segunda-feira, 6 de abril de 2020

Deus só pode ser brasileiro!


É certo que a epidemia de "coronavírus" é de extrema importância para o mundo e especialmente para o Brasil.  Há uma discussão acalorada entre as opções sobre o grau de adoção do "isolamento social" pelos políticos de todas matizes, como se isto resultasse em menor ou maior número de vítimas fatais.  O fato é que o Ministério da Saúde tenta, como se tivesse o poder de "adiar" o "pico" de incidência da epidemia no território brasileiro.  

O ministro Mandetta quer, como se tivesse o poder sobre a epidemia, de achatar a curva de incidência, alegando o procedente da ocorrência da pandemia na Itália.  A pandemia do "coronavírus" independe do "isolamento social" como querem demostrar os adeptos do "isolamento social", como está demonstrado pela incidência da epidemia na mais poderosa nação do mundo, os Estados Unidos. 

Os Estados Unidos, em especial o Estado de Nova York, cuja capital leva o mesmo nome, vem adotando o "stay-at-home", que é versão radical do nosso "isolamento social".    Ainda assim, com o "isolamento social" radical, o governo de Nova York prevê a morte de 50% dos 100 mil a 200 mil mortes previstos para todo Estados Unidos, decorrentes do "coronavírus".   Seria como se houvesse morte de 60 mil a 120 mil vítimas fatais no Brasil.   O resultado mostrado pelos Estados Unidos indica que a "opção" sobre a forma de "isolamento social", tem pouco a ver com a "velocidade" e "intensidade" da epidemia "coronavírus".  

O fato é que o Brasil possui cerca de 30 mil unidades de UTIs, sem os ventiladores, equipamentos de proteção (máscaras cirúrgicas) e de profissionais da área de saúde para suprir a demanda prevista, o que será insuficiente para uma demanda intensiva.   O ministro Mandetta quer, baseado em "ciência", evitar uma "curva acentuada" para  adequar a demanda à oferta de UTIs como que poder tivesse sobre a fragilidade do ser humano.  Pelo contrário, o resultado decorrente do "isolamento total" nos Estados Unidos mostra claramente que a "coronavírus" segue o seu curso natural, independente da interferência humana.   De vez em quando, o ser humano ousa manipular a frágil natureza do ser humano.  Falta humildade ao ser humano!

Por outro lado, a boa notícia é que as empresas brasileiras (Magnamed, Intermed, KTK e Leistung) produzirão nos próximos 3 meses, de 12 mil a 15 mil ventiladores para UTIs.  Somando aos já existentes, faltariam cerca de 10 mil ventiladores para equipar os 30 mil unidades de UTIs instalados no País.  Se o número de UTIs são suficientes para atender a demanda decorrente do "coronavírus" são outros "quinhentos"!

Quanto às máscaras, equipamento de uso dos profissionais de saúde, o Ministério da Saúde fez o pedido "a toque de caixa" de 2 milhões de máscaras para uma indústria sediada na China, ironicamente sediada na província de Wuhan.  O maior óbice é que não há garantia de que estas máscaras sejam entregue nos prazos acordados.  Como obstáculo para recebimento destas máscaras, tem a força dos Estados Unidos e países da União Europeia, que "impõe" a "preferência" na entrega destes equipamentos aos chineses. 

A boa notícia é que o Brasil está localizado, junto com maioria dos países do "terceiro mundo", entre os paralelos 30º Norte e 30º Sul, onde a "temperatura média alta" impede a proliferação da "descontrolada" do "coronavírus".  Para a nossa sorte, o "coronavírus" não gosta de calor. Deus só pode ser brasileiro!

Outra boa notícia é que nos países que usam "mascaras" pessoais, como hábito para uso em qualquer tipo de "gripe", como Coreia do Sul, Japão e Taiwan, o número de vítimas fatais devido a "coronavírus" é igual a uma outra qualquer gripe.   Prevenção através de higiene parece ser uma maneira de amenizar o efeito devastador do "coronavírus".


Ossami Sakamori

domingo, 5 de abril de 2020

Dra. Claudete Reggiani é uma ilha de competência!


Crédito da imagem e matéria: Gazeta do Povo

Enquanto o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, procura amenizar o efeito do "coronavírus" defendendo o "isolamento social", um novo termo usado para "confinamento horizontal", o exemplo de "medidas científicas", alegado insistentemente pelo ministro da Saúde para justificar a sua incompetência, a médica paranaense, Claudete Reggiani, superintendente do Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná, mostra como se trata a saúde pública com escassos recursos.   

Segundo a reportagem da Gazeta do Povo de hoje, dia 5, o Hospital das Clínicas de Curitiba, conhecido pelos paranaenses como HC, possui 360 leitos dentre 600 leitos estão "reservados" apenas para atender os pacientes com suspeita de "coronavírus".   Segundo a reportagem da Gazeta do Povo, a Dra. Claudete Reggiani, os preparativos já começaram em janeiro (grifo meu), a partir da observação do que estava acontecendo na Ásia e depois na Europa".  Segundo a superintendente do HC: "por enquanto, a unidade não precisou de novos aparelhos, pois conta com equipamentos em "grande quantidade".

Resolvi colocar a matéria do tradicional jornal do Paraná, para fazer contraponto às "medidas científicas" do ministro da Saúde, Henrique Mandetta, que até hoje, não consegue estruturar a saúde pública no País para enfrentamento da epidemia de "coronavírus".  As "medidas científicas" defendidas pelo ministro de Saúde, com a imposição do "confinamento horizontal", serve apenas para mitigar a falta de leitos e de equipamentos de proteção dos profissionais da saúde.  Em outras palavras, o "confinamento horizontal" serve apenas para "adiar" o "pico" de ocorrência dos casos "coronavírus".   Cientificamente, não tem como conter uma pandemia, senão "mitigar" os efeitos que dela decorre.  É como fazer: 2 + 2 = 4 de uma outra forma: 1 + 1 + 1 +1 = 4.  No final das contas, a soma continua sendo os mesmos 4, não importa a forma como se apresenta.  

A médica Claudete Reggiani, dá exemplo de como tratar o assunto da saúde pública no Brasil, "cientificamente" e sem "alardes".  E ela, nem reclama da "falta de verba" nas universidades públicas, alegada por muitas unidades congêneres em todo território nacional.  No Brasil e em todo mundo, vejo o assunto "científico" sendo tratado "politicamente" em todos os níveis.   

Dra. Claudete Reggiani é uma ilha de competência!

Ossami Sakamori

sábado, 4 de abril de 2020

Mandetta e governadores tiram as suas da reta!


O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, continua a mitigar os números do "coronavírus", alicerçando suas falas em "bases científicas".  Ele defende, com "unhas e dentes", o "isolamento social", nome mais suave para o "confinamento horizontal".  Como vocês sabem, não sou da área médica, mas entendo de números e de estatísticas, as tais "bases científicas", insistentemente citadas pelo ministro da Saúde.  Resumindo: a projeção do atendimento médico-hospitalar para os próximos 30 dias, é dramática. 

Passados 37 dias da confirmação do primeiro caso de "coronavírus" no País, a transmissão da epidemia está ainda na "fase inicial", segundo o próprio Ministério da Saúde.  Segundo a OMS que já possui dados com referência em outros países, cerca de 14% das pessoas infectadas pelo "coronavírus" precisarão de internação hospitalar e destes, ao menos 5% precisarão de internação na UTIs.  Segundo o Núcleo de Inteligência em Saúde do Ministério da Saúde, considera o cenário provável em 20 abril será de 41 mil ocorrências de casos infectados.  Assim, segundo estatísticas da OMS, destas ocorrências, estarão internados na UTIs, somente os pacientes do "coronavírus", cerca de 2 mil pacientes.  Isto, se os dados computados até hoje forem confiáveis, do ponto de vista "científico".

O fato é que no Brasil, onde é testado somente os "casos sérios", sequer sabe a quantidade exata de doentes, de casos leves e muitos casos, nem sequer são computados em estatísticas, por falta de "testes".  Para descobrir a quantidade exata de casos de "coronavírus", segundo base científica é a solução clássica usada pelos epidemiologistas, é testar amostra da população selecionada ao acaso.  Isto, não é feito pelo Ministério da Saúde.  Os testes rápidos anunciados pelo Ministério da Saúde, ainda não implementados, não dão precisão de resultados, podendo estes darem "falsos negativos".  

Voltando ao assunto, que virou disputa política entre o presidente da República e os governadores dos estados sobre o "isolamento social", um novo nome dado ao "confinamento horizontal", o objetivo do ministro Henrique Mandetta, é "postergar" ou "adiar" ao máximo o "pico" das internações na UTIs, por absoluta falta de "máscaras" para os profissionais da saúde e "ventiladores" para pacientes.  De conformidade com a "base científica", o "isolamento social" ou "confinamento horizontal", serve tão somente para "adiar" o "pico" da utilização das UTIs, por absoluta falta de equipamentos de proteção dos profissionais da saúde do que em defesa da saúde da população.   

O ministro Henrique Mandetta esconde a "mazela" na saúde pública no Brasil, atrás do "biombo" da "base cientifica", ao invés de "escancarar" a realidade da saúde pública no País.   O culpado da "mazela" saúde pública no País vem de longe e transcende a vários governos da República.  Da mesma forma, os governadores dos estados, com o tempo ganho com o "isolamento social", tentam a "toque de caixa" montar a estrutura improvisada de atendimento hospitalar nos respectivos estados.   

Ministro Mandetta e os governadores tentam mitigar as suas responsabilidades no "coronavírus". 

Ossami Sakamori


quinta-feira, 2 de abril de 2020

Brasil terá PIB de (-) 10% em 2020

 

Notícias sobre o "coronavírus" e a briga entre o presidente Bolsonaro e os governadores ocupam manchetes de principais veículos de comunicação do País.  As notícias, da maneira que são mostradas, mais parecem as lutas do UFC do que embate político em grande estilo.   Seja como for, para os "pobres mortais" como nós, só temos direito a obedecer o ministro Mandetta da Saúde.  E haja desculpas esfarrapadas do ministro para justificar a falida saúde pública do Brasil.  

Devido a falta de estrutura da saúde pública, como número de leitos de UTI insuficiente para atender a repentina demanda decorrente da pandemia "coronavírus", o ministro Mandetta quer a qualquer custo "achatar" a curva de atendimento hospitalar.   Se antes chamava a demanda de leitos hospitalares de "confinamento horizontal", hoje, o nome dado para o mesmo fenômeno dá-se o nome mais ameno: "isolamento social".   Mudou o nome, mas o objetivo é o mesmo:  fazer com que a demanda dos leitos de UTI ocorra ao longo do tempo ao invés de forma acentuada. 

A estrutura da saúde pública do País não está preparada para atender a demanda decorrente da pandemia do "coronavírus".  Nem sequer tem "máscara" suficiente para os profissionais de saúde atender tanta demanda.  A culpa são dos chineses que só vão entregar as máscaras para o fim de abril para o pedido que foi feito a poucos dias.  Segundo o ministro Mandetta, a culpa é dos Estados Unidos que mandou vários aviões cargueiros para buscar as "máscaras".

O fato inexorável é que o "isolamento social" vai trazer consequências irreparáveis na economia.   Esse fenômeno, infelizmente, ocorre em todo o mundo, simultaneamente.  O mundo, literalmente, parou por conta da pandemia.  Até o país mais poderoso do mundo, os Estados Unidos, entrou em "confinamento horizontal", pois que naquele país torna-se mais dramático porque o sistema de saúde é "privado", diferente de qualquer país do mundo.  Esta situação já foi previsto por mim na matéria de 7 de março último : O efeito coronavírus será devastador para o Brasil .  

Muito difícil fazer previsão sobre o que poderá ocorrer na economia mundial e muito menos no Brasil decorrente da pandemia "coronavírus".   Os notáveis economistas do mundo avaliam que o efeito da pandemia "coronavírus" será maior que as consequências da II Guerra Mundial.   Os mais otimistas falam em recessão de (-)10% para os Estados Unidos e os mais pessimistas em (-)25%. Vamos lembar que os EEUU, sozinhos, respondem por 1/4 do de tudo que produz no mundo.  

De certa forma, o presidente Bolsonaro, de sua maneira peculiar, "tosca" e muitas vezes "grosseira", está antevendo o problema econômica que o "isolamento social" pode trazer à economia brasileira.   Por outro lado o ministro Mandetta, quer "mitigar" a falta de estrutura do sistema de saúde pública com as "medidas científicas" de "isolamento social".  O Brasil não tem para onde fugir: "se correr o bicho (coronavírus) pega, se parar o bicho (coronavírus) come (mata)".   

Brasil terá PIB de (-) 10% em 2020.  As consequências, para um país que mal estava a sair da "depressão", a mais longa desde 1929, serão mais que "devastadoras".

Ossami Sakamori

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Mandetta mente sobre "coronavírus".


O ministro da Saúde, Henrique Mandetta mente ao dizer que o Ministério da Saúde defende "critérios científicos" para defender o "confinamento horizontal", contrariando o desejo do presidente Bolsonaro em "flexibilizar" as medidas tomadas pela maioria dos governadores das unidades da federação.   A verdade é que o ministro Mandetta quer "esconder" ou "mitigar" a verdadeira situação da estrutura da saúde pública no País.   Não há leitos e nem equipamentos de proteção para os profissionais de saúde para atender a população brasileira, no momento.

Ministro Mandetta quer "postergar" o máximo, o afluxo de doentes batendo na porta das Unidades de Saúde em todo o Brasil.  As Unidades de Terapias intensivas estão sendo montadas a toque de caixa, sem mesmo ter os profissionais da saúde contratados para atender a grande demanda que haverá no caso de flexibilização das "medidas científicas" para atendimento à demanda decorrente da pandemia "coronavírus".   Nem mesmo o básico do insumo para os profissionais da saúde como simples "máscaras" não tem disponibilidade no País.  O próprio ministro da Saúde mandou importar 20 milhões de máscaras para profissionais de saúde para serem entregues até o final de abril.  

O que estou a dizer é que o ministro mente ao dizer que o "confinamento horizontal" é decorrente do critério científico.  Não, não é.  Não se pode confundir a falta de estrutura da saúde pública do País com o "critério científico" para justificar o "confinamento" horizontal.   O fato concreto é que a estrutura da saúde pública no Brasil "não aguenta" a demanda de leitos hospitalares e profissionais da saúde para "atendimento universal".   Brasil não é nenhuma Alemanha ou Japão, onde a saúde pública é "quase" universal.  

O presidente da República Jair Bolsonaro faz "declarações" defendendo o "confinamento vertical" contrariando o próprio ministro da Saúde.  Não estou defendendo o posicionamento "tosco" do presidente da República, mas eu o entendo.  Seria bom que o presidente da República fosse informado da situação "caótica" que vive a saúde pública no Brasil.  Esta situação de falta de estrutura do atendimento da saúde pública, vem da falta de investimento dos sucessivos governos em todos os níveis.   

O "coronavírus" está apenas "escancarando" o grave problema da saúde pública no Brasil.   Não adianta o ministro Mandetta querer justificar o "confinamento horizontal" como "solução científica" para o problema.  O Brasil não tem sequer "máscara" para atender a demanda que decorreria se houvesse o "confinamento vertical".  Isto deveria ser dito ao presidente Bolsonaro para que ele não tome medidas que piore a "pandemia" do sistema de saúde pública do País. 

Independente das polêmicas criadas, o fato concreto é que, cedo ou tarde, toda população estará "exposta" à pandemia do "coronavírus", sendo rico ou pobre, jovens ou velhos e de todas matizes ideológicas do País.  A hora é de união, de todas pessoas, de diferentes crenças, para que juntos possamos vencer este desafio.  Nada de levar para o lado do "nós contra vocês".  E nada de continuar mentindo sobre a real situação da saúde pública no País. 

Ossami Sakamori  

terça-feira, 31 de março de 2020

A saúde é de responsabilidade de cada um de nós!


Estou no "confinamento", tanto faz para mim, vertical ou horizontal.   O Ministério de Saúde informa que estou no "grupo de risco", isto é sujeito a letalidade, se pegar o "coronavírus".  Como estudioso em "macroeconomia", com formação em "engenharia", enxergo a discussão sobre o "confinamento" como "mitigação" de um problema crônica que vive o Brasil e demais países que apresentam número elevado de letalidade na pandemia do "coronavírus".  

O Brasil optou pela socialização da saúde tal qual países do primeiro mundo, sem ter a mesma riqueza de uma Alemanha ou de um Japão, respectivamente, terceira e quarta potência econômica do mundo.   Exceção é feita aos Estados Unidos, que apesar de ser a maior economia do mundo, o sistema de saúde é privada.  O fato é que o Brasil não tem sistema de saúde pública - SUS, preparado para atender 217 milhões de pessoas.  Melhor, o País não tem dinheiro para "bancar" o sistema de saúde tal qual grande parte dos países do primeiro mundo.   Tal qual Itália e Espanha, o sistema de saúde pública brasileira não é tão SUS - Sistema Único de Saúde ao pé da letra.

Voltemos ao assunto de "confinamento".   O Sistema Único de Saúde Pública do Brasil, incluído o Sistema de Saúde Complementar, não está preparado, tanto quanto o da Itália ou da Espanha, para atender "de repente" toda população "infectada" pelo vírus COVID-19.   O Ministério da Saúde, "a toque de caixa", está importando os insumos básicos como "mascaras" para profissionais da saúde e "ventiladores" para doentes em regime de urgência urgentíssima.   Igualmente, os hospitais de todo o Brasil, sejam públicos ou privados, estão ampliando as Unidade de Terapia Intensiva para poder atender a demanda imaginada.   

O Sistema Único de Saúde e o Sistema de Saúde Complementar precisam de tempo para poder se preparar para atender a demanda imaginada. A discussão sobre "confinamento horizontal" e "confinamento vertical" se baseia na falta de "estrutura de atendimento".  Se não houver "confinamento horizontal", isto é, "bloquear" o convívio social da maioria da população, não tem estrutura imediata para atender a "demanda" pela pandemia "coronavírus".   O ministro da Saúde, Mandetta, quer o "confinamento horizontal" porque tem consciência da deficiência da estrutura de saúde pública no Brasil.  

Para confirmar o que estou a dizer, basta ver o resultado da Alemanha (53 mil infectados, 650 mortos e 13.500 recuperados para uma população de 83 milhões de pessoas) e Japão (1.500 infectados, 56 mortos e 424 recuperados para uma população de 127 milhões de pessoas).  Os países citados, felizmente, tem sistema de saúde privada e público com número de leitos suficientes para atendimento universal da sua população, muito antes da pandemia "coronavírus".  Vocês poderão ver os números atualizados através do  endereço:  https://www.covidvisualizer.com/

Ninguém escapa da pandemia "coronavírus", seja jovem ou velho, cedo ou tarde.  Isto é como matemática: 2 + 2 =4.  O "confinamento" seja ele horizontal ou vertical só serve para mitigar a falta de estrutura do Sistema Único de Saúde somado ao do Sistema Complementar de Saúde. Estes se  preparem, neste momento, preparando as suas Unidades de Terapia Intensiva para receber os doentes do COVID-19.  

O "confinamento" é necessário para dar tempo de Sistemas de Saúde se preparar ao "enfrentamento" a um desafio que não estava preparado, a da pandemia do "coronavírus".   Vamos apenas lembrar que este blog, nos seus 8 anos de existência vem mostrando à opinião pública as "mazelas" no Sistema de Saúde no Brasil. 

Com ou sem "confinamento", toda população, de jovens a idosos, estão expostos ao "coronavírus", de forma sintomática ou assintomática.  A saúde é responsabilidade de cada um de nós!  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 30 de março de 2020

Confinamento horizontal ou vertical ?


Que a pandemia do coronavírus está instalada no País ninguém duvida.  Na esteira da epidemia de gripe que ataca sobretudo sistema respiratório da população com idade acima de 60 anos, a população sabe mais do que muitos políticos meia tigela que se acham donos dos seus "confinamentos" eleitoreiros.  O que está havendo é uma histeria sem precedente, potencializada pela grande imprensa disputando a audiência e pelos influenciadores digitais.  É aí que mora o perigo.  O povo é tratado como "gado" num "confinamento".

Há uma disputa de "paternidade" sobre "confinamento da população", entre o Presidente da República e os governadores das unidades da Federação.  O primeiro defende o "confinamento vertical" e os governadores o "confinamento horizontal".  Em ambos casos, o povo é tratado como que gado fosse, em que o destino certo é o "abate".  Todas partes, tentam prevalecer suas opções visando as próximas eleições.  E o povo age como que gado fosse, apenas parte dos seus "confinamentos eleitoreiros".

Seja como for o tipo de "confinamento", a classe produtiva do País assistem atônitos, os seus interesses manipulados sem poder "opinar" sobre os seus próprios destinos.  A classe produtiva de produtos ou serviços é apenas "massa de manobras" para interesses políticos.  Não, não é pelo interesse da saúde da população que os políticos, de todas matizes, agem.  O "confinamento" horizontal, literalmente, paralisa o País.  O "confinamento horizontal", vai quebrar os pequenos produtores rurais, as pequenas indústrias, o setor de transportes, os pequenos prestadores de serviços.   No "confinamento horizontal" só sobrevivem os grandes conglomerados, que tem "caixa" para sobreviver por 6 meses, sem nenhum faturamento.

Os políticos falam em "confinamento horizontal" esquecendo-se de que atrás de fornecimento de energia elétrica e de água tratada, há milhões de pessoas, tão essenciais quanto ao contingente de pessoas da saúde e da segurança pública.  Também, sem os produtores rurais não haveriam "comida" na mesa de cada cidadão brasileiro.  Sem os transportadores os insumos básicos  como comida e necessidades higiênicas básicas, não chegariam para população horizontal.  É difícil elencar o que seria "necessidade básica" da população porque as cadeias de produtos e serviços se interligam.   Desafio qualquer político a fazer lista de produtos ou serviços que não sejam essenciais à população. Tudo é essencial para a população.

A discussão sobre o "confinamento" horizontal ou vertical só serve aos interesses de grupos políticos, sejam eles de direita ou de esquerda. 

Em tempo: 

O Ministério da Saúde, autoriza o uso da Cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves do COVID-19.  A primeira distribuição foi iniciada em 27 de março de 2020. 


Ossami Sakamori

quinta-feira, 26 de março de 2020

Brasil terá PIB negativo, entre 2% a 4% em 2020.


Nem vou perder tempo discutindo sobre o enfrentamento entre o Presidente da República Jair Bolsonaro e os governadores das unidades da federação, exceptuado o do Distrito Federal, ampla e insistentemente divulgada pela grande imprensa. Como era de se esperar, a Rede Globo tentando construir a "opinião pública" de que o "confinamento" inteira da população é a melhor solução para tentar conter a gripe "coronavírus" é a melhor solução.  Ninguém ousa contrariar a Rede Globo e discutir a possibilidade de "confinamento" vertical, apenas para a população acima de 60 anos.   O fato é que a grande imprensa, nunca teve o "IBOPE" tão alto com a polêmica criada.   Todos, os políticos e a grande imprensa, perderam a noção da "racionalidade".  A essa altura, o Brasil ficou no segundo plano e o povo brasileiro na última prioridade.

A forma como foi desenhada pelos governadores o "confinamento" da totalidade da população, incluído o setor produtivo do País, exceptuado os serviços públicos essenciais como fornecimento de luz, água, saúde e segurança pública, ao contrário do "confinamento" vertical do presidente Bolsonaro, que estenderia apenas à população com idade acima de 60 anos, trará consequências desastrosas na economia do País, no curto prazo.  Nem é necessário ser profundo conhecedor da macroeconomia para fazer previsão de um cenário possível dentro do novo quadro desenhado.

Baseado no resultado da economia provocado pela "greve dos caminhoneiros em junho de 2019, que não se estendeu aos demais setores da economia, podemos prever que a desaceleração da economia no terceiro trimestre será de no mínimo 10%, dentro do quadro já decidido pelos governadores.    Vamos lembar, também, de que o País nem saiu da pior depressão desde 1929, cujo período deu início em 2015.  Nesse período, o Brasil ficou defasado em relação às maiores economia do mundo em cerca de 15%, criando o "fosso" difícil de ser transposto em poucos anos.  

Enfim, a decisão já foi tomada pelos governadores pelo "confinamento" horizontal ao contrário do "confinamento" vertical (apenas para pessoas com idade acima de 60 anos) como queria o presidente Bolsonaro.   Então, vamos aos números macroeconômicos:

Se a economia do País confirmar PIB do segundo trimestre negativo em 10% e diante de uma possibilidade de um PIB do primeiro trimestre próximo de 0%, não terão medidas econômicas factíveis que recuperem a economia do Brasil nos dois trimestres seguintes que venha modificar substancialmente o quadro de 2020.  Algumas instituições financeiras já preveem PIB do Brasil em 2020, variando entre 2% a 4%, negativos.  Diante dos fatos consumados, de "confinamento" horizontal proposto pelos governadores, endosso a previsão da maioria dos relatórios, sobretudo de instituições financeiras.  

O fato é que, o resultado do PIB negativo, quando o País nem saiu da pior depressão desde 1929, trará consequências sociais "degradantes" à população, como nunca dantes imaginadas pelos dirigentes políticos, com pouco compromisso com o sucesso do País.    Muitos políticos ainda preferem o "quanto pior, melhor", para facilitarem os seus discursos de campanhas políticas, sobretudo os da "esquerda" e os novos "oportunistas".  É triste constatar, mas, em relação ao passado recente, tão somente mudou a denominação dos eleitores, de "currais eleitorais" para "confinamentos eleitorais".  

Brasil terá PIB negativo, entre 2% a 4% em 2020.

Ossami Sakamori

terça-feira, 24 de março de 2020

Desagravo ao presidente Bolsonaro


Fico espantado com a histeria coletiva da grande imprensa contra o Presidente Jair Bolsonaro, aproveitando-se da crise decorrente da pandemia "coronavírus".  A grande imprensa, comemorou a 7ª noite de panelaço contra o presidente Bolsonaro, como revide à não distribuição de verbas publicitária do governo federal.  Estou a falar da Rede Globo, o Estadão e a Folha, sem rodeios.  

Os jornalistas "pseudo-intelectuais" de jornais e emissoras de televisão que dependiam de verbas anuais bilionárias do governo federal, defendem com "unhas e dentes", os seu empregos bem remunerados.   Estes "pseudo-profissionais" não sobreviveriam sem ter um alvo fácil, como é o presidente da República que dá "gancho" para matérias, repetidas insistentemente.   Refiro-me ao ataque à frase dita pelo presidente Bolsonaro:  "uma gripinha qualquer" não derruba para quem já sofreu uma facada", se referindo à gripe coronavírus.  Com certeza, os pseudo-jornalistas nunca passaram por situação que o presidente Bolsonaro passou com facada e sucessivas cirurgia à beira da morte.  A frase foi infeliz, certamente.     

Nós que o elegemos, sabíamos que o presidente Bolsonaro não era nenhum "estadista", pelo contrário, o povo que o elegeu sabia que o Bolsonaro era um militar "tosco", sem "papas na língua".  Muito provável que se ele fosse um grande "estadista", como a grande imprensa quer, Bolsonaro teria sido eleito em 2018.  Alguns jornalistas, que se consideram "intelectuais", obedecendo os seus patrões, elegeram como inimigo preferencial, o presidente da República, para produzir matéria que "dá audiência".  Para estes jornalistas considerados "intelectuais", o que importa é a "audiência" para os veículos que pagam seus polpudos salários.  Não importa para esses "intelectuais a sobriedade necessária, no momento difícil que o País atravessa.  

A grande verdade é que o presidente Bolsonaro não é nenhum "Brastemp", no entanto, está longe de ser uma pessoa ignorante ou "sem objetivo", como muitos presidentes que o País já conheceu na história recente.  Será necessário lembrar que o Brasil já teve presidentes da República do tipo Lula, Dilma e Temer?   Vejo nas atitude dos jornalistas "intelectuais", muito mais "saudosismo" das figuras "carimbadas" do que a vontade de construir um País que seja orgulho de todos nós.  

Está na hora, destes jornalistas "intelectuais" deixarem de lado as eventuais desavenças "políticas" e "ideológicas" e unirem-se em torno do objetivo que é de salvar o País da pandemia da coronavírus. O presidente Bolsonaro, à maneira própria, procura construir o País.  Faltam aos jornalistas "intelectuais", formadores de opinião, se unirem em torno do objetivo comum que é tornar o Brasil um país emergente, do que ficar "azucrinando" a vida pessoal do presidente da República.   

O mínimo que posso fazer, no momento de crise, é apoiar o presidente Bolsonaro, para o bem e sucesso do País.

Ossami Sakamori

  

domingo, 22 de março de 2020

A hora é de "união" e não de "desavenças"


Em tempo de recolhimento social, recomendado pelas autoridades médicas e sanitárias do País, o meu tempo é assistir, mesmo sem querer, o assunto sobre o "coronavírus" e seus efeitos na economia e na vida da população.  Sobre economia, já comentei sobre "medidas tímidas" tomadas pelo ministro Paulo Guedes da Economia e Campos Neto do Banco Central.  O tema de hoje é sobre uma "janela de esperança" anunciada pela comunidade médica e pelo presidentes Bolonaro no Brasil e pelo presidente Trump nos Estados  Unidos, quase que simultaneamente.

Na falta de uma vacina e de antivirais específicos para tratar o "novo coronavírus", pesquisadores em todo o mundo têm investigado, desde o início do ano, se drogas já existentes podem também atuar contra a covid-19.  Uma destas drogas existentes candidatas é a cloroquina, usada há 70 anos contra a malária, e a hidroxicloroquina, um derivado menos tóxico da droga.   Diante do aumento do produto, a Anvisa anunciou a venda destes medicamentos somente com a receita médica para evitar escassez.  

Ontem, o Presidente da República Jair Bolsonaro anunciou a sua determinação junto às Forças Armadas, que já tem o laboratório de produção da hidroxicloroquina,  em escala de produção industrial.  Há uma crítica sistemática contra o presidente da República por algumas "declarações desastradas" sobre o tema, mas, creio que o momento não é de procurar acentuar as "desavenças políticas", mas somar-se ao esforço de procurar a saída menos traumática causada pela pandemia "coronavírus". 

No momento oportuno, adicionarei comentários sobre uma agressiva política econômica e monetária para tentar evitar um brutal recessão econômica cantado pelos articulistas econômicas de plantão.  

A hora é de "união" e não de "desavenças"

Ossami Sakamri






quinta-feira, 19 de março de 2020

Brasil está acima de tudo!


Este blog já tinha manifestado de que a crise econômica que poderia advir da epidemia da gripe conhecida como "coronavírus", poderia ser igual ou pior do que a crise financeira mundial de 2008.  Poucos leitores tenham dada a importância sobre a alerta, apesar de evidências visíveis para qualquer articulista econômico e para os próprios responsáveis pela política econômica e financeira do  País.  Pois, os primeiros sinais da economia demonstram que a crise econômica decorrente da pandemia coronavírus será muito maior do que aquela vivida em 2008.   

Infelizmente, o País não está preparado. Repito, o Brasil não está preparado para enfrentar um verdadeiro "tsunami" que vem pela frente.  A consequência primeira é que as maiores economias do mundo estão para entrar em "recessão" ou mesmo em "depressão".  As economias que representam mais de 50% do PIB do mundo, estão esperando "recessão" para próximos 6 meses.  Tecnicamente, é considerado "recessão" quando o PIB apresenta "negativo" nos dois trimestres consecutivos.  Pois, o quadro já está desenhado pelos maiores economias do mundo, Estados Unidos, Japão e Alemanha, não só de "recessão", mas de "depressão" para 2020 ou seja PIB "negativo".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, apresentou ontem, as medidas tímidas, muitas delas já anunciadas na véspera, um pacote de R$ 140 bilhões.  Algumas dessas medidas, são apenas antecipação de desembolso das despesas do governo, como o pagamento de 13º para aposentados.  A única novidade foi o pagamento de R$ 200 mensais durante 3 meses para população vulneráveis num montante de R$ 15 bilhões.   As medidas anunciadas tem pouco ou quase nenhum impacto fiscal e nem tão pouco solução para crise que se avizinha.   

Por outro lado, o presidente do Banco Central anunciou a redução da taxa básica de juros Selic em 0,5%.  A nova taxa Selic, que nada mais é do que os juros da dívida do Tesouro Nacional, será de 3,75% ao ano.  Uma outra medida anunciada é liberação do depósito compulsório dos bancos, como objetivo de "socorrer" as instituições financeiras em dificuldade por conta das inadimplências dos tomadores de crédito, mais do que dar liquidez ao sistema financeiro como um todo.  

Nestas horas difíceis, o que desponta é a falta de um Ministério de Planejamento, incorporado que foi ao Ministério da Economia.  O Brasil já teve um bom ministro de Planejamento, como o Roberto Campos no governo militar.  Por coincidência ou não, o presidente do Banco Central é neto do ex-ministro do Planejamento, o melhor que o País já teve.  Sob a batuta do Roberto Campos e seus seguidores, o Brasil experimentou crescimento acelerado como nunca dantes tinha visto no País.  

A política econômica do Paulo Guedes e Campos Neto, ambos competentes, seguem o receituário "feijão com arroz" da política econômica.  Nenhuma novidade!  No entanto, penso eu, que para uma situação atípica como a de hoje, exigiria medidas "não convencionais".   Os países desenvolvidos estão a aplicar medidas heterodoxas para situação que eles entendem atípicas.   Espero que a minha opinião não seja interpretada como contrário aos interesses da Nação.  

Pelo contrário, para mim, Brasil está acima de tudo!

Ossami Sakamori




quarta-feira, 18 de março de 2020

É esperada atitude conservadora do Banco Central, hoje


A expectativa do mercado financeiro, hoje, é sobre as medidas que o Copom - Conselho de Política Monetária do Banco Central do Brasil venha tomar, para balizar o mercado financeiro, diante da crise econômica que o "coronavírus" vem provocando na economia mundial.  Campos Neto, presidente do Banco Central, está numa saia justa.  Se corre para um lado o bicho pega, se correr para o outro lado o bicho come.  No meu entender, Campos Neto vai orientar o Copom a tomar medidas conservadoras, como é do seu estilo.  Ainda, bem...

O Federal Reserve, o Banco Central americano, que é uma entidade privada, tomou 3 medidas de impacto:  a primeira medida foi o anúncio da recompra de títulos do Tesouro americano em US$ 1,5 trilhão; a segunda medida foi baixar os juros do títulos do Tesouro entre 0% a 0,25%, bem abaixo da inflação corrente ao redor de 2% ao ano.  Ontem, o Tesouro americano anunciou distribuição de "bonus" de US$ 1 mil para cada trabalhador, cujo impacto monetário é cerca de US$ 200 bilhões.  

O Banco Central do Brasil, não tem muita margem de manobra como tem o Tesouro americano, diante da própria dificuldade do governo brasileiro em administrar o seu Orçamento Fiscal.  Desde 2015, o Brasil vem apresentando o "déficit primário", que é o dinheiro que falta para pagar as despesas do governo.  Para este ano, 2020, estava previsto o "rombo fiscal" de R$ 139 bilhões, já contando com a venda do controle da Eletrobras.  Diante da crise, o "rombo fiscal" deverá ser maior do que o projetado.

Campos Neto, seguindo a tendência das economias do primeiro mundo, deve reduzir a taxa de juros básicos Selic entre 3,75% ao ano a 3,5% ao ano.  Deve anunciar também uma nova liberação do depósito compulsório das instituições financeiras em cerca de R$ 40 bilhões para o próximo mês. Vamos lembrar que o Banco Central liberou R$ 39 bilhões do depósito compulsório no último dia 15.  

A reação tímida do Banco Central decorre de necessidades de novas intervenções para enfrentar a crise do coronavírus, que é esperado não terminar no horizonte tão próximo.  

Ossami Sakamori

segunda-feira, 16 de março de 2020

O Brasil e a pandemia coronavírus


Hoje, vou escrever sobre o efeito da pandemia na economia mundial e em especial na economia brasileira.  A tarefa não é dos mais fáceis.  Não disponho de dados oficiais para fazer fundamentação mais técnica, mas, assim mesmo, vamos fazer análise macroeconômico baseados tão somente em noticiários da imprensa nacional e internacional.   O quadro é muito mais grave do que se imagina.  Ou o Brasil toma atitude ou seremos sempre país de segunda classe.

O Banco Central americano, que é uma entidade privada, anunciou na semana passada a "recompra" de títulos do Tesouro americano até o montante de US$ 1,5 trilhão.  O volume é expressivo se considerar que o PIB americano é de cerca de US$ 18 trilhões.  O Banco Central americano anunciou que vai baixar os juros do título do Tesouro americano para intervalo de 0% a 0,5% ao ano.  Vamos lembar que a inflação americana está ao redor de 2% ao ano, portanto pratica juros negativos.  Seria como se a taxa básica de juros Selic estivesse no entorno de 2% ao ano.  Hoje a taxa Selic é de 4,25% ao ano e inflação ao redor de 3,5% ao ano.

O governo brasileiro vem agindo "timidamente" diante da pandemia de coronavírus, levado muito a sério pelas maiores economias do mundo global.  O ministro Paulo Gudes anunciou a liberação de R$ 5 bilhões para Ministério da Saúde, para enfrentar a pandemia "coronavírus".  Paulo Gudes anunciou também a liberação de metade do 13º dos aposentados, num montante de R$ 29 bilhões.  O Banco Central já tinha anunciado a liberação de R$ 39 bilhões do depósito compulsório dos bancos para que as instituições financeiras disponibilizem os recursos para empréstimos.  No total, o governo vai injetar R$ 73 bilhões no curto prazo, o que é tímido.  

Nem precisa ser conhecedor de macroeconomia para saber que as iniciativas do Paulo Guedes e do Campos Neto são tímidas, se comparar com as inciativa de países do primeiro mundo.  Digamos que o Brasil está mais para o Burundi do que para lados dos países como Estados Unidos, Alemanha e Japão.    Extensão territorial e população o Brasil tem igual ou maiores que eles.  No meu entender, o Brasil terá que abandonar, muito rapidamente, o síndrome do "cachorro magro", se pretende ocupar a posição de país de vanguarda no mundo globalizado.  

Falta ao Brasil um "pacto nacional" para sair da crise da pandemia decorrente do coronavírus.  Enquanto os políticos estiverem "engalfinhando-se" para ocupar o poder, o destino do País será, sempre, ocupar posição de "coadjuvante" dos países desenvolvidos.  No andar da carruagem, nunca verei o Brasil dentre país do primeiro mundo, pois já estou com 75 anos.  É uma pena!    

Ossami Sakamori

sábado, 7 de março de 2020

O efeito "coronavírus" para o Brasil será devastador!


Ninguém deu importância, mas comentei há poucos dias atrás sobre o efeito do "coronavírus" na economia global.  Eu disse na matéria que antecedeu a esta, que o efeito da epidemia de "coronavírus" teria efeito semelhante à crise financeira mundial de 2008, oriunda do excesso de liquidez no mercado financeiro global, originado que foi pela crise de financiamento hipotecário do Lehman Brothers dos Estados Unidos.  Eu arrisquei no meu prognóstico, mas, acertei no alvo, o efeito da epidemia é maior do que imaginei, infelizmente.  

A crise financeira de 2008, foi de natureza totalmente diversa da crise de hoje.  À época, o mercado financeiro global estava alavancada em 10 vezes em relação à economia real, ou seja, os especuladores financeiros ou os "agiotas financeiros" estavam ganhando dinheiro apostando  apenas nas bolsas de valores e no câmbio.  Depois da crise financeira mundial de 2008, o BIS (Banco Central dos Bancos Centrais) estabeleceu um novo índice de alavancagem, estabelecendo como o limite de 9 vezes o ativo real ao invés de 10 vezes como dantes da crise.

A crise financeira que se aproxima, devido ao "coronavírus", é de natureza diversa àquela da crise financeira mundial de 2008.  A crise que se aproxima é devido ao efeito da epidemia de "coronavírus" na economia real.  As empresas da China, Japão e do sudeste asiático estão colocando os funcionários em férias para evitar a propagação da gripe "coronavírus".  Menor produção, significa também, menor consumo.  Menor consumo significa menor PIB.  Vamos lembar que o PIB da China e do Japão, grosso modo, representam cerca de 25% do PIB do mundo ou equivalente ao PIB dos Estados Unidos.  A crise da China e Japão vai espalhar pelo mundo a fora.  

Naturalmente, que o Brasil estando dentro do contexto da economia global, sofrerá o efeito da "desaceleração" da economia global devido à epidemia do "coronavírus".  É muito cedo para tentar avaliar o efeito da desaceleração da economia global.  Da mesma forma, não sabemos exatamente o efeito da "coronavírus" na economia brasileira, com precisão.  A única certeza no momento é que o Brasil não crescerá tal qual a minha projeção de 3% a 3,5% em 2020, como fiz no final de 2019.  Se o País crescer em 2020 igual ao ano passado, já será um ganho extraordinário.

Enfim, o efeito "coronavírus" para o Brasil será devastador.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 5 de março de 2020

Vence o Presidencialismo de coalizão


Já comentei neste blog que o regime de governo no Brasil é "presidencialismo de coalizão", onde um pacto entre dois ou mais partidos políticos, com ideias afins, se reúnem para para dar apoio ao Presidente da República para governar um país.  Isto tudo, está implícito na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.  Outra forma de governo é presidencial absolutista onde prevalece a vontade do presidente da República, eleito por voto popular ou imposto pela estrutura militar.  Muitas vezes, o povo é conduzido ao erro pelas lambanças políticas que ocorre no País.  Ontem, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional colocaram o País no curso normal com a manutenção de veto do Presidente da República sobre Emendas Parlamentares.

A Câmara dos Deputados manteve o veto presidencial à lei que dava os "superpoderes" ao relator do Orçamento para definir o destino de R$ 30 bilhões do Orçamento Fiscal de 2020.  A votação manteve o veto do presidente Bolsonaro com 398 votos a favor e apenas 2 contra.  Para obter a maioria absoluta necessitava voto favorável de 257 deputados.  O Congresso Nacional  concordou com o veto do presidente Bolsonaro a troco de Projeto de Leis que disciplinam o Orçamento impositivo.

Apesar da negativa do Palácio do Planalto de ter afirmado que não houve qualquer negociação para manter o veto, o Congresso Nacional viveu um ambiente de acordo na sessão que apreciou o controverso veto 52/2019.   O acordo foi na forma de envio de 3 PLNs encaminhados pelo Palácio do Planalto que disciplina o chamado Orçamento impositivo.  Os 3 Projetos de Leis deverão ser aprovados em caráter definitivo pela Comissão Mista da Câmara dos Deputados no próximo dia 10, terça-feira.  

Afinal, é assim que funciona o regime Presidencialista de coalizão, modelo de muitos países do primeiro mundo.  Enfim, prevaleceu o bom senso e o Presidencialista absolutista no País ficou sepultado de vez, ontem.  

Ossami Sakamori


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Banco Central injetará R$ 49 bilhões na economia.


O Banco Central anunciou o corte de alíquota do depósito compulsório das instituições financeiras sobre recursos a prazo de 31% para 25%, para entrar em vigor a partir de 31 de março próximo.  O depósito compulsório é uma medida que os bancos e instituições financeiras são obrigados a fazerem no Banco Central para regular a liquidez do sistema financeiro.  Com a medida anunciada o Banco Central vai injetar cerca de R$ 49 bilhões na economia, valor este semelhante à liberação dos recursos do FGTS.   

A alteração do depósito compulsório ocorreu antes em julho de 2019, onde o Banco Central reduziu o depósito compulsório de recursos a prazo de 33% para 31%.  Atualmente, o estoque de recursos recolhidos "compulsoriamente" pelos bancos está em torno de R$ 430 bilhões, deste total. O depósito compulsório é um instrumento da política monetária em qualquer país, seguindo o último acordo firmado em Basileia pelos Bancos Centrais dos países mais ricos.  

Reiteradas vezes, neste blog, chamei atenção sobre o depósito compulsório dos bancos como instrumento importante na "política monetária", juntamente com a política de juros básicos Selic, conduzidas pelo Banco Central.  Enquanto, as transações comerciais eram feitas em "papel moeda", a regulação da disponibilidade da moeda era feito através de emissão (impressão) de papel moeda.  A equação da política monetária é um tanto complexa porque com o aumento de liquidez no sistema pode provocar a volta da inflação (vide Venezuela).   O fato é que através do depósito compulsório e balização da taxa de juros básicos Selic é que o Banco Central coloca em prática a política monetária do governo.  Ainda, segundo Banco Central, as novas medidas no mesmo sentido tem potencial de injetar R$ 135 bilhões no mercado, sem apresentar o cronograma de liberações. 

O próprio anúncio, mais do que a própria liberação do depósito compulsório, mexe com o mercado financeiro e sinaliza ao setor produtivo para um novo cenário com afrouxamento da política monetária.  Esse afrouxamento gradual da política monetária é uma sinalização de que o Banco Central está preocupado em fazer o País retomar o crescimento econômico no curto prazo.   Com inflação sob controle, abaixo da meta de 4,5%, a medida anunciada pelo Banco Central está na direção correta.  

Como pode ver, a política monetária não está sob responsabilidade do ministro da Economia, Paulo Guedes.  O ministro da Economia elabora e executa a política econômica e execução do Orçamento da União, basicamente, enquanto que a política monetária está sob a responsabilidade do Campos Neto, presidente do Banco Central do Brasil.  

Ossami Sakamori

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Efeito "coronavírus" na economia global.


No último dia 15, este blog fez 8º aniversário, da abertura da atividade que aconteceu no mês de fevereiro de 2012.  O governo do PT, à época, mandava e desmandava. A Presidente Dilma Rousseff estava com alta popularidade, 76% de aprovação entre ótimo e bom.   Era época em que não podíamos se expor por conta de ameaças explícitas.  Enfim, alguns anos depois, veio a Operação Lava Jato que mudou a face do País.  Desde início, não dependemos de verbas publicitárias e sobrevivemos graças  ao espaço oferecido gratuitamente pela Google.  A vida continua e a política do País mudou de viés, de esquerda para direita.  No entanto, tem crise no percurso que independe da vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes e do presidente do Banco Central, Campos Neto.  Há nuvens escuras no horizonte. 

No caminhar da vida, aparecem temas espinhosos como o do surto de "coronavírus", considerado um dos mais graves dos últimos tempos, pela Organização Mundial da Saúde.   As notícias sobre a economia vindas do oriente, onde está situado a China, o foco do surto, não são nada animadoras sobre o aspecto econômico. O oriente, incluindo a China, Japão e sudeste asiático, a economia, literalmente, parou.  A segunda e terceira economia do mundo, a China e Japão, deverão fechar o PIB do primeiro trimestre no terreno negativo.  Deverá haver recessão no trimestre em curso.  

Nenhum articulista econômico tem ousadia de fazer previsão sobre o reflexo do "coronavírus" na economia mundial.  Os articulistas de renome, são conservadores e estão com medo, muito medo de opinar e errar.  Maioria dos economistas-chefes de instituições financeiras, tem medo de opinar e ir contra os interesses das corporações a quem prestam serviço.  Pois, eu não sou economista e muito menos economista-chefe de instituição financeira.   No entanto, tenho razoável conhecimento da macro-economia para dar meu "palpite" sobre a influência do "coronavírus" na economia global.

Considero, o efeito do "coronavírus", o mesmo daquele que provocado pela quebra do banco Lehman Brothers, por conta da crise hipotecária dos bancos nos Estados Unidos.  Considero que o "coronavírus" provoque uma crise econômica e financeira tão devastadores à economia mundial quanto àquela da crise financeira mundial de 2008.   A diferença é que o mundo global está mais preparado para enfrentar uma crise do tamanho daquele, muito em função das próprias experiências vividas há pouco mais de uma década.  

No contexto, o Brasil não é ilha de prosperidade.  Pelo contrário, o País está tentando sair do período de "depressão", a pior dos últimos 100 anos.  Não tem jeito. Com o "coronavírus", todos indicadores econômicos deverão ser mais conservadores do que previstos, por mim e pelos articulistas econômicos. O jeito é apertar o cinto e ver no que vai dar!

A única certeza é de que o "coronavírus" vai provocar efeito significativo na economia global e consequentemente na economia do País.

Ossami Sakamori




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Banco Central corta a taxa Selic para 4,25% ao ano.


No dia 31 de dezembro do ano que passou, 2019, fiz previsão sobre a taxa básica de juros Selic de que deverá manter nos níveis de 4,5% ao ano, durante todo o ano de 2020.  Com endividamento líquido do Tesouro Nacional ao redor de R$ 4,2 trilhões, o Banco Central não tem muita margem para baixar a taxa básica de juros, que é referência para pagamento de juros na "rolagem" da dívida pública federal ou dívida pública do Tesouro Nacional.  A baixa da taxa básica de juros Selic tem sido referência para direcionamento de recursos do setor especulativo para o setor produtivo.  Porém, em algum momento, dentro da política monetária de sustentação do crescimento econômico do Banco Central, a taxa básica de juros Selic poderá experimentar o piso de 3,5% ao ano.

Pois, ontem, dia 5 de fevereiro,  o Comitê de Política monetária do Banco Central cortou a a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto porcentual, passando de 4,50% para 4,25% ao ano.  No seu comunicado, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deixou claro em seu comunicado que o ciclo de redução dos juros chegou ao fim. Após cinco reduções consecutivas, o colegiado comunicou que deve interromper essa sequência na próxima reunião, nos dias 17 e 18 de março. Mais uma vez, o colegiado pontuou que o atual estágio do ciclo econômico recomenda "cautela" na condução da política monetária. Por óbvio, o Comitê enfatiza que seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. 

Banco Central corta a taxa Selic para 4,25% ao ano.

Ossami Sakamori