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terça-feira, 17 de abril de 2018

Dólar com tendência de alta!


Notícia que está estampada, apenas nos cadernos de economia da grande imprensa, poderá mexer com a vida do povo brasileiro.  O presidente do Federal Reserve, o Banco Central americano, William Dudley, disse nessa segunda feira, dia 16, que a instituição aumentará os juros em três ou quatro ocasiões ainda neste ano. Em março, o FED (Federal Reserve) já tinha aumentado os juros em 0,25%, variando a taxa básica de juros  americanos de 1,5% a 1,75%.  O fato é que isto vai trazer consequências para a economia no Brasil.

A preocupação do Banco Central americano é com o aumento da demanda em função do crescimento econômico do país, que andam ao redor de 2% ao ano. Com aquecimento da demanda, há uma tendência da volta da inflação nos Estados Unidos. Nisto os americanos estão atentos. O Banco Central americano baliza a taxa de juros básicos em função da taxa de desemprego e da demanda do consumo, ao contrário do Banco Central brasileiro que baliza a taxa básica de juros em função da necessidade de cobrir os gastos públicos. 

O Banco Central brasileiro, de certa forma, foi pego de surpresa. Esperava-se aumento da taxa básica de juros americanos ainda no decurso do ano, mas não na velocidade anunciada pelo presidente do Federal Reserve.  Em função da notícia, a esperada redução da taxa básica Selic, em pelo menos, mais uma vez neste ano, poderá não ocorrer. O novo cenário indica que o dólar poderá experimentar novas altas em função da saída dos investidores especulativos, que poderão optar pela aplicação em títulos do Tesouro americano ao invés de títulos do Tesouro brasileiro. 

No meu entender, a alta do dólar (real desvalorizado) virá para corrigir distorções que tem causado a moeda brasileira valorizada, como está. Os sucessivos governos e o atual não é diferente, tem tendência de deixar o dólar desvalizado ou o real valorizado para causar a "sensação do poder de compra" ou a "sensação de apoderamento" da classe "emergente" brasileira. Quem ganha é o setor agropecuário. Quem perde é a população como todo, com o provável aperto monetário, justamente no momento em que se encaminhava para um certo afrouxamento. 

O fato concreto é que espirro do Dudley deverá causar consequência de um vendaval para o Brasil.

Ossami Sakamori








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