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domingo, 1 de março de 2015

The Economist: Brasil não é bom lugar para se viver.


O jornal Estadão de hoje, dia1/3/2015, traz a integra da matéria da revista The Economist, que faz análise sobre a situação econômica do Brasil. Em poucas palavras, a matéria diz que atrás da aparente normalidade o Brasil vive situação de difícil saída. Na sequência o resumo do que foi dito pela revista acrescido de meus comentários. 

The Economist dá destaque ao endividamento do setor público brasileiro, estimado pela revistam em 66% do PIB, número bem distante do que o governo e imprensa brasileira divulga. O número é exatamente aquele que eu apresento nas minhas matérias, exceptuando a dívida do Banco Central que eu particularmente considero como dívida do setor  público.

A revista The Economist dá destaque também para o pagamento de juros pelo Brasil. A revista fala em R$ 311,4 bilhões os juros pagos pelo Brasil em 2014. O número aproxima muito do número que eu trabalho, que é próximo de R$ 320 bilhões, somente do governo da União.

Para mim, a novidade foi o número do endividamento externo do setor público e privado do Brasil, segundo The Economist, fornecido pelo BIS (Banco de Compensações Internacionais), que era de US$ 250 bilhões no final de 2014. Isto, de certa forma quebra a falácia do governo petista de dizer que o Brasil não tem dívida externa. De certa forma, desmascara a falácia do ex-presidente Lula.

A revisa The Economist chama atenção ao fato da população brasileira ter 46% da sua renda comprometido para pagamento de parcelas de financiamentos. Faz comparação com o endividamento do povo italiano que tem o comprometimento acima ao do brasileiro, mas que a taxa de juros pagos pela população é significativamente menor do que a taxa de juros pagos pelos brasileiros.

Em outras palavras também, a revista britânica fala de medidas contraditórias tomadas pelo governo brasileiro na formulação da política econômica, tal que acha pouco provável a saída simples da crise econômica que o Brasil se meteu. Não é palavra da revista The Economist, que usa da diplomacia para expressar a situação do País, mas traduzindo em nosso palavreado, o Brasil se encontra no atoleiro, de difícil saída.

Finalmente, a The Economist, termina a matéria dizendo na lata que: "numa economia que caminha para a recessão, este não é bom lugar para se viver".

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



5 comentários:

  1. Teremos que reverter esta situação logo após limpar o Brasil da corja dos Petralhas.

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  2. Parabéns. Em matéria objetiva, conseguiu explicar muita coisa. De fato a situação da economia brasileira não é fácil. E o pior: a nossa credibilidade se encontra muito fragilizada, o que dificulta a recuperação da economia.

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  3. Sakamori:

    Gostei da maneira sucinta em que você apresentou a matéria da The Economist, que apresentou uma imagem de muita imaginação para ilustrar esta matéria.

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  4. O próprio Banco Central admite uma dívida externa de 540.434 milhões de dólares, além de 3.130.453 milhões de reais em dívida interna bruta. Com as reservas internacionais em 362.424 milhões de dólares, fica fácil saber porque os juros e o câmbio não vão parar de subir tão cedo.
    Fonte: http://www.bcb.gov.br/pec/sdds/port/sddsp.htm?perfil=1

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  5. Só nós,otários tupiniquins achamos que vivemos num país (se é que se possa chamar isso de país).
    É preciso ler matéria de noticiosos internacionais para ver o que até cego vê.

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