apresentar como da esquerda, não ganha eleições.  Eduardo Campo só terá chance, se ele se apresentar como candidato do centro-esquerda, já que do centro ele não é.  Alguns querem taxar de esquerda, mas pela gestão à frente do governo de Pernambuco mostra que Eduardo Campos é do centro-esquerda.  

Posso estar falando bobagem, mas o candidato que fizer discurso de extrema não ganhará eleições em 2014.  O discurso e a postura deverá estar mais para o centro.  A pesquisa Datafolha me fez fortalecer o pensamento que já estava a ser consolidado.  

Todos candidatos tentando se aproximar do centro, resta o diferencial do carisma pessoal de cada candidato.  Dilma tem tem  distribuição do tempo de TV do programa gratuito majoritário.  Do total de 20 minutos do programa de TV do horário gratuito, 12 minutos estarão disponíveis para Dilma, 4 minutos para Aécio Neves e 2 minutos para Eduardo Campos, se prevalecer o atual quadro.   Neste quesito, os candidatos Aécio Neves e Eduardo Campos, saem com desvantagem significativa.  

Aécio Neves e Eduardo Campos tem vantagem sobre Dilma, no quesito de discurso do novo.  Aécio Neves pelo centro-direita e Eduardo Campos pelo centro-esquerda.  Ambos terão um longo caminho a percorrer para se tornarem conhecido nacionalmente.  

Diante de todas considerações expostas acima, quem dos dois candidatos da oposição quem tiver carisma será o escolhido para o segundo turno.  E no segundo turno, se houver, qualquer um dos candidatos da oposição vence eleições de 2014, pela posição ideológica do centro.  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Espionagem. Criptografia, Dilma? Está falando sério?

Presidente Dilma anunciou e a grande mídia noticiou com destaque o anúncio da criação de e-mails oficiais do governo criptografados. Anuncia-se também o lançamento do satélite brasileiro (sic) fabricado com a tecnologia franco-italiana que será desenvolvido pela Telebras e Embraer ao custo de US$ 600 milhões. A ABIN vai criar um pen drive que permite criptografar os documentos importantes do governo.

Quase caí da cadeira de tanta gargalhada!  Dou muita risada da presidente Dilma sobre o assunto espionagem e da Globo e demais veículos de notícias que dão destaque ao tema, novamente.  Isto, só pode ser para efeito do programa eleitoral da Dilma, no ano que vem.  Coisa séria, não pode ser.  

Desculpem os leitores, mas esta porcaria de satélite que custa uma fortuna para o governo, US$ 600 milhões, não assegura privacidade coisa nenhuma.  O sinal está no ar, qualquer um pode pegá-lo. Para começar nem temos base para lançamento de satélites. Com certeza serão entregues para franceses ou chineses colocá-lo no espaço.  Mais certeza ainda, se a coisa é com a Telebras, o ex-ministro José Dirceu foi atendido no seu interesse.

Essa atitude de criptografar as mensagens entre os membros do governo, mais parece sistema de comunicação de uma organização criminosa de proteger sigilo das informações intra-corpore. O PCC é que utiliza as mensagens criptografadas entre seus membros.  De forma rudimentar, mas é uma mensagem criptografada que a organização criminosa utilizam, sim.  Presidente Dilma quer copiar.

Primeiro de tudo.  Existe a lei de transparência que exige, eu disse, exige, que os atos do governo sejam transparentes.  Agora, quer torná-los cada vez mais sigilosos.  Só faltava mesmo isto para Poder da República se igualar à organização criminosa.  O presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu, com certeza, vão receber os tais pen-drives que criptografam as mensagens, sem ser funcionários públicos.

Sim as informações do governo vão ficar mais caras. Isto com certeza vai.  Quem tem pen-drive faz parte da organização criminosa, no meu entender. Ainda, a minha opinião é de que todos os membros da Polícia Federal deverão ter os seus pen-drives.  Todos os membros do MPF deverão ter os seus pen-drives.  Uai, será que os pen-drives serão distribuídos, seletivamente, somente para os membros da quadrilha?  

Esquece a presidente Dilma que as informações são protegidos pelas pessoas, no caso específico pelos agentes públicos.  Não há sistema de criptografia que assegure o sigilo de informações.  Uai, não tem os hackers que invadem o sistema bancário altamente criptografado?  Será que os que tem os pen-drives não poderão vender as informações sigilosas do governo?  Imagine pen-drive na mão da Rosemary do Lula!

Veja o caso do sistema de inteligência americana.  Os EEUU gastam anualmente US$ 55 bilhões no sistema.  Somente na NSA, tem 300 mil funcionários cuidando do assunto.  Mas bastou um funcionário do governo com o pen-drive (acesso ao sistema) para passar informações sigilosas para o Julian Assange para mostrar ao governo americano que o sistema de informação por si só não se sustenta.  O sistema depende das pessoas. 

Se a presidente Dilma, que se diz espionado pelo Obama, colheu informações acerca do seu sigilo do Eward Snowden, um funcionário subalterno de uma empresa terceirizada do NSA, deveria ter aprendido que a manutenção de sigilo não é assegurado pela tecnologia de informação, mas sim, pelas pessoas.  Bastaria um subalterno qualquer com o pen-drive passar informações para os "amigos" da quadrilha.  Periga algum destes com pen-drive, vender informações sigilosas para a Rede Globo e virar plim-plim, um verdadeiro tiro no pé.

Não tem outro jeito.  A presidente Dilma é muito esperta ou ela é muito burrinha.  Em ambos os casos, o Brasil na mão da presidente Dilma corre sério perigo!

Ossami Sakamori

domingo, 13 de outubro de 2013

Inflação. Dilma nos faz de otários!

Ontem, tomei caipirinha de cachaça brasileira, no boteco da esquina de casa, antes de saborear uma costela em rolete com uma cervejinha Original.  Comida simples, num boteco simples, uma espécie de aproveitamento da garagem expandida.  Esta é a parte boa.

Levei susto quando fui pagar a conta.  Normalmente, sem caipirinha, pagava R$ 43,00.  E ontem, paguei R$ 61,00, por um almoço prá lá de simples.  Verificando a conta, vi que o preço da caipirinha tinha subido para R$ 16,00.  Incluído o serviço de garçom, paguei pela caipirinha de cachaça brasileira R$ 17,60.  A justificativa é a inflação.

Como venho acompanhando de perto a evolução do IPCA, índice oficial do governo, mal tinha percebido que a inflação na ponta do consumo está uma loucura.  Já tinha me apercebido quando compro frutas na mercearia à caminho de volta do escritório de que as frutas em geral subiram mais de 50% nos últimos 12 meses.  A conta está ficando salgada, para quem come fruta, mas deixei passar.  Imaginei que eu estava ganhando cada vez menos.  

Resolvi fazer pesquisa sobre a inflação no bolso de quem vai fazer supermercado e padaria.  Vejam os números levantados pelo próprio IBGE, de alguns itens essenciais no dia a dia da população, considerado variação nos últimos 12 meses:

Pão francês ................... 14,79%
Frango inteiro................. 11,83%
Frutas............................. 14,87%
Leite longa vida............... 32,38%
Lanche............................ 14,23%
Cerveja............................ 11,18%
Leite em pó.......................20,28%
Carne................................ 1,12% 

Perguntei para minha mulher que faz compra semanal nos supermercados para consumo familiar, se os índices acima correspondiam com a realidade.  Levei bronca tremenda, mandou-me que eu fizesse o supermercado, porque os números não correspondiam com a realidade.  Realmente, na prática, nós gastamos mais de 50% a mais do que gastávamos há um ano.  

Por outro lado, leio notícia de que a Petrobras vai reajustar os combustíveis na refinaria em torno de 6%, dito pelo Edson Lobão, ministro de Minas e Energia.  O aumento virá até o final de novembro, segundo ele.  Considerando o novo aumento, a gasolina aumentará nos 12 meses corridos, cerca de 13%.  Índice de aumento mais que o dobro do IPCA anunciado para setembro de 6%, segundo IBGE.  Eu disse IPCA menos que 6% nos últimos 12 meses.

Para economista Silvia Matos da FGV, o aumento da gasolina deverá aproveitar o refresco do IPCA em setembro.  Disse ainda a economista, segundo Sindicombustíveis - Resan, de que a inflação existe, só está represada.  Imagine, se não tivesse represada, onde andaria a inflação?  

A declaração da economista da FGV, coincide com o meu pensamento.  Até que enfim, apareceu a economista da FGV para respaldar minhas convicções.  A política econômica equivocada do governo Dilma tem como âncoras para segurar a inflação, o dólar depreciado e preços administrados engessados.  Ainda assim, a inflação real corre solto.  Inflação só é comportada no IPCA, para os otários verem.  Me incluo, neste contingente de otários!

Conclusão técnica. Dilma manda IBGE tapar índice inflacionário com IPCA!  Em outras palavras, a Dilma manda tapar sol com a peneira!  E eu querendo respaldar minhas opiniões sobre matérias econômicas baseado em índices oficiais. Sou um burro mesmo! Minhas orelhas estão tão grandes, que já dá para usá-las como espanador ou coisa que valha!  

Hoje me sinto, novamente, como se tivesse acordado no Burundi, republiqueta do continente africano.  Vou reservar uma vaguinha no sanatório para doentes mentais.  Fazer o que?  Ensino superior e experiência empresarial de 45 anos não me servem para nada! 

Ossami Sakamori

sábado, 12 de outubro de 2013

Dólar. Entenda o que a Dilma pretende.

Hoje, vou tentar explicar para os meus leitores, o que se passa com a trajetória do dólar.  Neste mundo cada um fala o que quer, mas ninguém explica a real situação do câmbio, sintetizado.  São declarações esparsas que deixam os leitores baratas tontas.  

A presidente Dilma e ministro Mantega dizem que a situação cambial do Brasil é estável porque temos reserva cambial alta.  Mas, ao mesmo tempo lança título do Tesouro denominado de Swap cambial tradicional atrelado à variação do dólar em volume nunca dantes vista, qual seja US$ 100 bilhões, com intensão única de segurar a cotação do dólar.   

Yes! De fato o Brasil tem reserva cambial alta.  A reserva cambial brasileira é de US$ 375,8 bilhões no fechamento do dia 10/10/2013. Ainda segundo o último relatório do Banco Central do dia 24/9/2013 aponta a dívida externa brasileira em US$ 311,5 bilhões.  Grosso modo, se o País é credor numa ponta mas é devedor noutra ponta, mostra que a reserva cambial líquida é de US$ 64,3 bilhões, no meu entender.  

Sim! O Brasil é como aquele sujeito que deve ao banco R$ 311,5 mil para pagar nos próximos 3 anos e mantém depósito de R$ 375,8 mil como garantia dos empréstimo.  Para não ficar só no prejuízo, aplica cerca de 2/3 deste depósito em título de renda fixa do próprio banco recebendo juros de 0,25% ao ano, enquanto pela sua dívida paga juros reais de 5% a 8% ao ano.  

Yes! O Brasil paga os juros mais altos, Selic, do planeta.  Isto é o esforço do governo Dilma para manter a reserva cambial alta, já que as agências de classificação de riscos mudou viés do Brasil para baixo.  Reserva cambial alta é exigência do mercado financeiro internacional.  O Brasil definitivamente não tem dólar sobrando, muito pelo contrário.  Juros reais altos, Selic, atrai mega especulador financeiro internacional para aplicar em "over night".  

Sim!  O governo Dilma faz camuflagem para financiar a dívida pública brasileira, segundo FMI, correspondente a 68% do PIB, ou seja R$ 3 trilhões.  Ao mesmo tempo, o capital especulativo estrangeiro ajuda a manter cotação do dólar nos atuais patamares, com forçada entrada de dólares "over night".  Os dólares "over night" recebem o benefício de isenção de IOF e Imposto de Renda para ter atração extra em aplicações em títulos do Tesouro.  Digamos, isto já é desespero para fechar a conta da Balança de Pagamento do País.

Yes!  O Brasil caminha celeremente para a "dolarização" da economia.  Os títulos denominados de swap cambial tradicional é atrelado à variação do dólar, mas são liquidados financeiramente em real.  A Dilma já autorizou emissão equivalente a US$ 100 bilhões destes títulos.  As principais commodities, tais como produtos agrícolas e minérios, são indexados em dólares, dentro e fora do País.  

Sim!  O Brasil já adota o dólar "verde amarelo" nas principais transações comerciais, embora, impedido pela lei.  Os agricultores de soja e milho vendem a safra e compram insumos em dólares.  No mercado financeiro já temos alternativa de aplicação de swap cambial tradicional atrelado ao dólar.  Só falta o dólar descer ao nível de consumo.  Não demora muito, vamos comprar tomate e pão em dólar, se aprofundar a política econômica equivocada.

Yes! Os americanos agradecem com o real apreciado!  Os europeus agradecem pelo real apreciado!  Os chineses nem se fala, abrem sorriso de orelha a orelha!  O real apreciado é bom para eles.  O real apreciado cria emprego nos EEUU, na UE e na China.  Yes! O Brasil está voltando ao tempo do colonialismo.  Vendemos produtos primários para comprar produtos manufaturados.  Pois, pois!  O Brasil está voltando aos tempos do colonialismo português, trazendo capital português para o Brasil.  

Sim!  Enquanto se cria emprego nos EEUU, na UE e na China, o parque industrial brasileiro está completamente sucateado.  A indústria brasileira que representava 26% do PIB, hoje, responde por menos de 13% do PIB.  Já vendemos até o último bastião do capital brasileiro que era a antiga operadoras Telesp interior, Telemar, Telepar, Telesc e CRT, hoje com denominação de Oi.  Pois, pois, à partir de janeiro de 2014, a Oi será da Portugal Telecom.  

Yes!  A apreciação do real interessa muito aos americanos, europeus e chineses.  O dólar no patamar artificial, no curto prazo, aparentemente favorece aos brasileiros, mas no real real, desfavorece ao Brasil que terá suas indústrias fechadas. O Brasil no curto prazo ficará totalmente dependente dos estrangeiros, em capital e tecnologia.  

Sim!  A valorização do real ou seja depreciação do dólar, dá um refresco para o combate à inflação, já que a economia do País está altamente atrelado ao dólar.  Mas, infelizmente, continuamos praticando o mesmo erro sistêmico denunciando desde a criação deste blog.  Isto é, dólar e preços administrados sendo utilizados como âncoras para combate à inflação.

Dilma, pare de pensar em só naquilo: as eleições de 214!  Dilma, você que se considera valentona, pela enésima vez peço que tenha pelo menos momentos de lucidez e enfrente a situação econômica do Brasil de frente!  O povo já cansou de tanto esperar, Dilma!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Brasil da Dilma, hoje. O efeito Marina.

Está a terminar a primeira semana da decisão da Marina Silva em filiar-se ao PSB do Eduardo Campos, em função da impossibilidade de formação do partido Rede Sustentabilidade.  Este fato, pegou de surpresa o Palácio de Planalto.  Tocou o sinal de alarme.  Até então, a reeleição da presidente Dilma era tida como certa. Falava-se em levar já no primeiro turno.  

Feito o preâmbulo, vamos ver o que está a acontecer na área econômica do governo Dilma.  Na minha visão, o Palácio do Planalto já sinalizou o que se pretende.  Por enquanto, não vi nenhum veículo de comunicação e nem as entidades representativas do setor produtivo chamar atenção ao fato que passo a discorrer.

O governo Lula, diante da crise mundial de 2008, implementou política econômica emergencial para sair dela.  Isto todo mundo já sabe.  Lula ganhou eleições de 2010, colocando a Dilma como sua sucessora apoiado no plano emergencial.  Basicamente o plano emergencial do Lula foi eleger o câmbio, leia-se dólar, como âncora da inflação e ao mesmo tempo estimulando o consumo interno via redução de impostos no setor automobilístico e linha branca. 

O fato é que o plano emergencial do Lula funcionou.  A população ficou satisfeito com a valorização do real.  Com real valorizado e estímulo ao consumo, o poder aquisitivo do povo, artificialmente, teve aumento.  A presidente Dilma, não teve coragem de sair do plano de emergência do Lula, pelo contrário, continuou a ampliar o plano com estímulo ao crédito em nível de consumidor.  

A presidente Dilma não só manteve o plano emergencial do Lula, mas ampliou-o mantendo o real valorizado ou apreciado.  A inflação nestes últimos 5 anos, manteve no patamar de 6% ao ano, mas o real manteve estabilizado em relação do dólar.  Isto causou o desestímulo à indústria brasileira.  Simplesmente, os governos Lula & Dilma desmontou o parque industrial brasileiro.  O Lula pegou o governo com indústria representando 26% do PIB e hoje no governo Dilma, a indústria representa menos de 13% do PIB.  

A presidente Dilma, colocou como ingrediente novo, para ganhar a popularidade, o engessamento dos preços administrados, sobretudo dos combustíveis e energia elétrica.  Mas, o dólar que chegou a ser cotado nos níveis de R$ 1,60 explodiu, hoje está sendo cotado a R$ 2,20 em média, pela força do próprio mercado.  Fugiu ao controle do Banco Central.

O que mudou com o efeito Marina, então?

A presidente Dilma resolveu agir diante do efeito Marina.  Resolveu jogar pesado, não importando com a consequência que as medidas possam traduzir no médio e longo prazo.  A Dilma não quer ceder lugar para o Lula e nem quer ouvir discussão sobre isto.  A Dilma não quer perder eleições do ano que vem de jeito nenhum.  Como disse Dilma, há um ano, mesmo que tenha de soltar o "diabo" garantiu que seria vitoriosa nas eleições de 2014, com 2 anos de antecedência.

Isto mudo alguma coisa na economia?

Muda sim.  Dilma vai aprofundar no controle da inflação, novamente, valorizando o real ou desvalorizando o dólar.  Nem que para isso, acabe de sucatear, de uma vez por toda, a já combalida indústria brasileira.  Os produtos chineses, criando empregos na China, voltarão para as prateleiras dos supermercados.  As viagens internacionais voltarão a todo vapor, criando emprego para os americanos e europeus.  Mas, este estado de euforia, deixa a população feliz.  Feliz hoje, nem que tenha que pagar preço muito alto no futuro.  Vide Grécia e Espanha.

Para manter o dólar como âncora para segurar a inflação, Dilma já autorizou a aumentar a taxa Selic para atrair capital especulativo, os agiotas internacionais.  Dilma quer atrair dólar especulativo porque os dólares de investimentos diretos (IED) estão em stand by aguardando o quadro melhor para economia do País.  Isto é o jogo do vale tudo! Vale tudo para reeleição da Dilma!

Diante da nova postura, a de pagar a taxa de juros mais alta do mundo, a Selic, acrescido à intervenção sistemática do Banco Central vendendo o swap cambial tradicional, título atrelado à variação cambial, a Dilma pretende manter o real valorizado ou o dólar depreciado.  Com a nova postura, o real deve terminar o ano no patamar atual de R$ 2,20, interrompendo o movimento de correção dos últimos meses, ao contrário da previsão de que terminaria num patamar mínimo de R$ 2,40.  

Com o real estabilizado em torno de R$ 2,20 e mantendo a autofagia da Petrobras com preços defasados de combustíveis na ponta de consumo, o aumento de gasolina só deverá vir no final do ano, em torno de 5% e não mais 10% antes previsto anteriormente.  Lembrando que a Petrobras continua com a defasagem de preço acima de 25%, segundo analistas do setor.

Isto tudo deve deixar a população com a sensação de economia sob controle.  Sensação, eu disse.  Com explosão de preços dos produtos de necessidades básicas no início do ano, criou-se um novo patamar de preços relativos, mas fazendo a população, ainda, com a falsa impressão do poder de compra.

Com a nova postura do governo Dilma, o povo deve ir ao consumo, já no início do ano.  O fenômeno da inflação alta no início deste ano deve repetir no início do próximo ano.  A distorção vem acentuando com o dólar engessado e compressão das tarifas administradas.  A presidente Dilma, resolveu manter economia engessada e comprimida, até às eleições de 2014.  É um risco que Dilma corre, porque a bomba relógio pode explodir antes das eleições.  

Da minha projeção de junho último para os índices anunciados por mim, sofrerá alterações com nova postura da Dilma e fica como segue abaixo:

1. Selic no final do ano de 9,5% para 9,75%
2. Dólar no final do ano de R$2,60 para R$2,20.
3. PIB de 2013, de 1,5% para 2,0%.
4. IPCA de 9% para 7,0%.

Lembrando que só estamos jogando o problema para o futuro.  De qualquer forma, dois fatores pesaram na mudança da projeção. 

1. A intervenção do Banco Central no câmbio com lançamento de swaps cambiais e sinalização do Banco Central de que a qualquer momento Selic pode voltar a dois dígitos. 2.  O aumento de gasolina que eu estava prevendo para setembro em torno de 10%, só virá a acontecer no final do ano, cujo percentual deverá ser em torno de 5%.  

Com a nova orientação da Dilma, o quadro macro econômico do Brasil continuará a deteriorar rapidamente.   O endividamento do setor público, sobretudo da União, crescerá não menos que R$ 300 bilhões no ano de 2014.  O endividamento da Petrobras e da Eletrobras continuará em ascensão comprometendo a capacidade investimento das mesmas.  O endividamento da população continuará a crescer com risco de inadimplência em massa nos próximos 2 anos.  

O quadro acima é muito semelhante ao experimentado pelo Portugal, Grécia e Espanha no passado.  Vamos orar para que as consequências experimentadas pelos países citados não venham ocorrer com o Brasil.  O mais seguro seria colocar no lugar da dupla Lula & Dilma, pessoas com mais honestidade, idoneidade e competência.  

Ao povo só resta uma única saída: eleições de 2014!

Ossami Sakamori


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Entenda efeito Selic 9,5%. A coisa está feia!

A notícia de que o Banco Central aumentou a taxa de juros o povo já sabe através de notícias na grande imprensa.  A taxa Selic passou de 9% para 9,5%, com viés de alta.  Explico o que significa isto.

Os sucessivos governos, equivocadamente, entende que a elevação da taxa Selic visa conter a demanda via elevação de custo de empréstimos.  Nada mais idiota que esta leitura simplista.  Isto poderia até funcionar nos EEUU, Japão ou Alemanha, onde a inflação está contida ao longo dos anos a menos de 2,5% ao ano.  Aliás naqueles países a taxa básica de juros de curto prazo está em 0,25% aa, 0,5% aa e 0,1% aa, respectivamente.  

Com inflação anunciada pelo governo em 5,86% nos últimos 12 meses, o Brasil volta a figurar no topo dos países que paga o maior juro real do planeta. Este fato já demonstra claramente que o objetivo da elevação da taxa de juros Selic tem outro objetivo em vez daquele propósito anunciado pelo Planalto de segurar o consumo.

Ao contrário da grande imprensa que concorda 100% com a equipe econômica da Dilma e que se preocupa apenas em reproduzir apenas o release do Planalto, este blog vem denunciando desde fevereiro de 2012, o erro sistêmico da política econômica (sic) do governo Dilma.  A equipe econômica da Dilma, utiliza equivocadamente, as três âncoras como pilar para a execução da política econômica/monetária, quais sejam, taxa de juros, câmbio e preços administrados.  

Eu já fiz mais de 800 matérias sobre o governo Dilma e sua política econômica (sic).  Insisto, o governo Dilma vem errando feio na área econômica.  As medidas que vem sendo tomadas, sempre e sempre, atendem as necessidades do momento, sem se preocupar com o futuro.  A taxa Selic é uma das medidas equivocadas, uma espécie de gambiarras, para resolver a situação do momento.  

Mas, então, o que é que esconde atrás da taxa Selic, então?

Primeiro ponto.  Eu já disse que a taxa Selic é termômetro, não o remédio para os males que acometem a economia do Brasil.  A taxa Selic representa a necessidade de Tesouro pagar mais para rolar sua dívida interna.  Mais ou menos como um cara quebrado que paga ao agiota os juros cada vez mais alto para conseguir rolar a sua dívida.  Se o objetivo é conter o consumo, tem inúmeros instrumentos que o governo insiste em não utilizar, pelo contrário afrouxa na outra ponta.  Os formuladores da política econômica da Dilma, sabem o que estou a falar.  Só não entendem os que simplesmente repetem o release do Planalto.  Não estou sozinho, nesta tese.

Segundo ponto.  Devido a deterioração da confiança dos investidores internacionais, quanto ao quadro da economia do Brasil, há um desiquilíbrio na Balança de Conta Corrente do País.  Não está entrando os dólares suficiente para equilibrar a conta.  Além disso, o Brasil precisa de dólares transformado em reais para financiar a sua dívida pública.  O Brasil necessita como o sertanejo necessita de água para beber, o dinheiro dos especuladores internacionais para continuar a financiar a sua dívida pública.  A Dilma já isentou todos os impostos incidentes para a entrada de dólares especulativos no País.  Os investidores internacionais não pagam nem o IOF e nem Imposto de Renda, como fazem reles cidadãos brasileiros.  

Terceiro ponto.  O aumento de taxa Selic acima da inflação, resolve o problema no curto prazo, para manter liquidez aos papeis de dívida do Tesouro Nacional, mas por outro lado agrava a exposição da situação do País.  Com o aumento da taxa Selic acima da inflação, aumenta o endividamento do setor público, que hoje representa, segundo FMI, em R$ 3 trilhões.  Para o País com R$ 4,4 trilhões de PIB, o endividamento está ficando monstrengo.  É aqui é que digo que a política econômica (sic) da Dilma comete erro sistêmico.  Estamos a caminhar a passos largos para o abismo.

Quem faz coro comigo, no posicionamento acima, que denunciem, que gritem, que se façam notícias.  O povo merece saber da verdade.  O povo está é com saco cheio de espuma e explicações esfarrapadas.  Enquanto isso, a Dilma só faz gambiarras para tentar se reeleger em 2014 ou tentar afugentar o espectro da Volta Lula!

Tenho dito!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Marina Silva ganha sem Rede!

O Senado aprovou ontem, dia 8, projeto de lei que inibe a criação de novos partidos.  Basicamente, a nova lei que não vale para eleições de 2014, não permite que os deputados eleitos por uma legenda levem os benefícios do fundo partidário para o novo partido na eventual migração.  

Também, não é possível levar o tempo de TV para o partido recém criado.  Valendo a regra somente nos casos de fusão entre dois partidos que se somariam os benefícios de cada um dos deputados que comporiam a nova sigla.

O projeto de lei já estava aprovado pela Câmara dos Deputados em abril de 2014, com casuísmo de barrar a pretensão da Marina Silva em criar a Rede Sustentabilidade, baseado no precedente criado para o PSD nas eleições de 2012.  O projeto foi aprovado pelo Senado, só após o tempo limite para migração dos parlamentares com vistas às eleições de 2014.  O tempo limite para migração esgotou no último dia 5.

No caso de Rede Sustentabilidade em processo de criação, se obtido êxito com assinaturas faltantes, segundo regras do TSE, após a promulgação da lei aprovada pela Câmara e Senado, ficará definitivamente inviabilizado por não contar com os benefícios do fundo partidário e nem o tempo de TV, por não ter deputados a serem eleitos nas eleições de 2014.  

Restaria para Marina Silva, atualmente no PSB, se ainda tiver pretensão de criar a Rede Sustentabilidade, terminar de fundá-lo para no ato seguinte fazer fusão com um outro partido qualquer mantendo o nome para o novo partido resultante da fusão.  Certamente, isto não seria com o PSB do Eduardo Campos.  Ponto final.  

A Marina Silva surpreendeu meio mundo com a decisão de se filiar ao PSB do Eduardo Campos, mas certamente ela já previa a aprovação da lei que restringe a criação de novos partidos à partir do dia 5 passado.  A Rede Sustentabilidade não mais existe e dificilmente terá representação parlamentar, sem tempo de TV.  Digamos que Rede é um partido natimorto. 

No caso da ex-senadora, o pragmatismo falou mais alto.  No PSB ela existe como politico atuante e terá um espaço garantido para refazer a sua trajetória política.   A Marina Silva, poderá com remota possibilidade de ser candidato à presidência da República pelo PSB, mas com grande chance de ser vice do Eduardo Campos. Ponto final.

Uma outra alternativa para Marina Silva é concorrer ao governo de Acre, sua terra natal.   Hipótese não levantada pela imprensa, mas com o mesmo pragmatismo que fez ela optar pelo PSB, poderá mudar sua pretensão e concorrer ao governo do estado de Acre, contra o atual governador Tião Viana, PT.  Ponto final.

Resumindo, com a nova lei, Rede Sustentabilidade não mais existirá, mas o tiro saiu pela culatra para o PT.  Sem Rede, agora no PSB, Marina Silva agora está mais forte, carregando o troféu de ser "vítima" do PT.  PT, sem querer, colocou Marina Silva num patamar mais acima, deixando oposição à Dilma mais forte do que antes.  Parece paradoxo, mas Marina Silva ganha politicamente com a perda da Rede.  

Ossami Sakamori

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dilma manda Petrobras fazer exportação fictícia!

É impressionante como o governo Dilma faz "gambiarras" com maior cara de pau como se o mercado financeiro não se  apercebesse das manobras contábeis para cobrir o déficit da Balança de Pagamentos.  

A operação á mais um pega trouxa do que qualquer outra coisa.  Isto só serve mesmo para enganar o eleitorado da Dilma.  Graças às gambiarras feita com exportações de plataforma de petróleo que está e estará em operações "off shore" da Petrobras, o País contabilizou até agora exportações fictícias de US$ 4,7 bilhões.

A gambiarra, é verdade, está prevista na legislação pertinente ao assunto denominado Repetro instituída em 2004, já no governo Lula,  mas não deixa de ser manobra contábil.  A última venda, fictícia, foi feita na primeira semana de outubro, segundo a Petrobras.  A operação envolveu venda de plataforma de US$ 1,9 bilhões.  

Explico para quem não é economista.  A Petrobras "exporta" no papel a plataforma em operação ou a ser instalada no mar brasileiro, para exploração do petróleo brasileiro, para uma empresa de fachada ou para uma subsidiária integral como a Braspetro com sede em Holanda, apenas no papel.  

À partir da "exportação" fictícia, a Petrobras passa a pagar aluguel para a Braspetro no exterior ou vai pagar "leasing" para qualquer banco de investimento, financiadora da plataforma no exterior.  Isto é a Petrobras S.A. matriz fica sem o ativo "plataforma", entrando como receita fictícia o valor da "exportação" fictícia e fica com o passivo na conta aluguel ou leasing.  

Se fosse uma empresa privada, isto pode ser caracterizado como lavagem de dinheiro, cujo fluxo de capital seria o inverso do normal. A Petrobras pode utilizar o esquema Repetro para trazer dinheiro de ativo vendido no exterior, como aquela operação de venda de 50% da Petrobras Oil & Gas para BTG Pactual.  Mata dois coelhos numa cajadada só.  Com a operação gambiarra da "exportação", melhora a Balança Comercial brasileira e ao mesmo tempo traz o dinheiro da venda dos ativos da África num montante de US$ 1,5 bilhões.  

Está certo que a operação da Petrobras está protegida pela legislação denominado de Repetro, em uso desde 2004, mas com certeza uma operação desta feita na área privada, deveria ser procedido da rigorosa fiscalização, podendo responder os responsáveis pelo crime de operação fraudulenta e ou pelo crime de lavagem de dinheiro.  Esquentar o dinheiro que está fora, ilegalmente é a forma que os doleiros utilizam.  

Isto tudo, para produzir superávit na Balança Comercial de US 246 milhões, pela primeira vez no ano de 2013.  Se descontar a operação Repetro, a Balança Comercial de 2013, na mesma data seria de US$ 4,5 bilhões negativos.  Isto é que o mercado financeiro e executivos dos bancos internacionais enxergam.  Não tem bobo no mercado financeiro internacional, nem as agências de classificação de riscos são tão trouxas!

Portanto, o superávit primário de US$ 246 milhões anunciado pela área financeira do governo Dilma, é feito apenas para consumo interno.  O número que a imprensa, também, divulga com estardalhaço é mais que uma afronta à inteligência do povo brasileiro, mas uma ousadia da equipe da área econômica da Dilma, para enganar o povo.

Quando se trata de eleições ou melhor no caso da presidente Dilma reeleições, vale tudo.  Vale até a operação pega trouxa!  E como efeito manada, a Rede Globo anuncia no JN e todo o resto da imprensa vai atrás anunciando a "perspectiva de melhora do País".   

Estou acordado, presidente Dilma!  No meu você não bota, não! 

Ossami Sakamori

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Fantástico! Dilma aciona novamente a Rede Globo. plim-plim!

A reportagem mostrada pelo programa Fantástico da Rede Globo sobre a espionagem, agora, dos canadenses, mostra claramente que o objetivo da presidente Dilma juntamente como o marqueteiro João Santana, em combinação com a Rede Globo é transformar o caso "espionagem" em ferramenta para programa eleitoral gratuita do ano que vem.  

Segundo a reportagem apresentada com grande destaque, incluindo entrevista com o ministro de Minas e Energias, a Agência Canadense de Segurança teria espionado telefonemas e emails do Ministério de Minas e Energia.  Ainda, segundo a reportagem do Fantástico o documento teria vazado pelo mesmo Edward Snowden, ex-técnico da empresa terceirizada da NSA, agência americana.

A fonte de informação é a mesma como pode observar.  A notícia de espionagem tem o mesmo conteúdo e mesma forma de apresentação, sem apresentar exatamente o objeto da espionagem canadense.   Fala-se genericamente em segredo das jazidas minerais e por aí a fora.  Notei constrangimento visível, do ministro Edison Lobão na entrevista concedida à reportagem da Rede Globo.  Vê-se claramente que a ordem veio de cima. 

Só falta agora, a presidente Dilma pedir desculpa "por escrito" ao primeiro ministro Stephen Harper do Canadá.  Atitude ridícula da Dilma, tanto quanto a exigência da desculpa "por escrito" ao Obama no mesmo episódio.  Como o primeiro ministro Stephen Harper não está na mídia, a Dilma escalou o segundo escalão para a entrevista na Rede Globo.

Notícias apresentadas, em forma segmentada, com intervalo de tempo longo está claro que a matéria estava na gaveta da Rede Globo para ser exposta num momento oportuno, para contrapor acontecimento relevante na front inimiga.  Coincidência ou não a ex-senadora Marina Silva anunciou a sua filiação no PSB do governador Eduardo Campos, virtual opositor nas eleições de 2014.

É o jogo do vale tudo que a Rede Globo assume ostensivamente à favor da candidatura à reeleição da presidente Dilma.  No pano de fundo a verba publicitária de R$ 700 milhões anuais, somente para os veículos de comunicação que compõe a Rede Globo.

Dilma e Rede Globo andam de mãos dadas, com vistas às eleições de 2014, isto ficou mais claro ainda, para tirar dúvida de quem ainda tem dúvida sobre o casamento de ambas.

Fantástico! Dilma aciona novamente a Rede Globo. plim-plim! 

Ossami Sakamori


sábado, 5 de outubro de 2013

Eu apoio Eduardo Campos presidente e Marina vice!

Com a definição da posição partidária da Marina Silva, este blog não poderia ficar alheio ao acontecimento político, o mais aguardado deste ano.  A posição que a ex-senadora Marina Silva poderia tomar, em função da viabilização ou não do partido Sustentabilidade, deixou o quadro sucessório em estado de expectativa.  Hoje, o quadro clareou no front.  

Findo o prazo de troca-troca de partidos visando eleições de 2014, eu, estou liberado para apoiar qualquer candidatura, sem ser de minha primeira escolha.  Meu posicionamento particular, dependia da definição do senador Álvaro Dias, PSDB/PR em concorrer à presidência da República por um novo partido que não fosse o PSDB.  Como ele decidiu permanecer no atual partido, irei defender a candidatura dele, Álvaro Dias, para o Senado Federal pelo Paraná.  

Antes porém, esclareço que este blog não é veículo de comunicação, mas sim veículo de divulgação de pensamentos do seu autor.  A minha definição a um determinado candidato à presidência da República, não invalida a posição crítica que tomo em relação ao governo Dilma, em especial.  Sou filiado ao PDT, mas não estou umbilicalmente amarrado ao partido fundado pelo Leonel Brizola.  Também, respeito o apoiamento dos meus leitores a outros candidatos que não o daquele que passarei a apoiar.

Há 1 ano e 2 meses, precisamente no dia 1/7/2012, escrevi neste blog matéria com o título: Eduardo Campos, nova geração de políticos.  Portanto, a posição que vou externar foi fruto de amadurecimento e de reflexões de alguns meses.  Pois, meu candidato para presidência da República, hoje, é o Eduardo Campos para presidente da República em 2014.  

O governador de Pernambuco Eduardo Campos, ganhou um aliado importante para viabilizar a sua candidatura à presidência da República em 2014, a da ex-senadora Marina Silva.  Embora, o PSB seja um abrigo provisório para a Marina Silva, a participação dela será importante na construção de um novo projeto político para o País.  

Aliado à experiência administrativa do governador Eduardo Campos, o mais bem avaliado entre todos governadores do País, o pensamento progressista da Marina Silva, vem somar para construção de um novo projeto de desenvolvimento para o País.  Em  matéria específica fui contra a candidatura da Marina Silva à presidência da República, em função da fragilidade da sua saúde.  No entanto, na postulação à candidatura de vice-presidência ao lado do jovem governador Eduardo Campos, vejo o problema como de menor importância.  

Marina Silva pode sim, ajudar o Eduardo Campos, na formulação de novo projeto de desenvolvimento do País, atendendo à classe produtiva e à classe progressista deste País.  Digamos que seria a soma do pragmático e progressista, num plano de desenvolvimento sustentável.  

O Brasil precisa de administração pragmática, sem espumas e mentiras.  O Brasil precisa de plano de desenvolvimento econômico e social sustentável de médio e longo prazo.  O Brasil precisa de uma nova força.  O Brasil precisa de pensamento arejado, livre de pensamentos da extrema, tanto da direita como da esquerda.  

Eu apoio Eduardo Campos para presidente e Marina Silva para vice-presidente, nas próximas eleições.  Nada contra outras alternativas.  Sou contra, sim, a continuidade do governo Dilma, que foi eleita com vício de origem muito grave.  O Brasil precisa promover, urgentemente, o "recall".  O produto entregue não veio exatamente com anunciado na rótula.  Falo, especificamente da atual presidente da República que fora passado como gerentona, o que definitivamente comprovou não ser.  

Presidente Dilma, hoje de manhã lhe mandei ramalhete de flores, para a sua reflexão.  Espero que tenha entendido o recado.  Vai para casa presidente, vai!  Deixe o futuro do Brasil para os meninos mais bem preparados, sim!

Ossami Sakamori

Dilma, ramalhete de flores para você!

Num fim de semana como hoje, pediram para não falar de coisa ruim.  Vou obedecer a vontade dos que seguem este blog.  Vou falar de flores, hoje.

Presidente Dilma, já faz 1 ano, sete meses e 18 dias, que estou metendo pau na sua maneira de governar o Brasil.  Sim, sou súdito, um reles cidadão brasileiro.  Diga-se de passagem, com muito orgulho em ser cidadão brasileiro.  Hoje, vou dar trégua para você, presidente.  Vou oferecer flores para amansar o seu coração.

Dilma, estou lhe mandando ramalhete de flores do campo.  Experimente sentir o orvalho que cobre as flores.  Isto deixa até coração duro se derreter, presidente.  Aprecie as flores com atenção, Dilma.  O mundo é assim, presidente, como as flores do campo.  Na essência são lindas.  Nós homens e mulheres que pisamos e repisamos com sapatos sujos e deixamo-as feias e fedorentas.  

Como nas relvas, se as deixarem crescer no ar puro e deixarem tomar os ventos frescos e não poluídos, nascem as mais belas flores do campo.  Singelas e bonitas.  Com orvalho de manhã, nem se fala, exala perfumes que faz esquecer a maldade dos homens e mulheres e crueldade do sociedade desigual. 

Dilma, presidente, dá um tempo para a vida cruel e tacanha dos Palácios.  De Palácios feitos de mármores e muitas luzes e ares artificiais.  Isto deixa você fria e cruel.  O próprio ambiente dos Palácios, a enchem de sensação de poder.  Mas isto tudo, Dilma, é ilusão.  É coisa passageira, assim como a vida terrena do ser humano é.  Ser lembado na eternidade é pura ilusão, presidente.  Deus nos deu esta janelinha de vida, para usufruir dela, com o nosso próprio arbítrio, Dilma.  Esta história de deixar o nome para eternidade é pura ilusão, Dilma.  Ganhar dinheiro, também, presidente.  

Para que tanta brabeza e bravata, presidente? Para que tanta mentira, Dilma?  Para que tanto apego ao cargo público, presidente?  O cargo de presidente pertence ao povo, Dilma.  Não será você que vai dizer que se merece permanecer no cargo, mas sim o povo.  Mas, a escolha do povo deve ser do próprio arbítrio.  Nada de escolha feita através de construção de figura através de marqueteiro, Dilma.  

Presidente Dilma, receba de coração, o ramalhete que estou lhe enviando, em palavras e de forma figurativa.  Receba-o com coração de mulher, de mãe, de avó, presidente.  Deixe o frescor do orvalho tomar conta do seu coração, Dilma.  Deixe de ser, por um instante, mulher macho no sentido figurado ou a gerentona!  Você, presidente, definitivamente não é nem mulher macho paraibana, nem tampouco a gerentona.  Você é simplesmente, mulher, Dilma.  Você é como todo ser humano, cheio de virtudes, mas também, cheio de defeitos e fraquezas.  

Hoje é dia que comemoramos a promulgação da Constituição de 1988.  Hoje é dia de comemoração, Dilma.  Estamos de trégua, hoje, presidente!  Seja bem vinda ao meu mundo de relva, do ares e de orvalhos frescos.  Meu mundo é assim, Dilma!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

TAM vai incorporar AZUL. Oligopólio do setor aéreo!

A companhia aérea TAM vai adquirir a concorrente Azul Linhas Aéreas, mantendo o oligopólio no setor aéreo mantido pelas GOL e TAM.  As outras companhias como a AVIANCA não tem expressão  na divisão de clientes domésticos.  A operação depende da consulta e aprovação do CADE.  

A AZUL foi criada e comandada por David Neeleman, norte-americano nascido no Brasil, que foi também o fundador da companhia aérea de baixo custo denominado JetBlue dos Estados Unidos.  O início da operação se deu em 15/12/2008.  Atualmente conta com cerca de 15% do mercado, em número de passageiros.  Opera basicamente com os aparelhos da Embraer.  

Com a incorporação da AZUL, a TAM vai manter a aviação regional da AZUL e manterá atual Hub da AZUL em Campinas, para atender aviação regional.  A TAM, após incorporação da AZUL manterá os atuais aparelhos Airbus para linhas de longa distância e aparelhos da Embraer para linhas regionais, incorporados da AZUL.

Deverá haver novas incorporações para manter certo equilíbrio entre as duas companhias do oligopólio TAM e GOL. As novas incorporações deverão ocorrer, agora, por parte da GOL.  A ANAC, órgão que controla a distribuição de "slots" dos aeroportos, na prática obriga as incorporações, mantendo o oligopólio das duas companhias aéreas.

Lembrando que a TAM faz parte do grupo LATAM, companhia aérea chilena com participação minoritária da família Rolim Amaro com 1/3 do capital votante. À rigor da legislação brasileira a TAM com participação da LATAM que majoritariamente chilena, não obedece legislação brasileira que limita em 20% a participação do capital estrangeiro na aviação comercial brasileira.  

Há no Congresso Nacional projeto de lei que altera a participação do capital estrangeiro na aviação comercial para tentar legalizar as companhias como a TAM e AZUL que majoritariamente são de capital estrangeiro, de forma direta ou indireta.  A ANAC e o CADE que deveria fiscalizar o oligopólio, nem sequer está analisando a participação do capital estrangeiro majoritariamente nas companhias de aviação brasileira.  Toda gambiarra é possível no Brasil.  

Quem perde com a incorporação da AZUL pela TAM são os passageiros que viajam de norte a sul e de leste a oeste deste Brasil. Com o oligopólio fica muito fácil a formação do cartel no setor aéreo, estimulado pelo próprio governo Lula & Dilma.  

A fonte destas informações são quentes.  Antecipo, quase sempre, as notícias importantes do mundo econômico, antes da mídia tradicional.  kukuku

Ossami Sakamori

Mood's rebaixa classificação do risco Brasil.

A agência de classificação de risco Mood's reduziu a perspectiva do rating soberano brasileiro de "positiva" para "estável", na noite de quarta-feira, citando sobretudo a deterioração da relação dívida/PI, o fraco desempenho nos investimentos e pífio crescimento econômico.  

A mesma agência que vem avaliando o desempenho de países e principais empresas da América Latina há longos anos, rebaixou a classificação da Petrobrás de A3 para Baa1, devido a piora na relação dívida/faturamento, perspectiva de não cumprir metas de investimentos e geração de caixa declinante para os próximos anos.  

Concordo com o que disse um dos economistas mais conectados com o dia a dia das empresas, José Roberto Mendonça de Barros faz um alerta: o Brasil voltou a ser um país "frágil" por causa do expressivo deficit em conta-corrente. "É isso que pressiona o real e evidencia a nossa fragilidade externa." Fonte: Folha. 

Estou de acordo com o economista Mendonça de Barros, o Brasil está numa situação econômica "frágil",  causado sobretudo pelos erros na condução da política econômica pela equipe da presidente Dilma.  Desde 15 de fevereiro de 2012, data da inauguração deste blog, venho alertando o governo e o mercado financeiro brasileiro sobre o erro sistêmico da atual política econômica (sic), se é que ela existe de fato.

Dois pontos cruciais de fundo que fazem o Brasil merecer o rebaixamento da classificação de riscos.  O controle da inflação, ancorado no real apreciado ou dólar depreciado tornou um País monstrengo, com aparente euforia de crescimento do mercado interno, mas ao mesmo tempo que leva o país ao abismo.  O que prenuncia acontecer, se não mudar a atual política econômica.  

Quanto ao dólar depreciado ou desvalorizado, a equipe da Dilma insiste em manter no "status quo", fazendo mega intervenção no mercado de câmbio, vendendo títulos swap cambial tradicional no montante anunciado pelo Banco Central de US$ 100 bilhões.  É uma gambiarra inventada pela equipe econômica para intervir na cotação do dólar, sem queimar a Reserva Cambial, hoje em cerca de US$ 365 bilhões.  Se o Banco Central está intervindo fortemente para segurar o dólar no atual patamar é porque a cotação da moeda americana está defasada.  Isto é um fato.  

Outro ponto que faz parte do erro da política econômica da Dilma é manter os preços administrados comprimidos ou engessados, sobretudo o preço dos combustíveis e de tarifa de energia elétrica.  Deste erro origina o comprometimento da capacidade de investimentos das empresas com o controle do Estado como a Petrobras e o sistema Eletrobras.  Ambas Companhias ajudam na política econômica para conter a inflação mas ao mesmo tempo reduz drasticamente a capacidade de investimentos.

Os dois pontos críticos já mencionados podem dar "refresco" nos índices de inflação e de crescimento, mas a médio e longo prazo, causam mais estragos que benefícios.  Nem precisaria uma agência de riscos como Mood's para alertar sobre a política econômica equivocada do governo Dilma, basta um analista com conhecimento mediano sobre a matéria para denunciar os fatos.   Este blog vem fazendo isto há 1 ano e meio.  

É bom também os leigos em assunto da economia entender que o cenário futuro previsto por este blog ou por este analista de "horas vagas", de que no campo de macro economia ou de política econômica do governo, tendem a produzir resultados não no dia seguinte ao anúncio de cada medida, nem nos próximos 30 dias.  As medidas econômicas tomadas ou algum evento externo ao governo são sentidos ao longo dos 6 meses seguintes, em média.   Esta medida, por exemplo, do rebaixamento de classificação, serão sentidos nos próximos 6 meses.  Entenderam?

Portanto, é errôneo dizer que o rebaixamento da classificação da agência Mood's trará impacto para amanhã ou nos próximos 30 dias.  Com certeza, o anúncio trará impactos negativos e suas consequências serão sentidas nos próximos 6 meses.  Previnam-se, portanto!  Apertem os cintos!

Ossami Sakamori