Amazônia é nossa! Perito Judicial Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Foi professor da Escola de Engenharia da UFPR. Macroeconomia e política.
segunda-feira, 2 de julho de 2018
O calcanhar de Aquiles da economia.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
PEC do teto dos gastos: o povo que se lixe!
domingo, 27 de outubro de 2019
Paulo Guedes vai propor R$ 100 bilhões para investimentos
sexta-feira, 13 de setembro de 2019
A política econômica do Guedes tem viés equivocada.
André Lara Resende questiona a ideia de que o objetivo primordial do País é o reequilíbrio do orçamento fiscal, como se isso fosse condição primeira, acima de qualquer outra prioridade. Em contraposição, o governo Temer aprovou a Emenda Constitucional, conhecida como do teto dos gastos, apesar de já existir a Lei da Responsabilidade Fiscal de 4/5/2000, que já previa o equilíbrio das contas públicas. A Emenda do teto dos gastos, estabeleceu como o limite do teto dos gastos ao daquele realizado pela União em 2016, corrigido pela inflação, para os 20 anos desde aquele ano. A Emenda do teto dos gastos limitou os gastos públicos, incluído os gastos em investimentos em infraestrutura, ao já combalido orçamento fiscal da União de 2016. Deu no que deu, o País está com crescimento pífio apesar da Emenda. O País patina, mas não anda...
Lara Resende defende que os investimentos em infraestrutura deva ser "extraordinário". Limitar os gastos em infraestrutura apenas pela ideia de que o "orçamento está desequilibrado", é uma "profunda estupidez" e de que o investimento público deve ser pautado pela lógica do "custo-benefício". É sobejamente conhecido que o Brasil está carente de investimento público na área de educação e de infraestrutura. A falta de investimento nestas áreas está levando o País aos últimos colocados no ranking dentre os países que compõe a ONU, em termos de crescimento econômico e de desenvolvimento humano.
Os gastos públicos acima do "teto dos gastos" levariam, em tese simplista, à volta da inflação. O que não é verdade. Uma correta política monetária, como daquelas adotadas pelos Bancos Centrais de países como Estados Unidos, Alemanha e Japão, demonstra o contrário. Os pagamentos dos juros da dívida pública, que não entram na conta da Emenda do teto dos gastos públicos é o vilão dos gastos públicos. Resumindo: Os gastos públicos que direcionariam o País ao desenvolvimento sustentável entram no "teto dos gastos públicos", mas as despesas referente ao pagamento de juros da dívida pública, são considerados "extra teto" dos gastos públicos.
Desde 2012, neste espaço, venho chamando atenção sobre os gastos públicos referente ao pagamento de juros da dívida pública como principal entrave para o crescimento econômico sustentável do País. Há que rever, urgente, o conceito sobre a qualidade dos gastos públicos, incluído o pagamento dos juros da dívida pública, sob pena do Brasil ficar, eternamente, motivo de "chacota" dentre os dirigentes dos países mais desenvolvidos do mundo. De certa forma, eles tem toda razão, infelizmente.
A política econômica do Guedes tem viés equivocada.
Ossami Sakamori
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Como tirar o Brasil do buraco (3)
Na segunda matéria sob o mesmo título, indicamos o volume de investimentos necessários para cada ano, estimado em R$ 280 bilhões ao ano ou R$ 1,12 trilhão em 4 anos. Indicamos, também, a fonte de recursos extra Orçamento Fiscal, mediante Parceria Público Privado. O volume de investimento, correspondente a 4% do PIB, será necessário para o crescimento sustentável do País a uma média de 5% ao ano. Na política econômica sugerida por mim, engenheiro e comentarista econômico, vamos reforçar, não se falou em "gastar" dinheiro público.
Vamos tratar, hoje, sobre o equilíbrio das contas públicas. Grosso modo, em dois anos de crescimento à razão de 5% ao ano, zeramos o "déficit primário" (dinheiro que falta para pagar despesas), hoje estimado em 2% do PIB, em menos de dois anos, mantido as despesas do governo nos mesmos níveis de 2018. É importante a contenção dos gastos públicos nestes próximos dois anos, até a eliminação do "déficit primário". Vamos apenas lembrar que a Dilma caiu por conta das "pedaladas fiscais" ou "escamoteamento" do "déficit primário" via "contabilidade criativa".
Após o equilíbrio das contas públicas, isto é a arrecadação cobrindo as despesas, a Emenda do teto dos gastos (PEC 241) se tornará "óbice" para incremento de investimentos públicos nas áreas prioritárias do governo da União que são: educação, saúde pública e segurança pública. A Emenda do teto dos gastos é uma "camisa de força" para melhoria dos serviços públicos. Chamo a atenção para o fato de que a Emenda do teto dos gastos sobrepôs à Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000. A Lei tornado sem força, já previa o equilíbrio de contas públicas, ou seja o que se arrecada e o que se gasta. Limitar a melhoria dos serviços públicos por uma Emenda é um paradoxo incomum.
Com o projeto de desenvolvimento proposto aqui, será necessário que a Emenda do teto dos gastos seja revogada à partir de 2021 ou seja após o equilíbrio das contas públicas. A revogação da Emenda do teto dos gastos trariam de volta em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 e sepultaria de vez por toda a camisa de força esdrúxula, a Emenda Constitucional 241, transformado em Emenda Constitucional 55 pelo Senado. Para quem não se lembra, a Emenda do teto dos gastos, coloca a camisa de força à melhoria dos serviços públicos até 2036!
Desde o início da tramitação do PEC do teto dos gastos no Congresso Nacional, eu fui frontalmente contra a sua aprovação. Escrevi em 24 de outubro de 2016: O PEC 241 é um grande equívoco! À época, fui contra o governo Temer, contra o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, fui contra os jornalistas e articulistas econômicos e contra o mercado financeiro. Os leitores devem ter acho que eu estaria errado! Não se preocupem. Com a "revogação" do PEC do teto dos gastos, voltará em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000 que prevê o equilíbrio de contas públicas, isto é "déficit primário" zero. Certamente, o Orçamento Fiscal de 2021, com o crescimento do PIB a 5% ao ano, o Orçamento Fiscal deverá apresentar um "superávit primário" ou uma sobra de dinheiro para pagar, pelo menos, os juros da dívida pública.
Tratar sobre o Orçamento Fiscal do governo da União não é tarefa fácil. O principal obstáculo a vencer é a própria ignorância dos principais atores do setor econômico, quais sejam: o mercado financeiro, os articulistas econômicos, os jornalistas econômicos e os próprios formuladores da política econômica dos presidenciáveis. Os acadêmicos da área de macroeconomia, certamente, estarão caminhando comigo na mesma trilha. Enfim, não estou tão sozinho, assim!
Esta é a última de uma série de matérias sobre sugestão de política econômica para qualquer presidenciável.
Ossami Sakamori
@SakaSakamori
domingo, 5 de maio de 2019
Brasil não sai do buraco sem a mudança do paradigma
domingo, 2 de outubro de 2016
Entenda a PEC do teto dos gastos.
terça-feira, 14 de agosto de 2018
Brasil poderá crescer 5% ao ano!
O Brasil terá que quebrar o medo de fazer investimentos em infraestrutura com receio da volta da inflação. Uma sólida e adequada política monetária do Banco Central baseado não somente em taxa básica de juros Selic, mas sobretudo através de depósitos compulsórios, manterá a inflação nos níveis civilizados, apesar do volumoso investimentos em infraestrutura. Banco Central tem equipe econômica competente para segurar a inflação no patamar compatível com o nível de crescimento.
Uma boa política monetária do Banco Central deverá prever também o realinhamento do dólar em patamares praticados por outros países emergentes. A insistente política do Banco Central do governo Temer, em manter real valorizado ou o dólar baixo, deixa os produtos primários e industrializados brasileiros sem competitividade no mercado mundial. O Brasil responde por pífios 2,5% do total do comércio mundial, apesar de enorme potencial de crescimento do setor agrícola e setor industrial. O País não foi feito apenas para atender à classe emergente. Permitir com o dólar baixo ou o real desvalorizado a "sensação do poder de compra" só serve para criar empregos fora do País. Está na hora do Brasil fazer opção crescimento sustentável com o realismo cambial em contraposição ao domínio de produtos estrangeiros nas prateleira dos supermercados. Isto é coisa de país "emergente".
Com as medidas propostas aqui, o Brasil crescerá 5% ao ano, sustentavelmente. Com o crescimento de 5% ao ano, em 4 anos, o País vai zerar o "déficit primário", mas também produzir um "superávit nominal" para "estancar" o preocupante crescimento da dívida pública. O regime político de "mão de ferro" parece não ser a solução adequada para um país emergente como o Brasil, basta ver o exemplo da Turquia, próximo de "default". O País precisa de presidente competente na economia e na administração pública e que apenas governo para todos brasileiros.
Sem os "gatilhos" na economia propostos nesta matéria, o Brasil continuará patinando, se servindo aos países desenvolvidos e continuará apresentando os pífios indicadores econômicos, muito abaixo do enorme potencial de desenvolvimento que o País possui. Se o povo brasileiro, bobear e eleger um presidente sem o mínimo de conhecimento da macroeconomia, o Brasil continuará sendo um país "medíocre" e "indigno" de todos nós.
O Brasil poderá crescer 5% ao ano, só depende da sua escolha do novo presidente da República!
sábado, 9 de janeiro de 2021
O fim da Emenda 95 é inadiável
Hoje, vou tecer comentários sobre a Emenda Constitucional nº 95, conhecida como a Emenda do Teto dos Gastos Públicos, promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal no dia 15 de dezembro de 2016, modifica o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias nos artigos 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113 e 114 da Constituição de 1988, para instituir o Novo Regime Fiscal. A Emenda teve a ingerência direta do ministro da Fazenda da época, Henrique Meirelles, na tentativa de "ganhar a credibilidade do mercado financeiro internacional", após o abalo provocado com o impeachment da presidente Dilma Rousseff no dia 31 de agosto de 2015. Meirelles foi escolhido pelo Michel Temer, até então, vice-presidente da chapa eleita em 2014.
A Emenda 95 é uma verdadeira "camisa de força" que obriga o atual e os futuros presidentes da República a executarem Orçamento Fiscal ao nível de gastos públicos do ano de 2016, corrigido pela inflação, IPCA, do período imediatamente anterior. A Emenda 95 tem prazo de validade por 20 anos, com permissão de reajuste no 10º exercício fiscal. O limite de despesas previsto na Emenda inclui as dos três Poderes da República, bem como despesas com a Seguridade Social.
Como dito acima, o teto dos gastos públicos da União Federal, incluindo a estrutura dos três poderes, tomou-se como base o Orçamento Fiscal de 2016, o início da maior depressão do País desde depressão mundial de 1929. À época, o ministro da Fazenda Henrique Meirelles, usou a "última cartada" para tentar ganhar a confiança dos investidores especulativos internacionais, com o intenção de manter o "dinheiro especulativo" no País. Evitou-se assim, uma possível "crise cambial" que poderia advir, com a demonstração da "seriedade" na gestão pública, impondo para si, o governo, a "camisa de força".
Antes da Emenda do Teto dos Gastos Públicos, o limite dos gastos estava regulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal - Lei Complementar 101, de 4 de maio de 2000, editado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. O Artigo 4º daquela Lei já dizia que o Orçamento Fiscal da União deveria prever o equilíbrio entre receitas e despesas. Henrique Meirelles, usou a última cartada para ganhar a credibilidade dos investidores especulativos internacionais, fazendo o presidente Michel Temer editar a Emenda do Teto dos Gastos Públicos, mais conhecido como Emenda 95 que substituía a Lei Complementar 101.
A Emenda do Teto dos Gastos Públicos, aparentemente, tem como objetivo o equilíbrio fiscal do Orçamento da União. Só que, Orçamento Fiscal dos próximos 20 anos, no nível da pior fase da economia do País, isto é, o ano base 2016, ano do início da pior depressão econômica do País. Em linguagem simples, o País está fadado a continuar no fundo do poço de 2016. Os orçamentos fiscais dos próximos 20 anos, está engessado aos níveis de 2016, impedindo inclusive os gastos em investimentos públicos, que poderiam alavancar o crescimento econômico do País.
Presidente da Republica, Jair Bolsonaro, terá que ter a coragem suficiente para propor revogação da Emenda 95, permitindo abertura para investimentos em obras públicas que criariam empregos. O IPEA, estima que, para cada R$ 1 bilhão de investimento em obras, cria 100 mil empregos. Para cada R$ 100 bilhões em investimentos criaria 10 milhões de empregos novos, assim entende os analistas do Instituto. Investimento em obras públicas, de pequenos portes, ao mesmo tempo que prepara o País para o crescimento sustentável, criaria milhões de empregos, tão necessário para trazer renda para a população. A solução foi adotada pelo Roosevelt para tirar os Estados Unidos da depressão de 1929. É uma fórmula clássica da macroeconomia, sem nenhuma novidade, porém, rejeitada pelos "melhores" economistas do Ministério da Economia, do ministro Paulo Guedes.
O presidente da República é instado a manter o "auxílio emergencial", que é uma despesa, "um saco sem fundo", uma verdadeira "esmola" para população carente. A manutenção do "auxílio emergencial" é defendido pelo ministro Paulo Guedes da Economia. Paulo Guedes já rasgou o diploma da Universidade de Chicago e segue fielmente o ensinamento do ex-senador Eduardo Suplicy, PT/SP. E Presidente Jair Bolsonaro é atentado pelo próprio ministro da Economia para abrir um novo Orçamento de Guerra, um saco sem fundo, baseado no recrudescimento da pandemia Covid-19. A fórmula é clássica, distribuição de dinheiro vivo para a população, para manter a popularidade do presidente da República.
O mercado financeiro especulativo defende a manutenção da Emenda 95, pois ela foi editada pelo então ministro da Economia, o banqueiro Henrique Meirelles. Os analistas econômicos, em sua maioria, também, defendem a manutenção da Emenda 95. A derrubada da Emenda 95 é tarefa para poucos, com os de sanidade mental normal. A Emenda 95 está levando o País à bancarrota, cada vez mais carente do dinheiro dos banqueiros internacionais especulativos. Bom para "agiotas internacionais". Ruim para o setor produtivo brasileiro.
O fim da Emenda 95 é inadiável.
Ossami Sakamori
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
Grécia é aqui !
As coincidências com a Grécia, país notoriamente quebrado estão à aflorar: Grécia realizou a Olimpíada, foi benevolente no sistema previdenciário e financiou os gastos públicos com emissão de títulos da dívida pública. Deu no que deu!
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
PEC 241 é um grande equívoco!
Nota: O atual teto de gastos, de acordo com a Lei da Responsabilidade Fiscal de 2000 está limitado em quanto o governo arrecada. A Lei da Responsabilidade Fiscal proíbe o "déficit primário" ou "rombo fiscal". Portanto, a PEC 241 do teto do gasto é muito mais "leniente", pois que permite "déficit primário" ou "rombo" de R$ 170,5 bilhões (ano base 2016).














