terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dívida pública bruta do Brasil alcança R$ 5,5 trilhões

Crédito da imagem: Estadão


Segundo projeções do Tesouro Nacional a dívida pública bruta da União deve subir 3,3% este ano, alcançando 77,3% do PIB ao final de dezembro, o que corresponde a cerca de R$ 5,4 trilhões.  Ainda, segundo Tesouro Nacional, em apenas 5 anos, a dívida pública bruta subiu 27,5%, pulando de R$ 4,2 trilhões ao final de 2013 para atual patamar.  A velocidade do aumento da dívida bruta do Brasil é muito preocupante para qualquer formulador da política econômica do País.

O cenário seria pior se não fossem as devoluções antecipadas dos empréstimos que o Tesouro fez ao BNDES e agora estão retornando para o caixa do Tesouro. Os dados mostram que as devoluções já feitas e as acertadas com o BNDES para os próximos anos, vão permitir uma redução de 9% da dívida bruta até 2027, neste quesito.  Sem esse cronograma de pagamento, a dívida chegaria em 2027 no patamar de 82,2% do PIB, considerado explosivo de acordo com os padrões internacionais, para um país emergente como o Brasil.

Sem as reformas estruturantes, quais sejam, a reforma da previdência e a reforma tributária, somado ao risco de volta da inflação, é uma ameaça para o crescimento sustentável do País.  A teoria que deu certo para o conservador Ronald Reagan nos Estados Unidos e para o general Augusto Pinochet no Chile, não necessariamente, será a salvação para o Brasil.  O mercado financeiro mundial de hoje, rege numa outra ordem econômica.   

A situação do Brasil em que está prestes a sair da pior recessão econômica dos últimos 100 anos, portanto, a prudência se impõe aos administradores públicos.  Apenas a mudança sutil da teoria econômica não será suficiente para resolver os graves problemas estruturais que o País enfrenta.  Para que o povo brasileiro deposite confiança, Paulo Guedes e sua equipe econômica devem colocar os pés no chão e propor políticas econômicas e monetárias que sejam sustentáveis para o País. 

Uma coisa é certa.  A teoria liberal dos "Guedes boys" não será solução para resolver todos os problemas econômicos do País.    

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori

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