quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasil da Dilma é pato manco de duas pernas!

Folha . A economia brasileira está andando com "duas pernas mancas", segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para ele, a fraqueza vem dos efeitos da crise internacional e da falta de crédito para bancar o consumo. 

Comentário.

Até que enfim o ministro Guido Mantega reconhece que o Brasil está com problema.  Não só um problema, mas dois.  Definitivamente, o Brasil da bola de vez positivo, virou bola da vez, negativamente.  Como pato manco.

Ele, certamente, se referia ao reflexo do crescimento econômico positivo dos EEUU demonstrados nos últimos meses, quando se referia a crise internacional.  Todos os números indicam que a crise financeira internacional de 2008, já está saindo do fundo do poço.  Assim, inicia a revoada dos dólares na direção dos países com indicação de crescimento sustentável, como os EEUU.  

Explico.  Na falta de opção mais rentável, o capital financeiro internacional procurava países emergentes como o Brasil, mesmo correndo risco maior, atrás de rentabilidade maior.  O Brasil foi favorecido dentro deste quadro econômico mundial, de antes.

Com a demonstração de crescimento sustentável dos EEUU demonstrado pelo índice de crescimento, anualizado, do mês de novembro em 3,5% ao ano, o capital financeiro global está a procurar investimento no setor produtivo daquele país.  Ao contrário dos EEUU, o Brasil tem projeção de crescimento, revisado, de 2,3% no ano de 2013.  Adivinhem onde vão os investimentos estrangeiros produtivos?  Preciso responder?

Outro quadro dos EEUU, positivos para eles, traz reflexo negativo para o Brasil é a retirada do estímulo de crescimento, via injeção mensal de US$ 85 bilhões por mês.  Com retirada já anunciada, embora gradual, do estímulo ao crescimento da economia pelo FED (Banco Central Americano), o dólar vai apreciar ou valorizar.

A valorização do dólar significa desvalorização do real no Brasil.  Esta força que vem de fora do Brasil, isto é, saída da crise financeira internacional, tira o Brasil da situação de bola de vez positiva.  Com menos entrada de dólares no País, haverá tendência de valorização do dólar ou a mesma coisa que desvalorização do real.  

A Dilma autorizou Banco Central, a continuidade da emissão de títulos denominados de swap cambial tradicional, que nada mais é do que dólar fake, isto é, título que leva o nome de cambial, mas não é venda de dólares para entrega futura.  O governo até o final do ano de 2013 terá emitido título do Tesouro, equivalente a US$ 100 bilhões.  Dilma mandou sinalizar que o programa vai continuar no ano que vem, na tentativa desesperada de segurar o dólar no atual patamar.  Isto é uma forma de dolarização do País.  O próprio governo não confia  no real.

A Dilma, desde o início do seu governo, vem usando do artifício de manter real apreciado para dar "sensação de bem estar" (sic) ao povo.  A Dilma, vem utilizando o dólar depreciado como âncora para segurar a inflação, artificialmente,  O movimento de valorização do dólar, que vem de fora, romperá qualquer artifício que Dilma pretenda no sentido contrário.  Criou-se uma situação de paradoxo para o Brasil, devido à política faz de conta da Dilma.  O que é bom para os americanos é ruim para o brasileiro.  

Quanto à segunda perna do pato manco dito pelo ministro Mantega, sobre o crédito ao consumidor ou a falta de crédito para bancar o consumo (sic), a análise é muito simples.  O volume de crédito ao consumidor no País, chegou no incrível patamar de cerca de 60% do PIB.  Os bancos brasileiros estão mais seletivos na concessão de crédito para evitar a inadimplência generalizada e comprometer a saúde financeira deles próprios, os bancos.  Ademais, o governo pagando pelos seus títulos juros de 10% ao ano, com risco zero, as instituições financeiras redirecionam as suas aplicações ao títulos do Tesouro.  

Se o Brasil está andando com duas pernas mancas (sic), como disse o ministro Mantega, o Brasil não é mais o cisne do lago, mas apenas um pato manco.  Pior, pato manco de duas pernas!  Depois, vem me dizer que eu é que sou o pessimista ou que eu sou torcedor da teoria do caos.  Nesta avaliação, estou em concordância com o ministro Mantega, o Brasil é pato manco de duas pernas!

PS: Agradeço pelas manifestações recebidas, ontem, com referência à matéria anterior.   Continuamos na luta!

Ossami Sakamori


 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vamos apostar no Brasil, sem medo, vamos?

Vocês não imaginam como fico tão desesperançoso deste País.  Sinto-me como se tivesse dando murro na ponta de uma faca.  De repente, agora, me sinto tão só neste País onde todo mundo reclama do poder constituído, mas ninguém que tenha poder de mudar a situação levanta a voz como eu esperava que o fizesse.

Sinto-me, novamente, com nos tempos do regime militar, estar a falar no deserto, sem eco, sem resposta.  Sinto-me como um esquizofrênico falando palavras ininteligíveis no meio da multidão.   Uns e outros que me esbarram no caminho, dão importância às palavras, que me fazem crer que ainda estou lúcido. 

Puro engano.  São pessoas que apenas me fazem estar vivo no mundo imaginário.  Mundo que não tem sentido, como aquele mundo que vivenciei na época do estudante, universitário.  O mal prevalecia ao bem.  Não, não existe o mundo da utopia.  A utopia não é o mundo, sou eu mesmo a utopia.  Nada valeu o que meu pai me ensinou, o mundo do "bushidô", o caminho do samurai para mudar a situação. 

Não, não existe "bushidô", nem "judô", o caminho da verdade.  Não existe o caminho da verdade nem o caminho da coragem.  Não, não culpo a sociedade, dos amigos, dos intelectuais, dos idealistas, que apenas clamam o caminho da verdade.  Seria exigir demais de uma sociedade que sempre esteve subjugado aos interesses das potências, não aos seus próprios interesses.

Estava à conversar com as pessoas, que fazem parte importante da engrenagem do poder central.  A estrutura do poder, ao longo dos anos, tanto de militares da direita, antes, como militâncias da esquerda, de agora, foram moldados à figura dos donos do poder, de plantão.  Não temos muito a fazer.  Nem temos poder para esboçar alguma reação.  De repente, a ficha vai caindo... Estou a conviver com o "status quo" que a sociedade me impõe.

De repente, como nos tempos da ditadura militar, novamente eu é que estou dissociado da realidade política do País.  Não vale muita coisa, vale quase nada, as poucas linhas que escrevo, antes em boletins informativos e agora em blogs que pouco representa para o conjunto da população.   O povo, o povo, nem está aí.  Os intelectuais, os intelectuais nem estão aí.  Como que, de repente, perderam a voz na multidão.  Talvez, tenha percebido, a realidade brasileira, antes de mim.  

Não existe mais "Pasquim" ou "Estadão" que de certa forma levantavam vozes na multidão.  Os poucos veículos de comunicação, outrora o "norte" da população, hoje são cooptados ao poder central, por pura necessidade de sobrevivência econômica. Os poucos que denunciam alguma situação são rotulados de "direita", ao contrário do sentido que a palavra representa na história do mundo.  A direita, no país de origem da palavra, a França, significava a favor do governo e esquerda, contra o governo.

Foi me sugerido utilizar criptografia nos meus telefones, porque no País que vivo, tornei-me contra o "regime".  O regime dos que utilizam vestes vermelhos como símbolo, como outrora os do regime militar usavam uniformes verde oliva.  Pelo amor de Deus!  Onde chegamos!  Eu é que sou pessoa que defende o bem do povo estou a ser classificados como persona non grata do poder central.   

Percebi, caiu a ficha, que os que falam a verdade como alguns jornalistas e algumas jornalistas, que não quero nominar aqui para não os prejudicarem ainda mais, estão a perde os empregos.   Isto é exatamente, o que acontecia no regime militar.  Os que eram contra o poder constituído eram defenestrado ou melhor colocado na geladeira ou simplesmente eram lhes tirado oportunidade profissional.

Não é agora, com meus 69 anos, que vou mudar de posição.  Se querem me colocar na condição de "contra" o "regime", que me coloquem.  Já quiseram me calar com demonstração de poder, me colocando como que ao lado dos marginais da sociedade, mas não conseguiram.  E não vão conseguir.  Este brasileiro nato, ao contrário do que me pretendem impor devido à origem dos meus ascendentes como "estrangeiro" é muito brasileiro.  Sou brasileiro encardido.  Não sou brasileiro fácil de ceder às pressões, como a maioria dos que leem este blog.  

Eu sou, eu mesmo, até quando Deus me der o descanso merecido.  Não adianta querem me calar.  Os meus endereços, emails e telefones de contatos sempre serão os mesmos, desde há muito tempo.  Quero e vou exercer a minha cidadania na plenitude, na dignidade.  Não serei clandestino, na minha pátria amada.  Serei eu mesmo, custe o que custar. 

Vamos apostar no Brasil, sem medo, vamos?

Ossami Sakamori


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dilma mente igual Lula!

Folha. Em discurso lido diante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff, que disputará a reeleição no ano que vem, fez ontem duras críticas ao governo do tucano. Dilma fez as críticas em seminário promovido pela fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, em um hotel da zona sul do Rio.

Comentário.  A presidente Dilma, como o seu antecessor, cria artifícios para mentir, descaradamente.  O Bill Clinton, ex-presidente dos EEUU deve ter ficado ruborizado com tanta mentira, ainda mais em discurso escrito.  Só pode ser texto do marqueteiro João Santana para colocar no programa eleitoral gratuito em agosto do ano que vem, no auge da campanha presidencial.  

Folha. "Por muitos e muitos anos, o Brasil foi pensado como um país pequeno, voltado apenas para os países desenvolvidos e dedicado apenas a uma parcela privilegiada de sua população", disse Dilma.

Comentário.  O Brasil que eu saiba nunca foi pensado como país pequeno como diz a presidente Dilma.  O País continua dependente dos países desenvolvidos em quase todos setores, os números não mentem.  O Brasil é dependendo do capital estrangeiro direto (IED) para alavancar o desenvolvimento, bem como para rolar as dívidas do Tesouro Nacional.  O País se comporta como época da colônia portuguesa, vende commodities para comprar produtos manufaturados.   E o Brasil apequenou por conta da exacerbação da corrupção, infelizmente. 

Folha. Sem nominar o ex-presidente, ela comparou números de hoje com os de 2002, último ano do tucano no poder. Afirmou que a inflação caiu de 12,5% para 5,8% e que a dívida líquida recuou de 60,4% para 35% do PIB.

Comentário.  Só para lembrar a presidente Dilma, que tem memória curta, a inflação de 12,5% no ano de 2002, foi justamente por conta do "efeito Lula".  Foi necessário, antes mesmo da posse, o presidente Lula nomear banqueiro Henrique Meirelles para presidente do Banco Central, para acalmar o mercado e acomodar  também a situação da inflação.  O povo pode ter esquecido, mas eu não esqueci.  Quanto aos números da dívida líquida, a Dilma mentiu.  Os números do Banco Central aponta dívida líquida cerca de 50% do PIB.  E quanto a dívida bruta do setor público brasileiro, segundo FMI, saltou para 68% do PIB.  Estes últimos números representa a realidade brasileira, sem maquiagem. 


Folha. "De país devedor, nós passamos à condição de país credor", disse a presidente, repetindo uma expressão muito usada por Lula na campanha de 2010. 

Comentário.   Não sei de onde tirou a presidente Dilma sobre situação do Brasil sobre a dívida do País.  O último relatório do Banco Central, datada de 22/11/2013, o Brasil possui dívida externa no montante de US$ 311 bilhões, incluindo o setor público e privado.  As reservas internacionais somavam na mesma data US$ 376,9 bilhões, o que indica reserva líquida de US$ 65,9 bilhões, conseguido graças ao investimento estrangeiro especulativo que aplicam em títulos da dívida do Tesouro Brasileiro.   É verdade, apenas que o governo Lula pagou a dívida perante o FMI de US$ 15,5 bilhões em dezembro de 2005, mas isto não quer dizer que o Brasil pagou a dívida externa total.  Brasil tem dívida externa, sim senhora!  

Resumo. Quando é que vamos ter presidente sério, não saberia afirmar, mas a safra de presidentes do Brasil, pós ditadura, não foi boa.  Na Folha de ontem, traz a imagem dos últimos presidentes, embarcando no avião presidencial destino à África do Sul.  Deu-me tristeza enorme!  Dentre eles, com raras exceções ou com rara exceção, os presidentes, tem mais estampa de chefe de quadrilha do que de estadista.  Senão vejamos, os nomes que aparecem na foto, na ordem de antiguidade:  José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.  Você escolhe quem faz parte das exceções ou da exceção.

Ossami Sakamori 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

LULA É PELEGO DOS EMPRESÁRIOS!

A revista Veja desta semana traz matéria sobre a trajetória político sindical do presidente Lula, que poucos conheciam.  Veio à tona, também, o livro do empresário Mário Garnero sobre o mesmo tema, cuja edição está esgotada.

Todas referências, embora desconhecidas por mim e creio pela maior parte do público, expõe claramente o caráter do presidente Lula.  Existe um certo terrorismo para quem divulgam fatos noticiados.  Tem medo de represália dos poderes constituídos.  Mas, vamos lá, vou tocar na "ferida", porque já escolhi o meu caminho. 

Basicamente, o resumo é que o sindicalista Lula foi pelego da ditadura militar, sobretudo na época da distensão do regime.   Segundo notícias, o sindicalista Lula, por volta de 1972/73, fez treinamento na famosa Johns Hopkins University, EEUU, pela indicação do regime e dos empresários patronos da época.  

 O presidente Lula, segundo as mesmas fontes, foi amigo pessoal do Paulo Villares e Mário Garnero, empresários ícones da época do regime militar.   Lula serviu ao regime militar e aos empresários, quando lhe convinha.  Lula, segundo mostra as matérias, foi  oportunista, ardil, duas caras.  Foi líder sindical à serviço do establishment.  

À essa altura, nada me surpreende, os empresários ícones de hoje utilizem os serviços do presidente Lula, para alcançar os objetivos que muitas vezes vão contra os interesses do Estado brasileiro.  Lula, fora do poder, continua servindo aos interesses privados de uma grande gama de empresários que mandam na república de hoje e de ontem.  Resumindo o Lula continua pelego do establishment.

Fazendo jogo dos interesses dos novos empresários e das grandes corporações é normal que os poderosos, amigos do poder central, se unam em torno do nome do Lula, para continuar o "status quo" porque ele é um pelego confiável. Lula tem história que demonstra a sua fidelidade à oligarquia brasileira, o establishment.

Resumindo.  Lula é pelego dos empresários de ontem e de hoje!
Ossami Sakamori


domingo, 8 de dezembro de 2013

Vamos apostar no Brasil, sem PT, vamos?

Segue abaixo, matéria da jornalista Érica Fraga do tradicional jornal Folha de São Paulo, edição de hoje, dia 8/12/2013.  Esta matéria é melhor nem mexer de tão bem feita está.  É  por isso reproduzo uma boa parte dela, para posterior comentários meus.  

A inflação recuará no início de 2014, mas voltará a subir em meados do ano, o que fará com que seu pico ocorra durante a campanha eleitoral, que começa em julho.  Esse é o cenário de muitos bancos e consultorias. 

Uma recuperação mais rápida do que o previsto nos EUA é um dos fatores que podem provocar uma desvalorização acentuada do real. Isso porque seria acompanhada de migração de investimentos de países emergentes para o mercado americano. 

Para Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, como o ponto central do discurso de Dilma deverá ser o da continuidade em relação ao governo Lula, a sensação de bem-estar da população será importante para seu resultado nas urnas. 

Caso se concretize, poderá fazer com que a alta de preços seja um dos principais temas dos debates entre os candidatos à Presidência. 

Comentário.

Para corroborar com a reportagem da jornalista Érica Fraga, quero acrescentar abaixo alguns ingredientes adicionais que não só confirma a matéria da reportagem, mas adiciona à tendência de alta de inflação em 2014, apontada pela matéria.  

O controle da inflação, em tese, é feito com medidas restritivas ao consumo adicionado com medidas de corte de custos de produção.  Não terão nem as medidas restritivas ao consumo, nem as medidas de cortes de custos de produção.   

No ano de eleições, a presidente Dilma não terá coragem de adotar medidas restritivas ao consumo, para não quebrar "a sensação de bem estar" da população.  Eu diria que, pelo contrário, poderão aliviar pontualmente medidas de distensão para dar "a sensação do poder de compra" da população.  A oferta de crédito fácil e barato, continuará na pauta da equipe econômica em 2014.

Quanto às medidas de corte de custo de produção não ocorrerão por dois motivos principais.  O primeiro motivo é que as tarifas administradas foram dadas em 2013, como contenção de tarifas de energia elétrica e de combustíveis.  Estes dois componentes importantes da inflação, não terão mais espaço para cortes, pelo contrário, haverá necessidade premente de ajustes sob pena de deixar as empresas Petrobras e Eletrobras em situação de comer a própria carne.  

O fator que não é considerado como fundamental no índice inflacionário do próximo ano é a revoada dos dólares rumo aos EEUU, conforme a matéria da Folha e de todos analistas do mercado.  A revoada dos dólares para fora, no sentido contrário à nossa necessidade de suprir o financiamento do déficit da balança de  conta corrente, faz com que o real fique depreciado ou desvalorizado.  Com o real desvalorizado, os produtos importados, quer seja de consumo ou de insumos, atuarão fortemente na formação do índice de inflação, mais do que qualquer outro fator.

Os analistas entrevistados pela Folha apontam inflação oficial, IPCA, do ano de 2014, entre 6,5% a 6,9%.  Presumo que os analistas não levaram em conta a desvalorização do real, até porque é quase impossível fazer previsão do comportamento dos investidores internacionais.  Adicionado ao fator EEUU, ainda resta considerar o fator rebaixamento de notas das agências de classificação com relação ao grau de investimento do Brasil.  

A certeza absoluta é que, não havendo medidas corretivas na política econômica (sic) do governo Dilma, o que acho provável, a inflação do ano de 2014 será maior do que o ano de 2013.  O aumento de inflação poderá trazer junto, novamente, o pífio crescimento em 2014, abaixo do ano de 2013, por conta de toda situação descrita acima. Isto é inexorável. 

É neste quadro que entra o fator "volta do Lula".  Se a inflação se comportar dentro do parâmetro esperado ou seja em torno do teto da meta de 6,5%, no final de junho de 2014, data da escolha dos candidatos, continuaria presidente Dilma com candidata à reeleição. Mas se estourar a meta da inflação, inexoravelmente o candidato será Lula, novamente.  O PT não vai largar o osso tão facilmente, por motivos que já expus na matéria recente sobre Lula 2014.  Que os candidatos da oposição que se preparem! 

Vamos apostar no Brasil, sem PT, vamos?

Ossami Sakamori

sábado, 7 de dezembro de 2013

Governo Dilma. Os ladrões de galinha vão para cadeia, mas ...

Folha. A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Desfalco, em Brasília, para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos da folha de pagamento do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Meio Ambiente), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A polícia estima que foram extraviados R$ 1,84 milhão em três anos.

Comentário.

Duas coisas destacam sobre notícia sobre o suposto desvio de R$ 1,84 milhões do Instituto Chico Mendes.  A primeira constatação é que a roubalheira do dinheiro público chegou até no órgão que supostamente defende a sustentabilidade da biodiversidade no governo.  A segunda é que a roubalheira dos bagrinhos, os culpados são investigada com todo rigor.  

Instituto Chico Mendes leva o nome do patrono, o sindicalista e seringueiro Chico Mendes, que foi morto aos 44 anos de idade, pelos pistoleiros mandado supostamente por um único, o Darly Alves da Silva.  Pela mesma causa defendida por sindicalista, foi eleita senadora da República, Marina Silva pelo PT/Acre. Ironicamente, o Instituto de leva o nome do sindicalista é saqueado por um funcionário bagrinho, protegido pelo partido do governo.

O governo federal apura com rigor, nisto concordo e apoio o serviço da nossa gloriosa Polícia Federal, os casos que interessa ao Palácio do Planalto.  É uma forma de demonstrar que o governo age, quando se tratar de malfeitos.  Mas é pura encenação para imprensa noticiar.  Encenação, eu digo, porque os maiores escândalos da República, são colocados debaixo do tapete.

Refiro-me, quando falo de grandes escândalos, a roubalheira no DNIT, a roubalheira com as ONGs do ministério do Turismo, a roubalheira da Delta Construções, os empréstimos fajutos para o estelionatário empresário Eike Batista, entre tantos.  Quero saber se alguns destes caras estão na cadeia ou mesmo estão sendo investigados com o mesmo rigor do bagrinho do Instituo Chico Mendes.  Estão ou não estão?  Está com a palavra presidente Dilma.

Ainda assim, a atual administração pretende estar no poder por mais 8 anos à partir de 2014.  Ensaia-se até em colocar Lula como candidato à presidência no lugar da Dilma, para ter certeza do sucesso.  Afinal, que País é este, que os ladrões de galinhas vão para cadeia mas os ladrões de R$ bilhões são tratados a pão de ló? 

Pronto! Chega por hoje!  

Ossami Sakamori

Lula presidente 2014. Fato consumado!

Diante do quadro econômico que se desenha para o ano de 2014, situação difícil, com PIB em queda e inflação em alta, certamente a popularidade da presidente Dilma vai para o chão.  O que eu temo, nem todos temem, a volta do Lula para nova gestão petista no governo fedral fica cada vez mais real.  Teremos, no mínimo mais 4 anos de gestão petista.

Estou a falar aqui, não porque o Lula disse que o seu grupo ficará no poder até 2022, mas porque é o que mais ouço no meio empresarial nos últimos tempos.  Vai se confirmar tudo que o povo vinha dizendo desde o início do governo Dilma, de que ela apenas estava esquentando cadeira para o seu chefe Lula.  Enfim, vem a confirmar que a Dilma serviu e serve apenas de poste do Lula.

Ontem, estava a assistir a vida do Nelson Mandela, de quem eu sou admirador de cadeira e achei uma semelhança incrível sobre a África do Sul e o Brasil.  Lula e Mandela são semelhantes, também. Repito, 300 vezes se for preciso, de que o meu respeito pelo presidente Lula terminou no dia 31/12/2010, exatamente à meia noite, assim como o respeito a presidente Dilma terminará à meia noite do dia 31/12/2014.  

Quais são semelhanças que vi entre África do Sul e Brasil?  Tem muitas.  Nelson Mandela primeiro presidente negro, foi eleito pelos 2/3 da população da que representa o seu partido o CNA.  Lula é primeiro presidente operário do Brasil, foi eleito com votos de 2/3 da população do País, os pobres.  A sucessão lá na África do Sul, obedeceu as regras do CNA.  Única diferença é de Nelson Mandela, fez a sua parte e cedeu às regras do establishment e aqui no Brasil o establishment é o próprio Lula.

Lá na África do Sul, o CNA está no poder há 14 anos.  Coincidência ou não haverá eleições no país sul-africano em 2014, para mais um mandato de 5 anos, completando um ciclo de 20 anos no poder.  No Brasil, se o PT ganhar eleições de 2014, certamente completará um ciclo de 20 anos no poder, ininterrupto.  Infelizmente, isto poderá ocorrer no Brasil.

As semelhanças entre os dois países, África do Sul e Brasil não param aí.  Lá, o establishment não é só o partido CNA, segundo reportagem que assisti.  O que mantém o partido CNA no poder é o conjunto de forças que o apoiam.  São empresas e pessoas próximas ao poder que se enriqueceram à custa do Estado.  Isto lá na África do Sul.  E aqui no Brasil, não é diferente.  

Criou-se no País um novo establishment que ascendo ao partido do governo, o PT, e próprio Lula.  Lula é apenas peça de jogo, para os amigos do poder o seu lugar conquistado.  Aqui como lá, as qualidades ou defeitos pessoais não contam.  O que interessa é que os poderosos que orbitam na esfera do governo federal manda e continuará mandando no Brasil, sempre.

Custou-me a cair ficha.  Custou-me a entender o jogo, porque não faço parte dele.  Pelo contrário, sou crítico ao establishment de qualquer grupo.  Justifico.  Sou crítico, não porque ideologicamente (sic) contrário ao partido dominante no País, mas sou crítico porque o País está sendo espoliado e destruído por donos do poder, em detrimento do desenvolvimento sustentável do País, somente para satisfazer os interesses próprios.  

Aos leitores que me acompanha! Hoje, acordei com dor na alma,  pelo dever que não poderei cumprir, pela contribuição que não poderei dar à minha pátria.  Não sou líder, não nasci para ser líder, mas apenas um reles cidadão, palavreando ao vento, como aquele esquizofrênico que não sabe transmitir através de palavras ao conjunto do povo.  São como gritos no deserto.  Não faz eco. 

Sim, com Lula na presidência, continuaremos republiqueta de 5ª categoria.  Meus amigos, estou triste, porque não tenho força para fazer prevalecer o meu desejo de ver a "pátria livre" dos malfeitores da "minha pátria amada".  

Ossami Sakamori

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Destino. Uma resposta para sua felicidade.

Do livro, edição 2002, de minha autoria. 

Começamos pela seguinte afirmativa: Adão e Eva nunca existiram como seres humanos reais. São personagens do mito bíblico da criação, que explica a origem do homem e do universo com sendo criados por Deus.

Ainda nos dias de hoje, quase 150 anos após a divulgação da teoria da evolução da espécie por Charles Darwin, a história de Adão e Eva continua sendo interpretada literalmente por muitas religiões.

Esse tipo de interpretação, divulgada em meio ao avanços tecnológicos e científicos deste terceiro milênio, provoca perplexidade.  O condicionamento mental que nos foi imposto através da teoria da criação desde a infância nos torna reféns de uma premissa falsa, o que coloca em dúvida os ensinamentos de muitas religiões.

Não seria melhor assumirmos de uma vez que a história de Adão e Eva seja considerada apenas um simbolismo do que ficarmos insistindo na tese de que eles existiram realmente?  Não seria esse um dos motivos pelos quais as igrejas ocidentais em geral estão perdendo adeptos?  Será que não está na hora de as igrejas darem uma interpretação mais atualizada ao episódio bíblico? Você que professa alguma dessas religiões, pense seriamente nisto.

Fique tranquilo, leitor.  O pensamento de cada um é livre.  Ninguém estará cometendo pecado ou sacrilégio quando pensar de maneira inovadora ao interpretar o Velho e o Novo Testamentos.  Pense também, que mais de metade da população do mundo está longe desse tipo de conflito mental, pois nunca recebeu ensinamentos baseados na teoria da criação das igrejas ocidentais.

A verdade é que a ciência vem confirmando, cada vem mais, a hipótese de Darwin.  Acompanhe o raciocínio posto aqui resumidamente.

Nós estamos no meio do caminho da evolução do próprio universo.  Viemos, há bilhões de anos atrás, de uma nova dimensão chamada de "buraco negro".  Dizem os cientistas que o universo que conhecemos se originou do "big bang", ou seja, da explosão daquele ponto negro.

Não sabemos exatamente como apareceu o sistema solar, o nosso planeta e, ainda, como se iniciou a vida na Terra.  Só sabemos que somos seres originados de micro-organismos que viveram há centenas de milhões ou talvez bilhões de anos.

A única realidade aceitável é que somos produtos da evolução da espécie.  Não temos ideia precisa de como evoluímos e, principalmente, do que evoluímos.  Há aproximadamente 150 mil anos, nós nos originamos do ser hoje chamado de "homo sapiens".  Se a estimativa a respeito do efetivo de "homo sapiens" que habitava o planeta, de aproximadamente 50 mil habitantes, for verdadeira, toda a população humana daquela época caberia hoje em um grande estádio esportivo.

Conclui-se que a história da humanidade é muito recente, ou seja, que estamos inseridos numa fração insignificante do tempo de existência do universo.  

O registro histórico da humanidade data de pouco mais de 5 mil anos.  Algumas das religiões que conhecemos nasceram há pouco mais de 3 mil anos.  É um período infinitesimal,  se comparado ao tempo de existência do universo.

O modo de vida que levamos atualmente, decorrente da evolução tecnológica e científica, é coisa que aconteceu nos últimos 500 anos, com o aparecimento de cientistas e pensadores como Descartes e Newton.

A evolução biológica e mental do ser humano foi quase imperceptível, mas evolução científica acelerou-se muito rapidamente.  Daí resultou o abismo em razão do qual somos hoje, mais do que em tempos passados, seres em conflito e muito angustiados.

Ao aceitarmos a teoria da evolução da espécie, não estamos negando a existência de Deus, pelo contrário.  

Ossami Sakamori 

Economia BR. Temo repeteco de 2002!

Folha. Para o ministro, o despenho da economia foi fraco neste ano, mas isso não deve se repetir em 2014. O ministro apontou dois motivos principais para acreditar na melhora: a economia mundial vai melhorar, elevando o consumo de produtos brasileiros no exterior, e o nível de investimento doméstico vai crescer devido ao programa de concessões da ordem de US$ 250 bilhões. "2014 será o ano da virada da crise", disse ministro Mantega.  

Comentário.

Não interpretem a fala do ministro Mantega sobre o desempenho da economia no ano que vem como positivo.  Faz parte do seu compromisso institucional ou melhor compromisso com a presidência da República, vender "clima" de otimismo no mercado.  Seria pedir demais confissão do ministro da Fazenda cujo presidente quer se reeleger a todo custo, agora, já no próximo ano, no sentido contrário.

Diante da agenda de eleições em 2014, não se espera da atual administração, a da Dilma, tomar medidas restritivas à população para melhorar o desempenho da economia sem agravar o quadro da situação fiscal do País.  Não, não vai tomar.  A presidente Dilma, deveria ter tomado as medidas corretivas já no início do mandato.  Se não as fez até agora, não será justamento no ano da sua tentativa de reeleição.

Ao contrário do que afirma o ministro, os investimentos referente às concessões US$ 250 bilhões, mais os investimentos referente à exploração do pré-sal não ocorrerão no ano de 2014, mas sim no decorrer dos 25 anos de concessão.  Se traduzido em termo de investimento para 2014, seria algo como US$ 10 bilhões ou R$ 23 bilhões.  Nada espetacular como se refere o ministro Mantega.

A situação fiscal de 2013, tem sinal de que fechará dentro da meta, a última, após os ajustes excluindo estados e municípios, com muito sofreguidão e muitas gambiarras contábeis.  Certamente, para o fechamento do ajuste, serão antecipado, para efeito contábil algumas receitas futuras, como decorrente do Refis.  Outras despesas serão postergados para o ano de 2013 para fechar dentro da meta, a nova.

Acontece que o mercado financeiro global não dorme de touca. O mercado tanto nacional ou internacional, acompanham de perto as gambiarras do Arno Augustin, já freguês de caderno.  A tendência das agências de classificação para o Brasil, não será alterada.  As agências manterão perspectiva negativa para a nota de risco do Brasil.

Poucos analistas do mercado chamam a atenção para a dificuldade de rolagem das dívidas públicas do governo federal.  O jornal Folha deu destaque ontem, sobre "rebelião" dos técnicos sobre a política de juros do Tesouro Nacional, comandado pelo Arno Augustin, o rei das gambiarras.  O fato que há visão clara sobre gravidade da situação dos próprios técnicos do ministério da Fazenda.  

O fator alarmante, no meu entender, que os juros do título NTN-B, postecipados, segue numa trajetória ascendente.  O último número divulgado pela Fazenda é de que o mercado está exigindo remuneração de 6% + inflação.  Em tese, o Tesouro está rolando parte da sua dívida próximo de 12% ao ano.  Isto causa, primeiro o aumento descomunal da dívida do Tesouro proporcionalmente ao PIB e outro fator é a sinalização de que o País está perdendo credibilidade muito rapidamente.

Diante do quadro, os investimentos estrangeiros diretos (IED), tão necessários para fechar a balança de pagamentos, vão ficar na posição de stand by no próximo ano, na expectativa do resultado das eleições.  Aconteceu algo semelhante, no ano de eleições do sucessor do FHC em 2002.  Vamos torcer para que isto não se repita.  Ou vamos esperar que Deus seja brasileiro, novamente?

Ossami Sakamori  



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Paraísos fiscais. Brasileiros tem US$ 500 BI lá fora.

Chega a ser cômico a reportagem da Rede Globo sobre à procura dos verdadeiros donos do Hotel Saint Peter em Brasília.  De repente, como que de repente, descobriu-se que o verdadeiro dono do Hotel é uma empresa panamenha de nome Truston Internacional Inc. cujo presidente é um office boy Jose Eugenio Silva Ritter.  

Só mesmo Rede Globo para mandar investigar uma empresa no paraíso fiscal como Panamá.  Tenha santa paciência!  Os paraísos fiscais são sobejamente conhecidos em todo o mundo como países que escondem os dinheiros sujos.  São países como Ilhas Cayman, Ilhas Bahamas, Barbados, Ilhas Jersey, Uruguay, Panamá, entre tantos, que cobram os impostos de renda.

As empresas denominados no jargão popular de "off-shore", são verdadeiras empresas de fachada para esconder os verdadeiros donos do dinenheiro.  As empresas são sociedade anônima no verdadeiro sentido da palavra. Os sócios permanecem no anonimato.  Os proprietários possuem certificados de ações ao portador, em papel físico, como acontecia no Brasil antes do Collor.

O país denominados de paraísos fiscais, não cobram impostos, mas ganham em taxas de licenciamento para funcionamento das empresas de fachada.  Quase todas empresas transnacionais tem empresas nos paraísos fiscais.  Muitas empresas e pessoas físicas brasileiras tem empresas nos paraísos fiscais.  Todo o tráfico de drogas passa necessariamente pelos paraísos fiscais.  Todos políticos corruptos tem empresas nos paraísos fiscais. A Petrobras tem subsidiárias integrais nos paraísos fiscais.  

No caso do Hotel Saint Peter, pivô do caso José Dirceu, o escritório especializado para montagem do "off-shore" se chama Morgan & Morgan e o nativo laranja se chama Jose Eugenio Silva Ritter.  A empresa Truston Internacional Inc. poderá ser do Paulo Masci  de Abreu ou qualquer outro.  Poderá ser do próprio José Dirceu.  Eu disse, poderá ser.  Não estou afirmando que é.  

O velho conhecido doleiro é que faz a antiga operação cabo ou seja faz transferência de dinheiro das empresas "off-shore" de fora para dentro ou de dentro para fora.  No segundo caso, se denomina evasão de divisas.  Mas há sempre, gente querendo levar e trazer dinheiro em nome da empresa de fachada.  Na operação cabo, não há movimentação de dinheiro em espécie, mas apenas troca de titularidade dos dinheiros, que está lá fora ou está aqui dentro.  

Há inúmeras maneiras de levar, virtualmente, dinheiro para fora, sobretudo pelas empresas exportadoras.  Utiliza-se empresas "off-shore" de fachada para deixar os lucros nas empresas isentas de impostos de qualquer natureza.  Digamos que faz o passeio de nota fiscal.  Efetivamente a mercadoria ou serviço não passam pelas Ilhas Jersey, Ilhas Cayman, Panamá ou Uruguay.  Apenas as notas fiscais.   Eles nem teriam portos para passar tanta mercadoria.  

Veja o que aconteceu com o empréstimo do caso mensalão.  O Banco Rural não levou prejuízo de uma operação que sabidamente iria redundar em não pagamento.  O PT fez empréstimo aqui no Brasil e pagou à subsidiária do Banco Rural nos paraísos fiscais.  Na realidade, o Banco Rural, apenas esquentou a operação do mensalão. No caso o Banco Rural fez o serviço de doleiro. José Dirceu, José Genuíno e Delúbio Soares sabiam e sabem disso.  Não adianta fingir de inocentes e proclamarem-se heróis.  O DEA - Drug Enforcement Administration sabe.  Obama sabe.  Só Lula finge que não sabe.  Lula e Dilma sabem que Obama sabe.  

Segundo Serviço de Inteligência dos EEUU, os brasileiros natos, tem mais de US$ 500 bilhões em paraísos fiscais.  Isto equivale grosso modo a 25% do PIB brasileiro.  Há diversos estudos para repatriar este dinheiro com isenção de impostos para esquentar o dinheiro, mas esbarra-se na legislação.  Por outro lado, é tão fácil a circulação de dinheiros depositados nos paraísos fiscais, que dificilmente este dinheiro será repatriado.  

Em matéria de bobeira é o caso do Paulo Maluf que não confiou no esquema de "off-shore" e deixou rabo aparecer.  O aparente, mais vivaldino dos políticos, não soube fazer direito a evasão de divisa.  E ainda, simulou empréstimos para empresa dele, com o dinheiro dele.  

Ossami Sakamori


Brasil da Dilma. Piores dias estão para vir!

A insatisfação vem dos coordenadores do Ministério da Fazenda, subordinado ao secretário do Tesouro Arno Augustin, conhecido como rei das gambiarras contábeis.  As críticas se referem sobretudo ao último aumento do Selic para 10% ao ano, pelos próprios coordenadores, segundo leitura feita no jornal Estadão.    

Acontece que a dívida pública bruta gira próximo de R$ 3 trilhões e a dívida líquida acima de R$ 2 trilhões.  O Banco Central para conceito de dívida líquida deduz o valor da reserva cambial e o empréstimo ao BNDES para sustentar o PIS.   Qualquer número que consideremos é montanha de dinheiro!  Grosso modo, a dívida pública brasileira, hoje, está dobro do que herdou do governo anterior, há apenas 11 anos.  

Como se sabe, a aplicação da parte da reserva cambial é aplicada em 0,25% ao ano, em dólares.  O programa PIS - Programa de Investimento Sustentável com saldo de cerca de R$ 430 bilhões, está emprestado às empresas do Bolsa Empresário à taxa média de 3,5% ao ano.  A diferença dos juros o Tesouro cobre com novas emissões de títulos.  É uma ciranda financeira que não termina nunca!

Dentro deste quadro, o mercado financeiro, sentindo a dificuldade demonstrado pelo Tesouro na rolagem de seus títulos, vem exigindo pelo título NTN-B com vencimento em 2023, juros cada vez mais altos.  Só para se ter ideia, no dia 2/1/2013, os juros girava em torno de 2,5% + inflação.  Hoje, o mercado exige 6% + inflação.  Significa que o Banco Central paga pelo NTN-B, juros presente, de cerca de 12% ao ano.  E por estas e outras que o "mix" de juros pagos pelo Banco Central sobre o estoque de sua dívida pública está próximo de 11% ao ano.  Calculem, quanto de juros pagamos por ano, se quiserem.  É uma babilônia! 

Como pode ver, dentro da esfera técnica do Banco Central, a taxa básica de juros, Selic, não é utilizado para conter a inflação.  Ao contrário, a área técnica do ministério da Fazenda, considera o aumento da taxa básica de juros como termômetro da credibilidade da política econômica do governo.  No que concordo plenamente. Folgo em saber que, pelo menos a área técnica da Fazenda, tem o mesmo pensamento meu.

Segundo o Estadão, a área técnica do ministério da Fazenda, se preocupa com o crescente endividamento do Tesouro Nacional, diante da nova taxa Selic.  Não foram bem claro, os coordenadores, mas certamente eles se preocupam com o efeito "contaminação" dos juros exorbitantes que o Tesouro paga para rolagem das suas dívidas.   No entanto é inexorável o efeito do aumento da taxa Selic, nos juros do mercado e em consequência o efeito no índice de inflação decorrente da alta de juros.  

Sejamos claro.  O governo Dilma perdeu credibilidade no mercado, então há necessidade de pagar taxa de juros cada vez mais alto.  Essa história de que o aumento de taxa Selic é para segurar a inflação, acompanhado pela maioria dos analistas meia tigela e empresários puxa sacos do governo, é pura invencionice para mitigar o verdadeiro efeito do aumento da taxa de juros básicos, Selic.

Existe sinalizações das agências de classificação de riscos de rebaixamento das notas do Brasil para viés de baixa, no mês de janeiro do próximo ano.  No quadro já desenhado anteriormente, os juros Selic no próximo semestre deve ter trajetória ascendente com mira para 12% ao ano, já no primeiro semestre, inexoravelmente.  

Duas conclusões podemos tirar diante do quadro.  A primeira conclusão é de que o Brasil já se encontra no "meio da crise".  A segunda conclusão é de que o ano de 2014, a economia brasileira vai experimentar situação tão grave quanto do ano de 2008, por culpa própria.   

Não cabe mais, no meu entender, à esta altura da situação que se encontra, discussões sobre o que "deveria" ter feito na política econômica (sic).  Independente de governo que está no poder, o Brasil acima de tudo, deve procurar a "saída" menos traumática para a crise que já se instalou.  Quanto mais tarde, pior será o remédio. 

Vamos apostar no Brasil, sem Dilma, vamos?

Ossami Sakamori 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Joaquim Barbosa 2014! Por que não?

Joaquim Barbosa candidato ao cargo de presidência da República é o que todo mundo tem medo de colocar na boca.  Eu digo, por que não?  Ele por acaso tem algum defeito?  Um cara que tem muitas qualidades, por exemplo falar fluentemente várias línguas.  Ele tem curso superior e é um magistrado.  Por acaso, desses últimos que ocuparam e ocupam o mesmo cargo tem as mesmas qualidades? 

Certamente ele deve ter defeitos pessoais que qualquer ser humano tem.  E quem não tem?  O fato de ele ter comprado apartamento em Miami com recursos dele próprio, tem algum defeito?  Ha, ha, ha! Estão dizendo que a empresa dele nos EEUU, tem capital mínimo.  Esta futrica é para quem não entende das leis do comércio.  Que ele tem dor na coluna.  Quem não tem uma dorzinha ali ou acolá?  

Dizem que ele tem 15% de intenção de voto e índice de rejeição muito alto, nas últimas pesquisas divulgadas.  O índice de rejeição é por ele ser negro?  Ha, ha, ha!  O povo prefere um pinguço do que um negro?  E isto?  Povo ignorante!  Os negros foram libertados da escravidão pela princesa Isabel, lembram-se?  Eita, País miserável!  Rejeitar uma pessoa pela cor!  Lembrai todos que o "homo sapiens", os primeiros seres humanos do planeta Terra, eram negros!  Ha, ha, ha!

Uai, botaram um pinguço analfabeto na presidência e agora estão querendo barrar eventual pretensão do ministro do STF, Joaquim Barbosa, por ele ser negro?  Ha, ha, ha!  País de merda!  Prefere se enganar com os branquinhos incompetentes!  Ha, ha, ha!  País racista!  Toma vergonha na cara, Brasil !!!

Independente, de ele vai ganhar eleição ou não, deixe o ministro ter a liberdade da escolha, se quer ser candidato ou não.  Esta história de querer colocar pré-condição para ser candidato à presidência, a de ser branquinho é coisa da republiqueta de 5ª categoria.  Ha, ha, ha! Dá-lhes Joaquim Barbosa nelles!  

Ossami Sakamori


Vamos apostar no Brasil, sem Dilma, vamos?

Folha. O risco no ambiente econômico do próximo ano, segundo assessores presidenciais, está no dólar.  A moeda americana está em alta nas últimas semanas e pode subir ainda mais, a depender do ritmo do fim dos estímulos à economia americana, esperado para o ano que vem.  Além disso, a recuperação dos EUA pode levar para lá investimentos que estavam no Brasil, reduzindo mais a quantidade de moeda e a encarecendo.  Com menos dólares em circulação, a tendência é de alta na cotação.

Comentário.

Sobre os fatos, não tem muito a comentar.  Temos muito a lamentar, pela visão míope da equipe econômica da presidente Dilma.  Este blog já vem alertando isto há mais de 1 ano e meio.  A presidente Dilma e sua equipe, só agora, após constatação dos fatos, mostra preocupação com o aumento do dólar.  Isto é o resultado do erro sistêmico da política econômica.  Tentar segurar a inflação, segurando o dólar, mantendo-o depreciado, com o fim exclusivo de manter o estado de "euforia" do povo brasileiro é erro sistêmico.

Como não tem almoço de graça, chegou a conta.  Tudo que foi dito por mim em mais de 900 matérias sobre o equívoco da política econômica, já não servem mais.  Serviriam, até então.  Agora, que entramos no olho do furacão, as receitas são outras.  A conta do almoço se vai ser alta ou não, ninguém pode prever.  O que devemos é buscar uma "saída" menos traumática para a população.  E digo com toda franqueza, a presidente Dilma e sua equipe econômica não tem competência para formular uma saída para a crise.

A primeira coisa que a Dilma e sua equipe econômica deve fazer é conscientizarem-se de que "já estamos na crise".  Esta conscientização é importante para tomar medidas que não põe o País no ambiente de "caos".  Mesmo eu sendo crítico em relação ao governo Dilma, não quero situação de "caos" para o Brasil.  Sou muito brasileiro, sim senhor ou sim senhora!  

Em não se conscientizando do quadro grave que a economia brasileira apresenta e continuar a fazer as mesmas gambiarras para enganar a população, é inexorável que o País vai atravessar o ano de 2014, muito difícil.  Se eu estivesse no lugar da Dilma, mudaria a equipe econômica, neste momento, para os ortodoxos, para achar uma solução menos traumática para a saída da crise.  É o mínimo que temos que fazer, hoje.  

Chega de improviso, de gambiarras, de amadorismo!  O síndico de plantão, presidente da República, tem o dever de administrar, receita da União de cerca de R$ 1,2 trilhão, mais os orçamento das estatais como a Petrobras e Eletrobras que responde por mais R$ 500 bilhões, grosso modo.  Administrar o País como se fosse uma lojinha de R$ 1,99 é uma irresponsabilidade total ! Já estou com o "saco cheio" da atual situação.  Não aguento mais escrever as mesmas críticas, o tempo todo.  Uma hora tem que mudar isto, meu Deus!

Vamos apostar no Brasil, sem Dilma, vamos?

Ossami Sakamori


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Brasil da Dilma. O dilúvio está caindo!

Parece que caiu dilúvio nestes últimos dias.  Aumento de gasolina e de óleo diesel em 4% e 8%, respectivamente; ações da Petrobras desabando 10%; dólar quase batendo a casa do R$ 2,40; crescimento do PIB no terceiro trimestre fechando em 0,5% negativo.  Só falta mesmo Dilma quebrar dedo do pé.  

Agora, os analistas do mercado e da economia parecem ter acordado.  De repente descobriram que o Brasil está com problema sério na área econômica.  Agora, sai todo mundo dando tiroteio, procurando o culpado, do quadro que o País se encontra.  

Puxa, meus amigos leitores, vocês sabem que venho chamando atenção do erro sistêmico da política econômica da Dilma, desde o início do governo.  Primeiramente, em opiniões em matérias econômicas do jornal Folha e após 15 de fevereiro de 2012 matérias neste blog.  

Nestes últimos 1 ano e 6 meses, levei pau de tudo quanto e lado.  Não fui compreendido.  Sofri ofensas de pessoas exaltadas.  Propuseram até extradição, pensando eu ser japonês nato.  As criticas às políticas econômicas equivocadas, apontadas por mim, não foram bem recebidos.  Fazer o que?

Os equívocos apontados por mim, não foram corrigidos a tempo.  E está dando no que está dando.  O quadro da economia brasileira vai de mal a pior.  E o encavalamento ou somatórias de diversos problemas apontados em mais de 900 matérias neste blog tem agravado ainda mais a situação.  

Agora, estão aí, a equipe econômica e a própria Dilma estão como barata tonta. Os problemas são tantas que não sabem onde começar o concerto do conserto ou vice-versa.  Numa economia do País, quase tudo é interligado.  Não adianta consertar uma coisa e deixar de consertar outra.  Muitas vezes os reparos pontuais produzem desorganização maior do que antes.  É o preço que estamos a pagar.

Foram 2 anos e 11 meses de gastança desenfreada.  Dólar monitorado para tornar real apreciado.  Tarifas públicas administradas engessadas.  Dinheiro mal gastos em obras faraônicas como estádios de futebol.  Pior, deixaram de cuidar do essencial, que são investimentos em educação, saúde pública, segurança pública e infraestrutura. 

O dinheiro e os programas foram direcionados com objetivo único de reeleger a presidente Dilma.  A presidente Dilma começou vários obras, mas não conseguiu concluir nenhuma delas.  Só mesmo estádios para Copa do Mundo, parecem estar concluídos no undécimo tempo.  Pelo jeito, com algumas vítimas no canteiro de obras.  Enriqueceram os empreiteiros, mas os reles brasileiros, vão assistir a Copa pela televisão mesmo, porque os ingressos são para público endinheirado do primeiro mundo.  

Por que este espanto todo, presidente Dilma?  Não lhe avisei o equívoco na formulação da política econômica, não lhe avisei?  Os mais de 900 artigos postados neste blog, são testemunhos de que fiz tudo para chamar sua atenção para os fatos.  Agora, já foi.  Agora, o leito já está derramado.  Não adianta mais, seguir os meus conselhos anteriores.  Agora, teremos que buscar soluções para a saída da crise.

Não sou petista, mas coloco-me à disposição da equipe econômica, para achar solução de saída menos traumática para a atual situação. O quadro vai continuar deteriorar mais ainda nos próximos meses.  Agora, eu prefiro mesmo a solução que anuncio abaixo.

Vamos apostar no Brasil, sem Dilma, vamos?

Ossami Sakamori



Petrobras. Por que a queda de 10% das suas ações?

Folha. Com um dos maiores caixas do país, a Petrobras teve de resgatar, em três meses, R$ 27,8 bilhões de um fundo de curto prazo para cumprir investimentos e obrigações com fornecedores e bancos.  O patrimônio desse fundo (chamado FIC Olimpo), que tinha, no auge, em 27 de agosto, R$ 45,7 bilhões, foi reduzido em 67%, para R$ 15 bilhões, na quinta-feira passada, dado mais recente segundo a agência Bloomberg.  

Comentário.

Ontem, foi dia negro para Petrobras. As ações ON da Companhia perdeu em poucas horas, R$ 25 bilhões em valores do mercado.  Lembrando que o seu patrimônio líquido em 31/12/2012 apontava R$ 343,1 bilhões.  Foi devido ao aumento de combustíveis abaixo do que o mercado esperava.  E também, influenciou a indicação do governo de que o governo Dilma vai continuar usando a Petrobras como instrumento da política monetária do governo.

Por falta de aumento de combustíveis, a Petrobras vinha raspando o caixa, lançando mão, do resgate do seu fundo conforme notícia acima da Folha.  O fundo FIC Olimpo que se refere a notícia, segundo últimos dados, em setembro representava 93,6% das aplicações, ou seja quase a totalidade do fundo de caixa.

Para uma gigante como a Petrobras, com patrimônio líquido de R$ 343,1 bilhões, dispor de R$ 15 bilhões em caixa é muito pouco.  Para uma empresa que fatura cerca de R$ 300 bilhões por ano, deveria ter em seu caixa no mínimo R$ 30 bilhões que seria despesa corrente dos próximos 30 dias.  Pois a Companhia teve que raspar o caixa e entrou na zona de risco.  

Pelo aumento concedido pelo ministério da Fazenda, abaixo da expectativa da Petrobras e do próprio mercado, a Companhia talvez consiga recompor parte dos custos, mas não terá margem para recompor o fundo de caixa.  Eis o motivo da preocupação do mercado.  A Petrobras está no limbo!  

Pelos motivos expostos, é inexorável o novo aumento dos combustíveis nos próximos 6 meses, sob pena de sucatear de vez a Petrobras, colocando-a na zona de alto risco.  

Por estas e outras medidas equivocadas do governo, que denomino de erro sistêmico da política econômica, o Brasil vai perdendo credibilidade no mercado financeiro internacional.  Perdendo credibilidade no mercado financeiro internacional, obriga o Brasil pagar a taxa básica de juros, Selic, a mais alta do mundo, para atrair capital estrangeiro especulativo para poder dar solvência à rolagem dos títulos do Tesouro Nacional bem como fechar a balança de pagamentos em níveis de estabilidade.

Como pode ver, a credibilidade da Petrobras acaba influenciando na credibilidade do País, assim como a política econômica mal sucedida do Brasil acaba influenciando no resultado da Petrobras.  Isto ocorre, porque o governo Dilma utiliza a Petrobras como instrumento da política monetária, por sinal mal sucedida.  Haja coração para aguentar um País, na mão da incompetente presidente Dilma e sua equipe econômica.  Vamos aguentar até quando?

Vamos apostar no Brasil, sem  Dilma, vamos?

Ossami Sakamori


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

É fácil tirar eleições da Dilma! Veja como...

O governo federal, no seu conjunto, incluindo as estatais, gastam ao ano pouco mais de R$ 1,5 bilhão em publicidade e anúncios do governo federal, quer seja de projetos a serem implementados, quanto ao projetos em andamento.  Deste total, cerca de R$ 700 milhões são destinados para o sistema Rede Globo.  

Quanto ao gastos com a propagando do governo, as redes de rádio e televisão tinha como obrigação fazer anúncio de algum feito do governo, gratuitamente, já que os serviços são concessões do governo federal.  A mídia impressa que não são concessões, não são obrigados a atender o governo a não ser os serviços de utilidade pública, como campanha de vacinação. Esta seria exceção.

Volto ao assunto sobre o orçamento do governo federal para publicidade, num montante para ninguém botar defeito, porque a verba está sendo usado, prioritariamente para fazer imagem positiva da presidente da República.  Ademais, as emissoras de rádio e televisão, com verba polpuda do governo federal é quase que impraticável fazer matérias contra o governo federal, seu principal cliente.  

Segundo a última pesquisa de intenção de voto, o DataFolha, identificou que 47% dos brasileiros tem intenção de votar na presidente Dilma e 30% para os candidatos da oposição.  Lembrando que os virtuais candidatos da oposição, em tese, não dispõe desse montanha de dinheiro em publicidade. 

Não precisaria ser o João Santana, o marqueteiro da Dilma, para fazer a popularidade do seu cliente chegar nos 47%.  Qualquer marqueteiro medíocre, faria um qualquer cidadão, pode ser João, José, Manuel ou um poste qualquer, alcançar a popularidade nos níveis alcançados pela Dilma.  E vem dizer que a presidente Dilma está reeleita é uma afirmação não tão segura, conseguido à custa da verba de R$ 1,5 bilhão por ano.  

Já se sabe, também, que o tempo de televisão no horário gratuito do programa do TSE, a presidente Dilma vai ocupar cerca de 2/3 e o restante dividido entre os candidatos da oposição.  Nas condições expostas, resta ao candidato à oposição ter o carisma suficiente para empolgar a população a ponto de contrapor à poderosa força econômica e financeira do candidato ou da candidata da situação.  

Única alternativa viável para o candidato da oposição, qualquer que seja, será apresentar à população o seu compromisso com a probidade administrativa, competência gerencial e interação pessoal com o povo.  O candidato que não gostar do cheiro do povo, não se elege.  Nem precisa perder o tempo e dinheiro em se candidatando se não tiver as características mínimas apresentadas acima.  

Seria, no meu entender, até uma tarefa fácil fazer oposição à presidente Dilma porque ela não possui nenhuma das características apontadas por mim, qual seja, a probidade, a competência e gostar do cheiro do povo.  Tem algum, José, João ou Manuel com estas qualidades?  Então, põe como candidato que ele se elege presidente da República Federativa do Brasil, como alternativa a Dilma.

É como tirar pirulito da boca de uma criança!  

Ossami Sakamori


domingo, 1 de dezembro de 2013

Senadores e Senadoras, OS OBESOS PEDEM SOCORRO!

Senhores senadores e senhoras senadoras,

Peço atenção ao texto abaixo reproduzido, que retrata a luta dos obesos e das obesas, há longos 2 anos, contra a interferência intempestiva da Anvisa, retirando medicamentos que lhes são essenciais para o tratamento de portadores de obesidade.  

A matéria é de uma colaboradora deste blog, que subscreve no rodapé desta.   

São dois anos de agonia, dois anos de luta, dois anos de esperança. São dois anos de desrespeito ao direito de tratamento covardemente tirado do portador de obesidade por um órgão governamental que deveria cuidar do cidadão, em vez de legislar pelos interesses de alguns.

Em 18 de setembro de 2013, finalmente veio a primeira vitória, conquistada de maneira árdua, insistente, suada, junto à Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF). Felizmente, o eleitor ainda pode contar com o bom-senso e o apoio de parlamentares que primam pelos direitos e necessidades das pessoas quer os elegem.

Na CCJC (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) não foi diferente. A luta se repetiu, os apelos insistentes aos deputados federais que compõem a CCJC, mensagens pelo Twitter, Facebook, e-mails... valeu tudo, sempre com o objetivo de atingir a sensibilidade do parlamentar responsável pela grande tarefa de aprovar ou não o Projeto de Lei 2431/11, de autoria do deputado Felipe Bornier (PSD/RJ), que nos garante o direito de podermos ter prescritos e adquiridos com segurança os medicamentos que colocam ordem em nossos organismos, refreando a ansiedade, corrigindo o metabolismo e controlando o ganho excessivo de peso, ao mesmo tempo em que, ao assim agir, garantem corpos e mentes mais saudáveis e vidas mais felizes.

A luta na CCJC foi tão árdua e sofrida quanto a conquista de um importante título pelo time predileto. Tivemos a inusitada aparição do deputado Marcelo Almeida (PMDB/PR), antes desconhecido nas discussões do PL 2431/11,  que a princípio pediu vistas, atrasando a votação em duas semanas. Finalmente, quando pudemos assistir às transmissões da votação do “nosso PL”, como é chamado pela galera do Facebook, no dia 19 de novembro, fomos obrigados a ouvir discursos vagos e destituídos de amparo científico e de respeito às necessidades do próximo, como a sugestão da “receita de um chinês, de comer melancia de manhã, à tarde e à noite, que emagrece”, proferida pelo deputado Onofre Santo Agostini PSD/SC, ou o comentário no mínimo de mau gosto feito pelo  deputado Espiridião Amin (PP/SC), ao defender o papel da Anvisa enquanto órgão fiscalizador e, em tom de chacota, dizer que, ao se propor  a defesa de produção dos inibidores de apetite, qualquer deputado pode, também, defender a produção de algum cosmético, como o shampoo, por exemplo. Se para esse senhor a saúde de milhões de pessoas é comparável a mera vaidade ou a algum outro assunto sem importância, só nos resta lamentar.

Apesar de todos esses pesares, pudemos sair da CCJC com o alívio da vitória em mais uma etapa, mesmo com a ameaça do deputado Marcelo Almeida de coletar assinaturas junto aos parlamentares, com o intuito de enviar o PL para discussão no Plenário da Câmara Federal, atrapalhando a nossa alegria e colocando como remotas as possibilidades da volta do nosso direito a tratamento digno, legal e de qualidade. Ah, como sofremos com os assédios de traficantes de remédios, com suas pílulas de farinha e a preços exorbitantes! 

Felizmente, Marcelo Almeida voltou atrás, reavaliando sua posição. Soou como música aos nossos ouvidos quando o parlamentar anunciou, em meio a discussões para votação de um outro projeto, no dia 26 de novembro, que desistira da coleta de assinaturas e que deixaria “nosso PL” seguir seu caminho... Só nos resta agradecer. Foi só alegria, comemoração e alívio novamente. Se estivéssemos juntos, reunidos numa arena, ou num plenário, com certeza diríamos em uníssono coro: “Obrigada deputado Marcelo Almeida, pela reconsideração, que de tão bem-vinda, se transforma em apoio. Valeu. Muito obrigada”.

E assim seguimos, ansiosos pelo bom-senso e sensibilidade agora dos senadores, enquanto acompanhamos, com toda atenção, o “conta-gotas” da passagem das 5 sessões de prazo, para o “nosso PL” finalmente seja apreciado pelo Senado.

Obrigada, mais uma vez, aos deputados da CSSF e da CCJC, que nos entenderam, apoiaram e nos deram a vitória e continuam nos apoiando. De novo, obrigada deputado Marcelo Almeida, pela reconsideração e, finalmente, obrigada deputado Felipe Bornier, pela idéia e redação desse projeto, tornando-se o querido e amigo “anjinho dos gordinhos”.

Toninha Rodrigues, jornalista

Ossami Sakamori, apoiador

Markito de Souza, apoiador


Que País é este? Você responde!

Há cerca de 3 anos atrás, escrevi um texto sobre a política brasileira e minha amiga Renata Ramiro produziu vídeo com a competência de sempre, produziu vídeo com o título: "Dignidade Já!", postado no site YouTube.  Na mesma linha de pensamento, escrevo esta com pesar na alma.

Que País é este?

Que País é este que a Câmara dos Deputados tem bancada dos presidiários da Penitenciária de Papuda?

Que País é este que os condenados pelos crimes comuns de roubo de dinheiro público e de operações bancárias fraudulentas, são ovacionados como presos políticos?

Que País é este que a presidente da República, no seu programa de rádio, manda recado para o preso na Penitenciária de Papuda?

Que País é este que o extraditado pelo STF ganha identidade de residente, sendo tratado como se o extraditando, assassino na pátria de origem, merecesse o tratamento digno?

Que País é este que o presidiário exerce função relevante na iniciativa privada, para continuar com a sua atividade de lobista?

Que País é este que os processos de investigação sobre superfaturamento das obras, são arquivados?

Que País é este que o estelionatário que causou rombo de R$ bilhões ao banco de fomento federal, é tratado apenas como empresário mal sucedido?

Que País é este se gasta R$ bilhões na realização de Copa de Mundo, mas morrem doentes nos corredores de hospitais.

Que País é este que se aplica 5 vezes mais em universidades do que em ensino fundamental?  

Que País é este que gasta-se mais do que arrecada?

Que País é este que continuamos, em pleno século XXI, exportando commodities para poder importar os manufaturados?

Que País é este que a inflação oficial é diferente da inflação do bolso de cada cidadão brasileiro?

Que País é este que a indolência é priorizada antes da meritocracia?

Que País é este que os políticos priorizam o bolso próprio do que as prioridades para a população?

O Brasil tem solução!  Brasil é País do presente!  Brasil é potência mundial.  Basta dar solução às perguntas feitas, aqui.

Vamos apostar no Brasil, com dignidade, vamos?

Ossami Sakamori