domingo, 18 de março de 2018

Minha homenagem ao menino Benjamin

Crédito da imagem: Globo

Não importa o nome, a imagem é da mãe do Benjamin, menino de 2 anos com síndrome de Down, morto no confronto entre policiais e traficantes no Complexo do Alemão. Com certeza este episódio não vai merecer atenção da Comissão de Direitos Humanos de qualquer Organização Não Governamental.  Certamente, Benjamin será apenas morte de uma criança negra e pobre moradora de favela, que irá constar nas estatísticas sobre a violência do Rio de Janeiro. 

Essa mãe, que ninguém sequer sabe o nome, chorou desesperadamente pela perda do filho.  Ela é oposta da vereadora "executada", nem sabe bem por que motivo levou seu filho à morte. Essa mãe, segundo contou à imprensa, saiu com o menino para comprar sorvete e encontrou com a tragédia no caminho, tão comum na favela onde ela reside, o Complexo do Alemão. 

Enquanto a grande imprensa não tratar o assunto como elas são de fato, sem o "glamour" do tráfico de drogas e os sucessivos governos irresponsáveis não proverem as favelas de creches, Unidades de Pronto Atendimento, ensino fundamental até a última série, água encanada, esgoto, sinais digitais gratuito para todos, centro de convivência, bibliotecas, locais para pequenos comércios, os  moradores das favelas continuarão à margem da sociedade brasileira. Não adianta nada intervenção militar que tem data para deixar as favelas, no dia 31 de dezembro. 

Os favelados não são bandidos. Bandidos são os traficantes e agentes públicos que negligenciam no atendimento aos moradores das favelas como que eles fossem marginais da sociedade.  A palavra "favela" tornou-se pejorativo, até que os moradores trocaram a denominação para "comunidade" com intensão de recuperar pelo menos o mínimo de autoestima.  Os favelados tem sido usados para servirem de massa de manobras dos políticos de matizes que vão de extrema direita à extrema esquerda. Nem vou perder meu tempo nominando os partidos e políticos. 

O assunto de violência nas favelas é recorrente. Há décadas que os governos de plantões não tomam providências para levar dignidade para à população.  Se os governos passados fizeram "vista grossa" quando das ocupações, os atuais tem a obrigação de dar igual tratamentos dos demais moradores da cidade do Rio de Janeiro. A condição de maioria dos moradores dos favelados serem negros e pobres não os diferenciam dos demais membros da sociedade. Os brancos não são feitos de castas superiores. 

Infelizmente, Benjamin foi mais uma vítima do tráfico de drogas e ausência das autoridades constituídas. Irei lembrar sempre do menino Benjamin que, simplesmente, saiu de casa para comprar sorvete e não mais retornou. 

Ossami Sakamori


sexta-feira, 16 de março de 2018

Humanos direitos quero eu !

Crédito da imagem: UOL

No dia 15 de outubro de 2012, portanto há pouco mais de 5 anos, escrevi matéria  "Confirmado, Haití é aquí !" . Ontem, a notícia da execução da vereadora da cidade de Rio de Janeiro Marielle Franco, ativista, negra, representante dos "direitos humanos", percorreu mundo a fora. O destaque sempre é para os "direitos humanos" onde muitas vezes se abrigam os próprios criminosos que tiram vida dos inocentes das favelas. Bandida boa é bandida morta, sem sofisma!

Sinto muito pela família da vereadora morta, mas sinto muito mais pela morte de inúmeros moradores das favelas e policiais militares e civis que sucumbem nos grandes "caldeirões" que são as favelas.  A população das favelas, a verdadeira vítima da violência, não faz parte da mídia internacional, com o mesmo destaque dos "defensores" dos direitos humanos. Os pobres, negros e analfabetos honestos não merecem guarida dos defensores dos "direitos humanos". 

As verdadeiras vítimas, os moradores das favelas, são apenas "massas de manobras" de políticos que vão da direita à esquerda.  Da direita tal qual candidato à presidência da República o capitão Bolsonaro e os políticos da esquerda como os que pertencem aos partidos Rede, PSOL, PCdoB e tantos outras siglas salvadores da pátria se acham os "donos" dos "direitos humanos".  A população honesta das favelas, também, não fazem parte dos noticiários da imprensa internacional, a não ser quando atores e atrizes se expõe nas mídias com as favelas como "pano de fundo".

A matéria deste blog de 5 anos atrás:

Cinco horas e meia após a ocupação de cinco favelas da zona norte do Rio de Janeiro pelas forças de segurança neste domingo, 14, foi realizada a cerimônia de hasteamento das bandeiras do Brasil e do Estado do Rio em uma praça localizada no interior da Favela de Manguinhos. Participaram do ato representantes das polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, além de militares da Marinha e membros da Defensoria Pública do Estado. Fonte: Estadão.


"O hasteamento da bandeira é um marco simbólico para os moradores destas comunidades, que até então viviam sob o jugo do tráfico e agora passarão a viver sob as regras do Estado. Queremos trazer para essas pessoas o que está escrito na nossa bandeira: ordem e progresso", disse o tenente-coronel Renê Alonso, comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM. Fonte: Estadão.



Cerca de 2 mil homens, entre policiais militares, civis e rodoviários  federais, além de fuzileiros navais, participaram da ocupação das comunidades, que teve início às 5 horas da manhã deste domingo. Três horas antes, 13 blindados da Marinha foram transportados em caminhões do Batalhão de Engenharia, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até as proximidades das favelas que seriam ocupadas. Fonte Estadão.


Número impressionante de mobilização para ocupação das comunidades, enclavados na cidade ícone do Brasil, Rio de Janeiro. Tal qual Cité du Soleil ocupado pelos gangues no Haiti, as comunidades de Manguinhos e Jacarezinho eram ocupados pelo tráfico de drogas, tanto quanto outras comunidades já retomados pelo governo do estado do Rio de Janeiro.  Uma verdadeira operação de guerra se trava para retomada do território, entregue à mercê do inimigo comandado pelo tráfico. É um Haiti enclavado no território denominado Rio de Janeiro, sede da Copa 2014 e Olimpíada de 2016.  


O que me impressiona é o fato de autoridades locais levantarem bandeira do Brasil e do estado de Rio de Janeiro como gesto de reocupação do território pelos governos constituídos numa demonstração de reconhecimento da impotência do poder público.  As comunidades, até então, eram entregues ao tráfico de drogas, cujos chefes de quadrilhas eram conhecidos e reconhecidos pelas autoridades de segurança do Estado.  Isto tudo é reconhecimento da impotência do Estado em administrar a segurança pública no país.  



As tais Unidades Pacificadoras nem de longe vem resolver os problemas das comunidades ocupadas.  Apenas mudam de comandos, antes sob domínio do tráfico de drogas, agora pela forças de Segurança Pública.  O tráfico de drogas sobrevive nestas comunidades por falta de atendimento dos serviços públicos, os mínimos essenciais, para sobrevivência, tais como saúde pública, educação e segurança pública.  Não adianta nada, portanto, levar soluções parciais.  Há que instalar outros serviços de atendimento à população, sem que o objetivo de pacificação da comunidade possa ser completa.  É como tapar sol com peneira!  

Como tudo que se faz no Brasil as coisas são feitas por metade. E por estas e outras que o país não consegue inserir-se no Primeiro Mundo.

Humanos direitos quero eu !

Ossami Sakamori

quinta-feira, 15 de março de 2018

Gilmar Mendes comanda a facção criminosa no STF

Crédito da imagem: Estadão

Nem vou perder meu precioso tempo comentando sobre decisão do ministro Gilmar Mendes do STF. No entanto, a decisão do Gilmar Mendes em barrar a execução de quatro réus condenados em segunda instância sobre suposto sonegação fiscal do setor de bebidas, concedendo habeas corpus  contrariando a decisão que tomara anteriormente no plenário do STF é preocupante.  Para os olhos de um leigo como eu, isto tudo cheira decisão "encomendada" para justificar uma eventual decisão em relação a que terá que tomar em relação às clientelas do escritório de advocacia no Rio cujo sócia é sua mulher.  

A composição do STF é exatamente como a composição do extrato social da política brasileira. Metade são petistas e bandidos e outra metade são os guardiões da lei. A composição do STF está tão equilibrada entre petistas ladrões e os não petistas que está em jogo a concessão eventual habeas corpus preventivo para livrar o Lula ladrão da cadeia após a decisão do caso Triplex pelo TRF4.  A decisão descrita acima parece coisa feita para livrar todos políticos envolvidos em ladroagem dos cofres públicos. 

E lá vem o deputado Marun, certamente a mando do presidente Temer, querendo votar o impeachment do ministro Barroso da ala dos não petistas.  Vamos ver até onde a presidente do STF Carmen Lúcia resistirá aos assédio dos ministros que fazem parte da facção criminosa. Os próximos 90 dias, creio, saberemos exatamente quais ministros do STF estarão à favor da República e quem são os membros da facção criminosa que ocupam o Supremo Tribunal Federal.  Supremo?

Gilmar Mendes comanda a facção criminosa que se instalou no STF.

Ossami Sakamori


terça-feira, 13 de março de 2018

Rodrimar tira o sono do Temer

Crédito da imagem: Veja

O ministro Barroso do STF mandou quebrar sigilo bancário, telefônico e telemétrico dos supostos envolvidos do rumoroso caso Rodrimar.  São eles: o próprio presidente Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, os dois principais executivos da empresa Rodrimar e o "suposto" laranja do presidente Temer, Cel. João Batista Lima Filho.  O processo é desdobramento do caso Decreto presidencial de concessão de portos, assinado pelo presidente Temer. 

Embora todos envolvidos, inclusive o presidente Temer, tenham afirmado de que não houve nenhum favorecimento, o Decreto do Temer concede extensão do contrato de concessão em vigor de 25 anos para 35 anos. Pior, com cláusula de prorrogação da concessão por mais um período de 35 anos.  Se não fosse o Decreto, no final do prazo de 25 anos de concessão, os atuais concessionários teriam que participar de concessão dos terminais com pagamento de "ágios".  A empresa Rodrimar e outras concessionária dos portos ganharam de "mão beijada" a prorrogação de concessão por 45 anos, na prática. 

Presidente Temer jura "de pés juntos" de que o Decreto dos portos não favoreceu a empresa Rodrimar e que ele não teria recebido nenhuma "propina".  Michel Temer prometeu abrir ao público o sigilo bancário da sua conta pessoal, para mostrar que não entrou dinheiro nenhum ilícito na sua conta pessoal. Tal qual o ex-presidente Lula, jura que o dinheiro da corrupção não passou pela sua conta pessoal.

Por outro lado, o Cel. João Batista Lima Filho, amigo pessoal do presidente Temer, por inúmeras vezes vem sonegando depoimento na Polícia Federal, alegando doença coronária. Diante da situação, a Raquel Dodge da PGR solicitou ao ministro Barroso do STF a quebra de sigilo bancário e patrimonial dos envolvidos para esclarecimento definitivo sobre o caso Rodrimar.  O curioso é que o próprio Cel. João Batista Lima Filho tem afirmado à imprensa que o dinheiro que transitou na sua conta não pertencia a ele.  Sabe lá, de quem era o dinheiro! Tudo tem "cheiro" de "lavagem de dinheiro" do presidente Michel Temer.

O presidente Temer está muito incomodado com o assunto Rodrimar, apesar de tentar mostrar tranquilidade. O primeiro movimento do presidente Temer foi a nomeação do delegado Segóvia para chefiar a Polícia Federal preterindo o delegado da vez para assumir o posto. E deu no que deu! O presidente Temer, sem ser instado a manifestar, mandou uma "carta" para a Procuradora Geral da República, enviando o arrazoado sobre o tema da investigação que recai sobre um presidente da República. Presidente Temer, também, fez visita "particular" à ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, para tratar do assunto sobre "segurança pública", segundo o Palácio do Planalto. 

O fato é que o presidente Michel Temer tem-se movimentado para articular a defesa sobre o caso Rodrimar, com constante deslocamento e reuniões com o seu advogado Antonio Mariz. O avião presidencial, mantido com o dinheiro do contribuinte, está em constantes idas e vindas no trecho Brasília/ São Paulo, à serviço do Michel Temer, pessoa física. Claro, sempre regado à champanha francesa e iguarias importadas. Segundo informações das pessoas do setor aéreo, o deslocamento presidencial não custa menos que R$ 300 mil cada perna. 

O caso Rodrimar tira o sono do Michel Temer.

Ossami Sakamori


domingo, 11 de março de 2018

Enfim, Lula será preso!

Crédito da imagem: Folha

Esvaiu-se a última esperança do Lula de "não ser preso" após a decisão final do TRF4 sobre o caso Triplex. Nessa sexta-feira, dia 9, a presidente do STF Carmen Lúcia divulgou a agenda do STF referente ao mês de abril, onde não consta discussão em plenário sobre o encarceramento do condenado em segunda instância, como será o caso do Lula. Lá se foi a última esperança do Lula da Silva em livrar-se da prisão previsto no final de março ou início de abril. 

A defesa do ex-presidente Lula da Silva, agora reforçada pelo ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, tinha esperança de que o pleno do Supremo Tribunal Federal revisasse o entendimento de que a prisão possa ocorrer com condenação em decisão colegiada. Não adiantou o Lula contratar advogado de renome e de peso, como é o caso do ex-ministro Sepúlveda Pertence, diga-se de passagem, pago à peso de ouro. 

Único detalhe ainda pendente, é o local onde será conduzido o ex-presidente Lula para cumprir a pena em "regime fechado", pelo menos até alcançar o cumprimento mínimo de pena que em tese é de 1/6 do total da pena de 12 anos e 1 mês. É de supor que o cumprimento da pena será na Colonia Penal de Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba ou em algum presídio do estado de São Paulo que é o estado domicílio dele. Aposto que prevalecerá a última opção. 

O assunto prisão do Lula não é nenhuma novidade, uma vez que a grande imprensa vem tratando o assunto com destaque. No entanto, em respeito aos leitores deste blog, sinto na obrigação de filtrar e passar as informações as mais corretas possíveis. 

Enfim, Lula será preso!

Ossami Sakamori



sábado, 10 de março de 2018

Dilma, sub-chefe da Organização criminosa

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

O povo tem que se contentar com condenação dos bagrinhos do esquema de corrupção que tomou conta do País. Ontem, a Polícia Federal deflagou operação sobre esquema de propina da construção da polêmica usina de Belo Monte no estado do Pará. O foco da operação de ontem foi o ex-ministro Delfim Netto que teria prestado "consultoria" para as empresas vencedoras da construção.

A Gazeta do Povo informa que os delatores premiados do porte do Emílio Odebrecht da Construtura que leva o seu sobrenome e Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez, a segunda maior empresa do setor, teria revelado que os "peixes grandes" eram a Dilma Rousseff, ministra chefe da Casa Civil do governo Lula e sua sucessora a Erenice Guerra em decorrência da desincompatibilização da primeira.  Também fazia parte do esquema o ministro de Minas e Energia da época, o senador Edson Lobão, aliado do ex-presidente José Sarney. Ainda segundo a Gazeta do Povo, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci teria sido articulador do referido esquema. 

O fato, o esquema de corrupção que envolveu a construção da usina Belo Monte, à época foi bastante noticiado, escancarado, no setor de construção. Para poder contratar com sobrepreço maior, houve "união" de dois consórcios de empreiteiras que concorria no leilão de construção. É assim foi feito para construir a usina hidroelétrica mais cara do País. Embora a usina de Belo Monte é considerado a segunda maior usina hidroelétrica em potência instalada, a média de fornecimento da energia chega a ser equivalente a apenas de 1/3 da potência instalada. Nem de brincadeira a usina Belo Monte foi a responsável para evitar o apagão elétrico. O buraco é mais para baixo!

A justiça para os "tubarões" chegam sempre com atraso. É o que está acontecendo com o Lula da Silva e Dilma Rousseff. Que eu tenha conhecimento, até o momento a ex-presidente Dilma não é ré em nenhum processo da Justiça. Vamos lembrar que a ex-presidente Dilma foi a principal figura na compra "superfaturada" da Refinaria de Pasadena. Dilma também foi "articuladora" do esquema de corrupção na Petrobras na condição de ministra chefe da Casa Civil do governo Lula.  Infelizmente, o povo tem memória curta.

A organização criminosa

Dilma Rousseff foi afastada do cargo de presidente da República em 2016, mas continua elegível para qualquer cargo público nas eleições de 2018.  Certamente, Dilma deverá se candidatar a uma vaga na Câmara dos Deputados para ganhar o "foro privilegiado". 

Sem nenhuma sombra de dúvida de que a Dilma é sub-chefe da Organização criminosa que tomou conta do País.



Ossami Sakamori


sexta-feira, 9 de março de 2018

Brasil anda na contramão do cresciemnto sustentável


Há uma percepção equivocada sobre a desvalorização do dólar no mercado doméstico. A grande imprensa passa a imagem de que o dólar barato traz benefícios para o País. O mercado financeiro comemora a cada baixa de dólar. A classe emergente fica eufórico com o dólar baixo porque possibilita fazer viagens ao exterior e fazer compras de coisas mais comuns como vestuário. Os sucessivos governos estimulam o dólar baixo para dar "sensação de bem estar e de poder de compra". Tanto o governo como o mercado financeiro são "imediatistas", preferem viver no mundo de "fantasia". É assim que o Brasil anda na contramão do crescimento que todos nós esperamos.

Ontem, cada dólar comercial valia R$ 3,26, isto em consequência da taxação de impostos de importação pelo governo Ronald Trump dos Estados Unidos sobre o aço e alumínio. Com o dólar baixo ou o real valorizado, a consequência para indústrias de aço e alumínio é devastadora, pois que mais de 1/3 da produção brasileira se destina ao mercado americano. Vamos lembrar que o setor emprega cerca de 50.000 trabalhadores diretos e outros tantos indiretos, no momento que o País tenta retomar o crescimento. 

O brasileiro tem memória curta.  No dia 1ª de fevereiro de 2016, portanto há pouco mais de dois anos, o dólar fechou a R$ 4,1655, o máximo da história do Plano Real. Claro que o Banco Central interveio no mercado, como faz sempre que tem volatilidade. Nem é preciso dizer que o Banco Central "intervém" no mercado de moedas (dólar) toda vez que se faz necessário. Vamos deixar claro, para definitivamente parar de brincar, que o Banco Central não pratica "câmbio flutuante" ao extremo rigor. Para melhor ilustrar, catei um gráfico elaborado pelo Estadão, em setembro de 2017, para mostrar a evolução do dólar desde janeiro de 2011, com diversas intervenções no meio do caminho. 



Os analistas de investimento e a maioria dos que atuam no mercado financeiro comemoram toda vez que o dólar baixa. Certamente os "emergentes" que pretendem fazer viagem para exterior também ficam eufóricos.  Para os consumidores de produtos importados é motivo de comentários de rodas sociais dos "emergentes". É claro que para os jornalistas da Rede Globo é motivo de júbilo, o dólar baixo. Para dizer exatamente o clima, os jornalistas da área econômica ficam "eufóricos" com o dólar baixo.

O dólar baixo ou o real valorizado, com cotação de dólar no ao redor de R$ 3,30, favorece aos empresários do além fronteira. Com o dólar baixo ou o real valorizado, os chineses são os primeiros a comemorar. Explica-se, os investimentos dos chineses no Brasil ficam mais baratos. Com o dólar barato fica mais fácil vender produtos chineses do que os produzidos no Brasil. O dólar barato ou o real valorizado cria emprego lá fora e criando desemprego aquém fronteira.

Se fizer a paridade do real em relação à moeda americana, a nossa moeda está valorizada em cerca de 30% ou até mais. A consequência é que o setor produtivo sai prejudicado com o dólar barato ou o real valorizado, porque perde a competitividade. Quando o PT assumiu o poder em 2003, quando a indústria brasileira respondia por 26% na formação do PIB. Os governos do PT/MDB desmontou o setor industrial. Hoje, o setor responde por menos de 12% do PIB, distanciando cada vez mais dos países desenvolvidos. Nem é preciso lembar que o setor industrial é que cria maior parte dos empregos formais.

Vou ser achincalhado, por esta matéria. Eu estou consciente disso. Estou indo na contramão da opinião da equipe econômica comandada pelo Meirelles. Estou indo na contramão dos melhores analistas econômicos do País. Estou indo contra opinião dos mais renomados jornalistas econômicos da Rede Globo. No entanto, fico muito à vontade, em defender política monetária bem diversa da que é defendida pelos "vendilhões" da República. 

Não sirvo para papel de "bobo da corte" como os acima citados. Afirmo, sem medo de errar que o Brasil anda na contramão do crescimento sustentável. Brasil tem vocação de andar de lado, infelizmente.

Ossami Sakamori

quinta-feira, 8 de março de 2018

Temer mitiga a pedalada fiscal !


Os municípios reclamam do presidente Michel Temer uma dívida de R$ 37,1 bilhões referente às transferências de recursos programadas mas não pagas no exercício de 2017. Estranhei muito que no apagar das luzes do ano passado, o "déficit primário" tenha apresentado número menor do que o previsto de R$ 159 bilhões. Sabia que tinha algum dente de coelho.  Dito e feito!

O valor se refere aos pagamentos postergados de transferências de recursos para os municípios referentes às obras e serviços dos municípios que deveriam ter sido repassados em 2017. Os R$ 37,1 bilhões, literalmente, foram "empurrados" para pagamento no exercício de 2018, como sendo "restos a pagar".  Este blog já chamava atenção sobre "os restos a pagar" para fechamento do Orçamento Fiscal de 2017, como sucessivos governos usaram para fechar "dentro" da LDO para não infringira a Lei da Responsabilidade Fiscal ou para atender a nova Emenda do teto dos gastos públicos. 

Dois fatos me chamam a atenção. O primeiro é que a administração pública não mudou em nada com Henrique Meirelles à frente do Ministério da Fazenda. Tanto criticou a administração Dilma pela "contabilidade criativa", o presidente Temer fez exatamente o mesmo que ela. Para ficar bem na fotografia, "empurrou" os itens do Orçamento Fiscal de 2017 para o exercício seguinte. Se não fosse os reclamos dos prefeitos, isto iria ficar longe dos holofotes da imprensa.

Curiosamente, ontem, o presidente Temer reuniu os prefeito das principais capitais para oferecer "empréstimos" de R$ 10 bilhões do BNDES a juros subsidiados, 1% ao ano, para obras de infra-estrutura.  O governo federal deve R$ 37,1 bilhões do Orçamento Fiscal referente ao exercício de 2017, mas oferece empréstimos de R$ 10 bilhões aos mesmos municípios. O fato chega a ser surreal !

A primeira constatação é de que o governo Temer está "caloteiro" para com as prefeituras. A segunda constatação é que oferece aos municípios, empréstimos a juros subsidiados apesar de ter sido aprovado pelo Congresso Nacional a taxa de juros TLP, que minimiza o prejuízo decorrente da diferença de juros cobrados e os custos de capitação. Como todos sabem, todos juros subsidiados são pagos pelo contribuinte, uma vez que o BNDES é um banco de fomento do governo federal. 

O governo Temer do MDB pratica tudo que condenou sobre a prática nefasta dos governos do PT. Conclui-se assim que MDB é igual a PT.  Temer mitiga a "pedalada fiscal". 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 7 de março de 2018

Michel Temer apequena o Brasil.

Crédito da imagem: Estadão

Segundo Eliseu Padilha, ministro chefe da Casa Civil, o presidente Temer resolveu oferecer à mídia o sigilo bancário em razão do conhecimento de que o ministro Barroso tenha solicitado à Polícia Federal o sigilo no o processo que envolve o presidente sobre o Decreto dos portos. O estranho é que o presidente Temer tenha tomado conhecimento da solicitação de quebra de sigilo, em processo com "sigilo". Disse ainda o ministro Eliseu Padilha de que o presidente Michel Temer ficou incomodado e irritado com a decisão do ministro Barroso. Isto é o triste retrato do Brasil. 

O presidente Michel Temer, incluído o processo do Decreto dos portos que teria favorecido a empresa Rodrimar, será 4 processos de investigação em andamento. Dois deles foram objetos de pedidos de autorização da abertura do processo na Câmara dos Deputados, de que resultou em "não autorização". Nestes dois primeiros, a Câmara dos Deputados não conseguiu a maioria absoluta, 348 deputados, para autorizar o prosseguimento do processo enquanto Michel Temer permanecer no cargo de presidente da República.

Se o sistema do governo fosse parlamentarista, o presidente Temer teria sido obrigado a entregar o cargo há muito tempo por "perda de confiança".  No sistema presidencialista como previsto na Constituição, é assegurado ao presidente da República uma série de regalias e privilégios que qualquer cidadão brasileiro está obrigado a obedecer.  Ao presidente da República é concedido "direito" de praticar quaisquer ilicitudes, como é o caso do Temer, enquanto a maioria absoluta da Câmara dos Deputados não consiga processá-lo.

Diante de tanta evidência de que o presidente Temer tenha participado do crime de organização criminosa e da prática de ladroagem nos cofres públicos, mediante recebimento de "propinas", em seu nome ou em nome de "laranjas", é difícil justificar a repentina "intervenção militar" para coibir os crimes nos bolsões de pobreza do país a fora.  Isto tudo, mais parece "encobrir" os crimes praticado por si combatendo os crimes praticados pelos "ladrões pé de chinelo". 

Quando assistimos nas redes de televisão, o presidente Michel Temer, com soberba de sempre, com "dedo em riste" apontar a criminalidade no país como "prioridade" número um, dá-nos vontade de "vomitar". O presidente Michel Temer, apequena ainda mais o País expondo ao ridículo perante o mundo desenvolvido. O Brasil mais parece uma republiqueta de quinta categoria do continente africano. 

Michel Temer, apequena o Brasil !

Ossami Sakamori


terça-feira, 6 de março de 2018

O verdadeiro bota-fora de Rodrigo Maia

Da colaboradora:
Amanda Sindmann
















Ainda estamos nas preliminares do acirrado jogo político em que devem se tornar as Eleições de 2018. Embora os atores principais ainda não possam ser conhecidos oficialmente devido à nossa exótica lei eleitoral, todos agem por baixo dos panos tentando capitalizar o pleito.

Quem acompanha meu (limitado) discorrer acerca do assunto deve saber de antemão que, no momento, considero apenas quatro candidaturas como estabelecidas: Alckmin, Bolsonaro, Lula e Marina Silva, dos quais apenas a última não tem chance alguma de vitória. Sobre o embate entre os primeiros, até o momento, não ouso prever um resultado.

Antes de continuar, permitam-me uma explicação para acalmar os ânimos de eventuais exaltados. Sei que Lula, a esta altura do campeonato, está impedido de concorrer devido à Lei da Ficha Limpa e, até o momento, não vejo uma forma de ele escapar a este destino. Se menciono sua candidatura, refiro-me, para ser explícita, a qualquer candidato-poste que assuma o manto de sucessor. Duelam por este posto figuras como Guilherme Boulos e Manuela D’Ávila, embora, até onde o horizonte permite enxergar (e, admito, não me debrucei sobre o assunto, já que é deveras desinteressante), o cargo ficará com Fernando Haddad.

É do outro lado do campo que estão as figuras cujos planos são mais atrativos. Já perdemos muito tempo discorrendo sobre assuntos paralelos, então vamos direto ao ponto: trato aqui unicamente de Rodrigo Maia. O presidente do Democratas anunciou que o partido deve lançar seu nome como candidato na quinta-feira (8), uma jogada que vai de encontro aos conselhos do próprio pai, que afirmou, na semana anterior, preferir uma reeleição do filho à Câmara.

Lançado ao palco do primeiro escalão político após conquistar uma inesperada vitória na eleição que definiria o sucessor de Eduardo Cunha naquela casa, Maia se tornou uma das principais forças do presidente Michel Temer no Legislativo, mas deixou-se controlar pela ambição de ocupar o lugar do chefe do Executivo e, desde então, tem atuado para derrotar pautas do governo, como a reforma da previdência.

O golpe final às pretensões do deputado ocorreu após o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, sua base eleitoral. De fato, os números mais recentes são desanimadores para ele: uma pesquisa do Ipsos, divulgada pelo Estadão no domingo (4) mostra que Maia possui rejeição de 4%, empatado com Temer. Já um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, do dia 28 de fevereiro, o coloca com 1,1% das intenções de voto em São Paulo, em empate técnico com Henrique Meirelles.

O presidente do Democratas certamente não pode estar alheio a estes dados e deve saber que seu desejo pela presidência não será realizado este ano. Mas não podemos nos enganar: a política deve ser vista como um jogo de pretensões futuras, no qual os melhores movimentos são feitos para dar frutos diferentes daqueles que aparentam à primeira vista.

Destarte, é justo afirmar que a pretensão do deputado, de atingir o índice de 7% em pesquisas futuras, é puro blefe. Acontece que, em época em que os partidos procuram submergir para produzir a salsicha eleitoral, qualquer movimento óbvio é recebido pelos jornais como a pauta salvadora para preencher o vazio de notícias. Prestem atenção nisto e verão como vários outros jogadores menores se aproveitam do momento para fazer com que seus nomes circulem em ambientes nos quais, em outra ocasião, não teriam penetração.

O resultado prático destas ações é o acúmulo de ativos eleitorais. Ainda que não pretenda, realmente, arriscar-se ao mar traiçoeiro do pleito executivo, Maia mantém-se relevante, o que pode ser decisivo se optar pela reeleição à Câmara. A ação também rende dividendos a seu partido, que ganha corpo para colocar um de seus quadros em um cargo relevante, como a vice-presidência na chapa de Geraldo Alckmin.

Por outro lado, também é possível que Rodrigo Maia seja realmente tolo e acredite ter chances de vencer e se lance com tudo a uma disputa na qual suas chances são praticamente inexistentes. Caso isto aconteça, nosso Dom Quixote à brasileira não naufragará sozinho, devendo levar o já minguado DEM com ele.

Amanda Sindmann 
possui um blog Amanda Sindmann no qual fala sobre qualquer coisa, menos política.

Em tempo: Opinião manifestada nesta matéria é da colaboradora Amanda Sindmann

segunda-feira, 5 de março de 2018

Meirelles é o Plano B do MDB

Crédito da imagem: Veja

O Plano B da candidatura à presidência da República do MDB é o atual ministro da Fazenda Henrique Meirelles. É assim que  a grande imprensa vem tratando o assunto sobre sucessão presidencial que irá acontecer no dia 7 de outubro deste ano. O próprio Henrique Meirelles já afirmava no Fórum Econômico Mundial que aconteceu na Suíça no dia 23 de janeiro passado de que os banqueiros "pedem e pedem" para que ele saia candidato à presidência da República. Henrique Meirelles só não sai candidato à presidência pelo MDB se o próprio Michel Temer quiser tentar a reeleição. 

Henrique Meirelles atualmente está filiado no PSD, donde deve migrar para o MDB no início do próximo mês, ante do prazo final de "troca, troca" de partidos e também do prazo final para "desincompatibilização". No entanto, o registro da candidatura deverá ocorrer no dia 15 de agosto, primeiro dia para a formalização da candidatura. 

O PSD do Gilberto Kassab, sem Meirelles, deverá fazer parte da coligação com o PSDB do Geraldo Alckmin. O desenho é que o atual ministro das Comunicações deverá fazer dobradinha com João Dória participando na chapa dos tucanos como vice-governador para pleito estadual. Vamos apenas lembrar que o estado de São Paulo é maior colégio eleitoral do País. 

Nem vou fazer comentários sobre  o pensamento econômico do Henrique Meirelles, pois que sou radicalmente contrário à matriz econômica adotada pelo mesmo. Henrique Meirelles sempre privilegiou o setor financeiro em detrimento do setor produtivo, pagando os juros mais altos do mundo para os títulos do Tesouro Nacional. Henrique Meirelles é candidato do mercado especulativo. Henrique Meirelles é amigo dos agiotas internacionais. Isto tudo justifica o "pedem e pedem" dos banqueiros para que ele seja o novo presidente da República do Brasil.

Meirelles é o Plano B do MDB.

Ossami Sakamori


domingo, 4 de março de 2018

O que você pode fazer pelo Brasil?


Disse John Kennedy em seu discurso de posse como presidente da República dos Estados Unidos da América em 1961: "Meus compatriotas, não perguntem o que seu país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo seu país".  A frase produziu impacto muito grande no povo americano, pois que foi pronunciado por um democrata com ideologia mais à esquerda dos republicanos. 

Nós brasileiros cobramos muito pela atitude dos outros, mas pouco fazemos para imprimir mudanças no rumo do País. Metemos pau no presidente da República, como eu faço. Metemos pau nos deputados e senadores, como eu faço. Metemos pau nos ministros do Supremo Tribunal Federal, como eu faço. Metemos pau no governador do estado, como eu faço. Metemos pau no prefeito da cidade, como eu faço. Mas, pouco fazemos para mudar o rumo do País. Somos os verdadeiros bananões da República. 

As eleições para novo presidente, cargo máximo da República, acontecerá daqui a sete meses e estamos divididos em relação aos candidatos e aos partidos que nós representará. De princípio, o povo elege o candidato que promete mundos e fundos. O candidato que propõe "intervir" no comportamento social e na economia são os favoritos da população. O povo brasileiro espera que o presidente da República resolvam "todos" problemas do País. O povo brasileiro prefere ainda acreditar nas promessas fáceis de candidatos.  Acreditamos e esperamos um "salvador da pátria".

O Brasil está em frangalhos. Segundo avaliação dos organismos não governamentais, por exemplo,  o serviço de educação está atrasado em 260 anos na leitura e 60 anos em matemática em relação aos países desenvolvidos. A saúde pública está literalmente falida. A segurança pública está a merecer até "intervenção militar" para conter a onda de violência e combater o tráfico de drogas. Creio pouco provável que, por melhor intenção que tenha o próximo presidente da República, possa dar solução para todas mazelas acumulados por anos a fio. A realidade tem nos mostrado que a crise moral tem nos levado à triste realidade brasileira. 

Não está na hora de juntarmos a força para mudança do rumo País, tal qual apelou o presidente americano John Kennedy aos seus concidadãos?  Muito provável que não encontremos um candidato "estadista" à altura de exercer a presidência da República na sua plenitude, mas a força e a vontade do povo brasileiro é tão forte que haveremos de resgatar autoestima e orgulho perdidos por todos nós. 

Pergunto: O que você pode fazer pelo Brasil?

Ossami Sakamori

sábado, 3 de março de 2018

MDB é uma facção criminosa!

Crédito da imagem: Estadão

Sem medo de errar, podemos afirmar que o MDB é uma organização criminosa. O partido do presidente da República está no poder há sete anos. Os primeiros 5 anos e 5 meses atuou em parceria com outra organização criminosa que é o PT. Há quase 2 anos que o MDB derrubou o PT para assumir o comando da organização criminosa com sede no Palácio do Planalto. 

Nessa sexta-feira, o ministro do STF Edson Fachin autorizou Polícia Federal incluir nas investigações em curso o nome do presidente Michel Temer em mais dois processos. Um dos processos decorre da delação premiada da Odebrecht referente a doação na campanha do vice-presidente nas eleições de 2014. O outro processo se refere ao rumoroso caso de  Decreto presidencial sobre concessão de portos, que teria favorecido a empresa Rodrimar. Com esses 2 processos, o presidente da República Michel Temer está sendo investigado em 4 processos criminais. Isto é mais que a antecessora Dilma do PT.

O presidente da república Michel Temer é também presidente de honra do MDB, que abriga os políticos "carimbados" como "corruptos". Os nomes como Eduardo Cunha, Sérgio Cabral, Renan Calheiros, Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Romero Jucá fazem parte da lista de investigados pela Polícia Federal. Alguns dos nomes notáveis já estão presos e outros respondendo aos processos de investigação pela Polícia Federal.  

Presidente Michel Temer, segundo a grande imprensa, costuma realizar reuniões "fora da agenda", precisamente na residência oficial, o Palácio do Jaburu, com as notórias figuras ligados ao "sub-mundo", que estão lotados nos "escaninhos" dos três poderes da República. O cargo de presidente da República lhe concede o abrigo para continuar praticando os "conchavos" para proteger os membros da  sua "quadrilha". 

Sem ter o apoio para aprovação da reforma da previdência, que seria o carro chefe da sua gestão, presidente Temer dá a sua última cartada, a de intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro e a criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública. Faltando apenas 10 meses para o término do  seu mandado, a repentina guinada nos objetivos do governo só pode ser por motivos eleitoreiros. Presidente Temer tem pretensão de se candidatar à reeleição pelo MDB para continuar mantendo o "foro especial" da presidência da República. Isto já não é segredo para ninguém.  

MDB é filhote do PT. MDB conquistou o poder com os votos do PT. MDB e PT são como irmãos gêmeos, o DNA vem comprovar isto. Atualmente, o MDB combate o PT, mas pratica as mesmas ladroagens dos cofres públicos. Isto não sou eu a dizer, a grande imprensa noticia todos os dias o envolvimento dos membros do MDB em alguma forma de ladroagem.  Trocamos 6 por meia dúzia, infelizmente.

MDB é uma facção criminosa!

Ossami Sakamori


sexta-feira, 2 de março de 2018

A "pinguela" do Temer. Comemorar o que?



O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho vai divulgar hoje o resultado do mês de janeiro deste ano. O número, a criação de 77,8 mil novas vagas com a carteira assinada, é o melhor resultado para o mês de janeiro desde 2012. O número ficou também positivo em 83,5 mil vagas nos últimos doze meses, ainda segundo Caged. Os números, embora positivos, não tem nada a comemorar!

Para o País que tem quase 13 milhões de desempregados e outros 26 milhões de sub-empregados, sem ainda considerar os 13 milhões de beneficiários da Bolsa Família, a criação de 83,5 mil de empregos formais nos últimos 12 meses é uma gota no mar de necessidades. A comemoração do número pelo governo chega a ser ridículo. 

O número é pífio uma vez que o País precisa criar, pelo menos, 500 mil novas vagas de emprego somente para atender a demanda decorrente de novos contingentes de jovens que entram no mercado de trabalho todos os anos, descontado os que se aposentam. Isto, sem considerar o "déficit acumulado" nos período da recessão.

Durante a recessão dos anos 2015 e 2016, o País eliminou mais de 3,5 milhões de empregos formais. Acrescente ao número, os 500 mil novos contingentes, para saber a necessidade de criação de empregos somente para alcançar o mesmo índice de antes da recessão de 2015/2016. Para chegar ao mesmo situação de antes da pior recessão dos últimos anos, o País precisa criar 4 milhões de novas vagas de empregos formais. Isto equivale, grosso modo, o Brasil ter que criar cerca de 170 mil novas contratações por mês. 

A grande imprensa comemora a cada número positivo, seja em termo de crescimento, 1% do PIB em 2017 ou recuperação de cerca 83,5 mil novas contratações no mesmo período. No entanto, ao contrário ao da grande imprensa, é quase unanimidade a opinião de qualquer articulista econômico responsável de que para o Brasil voltar ao patamar de PIB de antes da crise há um caminho longo a percorrer. 

Podemos dizer que há uma luz no final do túnel, mas o caminho ainda é longo. Esperamos que nas próximas eleições, o País eleja, não um presidente "salvador da pátria", mas um presidente que tenha a mínima noção da "responsabilidade fiscal" e escolha uma "matriz econômica" que produza o desenvolvimento econômica sustentável para os próximos anos ou décadas. 

O povo brasileiro já pagou custos acima da sua possibilidade de resistência. Que o novo presidente da República traga algum alento, porque os presidentes dos exercícios 2011/2018, a Dilma e o Temer, enterraram o Brasil. Não adianta Temer querer jogar toda a culpa na Dilma, sua companheira de exercício da presidência nos últimos 8 anos! Michel Temer é, também, responsável pela situação que o País está a viver.  Temer está longe de ter construído a ponte para o futuro. 

A ponte do Temer continua sendo a "pinguela" para o futuro.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



quinta-feira, 1 de março de 2018

Álvaro Dias busca apoio do bispo Edir Macedo

Crédito da imagem: Estadão

Na sucessão presidencial sem sal até aqui, Estadão de hoje traz a possibilidade da coligação do Podemos do senador Álvaro Dias com o PRB da Igreja Universal do Reino de Deus do bispo Edir Macedo.  Segundo Estadão, a negociação do apoio do PRB está sendo feito pelo senador e ex-ministro da Indústria e Comércio Marcos Pereira. O senador Álvaro Dias faz oposição ao governo Temer e o PRB do Edir Macedo vai deixar de fazer parte do "centrão" que apoia o partido da situação, MDB. Mais um peão do xadrez se mexeu!

Na composição de força política, o Podemos que tinha apenas 12 segundos na propaganda gratuita de televisão ganha mais 27 segundos do PRB, somando até aqui 39 segundos. Com o apoio do PRB, Álvaro Dias garante também a sua particiapão nos debates entre os presidenciáveis que serão promovidos pelas emissoras de televisão, em nível nacional, após a formalização das candidaturas no próximo dia 15 de agosto.

Na composição política, é de pressupor que o bispo Edir Macedo indique o vice-presidente na chapa do senador Álvaro Dias. 

Ossami Sakamori