sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Os três mosqueteiros do Bolsonaro

Crédito da imagem:  Estadão

Não tem notícias novas no front político.  A grande imprensa noticia que o candidato Jair Bolsonaro vem atendendo os seus apoiadores e a imprensa da sua casa no condomínio da Barra de Tijuca.  Até uma nova avaliação, os médicos do Hospital Albert Einstein não autorizaram o Bolsonaro da participação de quaisquer atividades fora da sua residência. 


O candidato Jair Bolsonaro anunciou oficialmente o nome dos três integrantes do prováveis ministérios. Deputado Onyx Lorenzoni, General Augusto Heleno e o economista Paulo Guedes, para ocupar respectivamente a Casa Civil, o Ministério de Defesa e o Ministério de Economia (englobando Fazenda e Planejamento).  Todos outros nomes anunciados pela grande imprensa, os outros 6 outros prováveis ministros, estarão ainda sujeitos às novas avaliações.  O candidato Bolsonaro, se eleito, terá que ter apoio do Congresso Nacional, portanto a preocupação nas indicações para os possíveis 15 ministérios.

Na política é assim.  Cada presidente se cerca de homens de confiança que o ajudarão na administração de uma máquina gigantesca que é o Executivo federal.  Os três homens, indicados oficialmente, pelo candidatos, serão uma espécie de filtro para várias demandas políticas, econômica e sociais que o País requer.  É um ato de bom senso.

O deputado Onyx, o general Heleno e o economista Paulo Guedes serão como os "três mosqueteiros" do romance histórico escrito por francês Alexandre Dumas.

Ossami Sakamori
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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Guinada do Bolsonaro e Haddad para o centro


Os candidatos Jair Bolsonaro do PSL e Fernando Haddad do PT fazem as guinadas para o "centro" com objetivo de tentar angariar os votos que foram dados aos candidatos que ficaram de fora do segundo turno por não terem alcançado os votos necessários.  O que se vê é a corrida para o centro por ambos candidatos, cada um a sua maneira.  

Segundo noticia da grande imprensa, a campanha do Fernando Haddad não vai mais utilizar preferencialmente a cor vermelha do PT.  Ainda segundo grande imprensa, o candidato do PT vai apresentar o ministério que agrade o mercado financeiro, com a guinada de 180º graus na sua postura ideológica.  Até visualmente vai se apresentar com cabelos devidamente aparados, segundo articulistas políticos.  Haddad, não mais visitará o Lula, no período da campanha eleitoral, na carceragem da Polícia Federal de Curitiba, deixando o tal encargo para Gleisi Hoffmann, presidente do PT.

Com aceno para os conservadores do centro, o candidato Bolsonaro, afirmou que não vai privatizar a Petrobras e a Eletrobras.  No caso do petróleo, Bolsonaro vai quebrar o monopólio da Petrobras no refino.  E no caso da Eletrobras, vai manter com a estatal o setor de geração, onde couber.  Bolsonaro considera ambas companhias essenciais para o governo direcionar o desenvolvimento do País. 

A guinada para o centro-esquerda, o Bolsonaro promete ampliar o programa Bolsa Família em valor de benefício e ainda promete criar 13º para os beneficiários do programa.  Segundo a grande imprensa, o Bolsonaro vai destinar cerca de R$ 100 bilhões para os programas sociais, com argumento de que o dinheiro viria do combate a corrupção e roubalheira dentro do programa.   Vamos apenas lembrar que a LDO de 2018 prevê cerca de R$ 30 bilhões ao programa Bolsa Família.  Certamente, a equipe econômica vai buscar a fonte ou as fontes de financiamento para viabilizar o que o candidato está prometendo.  

No decorrer do desenvolvimento da campanha, estarei informando aos meus leitores, o que, de essência, está sendo discutido e decidido pelas campanhas do Bolsonaro e Haddad.  Lembrando apenas aos leitores de que, seguindo a coerência deste blog, estarei votando contra o candidato do PT e sua corriola. 

Ossami Sakamori

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Os 9 homens do Bolsonaro



A grande imprensa dá destaque a equipe, parcial, do possível governo Bolsonaro, embora não confirmado, para compor os Ministérios.  Sem fazer nenhum comentário, vamos apresentar os ungidos pelo candidato Jair Bolsonaro.  Esta matéria, tem apenas caráter informativo.

Ministro chefe da Casa Civil:
Onix Lorenzzoni, deputado federal pelo DEM/RS












Ministério da Economia (que engloba Planejamento):
Paulo Guedes












Ministério da Educação e Cultura: 
Stravos Xanthopolos, ele é atual diretor de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância e ex-integrante da Fundação Getúlio Vargas.










Ministério da Saúde:
Henrique Prata, presidente do Hospital de Câncer de Barretos.










Ministério dos Transportes:
General de reserva Osvaldo Ferreira. 











Ministro de Defesa: 
General de reserva Augusto Heleno. 










Ministério de Ciência e Tecnologia:
Marcos Pontes, astronauta brasileiro, suplente do recém eleito Major Olímpio, PSL/SP













Ministério da Justiça:
Gustavo Bebianno, formado em direito pela PUC-RJ.









Ministério da Agricultura:
O ruralista Nabhan Garcia, presidente da UDR (União Democrática Ruralista). Ele é empresário do interior de São Paulo.









Os nomes ainda não confirmados, mas a grande imprensa apresentam como os prováveis ocupantes dos ministérios.  O candidato Jair Bolsonaro, segundo a grande imprensa, pretende reduzir o número de ministérios para 15, dos atuais 38. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Brasil não aguenta mais um poste!

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

A foto acima mostra a situação real da candidatura do Fernando Haddad ao cargo máximo da República.  A presidente do PT Gleisi Hoffmann acompanhado do candidato Haddad, segundo a Gazeta do Povo de Curitiba, visitando o Lula na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.  Isto acontece no dia seguinte à proclamação do resultado que sagrou-o disputar o segundo turno da eleição presidencial. 

O Lula vem comandando a campanha do PT à presidência da República desde a convenção partidária no mês de agosto.  Haddad se inscreveu, também, como advogado de defesa do Lula para poder ter acesso à carceragem da Polícia Federal.  Na prática, o ex-presidente Lula está comandando a campanha do candidato do PT à presidência da República, tal qual faz o traficante Marcola, de dentro de presídio de segurança máxima.  O PT pode estar obedecendo as leis de execuções penais, mas na prática, está desobedecendo o espírito da lei.  Seria o mesmo que o traficante Marcola estivesse passando instruções por escrito e gravado  para seus comparsas de dentro do presídio.   

Este blog vem alertando os desmandos do Lula e PT desde o início de 2012, muito antes da deflagração da Operação Lava Jato em 2014.  Fui contra a ladroagem que o PT praticou contra Petrobras e outras estatais.  Quando o PT, Lula e Dilma estavam com a popularidade de 77%, eu estava aqui, quase que solitariamente, denunciando e criticando a administração petista.  Diante do exposto, nem é preciso dizer que sou contra a candidatura do Haddad à presidência da República, tanto quanto fui contra a administração desastrada da Dilma.

  A quadrilha sob o comando do Lula

O Brasil não merece ser comandado por um presidiário, o Lula da Silva, de dentro d a carceragem da Polícia Federal de Curitiba.  O próximo dia 28, será decisivo para escolha do destino de todos  brasileiros.  Vamos pensar, vamos!

Brasil não aguenta mais um poste!

Ossami Sakamori

sábado, 6 de outubro de 2018

Brasil não é Venezuela e muito menos Turquia



Pesquisa Datafolha mostra que 69% da população acredita que melhor forma de governo é democracia.  Desde promulgação da nova Constituição da República, pós regime militar de 1964, a percepção do povo brasileiro em relação ao regime do governo, vem crescendo a cada eleição.  Respeitando os que acredita no regime de governos totalitários, tanto de esquerda como de direita, manifestado na campanha eleitoral do primeiro turno, estou a afirmar que estou do lado da maioria da população brasileira.  

A grande maioria da população nem entende o que é a ideologia.  O povo quer mesmo saber da oportunidade de trabalho e ter uma vida digna.  Que os pretendentes ao cargo máximo da República entendam de vez por toda que o povo não quer governos de extrema. O resultado da pesquisa mostra que o povo brasileiro não quer regimes totalitários.  O povo brasileiro não quer regime do Erdogan da Turquia ou do Maduro da Venezuela.  O povo brasileiro quer mesmo é a democracia prevista na Constituição da República de 1988.  

Não adianta o candidato da esquerda, o Haddad, tentar impor governo semelhante ao do Maduro ou o Bolsonaro tentar impor governo duro tal qual ao do Erdogan.  O povo quer mesmo é o respeito pela democracia.  E, ponto final.

Qualquer que seja o vencedor, Bolsonaro ou Haddad, os candidatos que parecem configurar para o segundo turno das eleições, o futuro presidente da República precisa do apoio do Congresso Nacional para aprovar e implementar as mudança que se propõe via leis ordinárias e ou pela emendas à Constituição da República.  O presidente que ousar enfrentar o Congresso Nacional, fora das normas legais e constitucionais, certamente, sofrerá revés e terminará como outros presidentes prepotentes, o Collor e Dilma.  

Felizmente, o Congresso Nacional é composto de maioria conservadora.  As bancadas dos ruralistas, evangélicas e da bala, são apenas exemplo das forças majoritárias conservadoras.  Pela composição do Congresso Nacional, que deverá manter as mesmas bancadas, deverá ser alicerce para os projetos do Executivo, seja quem for o vencedor no pleito presidencial. 

Na segunda-feira, saberemos o tamanho das bancadas, as já citadas.  E assim, mais uma vez, teremos certeza de que o Brasil não é Venezuela e muito menos Turquia. 

Boas eleições, amanhã, dia 7 de outubro!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O Executivo, o Legislativo e as reformas a partir de 2019


Sob o“presidencialismo de coalizão” vigente no Brasil, a formação de uma base parlamentar sólida é crucial para assegurar a governabilidade. Isto porque apenas o Congresso Nacional detém a palavra final sobre questões constitucionais. No contexto atual, importantes temas econômicos exigirão maioria qualificada (mínimo de 3/5 dos votos no Senado e na Câmara em dois turnos de votação) para serem aprovados. Iniciativas como a reforma da previdência, mudanças na legislação tributária e até na gestão de empresas estatais demandarão, portanto, bastante destreza nas negociações multipartidárias e formação de coalizões no Parlamento. Neste sentido, investigamos abaixo o perfil do Congresso que deve surgir após as eleições legislativas deste ano.

Em 2018, cada Unidade da Federação elegerá dois novos Senadores para um mandato de oito anos. Entretanto, no Senado, 32 dos 54 parlamentares que encerrarão seu mandato em 2019 já buscam a reeleição em 2018 e, com isso, a renovação de nomes tende a ser limitada. A composição final das bancadas no Senado* não será também muito distinta da atual e, em nossa avaliação, predominarão os políticos de centro-direita, com 64% das cadeiras projetadas (pouco abaixo da proporção histórica de 68%). Destaque para as siglas do MDB, PSDB, PT, DEM, PSD e PSB que juntas responderão por quase 3/5 dos votos no Senado e serão, assim, indispensáveis 

Gráfico Senado por ideologia

Gráfico Senado por partidos



O mesmo diagnóstico se aplica à Câmara dos Deputados. Todos os 513 cargos de Deputado Federal estão sendo disputados no pleito de 2018. Destes, 305 (ou 59,5%) tendem a ser reeleitos neste ano, implicando no menor índice de renovação (40,5%) desde 1990*. Findas as eleições de 2018, portanto, apenas 208 novos parlamentares devem conquistar espaço na Câmara. A atual hierarquia partidária será, com isso, preservada. As legendas do PT, MDB, PSDB, PP, PSD, PR, DEM e PDT continuarão a concentrar cerca de 3/5 dos votos durante a próxima Legislatura. Sob o ponto de vista ideológico, avaliamos que o perfil desta Casa tende a ser mantido. Confirmadas as projeções, os parlamentares de direita ou de centro-direita possuirão cerca de 62% das cadeiras a partir de 2019. Desde 1995, aproximadamente 64% da Câmara têm seguido esta linha.
Gráfico Camara por ideologia


Gráfico Camara por partidos



Desta maneira, as configurações do Senado e da Câmara não devem se modificar de forma expressiva após as eleições deste ano. Estimativas oficiais* sugerem que a renovação deve ser bastante limitada nestas Casas, sendo que as principais bancadas partidárias não sofrerão alterações relevantes. Ao preservar o seu perfil tradicional e bastante habituado à negociação, os velhos “caciques” da política brasileira exigirão habilidade política por parte da equipe do novo Presidente eleito. Esta habilidade será, então, crucial para o andamento das reformas econômicas ao longo do próximo mandato.
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*Cf. “Diagnóstico das Eleições 2018” e “Prognóstico sobre a futura Câmara dos Deputados”, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). Para o Senado, foram utilizadas também as pesquisas de intenção de voto compiladas pelo Poder360®.















Daniel Xavier, economista-chefe@DMI_Group

domingo, 30 de setembro de 2018

Hadda eleito, Lula será solto!



Ao ver uma imagem como esta acima, me dá vontade de vomitar.  Abri este blog no dia 15 de fevereiro de 2012, no meio do mandato da Dilma para combatê-la.  Ela é a pior espécie de gente que existe, burguesa de nascimento e militantes de esquerda contro Regime Militar de 64. Dilma é filha de um comerciante próspero que se enveredou pela militância da esquerda para tentar implantar um regime socialista no País.  

Dilma, perdeu mandato de presidente da República em 2015 por ter praticado "pedaladas fiscais", uma forma de contabilidade criativa que foi inventado pelo então Secretário do Tesouro.  Durante o seu mandato, foi praticado a pior espécie de "estelionato eleitoral", a redução da tarifa de energia elétrica em 20%.  Dilma tentou criar uma "sensação de poder de compra" na população, com dólar baixo ou real valorizado.  Deu no que deu!  O Brasil mergulhou em profunda depressão, a pior desde 1929.  Só não enxerga quem não quer!

Nestas eleições, da cela da Polícia Federal em Curitiba, o ex-presidente Lula, comanda a campanha eleitoral do PT e seus aliados.  Escolheu para substituí-lo como candidato à Presidência da República, impedido que foi pelo TSE baseado em Lei da Ficha Limpa, o intelectual e comunista, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo, o Fernando Haddad.  Intelectual, mas um "boneco de marionete" do Lula e da Gleisi. 

Fernando Haddad não deu conta de governar a cidade de São Paulo, motivo pelo qual não foi reeleito.  Haddad agora foi ungido pelo Lula para governar o País junto com sua corriola petista liderada pela presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, uma desqualificada.  O PT e sua corriola notabilizaram-se pela maior ladroagem que a história do Brasil já conheceu.  Não é por acaso que os principais dirigentes do PT são habitantes da Colônia Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Hadda eleito, Lula será solto!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Economia do Brasil. Os indicadores continuam sob atenção



Para que vocês que acompanham as matérias sobre a economia brasileira, preparei um resumo sobre os últimos indicadores da a tendência da economia até o final do ano.  Os números apresentados aqui, não representam a fotografia exata, do mesmo instante, dos diversos setores da economia.  As notícias são colocadas ao público em "pedacinhos" e ficam de difícil entendimento para os meus leitores.  No entanto, vamos lá, tentar. 

O número mais preocupante dentre todosos indicadores é sem dúvida ao que se refere ao endividamento líquido do governo federal, considerando o Tesouro Nacional e Banco Central. A dívida líquida do governo da União no final de agosto batia o assombroso número: R$ 3,785 trilhões. Grosso modo, a dívida líquida da União representa 55% do PIB previsto para este ano.  O que mais impressiona é que o País continua produzindo o déficit primário ou o "rombo fiscal", que deve terminar o ano ao redor de R$ 150 bilhões.  

O primeiro sinal positivo nas contas do governo é que, no mês de agosto, o resultado do Tesouro, arrecadação menos despesas, ficou em torno de R$ 9 bilhões. No entanto, no oceano do "rombo fiscal", o número é inexpressivo.  Vamos lembar que o déficit primário é o dinheiro que falta para cobrir as despesas do governo da União, sem incluir o pagamento de juros da dívida pública.  Importante destacar que o País cobre parte do pagamento de despesas correntes com dinheiro proveniente de novos empréstimos.  Não há dinheiro para pagar juros da dívida. O Brasil vem décadas "rolando" as dívidas contraídos pelo Tesouro Nacional. 

Apesar de dívida pública líquida alta, ao redor de 55%, no mercado financeiro internacional o Brasil se apresenta uma posição relativamente confortável, com reserva cambial ao redor de US$ 380 bilhões.  Esta reserva cambial, cerca de R$ 1,2 trilhão, se soma à dívida pública federal líquida para se chegar na dívida pública bruta.  Também, na dívida pública bruta, soma-se os créditos que a União tem junto ao BNDES e outros organismos de controle do governo federal. Não é divulgado, mas, estima-se que a dívida pública bruta, sobre os quais onera os juros, esteja em torno de R$ 5,5 trilhões. 

Outro indicador importante é a previsão do crescimento do PIB feito pelo Banco Central para 2018 em 1,4% ou previsão do IPEA de 1,6%.  Os números são divergentes porque o método de aferição é diferente.  Ainda assim, se considerarmos que  no ano de 2017, o Brasil cresceu 1%, o número para 2018 indica uma tendência de crescimento consistente para próximos anos.  Isto tudo, claro, depende da política econômica e monetária do novo presidente da República.

No cenário externo, o aumento de juros do título do governo americano estabelecido pelo FED, trouxe um certo alívio para o mercado de câmbio. No entanto, o dólar continua baixo para necessidade de incremento de vendas dos produtos brasileiros no mercado internacional, significa que o dólar está baixo ou real valorizado, se fizer paridade com valor real da nossa moeda.  Desta forma, a minha percepção é de que o dólar comercial deve oscilar entre R$ 4 e R$ 4,50.  No entanto, em matéria de política monetária, o que vale é o que "está na cabeça" do Ilan goldfajn e ninguém mais.   

No cenário externo, o que deveria deixar o País preocupado é o preço do petróleo no mercado internacional.  O mercado de óleo rompeu o teto psicológico de US$ 80.  Há previsão de que o petróleo deve buscar a cotação de US$ 100 cada barril. Refiro-me, sempre, ao do tipo Brent, petróleo leve.  O Brasil ganha de um lado para viabilizar com certa folga a exploração no pré-sal, mas perde a população com a alta de combustíveis na bomba.  No entanto o efeito cascata deve influir na inflação dos próximos meses.  Vamos acompanhar de perto, o mercado de petróleo.  

A inflação está sendo contida pela política monetária do Banco Central e sobretudo ao custo de grande número de desempregados, desalentados e sub-empregados, cerca de 40 milhões.  Outro número que diz respeito à população e é preocupante se refere ao número de inadimplente, cerca de 63 milhões de pessoas, que para o azar do povo está servindo para "freio" da inflação.   

A minha dúvida é se com o crescimento econômico acima dos atuais números, o Banco Central conseguirá conter a inflação em níveis civilizados como de hoje, ao redor de 4,5% ao ano. A política monetária baseada em contenção da inflação com "freio" da taxa básica de juros Selic, é um tremendo equívoco, no meu entender.  O Banco Central já sinalizou um pequeno ajuste, na taxa básica de juros Selic, atualmente em 6,5% ao ano.  Descontado a inflação, o Tesouro Nacional está sendo obrigado a pagar juros reais de 2%, considerado inflação de 4,5%.  Neste quesito, o Brasil está na contra mão dos países desenvolvidos que pagam juros negativos nos títulos de dívida pública.  O País entrou na cipoal de equívocos e está caminhando celeremente para uma situação de default.  

Mesmo com a conjuntura desfavorável, qualquer que seja o vencedor da eleição presidencial, a tendência de crescimento do Brasil, pífia que seja, parece ter vindo para ser definitivo.  Assim, teremos em 2018, o melhor Natal dos últimos 5 anos, se Deus quiser!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Bolsonaro, se eleito, manterá Ilan no Banco Central

Crédito da imagem: Folha

Segundo a Folha, caso Jair Bolsonaro se eleja presidente da República, a permanência do Ilan Goldfajn, o presidente do Banco Central do governo Temer será convidado a permanecer no cargo.  Ainda segundo a Folha, um convite formal não chegou a ser feito, mas o formulador da política econômica Paulo Guedes já teria sinal positivo para o nome de Ilan no comando do Banco Central. 

Segundo a Folha, na avaliação da equipe do candidato Bolsonaro, Ilan poderia ajudar a neutralizar a insegurança de investidores quanto à capacidade de Bolsonaro enfrentar dificuldades que já se apresentariam para o primeiro ano de mandato.  Paulo Guedes e Ilan já se encontraram duas vezes e falaram sobre o nervosismo do mercado com a eleição e sobre a alta do dólar.  Uma dessas reuniões entre Paulo Guedes e o Ilan Goldfajn da equipe do presidente Temer teria ocorrido após a internação de Jair Bolsonaro.

Só para lembar que o Banco Central é responsável pela política monetária, qual seja, a do cumprimento das metas de inflação e do regime de câmbio flutuante, pilares do Plano Real, implantado pelo presidente Itamar Franco e seguido fielmente pelo FHC e pelo Lula.  O Jair Bolsonaro, tanto quanto outros candidatos, deverão seguir rigorosamente as regras já consagradas no mercado financeiro nacional e internacional. Esta é a razão para que ele incline para manutenção do Ilan Goldfajn, da equipe do Michel Temer, à frente do Banco Central do Brasil.

Desta forma, conclui-se que a decisão de eleger o candidato Jair Bolsonaro é apenas uma mera questão eleger um candidato aparentemente viril para enfrentamento dos problemas do País.  O Brasil merece um presidente que use a razão do que explosão de emoções.  Com grande possibilidade de ser eleito, o candidato parece ter acordado para a realidade.  Os costumes de uma nação não se muda apenas pelos gritos e gestos.  Há que ter muitos diálogos e conversas para fazer do Brasil um grande país. 

Bolsonaro, se eleito, manterá Ilan no Banco Central. 

Em tempo: O candidato Alckmin já se manifestou, desde o início da campanha eleitoral, pela manutenção do Ilan à frente do Banco Central, se eleito. 


Ossami Sakamori


quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Pesquisas Eleitorais: as expectativas de vitória antecipam o vencedor?



Nas pesquisas de intenção de voto, uma pergunta que geralmente é feita aos entrevistados diz respeito à expectativa de vitória percebida por cada um. Neste quesito, o eleitor é defrontado com uma lista de nomes e, dentre estes, é estimulado a escolher qual candidato ele acha que vencerá a disputa independentemente do próprio voto.

Considerando as cinco eleições presidenciais desde 1998, eis alguns insights interessantes trazidos por este indicador:
Em 2014, de acordo com pesquisa CNT/MDA de 28/set, 61% do público entrevistado avaliava que Dilma Rousseff (PT) venceria as eleições daquele ano. Marina Silva (PSB) figurava na segunda posição (21,6%) e Aécio Neves (PSDB), na terceira (8,3%).A candidata petista venceu o segundo turno, em 26 de outubro de 2014, com 51,6% dos votos válidos.




Em 2010, a pesquisa CNT/Sensus de 28/set, trouxe Dilma Rousseff (PT) como a favorita a vencer a disputa daquele ano (74,1% das menções). Para apenas 13,4% do público, por outro lado, o vencedor seria José Serra (PSDB). Marina Silva (PV) figurava com 2,0% destas menções.Em 31 de Outubro de 2010, Dilma foi eleita a primeira Presidente mulher de nossa República.

Na corrida eleitoral de 2006, a pesquisa Ibope de 26/set mostrou que, para 73% dos eleitores, Lula (PT) conquistaria seu segundo mandato. As menções a Geraldo Alckmin e Heloísa Helena somavam, nesta ordem, apenas 16% e 1% da amostra.O então presidente Lula foi reeleito em segundo turno, em 29 de outubro de 2006, para mais quatro anos de governo no Brasil.

Segundo a CNT/Sensus de 29 de setembro de 2002, Lula (PT) seria o vencedor daquelas eleições para 59,4% do público. O tucano José Serra ocupava o segundo lugar (11,8%), seguido por Garotinho (6,7%) e Ciro Gomes (4,2%).Lula (PT) conseguiu eleger-se presidente com quase 53 milhões de votos no segundo turno, ocorrido em 27 de outubro de 2002.

Por fim, na pesquisa CNT/Vox Populi referente a 22 de junho de 1998*, o favoritismo de FHC era evidente (51% dos entrevistados acreditavam que ele venceria aquele pleito). Lula ocupava a segunda posição (25% das menções), seguido por Ciro Gomes (5%). O então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi reeleito em primeiro turno, em 4 de outubro de 1998, com cerca de 53% dos votos válidos.

Desta forma, os dados que retratam o favoritismo percebido pelo eleitor têm apontado para o candidato vitorioso com certa consistência, especialmente nos levantamentos realizados pouco antes do primeiro turno.

A opinião do público sobre o desfecho das eleições, baseada em um vasto conjunto de informações, parece ser um indicador bem relevante.
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*Não foram encontrados levantamentos sobre favoritismo eleitoral durante setembro de 1998.













Daniel Xavier, economista-chefe @DMI_Group

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Pela Democracia, pelo Brasil

Crédito da imagem: Isto É


Somos diferentes. Temos trajetórias pessoais e públicas variadas. Votamos em pessoas e partidos diversos. Defendemos causas, ideias e projetos distintos para nosso país, muitas vezes antagônicos.

Mas temos em comum o compromisso com a democracia. Com a liberdade, a convivência plural e o respeito mútuo. E acreditamos no Brasil. Um Brasil formado por todos os seus cidadãos, ético, pacífico, dinâmico, livre de intolerância, preconceito e discriminação.
Como todos os brasileiros, sabemos da profundidade dos desafios que nos convocam nesse momento. Mais além deles, do imperativo de superar o colapso do nosso sistema político, que está na raiz das crises múltiplas que vivemos nos últimos anos e que nos trazem ao presente de frustração e descrença.
Mas sabemos também dos perigos de pretender responder a isso com concessões ao autoritarismo, à erosão das instituições democráticas ou à desconstrução da nossa herança humanista primordial.
Podemos divergir intensamente sobre os rumos das políticas econômicas, sociais ou ambientais, a qualidade deste ou daquele ator político, o acerto do nosso sistema legal nos mais variados temas e dos processos e decisões judiciais para sua aplicação. Nisso, estamos no terreno da democracia, da disputa legítima de ideias e projetos no debate público.
Quando, no entanto, nos deparamos com projetos que negam a existência de um passado autoritário no Brasil, flertam explicitamente com conceitos como a produção de nova Constituição sem delegação popular, a manipulação do número de juízes nas cortes superiores ou recurso a autogolpes presidenciais, acumulam declarações francamente xenofóbicas e discriminatórias contra setores diversos da sociedade, refutam textualmente o princípio da proteção de minorias contra o arbítrio e lamentam o fato das forças do Estado terem historicamente matado menos dissidentes do que deveriam, temos a consciência inequívoca de estarmos lidando com algo maior, e anterior a todo dissenso democrático.
Conhecemos amplamente os resultados de processos históricos assim. Tivemos em Jânio e Collor outros pretensos heróis da pátria, aventureiros eleitos como supostos redentores da ética e da limpeza política, para nos levar ao desastre. Conhecemos 20 anos de sombras sob a ditadura, iniciados com o respaldo de não poucos atores na sociedade. Testemunhamos os ecos de experiências autoritárias pelo mundo, deflagradas pela expectativa de responder a crises ou superar impasses políticos, afundando seus países no isolamento, na violência e na ruína econômica. Nunca é demais lembrar, líderes fascistas, nazistas e diversos outros regimes autocráticos na história e no presente foram originalmente eleitos, com a promessa de resgatar a autoestima e a credibilidade de suas nações, antes de subordiná-las aos mais variados desmandos autoritários.
Em momento de crise, é preciso ter a clareza máxima da responsabilidade histórica das escolhas que fazemos.
Esta clareza nos move a esta manifestação conjunta, nesse momento do país. Para além de todas as diferenças, estivemos juntos na construção democrática no Brasil. E é preciso saber defendê-la assim agora.
É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós.
Prezamos a democracia. A democracia que provê abertura, inclusão e prosperidade aos povos que a cultivam com solidez no mundo. Que nos trouxe nos últimos 30 anos a estabilidade econômica, o início da superação de desigualdades históricas e a expansão sem precedentes da cidadania entre nós. Não são, certamente, poucos os desafios para avançar por dentro dela, mas sabemos ser sempre o único e mais promissor caminho, sem ovos de serpente ou ilusões armadas.
Por isso, estamos preparados para estar juntos na sua defesa em qualquer situação, e nos reunimos aqui no chamado para que novas vozes possam convergir nisso. E para que possamos, na soma da nossa pluralidade e diversidade, refazer as bases da política e cidadania compartilhadas e retomar o curso da sociedade vibrante, plena e exitosa que precisamos e podemos ser."
Miguel Reale Jr. e outros