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quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Desemprego em Junho


No Brasil, o desemprego continua alto e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. O Brasil, o desemprego continua alto como reflexo da ociosidade econômica e isto deve beneficiar o quadro inflacionário. De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho cedeu para 12,4%. Este resultado veio abaixo da expectativa de mercado (12,6%) e também do apurado em junho de 2017 (13,0%). Na comparação com maio último, após ajuste sazonal, o indicador ficou praticamente estável e em patamar elevado (12,3%).

Frente ao mesmo mês do ano passado, o contingente de desocupados recuou em 3,9% para 13 milhões de pessoas e o de ocupados (91 milhões) teve alta de 1,1%. Os empregos gerados no setor privado, ainda assim, têm sido marcados por alto grau de informalidade. O contingente sem carteira assinada (11 milhões) teve alta anual de 3,5% em junho e o de trabalhadores por conta própria (23 milhões) cresceu em 2,5%. Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira (33 milhões) teve queda de 1,5%.

Por fim, o número de trabalhadores fora da força de trabalho seguiu em expansão (+1,9%) totalizando 66 milhões de pessoas. Este movimento pode ser explicado pelo desalento em função da perspectiva pouco favorável para a empregabilidade no país.

Quanto ao rendimento médio, este foi de R$ 2.198 em junho (+1,1%). Isto colaborou, juntamente com a maior ocupação, para manter a massa de salários em modesta expansão no mês, para R$ 196 bilhões.

Em suma, o mercado de trabalho continua debilitado em função da frágil retomada econômica. Com isso, julgamos que o quadro inflacionário (serviços e núcleos) continuará benigno e a política monetária, estimulativa.


Daniel Xavier

Daniel Xavier, economista-chefe do @DMI_Group  

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