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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Temer apela para "toma lá, dá cá".


Nos próximos dias, o governo Temer parte para ofensiva. Quer o governo consolidar a posição de presidente presidente de fato. No próximo mês, será votado o impeachment da Dilma, conforme previsão do presidente do processo no Senado Federal, Ricardo Lewandowski. Temer como político matreiro, não perde tempo.

Entre as medidas de bondade, foi anunciada a verba para reforma de unidades residenciais dentro do programa Minha Casa Minha Vida. O  orçamento previsto é de R$ 5 bilhões, que vai atender cerca de 1 milhão de mutuários. O financiamento máximo de R$ 5 mil para cada mutuário é destinado ao pagamento de material de construção e de mão de obra. Esta verba está dentro dos programas sociais do governo Temer.

A Caixa Econômica já liberou o refinanciamento de dívidas em atraso com a Instituição, para pagamento em 96 prestações mensais ou 8 anos. A medida visa diminuir o número de inadimplentes no sistema financeiro. Outras instituições bancárias, também, deverão acompanhar o programa da Caixa. Isto é uma forma de acomodar a situação de muitas famílias de baixa renda endividados.

Embora, eu não concorde, deverão vir outras formas de estímulo ao crediário, como medida de reaquecimento da economia. A medida vai na contra mão do combate à inflação, mas é uma medida emergencial para estímulo à demanda e ao crescimento, não tão sustentável. É uma medida para carrear popularidade ao presidente Temer. Temer quer se consolidar como presidente da República, de fato.

No front do Congresso Nacional deverá acelerar a liberação das emendas parlamentares, para consolidar o apoio da base aliada do governo, composta pela antiga oposição e o novo centrão. Os cargos comissionados deverão ser preenchidos pela base aliada, em substituição aos membros pertencentes ao governo da Dilma. É a famosa, "toma lá, dá cá" que irá funcionar a todo vapor. Isto é que os políticos brasileiros mais sabem fazer. 

Sem ter caráter permanente, as medidas anunciadas e a irão ser anunciadas, momentânea e provisoriamente, servirão para estimular a economia. No entanto, insisto, o desenvolvimento sustentável do País só virá quando o governo Temer optar o estímulo, não subsídios, para o setor produtivo em detrimento do setor financeiro especulativo. Há uma guerra surda entre equipe econômica e a equipe política. A queda de braço entre Meirelles e Padilha continua. 

Michel Temer, apela para o "toma lá, dá cá" com fim de conquistar a popularidade para consolidar a permanência na presidência da República. 

Ossami Sakamori












3 comentários:

  1. Para mim, quem manda é o Presidente(no caso, Michel Temer). Essa briga entre Meireles e Padilha é para nos enganar. Se Michel Temer quisesse ter pulso e mudar o rumo da economia, nem nomearia Meirelles. A política do Michel é igual ao do Lula e Dilma, ou seja: distribuir migalhas para a população e enriquecer os banqueiros nacionais e internacionais. Michel Temer é tão perigoso quanto Lula ou Dilma. Ele já prepara projetos para mexer na Previdência social, CLT,...enfim, quer tirar direitos dos trabalhadores porém, não quer discutir reformas nos vencimentos dos Políticos e Magistrados que são eternos MARAJÁS e é o povo quem paga a conta.

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  2. O Brasil não sairá nunca dessa: é mais ou menos como a definição de circunferência.

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  3. POLÍTICA É UMA BOSTA BEM FEDORENTA QUE TEMOS KI ENGOLIR NESSE FRIO ENSURDECEDOR



    Pós-impeachment, Temer e Lula devem conversar
    Para petista, peemedebista acerta no atacado na política e na economia
    15
    KENNEDY ALENCAR

    Quem conversa reservadamente com Lula e Temer vê disposição nos dois políticos para que tenham um encontro, caso seja aprovado em definitivo o impeachment de Dilma, como é a tendência.

    O ex-presidente Lula está cumprindo um papel político de defesa de Dilma, mas não acredita que a sucessora tenha chance real de evitar a perda do mandato.

    Na visão de Lula, Dilma errou na política e na economia. Para o petista, o presidente interino, Michel Temer, está acertando no atacado nas duas áreas, porque colocou Henrique Meirelles na Fazenda, o que foi sugerido por Lula a Dilma inúmeras vezes, e porque fechou um acordo efetivo com a maioria do Congresso.

    Já Temer tem esperança de que, aprovado o impeachment, Lula se concentre na preservação de seu cacife político e na luta para evitar uma condenação jurídica na Lava Jato. O presidente interino faria um gesto para sinalizar disposição de diálogo e amenizar o bombardeio do petista contra ele.

    Portanto, há interesse e espaço da parte de Lula e Temer para, pelo menos, diminuírem a intensidade da guerra política.

    *

    A relação entre Dilma e o PT não é boa. Ela não tem uma vida partidária real. No domingo, por exemplo, não foi ao lançamento da candidatura à reeleição do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

    A resposta de Dilma sobre a confissão do marqueteiro João Santana de que houve um pagamento de dívida de campanha de 2010 por meio de caixa 2 deve piorar a relação entre ela e o PT. Santana e a mulher dele, Monica Moura, responsabilizaram diretamente o então tesoureiro do PT, João Vaccari, pelo pagamento de caixa 2. Disseram que foi a única forma que o PT ofereceu para quitar a dívida.

    Dilma afirmou que, se teve caixa 2, ela não sabia. Jogou a culpa para auxiliares e o PT, mas, nos bastidores, apontou para o ex-tesoureiro do PT. Isso complica muito a vida de Vaccari, que está preso em Curitiba.

    João Santana, pelo papel de destaque nas campanhas petistas, produziu uma prova testemunhal de peso contra Vaccari, o que alimenta temores no PT de que ex-tesoureiro do partido faça delação premiada. A confissão de Santana e a resposta de Dilma tendem a aumentar o isolamento político de Vaccari.

    Até hoje, o PT sustentou que as doações eleitorais que recebeu foram todas legais e nunca representaram percentual de propina de contratos públicos. Se Vaccari admitir que legalizou propina de obras federais via doação eleitoral ou que intermediou pagamentos de caixa 2, será dinamite pura contra o PT e seus principais dirigentes políticos.

    Fonte:http://www.blogdokennedy.com.br/pos-impeachment-temer-e-lula-devem-conversar/?source=newsletter-ig&medium=email&campaign=newsig25072016&utm_source=

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