sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Petrobras tem prejuízo de R$ 113 bilhões!


O maior "mico" da história do País, a capitalização ou aumento de capital realizado com muito estardalhaço pelo presidente Lula em 2010, onde teoricamente evaporou US$ 9 bilhões de lucros da Petrobras, que seria o "troco" que a Companhia "iria" receber da União, literalmente, virou "pó". 
Ganhou a União, porque não haverá nenhum reembolso da parte da União para com a Petrobras. Perdeu a Petrobras com o ganho "virtual" de US$ 9 bilhões, que não acontecerá mais. E muito mais, o analista do Bradesco não levou em conta o prejuízo que a Petrobras deverá contabilizar, conforme manda a boa governança corporativa, o prejuízo financeiro devido ao novo patamar de preço no mercado internacional de petróleo.
Conforme os dados fornecido pelo analista do Bradesco, por ocasião da capitalização os 5 bilhões de barris do campo de Tupi, entrou como cota parte da capitalização por parte da União em US$ 42,53 bilhões, equivalente na data de ontem a R$ 113 bilhões. Pois, este valor, se feito reavaliação do ativo pelos auditores independentes simplesmente não existe. 
Explico.
A média de custo de produção do pré-sal do campo de Tupi, conforme a própria declaração da Petrobras é de US$ 50 o barril. Os 5 bilhões de barris do campo de Tupi teve custo onerosa de US$ 8,51 o barril. Sendo assim, o custo do petróleo do campo de Tupi, pré-sal, é de US$ 58,51 para a Petrobras.
Como o preço internacional do petróleo, do tipo WTI que é a qualificação do tipo do petróleo do pré-sal está em torno de US$ 45 o barril, a cada barril de petróleo que é produzido no campo de Tupi a Petrobras leva prejuízo de US$ 13,51 o barril. Enquanto perdurar a situação de preços baixos no mercado internacional de petróleo, a Petrobras pagará para extrair o petróleo, se comparado com o preço que a Companhia tivesse que importar o mesmo produto no mercado internacional.
Resumindo. 
A Petrobras, se for empresa séria com comprometimento à governança corporativa, a Companhia após devida reavaliação do preço do ativo sobretudo do campo de Tupi, deveria lançar como previsão para prejuízo sobre este ativo em R$ 113 bilhões na cotação do dólar de ontem. 
Na sequência o parecer do analista do Bradesco, no meu entender incompleto. O buraco do prejuízo é muito mais para baixo! 
Veja o que diz o analista Julio Cesar Rocha do Bradesco.
A queda vertiginosa dos preços do petróleo poderia ajudar a Petrobras na renegociação dos valores pagos pelos 5 bilhões de barris adquiridos pelo regime de cessão onerosa no processo de capitalização, em 2010. Na ocasião a estatal pagou uma média de US$ 8,51 por barril de petróleo. Os 5 bilhões de barris tiveram seu preço calculado em US$ 42,53 bilhões, com renegociação marcada para começar agora, já que era preciso confirmar os volumes, os custos de produção e considerar preços do petróleo antes do início da produção efetiva.
Se o cenário atual de preço de petróleo fosse usado como base para a revisão do contrato, a Petrobras teria pouco menos de US$ 9 bilhões para receber de "troco" do governo neste ano ou no próximo, quando o processo for concluído. Seria um grande alívio para o caixa da companhia, já que ela não vai acessar o mercado de capitais este ano devido às repercussões da Operação Lava-Jato nas demonstrações financeiras (inclusive para a não divulgação delas). Contudo, a estatal não terá direito a receber esse ajuste.
O contrato firmado entre a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) em 2010 não é claro sobre qual o preço de petróleo que deve ser usado na renegociação das condições, que será concluída agora, após a declaração de comercialidade, no fim de dezembro, do sexto e último bloco que fazia parte do pacote da cessão onerosa, o Entorno de Iara. Na época, as certificadoras contratadas pelas duas partes usaram como referência um preço de venda do barril a US$ 80 ou acima disso, a depender do cenário simulado. Os preços da commodity, no entanto, começaram a cair de forma acentuada no quarto trimestre do ano passado e ontem o barril - tanto WTI como Brent - estava próximo de US$ 48.
Quando trata das condições econômicas a serem usadas na revisão contratual, o documento diz que "o preço de referência será igual à média das cotações de fechamento no mês anterior à data de referência para a revisão do petróleo Crude Light West Texas Intermediate - WTI, em US$/barril, divulgadas pela bolsa de valores NYMEX, para o contrato futuro de décimo oitavo vencimento, menos o diferencial em relação ao petróleo Brent".
Não fica claro, contudo, qual é essa "data de referência". Se fosse hoje, valeria uma cotação próxima de US$ 63 por barril, no contrato de agosto de 2016, o que gera a diferença de US$ 9 bilhões mencionada acima, mantido tudo mais constante.
Procurada para esclarecer o assunto, a Petrobras informou que o contrato "não determina de forma expressa qual será o marco temporal para fixar o valor a ser utilizado pelos certificadores no fluxo de caixa". Mas afirma que o "governo e a Petrobras, interpretando sistematicamente o contrato de cessão onerosa, entenderam que a data a ser utilizada como referência é a data de declaração de comercialidade de cada bloco, uma vez que esta data é definida pela cláusula 8.2 como marco temporal que dá início ao processo de revisão".
Como a declaração de comercialidade dos cinco primeiros blocos ocorreu antes da queda recente do petróleo, entre dezembro de 2013 e setembro de 2014, a estatal, se continuar com esse entendimento, não se beneficiará da queda do óleo.
As negociações com a ANP já começaram e a agência contratou novamente a certificadora Gaffney, Cline & Associates para refazer as estimativas de reservas. A certificadora da Petrobras continua sendo a DeGolyer & MacNaughton (D&M).
O preço do petróleo não será a única variável que terá que ser considerada nessa revisão. Condições de produção, preço dos equipamentos, rapidez da exploração da área, qualidade do petróleo e a produtividade dos campos - que até agora se mostrou altíssima - terão que ser consideradas.
Sobre o atual estágio das negociações, a Petrobras informou ao Valor que "não pretende comentar antecipadamente a perspectiva de resultado do processo de negociação com o governo federal". Mas deixou claro que "o cenário de preços corrente não é relevante para esse processo".
Julio Cesar S. Rossi
Bradesco Corretora – Mesa Alta Renda

Ossami Sakamori



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Rede Globo & cia. são comprados pela Dilma.

Crédito da imagem: Estadão

A nomeação do Ricardo Berzoini, ideologicamente ligado à presidente Dilma, para o Ministério de Comunicações, no segundo mandato da presidente é como colocar espada na cabeça dos donos das maiores empresas de comunicações e de telecomunicações do País.

Os principais veículos de comunicações televisivas como a Rede Globo, Rede Record e SBT perceberam mais do que depressa que a nomeação do Ricardo Berzoni como ministro de Comunicações e acumulando função de distribuição de verbas publicitárias do governo federal e de suas empresas controladas, o controle "informal" sobre a mídia veio para ficar, pelo menos neste segundo mandado da Dilma.

As três empresas televisivas Rede Globo, Rede Record e SBT respondem por mais de 70% de audiência. Somado ao grupo de mídia, os jornais Valor Econômico, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, que estão direta ou indiretamente ligado a Rede Globo, dá o tom às notícias no Brasil. Alguns ensaios de oposição ao governo Dilma é feito pela Rede Band dos Saads, com pequena audiência em nível nacional. 

A revista Veja é único veículo que tem como bandeira a oposição ao governo dos presidentes Dilma e Lula. Felizmente, o grupo Abril não tem mais o controle dos Civitas. E felizmente, não tem a mídia televisiva que depende das concessões do governo federal. As mídias impressas no Brasil não depende da concessão do governo federal. Infelizmente, ainda assim, depende das generosas verbas publicitárias das empresas controladas pelo governo federal como a Petrobras, a Eletrobras e os Correios.

A mídia brasileira, comprada pelo governo federal, apenas divulga os releases do Palácio do Planalto, sem tecer comentários. Fazem questão de divulgar com estardalhaço os "sacos de bondades" mas não divulgam com devido destaque os "sacos de maldades".  Os debates promovidos sobre os "sacos de maldades" não são feitos com profundidade. Os debates promovidos pela Globo News da Rede Globo são tendenciosas ou no mínimo superficiais. 

O equívoco da equipe econômica do segundo mandato da presidente Dilma, como pagamento de elevada taxas de juros das dívidas públicas internas do Tesouro não é tratado como parte do "erro sistêmico" da política econômica. Igualmente, o "engessamento" do dólar pelo Banco Central nos atuais patamares, mediante emissão de títulos atrelados ao dólar, somente com intuito de "segurar" o real valorizado, que faz também do "erro sistêmico" da política econômica, não é tratado como tal. 

Em essência, pouco mudou a política econômica do governo Dilma, com nomeação do "salvador da pátria", Joaquim Levy para a Fazenda.

O problema brasileiro não é apenas questão de ajuste fiscal e de realinhamento de preços administrados. Digo que a equipe econômica tenta mexer as "maquiagens" mas não ataca de fundo em as questões de "cerne".  Estas questões não vão conduzir o Brasil ao caminho do crescimento sustentável. Enquanto o País estiver dependendo de atrair investimentos estrangeiros pagando os juros reais o segundo mais alto dos 40 maiores economias do mundo, o desenvolvimento sustentável não virá.  Não se iludam. 

O assunto que tenho colocado em pauta, o reajuste para baixo do preço dos combustíveis em nível de consumidor, ajustando ao preço internacional do petróleo, para minha tristeza não são debatidos ou dado destaque pelas mídia que controla a opinião pública.  Sim, quem viu Rede Globo, Record e SBT ou Valor Econômico, Estadão ou Folha de São Paulo, comentar sobre o assunto? Não é possível que o debate fique restrito no âmbito deste modesto blog. Se o Brasil fosse país sério, já teríamos mobilizado pela participação da mídia, milhões de brasileiros na rua.

Se a mídia não se posicionar em questões fundamentais da economia, enfrentando o próprio governo federal, o Brasil continuará sendo apenas País exportador de commodities, tão igual quanto ao tempo do império.  Se o País como todo, não mudar de comportamento, seremos eternamente dependente de dinheiro dos agiotas internacionais para rolagens das dívidas internas do Tesouro. Seremos também eternamente dependente de produtos manufaturado pelas próprias empresas brasileiras na China, criando empregos e divisas para os chineses.  Só cerrando dentes para aguentar tal conjuntura, sendo cidadão brasileiro que ama o País.

Rede Globo & cia são comprados pela Dilma.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Dilma, exijo gasolina a R$ 2,20 !


ou

Muita sacanagem do governo Dilma. Joaquim Levy em entrevista à imprensa disse que o governo fará ajustes na economia e das contas fiscais não com pacotes de medidas econômicas. Disse Levy que o governo não prepara nenhum "saco de maldades". Isto é um deboche com o povo brasileiro. Aumento de impostos num ambiente totalmente favorável devido a baixa do petróleo é chamar o povo brasileiro de otário.

O Banco Mundial já tinha manifestado há poucos dias que devido ao preço baixo do petróleo, as 40 maiores economias do mundo deve ter incremento de crescimento de 05% do PIB em 2015. Pois, ontem, o valor do petróleo fechou em US$ 45,95 o barril, o tipo Brent, após alcançar o valor mínimo de US$ 45,23, menor patamar desde março de 2009, auge da crise financeira mundial de 2008.

Vocês vão dizer, o que tem a ver o "saco de maldade" do Levy com a baixa de petróleo no mercado internacional?Respondo. Tem tudo a ver!



Vamos lembrar  que os combustíveis foram reajustados no início de novembro de 2014, logo após o término das eleições, quando sagrou vencedora a Dilma como presidente da República. A justificativa do governo e da Graça Foster era de que estaria ajustando ao preço "paridade" com mercado internacional de petróleo. Aliás, isto foi sempre o discurso da Graça Foster, o de praticar preço "paridade" dos combustíveis entre mercado interno e internacional.

Na época do último reajuste de combustíveis, o preço médio de petróleo estava sendo contado a US$ 80 o barril. Utilizando o preço de referência de ontem de US$ 45 o barril, considerando ainda a desvalorização do real neste período a baixa do petróleo bruto é de cerca de 40% em relação àquele praticado pela Petrobras. Petrobrás está com folga de caixa na mesma proporção, em tese.

Eu já escrevi matéria sobre o mesmo tema, "Dilma, quero gasolina a R$ 1,80" em 8/1/2015. Pois, aproveito do gancho do ministro Joaquim Levy para fazer ajuste ao preço "referência" de R$ 1,80 para R$ 2,20 incorporando o CIDE de 20% na refinaria incorporando a medida do "sado de maldades".

O ministro Joaquim Levy cogita em elevar o alíquota do CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, dos atuais 0,01% para algo como 20% nos preços de combustíveis sobre o preço em nível de refinaria. Admitindo isto, o meu preço "referência" passará a R$ 2,20 pós "saco de maldades".

Eu tiro chapéu para a Dilma. Ela sabe que pode fazer "do gato o sapato" com o povo brasileiro. O povo é otário! O povo é preguiçoso! Aliás, faço parte desse povo. Sou otário e preguiçoso como os 201 milhões da população brasileira. Só sabemos criticar depois de Dilma tirar as medidas do "saco de maldades", mas nada fazemos preventivamente. Somos covardes suficiente que preferimos "zona de conforto" do que confrontar com este governo predatório. 

A imprensa brasileira vai na contramão das empresas de informação do mundo todo. Lá fora, a imprensa critica, levanta a lebre e cumpre o seu papel de ser o estopim de manifestações públicas, como o último acontecido no episódio "Chalie Hebdo" em Paris. Com exceção à revista Veja e outros veículos da Editora Abril, todos outros são "parasitas" do governo federal, mamando nas tetas das verbas bilionárias (R$). E o povo brasileiro que só sabe utilizar a lei do Gerson, a de tirar vantagens de tudo. 

Dilma e Levy estão perdendo a grande e única oportunidade de fazer ajuste na economia sem custo social alto, aproveitando-se do momento único da baixa de petróleo no mercado internacional. Se não houver reajuste para baixo do preço de combustíveis, há motivo suficiente para tirar ilações de que o rombo causado pela ladroagem na Petrobras é muito maior do que já foi falado e confirmado pela Operação Lava Jato. 



Dilma, exijo gasolina a R$ 2,20 !

#QueroGasolina220

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



Trens metropolitanos de São Paulo por Leoni

Reprodução do comentário postado na matéria sobe Malha ferroviária no Brasil por Leoni. 

Já vou avisando que a matéria é puramente técnica, nada a ver com a denúncia de carteis do Metropolitano de São Paulo.



Há um consenso entre a maioria dos especialistas em transporte ferroviário que a uniformidade de bitola e a forma de alimentação elétrica é o fator que mais contribui para a economicidade do êxito comercial de um sistema ferroviário, de carga ou passageiro, e não, a dimensão da bitola, propriamente dita. 

Os operadores metrô-ferroviários buscam obstinadamente a movimentação fácil, rápida e confiável do tráfego em suas linhas, independentemente do tipo de bitola utilizado. Por isso; “A uniformização da bitola devem focar na direção do tipo de bitola que oferece menores custos de implantação, manutenção, operação além de minimizar e racionalizar os estoques e facilitar as expansões futuras”. 

No caso das cinco linhas de metrô existentes em São Paulo, com bitolas diferentes, 1,43 m e a de 1,6 m, em que seja planejada uma alteração na operação e os trens de bitola 1,43 m passem a compartilhar o tráfego na linha de bitola 1,6 m, serão necessárias modificações estruturais importantes. 

Nesse caso, seria mais adequada a colocação de um trilho interno na via de bitola larga, para estreitar a bitola, transformando, assim, a via de bitola larga em bitola mista. 

Entretanto, essa transformação é inviável e acarretaria em sérios problemas nas plataformas de embarque e desembarque, uma vez que o trem de bitola 1,43 m não conseguiria entrar nas plataformas existentes da linha de bitola larga, devido á dimensão de sua seção transversal, que é praticamente a mesma do trem de bitola 1,6 m. 

Além disso, haveria a necessidade de adaptações na captação de energia dos trens de bitola 1,43 m, que pode ser aérea ou por terceiro trilho, é o que ocorre hoje com os trens da linha 5-Lilás não poderão interpenetrar em “Y” com os da linha 2-Verde e nem vice versa na futura integração na estação da Chácara Klabin, pois além da diferença da bitola, largura da carruagem e a forma de alimentação elétrica, linhas-1,2 e 3 terceiro trilho 750 Vcc, linha-5 pantografo catenária 1500 Vcc.

O Metrô SP esclareceu, em nota oficial em seu site, que seus trens foram concebidos originalmente com bitola larga de 1,6 m por ser tradição das ferrovias brasileiras e essa decisão direcionou a implantação das três linhas iniciais, a Linha 1-Azul, a Linha 3-Vermelha e a Linha 2-Verde. 

As interligações entre essas três linhas cumpriram um papel estratégico na construção do metrô, por etapas, das linhas 2 e 3, apoiadas pelo pátio de manutenção e estacionamento de trens da linha 1-Azul, em Jabaquara. 

Tendo em vista a expansão da malha metroviária na capital paulista, a construção da Linha 4-Amarela foi projetada para ser implantada de uma única vez, com frota de trens e pátio próprios, com a intenção de ser operada por terceiros, como já ocorre no Metrô do Rio.

A proposta de autonomia operacional da linha 4-Amarela e a futura 6-Laranja não invalida sua grande integração com o transporte público existente, já que se conectará diretamente com as linhas 1, 2, 3, e 5 do Metrô e com toda a malha de trens da CPTM.

Segundo o Metrô SP, a escolha da bitola 1,43 m foi amparada em várias vantagens de natureza construtiva e operacional, como a construção de túneis de menores dimensões, com redução de custos de escavação, sem perda de espaço para todos os sistemas e equipamentos necessários a uma operação eficiente, que seguiram uma tendência consagrada em nível internacional. 

O Metrô de SP partiu da premissa que grande parte dos sistemas de transporte sobre trilhos em todo o mundo, especialmente os metrôs, adotaram a bitola 1,43 m, considerando o maior desenvolvimento tecnológico nela concentrado e a consequente economia de escala na produção, que permite a diminuição nos valores de aquisição dos equipamentos, bem como menor tempo para o recebimento das encomendas e, ainda, possibilidades maiores de escolha entre os fornecedores do mercado mundial. 

Cabe ressaltar que não há registro de estudos comprobatórios desta tese defendida pelo Metrô de SP quanto à escolha da bitola 1,43 m, principalmente em relação aos custos de construção mais baixos, em comparação com a bitola 1,6 m, além de que o gabarito para construção dos tuneis, e as dimensões das carruagens são exatamente iguais.

Vale lembrar que há um mito comprovado no setor metro ferroviário que existe material ferroviário em bitola 1,43 m “Em para fornecimento imediato pelos maiores fabricantes mundiais, e que os mesmos já possuem projetos prontos e peças sobressalentes em estoque, para fornecimento imediato”, o que são várias inverdades. Mesmo em bitola 1,43 m, cada projeto de material ferroviário tem especificações próprias, com características construtivas exclusivas e exigências de desempenho distintos.

Quaisquer fabricantes de material rodante metro ferroviário demoram, acima de um ano e meio para entregar as encomendas, independentemente da bitola.

Existe experiência brasileira recente comprovada de que essa tese de que não existe material ferroviário 1,43 m em estoque, em função dos cronogramas de entrega dos trens adquiridos para os metrôs de Salvador e São Paulo, que são semelhantes aos cronogramas às aquisições dos trens em bitola de 1,6 m, feitas pela CBTU, para o metrô de Recife, e pela SUPERVIA, para os trens suburbanos do Rio de Janeiro e CPTM de São Paulo.

Em mercadologia, não existem restrições pelos fabricantes de materiais ferroviários com pedidos em bitolas métrica e larga de 1,6 m sem nenhum sobre preço relevante para que possam justificar estas infundadas alegações.

Para mais detalhes, planilhas, gabarito e estudos comprobatórios veja a excelente matéria do prof. da UFRJ engº Marcus Quintella Cury, 

Endosso a matéria, sem comentário.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Dilma revê: A conta de luz virá salgada!


Brasileiro tem memória curta, mas nem tanto. Vocês lembram do estardalhaço que foi feito pela presidente Dilma no início de 2013, reduzindo a tarifa de energia elétrica ao nível do consumidor em 20%? Lembram, não?  Pois, aquela medida era um grande engodo, uma mentira plantada para angariar popularidade da presidente Dilma. Agora, a máscara caiu, chegou a hora de consumidor pagar as contas.

Já no decorrer do ano de 2013, descobriu-se que a medida continha erros autoriais que dava prejuízo permanente para o setor elétrico, independente do acionamento das usinas térmicas ou não. Quem levou a culpa foi o São Pedro. Regime de chuvas pagou o pato. Por falta de planejamento e investimento, o sistema elétrico teve que acionar as usinas termoelétricas movidos a gás e a diesel. Por ironia do destino foram acionados usinas térmicas que foram planejados e construídos a toque de caixa pelo FHC, diante do racionamento da energia elétrica em 2001. 

O setor elétrico, em razão da política de "engessamento" das tarifas públicas e em especial ao do setor em razão das medidas tomadas em 2013, está em situação econômica financeira deplorável. Isto foi objeto de várias matérias neste blog, mas como sempre, a imprensa deu pouco destaque ao problema que foi criado, com medida puramente eleitoreira da presidente Dilma. A imprensa tem medo da Dilma. A imprensa só divulga depois que o leite está derramado. É o caso do assunto, agora. 

Não vou entrar em detalhes de números até porque, estes são sonegados pelo governo. Não há transparência nas contas do subsídio que o setor elétrico recebeu e recebe desde a medida do "desconto de conta de luz" em 20% em 2013. Quem sou eu para contestar os números apresentados pela imprensa. Mas tem muito esqueleto escondido no armário, além daqueles apresentados pela imprensa. Eu mesmo constatei.

O governo Dilma mente tempo todo. A imprensa apresenta os passivos do setor elétrico em razão da medida de redução tarifária de 2013, como sendo apenas do Tesouro e do fundo do setor elétrico. A imprensa não divulga o passivo do setor elétrico para com a CEF e com o BNDES. Ainda há novos rombos que agravarão o setor elétrico como todo, como o custo da Usina Belo Monte, que nem a Eletrobras com participação de 49%, sabe como isto vai terminar. Portanto, o rombo do setor elétrico é muito maior do que divulgado pela imprensa.

Pois, chegou a hora de consumidor pagar a conta. Diante da necessidade de Fazenda fazer os ajustes nas contas públicas, Dilma e equipe econômica resolveram transferir o ônus do erro passado para os consumidores de energia elétrica. A decisão é correta, assim como foi incorreta a decisão da redução tarifária de 20% em 2013. No entanto, a realidade tarifária está vindo no meio da prevista "estagflação". Assim, a medida anunciada pela equipe econômica da Dilma está vindo em má hora, o efeito será dobrado no bolso do consumidor. 

Aproveitando o assunto de energia elétrica, tem mais uma notícia ruim. Por falta de planejamento, não há projetos de novas usinas de geração de energia, tanto hidroelétricas ou usinas alternativas de grande capacidade para entrar em operação nos próximos anos. O Brasil, só não entrou em "racionamento" de energia elétrica porque o País teve crescimento pífio nestes últimos 4 anos. Isto é ironia do destino. Tanto Dilma falou que não haveria racionamento de energia que Deus deu uma mãozinha fazendo o País ter crescimento pífio na primeiro mandato dela. 

Aos que estão lendo este blog, já vou avisando que a tarifa extra de "bandeira vermelha" de R$ 3 para cada 100 Kwh, não faz parte das medidas do realismo tarifário, mas uma medida permanente que dependerá apenas dos níveis de reservatórios, conforme determina a medida. A bandeirada poderá ser acionada conforme regime de chuva que São Pedro mandar.  

Resumindo. A realismo tarifária no setor de energia elétrica, no meio de "estagflação" fará o consumidor de energia elétrica sentir o efeito em dobro. 

Apertem o cinto que a conta de luz virá salgada!

Ossami Sakamori


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Economia BR. Ano de 2015 será de estagflação!


O Boletim Focus do Banco Central revisa o crescimento do PIB deste ano de 0,5% para 0,4%. Segundo o Boletim, a revisão do crescimento já no 12º dia do ano, justifica pelo aumento de desânimo pelo mercado começou mais cedo. Ao mesmo tempo, o Boletim revisa a expectativa de inflação de 6,56% para 6,60% no fechamento do ano de 2015. 

Vamos lembrar que no ano de 2014, este mesmo Boletim Focus previu o crescimento do PIB, no início do ano em 3,5% e terminou o ano com previsão de crescimento do PIB em 0,12%. E a inflação que era para convergir para o centro da meta de 4,5% ao ano, terminou o ano com inflação ligeiramente inferior ao teto da meta de 6,5% ao ano.

A equipe econômica já sinalizou que não fará mudanças estruturais na economia do País. A taxa de juros básicos da dívida interna Selic continuará a segunda maior entre 40 maiores economias do mundo, perdendo apenas para a Turquia. O mesmo Boletim Focus do Banco Central sinaliza que o ano de 2015 terminará com o dólar cotado a R$ 2,80, portanto mantendo o real valorizado ou dólar desvalorizado.

O primeiro equívoco é o Banco Central tentar conter a inflação com o mecanismo da elevação da taxa básica de juros da dívida interna. O segundo equívoco é  o Banco Central tentar segurar a desvalorização do real ou valorização do dólar com instrumentos como swap cambial tradicional fazendo parte da política monetária. Esquecem a equipe que tanto Selic alto como real valorizado vai em contramão ao crescimento econômico do País. Os chineses que nos digam. 

O instrumento de combate a inflação via "congelamento" do dólar vai continuar provocando a desindustrialização do País, causando a médio prazo impacto negativo na criação de novos empregos. O segundo instrumento de combate a inflação, via aumento da taxa real de juros básicos Selic é instrumento inadequado para o País com baixo crescimento. Ambas medidas, que considero sem ter medo de errar como "erro sistêmico" da política econômica do governo Dilma é o repeteco do erro do primeiro mandato. 

O "engessamento" do dólar ou continuação do real valorizado, faz parte da política equivocada da Dilma que quer a todo custo manter a "sensação de bem estar" e a "sensação de poder de compra" da população. A alternativa para combate à inflação mediante aumento dos depósitos compulsórios e mantendo a taxa Selic em níveis civilizados estão descartados devido a necessidade de atração de capital estrangeiro especulativo, para financiamento da dívida interna do governo federal.

É equívoco pensar que o rigoroso controle das contas públicas para que resulte superávit primário para pagamento de parte dos juros seja o instrumento eficaz para o desenvolvimento do País. Controle das contas públicas é dogma, mas não faz parte do elenco de medidas para estimular o crescimento sustentável do País. Como não está previsto estímulo de crescimento do País, é preciso o aumento na arrecadação de impostos e contribuições para gerar o superávit primário prometido pela equipe econômica de 1,2% em 2015, sendo 1% a parte do governo federal.

O quadro previsto é de baixo investimento por parte do governo para gerar o superávit primário e de baixo investimento da Petrobras devido a ladroagem e petróleo em baixa no mercado internacional. A contração de investimento nas contas públicas devido ao ajuste fiscal somado à contração de investimento na Petrobras, eu estimo o crescimento do PIB do Brasil no ano de 2015 que será negativo em 2%, contrariando a expectativa do governo Dilma de PIB positivo em 0,5%. 

Em linhas gerais, não adiante Joaquim Levy fazer carreira solo, arcando com o ônus do baixo crescimento e inflação dentro do teto da meta, sem que corrija os demais instrumentos da política econômica do País.  O Brasil da Dilma, vai sangrar muito neste ano com Levy na Fazenda e Tombini no Banco Central.  O Brasil vai continuar com o mesmo equívoco da política econômica do primeiro mandato da presidente Dilma.


O Brasil da Dilma continuará sendo o "pato manco" da economia global. O País registrará estagflação em 2015, com certeza. Guardem esta matéria e leiam no dia 31 de dezembro deste ano. 

#NaoConfioNaDilma

Ossami Sakamori



domingo, 11 de janeiro de 2015

Brasileiro espera um Charlie Hebdo?


Hoje, em Paris, houve manifestação em  homenagem às vítimas do ataque à sede do jornal satírico Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e  11 feridos.

Quanto ao motivo do episódio que levou às manifestações deixo de comentar aqui porque já foram sobejamente divulgados por todos órgãos de informações do País. A manifestação reuniu cerca de 3,7 milhões de pessoas, segundo Ministério de Interior da França. Segue abaixo algumas fotos divulgados pela imprensa internacional. É sobre isto que quero comentar. Vejam as fotos e comentários na sequência.






O que chamou atenção foi o espírito de solidariedade e determinação do povo francês, especificamente o povo parisiense. Reunir 3,7 milhões de pessoas numa manifestação, para o país que tem 65 milhões de habitantes, é um número muito expressivo. Como se no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro ou em São Paulo reunisse 10 milhões de pessoas numa manifestação.

Maior manifestação visto até hoje no Brasil, foi a recepção ao papa Francisco na cidade de Rio de Janeiro, especificamente na praia de Copacabana. Foi uma manifestação expressiva, ligado à Igreja Católica. Reuniram cerca de 2 milhões de pessoas, segundo organizadores.

Fiz abertura com o assunto da manifestação em homenagem ao Charlie Hebdo, para demonstrar que o povo brasileiro não tem espírito do povo francês. Para dizer francamente, o  povo brasileiro não está com nada. O povo brasileiro é frouxo. O povo brasileiro não tem garra que tem o povo francês, infelizmente. 

O povo brasileiro aguenta tudo que o governo impõe. Os governos em geral, e especificamente o governo da Dilma, mente, promete e pratica maior ladroagem da história do País, mas fica quieto e amuado. O povo brasileiro não se manifesta. Qualquer convocação de manifestação em ato de repúdio, reúne gatos pingados. Quando consegue reunir 20 mil já é uma manifestação de sucesso. O povo quer terceirizar para as Forças Armadas fazerem o serviço sujo, mas o povo mesmo prefere a zona de conforto.

Será que o povo brasileiro espera um episódio como o do Charlie Hebdo, com mortes e feridos, para acordarem e saírem às ruas?

Ossami Sakamori



sábado, 10 de janeiro de 2015

Economia BR. Nuvens negras despontam no horizonte!


Infelizmente, não tenho boas notícias para postar para vocês. Estou observando passo a passo a movimentação da equipe econômica neste segundo mandado da presidente Dilma e não vejo nenhuma mudança significativa no rumo da economia do País. A minha expectativa foi maior do que aquilo que esperava.

A primeira constatação é que a nova equipe econômica não está preocupado em corrigir o equívoco da política econômica do primeiro mandato da Dilma. Isto é muito triste. Pelo andar da carruagem o País não entrará no ciclo de desenvolvimento econômico como esperado pelo povo brasileiro. Vamos continuar no marasmo do primeiro mandato. 

A nova equipe econômica não está preocupada com o desenvolvimento sustentável do País. O trio da equipe econômica parece estar a atender apenas a vontade da presidente Dilma. A equipe tenta manter a "sensação de bem estar" e a "sensação de poder de compra" da população. Propõem o ministro Joaquim Levy da Fazenda, o ministro Nelson Barbosa do Planejamento e o presidente do Banco Central Alexandre Tombini,  a mesma política econômica que atende tão somente aos interesse dos petistas na permanência no poder.

As questões centrais da política econômica, foco de desaceleração da economia, está deixando o Brasil de ser o protagonista da economia mundial para se igualar entre os países de segunda divisão. Digamos que o Brasil está passando de ser um país da Série A para cair na Série B, se assim o país fosse classificado como times de futebol. O Brasil está caindo na segunda divisão entre os 40 países maiores economia do mundo.

A proposta da nova equipe está focado unicamente em manter política fiscal em equilíbrio, com geração de superávit primário para pagamento de parte dos juros da dívida interna do País. Promete manter também a inflação dentro do teto da meta do Banco Central. Embora, o equilíbrio da conta fiscal seja questão fundamental, isto não é condição suficiente para o desenvolvimento sustentável do País.

As questões fundamentais para desenvolvimento sustentável do País, como a taxa de juros da dívida interna compatíveis com os do mercado financeiro internacional e do câmbio em níveis compatíveis para equilíbrio da balança comercial, não estão merecendo destaque especial. Estes dois itens são fundamentais para o crescimento sustentável do País, via incremento da produção interna ao invés de crescimento baseado apenas em consumo interno. 

Nos dois tópicos citados acima, a equipe econômica mantém a política econômica inalterados para manter a "sensação de bem estar" e a "sensação de poder de compra" da população.  Sob ótica da presidente Dilma isto é importante para manter a popularidade em níveis que permitiu a sua reeleição. A vaidade e arrogância da Dilma, não permite medidas mais drásticas.

A equipe econômica baseia o equilíbrio das contas fiscais não pelo aumento do PIB, mas pelo aumento de impostos e contribuições. Vão brigar pelas novas medidas, esquecendo-se de corrigir distorção de juros da taxa básica alta e do dólar demasiadamente desvalorizado, visando tão somente o aumentando da arrecadação via aumento de alíquotas e criação de novos impostos e contribuições.

O quadro da economia em 2015, que será agravado pela contenção de investimentos da Petrobras em função do escândalo da ladroagem revelada pela Operação Lava Jato e pelo desaceleramento dos investimentos em razão da baixa acentuada do petróleo no mercado internacional. O quadro será agravado ainda mais com a desaceleração de investimentos do governo federal prometido em função do ajuste nas contas fiscais. 

Isto tudo resulta, na minha conta, decréscimo do PIB em 2% neste ano fiscal. Sim teremos o PIB negativo novamente, após  o resultado de 2009 devido a crise financeiro mundial de 2008. O pior. O PIB negativo com aumento da carga tributária, significará menos dinheiro para a população consumir. O povo brasileiro sentirá na carne, apesar de ajuste "meia sola", pela inflação dos alimento se das tarifas públicas já sentida nos primeiros dias no ano.

A coisa está feia. Apertem os cintos que, lá vem a tempestade! Nuvens negras despontam no horizonte!

Ossami Sakamori




Ladroagem é prática da ideologia?


Confesso que me enganei ao escrever matéria versando sobre a possibilidade deste governo estar no caminho do socialismo bolivariano. Volto ao tema porque não aguento mais ouvir falar da tese levantada pelo cientista político Olavo de Carvalho de que há em curso a implantação do socialismo bolivariano nos moldes discutidos no Foro de São Paulo. 

Eu sei, de antemão, que vou mexer no vespeiro. Assim como existe a tal "esquerda caviar" existe outra tal "direita caviar". São discurso que dá IBOPE. Discurso sobre ideologia, sempre esteve à moda. Discutir ideologia dá um certo "ar" de intelectualidade. É moda. Já não aguento mais ter que discutir sobre isto nas redes sociais. Sinceramente, já estou de saco cheio.

Nem vou perder tempo, discutindo "ideologias" aqui na tela. Não vou dar chance de acalorar discussões que não levam a nada. O buraco é outro. Discutir "ideologias" é tirar o "foco" da questão mais de fundo e não questão profundo. Os principais atores do mundo pós guerra fria, não estão nem aí com a "ideologia".  Os novos protagonistas no mundo econômico como Coreia do Sul, China e Índia estão mais preocupado em ocupar posições no mundo econômico global do que espalhar ideologias.  Eles estão certos.

O Brasil perde oportunidade de discutir os temas mais importantes como crescimento econômico do País ao invés de ficar perdendo tempo discutindo as ideologias. Isto é ranço da ditadura militar, tanto pelos que estavam ao favor como pelos que estavam contra o regime. Estamos a discutir ideologia do Fidel Castro, último bastião do regime socialista. Enquanto nós perdemos tempo querendo copiar o regime socialista cubano, o Obama com abertura comercial vai solapando o regime socialista, centro de discussão entre "esquerda caviar" e a "direita caviar".

A principal questão é que a "ideologia" está sendo utilizado para tirar o foco das coisas mais primárias. Tando de um lado como de outro, utilizam-se da "ideologia" como justificativa para praticar crime o mais comum e vil do mundo, a ladroagem do dinheiro público. Na minha concepção a ladroagem do dinheiro público é muito pior do que o arrombamento das caixa eletrônicas. É crime comum. Não é crime político ideológico.

Ao ideologizar o crime de ladroagem de cofres públicos tanto de agentes públicos como de empresas privadas, estamos elevando o tipo de crime o mais vil do mundo que é ladroagem como sendo crime de natureza política ideológica. Não, não é.  A presidente Dilma confunde o arrombamento de bancos como aquele cometido no regime militar com o arrombamento de cofres públicos. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. 

A ladroagem dos cofres públicos obtido através de "tráfico de influências" deveria, na minha opinião, ter o mesmo tratamento que é dispensado aos crimes cometidos com o "tráfico de drogas". Ambos crimes tem o mesmo objetivo, tirar dos pobres para enriquecer alguns poucos do "comando". Uns comandam os bolsões de favelas com o tráfico de drogas e outros comandam os bolsões de pobreza com os programas sociais. 

Ambas facções criminosas dominam os seus bolsões de influências prestando assistencialismo. É assim que os comandos dos "tráficos" permanecem no poder. Não há ideologia em ambas facções criminosas. Há apenas interesse de enriquecer os poucos que estão orbitando os comandos. De tempo em tempo, os comandos se revezam, tanto numa facção como na outra.  O jogo de vale tudo dominam as sucessões.

Tentar ideologizar os crimes cometidos com o tráfico de influências é como tentar ideologizar os crimes do tráfico de drogas dos morros e favelas. A "direita caviar" ao entrar no jogo de discussão ideológica dos vis crimes de ladroagem está fazendo o jogo sujo dos comandos da facção criminosa que tomou conta dos poderes da República. Ideologizar crimes é como justificar os vis fins de enriquecimento ilícito dos agentes públicos.

Vamos direto ao ponto, não vamos divagar discutindo as ideologias, mas vamos discutir sobre os mais vis crimes de ladroagem que estão sendo praticados diuturnamente pela facção criminosa que comanda diretamente do Palácio do Planalto, simbolo do poder da República.  A Operação Lava Jato desvenda a natureza do crime. Precisa de mais argumentos?


Ladroagem na Petrobras é prática da ideologia socialista? Não creio!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Bolha imobiliária. O setor está em crise.


Volto ao assunto da bolha imobiliária no País. O setor imobiliário já entrou em crise no último ano. Mesmo em praças mais aquecidas como cidade de São Paulo e de Brasília, o aumento de preços nos lançamentos de imóveis continuam ligeiramente abaixo do índice inflacionário.

Alguns indicadores apontam a crise no setor imobiliário. Tudo indica que a bolha imobiliária já estourou há algum tempo. Não se via no auge do crescimento do setor, oferta de venda de imóveis prontos com descontos de até 40%. Se isto não é indicativo da crise no setor, tudo que aprendi atuando ativamente no mercado imobiliário ao longo dos quase 50 anos, preciso dar baixa de registro no meu CREA e no meu CRECI.

Assisti hoje de manhã, reportagem da Rede Globo local, retratando o número de contratação e número de dispensa dos trabalhadores do setor da construção civil. Segundo a reportagem, pela primeira vez, ao longo dos últimos 10 anos, o número de demissões superou o número de contratações. Isto não é indício, mas confirmação de que o setor está em desaquecimento.

Alguns indícios de que algumas empresas ativas no setor da construção imobiliária como a Construtora PDG como maiores baixas no Bovespa é apenas reflexo do setor de construção civil. A Construtora atua fortemente no segmento da construção do programa Minha Casa Minha Vida.  A demanda neste segmento não está acompanhando a oferta, apesar de insistente anúncio da presidente Dilma, do programa de construção de 1,8 milhões de novas moradias sem mesmo antes de concluir o programa anterior, ainda não concluído.

Outro indício de que o setor imobiliário passa por crise é o volume de índice de inadimplência nos financiamentos imobiliários pela CEF. Informações de fontes internas, não oficiais, da Caixa Econômica Federal é de que o volume de inadimplência dos financiamentos imobiliários com mais de 3 prestações atrasadas supera os R$ 30 bilhões. O volume corresponde ao incrível número de mutuários inadimplentes em cerca de 200 mil donos de imóveis com dificuldade de solver os pagamentos de prestações.

O setor imobiliário, pela vivência no setor, é o primeiro que entra no desaquecimento e o último a sair da crise. Explica-se pelo fato de um empreendimento imobiliário demorar cerca de 3 anos, considerado desde a compra do imóvel à entrega de unidades habitacionais. Considerando a natureza do setor imobiliário exige muita cautela tanto para os empreendedores como para os compradores.

Aos empreendedores imobiliários sugiro cautela com comprometimentos em financiamentos da construção com os agentes financeiros, para posterior repasse aos compradores. O quadro da economia para os próximos 2 anos não são nada otimista. Esta previsão de baixo crescimento do País é feita pela própria equipe econômica comandada pelo ministro Joaquim Levy da Fazenda. Eu mesmo fiz previsão do crescimento do PIB do ano de 2015 em 2% negativo, ou seja recessão aguda.

Aos potenciais compradores de moradias, sugiro cautelas, sobretudo se vai financiar os imóveis em 35 longos anos. O momento é de cautela. É preciso muita segurança nas rendas futuras, para que não venha engrossar o número assustador de inadimplência do setor de habitação. Se tem dinheiro para a compra, aproveite os descontos concedidos pelas construtoras aos níveis que vão de 20% a 40%.

Antes que alguém diga que não há bolha imobiliária no Brasil, quero dizer que a natureza da crise imobiliária dos EEUU que serviu de estopim para crise financeira mundial de 2008 é totalmente diversa.  Nos EEUU foi a crise financeira no mercado de hipotecas. No Brasil poderá haver perdas na Caixa Econômica Federal e no FGTS, mas a crise do setor não causará efeito dominó para outros setores como ocorreu nos EEUU. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Há sim, crise imobiliária instalada no Brasil.

Ossami Sakamori



quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Joaquim Levy é capacho da Dilma!


Até agora, a nova equipe econômica do governo Dilma não mostrou nada de impacto. O anúncio do Decreto que contingencia em cerca de 33% do orçamento discricionária do Poder Executivo até a aprovação do Orçamento da União de 2015. Segundo Estadão, a economia sobre a rubrica representa economia de R$ 1,9 bilhão por mês. Nada impede no entanto, o pagamento de despesas contingenciadas (retidas) serem pagas após a aprovação do Orçamento da União. Portanto, isto é mais blá-blá-blá do que outra coisa.

O anuncio do corte nos benefícios sociais tais como o seguro desemprego e de outros direitos previstos pelas leis e regras vigentes, que representa segundo informações do governo em R$ 18 bilhões anuais, depende também da aprovação do Congresso Nacional. Na melhor das hipóteses, no ano de 2015, a economia será de R$ 2 bilhões, em função das carências previstas em cada um destes benefícios.

O ajuste fiscal anunciado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy, de geração de superávit primário de 1,2% do PIB, sendo 1% responsável pela União, não sabemos ainda se será cumprida. Os cortes anunciados até aqui, não viabiliza a meta do governo. O que de concreto temos é a volta do IPI dos veículos ao nível praticado anteriormente. No entanto, o resultado do aumento da alíquota de IPI não refletirá na arrecadação deste item, com grande possibilidade de redução na demanda de veículos automotores.

Resta pouca alternativa para o ministro Joaquim Levy para cumprir meta de superávit fiscal de 1% da parte do governo federal. O corte de gastos nas despesas da União, na prática, é uma ficção. O ministério do Planejamento e da Fazenda sabem que as despesas da União cresce, em termos reais, mais de 6% ao ano. Não tem mágica a fazer para gerar superávit primário prometido. Isto é realidade nua e crua.

Acena a equipe econômica, a geração de superávit primário, com aumento de impostos e contribuições para aumentar a arrecadação do governo federal. No entanto, qualquer iniciativa neste sentido deverá passar pela aprovação do Congresso Nacional.  A entrada em vigor das novas contribuições sociais só trará resultados após vencimento dos prazos de carência e os impostos entrarão em vigor somente no exercício seguinte. Isto é realidade!

Única contribuição que poderá e deverá entrar em vigor no dia seguinte à adoção da media, se refere a CIDE - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. No momento, a CIDE está teoricamente "zerado" para os combustíveis. O governo Dilma do primeiro mandato, diminuiu mas não zerou a CIDE sobre os combustíveis, deixando percentual insignificante de 0,01% para não extingui-la. A cobrança da CIDE em qualquer percentual depende apenas do Decreto da presidente Dilma para entrar em vigor no dia seguinte. Levy deve carregar na tinta na CIDE, aproveitando que o preço de combustíveis está sobejamente alta em relação ao nível praticado no mercado internacional.

A equipe econômica comandada pelo Joaquim Levy, respaldada pela presidente Dilma, fala-se em vender parte das participações nas empresas do governo como CEF, BB e quem sabe até de um percentual significativo da Petrobras. Tomara que haja sucesso nas vendas pretendidas, porque doutra forma, no final de 2015, haverá outra briga para fechar a conta fiscal como aquela acontecido em 2014. Isto também depende do crivo do Congresso Nacional, para complicar a situação.

Por enquanto, Joaquim Levy mais falou do que fez. Não mostrou para que veio a não ser a sua total e fiel obediência fiel à determinação da presidente Dilma. 

Ossami Sakamori