domingo, 12 de agosto de 2018

Cada deputado federal custa R$ 2,16 milhões anuais

Crédito de imagem: Estado de Minas

Feliz dia dos pais, presentes e ausentes!

Vou tratar hoje uma matéria indigesta para todos nós, o custo de cada deputado federal no bolso de cada contribuinte brasileiro.  O Estado de Minas traz matéria interessante sobre o tema com os detalhamentos para os que quiserem se aprofundar sobre o tema.  

Segundo Estado de Minas, os 513 deputados federais, incluindo salários e principais verbas a que têm direito, cada parlamentar pode receber sozinho até R$ 83.628,53 por mês. Somado à verba para custear os funcionários de seu gabinete, o deputado pode custar mensalmente até R$ 180.744,66 aos cofre públicos. O valor significa que cada deputado federal poderá custar aos contribuintes o valor que pode chegar a R$ 2.168.935,92 anualmente ou R$ 8.675.740,00 durante o mandato de 4 anos. 

O auxílio moradia para cada deputado federal, quando este não usa o imóvel funcional, é de R$ 4.253,00. No site da Câmara dos Deputados, ao contrário do que afirma o deputado Jair Bolsonaro, é "vedado" ao parlamentar receber auxílio moradia sob qualquer título quando ocupa o seu próprio imóvel ou de empresa de sua propriedade. O deputado tem faltado com a verdade, infelizmente. 

O custo anual de cada deputado federal poderá ser de R$ 2,16 milhões anuais!

Ossami Sakamori


sábado, 11 de agosto de 2018

Eu desafio os presidenciáveis!

Crédito de imagem: UOL

Custa-me a entender o porquê do Brasil está numa situação de estagnação da economia há no mínimo 4 anos. Os indicadores econômicos são desanimadores: 13 milhões de desempregados com carteira de trabalho, "sem ser assinado". Somado o número de desempregados ao número de desalentados e sub-empregados o número ascende a mais de 40 milhões. Isto, sem contar com 13 milhões de chefes de famílias que já vive de Bolsa Família. O número de empregados com a carteira assinada gira ao redor de 34 milhões de trabalhadores, muito aquém dos sem trabalho digno.  A situação do País, não só é caótica, mas explosiva, socialmente. 

Diante do quadro descrito, aparecem os "salvadores da pátria" na eleição presidencial.  Com poucas exceções, são pessoas "despreparadas" para o cargo de Presidência da República. Brasil é rico em natureza, com cerca de 270 milhões de hectares de terras propícios para agricultura e pecuária. O Brasil "poderia" ser o maior produtor de grãos e proteína animal do mundo. Mas, não é.  Diversos óbices, entre os quais a interferência indevida do governo e a falta de investimentos na logística inibe o investimento na área de agronegócios. 

O Brasil não consegue sair da posição de fornecedor de produtos primários como grãos e minérios. O País encolheu no setor industrial, no período do governo do PT, de 26% de participação no PIB para menos de 12%. Brasil não criou vagas no setor industrial. Pelo contrário, o setor industrial é considerado como responsável pelo número de desempregados e subempregados, a mais alta dos últimos 100 anos. Isto é uma verdadeira "aberração" para um País com tanto potencial de criar novos empregos.

No meio da maior crise econômica dos últimos 100 anos, aparecem os "salvadores da pátria" com "soluções simplistas", como implantação de uma economia liberal, sem mesmo saber bem o que isto realmente significa a tal teoria econômica. A situação é propícia para os "repentinos" salvadores da pátria, com viés nitidamente pró intervenção, o que é um contraste.  O quadro é tão semelhante quanto a de um outro país emergente, a Turquia. O povo parece não ter aprendido com as experiências passadas. 

Fala-se muito em privatização da Petrobras, sem ter noção do que estão falando.  Se o viés é economia liberal, não seria a privatização da Petrobras que irá resolver o problema de abastecimento de combustíveis no mercado nacional.  Se a teoria econômica é liberal, o correto seria a "quebra do monopólio" do petróleo pela estatal brasileira.  Quero ver se os combustíveis não vão baixar de preço nos níveis internacionais se outros gigantes do petróleo estiverem atuando no País competindo em igualdade de condições com a Petrobras. Ganharia o País com a baixa do custo de insumo e ganharia o povo brasileiro com os combustíveis na bomba com o preço bem menor. 

Não será armando os fazendeiros até os dentes que vai diminuir a insegurança no campo. A atual legislação já prevê o "posse" de arma pelos fazendeiros. O buraco está mais para baixo!  O crescente aumento da criminalidade no campo e na cidade, grande parte é devido ao grande contingente de população trabalhadora que está sendo despejado pelas indústrias, sobretudo. Penso que o povo brasileiro é "raçudo", ainda assim, com muita coragem e paciência para enfrentar esse quadro desolador. 

Receio que o eleitor brasileiro, no "desespero", eleja mais uma vez um "salvador da pátria", bom de fala, mas nenhuma experiência administrativa e gerencial de uma máquina pública pesada e ineficiente.  A maioria destes "salvadores da pátria" não aguenta meia hora de sabatina feita por mim, na área econômica.  Liberal por liberal, sou muito mais do que os novos "presidentes liberais".  Aceito desafio!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

A inflação está voltando ao normal...


A inflação medida pelo IPCA desacelerou para 0,33% em julho, vindo de 1,26% em junho e superando o consenso de mercado (0,27%).

As variações dos principais grupos componentes do indicador arrefeceram no mês, com destaque para habitação, alimentação e transportes. Isto porque as cotações dos combustíveis (gasolina e álcool) tiveram queda após o fim da greve, assim como os preços de diversos alimentos in natura (cebola, batata, tomate) e carnes. Já no grupo Habitação, destaque para a menor inflação de energia elétrica residencial devido ao menor impacto da bandeira vermelha 2 (acionada em junho).

Com este resultado de julho, o IPCA acumula altas de 2,9% no ano e de 4,5% em doze meses (ritmo alinhado à meta inflacionária de 2018; 4,5%). Mais importante, as medidas de núcleo de inflação, que excluem os itens voláteis, prosseguem em patamar baixo. Tanto os serviços subjacentes como os demais indicadores de core inflation vieram em torno de 3,0% ao ano nesta medição de julho e isto corrobora o quadro confortável traçado pelo Banco Central em sua última ata. Projetamos 4,2% e 4,0% para o IPCA de 2018 e 2019 e este quadro é compatível com a manutenção da Selic em 6,50% nos próximos trimestres.








segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O buraco do Brasil está mais para baixo!

Crédito de imagem: Mundoyes.com

Brasil possui 38 milhões de "analfabetos funcionais", entre população na faixa etária de 15 a 64 anos.  São pessoas que tem dificuldade de entender e se expressar por meio de letras e números em situações cotidianas, como fazer contas de uma compra na feira ou identificar as informações de qualquer cartaz ou avisos expostos nas ruas. Nas feiras livres, as indicações de preços não tem os décimos, porque este grande contingente de pessoas não seria capaz de fazer a conta mais primárias de "décimos".  Isto é a realidade brasileira que os sucessivos governos, independente de ideologias, tem deixado para o segundo plano.  Vamos levar o Brasil a sério, vamos?

Na matéria sobre o tema do Estadão, mostra que a taxa de analfabetismo absoluto calculado pelo IBGE, mostra estagnação, na faixa entre 15 e 64 anos na última década. Analfabeto absoluto é a pessoa que não consegue nem ler e escrever. O número tem mantido certa constância em 7% ou cerca de 12 milhões de pessoas.  Os outros 21%, 24 milhões, a diferença para o total de analfabetos funcionais, estão no nível considerado "rudimentar", como não saber nem ao menos localizar informações em calendários.

Está aí, um dos problemas gravíssimos que explica o atraso no desenvolvimento do Brasil em relação a outros países que compõe a OCDE. Caberia aos presidenciáveis, ao invés de discutir se houve o Regime militar de 1964 ou não, debruçar seriamente em temas os mais caros do País. 

O buraco do Brasil está mais para baixo!

Ossami Sakamori

domingo, 5 de agosto de 2018

O tempo de televisão de cada candidato à Presidência.



O tempo para propaganda eleitoral será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral após o registro de todas as chapas, previsto para o dia 15 deste mês.  A propaganda eleitoral via televisão inicia no dia 31 de agosto e termina no dia 4 de outubro.  Às terças-feiras, quintas-feiras e sábados, os candidatos a presidente terão direito a dois blocos fixos de 12 minutos e 30 segundos cada um, à tarde e à noite.

A confirmar as candidaturas expostas, o maior tempo de televisão deverá caber ao candidato Geraldo Alckmin com cerca de 44% de todo o espaço de propaganda, correspondente a cerca de 5 minutos e 32 segundos cada bloco.  O candidato do PT, com Lula ou outro nome, e MDB com Meirelles, devem ter respectivamente 17% e 15% do horário gratuito.  O candidato Jair Bolsonaro deverá ter cerca de 7 segundos em cada bloco.  As regras do rateio da utilização do tempo de televisão foi estabelecido no dia 6 de outubro de 2017, através de legislação, específica definida pelo Congresso Nacional. 

O que os marqueteiros de cada candidato consideram como sendo o "filé mignon", está no formato de "spots" ao longo da programação de cada emissora no horário de 5 h de manhã à meia noite.  Os "spots" serão veiculados, diariamente, no período de 31 de agosto a 4 de outubro.  Segundo estimativa, o candidato Geraldo Alckmin deverá ter 12 inserções de 30 segundos a cada dia em cada emissora de televisão.  O candidato do PT e do PMDB deverá ter 4 inserções a cada dia, segundo estimativa.  Os candidatos nanicos, em tempo de televisão, deverá ter uma inserção em cada alguns dias, proporcionais ao tempo que tem direito. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sábado, 4 de agosto de 2018

Brasil é de todos nós, inclusive dos olhos puxados!

Crédito de imagem: Estadão

Apesar de adiantado da hora, assisti ontem programa entrevista do presidenciável Jair Bolsonaro, no canal da TV paga Globo News.  Com franqueza, digo que estive  sem paciência para ouvir as propostas dos presidenciáveis.  Na quinta-feira, assisti parte da entrevista do presidenciável Geraldo Alckmin, também. Considero que os dois tem chance de chegar no segundo turno da eleição presidencial deste ano, por isso o meu sacrifício. 

Não vou entrar no mérito das propostas de cada um deles. Certamente, não será minha opinião é que vai mudar a tendência do eleitorado brasileiro.  Graças a democracia reconquistada à duras penas há pouco mais de 30 anos, as forças políticas de esquerda à direita poderão apresentar suas propostas e colocar os nomes para à escolha dos leitores, sejam eles de ideologia esquerda ou direita, pertencentes ou não de determinados "currais eleitorais".  

Todo o processo eleitoral, embora desgastante para os candidatos e para os próprios eleitores, faz parte do Estado democrático de direito, a democracia.  

Ontem, fiquei pasmo e indignado com o tratamento que o candidato Jair Bolsonaro deu ao povo chinês, da China comunista. Assim como aceitei o elogio rasgado ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump, apesar de divergência que tenho sobre a política protecionista do presidente americano.  Afinal, o problema e solução da política econômica e ambientalista do Trump diz respeito apenas ao eleitor e ao povo americano. 

Reprovo a maneira como o candiato se referiu ao povo chinês e à República Popular da China.  O candidato Jair Bolsonaro parece ignorar que a China comunista é, no momento, maior parceiro comercial do Brasil, mais do que os próprios Estados Unidos.  A China comunista comandado pelo Xi Jinping é comprador, disparado, dos commodities brasileiros.  Sem a parceria comercial importante como a da China, o Brasil não teria desenvolvido tanto na exploração de minérios e nos agronegócios.  Os chineses, "olhos puxados, tem contribuído com criação de novos empregos no Brasil.  No momento, os chineses, "olhos puxados" são os melhores parceiro do País.  

O candidato Jair Bolsonaro, disse textualmente que não agrada a relação comercial com os "olhos puxados" da China comunista.  Desde minha infância ouço anedotas sobre os "olhos puxados", dos descendentes de orientais, que também faço parte.  Após mais de 100 anos da imigração japonesa no Brasil e uma relação comercial próspero com o povo chinês, seja ele comunista ou não, o Brasil mais ganhou que perdeu.  A maneira jocosa que o presidenciável Bolsorano se os referiu é de no mínimo "intolerante" em relação aos orientais em geral que contribuem com o desenvolvimento do País. 

Os descendentes de orientais são, de maneira geral, conformados em aceitar, sem contestar, um certo desprezo por uma determinada classe social ou etnias. O candidato Jair Bolsonaro foi muito infeliz nas afirmações. O patente de capitão de Exército, não tem poder acima do cidadão comum.  As bravatas comigo não pega!  E, estou saindo em defesa de todos "olhos puxados" do Brasil, achincalhados pelas determinadas "castas" que se acham superiores. 

Brasil é de todos nós, inclusive dos "olhos puxados". 

Ossami Sakamori



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Alcance do BacenJud 2.0 aumenta com bloqueio de investimentos



o Comitê Gestor do Sistema BacenJud se reuniu nesta quarta-feira (1º/8) no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para tratar de aperfeiçoamentos no sistema de penhora on line considerando as novas funcionalidades de bloqueio de valores em contas de investimento. Também foram acertados detalhes para a realização do Seminário BacenJud 2.0 no fim de setembro em Brasília. 

O BacenJud é um sistema eletrônico de bloqueio de valores para o pagamento de dívidas sentenciadas pela justiça, sendo a maioria de débitos trabalhistas. No ano passado, a penhora on line recuperou R$ 18,3 bilhões para o pagamento de dívidas judiciais e neste ano até março o resgate de recursos havia sido de R$ 3,997 bilhões. 

Até o início deste ano, o BacenJud rastreava tradicionalmente valores de devedores mantidos em contas correntes e contas poupanças em instituições financeiras tradicionais como bancos ou cooperativas de crédito. 

A partir de abril, o sistema passou a bloquear também recursos de devedores em contas de investimento de renda fixa e de renda variável, em um importante avanço na capacidade do sistema em identificar e recuperar dinheiro para o pagamento de dívidas sentenciadas. 

Efetividade do sistema 


Na reunião, membros do CNJ e do Banco Central trataram de procedimentos para ampliar a efetividade dos bloqueios com representantes de bancos, corretoras, distribuidoras de valores e entidades representativas do sistema financeiro. Do total de ordens emitidas pelos juízes para o bloqueio de recursos, apenas entre 5% e 6% resultam em efetivo resgate de dinheiro para os credores. 

O coordenador do Comitê Gestor do BacenJud, conselheiro do CNJ Luciano Frota, lembrou que tornar a penhora on line um sistema “mais azeitado” entre os agentes envolvidos é atuar pelo aperfeiçoamento do sistema. “O BacenJud tem novas funcionalidades e precisamos divulgar isso de forma ampla para aumentar a efetividade do sistema. Os juízes estão acostumados a pedir a penhora de dinheiro em contas de bancos e agora passam a lidar com novas e importantes formas de rastreamento e bloqueio de valores”, disse. 

Entre as medidas avaliadas, representantes do CNJ, Banco Central e instituições financeiras discutiram como usar a tecnologia do Sistema BacenJud para reduzir o número de ofícios e fazer com que as ordens de bloqueios sejam feitas, em sua maioria, por meio virtual. 

As novas funcionalidades abarcam a possibilidade de bloqueio de recursos dos devedores em aplicações de renda fixa – em títulos do Tesouro Nacional, Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), debêntures e fundos de renda fixa – e de renda variável como ações, derivativos, entre outros. 

A penhora on line de valores em contas de investimento abre uma nova perspectiva de recuperação de recursos para o pagamento das dívidas sentenciadas e coloca para os magistrados uma alternativa de bloqueio de uma classe de ativos com características distintas em comparação a dinheiro em espécie mantido em contas de bancos. 


 Fonte: Newsletter do:
Jose Roberto Samogim Junior
OAB/SP nº 236.839

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

COPOM mantém a taxa Selic em 6,50%

Crédito da imagem: Agência Brasil

Confirmando as expectativas, o COPOM manteve a taxa Selic inalterada em 6,50% ao ano pela terceira reunião consecutiva. Em seu comunicado, o comitê ressaltou que os recentes choques de oferta sobre a inflação (depreciação do Real e greve dos caminhoneiros) estão se revelando temporários, assim como seus reflexos sobre o nível de atividade. Ainda assim, a autoridade segue monitorando os efeitos secundários destes eventos, que tendem a ser pouco expressivos em nossa avaliação.

O cenário para a economia doméstica, segundo o BC, é de recuperação mais gradual do que o antecipado e o ambiente de tensão externa, por sua vez, exibiu certa acomodação na margem.

Quanto aos indicadores de inflação, os membros do COPOM ressaltaram que o patamar dos núcleos continua baixo, as expectativas estão ancoradas e o balanço de riscos se mostra equilibrado. As projeções oficiais para o IPCA são de 4,2% (2018) e 4,1% (2019) supondo Selic e taxa de câmbio
constantes em 6,50% e R$3,75/US$, nesta ordem.

Reiteramos nossa avaliação de que a conjuntura se mostra favorável à estabilidade da taxa Selic em 6,50% ao longo dos próximos trimestres.








Daniel Xavier, economista-chefe do @DMI_Group 
https://dmigroup.com.br/
https://www.linkedin.com/company/dmi-investimentos/

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Desemprego em Junho


No Brasil, o desemprego continua alto e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. O Brasil, o desemprego continua alto como reflexo da ociosidade econômica e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho cedeu para 12,4%. Este resultado veio abaixo da expectativa de mercado (12,6%) e também do apurado em junho de 2017 (13,0%). Na comparação com maio último, após ajuste sazonal, o indicador ficou praticamente estável e em patamar elevado (12,3%).

Frente ao mesmo mês do ano passado, o contingente de desocupados recuou em 3,9% para 13 milhões de pessoas e o de ocupados (91 milhões) teve alta de 1,1%. Os empregos gerados no setor privado, ainda assim, têm sido marcados por alto grau de informalidade. O contingente sem carteira assinada (11 milhões) teve alta anual de 3,5% em junho e o de trabalhadores por conta própria (23 milhões) cresceu em 2,5%. Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira (33 milhões) teve queda de 1,5%.

Por fim, o número de trabalhadores fora da força de trabalho seguiu em expansão (+1,9%) totalizando 66 milhões de pessoas. Este movimento pode ser explicado pelo desalento em função da perspectiva pouco favorável para a empregabilidade no país.

Quanto ao rendimento médio, este foi de R$ 2.198 em junho (+1,1%). Isto colaborou, juntamente com a maior ocupação, para manter a massa de salários em modesta expansão no mês, para R$ 196 bilhões.

Em suma, o mercado de trabalho continua debilitado em função da frágil retomada econômica. Com isso, julgamos que o quadro inflacionário (serviços e núcleos) continuará benigno e a política monetária, estimulativa.


Daniel Xavier

Daniel Xavier, economista-chefe do @DMI_Group  

sábado, 28 de julho de 2018

Pagamos pelo legado do PT!

Crédito da imagem: El País

A grande imprensa traz resultado da pesquisa sobre popularidade do governo Temer, que alcançou índice nunca dantes vistos para um presidente da República. Cerca de 83% das pessoas consideram o governo Temer entre péssimo e ruim. Em qualquer regime democrático, presidencialista ou parlamentarista, o mandatário já teria caído.  Acontece que o Congresso Nacional brasileiro, representante do povo, é mais que "bundão".  A única certeza que temos que a "ponte da esperança" do Temer virou numa "pinguela de desesperança".

No entanto, colocar toda culpa do fracasso do País na área econômica no governo Temer estaria cometendo injustiça.  Os sucessivos governos do PT, literalmente, afundou o País.  Desde 2015, o Brasil regrediu em termos absolutos cerca de 6% no PIB.  Se considerarmos PIB per capita o País teria regredido em cerca de 10%.  Ainda, em relação a média mundial desde 2015, o Brasil conseguiu a defasagem em cerca de 20%.  Isto mesmo! Nos últimos 3 anos e seis meses, o Brasil regrediu 20% em relação ao restante do mundo!

O tão comemorado expansão da economia dos 13 anos dos governos do PT não foi por acaso.  A política econômica implementado pelo então presidente do Banco Central Henrique Meirelles foi de expansão irresponsável da economia, baseada apenas e tão somente no consumo da massa da população. O povo foi estimulado ao consumo com política de "crédito consignado" e de "crédito fácil", acrescido com a baixa do dólar ou a valorização do real.  E deu no que deu. Criou-se, com os artifícios, a sensação do "poder de compra" para a "classe emergente", que hoje amarga o resultado da política econômica do PT. 

Qualquer bolha não aguenta muito tempo.  Refiro-me à bolha do consumo. Hoje, mais de 62 milhões de brasileiros, cerca de 40% da população adulta, encontra com "nome sujo" ou crédito "negativado". O número de desempregados alcançou recorde, cerca de 13 milhões.  Assim sendo, a pior depressão desde 1929, nominalmente acumulado de 7%, é apenas reflexo da falta de consumo devido a inadimplência e desemprego.  A falta de consumo leva o País à dificuldade da retomada de crescimento. O Brasil entrou num espiral de decrescente. O País entrou num círculo vicioso difícil de sair.  Henrique Meirelles até tentou, mas não conseguiu tirar o País da estagnação. 

Estamos na fase de definição dos candidatos à presidência da República e assistimos muitas promessas.  As promessas dos candidatos vão de intervenção nos diversos segmentos da sociedade à desregulamentação total da economia.  Falar é fácil. Difícil é colocar em prática o que promete.  A Constituição da República é a mesma desde 1988, onde o Congresso Nacional é que legisla. Qualquer inciativa do Poder Executivo terá que passar necessariamente pela aprovação do Congresso Nacional.  Certamente, os "salvadores da pátria", sem o apoio do Congresso Nacional encontrarão muita dificuldade para implementar as propostas "salvadoras da pátria".  Espero que o povo exerça o seu direito de voto motivado pela razão e não apenas pela emoção. 

Dito isso, culpo os sucessivos governos do PT, dos últimos 13 anos, como responsáveis por ter colocado o Brasil no "buraco profundo", difícil de sair dela sem os "novos sacrifícios" para a  já sofrida população. 

Enfim, pagamos pelo legado do PT!

Ossami Sakamori

terça-feira, 24 de julho de 2018

Vote no "He man" !



O povo brasileiro está desesperado de ver desparecer o tão sonhado crescimento econômico do País, ao menos no curto prazo.  Os indicadores econômicos demonstram claramente que o País está como doente necessitando de um tratamento intensivo. Os números não mentem: 13 milhões de desempregados, 62 milhões de pessoas com nome sujo, põe o ânimo da população no chão. Para sustentar o País pouco mais de 34 milhões ou 38 milhões, conforme a fonte, estão em postos de trabalho com carteira assinada. É nesse quadro que aparece o "He man", o salvador da pátria. 

Para completar o estado de "depressão" na economia, o Brasil vive os piores momentos da política.  A Operação Lava Jato mostrou a relação incestuosa entre políticos e as grandes fortunas do País.  Nada que o País tenha mudado os seus usos e costumes, repentinamente. O Brasil esteve sempre vulneráveis à exploração pelo capital estrangeiro. Isto é histórico e é notório.  A Lava Jato ajudou mostrar ao povo a realidade do País, que sempre esteve presente nos 500 anos da sua história.

Neste quadro caótico e desesperador, o povo menos esclarecido vai à procura de um "He man".  O povo procura uma figura que venha trazer alguma esperança seja quem for.  O povo está tão vulnerável que acredita em qualquer "He man".  O povo imagina uma figura como desenho, uma figura que possa "limpar" o País de todos malfeitores e trazer "soluções mágicas" que tragam algum alento ao quadro de estagnação e letargia que passa o Brasil.

O "He man", certamente, como mágica vai mandar todos os políticos corruptos para casa, com cassação de seus mandatos, como no velho tempo do regime militar. Igualmente, imagina o povo que o "He man" vai aposentar compulsoriamente os ministros do STF, aqueles notoriamente favoráveis ao fim da Lava Jato.  O "He man", certamente, como passo de mágica, vai fazer grandes investimentos em obras públicas sem endividamento público. O "He man" vai, imagina o povo, que vai acabar com os nefastos movimentos sociais e sindicais através de decretos.  O "He man" é solução para para o Brasil, imagina o povo menos instruídos.  

Eu sou o "He man" !  Vim para tirar vocês da escuridão!  Eu sou a "força" !

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR e consultor empresarial.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

O Brasil está no buraco!


Já iniciamos o segundo semestre e a população ainda não sente nenhum sinal de crescimento do País.  O povo está certo!  O Brasil, apesar de ter inciado o ano de 2018 com certo otimismo, os indicadores econômicos tem demonstrado o contrário.  O Boletim Focus do Banco Central previa o crescimento de 3,5% para 2018, no início do ano.  No entanto, a última previsão do mesmo Boletim é de que o crescimento não passará de 1,6%.  Esta vertiginosa queda da expectativa se deu nos últimos dois meses do primeiro semestre.  A minha previsão é de que o crescimento de 2018 fique próximo de 1%, o mesmo índice de 2017.

A maioria dos analistas indicam a tendência do desemprenho da economia baseado apenas em número de crescimento dos setores produtivos.  Os setores produtivos, a indústria, o agronegócio, o comércio e os serviços tem apresentado números pífios, infelizmente.  O otimismo da imprensa sobre o crescimento não corresponde à realidade.  Está certo que para a grande mídia interessa o crescimento do País para ter as verbas publicitárias aumentando.  Como não sou nem economista e nem analista, permito-me fazer as previsões baseados em outros indicadores.

O Brasil entrou no espiral ao inverso, para o funil. O País se encontra num círculo vicioso persistente e pernicioso.  Após dois anos de profunda depressão, a pior desde 1929, o País não está conseguindo sair do "marasmo" decorrente.  Na primeira análise podemos "debitar" o "marasmo" à falta de investimentos por parte do governo.  O governo não tem conseguido destinar os recursos para "investimentos" por encontrar na situação fiscal "delicada".

Literalmente, o governo da União, em especial, está "quebrado". O governo federal está trabalhando com o "rombo fiscal" ou o "déficit fiscal" que vai de R$ 139 bilhões a R$ 179 bilhões.  Isto significa  que o governo federal não consegue pagar as suas contas com o dinheiro que arrecada.  À essa altura, o governo não faz investimentos em obras de infraestrutura, que poderiam estar criando emprego.  Vamos apenas lembar que o governo federal responde com cerca de 1/3 na formação do Produto Interno Bruto, o PIB.

O gargalo está no número de desempregados e subempregados.  O número de desempregados está em 12,7% da força do trabalho, o que corresponde a cerca de 13 milhões de trabalhadores. O indicador de número de desempregados abaixo de 6% é o patamar que o Brasil vinha trabalhando como sendo "aceitável". Se incluir os trabalhadores desalentados e trabalhadores subempregados e trabalhadores informais o número está próximo de 40 milhões.  Somas-se a este número há 13 milhões de chefes de famílias que dependem do Bolsa Família.  Enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada, neste momento, é de 34 milhões.  Isto tudo, significa que apenas 1/3 da força de trabalho sustenta o restante do 2/3 em situações anômalas. 

A confirmação desta situação é demonstrada com o número de pessoas inadimplentes no comércio.  Há dois anos, a Serasa Experian apresentava o número de inadimplentes no comércio como sendo 60 milhões de pessoas. O número de inadimplentes aumentou nestes últimos dois anos, passando para mais de 62 milhões de pessoas.  O número significa cerca de 40% da população adulta do País.  Façam vocês mesmos comparativo do número de inadimplentes com o número de trabalhadores, em diversas situações descritas acima.  Vamos lembar também que este contingente da população "negativada", não contribui com o acréscimo no consumo. 

Para retomar os mesmos índices de antes da "depressão", o Brasil terá que criar no mínimo 6 milhões de empregos, com carteira assinada, no próximo mandato presidencial.  Sem ter um programa de governo que crie 1,5 milhões de empregos a cada ano, o próximo presidente está fadado ao fracasso!  Para formuladores da política econômica, não é difícil criar um programa de governo que prevê criação de empregos para voltar ao "status quo" de antes e ainda propiciar o desenvolvimento sustentável para tentar eliminar o "gap" que criou em relação aos outros países do mundo.  

Enquanto isso, o Brasil está no buraco!

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR e consultor empresarial.

sábado, 14 de julho de 2018

Me tira o tubo!

Crédito da imagem: Youtube

Deu no Estadão de ontem de que o Paulo Guedes, coordenador do programa econômico do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL-RJ), indicou em entrevista à Reuters que pode manter alguns integrantes da equipe do governo Temer. “O setor público tem extraordinários quadros e quem tem que fazer as reformas e ajudar a corrigir todos os erros são exatamente esses quadros de excepcional qualidade”.

É notório também o desejo também do candidato à Presidência da República Ciro Gomes de engajar o empresário e banqueiro Benjamin Steinbruch (PP/RJ), um dos principais acionistas da CSN - Companhia Siderúrgica Nacional, ao cargo de vice-presidente. O movimento do empresário, no entanto, ao que parece, não conta com o apoio da própria bancada do PP no Congresso Nacional.  Se confirmado, seria um casamento da esquerda com a direita, dentro do cenário político.

Por outro lado, o principal candidato do centro, o Geraldo Alckmin (PSDB/SP), cujo formulador da política econômica é o economista e banqueiro Pérsio Arida, também um dos formuladores do Plano Real, pretende manter o atual presidente do Banco Central Ilan Goldfajn na condução da política monetária caso venha se eleger.  Alckmin pelo menos mantém coerência com o pensamento do partido político que pertence. 

Os fatos narrados, me lembra bem o programa de TV do humorista Jô Soares, nos idos tempos.  O personagem, doente, saindo da coma profunda, ao encontrar a mesma situação de antes, ele diz: "Me tira o tubo!". 

Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Brasil merece muito mais que um "salvador da pátria".

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Não faz bem para minha alma de descendente de nipônicos, ver o candidato Bolsonaro exibindo a espada de samurai japonês como parte da marca da sua campanha para o cargo máximo da República.  A lembrança que me vem com a exibição do "katana" (espada), é a do escritor japonês Yukio Mishima que, em 1970,  praticou o suicídio conhecido como "sepuku" com espada própria e decapitado por um subordinado tal qual um "samurai".  A espada do guerreiro japonês não só servia para guerra, mas também para utilizar numa derradeira situação de capitulação pelo inimigo.  Seja como for, o gesto representa a "bravata" de um candidato que se diz resolver situação de conflito político que vive o País.  Ao invés de confronto de ideologia, o Brasil merece ter um bom programa de desenvolvimento.  Nada mais!

Contrariando aos adeptos ao candidato da direita, aos do Jair Bolsonaro, que faz apologia ao ato praticado pelo coronel Ustra, algoz do jornalista Wladimir Herzog da TV Cultura de São Paulo.  Creio que é chegado o momento de sepultar de vez a ideia de retorno de militar no poder, sobretudo aquele que tal qual usa "bravatas" para amedrontar os que lutam para manter o Estado Direito Democrático, reconquistado às duras penas pelo povo brasileiro comum. 

A grande imprensa dá conta de que o pré-candidato Jair Bolsonaro ventilou a ideia de aumentar de 11 para 21 o número de ministros do STF, porque, segundo sua opinião, "da forma como eles têm decidido as questões nacionais, não podemos sequer sonhar em mudar o destino do Brasil".  O recurso da mudanças abruptas no Judiciário não é exclusividade do Brasil.  Em 2004, o presidente Hugo Chávez da Venezuela, aumentou o número de vagas na Suprema Corte do país e indicou de uma só vez 12 juízes alinhados ao governo comandado por ele.  No velho mundo, em 2010, o presidente da Turquia Erdogan aumentou de 11 para 17 o número de ministros da Corte Constitucional do país para manter o judiciário aos seus pés. Creio que o Brasil não guarda semelhança com nenhum desses países para justificar a medida proposta pelo candidato.

O País não aguenta mais a disputa de ideologias, seja de que matiz for.  O Brasil é um país com grave doença, o da predominância da corporação estatal, onde os agentes políticos em conluio com os agentes privados, se locupletam dos recursos públicos.  A mudança que o País requer, depende de esforço brutal de cada cidadão brasileiro para alcançar, no mínimo, o mesmo patamar de desenvolvimento dos países emergentes. O filme que estamos a assistir, já vi várias vezes nos meus 73 anos de vida. 

O Brasil merece muito mais que um "salvador da pátria". 


Ossami Sakamori
Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial. 

terça-feira, 10 de julho de 2018

O legado de Lula

O início e o fim 

O momento exige reflexão!

As pessoas, mesmo aquelas que tem boa formação, não tem exata noção do que foi o estrago causado pelos sucessivos governos do PT e seguido pelo MDB do Temer/Meirelles.  O motivo é justo porque não há dados consolidados de indicadores econômicos comparativos entre o início do governo PT, janeiro de 2003, até hoje. Mesmo leigo no assunto, analisando o quadro que vou expor, vai entender o porquê da demora da retomada de crescimento. A projeção do Boletim Focus do Banco Central, aponta um pífio crescimento de 1,5%, antes projetado de 3,5% para o PIB do ano de 2018.

Em janeiro de 2003, o governo Lula herdou uma dívida pública líquida de R$ 1,103 trilhões. Após sucessivos aumento de PIB nos primeiros dois mandados do Lula e do primeiro mandato da Dilma somado ao mandato Dilma/Temer, a dívida pública líquida saltou para R$ 3,716 trilhões.  Mesmo descontado a inflação do período e o crescimento do PIB no mesmo período, a dívida pública cresceu assustadoramente, ela representa hoje cerca de 55% do PIB.  Pior, a dívida pública líquida está em franca expansão por conta do juros reais (juros acima da inflação) em torno de 3% ao ano e persistente "déficit primário" nas contas do governo da União.

O governo Lula, em janeiro de 2003, pegou o Brasil com 1,788 milhão de desempregados, com carteira de trabalho, formais. Hoje, o número ascende a 13 milhões de trabalhadores desempregados e praticamente o mesmo número de trabalhadores sub-empregados ou em trabalhos informais. Neste número não está incluído o número de chefes de famílias, cerca de 13 milhões de pessoas, que depende do Bolsa Família.  O número se torna assustador quando sabemos que apenas 34 milhões de trabalhadores com carteira assinada estão nos postos de trabalho.  

O número de trabalhadores com carteira assinada em progressão decrescente é justificado com a participação cada vez menor do setor industrial na formação do PIB.  No início do governo Lula, em 2003, o setor industrial participava com 26% do PIB, enquanto hoje, o mesmo setor não representa mais do que 12% da formação do Produto Interno Bruto. O Brasil continua fornecedora de matérias primas, como Brasil da época colonial. 

Embora o setor de agronegócios tenha absorvido parte deste contingente de trabalhadores do setor industrial, os trabalhadores qualificados, sem empregos, foram empurrados para o setor informal da economia.  Os trabalhadores formais estão hoje nos setores de serviços por falta de opção. Brasil virou, infelizmente, país de "biscateiros".  Se demorar muito esta situação, viramos um novo México. 

Outro indicador que poucos articulistas consideram é o número de inadimplentes no comércio.  Há mais de dois ano que o número de inadimplentes está no patamar acima de 60 milhões, hoje 61,4 milhões. O número é consequência de número de trabalhadores desempregados e crescente número de trabalhadores nos serviços informais. Nem é preciso comentar que estas pessoas ganham o insuficiente para "limpar o nome".  O número corresponde a cerca de 60% da força de trabalho ou 40% de toda população adulta do País. Nem é preciso lembar que o número aumentou com os "créditos consignados" e "créditos fáceis" dos governos do PT.  A conta chegou!

O Brasil está num espiral ao inverso, as cadeias produtivas tem cada vez menos consumidores.  As indústrias não tem para quem vender, mesmo que tenham capacidade ociosa para produção em escala, por absluta falta de consumo.  As indústrias faturando menos, o governo arrecada menos, provocando o monumental "rombo fiscal" ou o "déficit primário".  Isto mais parece um gato tentando pegar o próprio rabo, rodando em círculo.  


Receio que os presidenciáveis, de esquerda à direita, estão subestimando a crise econômica social que o País atravessa.  Não será apenas uma vaga ideia de política econômica liberal ou neoliberal ou apenas ideários políticos à esquerda ou à direita que mudarão a situação econômica e social do País.  

O buraco é mais para baixo!


Ossami Sakamori

Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial

sábado, 7 de julho de 2018

O povo elege os seus próprios Deuses.

Crédito da imagem: Estadão

Disse o notável colunista Luis Fernando Veríssimo, ao se referir sobre a atuação do time brasileiro na Copa Mundial na Rússia: "Crepúsculo dos Deuses seria um título adequadamente wagneriano para essa Copa. Divindades caíram dos seus pedestais".  Não saberia afirmar se as Divindades citados pelo colunista foram por nós colocados nos pedestais ou eles próprios se colocaram.  Seja como for, 210 milhões de brasileiros acordaram hoje com a absoluta realidade descrita pelo Veríssimo: "Deuses caídos". 

É natureza do povo brasileiro, em sua maior parte analfabetos funcionais, acreditar em Divindades em todas áreas da vida social, econômica e política.  O povo brasileiro sente a necessidade de eleger ícones ou ídolos para tentar suprir as frustrações que a vida lhe impõe.  Isto acontece não só na área artística ou esportiva, mas também na área econômica e política. 

Não sou antropólogo, mas creio que este espírito de "derrotado à espera dos salvadores da pátria" é subproduto dos longos anos da colonização portuguesa e do próprio regime de escravatura que vigorou até há pouco mais de um século. O povo brasileiro se sente oprimido e desrespeitado por poderes constituídos, não dos reinados, mas pelos próprios indivíduos que os colocaram, seja de forma direta ou indireta.  Dizem que o povo brasileiro é alegre, mas não é.  O povo brasileiro sofre do síndrome do cachorro magro.

É incrível como o povo brasileiro, no qual me incluo, não aprende com os erros e derrotas passados. Os mesmos erros são repetidos sistematicamente. Afastamos a presidente Dilma do posto de presidente da República acreditando que o presidente Temer fizesse um bom governo.  Pois, deu no que deu. O governo Temer é pior dos piores presidente que o Brasil já teve na sua história.  O povo brasileiro acreditou na política econômica do Meirelles como se fosse a salvação da pátria.  Mas, não foi.  O Brasil continua patinando no rombo fiscal como dantes. 

Com a proximidade da eleição presidencial, apontam como favoritos, novamente, os salvadores da pátria.  Os novos ídolos são os das extremas, da esquerda e da direita.  Como nos filmes que já vi, os novos salvadores da pátria prometem fundos e mundos.  Como de costume, o povo brasileiro não aprende, acredita que a crise econômica e política se resolve com bravatas e vara de mágica e aposta, novamente, nos novos salvadores da pátria. 

A tendência das pesquisas mostra que, novamente, o povo brasileiro vai eleger um "Tite" para comandar o time e de um "Neymar" como coadjuvante. Fazer o que?  O povo brasileiro não resolve com a razão, mas com a emoção do momento. 

O povo brasileiro elege os seus próprios Deuses.  

Ossami Sakamori

Engenheiro civil, foi professor da UFPR, consultor empresarial.