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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Brasil: 4,6 milhões de famílias vivem abaixo da linha da pobreza

Crédito da imagem: Veja

O número de pessoas na faixa de "extrema pobreza" aumentou para 7,4% em 2017, o que corresponde a cerca de 15,2 milhões de pessoas.  E a população de "baixo rendimento", de acordo com o critério do Banco Mundial, é de 54,8 milhões de pessoas.  A estatística do IBGE não dá ideia clara sobre a população de baixa renda, se considerar apenas o número de pessoas, porque inclui nela as pessoas de família com menores de idade e de aposentados ou beneficiários de algum benefício do governo federal.   

Se transformarmos o mesmo número em número de famílias ao invés de número de pessoas, dará uma ideia melhor sobre a situação da pobreza no País.  Segundo o último levantamento do IBGE, o número médio de pessoas por família é de 3,3 pessoas.  Assim sendo, o número de famílias abaixo da "linha de rendimento" é de 16 milhões de famílias e dos quais o número de famílias "abaixo da linha pobreza" é de 4,6 milhões de famílias.  

A renda média, considerando por família, considerando o número médio de pessoas por família de 3,3 pessoas e o dólar na cotação de ontem, R$ 3,85, a renda média familiar abaixo da "linha de rendimento" é de R$ 2.100 por mês/família e a renda média familiar "abaixo da linha da pobreza" é de R$ 724 mês/família.  Mesmo considerando renda familiar, a renda dos mais pobres do País continua muito baixo.  Isto é um desafio para que o futuro governo com a teoria liberal venha resolver ou minorar.  Pior que esta situação não pode ficar! 

Os números apresentados pelo IBGE, em síntese, significa que há cerca de 16 milhões de famílias com renda mês/família de R$ 2.100 e cerca de 4,6 milhões de famílias vivem com renda mês/família de R$ 724.  Se considerar que cerca de 13 milhões de chefes de família recebem Bolsa Família, em tese, as famílias abaixo da "linha da pobreza" se sustentam tão somente com os recursos do governo federal. 

Os mesmos números apresentados pela grande imprensa de uma forma sintetizada, mascara um pouco a realidade brasileira.  Considero que a pior verdade é a meia verdade, por isso, o motivo desta matéria. Isto é a realidade brasileira, no entanto, os números soltos não dão ideia do que seja o verdadeiro perfil econômico da classe mais pobre do País.  Independente da forma como se apresenta a pobreza, a situação econômica do Brasil está no fundo do poço. 

Ossami Sakamori

Um comentário:

Daniel Camilo disse...

Depois vem o PT do Lula afirmar que tirou milhões de brasileiros da pobreza. Pensando bem, lula e Dilma tiraram sim, milhões da pobreza, mas os colocou na EXTREMA POBREZA. o Programa Bolsa Família não iria erradicar a fome, como esbravejava o Lula? O fhc(digo Rute Cardoso, 1ª Dama) criou o "Vale Renda, vale gás,..", que seria para ajudar temporariamente as famílias que tinham crianças em situação de trabalho infantil(escravo) e tinha como contra-partida as crianças nas escolas mas, entrando lula no governo, o PT embolou tudo e denominou "Bolsa família", sem contra-partida e virou compra de votos e uma fabrica de desempregados.
Bolsonaro terá muito serviço pela frente pois retirar sumariamente o Programa Bolsa Família só agravará a situação. O jeito será fazer uma devassa excluindo quem não precisa e recadastrar novamente as famílias; e criar condições para que os empresários invistam no Brasil, criando empregos e com isso eliminando aos poucos os dependentes do Bolsa Família. A classe média não aguenta mais sustentar tanta gente.