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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Crédito da imagem: Globo

O tabelamento do diesel pelo governo Temer parece ter vindo para ficar.  A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou nessa terça-feira, dia 5, a realização de audiência pública para colher no mercado propostas para uma "regulamentação" que defina prazos de reajustes de preços dos combustíveis. Isto vai terminar em tragédia!

Segunda a grande imprensa, a audiência será iniciada no dia 11 e permanecerá até o dia 2 de julho. A ideia é publicar a regulamentação no Diário Oficial no prazo de 40 a 60 dias. Segundo a ANP, ela valerá enquanto existir um monopólio de fato no mercado de refino no Brasil, atualmente dominado pela Petrobrás. Em outras palavras, a regulamentação ficará valendo para sempre, ou até que o novo presidente da República resolva endossar ou banir a regulamentação do preço de produto no setor privado. 

A primeira vista, parece coisa positiva, pois foi a maneira que o governo Temer encontrou para acabar com o movimento paredista dos caminhoneiros. O próprio movimento, parecia ser um movimento de iniciativa dos caminhoneiros autônomos, mas as investigações parecem confirmar que foi locaute das empresas de transportes de cargas. Ontem mesmo, a AGU mandou para o STF uma terceira lista de multas aplicadas às empresas de transportes que ultrapassa R$ 500 milhões. 

Seja como for, o fraco governo Temer resolveu "tabelar" o preço do diesel com desconto de R$ 0,46 por litro na bomba, que ficará valendo até o final de julho. À partir daquela data, o governo vai tabelar um novo aumento que ficará valendo para os outros 30 dias e assim consecutivamente.

Isto me lembra o "tabelamento de preços" do desastrado governo Sarney em 1986. À época, o tabelamento dos preços, acabou criando o desabastecimento generalizado de mercadorias. O governo Sarney ameaçou até laçar o boi no pasto, figurativamente, para garantir o abastecimento de carnes, pelo preço tabelado. O final do governo Sarney foi marcado pela "hiperinflação" decorrente da falta de mercadorias. A saída para a situação que se criou foi o Plano Collor, que impôs o confisco de poupança em 1990, uma outra triste lembrança da população.

A história mostra que o tabelamento dos preços ou o controle de preços pelo governo é comemorado "na entrada", mas "a saída" do tabelamento ninguém pode prever como vai ocorrer. Governo Temer, fraco, resolveu problema dos caminhoneiros com o "tabelamento" do preço de diesel. A medida é populista e o resultado será maléfico para a população no médio prazzo. Isto é como querer revogar a lei do Newton, a de gravidade, por decreto presidencial. 

Tabelamento do diesel não vai dar certo!

Ossami Sakamori

3 comentários:

  1. Nada nessa Banânia dá certo. Minha filha que cursa Direito, me explicou a farsa que é a Lei Maria da Penha que supostamente foi criada para dar proteção às mulheres. Para conseguir enquadrar nessa lei fajuta, antes a mulher tem que morrer ...
    Esses legisladores são todos um lixo

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  2. Sr Sakamori, não podemos esquecer do tabelamento dos fretes. Eu fico pensando como o Brasil não é sério. Os governos do Lula e Dilma abriram a torneira de crédito e facilitaram o financiamento de caminhões e causaram um aumento de oferta considerável no mercado e que somado à baixa atividade econômica (oferta e demanda) foi um grande causador do achatamento dos fretes. Essa distorção só acaba se o estado não mexer mais e deixar que o mercado chegue a um equilíbrio. Mas como a realidade não dá votos, o governo escolhe intervir ainda mais e agora quer tabelamento e fiscais ao estilo Sarney. O que desanima mais no Brasil é que não há evolução nem com os erros do passado! A vontade de salvar a própria pele dos governantes é tamanha que eles inviabilizam o país sem se preocupar com as gerações futuras. É triste, não acha?

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  3. E pessoal, estou começando a achar que os emergentes terão dificuldades com os juros, pois com o FED com viés de alta na taxa americana, vai causar um efeito cascata. Não vejo evolução na área fiscal no Brasil da época da Dilma e agora. Os ingredientes de um país de 5ª categoria continuam aí, infelizmente. Não se assustem com uma alta inflacionária e juros nas alturas, crescimento pífio. eu acho que chegou a hora de repensar o Estado Brasileiro.

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