terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Aloysio Nunes, vice do Aécio.

Jornais de ontem, noticiaram o novo posicionamento do José Serra em relação à sua possível postulação à presidência da República.  José Serra não insistirá mais, ainda segundo noticiários, ocupar o lugar do Aécio Neves, candidato virtual pelo PSDB.  

Já escrevi matéria aqui mesmo, falando diabo do José Serra.  Disse eu que ele ela individualista e desagregador.  Devo reconhecer, agora, que o cidadão José Serra como político, ganhou ponto comigo.  Se eu, um reles cidadão, está aplaudindo a sua mudança de comportamento, certamente, parte da população deve estar também.  

Reafirmo aqui, novamente, diante dos últimos acontecimentos com o meu perfil na rede social, onde praticamente fui banido, que "não sou dono da verdade".  E nem pretendo que todos concordem comigo, pois não sou líder de coisa nenhuma.  Sou "líder" apenas da minha consciência, só isto.  Portanto, as opiniões que aqui vou postar ou apostar são "meus pontos de vista".  

Estamos na democracia, creio eu.  Vivi os anos de chumbo do regime militar, querendo ou não os militares e simpatizantes admitirem a ausência de democracia no regime que durou os longos 21 anos no poder.  Permeia, na sociedade atual, o mesmo espírito de que "livre expressão de ideia" não é essência da democracia.  Mas, é!  Dito isto, vou prosseguir com a análise sobre a política brasileira.

Diante da pressão da sociedade, isto é, vozes que vem das ruas, a oposição parece ter acordado.  A base aliada, também.  Cada partido está tomando rumo, com certa independência.  A mim me parece um "movimento" de preparação para as eleições de 2018.  O principal fato, que não é dado destaque devido, é a não adesão automática do principal aliado da presidente Dilma, o PMDB.  Segundo a mesma imprensa, o PMDB montará palanque próprio nas unidades da federação, desgarrando-se do PT.

Os acordos que estão sendo costurados, ainda segundo a imprensa, entre o Aécio Neves e Eduardo Campos, vão na mesma linha.  O PSB e PSDB, segundo as suas próprias conveniências vão se unir nas unidades da federação para lançar candidatos comuns, onde couber.  Estratégia correta, no meu entender.  Repito, não sou dono da verdade.

Dentro da visão macro e com José Serra abrindo mão da sua pretensão de ser candidato à presidência da República em 2014, configura-se uma situação um tanto "bizarra", mas que tem o seu efeito eleitoreiro.  Vejamos, o que está a configurar nos próximos dias ou próximos meses.  

O senador Aécio Neves, PSDB/MG, deve concorrer à presidência da República com Aloysio Nunes, PSDB/SP como vice da sua chapa.  Digamos chapa puro sangue, até porque não tem outro partido de expressão que agregue ao PSDB.  

A situação bizarra que se configura é a dobradinha para o governo de São Paulo.  O partido do Eduardo Campos, PSB, deve indicar o vice da chapa do Geraldo Alckmin, PSDB.  Situação bizarra porque é uma poligamia explícita, como alguém já disse.  Repito, o termo poligamia não é de minha autoria.  

Assim, o candidato Aécio Neves, PSDB/MG, deve indicar para o vice o senador Aloysio Nunes, PSDB/SP.  É a repetição da velha fórmula "café com leite".  Lembrando que o estado de São Paulo tem maior colégio eleitoral do País e o estado de Minas Gerais o segundo colégio eleitoral.  Não sei se dará resultado, mas que, em tese, que a fórmula inteligente, é!  E a poligamia do Alckmin, também, uma forma de forçar as eleições para o segundo turno. Bem o resto, vocês concluem.  

PS: Já desisti das redes sociais.  Não me presto para atuar como fake.  Eu sou eu mesmo e pronto!   Os eventuais comentários, respondo aqui mesmo, no rodapé desta matéria. 

Ossami Sakamori

domingo, 15 de dezembro de 2013

Teoria da conspiração é pura imaginação?

Não, não estou atrás da teoria da conspiração.  Este blog foi criado para expor os meus pensamentos acerca da política e da economia, sobretudo.  É uma espécie de compartilhamento de ideias entre amigos.  O fato é que existe um controle sobre meios de informação, quer seja sobre mídia através de verbas publicitárias ou através de coações explícitas nas redes sociais.

Nem vou me alongar sobre o tema porque não vale a pena perder tempo lamentando sobre fatos vividos por este que aqui escreve.  Refiro-me aos fatos que ocorreram, sintomaticamente, no período do governo que está no poder.  São coações explícitas que prefiro guardar no meu silêncio.  Não vale a pena ficar acusando explicitamente as pessoas e nem as instituições.   

Querendo ou não a conspiração está ao olho do povo.  O governo federal gastando em mídia cerca de R$ 1,5 bilhão ao ano, sendo cerca de R$ 700 milhões somente para Rede Globo.  Com certeza, isto se denomina cooptação da mídia ao regime vigente.  Para tristeza com o nosso dinheiro, o do contribuinte.  Se isto não é conspiração não sei bem o significado da palavra.  

As redes sociais eram alternativas para demonstrar as vozes do povo.  Mas, não é mais.  Migrei há dois anos, de comentários apostos nos tradicionais jornais, porque ali existia controle sobre o conteúdo, mesmo sendo identificados.  Há quase 2 anos que vinha utilizando as redes sociais para divulgação das minhas ideias e das matérias postadas no blog, mas como que de repente, o controle sob redes sociais, obliquamente, tem sido feito, sistematicamente.  Se isto não é conspiração, não estou entendendo bem o sentido da palavra.

Uma situação como esta, só vivi, no regime militar, onde as nossas expressões eram apostas em boletins informativos porque as mídias eram censuradas.  O "sistema" vigiava até os boletins informativos de entidades.  Eram duros tempos da ditadura militar.  E hoje, volta a fantasma da censura, explícita ou não.  Dizem que inexiste a conspiração.  E eu discordo dizendo que há conspiração, conforme foi exposto acima.  Isto não é teoria.

Não tenho ambição política nenhuma.  Nem almejo à essa altura da vida, aos 69 anos, virar líder.  Não quero liderar coisa nenhuma!  Quero apenas, como reles cidadão brasileiro, expor minhas ideias e pensamentos.  Quero exercer o meu direito que o Artigo 5º da Carta Magna me confere, na plenitude.  O de expor os meus pensamentos.  Não queiram me dizer que eu estou a "inventar" a teoria da Conspiração.  Não, não estou.  

Diante de tantas evidências, será que é errado denominar de conspiração, o controle da mídia?  Diante de tantas reclamações que ouço sobre redes sociais, é errado supor que haja conspiração sobre elas?  As coisas são assim.  Vai cedendo... cedendo... até que um dia, de repente, encontramo-nos num ambiente sem a absoluta liberdade de pensamento.  Não, não devemos abrir mão desse direito, nunca!  

Vamos pensar sobre o assunto, vamos?

PS: O último perfil criado no twitter, sofreu suspensão, após postagem desta matéria. 

PS:  Mais um perfil criado no twitter, sofreu suspensão, em poucas horas.   Já sei! Estou banido na rede! 

Ossami Sakamori

sábado, 14 de dezembro de 2013

Minhas contas no twitter estão suspensas!

Todas minhas contas no twitter foram suspensas!

PS: Consegui criar um alternativo: @VamosApostarBR

PS: A conta acima foi suspensa, também! 

PS: A conta @VamosApostarBR foi revogada a suspensão!

PS: A coisa está mais séria do que eu imaginava! Tem robô, agindo.

PS: Somente hoje, 2º dia do perfil novo, já houve inúmeras tentativas de suspensão.  A mim é impedido de dialogar com os meus seguidores. 

PS: Com intervenções nas minhas contas, só estão valorizando o meu trabalho neste blog.  Minhas armas são palavras. Mahatma Gandhi.

PS: Auto censura me é imposta! 

PS: Minha responsabilidade com os amigos e amigas aumenta.

PS: Neste exato momento, estou suspenso novamente, no novo perfil.

Dilma, quero meu Brasil de volta!

Estava no ônibus que me levava ao aeroporto de Cumbica.  Meu voo fora marcado com partida do Aeroporto Franco Montoro em Guarulhos com destino a Curitiba.  Isto é programa de índio, para empresário meio tigela como eu.  Mas, vamos ao fato.  

Não é por acaso que estava no coletivo que me levava ao Guarulhos.  O preço da passagem aumentou mais de 100%, em geral, somente neste ano.  Iria pegar o voo da Azul que é mais barato.  A Azul não opera em Congonhas.  Para Azul não tem slot na rota mais rentável para companhias aéreas.  Paciência, é oligopólio que funciona.  A Azul vai ser incorporada pela TAM, segundo eu soube.

Já na saída do Congonhas, vi o avião presidencial.  Segundo soube, depois pelos jornais que a presidente Dilma esteve no Encontro Econômico Franco-Brasileiro na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Dilma esteve lá.  Igualmente, o presidente francês François Hollande.  Fiesp é presidido pelo Paulo Skaf, virtual candidato ao governo de São Paulo.

O encontro ao que me parece ter sido, com retribuição ao empresariado, que mandou fazer a pesquisa de CNI/Ibope.  Coincidentemente o Instituto indicou a aprovação do governo Dilma em 75%, sendo 37% ótimo e 39% regular.  Com certeza, minha avaliação não consta lá.  O índice é semelhante ao que foi apresentado há mais de 1 ano pelos mesmos patronos.  Há 1 ano atrás, este número somava 77% de ótimo e regular. 

O número contrasta com insatisfação generalizada, pelo menos dentro do meu convívio de pessoas.  De garçom, taxista, porteiro, administradores, empresários pequenos e médios, queixam-se da conjuntura econômica do País.  Segundo, a voz do povo, houve deterioração do quadro sobretudo na segunda metade deste ano.  

Diz o povo, que não vota mais no Lula, nem na Dilma.  Isto contrasta com os números divulgados pela pesquisa do Ibope, encomendada pela CNI.  O povo indica como principal causa a inflação do bolso ou seja inflação do supermercado e das padarias.  Falam também da ladroagem do governo, sem especificar a que partido pertence o político.  Esse povo faz parte dos 75% ou dos 25%? Creio que maioria faz parte dos 25%.  Então, onde estão os 75%? 

Bem, enquanto o povo se lasca com a falta de dinheiro no bolso, a presidente Dilma assedia o François Hallande com um possível acordo entre Mercosul e União Européia, no futuro próximo.  Esteve em pauta a compra de 36 caças Rafale da empresa francesa Dassault, uma operação de US$ 5 bilhões.  Seria retomada de uma negociação que iniciou com Nelson Jobim, ex-ministro de defesa.  A coisa lá atrás parece não ter acertado na divisão do comissionamento. 

Pois, no caminho ao aeroporto, me pus a pensar.  As despesas daquele avião estacionado no aeroporto de Congonhas, sou eu que pago, como contribuinte.  Aqueles seguranças em torno da aeronave também.  A tripulação da FAB, também, sou eu quem pago.  A frota de caças que a FAB vai comprar, também, sou eu quem pagarei.  Os eventuais comissionamento que envolve o negócio, também.

A presidente Dilma, veio fazer sua campanha presidencial no Encontro, pois o encontro protocolar já tinha acontecido no Palácio do Planalto, na véspera.  O encontro foi promovido pelo seu aliado da base, o Paulo Skaf.  Tem muita coisa rolando nisso.  Eu tenho convicção de que as caças escolhido pelo Brasil será a Rafale, apesar de França ser único país usuário daquelas caças, por conta do estreitamento de relações comerciais.

E assim vai a presidente Dilma, utilizando a estrutura do poder, pago pelos contribuintes, para fazer a sua campanha à reeleição.  Eu, você e nós, pagamos a conta da campanha presidencial da Dilma.  Nós a elegemos para administrar o País ou para manter-se no poder apenas para defender os seus interesses privados?  

E a grande mídia vai atrás.  A Rede Globo com seu plim-plim vai atrás e divulga o périplo da Dilma nos seus noticiários de horário nobre. O resto da mídia, segue atrás. As emissoras de televisão, sobretudo, querem agradar o principal cliente, o governo federal, que gasta R$ 1,5 bilhões em verbas publicitárias.  

E assim vamos caminhando aos passos largos para o abismo fiscal e cambial.  O governo Dilma, literalmente, perdeu o controle sobre a economia do País.  E, insiste em atravessar o ano de 2014, como pato manco de duas pernas.  A essa altura, só nos resta esperar que o Deus seja brasileiro.   

Falando nisso, cadê o plebiscito que a Dilma prometeu aos manifestantes do mês de junho?  O povo tem memória curta.  

Presidente Dilma, quero meu Brasil de volta!

Ossami Sakamori

O Barba, chefe do tráfico de influência!

Folha"Se for comparar os erros do PT com os erros dos outros partidos políticos... Se for comparar o emprego do Zé Dirceu com a quantidade de cocaína no helicóptero, a gente percebe que pelo menos houve uma desproporcionalidade no assunto", disse Lula nesta quinta-feira (12) diante da presidente Dilma Rousseff na abertura do 5º Congresso do partido, em Brasília. 

Comentário.

Quando leio uma declaração desta, vindo de um ex-presidente da República, fico um tanto desanimado com relação ao ambiente político no País.  Dá a impressão que são futricas entre duas facções do narcotráfico da favela do Rocinha ou do morro do Alemão.

Os citados na conversa do Barba, na sua facção criminosa PT, ambos nomes não merecem 1 tostão furado.  Independente de que partidos pertencem, tanto o Zé Dirceu como o deputado dono do helicóptero, praticaram ou praticam atos condenáveis perante qualquer olho.   Não precisa de detalhar o assunto, porque sabemos que os dois indivíduos estão metidos até o pescoço com a criminalidade.  Papuda para os caras!

Como disse o chefe da Controladoria Geral da União, Jorge Hage, em outras palavras de que, citando o exemplo do mensalão, os verdadeiros culpados ficaram impunes.  Se o Jorge Hage, não pode dizer, eu digo.  O verdadeiro mandante do mensalão é o Barba!  Ele, o Barba, só ficou fora do processo mensalão graças à manobra hávil do ex-ministro da Justiça Márcio Bastos, que inventou a tese do não conhecimento.  Em outras palavras, o Barba não sabia de nada do que acontecia no gabinete ao lado do seu.  Lembrando que o processo mensalão teve duração de 2 anos.  E o Barba não sabia de nada!

Outro episódio que não me sai da cabeça é a presidente Dilma ter dato recado para o José Genuíno, já preso na Papuda, via programa matinal de rádio.  Foi uma espécie da palavra de conforto para o apenado José Genuíno.  Pareceu-me uma comunicação entre os apenados do narcotráfico com os seus fieis escudeiros.  Aquela atitude da Dilma, no cargo de presidente da República, mandando recado via programa de rádio, foi um chute no meu saco.  

Fico triste em ver a situação do País, sendo comandado pelos traficantes de influências.  Fico chateado, mesmo!  E eu é que estava, no lado oposto do regime militar na época do estudante, fico enojado em saber que o Lula era informante do Doi/Codi.  Quem diria.  O Barba, à época do sindicalismo, eu do lado dos empresários, era agente infiltrado do regime militar, segundo Tuma Jr.  Ele era pelego dos empresários que mandam até hoje, no governo.  E eu defendia os empresários nos efeitos mais práticos da mundo sindical.  

Há dois dias que estou com uma conta da rede social, suspenso sem uma explicação, mesmo instado.  Não faltará muito tempo, para receber ordens de fechar este espaço cedido gratuitamente pela empresa Google.  Minha luta será sempre através de palavras, assim como foi, no regime militar.  Sou adepto ao pensamento do Mahatma Gandhi, o de não violência.  Só espero que o confronto seja por meio de palavras.  

Ossami Sakamori


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Vamos apostar no Brasil, sem Dilma e sem Barba, vamos?

Folha. A presidente não gostou de ouvir de seu ministro da Fazenda que a economia brasileira está crescendo com duas "pernas mancas", numa alusão à escassez de crédito para o consumo e às dificuldades criadas no país pela crise internacional. 

Comentário.  

Pela primeira vez que o ministro da Fazenda fez desabafo sobre a situação econômica do País, sofre repreensão da presidente Dilma.  Sim o Brasil está como o "pato manco", com duas pernas quebradas.  Isto é apenas resultado da política econômica (sic) equivocada do governo Dilma.  Este blog já produziu mais de 900 matérias sobre o tema, desde fevereiro de 2012.

Tenho dito, em várias matérias antes desta que é erro da Dilma tentar segurar inflação valorizando o real em relação ao dólar.  O objetivo da Dilma foi, com engessamento do dólar, criar "sensação de bem estar" por conta do dólar desvalorizado, o que é mesma coisa que real valorizado.  

O ministro Mantega, quando aponta como uma das pernas mancas, a crise internacional.  Ele quis dizer, na realidade, que as consequências negativas vem da saída da crise internacional financeira de 2008, lá fora.  Ele quis dizer que o Brasil está com descompasso com a economia global, justamente pela política econômica equivocada da presidente Dilma.  Eles estão saindo da crise o o Brasil está entrando.

Quanto a escassez de crédito ofertado pelos bancos, decorre da expansão de crédito implementado pelo presidente Lula, desde 2009, como saída para crise.  O povo brasileiro neste período endividou grosso modo em dobro do que devia em 2008.  Os próprios bancos estão com o pé atrás na insistência à oferta de créditos, numa situação como esta, de povo altamente endividado.  Além de que, o próprio governo oferece os juros, Selic, os mais altos do planeta.

A presidente Dilma está sendo injusto com o ministro da Fazenda.  O que o ministro Mantega vem fazendo é exatamente o que a Dilma espera, o povo com sensação de bem estar, com real valorizado e crédito fácil e barato.  Aliás é exatamente o fundamento da política econômica da Dilma, aliado ao represamento das tarifas administradas.  Como o pato só tem duas pernas, o engessamento do preço dos combustíveis e de energia elétrica, vão quebrando também os ossos das asas.  

A responsabilidade de Brasil ser um pato manco com duas asas quebradas, com certeza não é do ministro Mantega e nem tão pouco do Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.  A ordem de executar a política bolivariana do Nicolás Maduro é da própria Dilma, presidente da República.  Dilma como o antecessor, o Barba, quando dá errado, sempre culpa os seus subordinados, fazendo de conta que o assunto não é com eles.

A Dilma, a guerrilheira do regime militar, e o Lula, alcaguete do  mesmo regime, são responsáveis sim, por tornado o Brasil um país pato manco com asas quebradas, tudo em nome da política econômica à bolivariana.  Com certeza, ambos esperam que o povo os considere como ídolos, pós morte, como Hugo Chávez.  

Vamos apostar no Brasil, sem Barba e Dilma, vamos?

Ossami Sakamori



Brasil. O dilema do pato manco.

O pato manco do ministro Mantega e da presidente Dilma, está a enfrentar o dilema crucial, o de reajustar o câmbio ou continuar o controle informal do dólar via venda de títulos denominados de swap cambial tradicional, que nada mais é do que venda de um dólar virtual, fake, pois trata-se de títulos em US$ (dólar), mas que a liquidação financeira é feita em R$ (real).  

A medida semelhante é adotada na Venezuela e na Argentina.  O dólar oficial que é utilizado como referência para comércio internacional é controlado.  Enquanto isto, naqueles países, o dólar no mercado real está cada vez mais distante.  Coisa que está cada vez mais real no Brasil. O povo brasileiro, diante da inflação do bolso, está perdendo credibilidade no real.  

A credibilidade da moeda está intrinsecamente ligado à credibilidade do seu governante.  Sendo explícito, o mercado internacional fica de olho, na política econômica do governo como todo e em especial no trato com a política fiscal.  O Brasil está, como o pato manco ao mundo, o País está a dever uma política econômica consistente.  O Brasil, não se preparou, creio que há décadas, como país para o futuro.  Pelo contrário, dependemos financeira e tecnologicamente do estrangeiro, como nos velhos tempos do colonialismo.

O fato é que o Brasil, o pato manco da Dilma, está a copiar modelo populista do Nicolás Maduro e da Cristina Kirchner, o do assistencialismo, para tentar manter-se no poder.  Está cada vez mais evidente de que o governo se preocupa mais tempo e dinheiro em assistencialismo, uma espécie de curral eleitoral ou eleitoreiro, com o objetivo único de obter votos.  Isto tudo tem custos que estamos a vivenciar hoje.  Como disse o nosso ministro da Fazenda Mantega, o País está com duas pernas mancas.  

A presidente Dilma e o PT tem medo de perder o governo.  Para ambos, o importante é se manter no poder, não interessa se o País está com pernas mancas.  Por outro lado, a oposição ao governo não apresenta alternativas de propostas para saída da situação.  Pelo contrário, a oposição, prega a continuidade da política econômica, para tentar dividir o voto do curral eleitoreiro do PT.  Fala-se em tornar permanente o programa de assistencialismo, o que seria pior.

Ninguém percebeu ainda que vem soprando novos ventos nas economias desenvolvidas.  O mundo parece dar uma guinada e voltar ao liberalismo econômico, onde a interferência do Estado é cada vez menos e a predominância da iniciativa privada é cada vez mais presente.  Até a China, antes comunista, pretende nos próximos anos, aumentar a participação da iniciativa privada na economia do País. 

O Brasil vai na contra mão da economia mais desenvolvida como a da Alemanha e do Japão.  Eles são duros na queda.  Ambos países saíram da condição de países perdedores da Segunda Guerra Mundial, mas sagraram-se vencedores na economia, pós guerra.  Contrário dos nossos modelos de economia como o da Venezuela e Argentina, que estão cada vez mais próximo do abismo.  No mínimo, deveríamos analisar e copiar as melhores partes daqueles países vitoriosos ao invés de copiar os países perdedores como Venezuela e Argentina.
O que estamos a assistir em debate, pré-eleitoral, é a semelhança de programas do governo de todos os candidatos à presidência da República.  Nenhum dos candidatos apresenta plano de governo condizente com extensão territorial do País nem programas que represente a participação efetiva dos 200 milhões de habitantes na construção do novo Brasil.  Estamos, em vias de repetir, independente de quem vai governar o País, a mesma mediocridade e inadequados planos de desenvolvimento exclui a vocação natural do País.  O Brasil tem muito potencial econômico para pouco cérebro dos governantes. 

Enquanto estamos a aguardar um governante com visão mais ampla que conduza o País para desenvolvimento econômico e tecnológico, investindo pesadamente em educação de base.  Por enquanto não vi nenhuma liderança com plano de mudança estruturante para o Brasil sair desta condição de letargia e subdesenvolvimento. Espero que a nossa vocação não seja, eternamente, de  criador de patos mancos.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Brasil da Dilma é pato manco de duas pernas!

Folha . A economia brasileira está andando com "duas pernas mancas", segundo o ministro Guido Mantega (Fazenda). Para ele, a fraqueza vem dos efeitos da crise internacional e da falta de crédito para bancar o consumo. 

Comentário.

Até que enfim o ministro Guido Mantega reconhece que o Brasil está com problema.  Não só um problema, mas dois.  Definitivamente, o Brasil da bola de vez positivo, virou bola da vez, negativamente.  Como pato manco.

Ele, certamente, se referia ao reflexo do crescimento econômico positivo dos EEUU demonstrados nos últimos meses, quando se referia a crise internacional.  Todos os números indicam que a crise financeira internacional de 2008, já está saindo do fundo do poço.  Assim, inicia a revoada dos dólares na direção dos países com indicação de crescimento sustentável, como os EEUU.  

Explico.  Na falta de opção mais rentável, o capital financeiro internacional procurava países emergentes como o Brasil, mesmo correndo risco maior, atrás de rentabilidade maior.  O Brasil foi favorecido dentro deste quadro econômico mundial, de antes.

Com a demonstração de crescimento sustentável dos EEUU demonstrado pelo índice de crescimento, anualizado, do mês de novembro em 3,5% ao ano, o capital financeiro global está a procurar investimento no setor produtivo daquele país.  Ao contrário dos EEUU, o Brasil tem projeção de crescimento, revisado, de 2,3% no ano de 2013.  Adivinhem onde vão os investimentos estrangeiros produtivos?  Preciso responder?

Outro quadro dos EEUU, positivos para eles, traz reflexo negativo para o Brasil é a retirada do estímulo de crescimento, via injeção mensal de US$ 85 bilhões por mês.  Com retirada já anunciada, embora gradual, do estímulo ao crescimento da economia pelo FED (Banco Central Americano), o dólar vai apreciar ou valorizar.

A valorização do dólar significa desvalorização do real no Brasil.  Esta força que vem de fora do Brasil, isto é, saída da crise financeira internacional, tira o Brasil da situação de bola de vez positiva.  Com menos entrada de dólares no País, haverá tendência de valorização do dólar ou a mesma coisa que desvalorização do real.  

A Dilma autorizou Banco Central, a continuidade da emissão de títulos denominados de swap cambial tradicional, que nada mais é do que dólar fake, isto é, título que leva o nome de cambial, mas não é venda de dólares para entrega futura.  O governo até o final do ano de 2013 terá emitido título do Tesouro, equivalente a US$ 100 bilhões.  Dilma mandou sinalizar que o programa vai continuar no ano que vem, na tentativa desesperada de segurar o dólar no atual patamar.  Isto é uma forma de dolarização do País.  O próprio governo não confia  no real.

A Dilma, desde o início do seu governo, vem usando do artifício de manter real apreciado para dar "sensação de bem estar" (sic) ao povo.  A Dilma, vem utilizando o dólar depreciado como âncora para segurar a inflação, artificialmente,  O movimento de valorização do dólar, que vem de fora, romperá qualquer artifício que Dilma pretenda no sentido contrário.  Criou-se uma situação de paradoxo para o Brasil, devido à política faz de conta da Dilma.  O que é bom para os americanos é ruim para o brasileiro.  

Quanto à segunda perna do pato manco dito pelo ministro Mantega, sobre o crédito ao consumidor ou a falta de crédito para bancar o consumo (sic), a análise é muito simples.  O volume de crédito ao consumidor no País, chegou no incrível patamar de cerca de 60% do PIB.  Os bancos brasileiros estão mais seletivos na concessão de crédito para evitar a inadimplência generalizada e comprometer a saúde financeira deles próprios, os bancos.  Ademais, o governo pagando pelos seus títulos juros de 10% ao ano, com risco zero, as instituições financeiras redirecionam as suas aplicações ao títulos do Tesouro.  

Se o Brasil está andando com duas pernas mancas (sic), como disse o ministro Mantega, o Brasil não é mais o cisne do lago, mas apenas um pato manco.  Pior, pato manco de duas pernas!  Depois, vem me dizer que eu é que sou o pessimista ou que eu sou torcedor da teoria do caos.  Nesta avaliação, estou em concordância com o ministro Mantega, o Brasil é pato manco de duas pernas!

PS: Agradeço pelas manifestações recebidas, ontem, com referência à matéria anterior.   Continuamos na luta!

Ossami Sakamori


 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Vamos apostar no Brasil, sem medo, vamos?

Vocês não imaginam como fico tão desesperançoso deste País.  Sinto-me como se tivesse dando murro na ponta de uma faca.  De repente, agora, me sinto tão só neste País onde todo mundo reclama do poder constituído, mas ninguém que tenha poder de mudar a situação levanta a voz como eu esperava que o fizesse.

Sinto-me, novamente, com nos tempos do regime militar, estar a falar no deserto, sem eco, sem resposta.  Sinto-me como um esquizofrênico falando palavras ininteligíveis no meio da multidão.   Uns e outros que me esbarram no caminho, dão importância às palavras, que me fazem crer que ainda estou lúcido. 

Puro engano.  São pessoas que apenas me fazem estar vivo no mundo imaginário.  Mundo que não tem sentido, como aquele mundo que vivenciei na época do estudante, universitário.  O mal prevalecia ao bem.  Não, não existe o mundo da utopia.  A utopia não é o mundo, sou eu mesmo a utopia.  Nada valeu o que meu pai me ensinou, o mundo do "bushidô", o caminho do samurai para mudar a situação. 

Não, não existe "bushidô", nem "judô", o caminho da verdade.  Não existe o caminho da verdade nem o caminho da coragem.  Não, não culpo a sociedade, dos amigos, dos intelectuais, dos idealistas, que apenas clamam o caminho da verdade.  Seria exigir demais de uma sociedade que sempre esteve subjugado aos interesses das potências, não aos seus próprios interesses.

Estava à conversar com as pessoas, que fazem parte importante da engrenagem do poder central.  A estrutura do poder, ao longo dos anos, tanto de militares da direita, antes, como militâncias da esquerda, de agora, foram moldados à figura dos donos do poder, de plantão.  Não temos muito a fazer.  Nem temos poder para esboçar alguma reação.  De repente, a ficha vai caindo... Estou a conviver com o "status quo" que a sociedade me impõe.

De repente, como nos tempos da ditadura militar, novamente eu é que estou dissociado da realidade política do País.  Não vale muita coisa, vale quase nada, as poucas linhas que escrevo, antes em boletins informativos e agora em blogs que pouco representa para o conjunto da população.   O povo, o povo, nem está aí.  Os intelectuais, os intelectuais nem estão aí.  Como que, de repente, perderam a voz na multidão.  Talvez, tenha percebido, a realidade brasileira, antes de mim.  

Não existe mais "Pasquim" ou "Estadão" que de certa forma levantavam vozes na multidão.  Os poucos veículos de comunicação, outrora o "norte" da população, hoje são cooptados ao poder central, por pura necessidade de sobrevivência econômica. Os poucos que denunciam alguma situação são rotulados de "direita", ao contrário do sentido que a palavra representa na história do mundo.  A direita, no país de origem da palavra, a França, significava a favor do governo e esquerda, contra o governo.

Foi me sugerido utilizar criptografia nos meus telefones, porque no País que vivo, tornei-me contra o "regime".  O regime dos que utilizam vestes vermelhos como símbolo, como outrora os do regime militar usavam uniformes verde oliva.  Pelo amor de Deus!  Onde chegamos!  Eu é que sou pessoa que defende o bem do povo estou a ser classificados como persona non grata do poder central.   

Percebi, caiu a ficha, que os que falam a verdade como alguns jornalistas e algumas jornalistas, que não quero nominar aqui para não os prejudicarem ainda mais, estão a perde os empregos.   Isto é exatamente, o que acontecia no regime militar.  Os que eram contra o poder constituído eram defenestrado ou melhor colocado na geladeira ou simplesmente eram lhes tirado oportunidade profissional.

Não é agora, com meus 69 anos, que vou mudar de posição.  Se querem me colocar na condição de "contra" o "regime", que me coloquem.  Já quiseram me calar com demonstração de poder, me colocando como que ao lado dos marginais da sociedade, mas não conseguiram.  E não vão conseguir.  Este brasileiro nato, ao contrário do que me pretendem impor devido à origem dos meus ascendentes como "estrangeiro" é muito brasileiro.  Sou brasileiro encardido.  Não sou brasileiro fácil de ceder às pressões, como a maioria dos que leem este blog.  

Eu sou, eu mesmo, até quando Deus me der o descanso merecido.  Não adianta querem me calar.  Os meus endereços, emails e telefones de contatos sempre serão os mesmos, desde há muito tempo.  Quero e vou exercer a minha cidadania na plenitude, na dignidade.  Não serei clandestino, na minha pátria amada.  Serei eu mesmo, custe o que custar. 

Vamos apostar no Brasil, sem medo, vamos?

Ossami Sakamori


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dilma mente igual Lula!

Folha. Em discurso lido diante do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a presidente Dilma Rousseff, que disputará a reeleição no ano que vem, fez ontem duras críticas ao governo do tucano. Dilma fez as críticas em seminário promovido pela fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, em um hotel da zona sul do Rio.

Comentário.  A presidente Dilma, como o seu antecessor, cria artifícios para mentir, descaradamente.  O Bill Clinton, ex-presidente dos EEUU deve ter ficado ruborizado com tanta mentira, ainda mais em discurso escrito.  Só pode ser texto do marqueteiro João Santana para colocar no programa eleitoral gratuito em agosto do ano que vem, no auge da campanha presidencial.  

Folha. "Por muitos e muitos anos, o Brasil foi pensado como um país pequeno, voltado apenas para os países desenvolvidos e dedicado apenas a uma parcela privilegiada de sua população", disse Dilma.

Comentário.  O Brasil que eu saiba nunca foi pensado como país pequeno como diz a presidente Dilma.  O País continua dependente dos países desenvolvidos em quase todos setores, os números não mentem.  O Brasil é dependendo do capital estrangeiro direto (IED) para alavancar o desenvolvimento, bem como para rolar as dívidas do Tesouro Nacional.  O País se comporta como época da colônia portuguesa, vende commodities para comprar produtos manufaturados.   E o Brasil apequenou por conta da exacerbação da corrupção, infelizmente. 

Folha. Sem nominar o ex-presidente, ela comparou números de hoje com os de 2002, último ano do tucano no poder. Afirmou que a inflação caiu de 12,5% para 5,8% e que a dívida líquida recuou de 60,4% para 35% do PIB.

Comentário.  Só para lembrar a presidente Dilma, que tem memória curta, a inflação de 12,5% no ano de 2002, foi justamente por conta do "efeito Lula".  Foi necessário, antes mesmo da posse, o presidente Lula nomear banqueiro Henrique Meirelles para presidente do Banco Central, para acalmar o mercado e acomodar  também a situação da inflação.  O povo pode ter esquecido, mas eu não esqueci.  Quanto aos números da dívida líquida, a Dilma mentiu.  Os números do Banco Central aponta dívida líquida cerca de 50% do PIB.  E quanto a dívida bruta do setor público brasileiro, segundo FMI, saltou para 68% do PIB.  Estes últimos números representa a realidade brasileira, sem maquiagem. 


Folha. "De país devedor, nós passamos à condição de país credor", disse a presidente, repetindo uma expressão muito usada por Lula na campanha de 2010. 

Comentário.   Não sei de onde tirou a presidente Dilma sobre situação do Brasil sobre a dívida do País.  O último relatório do Banco Central, datada de 22/11/2013, o Brasil possui dívida externa no montante de US$ 311 bilhões, incluindo o setor público e privado.  As reservas internacionais somavam na mesma data US$ 376,9 bilhões, o que indica reserva líquida de US$ 65,9 bilhões, conseguido graças ao investimento estrangeiro especulativo que aplicam em títulos da dívida do Tesouro Brasileiro.   É verdade, apenas que o governo Lula pagou a dívida perante o FMI de US$ 15,5 bilhões em dezembro de 2005, mas isto não quer dizer que o Brasil pagou a dívida externa total.  Brasil tem dívida externa, sim senhora!  

Resumo. Quando é que vamos ter presidente sério, não saberia afirmar, mas a safra de presidentes do Brasil, pós ditadura, não foi boa.  Na Folha de ontem, traz a imagem dos últimos presidentes, embarcando no avião presidencial destino à África do Sul.  Deu-me tristeza enorme!  Dentre eles, com raras exceções ou com rara exceção, os presidentes, tem mais estampa de chefe de quadrilha do que de estadista.  Senão vejamos, os nomes que aparecem na foto, na ordem de antiguidade:  José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.  Você escolhe quem faz parte das exceções ou da exceção.

Ossami Sakamori 


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

LULA É PELEGO DOS EMPRESÁRIOS!

A revista Veja desta semana traz matéria sobre a trajetória político sindical do presidente Lula, que poucos conheciam.  Veio à tona, também, o livro do empresário Mário Garnero sobre o mesmo tema, cuja edição está esgotada.

Todas referências, embora desconhecidas por mim e creio pela maior parte do público, expõe claramente o caráter do presidente Lula.  Existe um certo terrorismo para quem divulgam fatos noticiados.  Tem medo de represália dos poderes constituídos.  Mas, vamos lá, vou tocar na "ferida", porque já escolhi o meu caminho. 

Basicamente, o resumo é que o sindicalista Lula foi pelego da ditadura militar, sobretudo na época da distensão do regime.   Segundo notícias, o sindicalista Lula, por volta de 1972/73, fez treinamento na famosa Johns Hopkins University, EEUU, pela indicação do regime e dos empresários patronos da época.  

 O presidente Lula, segundo as mesmas fontes, foi amigo pessoal do Paulo Villares e Mário Garnero, empresários ícones da época do regime militar.   Lula serviu ao regime militar e aos empresários, quando lhe convinha.  Lula, segundo mostra as matérias, foi  oportunista, ardil, duas caras.  Foi líder sindical à serviço do establishment.  

À essa altura, nada me surpreende, os empresários ícones de hoje utilizem os serviços do presidente Lula, para alcançar os objetivos que muitas vezes vão contra os interesses do Estado brasileiro.  Lula, fora do poder, continua servindo aos interesses privados de uma grande gama de empresários que mandam na república de hoje e de ontem.  Resumindo o Lula continua pelego do establishment.

Fazendo jogo dos interesses dos novos empresários e das grandes corporações é normal que os poderosos, amigos do poder central, se unam em torno do nome do Lula, para continuar o "status quo" porque ele é um pelego confiável. Lula tem história que demonstra a sua fidelidade à oligarquia brasileira, o establishment.

Resumindo.  Lula é pelego dos empresários de ontem e de hoje!
Ossami Sakamori


domingo, 8 de dezembro de 2013

Vamos apostar no Brasil, sem PT, vamos?

Segue abaixo, matéria da jornalista Érica Fraga do tradicional jornal Folha de São Paulo, edição de hoje, dia 8/12/2013.  Esta matéria é melhor nem mexer de tão bem feita está.  É  por isso reproduzo uma boa parte dela, para posterior comentários meus.  

A inflação recuará no início de 2014, mas voltará a subir em meados do ano, o que fará com que seu pico ocorra durante a campanha eleitoral, que começa em julho.  Esse é o cenário de muitos bancos e consultorias. 

Uma recuperação mais rápida do que o previsto nos EUA é um dos fatores que podem provocar uma desvalorização acentuada do real. Isso porque seria acompanhada de migração de investimentos de países emergentes para o mercado americano. 

Para Rafael Cortez, cientista político da Tendências Consultoria, como o ponto central do discurso de Dilma deverá ser o da continuidade em relação ao governo Lula, a sensação de bem-estar da população será importante para seu resultado nas urnas. 

Caso se concretize, poderá fazer com que a alta de preços seja um dos principais temas dos debates entre os candidatos à Presidência. 

Comentário.

Para corroborar com a reportagem da jornalista Érica Fraga, quero acrescentar abaixo alguns ingredientes adicionais que não só confirma a matéria da reportagem, mas adiciona à tendência de alta de inflação em 2014, apontada pela matéria.  

O controle da inflação, em tese, é feito com medidas restritivas ao consumo adicionado com medidas de corte de custos de produção.  Não terão nem as medidas restritivas ao consumo, nem as medidas de cortes de custos de produção.   

No ano de eleições, a presidente Dilma não terá coragem de adotar medidas restritivas ao consumo, para não quebrar "a sensação de bem estar" da população.  Eu diria que, pelo contrário, poderão aliviar pontualmente medidas de distensão para dar "a sensação do poder de compra" da população.  A oferta de crédito fácil e barato, continuará na pauta da equipe econômica em 2014.

Quanto às medidas de corte de custo de produção não ocorrerão por dois motivos principais.  O primeiro motivo é que as tarifas administradas foram dadas em 2013, como contenção de tarifas de energia elétrica e de combustíveis.  Estes dois componentes importantes da inflação, não terão mais espaço para cortes, pelo contrário, haverá necessidade premente de ajustes sob pena de deixar as empresas Petrobras e Eletrobras em situação de comer a própria carne.  

O fator que não é considerado como fundamental no índice inflacionário do próximo ano é a revoada dos dólares rumo aos EEUU, conforme a matéria da Folha e de todos analistas do mercado.  A revoada dos dólares para fora, no sentido contrário à nossa necessidade de suprir o financiamento do déficit da balança de  conta corrente, faz com que o real fique depreciado ou desvalorizado.  Com o real desvalorizado, os produtos importados, quer seja de consumo ou de insumos, atuarão fortemente na formação do índice de inflação, mais do que qualquer outro fator.

Os analistas entrevistados pela Folha apontam inflação oficial, IPCA, do ano de 2014, entre 6,5% a 6,9%.  Presumo que os analistas não levaram em conta a desvalorização do real, até porque é quase impossível fazer previsão do comportamento dos investidores internacionais.  Adicionado ao fator EEUU, ainda resta considerar o fator rebaixamento de notas das agências de classificação com relação ao grau de investimento do Brasil.  

A certeza absoluta é que, não havendo medidas corretivas na política econômica (sic) do governo Dilma, o que acho provável, a inflação do ano de 2014 será maior do que o ano de 2013.  O aumento de inflação poderá trazer junto, novamente, o pífio crescimento em 2014, abaixo do ano de 2013, por conta de toda situação descrita acima. Isto é inexorável. 

É neste quadro que entra o fator "volta do Lula".  Se a inflação se comportar dentro do parâmetro esperado ou seja em torno do teto da meta de 6,5%, no final de junho de 2014, data da escolha dos candidatos, continuaria presidente Dilma com candidata à reeleição. Mas se estourar a meta da inflação, inexoravelmente o candidato será Lula, novamente.  O PT não vai largar o osso tão facilmente, por motivos que já expus na matéria recente sobre Lula 2014.  Que os candidatos da oposição que se preparem! 

Vamos apostar no Brasil, sem PT, vamos?

Ossami Sakamori

sábado, 7 de dezembro de 2013

Governo Dilma. Os ladrões de galinha vão para cadeia, mas ...

Folha. A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) a Operação Desfalco, em Brasília, para desarticular um suposto esquema de desvio de recursos da folha de pagamento do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Meio Ambiente), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente. A polícia estima que foram extraviados R$ 1,84 milhão em três anos.

Comentário.

Duas coisas destacam sobre notícia sobre o suposto desvio de R$ 1,84 milhões do Instituto Chico Mendes.  A primeira constatação é que a roubalheira do dinheiro público chegou até no órgão que supostamente defende a sustentabilidade da biodiversidade no governo.  A segunda é que a roubalheira dos bagrinhos, os culpados são investigada com todo rigor.  

Instituto Chico Mendes leva o nome do patrono, o sindicalista e seringueiro Chico Mendes, que foi morto aos 44 anos de idade, pelos pistoleiros mandado supostamente por um único, o Darly Alves da Silva.  Pela mesma causa defendida por sindicalista, foi eleita senadora da República, Marina Silva pelo PT/Acre. Ironicamente, o Instituto de leva o nome do sindicalista é saqueado por um funcionário bagrinho, protegido pelo partido do governo.

O governo federal apura com rigor, nisto concordo e apoio o serviço da nossa gloriosa Polícia Federal, os casos que interessa ao Palácio do Planalto.  É uma forma de demonstrar que o governo age, quando se tratar de malfeitos.  Mas é pura encenação para imprensa noticiar.  Encenação, eu digo, porque os maiores escândalos da República, são colocados debaixo do tapete.

Refiro-me, quando falo de grandes escândalos, a roubalheira no DNIT, a roubalheira com as ONGs do ministério do Turismo, a roubalheira da Delta Construções, os empréstimos fajutos para o estelionatário empresário Eike Batista, entre tantos.  Quero saber se alguns destes caras estão na cadeia ou mesmo estão sendo investigados com o mesmo rigor do bagrinho do Instituo Chico Mendes.  Estão ou não estão?  Está com a palavra presidente Dilma.

Ainda assim, a atual administração pretende estar no poder por mais 8 anos à partir de 2014.  Ensaia-se até em colocar Lula como candidato à presidência no lugar da Dilma, para ter certeza do sucesso.  Afinal, que País é este, que os ladrões de galinhas vão para cadeia mas os ladrões de R$ bilhões são tratados a pão de ló? 

Pronto! Chega por hoje!  

Ossami Sakamori

Lula presidente 2014. Fato consumado!

Diante do quadro econômico que se desenha para o ano de 2014, situação difícil, com PIB em queda e inflação em alta, certamente a popularidade da presidente Dilma vai para o chão.  O que eu temo, nem todos temem, a volta do Lula para nova gestão petista no governo fedral fica cada vez mais real.  Teremos, no mínimo mais 4 anos de gestão petista.

Estou a falar aqui, não porque o Lula disse que o seu grupo ficará no poder até 2022, mas porque é o que mais ouço no meio empresarial nos últimos tempos.  Vai se confirmar tudo que o povo vinha dizendo desde o início do governo Dilma, de que ela apenas estava esquentando cadeira para o seu chefe Lula.  Enfim, vem a confirmar que a Dilma serviu e serve apenas de poste do Lula.

Ontem, estava a assistir a vida do Nelson Mandela, de quem eu sou admirador de cadeira e achei uma semelhança incrível sobre a África do Sul e o Brasil.  Lula e Mandela são semelhantes, também. Repito, 300 vezes se for preciso, de que o meu respeito pelo presidente Lula terminou no dia 31/12/2010, exatamente à meia noite, assim como o respeito a presidente Dilma terminará à meia noite do dia 31/12/2014.  

Quais são semelhanças que vi entre África do Sul e Brasil?  Tem muitas.  Nelson Mandela primeiro presidente negro, foi eleito pelos 2/3 da população da que representa o seu partido o CNA.  Lula é primeiro presidente operário do Brasil, foi eleito com votos de 2/3 da população do País, os pobres.  A sucessão lá na África do Sul, obedeceu as regras do CNA.  Única diferença é de Nelson Mandela, fez a sua parte e cedeu às regras do establishment e aqui no Brasil o establishment é o próprio Lula.

Lá na África do Sul, o CNA está no poder há 14 anos.  Coincidência ou não haverá eleições no país sul-africano em 2014, para mais um mandato de 5 anos, completando um ciclo de 20 anos no poder.  No Brasil, se o PT ganhar eleições de 2014, certamente completará um ciclo de 20 anos no poder, ininterrupto.  Infelizmente, isto poderá ocorrer no Brasil.

As semelhanças entre os dois países, África do Sul e Brasil não param aí.  Lá, o establishment não é só o partido CNA, segundo reportagem que assisti.  O que mantém o partido CNA no poder é o conjunto de forças que o apoiam.  São empresas e pessoas próximas ao poder que se enriqueceram à custa do Estado.  Isto lá na África do Sul.  E aqui no Brasil, não é diferente.  

Criou-se no País um novo establishment que ascendo ao partido do governo, o PT, e próprio Lula.  Lula é apenas peça de jogo, para os amigos do poder o seu lugar conquistado.  Aqui como lá, as qualidades ou defeitos pessoais não contam.  O que interessa é que os poderosos que orbitam na esfera do governo federal manda e continuará mandando no Brasil, sempre.

Custou-me a cair ficha.  Custou-me a entender o jogo, porque não faço parte dele.  Pelo contrário, sou crítico ao establishment de qualquer grupo.  Justifico.  Sou crítico, não porque ideologicamente (sic) contrário ao partido dominante no País, mas sou crítico porque o País está sendo espoliado e destruído por donos do poder, em detrimento do desenvolvimento sustentável do País, somente para satisfazer os interesses próprios.  

Aos leitores que me acompanha! Hoje, acordei com dor na alma,  pelo dever que não poderei cumprir, pela contribuição que não poderei dar à minha pátria.  Não sou líder, não nasci para ser líder, mas apenas um reles cidadão, palavreando ao vento, como aquele esquizofrênico que não sabe transmitir através de palavras ao conjunto do povo.  São como gritos no deserto.  Não faz eco. 

Sim, com Lula na presidência, continuaremos republiqueta de 5ª categoria.  Meus amigos, estou triste, porque não tenho força para fazer prevalecer o meu desejo de ver a "pátria livre" dos malfeitores da "minha pátria amada".  

Ossami Sakamori

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Destino. Uma resposta para sua felicidade.

Do livro, edição 2002, de minha autoria. 

Começamos pela seguinte afirmativa: Adão e Eva nunca existiram como seres humanos reais. São personagens do mito bíblico da criação, que explica a origem do homem e do universo com sendo criados por Deus.

Ainda nos dias de hoje, quase 150 anos após a divulgação da teoria da evolução da espécie por Charles Darwin, a história de Adão e Eva continua sendo interpretada literalmente por muitas religiões.

Esse tipo de interpretação, divulgada em meio ao avanços tecnológicos e científicos deste terceiro milênio, provoca perplexidade.  O condicionamento mental que nos foi imposto através da teoria da criação desde a infância nos torna reféns de uma premissa falsa, o que coloca em dúvida os ensinamentos de muitas religiões.

Não seria melhor assumirmos de uma vez que a história de Adão e Eva seja considerada apenas um simbolismo do que ficarmos insistindo na tese de que eles existiram realmente?  Não seria esse um dos motivos pelos quais as igrejas ocidentais em geral estão perdendo adeptos?  Será que não está na hora de as igrejas darem uma interpretação mais atualizada ao episódio bíblico? Você que professa alguma dessas religiões, pense seriamente nisto.

Fique tranquilo, leitor.  O pensamento de cada um é livre.  Ninguém estará cometendo pecado ou sacrilégio quando pensar de maneira inovadora ao interpretar o Velho e o Novo Testamentos.  Pense também, que mais de metade da população do mundo está longe desse tipo de conflito mental, pois nunca recebeu ensinamentos baseados na teoria da criação das igrejas ocidentais.

A verdade é que a ciência vem confirmando, cada vem mais, a hipótese de Darwin.  Acompanhe o raciocínio posto aqui resumidamente.

Nós estamos no meio do caminho da evolução do próprio universo.  Viemos, há bilhões de anos atrás, de uma nova dimensão chamada de "buraco negro".  Dizem os cientistas que o universo que conhecemos se originou do "big bang", ou seja, da explosão daquele ponto negro.

Não sabemos exatamente como apareceu o sistema solar, o nosso planeta e, ainda, como se iniciou a vida na Terra.  Só sabemos que somos seres originados de micro-organismos que viveram há centenas de milhões ou talvez bilhões de anos.

A única realidade aceitável é que somos produtos da evolução da espécie.  Não temos ideia precisa de como evoluímos e, principalmente, do que evoluímos.  Há aproximadamente 150 mil anos, nós nos originamos do ser hoje chamado de "homo sapiens".  Se a estimativa a respeito do efetivo de "homo sapiens" que habitava o planeta, de aproximadamente 50 mil habitantes, for verdadeira, toda a população humana daquela época caberia hoje em um grande estádio esportivo.

Conclui-se que a história da humanidade é muito recente, ou seja, que estamos inseridos numa fração insignificante do tempo de existência do universo.  

O registro histórico da humanidade data de pouco mais de 5 mil anos.  Algumas das religiões que conhecemos nasceram há pouco mais de 3 mil anos.  É um período infinitesimal,  se comparado ao tempo de existência do universo.

O modo de vida que levamos atualmente, decorrente da evolução tecnológica e científica, é coisa que aconteceu nos últimos 500 anos, com o aparecimento de cientistas e pensadores como Descartes e Newton.

A evolução biológica e mental do ser humano foi quase imperceptível, mas evolução científica acelerou-se muito rapidamente.  Daí resultou o abismo em razão do qual somos hoje, mais do que em tempos passados, seres em conflito e muito angustiados.

Ao aceitarmos a teoria da evolução da espécie, não estamos negando a existência de Deus, pelo contrário.  

Ossami Sakamori 

Economia BR. Temo repeteco de 2002!

Folha. Para o ministro, o despenho da economia foi fraco neste ano, mas isso não deve se repetir em 2014. O ministro apontou dois motivos principais para acreditar na melhora: a economia mundial vai melhorar, elevando o consumo de produtos brasileiros no exterior, e o nível de investimento doméstico vai crescer devido ao programa de concessões da ordem de US$ 250 bilhões. "2014 será o ano da virada da crise", disse ministro Mantega.  

Comentário.

Não interpretem a fala do ministro Mantega sobre o desempenho da economia no ano que vem como positivo.  Faz parte do seu compromisso institucional ou melhor compromisso com a presidência da República, vender "clima" de otimismo no mercado.  Seria pedir demais confissão do ministro da Fazenda cujo presidente quer se reeleger a todo custo, agora, já no próximo ano, no sentido contrário.

Diante da agenda de eleições em 2014, não se espera da atual administração, a da Dilma, tomar medidas restritivas à população para melhorar o desempenho da economia sem agravar o quadro da situação fiscal do País.  Não, não vai tomar.  A presidente Dilma, deveria ter tomado as medidas corretivas já no início do mandato.  Se não as fez até agora, não será justamento no ano da sua tentativa de reeleição.

Ao contrário do que afirma o ministro, os investimentos referente às concessões US$ 250 bilhões, mais os investimentos referente à exploração do pré-sal não ocorrerão no ano de 2014, mas sim no decorrer dos 25 anos de concessão.  Se traduzido em termo de investimento para 2014, seria algo como US$ 10 bilhões ou R$ 23 bilhões.  Nada espetacular como se refere o ministro Mantega.

A situação fiscal de 2013, tem sinal de que fechará dentro da meta, a última, após os ajustes excluindo estados e municípios, com muito sofreguidão e muitas gambiarras contábeis.  Certamente, para o fechamento do ajuste, serão antecipado, para efeito contábil algumas receitas futuras, como decorrente do Refis.  Outras despesas serão postergados para o ano de 2013 para fechar dentro da meta, a nova.

Acontece que o mercado financeiro global não dorme de touca. O mercado tanto nacional ou internacional, acompanham de perto as gambiarras do Arno Augustin, já freguês de caderno.  A tendência das agências de classificação para o Brasil, não será alterada.  As agências manterão perspectiva negativa para a nota de risco do Brasil.

Poucos analistas do mercado chamam a atenção para a dificuldade de rolagem das dívidas públicas do governo federal.  O jornal Folha deu destaque ontem, sobre "rebelião" dos técnicos sobre a política de juros do Tesouro Nacional, comandado pelo Arno Augustin, o rei das gambiarras.  O fato que há visão clara sobre gravidade da situação dos próprios técnicos do ministério da Fazenda.  

O fator alarmante, no meu entender, que os juros do título NTN-B, postecipados, segue numa trajetória ascendente.  O último número divulgado pela Fazenda é de que o mercado está exigindo remuneração de 6% + inflação.  Em tese, o Tesouro está rolando parte da sua dívida próximo de 12% ao ano.  Isto causa, primeiro o aumento descomunal da dívida do Tesouro proporcionalmente ao PIB e outro fator é a sinalização de que o País está perdendo credibilidade muito rapidamente.

Diante do quadro, os investimentos estrangeiros diretos (IED), tão necessários para fechar a balança de pagamentos, vão ficar na posição de stand by no próximo ano, na expectativa do resultado das eleições.  Aconteceu algo semelhante, no ano de eleições do sucessor do FHC em 2002.  Vamos torcer para que isto não se repita.  Ou vamos esperar que Deus seja brasileiro, novamente?

Ossami Sakamori  



quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Paraísos fiscais. Brasileiros tem US$ 500 BI lá fora.

Chega a ser cômico a reportagem da Rede Globo sobre à procura dos verdadeiros donos do Hotel Saint Peter em Brasília.  De repente, como que de repente, descobriu-se que o verdadeiro dono do Hotel é uma empresa panamenha de nome Truston Internacional Inc. cujo presidente é um office boy Jose Eugenio Silva Ritter.  

Só mesmo Rede Globo para mandar investigar uma empresa no paraíso fiscal como Panamá.  Tenha santa paciência!  Os paraísos fiscais são sobejamente conhecidos em todo o mundo como países que escondem os dinheiros sujos.  São países como Ilhas Cayman, Ilhas Bahamas, Barbados, Ilhas Jersey, Uruguay, Panamá, entre tantos, que cobram os impostos de renda.

As empresas denominados no jargão popular de "off-shore", são verdadeiras empresas de fachada para esconder os verdadeiros donos do dinenheiro.  As empresas são sociedade anônima no verdadeiro sentido da palavra. Os sócios permanecem no anonimato.  Os proprietários possuem certificados de ações ao portador, em papel físico, como acontecia no Brasil antes do Collor.

O país denominados de paraísos fiscais, não cobram impostos, mas ganham em taxas de licenciamento para funcionamento das empresas de fachada.  Quase todas empresas transnacionais tem empresas nos paraísos fiscais.  Muitas empresas e pessoas físicas brasileiras tem empresas nos paraísos fiscais.  Todo o tráfico de drogas passa necessariamente pelos paraísos fiscais.  Todos políticos corruptos tem empresas nos paraísos fiscais. A Petrobras tem subsidiárias integrais nos paraísos fiscais.  

No caso do Hotel Saint Peter, pivô do caso José Dirceu, o escritório especializado para montagem do "off-shore" se chama Morgan & Morgan e o nativo laranja se chama Jose Eugenio Silva Ritter.  A empresa Truston Internacional Inc. poderá ser do Paulo Masci  de Abreu ou qualquer outro.  Poderá ser do próprio José Dirceu.  Eu disse, poderá ser.  Não estou afirmando que é.  

O velho conhecido doleiro é que faz a antiga operação cabo ou seja faz transferência de dinheiro das empresas "off-shore" de fora para dentro ou de dentro para fora.  No segundo caso, se denomina evasão de divisas.  Mas há sempre, gente querendo levar e trazer dinheiro em nome da empresa de fachada.  Na operação cabo, não há movimentação de dinheiro em espécie, mas apenas troca de titularidade dos dinheiros, que está lá fora ou está aqui dentro.  

Há inúmeras maneiras de levar, virtualmente, dinheiro para fora, sobretudo pelas empresas exportadoras.  Utiliza-se empresas "off-shore" de fachada para deixar os lucros nas empresas isentas de impostos de qualquer natureza.  Digamos que faz o passeio de nota fiscal.  Efetivamente a mercadoria ou serviço não passam pelas Ilhas Jersey, Ilhas Cayman, Panamá ou Uruguay.  Apenas as notas fiscais.   Eles nem teriam portos para passar tanta mercadoria.  

Veja o que aconteceu com o empréstimo do caso mensalão.  O Banco Rural não levou prejuízo de uma operação que sabidamente iria redundar em não pagamento.  O PT fez empréstimo aqui no Brasil e pagou à subsidiária do Banco Rural nos paraísos fiscais.  Na realidade, o Banco Rural, apenas esquentou a operação do mensalão. No caso o Banco Rural fez o serviço de doleiro. José Dirceu, José Genuíno e Delúbio Soares sabiam e sabem disso.  Não adianta fingir de inocentes e proclamarem-se heróis.  O DEA - Drug Enforcement Administration sabe.  Obama sabe.  Só Lula finge que não sabe.  Lula e Dilma sabem que Obama sabe.  

Segundo Serviço de Inteligência dos EEUU, os brasileiros natos, tem mais de US$ 500 bilhões em paraísos fiscais.  Isto equivale grosso modo a 25% do PIB brasileiro.  Há diversos estudos para repatriar este dinheiro com isenção de impostos para esquentar o dinheiro, mas esbarra-se na legislação.  Por outro lado, é tão fácil a circulação de dinheiros depositados nos paraísos fiscais, que dificilmente este dinheiro será repatriado.  

Em matéria de bobeira é o caso do Paulo Maluf que não confiou no esquema de "off-shore" e deixou rabo aparecer.  O aparente, mais vivaldino dos políticos, não soube fazer direito a evasão de divisa.  E ainda, simulou empréstimos para empresa dele, com o dinheiro dele.  

Ossami Sakamori


Brasil da Dilma. Piores dias estão para vir!

A insatisfação vem dos coordenadores do Ministério da Fazenda, subordinado ao secretário do Tesouro Arno Augustin, conhecido como rei das gambiarras contábeis.  As críticas se referem sobretudo ao último aumento do Selic para 10% ao ano, pelos próprios coordenadores, segundo leitura feita no jornal Estadão.    

Acontece que a dívida pública bruta gira próximo de R$ 3 trilhões e a dívida líquida acima de R$ 2 trilhões.  O Banco Central para conceito de dívida líquida deduz o valor da reserva cambial e o empréstimo ao BNDES para sustentar o PIS.   Qualquer número que consideremos é montanha de dinheiro!  Grosso modo, a dívida pública brasileira, hoje, está dobro do que herdou do governo anterior, há apenas 11 anos.  

Como se sabe, a aplicação da parte da reserva cambial é aplicada em 0,25% ao ano, em dólares.  O programa PIS - Programa de Investimento Sustentável com saldo de cerca de R$ 430 bilhões, está emprestado às empresas do Bolsa Empresário à taxa média de 3,5% ao ano.  A diferença dos juros o Tesouro cobre com novas emissões de títulos.  É uma ciranda financeira que não termina nunca!

Dentro deste quadro, o mercado financeiro, sentindo a dificuldade demonstrado pelo Tesouro na rolagem de seus títulos, vem exigindo pelo título NTN-B com vencimento em 2023, juros cada vez mais altos.  Só para se ter ideia, no dia 2/1/2013, os juros girava em torno de 2,5% + inflação.  Hoje, o mercado exige 6% + inflação.  Significa que o Banco Central paga pelo NTN-B, juros presente, de cerca de 12% ao ano.  E por estas e outras que o "mix" de juros pagos pelo Banco Central sobre o estoque de sua dívida pública está próximo de 11% ao ano.  Calculem, quanto de juros pagamos por ano, se quiserem.  É uma babilônia! 

Como pode ver, dentro da esfera técnica do Banco Central, a taxa básica de juros, Selic, não é utilizado para conter a inflação.  Ao contrário, a área técnica do ministério da Fazenda, considera o aumento da taxa básica de juros como termômetro da credibilidade da política econômica do governo.  No que concordo plenamente. Folgo em saber que, pelo menos a área técnica da Fazenda, tem o mesmo pensamento meu.

Segundo o Estadão, a área técnica do ministério da Fazenda, se preocupa com o crescente endividamento do Tesouro Nacional, diante da nova taxa Selic.  Não foram bem claro, os coordenadores, mas certamente eles se preocupam com o efeito "contaminação" dos juros exorbitantes que o Tesouro paga para rolagem das suas dívidas.   No entanto é inexorável o efeito do aumento da taxa Selic, nos juros do mercado e em consequência o efeito no índice de inflação decorrente da alta de juros.  

Sejamos claro.  O governo Dilma perdeu credibilidade no mercado, então há necessidade de pagar taxa de juros cada vez mais alto.  Essa história de que o aumento de taxa Selic é para segurar a inflação, acompanhado pela maioria dos analistas meia tigela e empresários puxa sacos do governo, é pura invencionice para mitigar o verdadeiro efeito do aumento da taxa de juros básicos, Selic.

Existe sinalizações das agências de classificação de riscos de rebaixamento das notas do Brasil para viés de baixa, no mês de janeiro do próximo ano.  No quadro já desenhado anteriormente, os juros Selic no próximo semestre deve ter trajetória ascendente com mira para 12% ao ano, já no primeiro semestre, inexoravelmente.  

Duas conclusões podemos tirar diante do quadro.  A primeira conclusão é de que o Brasil já se encontra no "meio da crise".  A segunda conclusão é de que o ano de 2014, a economia brasileira vai experimentar situação tão grave quanto do ano de 2008, por culpa própria.   

Não cabe mais, no meu entender, à esta altura da situação que se encontra, discussões sobre o que "deveria" ter feito na política econômica (sic).  Independente de governo que está no poder, o Brasil acima de tudo, deve procurar a "saída" menos traumática para a crise que já se instalou.  Quanto mais tarde, pior será o remédio. 

Vamos apostar no Brasil, sem Dilma, vamos?

Ossami Sakamori