sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Brasil paga R$ 250 bilhões para agiotas internacionais!

Crédito da imagem: Estadão

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles diz que o Brasil deve crescer 3% no ano de 2018. No entanto, faz ressalva de que poderá haver "bolhas financeiras globais" que podem dificultar a concretização mais acelerado do PIB no médio prazo, segundo Estadão de hoje. Meirelles esconde o verdadeiro problema do País. 

Ainda segundo Estadão, afirma o ministro da Fazenda Henrique Meirelles como que dando aula aos ministros de Fazenda dos países desenvolvidos: " Uma recomendação que acredito importante que tenha sido feita agora aos formuladores de políticas dos países desenvolvidos que estão de fato atentos a isso é qual seria o risco da economia global". Para mim, soa como aquele aviso de uma possível "marolinha", profetizado pela vez anterior na condição de presidente do Banco Central do governo Lula. É uma desculpa antecipada de uma afirmação que ele próprio não tem certeza de que possa acontecer. 

Vamos direto ao assunto. Henrique Meirelles juntamente com o presidente do Banco Central Ilan Goldfajn, pratica política econômica "ortodoxa", receita do FMI, de controle da inflação via taxa de juros reais Selic. Nem é preciso lembar que o Brasil paga a maior taxa de juros reais dentre 40 maiores economias do mundo, deixando atrás apenas Rússia e Turquia. De certo, para Meirelles, os 37 maiores economias estão em contramão de uma equilibrada política econômica. 

A equipe econômica comemora a redução da taxa de inflação aos níveis de 3% ao ano à custa de 40 milhões de desempregados e desalentados. Somado ao espantoso número de desempregados e "biscateiros", o número de inadimplente no sistema de crédito, 60 milhões de adultos num universo de 140 milhões de adultos, são os maiores óbices para o acelerado crescimento do Brasil. Comemorar o que num cenário como este! Ao contrário da "desculpa antecipada" do Henrique Meirelles, o equívoco da política econômica está debaixo do nosso próprio nariz. 

O ministro da Fazenda tenta diminuir o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" nos níveis de R$ 159 bilhões, mas não está conseguindo. A previsão do "rombo fiscal" para o próximo ano é de, novamente, R$ 159 bilhões. Para leigos entenderem, o "déficit primário" ou o "rombo fiscal" é o dinheiro que falta para cobrir os gastos correntes do governo federal. O principal equívoco governo Temer, certamente, à frente o Henrique Meirelles, está na política econômica "ortodoxa" que privilegia os especuladores financeiros internacionais, dito por mim como "agiotas internacionais". 

O maior equívoco não está propriamente no "déficit primário" ou o "rombo fiscal", porque maior parte dos 40 maiores economias do mundo pratica-os. Ao contrário do que afirma o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, desde 2000, vigorava a Lei de Responsabilidade Fiscal que obrigava o "rombo fiscal" zero. O ciclo de "responsabilidade fiscal" encerrou já no final do governo Dilma, em 2013. Governo Temer, pelo contrário, com a Emenda Constitucional de "teto dos gastos", oficializou o "rombo fiscal", desde então.

O governo Temer não consegue "decolar" por falta de investimentos, até por conta do falso "teto dos gastos", mas sobretudo porque gasta em pagamento de juros reais que incide sobre a dívida pública federal, média de 5% ao ano. O montante do pagamento dos juros reais sobre a dívida pública federal, denominado de "déficit nominal" ou "pagamento dos juros" ascende aos dados "não divulgados", entre R$ 200 bilhões a R$ 250 bilhões anuais. O montante de juros reais pago pelo governo Temer, hoje, equivale grosso modo à soma dos orçamentos fiscais destinado à educação e saúde. 

Os intelectuais da USP aplaudem o Meirelles, os economistas considerados "notáveis" aplaudem e os analistas econômicos dos principais meios de comunicação aplaudem a "equivocada" política econômica. Só falta alternativa ao setor produtivo do País aplaudir a sabida "política econômica equivocada" para não ficar "destoante" em relação à média da opinião dos "entendidos" em macroeconomia. E assim, o Brasil fica de quatro perante o Meirelles e à nefasta política econômica "ortodoxa" do FMI.

Assim sendo, sem nenhum receio, afirmo que o Brasil não investe, mas paga R$ 250 bilhões anuais para os "agiotas internacionais". 

Assim, não dá para ser feliz!

Ossami Sakamori


quinta-feira, 12 de outubro de 2017

STF ajuda enterrar o Brasil !

Crédito da imagem: Globo

O Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 a 5 que os parlamentares, senadores e deputados, têm última palavra sobre seus destinos, mesmo em caso de crimes comuns de "corrupção passiva". De agora em diante, o próprio Senado Federal ou a própria Câmara dos Deputados vão decidir sobre afastamento ou não das funções dos acusados. O Supremo Tribunal Federal se "acovardou" na decisão de ontem. O STF não é mais guardião da Constituição da República. Desde ontem o STF passa a ser um "anexo" do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional.

O Brasil sucumbiu aos políticos que praticam as ladroagens aos cofres públicos. O STF ajudou a enterrar o Brasil. O Brasil ficou à mercê dos saqueadores da República. A Câmara dos Deputados vai ajudar para piorar o clima, ao Michel Temer se "safar" do processo de autorização. Está "na cara" que a Câmara dos Deputados não vai autorizar o prosseguimento do inquérito sobre "obstrução de justiça" e "formação de quadrilha" do presidente da República Michel Temer. 

Hoje, acordei mal. Estou tão mal, que tenho vontade de parar de escrever matérias sobre política e administração pública. 

Ossami Sakamori

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Lá vem um novo aumento de impostos!

Crédito de imagem: Folha

Tudo acontece nos bastidores do poder. Michel Temer deve mandar Medida Provisória sobre o aumento de alíquota de PIS e da Cofins. O aumento é justificado pelo governo Temer, em razão do julgamento do STF que decidiu que o ICMS não poderia ser incluído na base de cálculo do PIS e da Cofins. 

Segundo a Folha, a Advocacia Geral da União afirmou que o governo perderia perder até R$ 27 bilhões por ano com a nova configuração de cobrança do PIS e da Cofins. O governo Temer pretende compensar a perda decorrente do novo entendimento decidido pelo STF mediante aumento de alíquota do PIS e da Cofins. Novamente, quem paga o pato é o contribuinte, que terá os produtos de consumo majorado entre 0,75% a 1%.

A MP do aumento de contribuições federais deverá vir após a decisão da Câmara dos Deputados sobre o destino do presidente Temer, se autoriza o STF a abrir inquérito sobre obstrução de justiça e formação de quadrilha ou arquiva-a. Ontem, a Comissão de Constituição e Justiça abriu sessão para ouvir a leitura do relator deputado José Bonifácia, PSDB/MG. Em razão da tramitação do processo de "afastamento provisório" do presidente Temer, a MP deve ser editado no final deste mês, após a votação da "pendenga" pelo plenário da Câmara dos Deputados. 

O fato é que o aumento de imposto vem na "contra mão" da liberação de verbas orçamentárias decorrentes do "toma lá, dá cá", para manter o presidente Temer no cargo de presidente da República. 

O povo faz, novamente, o papel de otário!

Ossami Sakamori



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Parabéns, Círio de Nazaré!


Dois milhões de pessoas lotaram as ruas do Belém no Círio de Nazaré, marcando a procissão da celebração de paixão e fé à Nossa Senhora de Nazaré. Ao mesmo tempo que mostraram a fé, o evento marcou a carência da população paraense e brasileira na fé e no atendimento da classe sofrida pelos governos de plantão. O evento marcou parte da programação da festa do Círio do Nazaré, na sua 225ª edição. 


Como em toda parte, onde reúne o "povão", lá estão os políticos de plantão para tentar angariar a "simpatia" da população. Esteve no evento o presidente Michel Temer e pré-candidato à presidência João Dória Jr, entre outros. O site do Planalto noticia que presidente Michel Temer vai doar um terreno para melhor realizar o evento do povo paraense. De certo, Michel Temer, imagina que o povo paraense se vende facilmente como fazem os seus súditos do Congresso Nacional.


Como acontece todos os anos, o povo paraense, independente das suas convicções religiosas, fez questão de participar de um evento da Igreja Católica. É uma pena, que os governantes de plantão não tenham entendido a necessidade da população brasileira, em especial a da população paraense. 

Por outro lado, o evento mostra a "tolerância" do povo brasileiro às diversas manifestações culturais, ao contrário do que os ditos "intelectuais" querem fazer crer a existência da "intolerância" do povo brasileiro menos letrados, às diversas manifestações culturais. Só não enxerga quem não quer. Só não enxerga quem decide sobre eventos culturais, no "bem bom" da sala com ar condicionado e salários bem pagos, religiosamente, pelos contribuintes. 

Parabéns ao povo paraense!

Ossami Sakamori

domingo, 8 de outubro de 2017

Sou contra ideologia do gênero.

Crédito e imagem: Gazeta do Povo

Criança é estimulada a tocar em homem nu em performance no MAM - Museu de Arte Moderna de São Paulo. O performance, "tocar em homem nu" fazia parte do evento da abertura da 35ª Mostra Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Se poderia expor "homem nu", pressupõe que poderia ter sido "mulher nua" com genitária à mostra, para ser tocado pelos meninos. 

Em razão das diversas manifestações contrárias, o MAM, no último dia 29 de setembro, emitiu Nota de Esclarecimento:

O Museu Arte de Moderna de São Paulo informa que a performance 'La Bête', que está sendo questionada em páginas no Facebook, foi realizada na abertura da Mostra Panorama da Arte Brasileira, em apresentação única.
A sala estava devidamente sinalizada sobre o teor da apresentação, incluindo a nudez artística, seguindo o procedimento regularmente adotado pela instituição de informar os visitantes quanto a temas sensíveis.
O trabalho apresentado na ocasião não tem conteúdo erótico e trata-se de uma leitura interpretativa da obra Bicho, de Lygia Clark, historicamente reconhecida pelas suas proposições artísticas interativas.
Importante ressaltar que o material apresentado nas plataformas digitais não apresenta este contexto e não informa que a criança que aparece no vídeo estava acompanhada e supervisionada por sua mãe. As referências à inadequação da situação são resultado de desinformação, deturpação do contexto e do significado da obra.
O MAM reafirma que dedica especial atenção à orientação do público quanto ao teor de suas iniciativas, apontando com clareza eventuais temas sensíveis em exposição.
O Museu lamenta as interpretações açodadas e manifestações de ódio e de intimidação à liberdade de expressão que rapidamente se espalharam pelas redes sociais.
A instituição acredita no diálogo e no debate plural como modo de convivência no ambiente democrático, desde que pautados pela racionalidade e a correta compreensão dos fatos.

Seja como for, o próprio veículo, Gazeta do Povo de Curitiba, tomou o cuidado de colocar "disfarce" no pênis do homem nu. Certamente, o veículo tomou o cuidado para que não fosse interpretado como incitação à "pedofilia".

Isto é coisa da esquerda que prega a "ideologia do gênero", onde a própria criança "escolhe" o sexo apesar de terem nascidos homens ou mulheres, machos ou fêmeas. A ideologia do sexo, apesar de retirado da lei que regulamenta a matéria de educação, está inserido no conteúdo das diretrizes da educação. 

Estou com 73 anos e não tenho mais estômago para ficar contemplando tudo que se passa no País. Há um enorme confusão entre "liberdade de expressão" e "libertinagem explícita". Eu continuo a agir com regras tradicionais de diversas religiões. 

Ossami Sakamori


sábado, 7 de outubro de 2017

Inflação poderá voltar junto com o crescimento econômico.

Crédito da imagem: Folha

A inflação de setembro surpreendeu os analistas, segundo a Folha, os economistas esperavam a metade do que foi divulgado, 0,16% em setembro. A pequena mudança da projeção fez com que os analistas elevassem a projeção da inflação para o ano em 3%. Ainda assim o IPCA, inflação oficial, teve alta de 2,54% acumulado nos 9 primeiros meses do ano. O temor dos economistas está no fato mostra desconfiança na "matriz econômica" do governo Temer. A inflação poderá voltar junto com o crescimento econômico. 

No meu outro blog, chamei atenção para o real motivo da queda da inflação: Inflação baixa, vitória do Pirro! . A queda da inflação no Brasil deve-se mais à falta de demanda ocasionada por alto número de desempregados e desalentados do que pelo acerto da política econômica do governo Temer. Outro fator que inibe a inflação é baixa expansão do consumo  motivado pelo número alto de inadimplentes que chegam a 60 milhões de adultos. Os números equivalem à população da maior parte dos países do mundo. 

Eu disse naquela matéria que, à medida que o contingente de desempregados e desalentados diminuem com o crescimento do País, mesmo que tímido, a inflação poderá voltar. O motivo para volta da inflação num quadro de pleno emprego é a fragilidade da matriz econômica do Henrique Meirelles, ministro da Fazenda.

A matriz econômica do Meirelles prevê "déficit primário"  ou "rombo fiscal" tanto quando necessário para cobrir as despesas do governo, limitado o teto aos de 2017. A fórmula "ortodoxa" da matriz econômica em vigor impõe que o Tesouro pague os juros reais Selic, a mais alta do mundo, deixando para trás apenas a Rússia e Turquia, dentre 40 maiores economia do mundo. Os fundamentos de uma "nova matriz econômica" está no Brasil liberal já! para quem tem interesse em saber. 

Com a matriz econômica equivocada, ao menor sinal de alta de consumo, provocado pela eventual criação de novos empregos e subempregos, a inflação voltará. 

Ossami Sakamori


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Fundo eleitoral poderá chegar em R$ 3,4 bilhões!


O Senado Federal aprovou ontem o projeto de mudança na legislação eleitoral valendo já para as próximas eleições, as de 2018. Nenhuma novidade além daquela já amplamente divulgado. Vai ficar valendo para 2018, a cláusula de barreira com exigência de 1,5% de votos para receber os fundos partidários e participar do horário eleitoral gratuito. Outro item votado que, só tem efeito para eleições de 2020, é o fim das coligações nas eleições proporcionais, que corrige algumas distorções que ocorrem hoje. Mas, o item que mais interessou aos parlamentares é a criação do fundo para campanhas eleitorais, cujo "piso" dos gastos é de R$ 1,7 bilhões.

A lei aprovado favorece sobretudo aos parlamentares com mandato, que em tese, vão dividir os recursos do fundo, proporcionalmente, à bancada do ano precedente. A lei não especifica o quinhão de divisão entre os parlamentares "em exercício" e os "candidatos novos". O espírito de corpo vai funcionar e os "candidatos novos" não terão preferências para recebimentos do fundo público.  A lei aprovada, ainda, limita o gasto individual dos candidatos em 10 salários mínimos. Assim sendo, os "candidatos novos" só poderão contar com recursos de si e de terceiros, de cada CPF, em menos de R$ 10.000,00. Isto é uma armação para impedir ascensão de "candidatos novos".

PS: O limite para autofinanciamento foi vetado pelo presidente Temer. Fica valendo a regra anterior.

O que me espanta é a origem do fundo para campanhas eleitorais. Os recursos do fundo virão da fatia sobre "emendas parlamentares" que financiam obras e serviços públicos nos redutos dos parlamentares. Nos anos de eleições, a cada dois anos, os recursos serão "abocanhados" pelo fundo para campanhas eleitorais. O pior é o montante aprovado. A lei que será sancionada pelo presidente Temer, poderá ascender a mais de R$ 3,4 bilhões, se assim desejarem os parlamentares. A lei prevê o "piso" para o fundo, mas não prevê o "teto". Em tese, em querendo, os parlamentares, poderão utilizar a "totalidade" das verbas das emendas parlamentares, fazendo apenas "migração" entre rubricas.

Lá vamos nós, de novo, pagar as contas dos políticos!

Ossami Sakamori



quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Michel Temer compra a alma dos brasileiros!

Crédito da imagem: Valor Econômico

Governo Temer anuncia a liberação de R$ 9 bilhões de crédito para micro e pequenas empresas, sendo R$ 1 bilhão para pagar a entrada do programa do Refis. A liberação do crédito se soma à liberação do PIS para pessoas idosas, no montante estimado em R$ 15 bilhões, que ocorrerá neste final do ano. São R$ 24 bilhões que vão entrar em circulação no sistema financeiro nacional, aumentando a liquidez. As medidas fazem parte do "estímulo" à economia, em estado "quase parando".

Na mesma linha da liberação de recursos do FGTS inativos, as medidas anunciadas servem para dar um pouco de "liquidez" ao sistema financeiro. É a injeção de "moeda" na "base monetária" para tentar dar estímulo à economia combalida.  É uma versão "repaginada" do "crédito fácil" dos governos Lula e Dilma. A medida não vem acompanhada de reformas estruturantes prometido pelo governo Temer, a da reforma tributária e a reforma da previdência, para dar "sustentação" ao estímulo à economia. O "crédito fácil" ou "irrigação" de dinheiro no sistema financeiro é, apenas, um "paliativo" para tentar manter a meta de crescimento de 0,5% neste ano. Este filme já vi antes!

Enquanto as medidas "paliativas" são editadas, o governo Temer se encontra no "pior momento" político desde a sua posse em maio de 2016. Há um pedido de autorização feito pelo STF para investigação do presidente Michel Temer sobre crime de obstrução de justiça e formação de quadrilha. No meio da baixa popularidade, cerca de 3% de aprovação entre bom e ótimo, Michel Temer utiliza-se da estrutura do governo, os palácios, os funcionários e o avião presidencial nos deslocamentos para "tentar barrar" a denúncia contra si, pessoa física.

Num ambiente "deteriorada" da política, a Câmara dos Deputados confirmou a iniciativa do Senado Federal sobre financiamento público de campanhas eleitorais estimado em cerca de R$ 2 bilhões. Convém lembar que tanto as despesas decorrentes da defesa do presidente Michel Temer quanto às despesas das campanhas eleitorais são e serão custeados pelo contribuinte brasileiro. 

O quadro lembra um pouco o reinado dos Orleans e Bragança, antes da República. À época, a família real mandava e o Congresso obedecia para manter a monarquia. Nem é preciso lembar que o contribuinte é que custeava a estrutura política da época, a família real e o parlamento. Como dantes, o Brasil é entregue a bando de "saqueadores" dos cofres públicos, se revesando, sem o menor pudor, utilizando-se da estrutura do Estado, para financiar os seus próprios interesses.

Cadê o povo? O povo brasileiro, como dantes, continua a patrocinar o reinado da "vergonha", sem uma manifestação sequer. Quem cala consente. Enquanto isto, o reinado do Temer continua a produzir as vergonhas que são reproduzidas em noticiários da imprensa internacional. Até quando isto vai durar, eu não saberia afirmar. 

Michel Temer compra a alma dos brasileiros!

Ossami Sakamori



O governo Temer anuncia crédito para micro e pequenas empresas num montante de R$ 9 bilhões, sendo R$ 1 bilhão para financiar a entrada do parcelamento do Refis aprovado nessa semana. S

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A Petrobras afunda junto com o Brasil !


Segundo Valor Econômico de hoje, 04/10/2017, postado às 5:00 h, numa reportagem creditada à jornalista Camila Maia, a "Arbitragem coletiva contra Petrobras pode chegar a R$ 20 bilhões. O assunto vem sendo acompanhado pelo meu amigo acionista minoritário Romano Allegro para embasar a ação impetrada pelo escritório de advocacia Modesto Carvalhosa. Eu chamei atenção neste blog em matérias anteriores sobre o risco Petrobras e seu "estado de falência". Aos poucos vem confirmar o que afirmei. 

Diz a matéria do Valor Econômico, no seu preâmbulo: "A arbitragem coletiva aberta por investidores contra a Petrobras na Câmara de Arbitragem do Mercado Aberto (CAM), da B3, tem o potencial de pleitear até R$ 20 bilhões da estatal em indenizações, caso os principais fundos de pensão que já tiveram ações da companhia resolvam aderir ao processo." A matéria dispensa maiores comentários adicionais, a não ser de que a ação coletiva tem grande chance de ter exito e que a Petrobras terá de arcar com mais este prejuízo.

Mesmo tipo de ações correm nos Estados Unidos, que estão logrando exito. São: 1 ação coletiva; 6 ações individuais e 21 ações individuais já encerradas por acordo, ainda, segundo Valor Econômico. 

Os leitores devem estar pensando "do que teria originado" os problemas que culminaram em abertura de mais esta ação contra a Petrobras. A origem está no desmando ocorrido na Companhia com o finalidade da prática de "corrupção passiva" que culminou na Operação Lava Jato. A foto abaixo, mostra os principais responsáveis pelos prejuízos causado à Companhia, além desta decorrente da matéria de hoje.


Fico atônito, sem fala, quando vejo na imprensa que o principal responsável por eventual "quebra" da Petrobras, o ex-presidente Lula da Silva, é potencial candidato à presidência da República em 2018, caso não haja impedimento pela "lei da ficha limpa".

De tanta indignação, não tenho mais palavras para terminar esta matéria. A Petrobras afunda junto com o Brasil !

Ossami Sakamori

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Brasil parou, parando!


Em tempos de normalidade, o Supremo Tribunal Federal não seria destaque nos noticiários das páginas políticas. Infelizmente, as colunas de economia da grande imprensa ocupam apenas noticiários políticos. Justifica-se, está nas mãos do STF a condução dos inquéritos policiais de cerca de 20% dos parlamentares e ministros do governo federal, com "foro privilegiado". O fenômeno deve às diversas falcatruas debitados aos que tem o "foro privilegiado" a começar pelo presidente da República Michel Temer. 

Enquanto discute a autorização ou não de abertura de processo contra presidente Michel Temer pelo STF, a agenda das reformas estruturantes como a tributária e da previdência vão ficando para o dia do "são nunca". A tão comemorada mudanças, até hoje, se resume na tímida reforma trabalhista. Por enquanto, as agendas positivas do Temer permanecem apenas na "agenda". O próximo ano, 2018, será ano de eleições. Muito difícil retomar a agenda das reformas estruturantes, no ano de eleições. O encargo das reformas estruturantes parecem ficar ao encargo do próximo presidente da República. 

Se alguém está pensando que as denúncias contra presidente Temer esgotou, está redondamente enganado. A Procuradoria Geral da República está abrindo um novo inquérito contra o presidente Temer, desta feita sobre o suposto favorecimento à empresa Rodrigomar, de relacionamento pessoal do Michel Temer, via Decreto presidencial. Novamente, aparece como comparsa do presidente Temer, nesta denúncia, o desastrado Rocha Loures, o ex-assessor da "mala de R$ 500 mil" do JBS.

Muitos leitores me perguntam, o porque do crescimento "tímido" da economia brasileira, após prolongado período de "depressão".  Debita-se ao "crescimento tímido" a dois fatores principais, a da "matriz econômica equivocada" do Henrique Meirelles e a falta de "implementação das reformas estruturantes" prometidas pelo presidente Temer quando da sua posse em maio de 2016.

Brasil parou, parando!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Brasil está em luto!

Recebi mensagem de um amigo brasileiro que mora em Londres. Diz o amigo: "o Brasil vai voltar aos índices antes da "crise econômica" somente em 2021 ou 2022". O pior, ele tem razão. Apesar da conjuntura adversa e apesar de sucessivos governos corruptos o País vinha acompanhando o crescimento médio do PIB mundial, até 2014. Os 13 anos do PT produziu a quebra de uma sequência de crescimento, de pelo menos dos últimos 50 anos. O governo que substituiu o PT, o do presidente Temer, não consegue reverter a situação clara e objetivamente. Os indicadores econômicos não mentem.

Estamos no meio do "vendaval" onde um presidente da República, no caso o Michel Temer, está sendo denunciado pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha. Apesar de baixo índice de popularidade, 3% da população que considera o governo "bom" ou "ótimo", Temer quer permanecer no cargo, avocando para si todos os "louros" (sic) da retomada do crescimento econômico. 

Mais de um em cada três parlamentares estão sendo investigados pelo crime de corrupção passiva. São estes parlamentares que vão julgar o pedido de autorização para prosseguimento da investigação do presidente Temer pelo STF. No meio de instabilidade política, alguns ministros do STF se declaram os "protetores" do presidente Temer e dos parlamentares indiciados em corrupção. É um lamaçal de corrupção e desmando que está envolvendo os três poderes da República.

Os intelectuais da USP e os empresários empreendedores de outrora, que antes "opinavam" sobre o destino do País se aquietaram. Não dá mais nenhuma opinião construtiva e se aquietaram num canto, ou pela concordância com o "quanto pior melhor" ou porque são os próprios beneficiários dos poderes constituídos. Há um silêncio "ensurdecedor", de opinião quanto ao destino do País. Curiosamente, todos, quase que unanimemente concordam que o Michel Temer termine o mandado, apesar da evidência mais do que clara da participação deste nos crimes de corrupção. 

No vácuo do poder, aparece um general do Exército, em ativa, sugerindo "intervenção militar constitucional", como se houvesse intervenção miliar que seja constitucional. E começa circular nas redes sociais, vozes de outros militares apoiando a "intervenção militar" como saída para a grave crise "moral" que se abateu no País. No quadro de lamaçal que envolve os três poderes da República, cresce não só a força dos militares, mas também da nefasta esquerda que tomou conta do País. Não duvido que no futuro próximo, as forças da extrema, militares e sindicalistas, se unam para tomar o poder, rasgando a Constituição da República Federativa do Brasil.  Não conseguiu dominar a Rocinha, vai conseguir domar o País?

Brasil está em luto! 

Ossami Sakamori


sábado, 30 de setembro de 2017

Brasil está Globo!

Crédito da imagem: UOL

Onde vai a Globo, vai o Brasil. Rede Globo, "concessão do serviço público", é uma emissora tendenciosa. Com raras exceções, os seus comentaristas não defendem o interesse real da população brasileira. Globo é como circo montado para induzir o "comportamento padrão" para o "povão" brasileiro. O que a Globo mostra vira "padrão" para o cotidiano do povo brasileiro. Isto tudo, os intelectuais estão carecas de saber, mas nada fazem para mudar. Pelo contrário, o Brasil está "padrão Globo", um circo montado para "fazer a cabeça" da maioria absoluta dos eleitores brasileiros.

Os últimos eventos, insistentemente noticiados, confirmam o que estou a dizer. O Brasil virou nas últimas semanas, país de "Rock in Rio". De repente, o Brasil descobriu que existe a "favela do Rocinha". Nos próximos dias, o Brasil resolveu dar "quarentena" para Michel Temer, presidente da República, a mais impopular dos últimos 30 anos, para continuar presidente da República de todos brasileiros, por suposto interesse nacional.

A Rede Globo pauta a vida dos maus políticos. A Globo coloca em "destaque" alguns dos ministros "rebeldes" do STF. A Rede Globo pauta a vida do presidente da República, para o bem ou para o mau. A Rede Globo, apesar de ser "concessão pública", se move conforme o combustível das verbas publicitárias do governo federal e de suas empresas controladas. O combustível da Rede Globo é a verba publicitária bilionária, paga com o dinheiro do contribuinte, o nosso dinheiro.

Se a imprensa é livre, como parece ser, mas ela continua ser "tendenciosa". Com um contingente de mais de 55 milhões de analfabetos funcionais dentre cerca de 145 milhões de eleitores, direcionar a "tendência" de pensamentos e opiniões é uma tarefa muito fácil de executar. Pelo últimos movimentos, a Globo parece defender "ainda" a extrema esquerda, apesar dos longos 15 anos de nefasto domínio da política brasileira. Estou a falar do PT. E o povo se comporta como o gado indo para o matadouro, sem um "pio" sequer!

Brasil está Globo! Plim-plim!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Michel Temer não me representa!

Crédito de imagem: Estadão

O Ibope/CNI divulgou ontem o índice de aceitação do presidente Temer pela população brasileira. Segundo a pesquisa, apenas 3% o considera como bom ou ótimo e 77% da população desaprova o Michel Temer. O índice é o pior desde 1986, do governo José Sarney, com o fim do Plano Cruzado. 

O curioso é que o índice considera como margem de erro em 2%, o que possibilita concluir que o índice de aprovação do Michel Temer varia entre 1% e 5% de ótimo e bom. O universo de população que considera governo Temer como bom ou ótimo varia entre 3 milhões a 8 milhões de pessoas adultas dentre 150 milhões. São mais de 115 milhões dentre população ativa que desaprovam o Michel Temer como presidente da República.

Os empresários e as pessoas pensantes do País, apesar de índice de desaprovação tão alta creem melhor ter um presidente incompetente do que mais uma mudança na condução do País. Vamos lembrar que Michel Temer é um "presidente tampão" da chapa que sagrou-se vencedora nas eleições de 2014. Raciocinam o setor produtivo brasileiro de que o País não aguenta mais uma mudança de presidente da República. Há um  certo "consenso" de que Michel Temer deve exercer o mandato integralmente. 

Enquanto isto, o Brasil é motivo de piada entre as maiores economias do mundo. Só esqueceram de avisar o presidente Temer, que continua se achando o condutor da mudança de costume do País. Mudança de costumes para pior, os da ladroagem dos cofres públicos. Há tolos para todos os gostos, não é? Fazer o que?

Michel Temer é presidente da República para apenas 3 milhões de brasileiros! Temer não me representa!

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori





quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Brasil vende almoço para poder jantar!


Governo Temer comemora a arrecadação de R$ 12,13 bilhões com a concessões de 4 usinas hidroelétricas da Cemig e leilão do direito de exploração do petróleo e gás da bacia de Santos no valor de R$ 3,8 bilhões. Pouco mais de R$ 16 bilhões, vão para o Tesouro Nacional para aliviar a DRU feita no primeiro trimestre do ano. Seria como estar vendendo almoço para poder jantar.

É triste ver que o dinheiro arrecadado não vai para "novos investimentos" em educação, saúde e segurança pública. O dinheiro será usado para realizar despesas já previstas no Orçamento Fiscal de 2017, como emissão de passaportes e recolocar Polícia Federal. Na prática, a DRU - Desvinculação da Receita da União é um artifício que o governo federal usa para adequar a realização de despesas previstas no Orçamento Fiscal. 

Os recursos arrecadados não vão para investimentos em infraestrutura, por exemplo. Os recursos vão para pagar as despesas já previstas no Orçamento Fiscal de 2017. Por outro lado, faz poucos dias, o governo federal aumentou o "rombo fiscal" de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões, isto é R$ 20 bilhões, com a justificativa de arrecadação de impostos menor do que o previsto.  

Num quadro fiscal como este, o resultado dos leilões de ontem, não tem o que comemorar. Comemorar o que se está vendendo ativos importantes para pagar as despesas correntes do governo?  Isto é maneira simples de resolver os problemas da falta de recursos. Ainda assim, mesmo com receita extraordinária, o governo federal estará com o "rombo fiscal" de R$ 159 bilhões. Mais triste ainda é ver, dentro desta conjuntura, a continuidade do "toma lá, dá cá" para barrar a autorização da investigação do presidente Temer pelo STF, pela segunda vez!

Brasil vende almoço para poder jantar!

Ossami Sakamori



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

A queda de Brasília!



As imagens dispensam comentários. São políticos de "alta calibragem" que frequentavam os noticiários de primeira página da grande imprensa como benfeitores da pátria, pelo menos nos últimos 15 anos. Hoje, as mesmas personagens frequentam os noticiários das "páginas policiais" e nem vou fazer comentários porque a grande imprensa já os faz ampla e insistentemente. Em comum o noticiário sobre "ladroagem" aos cofres públicos. 








Lembra-me um pouco a história da "queda da Bastilha", onde os "malfeitores" foram "decapitados" para que a França tornasse a quinta potência do mundo. Até então, o regime de governo francês era "absolutista", tal qual a nossa representação política onde um bando de "quadrilheiros" mandam e desmandam nos três poderes da República.

Não faz mal. Não demora muito, em breve virão as eleições de 2018 e certamente todo esse bando de "absolutistas" vão ser "testados" nas urnas. Muitos destes, estarão inquilinos da Papuda. Espero que o povo resgate a sua própria dignidade! 

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori


terça-feira, 26 de setembro de 2017

Palácio do Planalto virou "latrina" do País!

Crédito da imagem: Globo

Hoje deve ocorrer a leitura do processo contra Michel Temer e dois ministros sobre acusação de obstrução de justiça e formação de quadrilha, para que a Câmara dos Deputados inicie o processo de autorização para que o STF dê prosseguimento ou não. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria Geral da República. Já sabemos de antemão que a Câmara dos Deputados não autorizará a instauração do processo pelo STF. Há intensa movimentação para que isto não ocorra, através do já conhecido e escancarado "toma lá, dá cá".

A investigação se refere à formação de quadrilha, que fazem parte dentre eles o ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves. Dos atuais ministros estão sendo apontados como parte do membro da quadrilha o ministro Eliseu Padilha, chefe da Casa Civil e o ministro Moreira Franco da Secretaria Geral da Presidência da República. O processo que, certamente, será rejeitado, atinge o "núcleo de poder" do Palácio do Planalto.

Fica difícil fazer qualquer comentário sobre uma eventual afastamento do Michel Temer do cargo de presidente da República, em caso de autorização de prosseguimento do inquérito pelo STF. Há um certo "consenso" de que Michel Temer não deva ser afastado do cargo de presidente da República para não atrapalhar o sinal "tímido" de crescimento da economia do País, após longo período de "depressão", a pior dos últimos 100 anos. 

Michel Temer é presidente da República em razão do impeachment da Dilma Rousseff ocorrido em 31 de agosto de 2016. Michel Temer foi eleito vice-presidente na chama encabeçada pela Dilma em 2004, portanto um presidente da República "sem voto". Desde sua posse no cargo de presidente da República em maio de 2016, Michel Temer vem tentando implementar as reformas estruturantes que o País necessita, entre elas a trabalhista, a tributária e previdenciária. Até este momento, somente a reforma trabalhista foi aprovada.

Há intensa movimentação para a não aprovação da autorização de investigação pelo Palácio do Planalto. O já conhecido "toma lá, dá cá" está mais do que escancarado. Ninguém tem mais "pudor" ou "vergonha" em "comprar" ou "ser comprado", a troco de favorecimento de "cargos públicos" ou "emendas parlamentares". O ambiente político no País, virou uma "pouca vergonha", como diz ditado popular. Os "conchavos" são feitos, não mais no "porão" do Palácio Jaburu, mas nas dependências oficiais dos poderes da República. 

O Palácio do Planalto virou uma verdadeira "latrina", onde todos fazem suas necessidades. Haja papel higiênico para atender tanta caga... ! 

Ossami Sakamori


segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Brasil sobrevive sem intervenção militar!



As redes sociais tomaram conta da fala do general Hamilton Mourão de que as Forças Armadas poderão fazer intervenção constitucional quando sentir necessidade (sic) para garantir a ordem constitucional para colocar "ordem" no País. Em linhas gerais, criticou a conjuntura política nacional de desmando e ladroagem, como eu tenho feito aqui neste blog. Meu dever é colocar os pingos nos "is" para esclarecer a realidade dos fatos, já que a grande imprensa não o faz.

Não existe respaldo constitucional sobre intervenção militar na Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988 após 20 anos de regime militar. A Constituição da República foi sábia em reservar os direitos e deveres das Forças Armadas. Senão vejamos:

O Artigo 142 da Constituição da República define as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Os Artigos 90 e 91 define também a competência de uma eventual intervenção federal da seguinte forma: 

Artigo 90. Comete ao Conselho da República pronunciar-se sobre: I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio; II - as questões relevantes para estabilidade das instituições democráticas.

O Artigo 91. Define a composição do Conselho da República, órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a "soberania nacional e defesa do Estado democrático, e diz quem faz parte dele: 
Além do presidente da República participam:
I. o Vice-presidente da República;
II. o presidente da Câmara dos Deputados;
III. o presidente do Senado Federal;
IV. o ministro da Justiça;
V. os ministro militares;
VI. o ministro de Relações Exteriores;
VII. o ministro do Planejamento.

Donde se conclui que o general Hamilton Mourão exorbitou-se nas suas falas, sobretudo como comandante em chefe das Forças Armadas. General Mourão se colocou acima do Conselho da República a quem está constitucionalmente subordinado, exatamente, no assunto tratado na palestra para membros da Loja Maçônica em Brasília.

Não há "intervenção militar constitucional" como posto pelo general Mourão e amplamente divulgados nas redes sociais. O máximo que poderá ocorrer é o general Hamilton Mourão se filiar a algum partido político e candidatar-se ao cargo de presidente da República nas eleições de 2018 e logrando vencedor convocar o Conselho da República para fazer a "intervenção militar" que tanto quer.

É verdade que o povo brasileiro está indignado com a atual situação política e econômica. O povo quer-se agarrar em "qualquer cipó" que mostre uma saída honrada para o País. No entanto ter de "rasgar" a Constituição da República de 1988 está longe de ser uma saída para regime militar. O povo terá de mostrar a "maturidade" e "sabedoria" nestas horas difíceis que o Brasil tem vivido. 

Certamente, o Brasil sairá com galhardia do momento difícil, "sem intervenção militar".

Juntos, somos a força da mudança!

Ossami Sakamori