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terça-feira, 12 de junho de 2018

Não adianta! A tendência do dólar é de alta no médio prazo!


Banco Central terá injetado no mercado financeiro, título denominado "swap cambial tradicional", desde 14 de maio até a próxima sexta, dia 15 de junho, volume equivalente a US$ 38,617 bilhões, na tentativa de acalmar o mercado de câmbio, especialmente o dólar. Mesmo assim, após queda provocada na segunda-feira, o dólar fechou ontem em estabilidade com cotação de R$ 3,71 e anda hoje em torno do mesmo valor.  Banco Central está é tentando "segurar" o dólar no atual patamar.  O certo é que a cotação está "artificial".  

É um jogo de queda de braço entre o Banco Central e o mercado financeiro. O mercado financeiro brasileiro está acompanhando o mercado financeiro internacional onde a moeda americana vem valorizando nos últimos meses em função do visível crescimento econômico dos Estados Unidos. O número de desempregado, que é o indicador mais importante na tomada de decisão do FED, o Banco Central americano, vem sofrendo queda contínua. Hoje, o número de desempregados nos Estados Unidos está abaixo de 4%, enquanto o do Brasil está acima de 13%. 

O temor do mercado financeiro brasileiro é que os investidores estrangeiros especulativos, aqueles que aplicam no mercado financeiro entre os quais o título do Tesouro Nacional, liquidem suas aplicações em moeda brasileira, comprando o dólar, para remetê-las ao mercado americano. Diante dos indicadores positivos nos Estados Unidos sobre o do crescimento da economia e da contração do desemprego, o Banco Central americano eleve a taxa de juros para "desaquecer" um pouco a economia. O movimento dos Estados Unidos é no sentido contrário ao do Brasil. 

Na revoada dos investidores estrangeiros para fora do País, a moeda americana fica pressionado na compra, provocando a alta do dólar ou a desvalorização do real. Isto não é movimento puramente especulativo do mercado de câmbio. Infelizmente, a economia dos Estados Unidos está dando certa e a economia do Brasil está dando errado. Não há Banco Central que segure o fluxo de capital, agora no sentido contrário, nem mesmo com a oferta de título cambial atrelado ao dólar. 

Alega o Banco Central, o que de certa forma justifica, a existência de Reserva cambial robusta para enfrentar situações de "desconforto". O Brasil possui, grosso modo, US$ 380 bilhões em Reserva cambial, que nada mais é do que "saldo médio" que o mercado financeiro internacional "exige" para manter o Brasil como país "solvente".  A manutenção da Reserva cambial, custa ao País, a manutenção desnecessária da dívida pública de cerca de R$ 1 trilhão, pagando taxa Selic, ou seja pagando juros reais próximo de 3,5% ao ano. 

Embora, o Banco Central afirme que o mercado cambial esteja sob controle, o volume de títulos atrelados ao dólar que está sendo ofertado em curto período de tempo, um mês, equivalente a US$ 38 bilhões ou equivalente a 10% da Reserva cambial, preocupa o mercado financeiro.  O "swap cambial tradicional" nada mais é do que uma dívida pública atrelada ao dólar, contraído pelo Banco Central ao invés do Tesouro Nacional. Nem é preciso lembar que a dívida do Banco Central é também dívida do governo federal. 

O presidente do Banco Central Ilan Goldfajn afirmou em entrevista que o mercado de cambio é de "livre flutuação". A afirmação do presidente do Banco Central é uma "meia verdade" ou uma "sofisma". Embora, o Banco Central não esteja vendendo o dólar da Reserva cambial, a venda de swap cambial é uma "intervenção" do Banco Central no mercado de câmbio. Intervenção é movimento contrário da livre flutuação. 

Diante do exposto, considero que a tendência do dólar é de alta, no médio prazo. 

Ossami Sakamori
(sem rede social).

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