quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Dilma, quero gasolina a R$ 1,80 !


Pela ausência de notícias das fontes do governo e da Petrobras e dos  principais articulistas econômicos do País, volto novamente ao tema sobre o preço de combustíveis praticado no Brasil.  

Em novembro do ano passado, logo após eleições da presidente Dilma no dia 26 de outrubro,  o governo autorizou e a Petrobras promoveu o aumento de combustíveis para equilibrar a situação econômica e financeira da Companhia. Era o que a Graça Foster presidente da Petrobras queria, a "paridade" do preço de combustíveis com o preço do petróleo no mercado internacional.


O governo Dilma justificou o aumento dos combustíveis, apesar de queda do preço do petróleo no mercado internacional iniciado havia 3 meses antes do aumento. Em tese, com o último aumento de combustíveis foram "zerados" as perdas anteriores com a contenção do preço em função das eleições presidenciais.

Pois, do último aumento de combustíveis até ontem, dia 7 de janeiro, o preço internacional do petróleo caiu cerca de 40%. Ontem o petróleo tipo WTI, referência para o óleo do tipo pré-sal, fechou o barril a US$ 48, com tendência em baixa. Como já foi explicado em duas matérias anteriores ao mesmo tema, deixo de analisar o motivo que leva a baixa do petróleo no mercado internacional. Em querendo saber os motivos, poderão acessar as matérias em referências postadas ainda neste mês.

A baixa do petróleo do mercado mundial é altamente positivo para o conjunto da população. O Banco Mundial prevê expansão de crescimento da economia mundia, somente baseado no efeito petróleo barato é de 0,5% no PIB mundial. Exceção é para as empresas de exploração de petróleo mais caros em relação aos petróleo do golfo pérsico. Refiro-me aos petróleos oriundos de águas profundas, pós e pré-sal e algumas jazidas de xistos de custo de exploração mais alto.


Se o Brasil praticasse o preço de combustíveis baseado em "paridade" como quer ou queria a Graça Foster da Petrobras, uma vez zerado as perdas decorrente das defasagens anteriores em novembro de 2014, o preço dos combustíveis deveriam ser reajustados para baixo em cerca de 40% como foi justificado anteriormente. 

Se o País não tivesse que "carregar" a Petrobras nas costas, e contribuir com os impostos abusivos que pretende ministro Levy da Fazenda, o preço referência da gasolina na bomba, em torno de R$ 3,00 na bomba na região Sudeste, como preço referência da gasolina, deveria estar sendo praticado em torno de R$ 1,80.

Vamos ser claro. O preço da gasolina na boma acima da referência para Sudeste em torno de R$ 1,80 é "ônus" dos consumidores de gasolina na bomba. O conjunto da população também perde, porque os aumentos recentes de tarifas de transporte coletivos poderiam ser anulados. Não havendo a baixa de combustíveis na bomba, o País não só deixará de usar combustíveis como instrumento de combate à inflação, mas também o Brasil perde a oportunidade de acrescentar 0,5% no crescimento do PIB como apresenta o Banco Mundial. 


Isto é motivo mais do que suficiente como cidadão brasileiro pleno, defender a baixa do preço de combustíveis no País, agora!  As justificativas para não promovê-lo é mais um engodo e mentira da presidente Dilma!

#QueroGasolina180

Ossami Sakamori



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dilma baixará o preço da gasolina?


A boa notícia de ontem dia 6, terça-feira, foi que o preço do petróleo no mercado internacional continuou caindo. O preço do Brent fechou em US$ 53 e o WTI fechou em US$ 50. Notícia alvissareira. A Graça Foster presidente da Petrobras estava reclamando muito sobre a defasagem de preços de combustíveis entre o autorizado pelo governo e o preço internacional do petróleo.

Graça Foster, a cotação do petróleo ontem, está beirando baixa de 40% em relação à cotação de novembro, época do último aumento de combustíveis. Se seguisse a política da "paridade" como você sempre quis, o preço de gasolina no Sudeste que está em média em torno de R$ 3,00 o litro, poderá ser vendido na boma por menos de R$ 2,00 o litro.

Os americanos estão comemorando com a baixa de petróleo. Somente a diferença de preço praticado nos últimos seis meses, os americanos deixaram de gastar cerca de US$ 115 bilhões até o final do ano passado. Para os americanos que tem grande reserva de xisto, está trazendo prejuízo aparente. Mas, aparentemente. Os ganhos com a baixa do preço do petróleo no entanto está estimulando o consumo com o dinheiro gasto a menos em combustíveis. 

Que notícia boa esta de baixa de petróleo no mercado internacional, Graça Foster! A economia mundial ganhará fôlego com o dispêndio menor em gastos com o petróleo, trazendo estímulo à economia nos países consumidores do petróleo como EEUU, Europa e China. 

Se acalmem povo brasileiro, a má notícia é que no Brasil não vai baixar o preço do petróleo a níveis de consumidores de combustíveis aos níveis de ganho no mercado internacional de petróleo com a baixa. Vocês devem estar estranhando com a má notícia, mas é assim mesmo. 

A baixa de petróleo no mercado internacional para a Petrobras não refresca. Pelo contrário, é uma tremenda dor de cabeça para a Companhia.  Não adianta baixar o preço internacional do petróleo para a Petrobras, porque o custo de produção dos petróleo "off-shore" pós e pré-sal são altíssimos. 

Os institutos independentes estimam o custo de produção do petróleo do pré-sal brasileiro está entre US$ 45 e US$ 60 o barril. Ontem, a Petrobras admitiu que o custo de produção do pré-sal brasileiro é de US$ 50. Isto significa que a Petrobras vai ter custo de produção do petróleo acima do que custa o petróleo internacional, se o preço internacional do petróleo cair abaixo de US$ 50 o barril. Isto é um paradoxo.

Além de tudo, a própria Petrobras estima o custo de refino nas suas unidades  de refinaria em torno de US$ 60 o barril, muito acima do preço internacional de refino do mesmo tipo de óleo. Isto significa que para a Petrobras, não adianta o preço do petróleo internacional baixar porque o preço de petróleo a ser entregue às distribuidoras pela Petrobras poderão sofrer apenas pequeno percentual de baixa.  Ou nenhuma baixa. 

A Petrobras poderá ter lucro extra na importação de combustíveis prontos que estão cerca de 40% mais baixo no mercado internacional com referência ao último aumento em novembro do ano passado. Mas este lucro extra já tem destino certo, a CIDE - Contribuição de Intervenção ao Domínio Econômico que o ministro da Fazenda cogita em fazer voltar nos alíquotas anteriores.

As distribuidoras de combustíveis transnacionais que atual no Brasil como a Shell e Esso estão ameaçando a ANP - Agência Nacional de Petróleo, de fazer importação direta dos combustíveis prontos do mercado internacional.  Mas o governo já avisou que sobre as importações de combustíveis prontos pelas transnacionais incidirão a mesma CIDE, anulando assim a vantagem que teria em importar os combustíveis prontos a comprar das refinarias da Petrobras.

Não sei se vocês estão acompanhando a minha explanação, mas o que quero dizer, curto e grosso, é que a gasolina que poderia baixar para  níveis de R$ 1,80 o litro no Sudeste, continuará sendo vendido nas bombas ao mesmo preço de R$ 3,00, apesar da baixa de cerca de 40% no preço do petróleo no mercado internacional.  A diferença vai para bolso do governo e a Petrobras continuará tão ineficiente quanto antes, mas de pé pelo menos. Poderá no máximo, para dar "sensação de poder de compra" promover uma pequena baixa em níveis de bomba.


Exatamente como eu fiz aqui com vocês, a Dilma vai fazer com vocês consumidores e contribuintes, vai enrolar e botar no de vocês devagarinho sem que vocês se apercebam. Para enganar a população poderá, no máximo, conceder desconto de até 10% na refinaria. 

A dura realidade que você, contribuinte, está sustentando a ladroagem e incompetência da Petrobras.


Ossami Sakamori

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Petrobras está com bomba no colo!


O preço do petróleo do tipo Brent abriu em Londres com a ligeira baixa em relação à cotação de ontem, hoje, cotado a US$ 52,90.  Isto significa que o barril de petróleo tipo WTI deve abrir em Nova York em torno de US$ 48 o barril. Notícia é alarmante para a Petrobras. Notícia vem somar aos da Operação Lava Jato deflagrado para apurar a ladroagem na Companhia.

Ontem, em função do preço do petróleo, até o índice Dow Jones caiu. Igualmente, aqui no Brasil o preço das ações da Petrobras tipo PN caiu para R$ 8,61 com baixa de 8,01% em relação ao fechamento anterior.  Hoje, com a abertura do preço do petróleo Brent em queda, as ações da Petrobras continuarão em queda. Digamos que o mercado está em pânico com a desvalorização das ações da Petrobras.

No dia 4, domingo, este blog fez uma ampla análise sobre situação da Petrobras colocando em primeiro plano a situação da Companhia em relação à Operação Lava Jato e sobre as consequências do petróleo barato para o Brasil e especificamente para a Petrobras. Nunca, nenhuma mídia de circulação nacional tinha feito análise sobre o assunto como este blog fez. Reproduzo a parte referente ao petróleo barato, na íntegra, para os leitores entenderem que tudo isto que está acontecendo no mercado de ações era previsível. Bastava uma leitura atenta para a matéria deste blog. 

O quadro que encontramos ontem, está mais feio do que o previsto na matéria de 4/1/2015 deste blog. O preço internacional do petróleo continua em queda. Pelo visto, a determinação da OPEP em baixar o preço internacional do petróleo em patamares que inviabilizam as empresas que operam alternativas de exploração com custo alto veio para ficar. O objetivo da OPEP é tentar barrar a concorrência do petróleo do xisto dos EEUU e de campos de petróleo de custo mais alto como o do pré-sal. 

Hoje, se seguir a tendência de queda de ontem, o preço do petróleo tipo WTI - West Texas Intermediate, deverá fechar ao redor de US$ 45. Explico. O preço de referência para o tipo de petróleo do pré-sal como o nosso é o do WTI, a mais barata, por ser óleo de pior qualidade do que o do tipo Brent do Mar do Norte. Azar duplo para a Petrobras e para os brasileiros.

Conforme já foi dito na matéria anterior, a própria Petrobras gabava-se de que o petróleo do pré-sal tinha custo de exploração muito barata, isto é US$ 45 o barril. Opinião dos institutos independentes, como já comentado o custo do pré-sal varia entre US$ 45 a US$ 60. Está aqui o motivo para o pânico sobre ações da Petrobras.  O custo de exploração do pré-sal estava barato ao preço do petróleo tipo WTI nos níveis de US$ 95. Não há, no Brasil, a alternativa energética que substitua o petróleo, no longo prazo e nem no curto prazo. 

Para a azar do Brasil e azar da Petrobras, o petróleo mais barato, o da camada pós-sal está com a produção em declínio, com tendência à exaustão no médio prazo. A Petrobras produz hoje cerca de 1,9 milhão de barris dia equivalente em óleo no pós-sal e 600 mil barris dia de óleo do pré-sal, com tendência de aumento de volume de exploração no segundo caso. 

Lembrando que a Petrobras é detentora de 5 bilhões de barris de petróleo do pré-sal, que a União entregou à Petrobras por ocasião da última capitalização da Companhia. O petróleo do pré-sal do campo de Tupi foi entregue à Petrobras ao custo de US$ 5,85 o barril. Pois este é o custo que a Petrobras deve adicionar ao preço de custo de exploração que a própria Companhia, que declara ser de US$ 45. Na prática, o custo de exploração do pré-sal, do campo do Tupi, segundo dados da própria companhia, é de no mínimo US$ 50,85.

Comparando o custo de exploração do pré-sal do campo de Tupi que é de US$ 50,85 o barril com o preço internacional do petróleo do tipo WTI em torno de US$ 48 o barril, hoje, significa que a exploração do pré-sal do campo Tupi é comercialmente injustificado. Como a Petrobras tem o monopólio da exploração e refino do petróleo, mesmo sendo inviável comercialmente a Companhia poderá continuar explorando o petróleo do pré-sal do Tupi no prejuízo. A União fará com que os consumidores paguem a conta da diferença.

Lamentável que o prejuízo virtual da exploração do petróleo da camada pré-sal tão festejada pelos presidentes Lula e Dilma deverá ser arcado pelos consumidores de combustíveis, na bomba. A Petrobras por outro lado, só não vai para a falência porque os consumidores de combustíveis no primeiro momento e o conjunto da população brasileira pagarão pelos erros cometidos pelos presidentes Lula e Dilma em açodadamente partir para investimentos pesados em pré-sal. Como sempre, a conta é do contribuinte!

Na sequência, leiam a matéria postada no domingo, dia 4, já prevendo o quadro desenhado sobre a consequência do petróleo barato no mercado internacional de petróleo.

Isso é o capítulo referente à Operação Lava Jato. 
Mas tem muito mais coisas a considerar.

Outro capítulo tão importante para a sobrevivência da Petrobras se refere à baixa do preço internacional do petróleo. Nos últimos 6 meses, o preço do petróleo no mercado internacional caiu cerca de 45%, sendo o óleo tipo Brent cotado a US$ 60 e WTI cotado a US$ 55. As notícias internacionais consta que a OPEP que controla boa parte da produção do petróleo no mundo, 30 bilhões de barris, não vai diminuir a produção para retorno do preço aos níveis de 1 ano atrás. 



Segundo notícias internacionais, o movimento de baixa de petróleo deve perdurar pelo menos mais 2 anos. Explica-se. A OPEP vê como possíveis concorrentes as empresas que operam na exploração de gás do xisto e empresas que exploram os óleos nas camadas mais profundas. O nível de preço que a OPEP quer praticar, os atuais US$ 60 para Brent e US$ 55 para WTI tem como objetivo inviabilizar ou quebrar empresas que estão operando em alternativas aos petróleos mais baratos como são os da Organização. Este é o caso da Petrobras.

Se por um lado, o petróleo mais barato é benéfico para o Brasil que ainda depende de importação de petróleo, cerca de 1 milhão de barris dia, diferença entre o consumo estimado em 3,5 milhões de barris dia e produção de 2,5 milhões de barris dia equivalente em óleo, o preço baixo do petróleo é altamente prejudicial à Petrobras. É um paradoxo, porque para o País é benéfico por ser importador, mas é altamente prejudicial à Petrobras como produtora de petróleo do pré-sal.



Explica-se. Apesar da Petrobras dizer que o custo de produção do pré-sal é de US$ 45 o barril, consultores independentes estimam que o custo de produção do pré-sal pela Petrobras gira entre US$ 45 e US$ 60 cada barril. Digamos o preço internacional do petróleo do tipo pesado WTI sendo cotado a US$ 55 apenas cobriria o custo de produção do pré-sal brasileiro. Se bobear ou ainda se o preço do WTI cair um pouco mais do que o atual R$ 55, o pré-sal brasileiro ficará inviável comercialmente enquanto perdurar o petróleo barato no mercado internacional.

A Petrobras está produzindo cerca de 600 mil barris dia de óleo do pré-sal atualmente e a tendência é de aumento de produção neste segmento de exploração. A produção do petróleo do pós-sal está se exaurindo. Significa que o petróleo que traz lucro para a Petrobras está acabando e estrará em operação o petróleo do pré-sal, que na melhor das hipóteses vai empatar com o preço internacional ou inviável comercialmente. 

Lá se vão os sonhos dos royalties do pré-sal para financiar educação e saúde dos brasileiros. O tão esperado e festejado pré-sal do campo de Libra ficará a exploração jogadas para calendas gregas. Explica-se. Os anglo-holandeses Shell, a francesa Total e os chineses CNOOC, majoritários no campo de Libra com 60%, vão postergar os investimentos pelo menos enquanto perdurar o petróleo baixo.  A Dilma, os governadores e prefeitos que tirem logo o cavalo da chuva!



Ainda que o petróleo é uma riqueza finita, há muito petróleo barato no mercado internacional, além dos campos da OPEP. Os campos de pós-sal na costa ocidental africana, localizados entre costas da Nigéria e da Angola, tem reserva em abundância a custo de produção baixa, cerca de US$ 20 o barril. Apenas como comentário extra, a Petrobras entregou de mão beijada os 50% de participações nos campos de petróleo barato na costa ocidental da África para o grupo BTG-Pactual do André Esteves, sem licitações, ao preço de banana.



Quando a Refinaria Abreu e Lima e o COMPERJ entrar em operação, teremos o refino do petróleo o mais caro do mundo. Segundo consultores independentes, o custo de produção do petróleo das duas unidades em questão não sairá por menos de US$ 60 o barril de petróleo bruto. Economicamente seria mais barato e lucrativo para a Petrobras comprar os combustíveis e petroquímicos prontos do que processados nas refinarias da Petrobras. Seguramente, o consumidor pagará a conta da ineficiência da Companhia, novamente.


A perdurar o quadro de preço do petróleo no mercado internacional, literalmente, a Petrobras será uma empresa inviável sob ponto de vista da OPEP.  A Petrobras é uma Companhia com muitos problemas sob aspecto de governança corporativa.  A Petrobras é a cara do governo da presidente Dilma, um "pato manco", com certeza. A Petrobras com a confirmação da Graça Foster no comando continuará sendo o "mico" do mercado.


Petrobras é o retrato da Dilma!

Ossami Sakamori

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Confirmado. Levy tem cara da Dilma!


Joaquim Levy tomou posse como ministro da Fazenda, hoje, dia 5 de janeiro. Aproveitou para anunciar o secretário-geral do ministério que funciona como substituto na ausência do titular da pasta. Ele é Tarcísio Godoy até então diretor da área de seguros do Bradesco. O setor bancário compareceu em peso para a cerimônia de posse. Magoado com a demissão "ad nutum" pela Dilma em plena campanha presidencial Guido Mantega não compareceu para transmissão do cargo.

Com foi previsto por este blog, Joaquim Levy não anunciou nenhuma novidade além daquilo que já conhecemos. Obviamente não fez confisco de poupança ou coisa parecida. Basicamente, pregou o equilíbrio fiscal das contas públicas e realinhamento das tarifas públicas administradas.

Fez referência como parte da medida de ajustes os cortes nos benefícios sociais, entre eles o seguro desemprego. O ajuste anunciado antes da sua posse deverá aliviar caixa do governo em cerca de R$ 18 bilhões, segundo próprio governo. A medida ainda precisa ser votado pelo Congresso Nacional para entrar em vigor.

Na área tributária pregou a unificação do ICMS entre os entes da federação. Medida esta que depende da decisão do CONFAZ - Conselho Nacional da Política Fazendária composto pelos secretários de Fazenda de todos os estados da Federação mais o Distrito Federal. A iniciativa pode ser do ministro da Fazenda, mas a decisão é sempre do Conselho.

O corte de subsídio de juros no sistema BNDES, cuja empréstimo do Tesouro já sobe a R$ 461 bilhões, já foi anunciado antes da posse. Os empréstimos subsidiados que vigorará até o final de 2015, será baseado na TJLP que sofreu o acréscimo de 0,5% passando dos atuais 5% para 5,5%. Corte pífio nos subsídios para os amigos do Palácio do Planalto.

A taxa de juros, mesmo com 5,5% ao ano, continua sendo subsidiado pelo Tesouro uma vez que o recurso emprestado ao BNDES tem captação baseada na taxa Selic, hoje em 11,75%, com tendência de aumentar para 12% na próxima reunião do COPOM. Significa que o Tesouro continuará bancando a equalização dos juros correspondente a 6,5% que é o custo do Tesouro sobre o volume de empréstimo de R$ 461 bilhões. 

Assim sendo, o programa "Bolsa Empresário" continuará com dispêndio para o Tesouro em cerca de R$ 30 bilhões anuais, mais do que o dispêndio em Bolsa Família que é de cerca de R$ 23 bilhões. Como já afirmamos em matérias anteriores, o Joaquim Levy tem a cara da Dilma. Nada haverá de grandes novidades na área econômica, além de aumento de impostos para os contribuintes.


A recessão ou crescimento do PIB negativo em 2%, continua como minha previsão para o ano de 2015.


Ossami Sakamori



Dilma presenteia aumentos para a população!


Presente, de início do ano, da presidente Dilma para o povo brasileiro, aumento de tarifas administradas para tentar sair do congelamento pós eleições. Com eleições ganha, o povo que se lasque. Isto é só o começo das agruras do ano de 2015. Vejam o que acontece com os aumentos.

O aumento de tarifa de energia elétrica por conta das bandeiras, vermelhas para o mês de janeiro, de R$ 3 para cada 100 Kwh consumida, significa acréscimo médio de 7,5% para o consumidor médio. A Dilma tenta justificar o aumento, após desastrada redução de tarifa de contas de luz em 2013, culpando a condição do reservatório da usinas hidroelétricas.


Os aumentos de tarifa dos metropolitanos e de ônibus em São Paulo de R$ 3 para R$ 3,50 e aumento de tarifa de ônibus no Rio de Janeiro de R$ 3 para R$ 3,40, significa um aumento médio de 15% que deverá ser considerado na composição de inflação do mês de janeiro.

O aumento das tarifas no primeiro mês do ano de 2015, resulta do congelamento dos aumentos das tarifas desde 2013, em função das manifestações de ruas no mês de junho daquele ano. O congelamento das tarifas foi também em função das eleições do ano de 2014, tudo com intenção de transmitir a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população.

O já anunciado corte nos benefícios sociais, como seguro desemprego, conta feita pelo governo de R$ 18 bilhões, faz parte do esforço fiscal de equilíbrio orçamentário. A medida tomada, ainda a ser votada no Congresso Nacional, tem repercussão positiva dentro da política econômica. Funciona como se fosse o descongelamento dos benefícios aos trabalhadores e aos beneficiários do sistema previdenciário.

Estas medidas, no meu entender positivo e necessário, porém exporá as mazelas do governo Dilma do primeiro mandato. Como isto vai impactar no índice inflacionário e no crescimento ou desaquecimento da economia ainda é cedo para fazer avaliações. Na economia, o impacto acontecem no decorrer dos 6 meses seguintes ao das medidas tomadas.

Está previsto ainda para o mês de janeiro, o aumento da taxa Selic para 12% ao ano, no mínimo, num esforço de conter a inflação. A medida equivocada de tentar segurar a inflação apenas com o aumento real das taxas de juros pagos pelo Tesouro, tem o efeito paradoxo. Ao mesmo tempo que contrai a circulação da moeda no consumo há consequência inevitável de aumento de juros na ponta do consumidor.


Hoje, terá a posse oficial do novo ministro da Fazenda Joaquim Levy que deverá trazer mais novidades na área econômica. O assunto será objeto de uma matéria específica que farei após análise do discurso do novo ministro.


Dima faz tudo ao contrário do que foi prometido na campanha presidencial de outubro de 2014, presenteia aumentos para a população.


Ossami Sakamori



domingo, 4 de janeiro de 2015

Petrobras é retrato da Dilma.

Crédito da imagem: Estadão

Segundo o Estadão, desde o início da Operação Lava Jato já foram dispensados mais de 10 mil operários da refinaria Abreu em Lima em Pernambuco. E a obra está longe de estar terminada. Ainda segundo o Estadão que sobrevoou o sítio da refinaria de 6,5 Km² é possível observar as unidades de produção e prédios administrativos abandonados, além de tanques de armazenamento inacabados e depósitos equipamentos inutilizados.

Ainda, segundo Estadão, há vigas e fundações expostas, além de guindastes, andaimes, sanitários químicos ao lado de unidades de produção de refino de petróleo em operação em altíssimas temperaturas. Explica-se.  A primeira unidade de produção de óleo de 1,6 mil m³ de diesel dia, cerca de 1% do total de 227 mil m³ de óleo dia que será produzido na refinaria Abreu e Lima, sendo cerca de 70% de óleo diesel.

O quadro desolador descrito acima, continuará enquanto perdurar os inquéritos da Operação Lava Jato, que está longe de terminar. Até o momento a Polícia Federal e Ministério Público Federal do Paraná, apuraram apenas os crimes ocorridos nas áreas da diretoria de Abastecimento do Paulo Roberto Costa e de Serviços do Renato Duque. Falta ainda apurar as denúncias feitas pelo doleiro Alberto Youssef e pelo Paulo Roberto Costa, em delação premiada, referente a diretoria Internacional do Nestor Ceveró e subsidiária Transpetro do Sérgio Machado. 




Quem pensa que Operação Lava Jato está no fim, está enganado. Na área Internacional do Nestor Ceveró que ocorreu a compra superfaturada da refinaria do Pasadena em Texas, EEUU. Ainda há denúncia de envolvimento do Sérgio Machado na contratação de navios para transporte de petróleo. Para os que estão chegando agora, a nomeação do Sérgio Machado foi feito por atual presidente do Senado Federal Renan Calheiros. No esquema desenhado pelo MPF, a operação da lavagem do dinheiro sujo da ladroagem foi feito pelo Fernando baiano, que se encontra encarcerado na cadeia da Polícia Federal em Curitiba.



Isso é o capítulo referente à Operação Lava Jato. 
Mas tem muito mais coisas a considerar.

Outro capítulo tão importante para a sobrevivência da Petrobras se refere à baixa do preço internacional do petróleo. Nos últimos 6 meses, o preço do petróleo no mercado internacional caiu cerca de 45%, sendo o óleo tipo Brent cotado a US$ 60 e WTI cotado a US$ 55. As notícias internacionais consta que a OPEP que controla boa parte da produção do petróleo no mundo, 30 bilhões de barris, não vai diminuir a produção para retorno do preço aos níveis de 1 ano atrás. 



Segundo notícias internacionais, o movimento de baixa de petróleo deve perdurar pelo menos mais 2 anos. Explica-se. A OPEP vê como possíveis concorrentes as empresas que operam na exploração de gás do xisto e empresas que exploram os óleos nas camadas mais profundas. O nível de preço que a OPEP quer praticar, os atuais US$ 60 para Brent e US$ 55 para WTI tem como objetivo inviabilizar ou quebrar empresas que estão operando em alternativas aos petróleos mais baratos como são os da Organização. Este é o caso da Petrobras.

Se por um lado, o petróleo mais barato é benéfico para o Brasil que ainda depende de importação de petróleo, cerca de 1 milhão de barris dia, diferença entre o consumo estimado em 3,5 milhões de barris dia e produção de 2,5 milhões de barris dia equivalente em óleo, o preço baixo do petróleo é altamente prejudicial à Petrobras. É um paradoxo, porque para o País é benéfico por ser importador, mas é altamente prejudicial à Petrobras como produtora de petróleo do pré-sal.



Explica-se. Apesar da Petrobras dizer que o custo de produção do pré-sal é de US$ 45 o barril, consultores independentes estimam que o custo de produção do pré-sal pela Petrobras gira entre US$ 45 e US$ 60 cada barril. Digamos o preço internacional do petróleo do tipo pesado WTI sendo cotado a US$ 55 apenas cobriria o custo de produção do pré-sal brasileiro. Se bobear ou ainda se o preço do WTI cair um pouco mais do que o atual R$ 55, o pré-sal brasileiro ficará inviável comercialmente enquanto perdurar o petróleo barato no mercado internacional.

A Petrobras está produzindo cerca de 600 mil barris dia de óleo do pré-sal atualmente e a tendência é de aumento de produção neste segmento de exploração. A produção do petróleo do pós-sal está se exaurindo. Significa que o petróleo que traz lucro para a Petrobras está acabando e estrará em operação o petróleo do pré-sal, que na melhor das hipóteses vai empatar com o preço internacional ou inviável comercialmente. 

Lá se vão os sonhos dos royalties do pré-sal para financiar educação e saúde dos brasileiros. O tão esperado e festejado pré-sal do campo de Libra ficará a exploração jogadas para calendas gregas. Explica-se. Os anglo-holandeses Shell, a francesa Total e os chineses CNOOC, majoritários no campo de Libra com 60%, vão postergar os investimentos pelo menos enquanto perdurar o petróleo baixo.  A Dilma, os governadores e prefeitos que tirem logo o cavalo da chuva!



Ainda que o petróleo é uma riqueza finita, há muito petróleo barato no mercado internacional, além dos campos da OPEP. Os campos de pós-sal na costa ocidental africana, localizados entre costas da Nigéria e da Angola, tem reserva em abundância a custo de produção baixa, cerca de US$ 20 o barril. Apenas como comentário extra, a Petrobras entregou de mão beijada os 50% de participações nos campos de petróleo barato na costa ocidental da África para o grupo BTG-Pactual do André Esteves, sem licitações, ao preço de banana.

Quando a Refinaria Abreu e Lima e o COMPERJ entrar em operação, teremos o refino do petróleo o mais caro do mundo. Segundo consultores independentes, o custo de produção do petróleo das duas unidades em questão não sairá por menos de US$ 60 o barril de petróleo bruto. Economicamente seria mais barato e lucrativo para a Petrobras comprar os combustíveis e petroquímicos prontos do que processados nas refinarias da Petrobras. Seguramente, o consumidor pagará a conta da ineficiência da Companhia, novamente.



A perdurar o quadro de preço do petróleo no mercado internacional, literalmente, a Petrobras será uma empresa inviável sob ponto de vista da OPEP.  A Petrobras é uma Companhia com muitos problemas sob aspecto de governança corporativa.  A Petrobras é a cara do governo da presidente Dilma, um "pato manco", com certeza. A Petrobras com a confirmação da Graça Foster no comando continuará sendo o "mico" do mercado.



Petrobras é o retrato da Dilma!

#DilmaNaoMeRepresenta

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


sábado, 3 de janeiro de 2015

PT é uma quadrilha de ladrões, sim!


Infelizmente, tenho que negar a afirmação da fala do ex-ministro chefe da Secretaria Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho. Ele afirmou na transmissão de cargo para o Miguel Rossetto de que os petistas não são ladrões e que os que cometeram erros foram devidamente punidos. 

Gilberto Carvalho, você pode ser exceção à regra dentro do quadro do PT. Você deve sido tudo o que você tem falado para o público e para a imprensa. Você deve pertencer como maioria da classe média que tem um sítio com quitinete e um apartamento com financiamento do BB em 19 anos. Gilberto, você não deve servir como "padrão" do PT até porque foi afastado do cargo de expressão no segundo mandado da Dilma. 

Como prêmio de consolação ganhou o cargo de presidência do Conselho de Administração do Serviço Social da Indústria - SESI. Gilberto, pelos menos, nos próximos 4 anos você tem emprego garantido ao contrário de muitos brasileiros  de sua idade e formação, com salário mensal de R$ 36 mil, acrescidos de mordomias e benefícios que o cargo requer. Gilberto, o salário de R$ 36 mil não é qualquer um que ganha, ligeiramente superior aos dos ministros do STF! 

Gilberto, discordo de você, sobre o uso do "aparelho" do Estado nos últimos 12 anos para promover políticas sociais por seu partido, o PT. Gilberto, o Estado não é "aparelho" que pertence a um grupo de político ou a uma facção criminosa. O Estado brasileiro é de todos os brasileiros, de todos os 201 milhões de pessoas, composto por todas classes sociais, por todas cores da pele e de todas regiões do Brasil, inclusive os petistas.

Nota: No regime militar de 1964, os "aparelhos" eram as quadrilhas de terroristas, num destes fazia parte a Dilma. Igualmente o Alto Comando do Exército era conhecido como "sistema".

Gilberto, a presidente Dilma foi eleito não pela "quadrilha" de pobres, como você falou ontem. Não aprovo esta forma de discurso que é padrão do seu partido, o de divisão do País em classes sociais e de cores da pele. Esse bordão do PT de separação do País em pobres e ricos, brancos e negros e sulinos e nordestinos, não pega mais. Essa divisão de classes sociais e de cores da pele é invenção do partido que você pertence, o PT.

O Brasil, até aparecer o governo do PT, não era pregado esta divisão de classes. Gilberto, você próprio é exemplo de ascensão social, de sindicalista virou presidente do Conselho de Administração do SESI ganhando R$ 36 mil. Olhe no espelho, Gilberto Carvalho. Olhe, donde você veio e para onde vai, apenas porque você faz parte do "aparelho" do Estado petista como você disse.

E quanto aos colegas do PT que permanecem no poder, entre os quais a sua presidente Dilma, eles são "ladrões", sim. Gilberto, convenhamos, excluir a "facção criminosa" que comanda o "aparelho" do Estado dos malfeitos na administração, até agora desvendado, na Petrobras chega a ser ridículo. O grupo que você pertence não é "aparelho" dos tempos da ditadura militar, mas apenas "facção criminosa" no poder. 

Gilberto, somente na Petrobras, você sabe melhor do que eu, houve "ladroagem" de R$ 10 bilhões repartidos entre os membros da facção criminosa, entre os quais as figuras que você admira, presidente Lula e presidente Dilma. Ao defender a probidade dos ilustres presidentes você é no mínimo cúmplice de todos atos praticados por ambos. Felizmente, você diz que está fora dos malfeitos, mas os seus admirados presidentes estão mais sujos do que o "pau do galinheiro", Gilberto.

Gilberto, obrigado por ter me dado a motivação para minha manifestação de indignação contra a "facção criminosa" que apossou-se do Brasil nestes últimos 12 anos.



Gilberto, o PT é uma quadrilha de ladrões, sim!


Ossami Sakamori







sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Dilma nomeia lobo Simão para fiscalizar Petrobras.


O novo ministro chefe da CGU - Controladoria Geral da União Valdir Moysés Simão é citado no e-mail do Rodolfo Tourinho, atual presidente da Abdib - Associação Nacional da Indústria de Base e Indústria  de Base, dirigido aos principais executivos de empreiteiras indiciados na Operação Lava Jato. 

A cópia do e-mail foi apreendido na casa do presidente do grupo OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro. Entre outros e-mails, em um deles o Todolfo Tourinho escreve: "Acertada, finalmente com a Casa Civil nossa atuação direta junto aos diversos ministérios. Casa Civil continuará atuando diretamente no processo, mas iniciativas serão nossa. O que nos dá liberdade e agilidade". A informação é do jornal Estadão. Também, o jornal publica a justificativa da Casa Civil de que a interferência em assuntos ligados à administração pública faz parte da função da Casa Civil, em resumo.

O novo ministro chefe da CGU, já trabalhou como assessor da presidente Dilma, no cargo de coordenador do Gabinete Digital da Presidência da República. Foi presidente do INSS. Foi secretário executivo do Ministério do Turismo. A ele Valdir Moisés Simão recai suspeita de ter manipulado dados referente aos jornalistas Miriam Leitão e Carlos Sarderberg da Rede Globo na enciclopédia digital wikipedia utilizando computadores do Palácio do Planalto.

Na chefia da CGU - Controladoria Geral da União, o Valdir Moysés Simão será responsável pela defesa do patrimônio público, transparência e pelo combate à corrupção dos órgãos públicos, entre os quais o da Petrobras. 

Presidente Dilma não poderia ter indicado pessoa melhor do que o Valdir Simão para o órgão que tem função de controlar o patrimônio da Petrobras, objeto da Operação Lava Jato, na tentativa de "blindar" o nome dela da maior ladroagem da história que ocorreu na Petrobras. Também, na falta de informação sobre investigação da Operação Lava Jato é uma tentativa da Dilma de ter a informações privilegiadas na tentativa de tomar medidas preventivas. 

Valdir Moysés Simão

O fato é que Dilma que prometeu pacto nacional contra a corrupção, nomeia o lobo Valdir Simão para cuidar do galinheiro Petrobras.

#DilmaNaoMeRepresenta

Ossami Sakamori






quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

PIB do Brasil em 2015 será 2% negativo!


Dilma tomou posse como presidente da República para o mandato que começa hoje e termina no dia 31 de dezembro de 2018. As manifestações populares esperadas, de cerca de 30 mil pessoas, segundo release do Palácio do Planalto não ocorreram. Creio que 4 mil pessoas da segurança convocadas se equiparavam ao número de populares presente. 

Posto isto de lado, vamos aos comentários sobre o rumo do País neste ano de 2015.

O esboço da política econômica traçada pela nova equipe econômica, de contenção de gastos públicos e a meta de geração de superávit primário de 1,2% com promessa de alinhamento dos preços públicos, nos dá a noção do quadro econômico neste ano.

Os analistas econômicos são unânimes de que os gastos correntes do governo federal tem crescimento real ligeiramente superior a 6% ao ano. Com economia do ano de 2014 com crescimento pífio, fala-se em 0,14%, e gastos correntes crescentes, somado à meta de geração de superávit primário de 1,2% do PIB, não tem como economia crescer neste ano. 

Lembrando que no ano que passou, a Dilma teve que alterar a Lei da Responsabilidade Fiscal para camuflar o déficit primário.  Transformar o déficit fiscal em superávit fiscal terá necessariamente que a União conter os gastos públicos em grandes proporções, puxando o PIB para baixo. Estimo que a queda do PIB em 2015, relativo a contenção de investimentos do governo federal será de 1%.

Com o andamento da Operação Lava Jato na Petrobras, somado ao fato de inviabilidade da exploração do pré-sal devido ao alto custo da exploração em águas profundas, a Companhia vai desacelerar os investimentos. Só o valor do desinvestimento do sistema Petrobras, deve representar desaceleração de 1% do PIB em relação ao ano anterior.



Não tem mágica a fazer. No ano de 2015, o Brasil terá PIB negativo de 2%. O Brasil deverá experimentar o segundo PIB negativo dos últimos 13 anos. No ano de 2009, o País experimentou o PIB negativo em consequência da crise financeira mundial de 2008.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori




Dilma como cidadã não merece meu respeito!

Feliz Ano Novo!


Perante a Constituição da República, estou livre da presidente eleita Dilma desde primeira hora de hoje. Dilma Rousseff não é minha presidente (9h). O primeiro mandado da presidente Dilma terminou exatamente às 24 horas do dia de ontem. Até que a Dilma, eleita presidente para o segundo mandato, preste juramento em cumprir fielmente a Constituição da República perante o Congresso Nacional, o deputado Henrique Alves, presidente da Câmara, é o presidente da República Federativa do Brasil. 

Ufa, comecei bem o ano de 2015, pelo menos!

A posse é esperado com certa apreensão pelo Palácio do Planalto, segundo informações que dispõe a ABIN - Agência Brasileira de Inteligência. Teme-se manifestações da população com cartazes de "impeachment" da presidente Dilma. Na minha opinião, o povo brasileiro sempre foi ordeiro e não é desta vez que vai estragar a festa da democracia. Sim, a festa não será pela posse da Dilma, mas será pelo cumprimento da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

A apreensão é tamanha que, segundo a imprensa, o Palácio do Planalto, através do Secretário Geral da Presidência Gilberto Carvalho convocou os movimentos sociais para comparecer à cerimônia de juramento no Congresso Nacional, no período da tarde, 14 horas. Segundo release do Palácio do Planalto espera comparecimento de cerca de 30 mil manifestantes, pagos com dinheiro do contribuinte.

Ainda, segundo release do Palácio do Planalto, estão mobilizados 4 mil agentes de segurança, incluindo Exército, Polícia Militar e Polícia Civil. O Exército contribui com 2.500 militares convocados para este evento e colocou em prontidão outros 2.500 soldados para uma eventualidade. 

Isto é governo popular do PT. Houve necessidade de colocar 2.500 soldados do Exército para garantir a posse de um presidente da República, no caso a Dilma Rousseff. Esse tipo de mobilização do Exército para posse de um presidente, não se viu nem no período da ditadura militar.

O cenário lembra as posses dos presidentes bolivarianos que se mantém no poder com a garantia das Forças Armadas. Refiro-me aos presidentes Hugo Chávez, falecido, e Nicolás Maduro da Venezuela. Não é de estranhar que uma parte expressiva da elite brasileira receie que o governo do PT caminhe para o regime bolivariano. Não creio nesta hipótese. O grupo político que tomou conta dos três poderes da República, para mim, nada mais é do que uma "facção criminosa" de ladroagem de cofres públicos. 

Para leitores deste blog, quero afirmar e confirmar que continuarei sempre atentos para que a continuidade do regime democrático não sofra arranhões. Vamos ser claro, desde já, que somos contra o regime militar tanto quanto contra o regime dos militantes. Continuaremos implacáveis na defesa da democracia, seja de direita ou de esquerda.


Aos chefes e cúmplices da ladroagem dos cofres públicos não merecerão cumprimentos deste que escreve! Apenas, obedecerei a Dilma como meu presidente nos limites do cumprimento dos meus deveres constitucionais. A Dilma, como cidadã brasileira, não merece o meu respeito.

#DilmaNaoMeRepresenta

Ossami Sakamori