Pela ausência de notícias das fontes do governo e da Petrobras e dos principais articulistas econômicos do País, volto novamente ao tema sobre o preço de combustíveis praticado no Brasil.
Em novembro do ano passado, logo após eleições da presidente Dilma no dia 26 de outrubro, o governo autorizou e a Petrobras promoveu o aumento de combustíveis para equilibrar a situação econômica e financeira da Companhia. Era o que a Graça Foster presidente da Petrobras queria, a "paridade" do preço de combustíveis com o preço do petróleo no mercado internacional.
O governo Dilma justificou o aumento dos combustíveis, apesar de queda do preço do petróleo no mercado internacional iniciado havia 3 meses antes do aumento. Em tese, com o último aumento de combustíveis foram "zerados" as perdas anteriores com a contenção do preço em função das eleições presidenciais.
Pois, do último aumento de combustíveis até ontem, dia 7 de janeiro, o preço internacional do petróleo caiu cerca de 40%. Ontem o petróleo tipo WTI, referência para o óleo do tipo pré-sal, fechou o barril a US$ 48, com tendência em baixa. Como já foi explicado em duas matérias anteriores ao mesmo tema, deixo de analisar o motivo que leva a baixa do petróleo no mercado internacional. Em querendo saber os motivos, poderão acessar as matérias em referências postadas ainda neste mês.
A baixa do petróleo do mercado mundial é altamente positivo para o conjunto da população. O Banco Mundial prevê expansão de crescimento da economia mundia, somente baseado no efeito petróleo barato é de 0,5% no PIB mundial. Exceção é para as empresas de exploração de petróleo mais caros em relação aos petróleo do golfo pérsico. Refiro-me aos petróleos oriundos de águas profundas, pós e pré-sal e algumas jazidas de xistos de custo de exploração mais alto.
Se o Brasil praticasse o preço de combustíveis baseado em "paridade" como quer ou queria a Graça Foster da Petrobras, uma vez zerado as perdas decorrente das defasagens anteriores em novembro de 2014, o preço dos combustíveis deveriam ser reajustados para baixo em cerca de 40% como foi justificado anteriormente.
Se o País não tivesse que "carregar" a Petrobras nas costas, e contribuir com os impostos abusivos que pretende ministro Levy da Fazenda, o preço referência da gasolina na bomba, em torno de R$ 3,00 na bomba na região Sudeste, como preço referência da gasolina, deveria estar sendo praticado em torno de R$ 1,80.
Vamos ser claro. O preço da gasolina na boma acima da referência para Sudeste em torno de R$ 1,80 é "ônus" dos consumidores de gasolina na bomba. O conjunto da população também perde, porque os aumentos recentes de tarifas de transporte coletivos poderiam ser anulados. Não havendo a baixa de combustíveis na bomba, o País não só deixará de usar combustíveis como instrumento de combate à inflação, mas também o Brasil perde a oportunidade de acrescentar 0,5% no crescimento do PIB como apresenta o Banco Mundial.
Isto é motivo mais do que suficiente como cidadão brasileiro pleno, defender a baixa do preço de combustíveis no País, agora! As justificativas para não promovê-lo é mais um engodo e mentira da presidente Dilma!
#QueroGasolina180
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Ossami Sakamori




























