sexta-feira, 12 de junho de 2015

Mentalidade atípica por Mônica Torres

Por Mônica Torres


Se não é pseudolalia, o caso daquela governanta gerentona de vermelho lá no topo da hierarquia política, então, acreditemos numa coisa chamada cinismo mesmo.  Para uma pessoa normal traçar um perfil desse comportamento é bem difícil. Uma questão bizarra é acreditar...no que se vê? No que se ouve? No que se sente no bolso? Estamos loucos?

Às vezes é desconcertante assumir que não compreendemos a intenção de nossa governanta. Difícil ler reportagens diárias como o artigo anterior deste blog Ouvi direito? Dilma defende a derrubada da inflação.  e não ficar meio constrangido pela informação da leitura, ou nos perguntamos.  Para quem realmente ela se dirige quando fala? Para investidores imaginários?  Para a elite que sustenta a economia?  Para o grupo de pessoas menos favorecidas de instruções e informações?  Para um grupo de pessoa s com intelecto limitado?

Há um perfil para cada entrevista, mas nenhum deles é convincente.  Nem é preciso ser craque em economia, para saber que a declaração: "Brasil não tem um sistema financeiro com problemas, nós não tivemos nenhuma situação que caracterize desequilíbrio estrutural...", dita na reunião de cúpula ainda essa semana em Bruxelas, é educadamente chamada de inverdade, muito embora conheçamos bem nome disso. 

Ora, amigos, dizer em alto e bom som que..."O Brasil não tem um desequilíbrio fiscal estrutural", nos dá por refletir e perguntar de novo... "Para quem ela se dirige quando fala?  Recomendar que a população, sangrada em seu orçamento doméstico, endividada e sem controlo algum dos parcos recursos já comprometidos com as contas estouradas, continue a consumir, beira as raias da tirania fabulesca. Temos dois problemas? Seca do Nordeste e Ajuste Cambial? Por que as obras de transposição do São Francisco, jamais foram terminadas, apesar de ultrapassar os valores do orçamento em muito?

"... o Brasil está "extremamente preparado" para enfrentar o momento de crise..." . Para quem ela realmente se dirige quando fala? Confessa a incompetência do Brasil para combater os fatores externos" como se a tecnologia atual, não fosse suficiente clara para nos informar todos os dias que o mundo lá fora não está em crise.

"... Por que até hoje não saiu um acordo entre a UE e os Estados Unidos? Por que nunca saiu um acordo entre UE e o Japão?..." Até mesmo o mais desinformado brasileiro saberia responder isto.  Não há acordos, porque não precisam.  Porque não há incompetência, porque não há uma equipe econômica praticando uma medida de erros de proporções irreparáveis.  Por que há maestria e responsabilidade dos Estados Unidos e do Japão com seus povos. A grosso modo, não é a casa do vizinho, responsável pelo que acontece em nossa casa. Fim de superciclos das commodities? Não teria querido dizer começo?

A dura penas, estamos começando a entender o que vai significar inflação em "duas casas decimais", porque a grande maioria dos brasileiro simples, não sabe o que é PIB, então dificilmente compreenderá o efeito da retração.  Mas as gôndolas de supermercado... essas sim, falam a verdade popular clara e compreensível para o povo gado brasileiro.

Dizer que a inflação é "atípica", só pode ser característica de mentalidade "atípica".  Então... Para quem realmente ela se dirige quando fala?

Mônica Torres









@nictorres

Apoio:

Apoio integralmente o texto da autora, com cumprimentos. Em outras palavras a autora quis dizer que a governanta gerentona tem séria doença mental, incompatível com a função que exerce.

Ossami Sakamori



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Ouvi direito? Dilma defende a derruba da inflação!


Participando da reunião de cúpula entre União Européia e Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, em Bruxelas, a presidente Dilma voltou a culpar os fatores externos como causa da crise econômica que passa o Brasil.

Disse Dilma: "A economia internacional, que estava em crise desde 2008, até hoje não se recuperou. Ela está andando de lado. Veja que, com 7% de crescimento da China, o menor em 25 anos, o crescimento do mundo ainda é 2,8%".

Dilma sempre usa como exemplo o baixo crescimento da China. No entender da Dilma, 7% de crescimento no PIB é baixo, em se referindo à China. Admite também que o mundo cresce à média de 2,8%.  A presidente Dilma só não lembrou de citar os números do Brasil. Brasil cresceu em 2014, índice insignificante de 0,1% no PIB. Nos primeiros 5 meses deste ano, a projeção da retração é de 1,3% do PIB, eu disse retração.

Afirmou ainda que a inflação terá que ser derrubada e logo. Culpou os fatores externos e câmbio como vilões da inflação. Presidente Dilma, sempre, colocando culpa em alguém ou em algum fato. O culpado preferido dela é o fator externo. Agora, com a novidade do câmbio. 

A presidente Dilma confessa a incompetência do Brasil de enfrentar os fatores externos para justificar o baixo crescimento do País, 0,1% em 2014 frente a média do mundo que é de 2,8%.  Ora, ora, a política cambial é responsabilidade do Banco Central. Se acha que está sendo óbice para o crescimento do País que faça o Banco Central intervir. 

Definitivamente, a Dilma não entende nem um pouco de economia. Dilma acha que os ajustes econômicos propostos pela equipe econômica é suficiente para conter a inflação. Na matéria anterior já contestei a forma equivocada que a equipe econômica da Dilma quer controlar a inflação. 

Manter a presidente Dilma à frente da presidência da República é como pedir para afundar o Brasil. 

Ossami Sakamori


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Inflação do tomate pode derrubar a Dilma.


O vilão da inflação do mês de maio foi, novamente, o tomate. O IBGE informou a taxa de inflação oficial do mês de maio, anualizada, foi de 8,47%. O índice de inflação para o mês de maio é o maior desde 2003, segundo IBGE. O índice de inflação acumulado do ano, até o mês de maio é de 5,34%, faltando ainda 7 meses para terminar o ano. 

A minha tese de que é equívoco segurar a inflação via elevação da taxa de juros básicos Selic está a confirmar. A taxa de juros Selic no final do ano passado estava em 11,75% e a inflação em 6,41%.  Após elevação da taxa básica de juros para 13,75% na última reunião do COPOM, a inflação não mostra sinais de arrefecimento, pelo contrário, a inflação anualizada já registra 8,47%. A inflação não deu pelota para o aumento da taxa básica de juros Selic.

Como eu já disse neste blog, a taxa básica de juros Selic não é remédio para inflação, mas sim, a taxa Selic apenas reflete a grau de confiança do consumidor em relação à política econômica do governo federal e à própria credibilidade da presidência da República. 

A previsão feita por este blog de terminar o ano de 2015 com taxa Selic ao redor de 14% e índice de inflação próximo de 2 dígitos parece confirmar. Só falta confirmar a retração do PIB em 2,5% ou seja PIB negativo. A previsão feita por este blog se baseia no pensamento equivocado da política econômica implementada pelos seguidos governos PT. Fácil fazer estas previsões porque a equipe econômica da Dilma, segue a fórmula clássica do FMI.

Não há mágica a fazer em economia. A inflação se controla com contração da base monetária, via depósitos compulsórios dos bancos e outras medidas na área de investimentos financeiros. A taxa básica de juros Selic deveria estar num processo descendente acompanhando a contração da base monetária. Ao contrário, o governo Dilma tem feito nestes segundo mandato é manutenção da base monetária e aumento da taxa básica de juros Selic. É mais ou menos como jogar querosene na fogueira. Explica-se. A Dilma prefere atender os interesse dos banqueiros e dos agiotas do que defender os interesses do povo brasileiro.

O resultado desta política econômica equivocada é que os juros pagos pelos consumidores estão em patamares que corroem a renda. Os juros de cartões de crédito estão em média 350% ao ano e cheques especiais em 200% ao ano, enquanto a inflação oficial está em 8,47% ao ano. Com juros de empréstimos bancários que varia entre 60% ao ano a 120% ao ano para pequenas empresas, a inflação na ponta do consumo explode. A inflação do bolso está acima de 25% ao ano. Significa que a inflação come o salário do trabalhador brasileiro em 25% no final do ano, isto quando não está desempregado.

A presidente Dilma disse na última entrevista à imprensa de que a economia de vacas magras é página virada. Página virada é uma mentira deslavada! Piores dias, ainda, estão para vir nos próximos meses. E a imprensa não chama atenção para o fato. Se o povo brasileiro já não aguenta a Dilma hoje, imagine se o quadro da economia piorar. 

O mês de "agosto" será fatídico para a Dilma e para o próprio Lula. Não há mal que dure para sempre. Inflação do tomate pode derrubar a Dilma. 

Ossami Sakamori




terça-feira, 9 de junho de 2015

Não tenho dúvida, Lula e Dilma são os verdadeiros "judas".


O partido dos Trabalhadores, PT, vai realizar 5º Congresso Nacional do partido em Salvador de quinta a sábado próximo. Os principais temas são as medidas de ajustes na economia proposto pela presidente Dilma e sua equipe econômica. Parece que os ajustes não caíram bem no gosto dos "petralhas".

O PT navegou em mares calmos, em quadro econômico artificial que foi criado, com medidas "anti-cíclicas" (sic) do governo Lula, implementado em 2009 e que foi dado continuidade durante o primeiro mandato da Dilma. As medidas "anti-cíclicas" provocaram, artificialmente, a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" ao povo brasileiro. Como não há almoço grátis, chegou a hora de pagar as contas. É hora dos "petralhas" pagarem a conta.

Dilma foi alertado pela catástrofe que seria se continuasse com as medidas "anti-cíclicas" por longo tempo, ainda em 2014. Segurou as medidas até o segundo turno das eleições. Vencido eleições com as mentiras de manutenção das medidas "anti-cíclicas", Dilma mudou radicalmente a postura. Para a mudança de postura teve o aconselhamento do presidente do Bradesco Luiz Carlos Trabuco. O segundo mandato está marcado com a mudança do eixo da política econômica.

Sugerido pelo Luiz Carlos Trabuco, Dilma nomeou para o posto de ministro da Fazenda o Joaquim Levy, que até então era diretor do Bradesco. Joaquim Levy segue fielmente aos preceitos neo-liberais do Fundo Monetário Internacional para promoção dos ajustes necessários para, sobretudo, gerar superávit primário (dinheiro para pagar parte dos juros da dívida pública federal). Isto é teoria dos banqueiros para agradar defender o lucro deles próprios.



Ainda assim, no meu  entender, os ajustes do Joaquim Levy está sendo feito de forma equivocada, mantendo a taxa de juros básicos Selic muito alta, a maior entre 40 economias mais expressivas do mundo, ficando apenas atrás da Turquia. Está bem claro que o ministro está atendendo os interesses dos banqueiros, com os juros reais altos. Equivocadamente, mantém o real "valorizado" em relação ao dólar, para não quebrar de vez o encanto do "sensação de bem estar" e "sensação do poder de compra". 

A gritaria da maior parte dos membros do PT, os petralhas, é justamente a quebra do paradigma da "sensação de bem estar e do poder de compra" da população, criado artificialmente para se manterem-se no poder. Elegeram-se como inimigo do PT o ministro Joaquim Levy Bradesco. A imprensa noticia escancarado, o apelido do ministro da Fazenda de "judas", acompanhando a intenção da presidente Dilma, de isolá-lo da figura dela.

Propositadamente, a presidente Dilma e o vice-presidente Temer, faz citações expressas sobre o termo "judas" para o Joaquim Levy, aparentemente defendendo-o. Mas isto faz parte do marketing do João Santana. Fazem de conta a Dilma e Temer de que as medidas de ajustes não são deles, mas do Joaquim Levy, para eles se safarem da paternidade das medidas. Dilma e Temer querem se livrar da autoria da política econômica "neo-liberal" do ministro da Fazenda.

Para Dilma e Temer, o Joaquim Levy Bradesco será peça descartável após a implementação dos ajustes na economia, embora ajustes mancos. O pescoço do Joaquim Levy estará à disposição do Partido dos Trabalhadores, após aprovação das medidas de ajustes pelo Congresso Nacional. Corta-se o pescoço do Joaquim Levy, se for necessário, mas os da Dilma e do Temer serão preservados, raciocinam os malfeitores.



Por mim, presidente Dilma e vice Temer, deverão estar fora do Palácio Alvorado e do Palácio Jaburú, antes que o Brasil entre num buraco sem fundo. Dou como limite, o mês de agosto, para que os dois estejam fora do governo. O tempo está à favor do povo. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



segunda-feira, 8 de junho de 2015

Dilma mente sobre projetos de infra-estrutura.

Crédito da imagem: Folha

Presidente Dilma, diante da queda vertiginosa da sua popularidade grande parte devido aos ajustes fiscais e a Operação Lava Jato, quer a todo custo montar uma agenda positiva para tentar recuperar a sua credibilidade. Vai lançar amanhã, um pacote de obras na área de infraestrutura no valor de R$ 184 bilhões como contraponto às medidas de ajustes. Dilma tenta recuperar a popularidade com esta agenda positiva, embora uma grande mentira.

Os projetos são apenas um enunciado de boas intenções. Há pouca possibilidade de volume de investimentos sejam efetivados no curto prazo. Dentro do pacote, o que está a ser concretizado, conforme própria informação do Palácio do Planalto é R$ 19,6 bilhões em concessões de rodovias que já estão em andamento, incluído concessão da ponte Rio-Niterói. Tudo o resto é uma tremenda fantasia, que poderá se tornar realidade ou não. Não há dinheiro disponível para isso.

Basicamente, ainda segundo própria informação do Palácio do Planalto, os investimentos de R$ 184 bilhões, são representados pelas concessões, que serão licitadas somente à partir de 2016. Investimento por setor será: Em rodovias, R$ 69,4 bilhões, incluído os R$ 19,6 bilhões já em processo de licitação; em ferrovias R$ 18,3 bilhões; em portos R$ 37,5 bilhões; em aeroportos R$ 8,5 bilhões e ferrovia bi-oceânica Peru-Brasil, financiado pelos chineses, de R$ 50 bilhões. Em licitações mesmo, somente R$ 19,6 bilhões, neste ano.

O anúncio não passa de boas intenções. Muitos dos projetos elencados pelo Palácio do Planalto, nem sequer possuem estudos preliminares. Não está definido também a forma e fonte de recursos de destes projetos, com exceção do projeto ferroviário dos chineses Peru-Brasil, que tem recurso garantido pelo governo chinês, mas não tem nem estudo de viabilidade e muito menos convênio bilaterais entre Peru e Brasil.  Projetos que vão demandar prazo médio de 5 anos.

O momento do anúncio não poderia ser pior para o lado dos investidores privados. Com inflação galopante, taxa básica de juros reais acima de 5% ao ano e falta de indicação da fonte de recursos ao plano de investimentos de R$ 134 bilhões dificulta a decisão dos investidores. A intenção dos chineses em construir ferrovia bi-oceânica, ainda tem muitos obstáculos a vencer, portanto, considerar os R$ 50 bilhões dos chineses como parte do programa de investimento é temerário. Isto pode virar em pó, ainda. 

O volume de recursos, considerando R$ 184 bilhões, com investimentos ao longo de um prazo que estimo em 5 anos, corresponde a cerca de R$ 36 bilhões por ano. O volume de investimento anual previsto em relação ao PIB é de irrisório 0,65%. Para o País não sofrer estrangulamento em infra-estrutura, seria conveniente e desejável que o investimento seja de no mínimo 2% do PIB, anualmente, segundo melhores analistas macro-econômicos. Isto daria R$ 110 bilhões anuais de investimento em infra-estrutura e não R$ 36 bilhões. 

O volume de investimento que será anunciado com tanta pompa e estardalhaço na imprensa, no entender dos melhores analistas econômicos corresponde a cerca de 1/3 do que seria desejável. Vender peixe para os leigos é especialidade da presidente Dilma e seu marqueteiro João Santana. Dilma vende o mais feio "baiacú" (venenoso) como se fosse o mais nobre "salmão chileno". 

É especialidade da presidente Dilma é mentir. Como somos otários para comprar notícias sem noção, Dilma deita e rola em cima de nós, povo brasileiro. 

Se depender da minha vontade, a presidente Dilma, deveria deixar o Palácio do Planalto o quanto antes. O mês de agosto é um mês fatídico para a política brasileira, a história nos mostra. A anta, como designa o povo, deixará o governo pela renúncia ou impeachment.

Ossami Sakamori



domingo, 7 de junho de 2015

BNDES vira balcão de negócios financeiros.


Lula e Dilma vão transformar o BNDES, de banco de fomento para banco de investimento. Esta mudança fez comemorar os repórteres da Rede Globo que cobria o evento do anúncio das novas medidas, sem saber exatamente o que se passa. O anúncio da medida foi feita na sede da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Participou do evento o ministro Joaquim Levy Bradesco, presidente do BNDES Luciano Coutinho, presidente da Anbima Denise Pavarina, segundo reportagem do Estado . A ausência notada foi o ministro da Indústria e Comércio Armando Monteiro a quem o BNDES está subordinado.


Em linhas gerais, o BNDES vai financiar até 50% da emissão de debêntures à taxa TJLP, estabelecendo o mínimo de emissão das debêntures em R$ 200 milhões. O financiamento das debêntures fica limitado apenas àquelas empresas que apresentarem faturamento anual de R$ 1 bilhão. Isto indica que os beneficiários são grandes empresas. Estão de fora, as médias e pequenas empresas deste aporte de recursos.

Além das debêntures, segundo BNDES, serão aceitas financiamento de diversos títulos do mercado aberto tais como Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios, de Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Certificado de Recebíveis do Agronegócio. Nestes casos, o BNDES financiará até o monta de 25% da emissão, resguardado a exigência de faturamento anual mínimo de R$ 1 bilhão. Em qualquer das modalidades de títulos, a empresa tem prazo médio de 48 meses para captar o restante no mercado financeiro. 

O BNDES foi criado para financiar projetos de fomento às empresas, sobretudo nos projetos de instalação de novas unidades industriais ou aumento de capacidade produtiva das indústrias ou outras atividades. O BNDES foi fundado com o objetivo de fomento industrial, comercial ou agronegócios. Com a mudança na forma de financiamento do BNDES, anunciado pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy e Luciano Coutinho seu presidente, na prática, muda o objetivo do banco. O BNDES passa a ser banco de investimentos, não mais banco de fomento.

Esta mudança de postura do BNDES, parece atender os grandes grupos financeiros que já mamam na teta do Banco a juros subsidiados como o grupo JBS/Friboi, seu maior devedor individual. Ficou fácil para os beneficiários do Bolsa Empresários, preitearem financiamentos do BNDES, uma vez que não há necessidade de apresentar projetos específicos para obter financiamentos.  Os grandes conglomerados vão obter recursos a juros TJLP de 5,5% ao ano enquanto a aplicação em título do Tesouro Selic está em 13,75% ao ano. Nada impede que os tomadores de empréstimos apliquem no mercado financeiro e embolsar a diferença de juros, 8,25% ao ano, sem mover uma palha.

O presidente do BNDES Luciano Coutinho, já anunciou que tem tomador para este tipo de financiamento, cujo aporte inicial é de R$ 3 bilhões. Podem escrever, o JBS/Friboi sozinho deve abocanhar R$ 1 bilhão deste montante. Além destes do grupo, muitos outros "títulos podres" deverão entrar nos ativos do BNDES. E o contribuinte brasileiro vai continuar pagando pela transferência de renda para os amigos do Palácio do Planalto. Vamos lembrar, também, que o Lula é o verdadeiro patrão do Luciano Coutinho presidente do BNDES. 

Dilma transforma BNDES num banco de investimento mequetrefe. Triste fim do BNDES.

Ossami Sakamori



sábado, 6 de junho de 2015

Dilma é Lava Jato

Crédito da imagem: O Estado

Não resisti em publicar esta foto (acima) publicada no jornal Estadão , ela é o próprio retrato da administração da presidente Dilma, em estado terminal. Segundo o jornal a presidente Dilma voltou a pedalar em sua (sic) bicicleta na área externa do Palácio do Alvorada. Ainda segundo o jornal, ela realizou o percurso nas proximidades da Vila Planalto, área residencial próxima ao Palácio presidencial.

O repórter fotográfico do Estado foi muito feliz em fotografar a Dilma, visivelmente magra, quase esquelética, cujo fundo da imagem aparece placa acintosamente exposto, proposital ou não, "Lava Jato Planalto". Nunca uma imagem representou tão bem a situação política do País. Uma presidente da República definhando por conta sobretudo da Operação Lava Jato sendo fotografado com dizeres que marca a sua passagem pela administração pública. 

O Brasil é retrato da presidente Dilma. Brasil está em dieta imposta pela nova equipe econômica, que faz o País definhar tal qual a Dilma. Brasil vive e viverá por mais algum tempo às sombras negras da Operação Lava Jato. Brasil, assim como presidente Dilma, não vai livrar tão cedo da imagem da maior ladroagem praticada nos cofres públicos, a história do País. No momento, Brasil é o retrato da Dilma. 

Como na foto, onde quer que vá a presidente Dilma a Operação Lava Jato estará presente na lembrança da população brasileira. Não adianta a Dilma querer se esquivar do assunto da ladroagem da Petrobras, se ela própria foi responsável direta ou indiretamente sobre tudo que aconteceu na Companhia. A justiça poderá não condená-la devido à forte blindagem para não atingir a figura da Dilma, mas o fato ficará registrado nos anais da história brasileira. 


Tem um ditado que diz: "o mal não dura para sempre". A presidente Dilma não chegará em 2018 como presidente da República. Não adianta tentar a agenda positiva, que será matéria, dos próximos posts, que a Dilma carregará a imagem da Lava Jato para sempre. O povo e o Congresso Nacional não perdoará, tenho certeza.

Se depender de mim, Dilma deixará a presidência da República, com impeachment ou com renúncia, no mês dos acontecimentos fatídicos da história brasileira: o mês de agosto.  No mês de agosto, o presidente Getúlio Vargas suicidou-se. No mês de agosto, o presidente Jânio Quadros renunciou o mandato. 


Ossami Sakamori





quinta-feira, 4 de junho de 2015

Consequência nefasta da alta dos juros Selic.


O Banco Central decidiu, ontem, quarta-feira, a taxa básica de juros Selic para 13,75% ao ano. O aumento de 0,5% já era esperado pelo mercado financeiro. A última vez que a taxa de juros Selic chegou a esse patamar foi em dezembro de 2008, no auge da crise financeira mundial. Segundo Banco Central o aumento da taxa de juros justifica-se para conter a inflação que está no patamar de 8,3% ao ano.

O receituário de aumento de taxa de juros básicos Selic para conter a inflação é do Fundo Monetário Internacional e de outros organismos internacionais. É uma teoria "neoliberal" que serve muito bem para as economias estabilizadas como as dos EEUU, Alemanha e Japão. A experiência tem mostrado que não funciona como pressupostos para economia emergentes como a  China, Rússia e Brasil. 

Atrás da desculpa de que o aumento da taxa básica de juros Selic esconde o verdadeiro propósito do governo federal, que recuso-me a aceitar. Esta premissa, tão defendido pelo Palácio do Planalto, pela imprensa e pelos articulistas econômicos de renome é um grande equívoco que está levando o País para o abismo, no meu ponto de vista. Estamos caminhando celeremente para o situação como que passou a Irlanda, Portugal, Grécia e Espanha. 

A desculpa de que a alta taxa de juros Selic segura inflação é uma grande mentira. A alta taxa de juros reais, hoje, em cerca de 5% ao ano, apenas aumenta a concentração de renda no País. Atende os banqueiros e agiotas nacionais e internacionais que se enriquecem através de aplicações financeiras, desviando dos investimentos em sistema produtivo. Sintomaticamente, a equipe econômica dos últimos 12 anos, pelo menos, está sendo comandado pelos banqueiros ou prepostos destes. Henrique Meirelles foi dono do Bank of Boston e Joaquim Levy foi diretor do Bradesco até sua nomeação como ministro da Fazenda do governo Dilma. É como deixar o lobo cuidar do galinheiro.

Não há economia que resista à taxa de inflação nos atuais níveis, aproximando-se de dois dígitos. Como pressuposto da política econômica que vise o desenvolvimento sustentável, há que derrubar a inflação nos níveis civilizados. Todos os países bem sucedidos, tem controlado inflação nos patamares que vão até 3% para estimular o crescimento do país. A política econômica que estabelece como meta de inflação de 4,5% como faz o Brasil, só pode terminar em desastre. A meta da inflação já é alta demais. E ainda, permite alcançar o "teto" da meta, que é uma figura que não existe no glossário da economia. 

A taxa básica de juros Selic não é remédio para inflação, mas apenas o termômetro do quadro da economia do País. Há uma crença equivocada no Brasil de que a inflação se combate com juros altos. Total equívoco de quem pensa que é assim. A inflação se combate com contração da base monetária. O Brasil faz tudo ao inverso, aumenta taxa de juros básicos e concomitantemente expande a base monetária. O final só poderia terminar numa situação inusitada: estagflação.

O Brasil está numa lenga-lenga, já faz 6 meses. Do jeito que é praticado a política econômica, este quadro de letargia deve durar no mínimo dois anos. E, não adianta o presidente do Banco Central dizer que a projeção da inflação para o ano de 2016 é de 4,5%, igual ao centro da meta. Isto não ocorrerá, com atual política econômica (sic) nem que a vaca tussa! Isto é como dança do crioulo doido! 

Se eu fosse o formulador da política econômica, tomaria medida radical de contração da base monetária, "sem confisco", obedecendo as regras atuais do funcionamento do mercado financeiro, dando paulada na inflação. Existe, mecanismos que permite contração da base monetária, sem precisar mudar atuais leis. Aplica-se os instrumentos disponíveis no Banco Central e nas leis orçamentárias, sem sofisma. Melhor derrubar a inflação num período curto, um semestre por exemplo, do que tentar desacelerar a inflação no período mais longo. O povo sofre mais, neste último caso.

A taxa básica de juros Selic, na minha visão, deveria ser ligeiramente inferior à taxa de inflação do momento, nunca acima. Isto desagradaria o sistema bancário e agiotas internacionais, mas eles que se lasquem! Haverá fuga de capital especulativa, puxando o dólar no patamar que deveria estar. A minha formulação da política econômica passaria pela contração da base monetária, via aumento nos depósitos compulsórios dos bancos e aumento de aplicações dos fundos de investimentos em títulos públicos. Haverá chiadeira do setor bancário. Poderá quebrar bancos mal estruturados. Eu deixaria quebrar os bancos incompetentes. Deixaria por conta do mercado para que o sistema bancário sobreviva dentro das regras atuais. 

Resumindo. Insisto em dizer que a taxa básica de juros Selic não é remédio para inflação, mas, termômetro da credibilidade da política econômica ou da equipe econômica que comanda o País. Tem tudo a ver, também, com a credibilidade da presidente da República. Infelizmente, Dilma Rousseff, no cenário nacional e internacional, está mais suja que pau do galinheiro. Assim, não há política econômica que resista aos ataques especulativos.

Fica difícil vender a credibilidade do País, com presidente da República, visivelmente doente, com transtorno bipolar. Portanto, urge renúncia ou impeachment da Dilma Rousseff.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori





No governo Dilma, as filas de desemprego vão aumentar.


Segundo aponta a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgado pelo IBGE, ontem, quarta-feira, dia 3 de junho, no trimestre encerrado em março deste ano, 8,029 milhões de brasileiros estavam desocupados. O índice da série histórica iniciada em 2012, é maior do que o primeiro trimestre de 2013.

Eu disse há apenas três dias: "Definitivamente, a equipe econômica da Dilma atende os agiotas nacionais e internacionais, mas está longe de atender os interesses do Brasil. O Brasil vai amargar quadro recessivo pelo menos nos próximos 2 anos".

Esta realidade vem da implementação da política econômica (sic) equivocada da Dilma Rousseff e sua equipe econômica. O desemprego é consequência, também, do desemprego causado pelo sistema Petrobras. A Petrobras vem enfrentando situação de desinvestimento por conta da Operação Lava Jato levado a efeito pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal. O efeito cascata do desemprego é sentido em cidades com base de operação da Petrobras, sobretudo.

A política econômica (sic) equivocada da equipe econômica, com aumento de taxa de juros básicos Selic e aumento de impostos e contribuições tem levado as empresas industriais ao desinvestimento. É uma situação que o próprio governo, deliberadamente, criou para conter o desequilíbrio fiscal, mas que está levando o País à estagnação. 

Por enquanto o setor agrícola vem garantindo a sobrevivência do País e do governo federal. Até onde isto vai durar não sabemos. O setor agrícola vem ressentindo também com os preços dos commodities em queda e custos de produção em alta. O governo está prestes a matar a galinha dos ovos de ouro. 

O índice de desemprego vai aumentar ainda mais, pelo menos, até o final deste ano. O ano que vem é uma incógnita. O País só tem uma saída, a saída da presidente Dilma Rousseff da presidência da República.

No governo Dilma, as filas de emprego vão aumentar!

Ossami Sakamori




quarta-feira, 3 de junho de 2015

DNITduto. Impeachment da Dilma, já!


As personagens são as mesmas, só muda o palco.

De escândalo em escândalo, o povo vai esquecendo dos anteriores. O escândalo do momento é a ladroagem que permeou ou permeia a Petrobras. Cada dia tem novidade sobre a Operação Lava Jato, que envolve as maiores empreiteiras do País e dezenas de parlamentares. Os processos em mãos do juiz Sérgio Moro, dos que não tem foro privilegiado, estão sendo condenados. Mas, ainda falta dar andamento aos processos que envolvem os parlamentares, que estão sendo conduzidos pelo ministro Teori Zavaski do STF. Isto é história que todos acompanham, diariamente através da Rede Globo.

Antecedentes.

Em julho de 2011, a revista Veja publicou o escândalo envolvendo o ministro dos Transportes Alfredo Nascimento, PR/AM. Um processo de ladroagem estaria ocorrendo no âmbito do Ministério do Transportes, segundo revista Veja, à época. O ministro Alfredo Nascimento afastou os seus principais auxiliares entre eles o diretor do DNIT Luís Antônio Pagot.  No bojo da investigação preliminar descobriu-se que a construtura do seu filho teria aumentado o Capital Social de R$ 60 mil para R$ 50 milhões. O ministro não resistiu à pressão e renunciou ao cargo em 6 de julho de 2011.


Este blog fez denúncia sobre a ladroagem no DNIT em 31 de julho de 2012, envolvendo outras personalidades no processo de ladroagem no DNIT, sob gestão do ministro Alfredo Nascimento, PR/AM. Mas, infelizmente, o processo de investigação sobre o caso DNIT foi arquivado pelo Procurador Geral da República Roberto Gurgel, sem muita explicação.

A ladroagem no DNIT, guarda os mesmos contornos da ladroagem da Petrobras. Em resumo, o dinheiro da ladroagem foi utilizado, indiretamente, para campanha presidencial da Dilma Rousseff em 2010. Maior parte das doações em forma de Caixa 2. O volume de financiamento das campanhas que apoiaram a candidatura da Dilma Rousseff foi de R$ 1,4 bilhão, segundo cartel de empreiteiros do ANEOR.


No mês de março de 2010, antes de se desincompatibilizar para se candidatura à presidência, o que ocorreu no início de abril, a ministra chefe da Casa Civil Dilma Rousseff ordenou ao ministro Alfredo Nascimento a contratação de obras no DNIT no valor de R$ 20 bilhões, com fim de ajudar os apoiadores da sua campanha presidencial, via contribuição de 3% sobre o valor de cada contrato. O ministro Alfredo Nascimento executou fielmente as ordens da Dilma, ordenando o diretor geral do DNIT Luís Antônio Pagot que  assim fizesse.

O diretor geral do DNIT chamou o presidente da ANEOR - Associação Nacional de Empresas de Obras Rodoviárias, tal qual CLUBE, José Alberto Pereira Ribeiro, tal qual Ricardo Pessoa do UTC, para ordenar a execução da tarefa de arrecadar 3% do valor dos contratos, para financiar a campanha presidencial da Dilma Rousseff. Como bom chefe de cartel, ordenou aos seus associados que assim os fizessem.  A lista dos beneficiários veio do Luís Antônio Pagot. 


O dinheiro da ladroagem não foi diretamente na campanha da Dilma, mas foi para seus apoiadores, tais como, hoje senadores Blairo Maggi, PR/MT, amigo pessoal do Luís Antonio Pagot; senadora Gleisi Hoffmann, PT/PR, que veio a ser ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma no primeiro mandato e do senador Eduardo Braga, PMDB/AM, líder do governo no primeiro mandato e ministro de Minas e Energia neste segundo mandato. Além do próprio Alfredo Nascimento, PR/AM, hoje, deputado federal. Os notórios parlamentares foram os operadores do dinheiro sujo do DNIT. 




Após a renúncia da Dilma Rousseff frente a Casa Civil do governo Lula para se candidatar à presidência da República, sucedeu na Casa Civil, Erenice Guerra, já conhecida lobista nas diversas frentes, mesmo fora do governo Dilma. Com Erenice Guerra a verba do DNIT que destinava financiar o apoiamento da campanha da Dilma Rousseff, subiu de R$ 20 bilhões para R$ 46 bilhões. O esquema de ladroagem para financiar a campanha foi de 3% sobre o valor dos contratos, sendo assim, o financiamento das campanhas custou aos cofres públicos R$ 1,4 bilhões, seja em forma de doação oficial ou na forma de Caixa 2.  Com certeza, os três porquinhos, coordenadores da campanha da Dilma estavam cientes.


Na época da denúncia da revista Veja, o senador @AlvaroDias_ , PSDB/PR, usou da tribuna do Senado Federal, para denunciar o esquema de propina que envolvia as obras do DNIT, especificamente no contorno norte da cidade de Maringá, Paraná. À época, senador pelo Paraná, classificou um dos viadutos que compõe o contorno daquela cidade, como o viaduto feito de "mármore" em alusão ao custo exorbitante daquela obra. Lembrando, também, que à época, a imprensa local chamou atenção sobre a estranha proximidade do casal Gleisi Hoffmann/ Paulo Bernardo com o empreiteiro da obra do DNIT, associado da ANEOR.

Infelizmente, o caso virou mais uma pizza. O Procurador Geral da República, à época, Roberto Gurgel, após ouvir as partes envolvidos, isto é Alfredo Nascimento, Luís Antônio Pagot e José Alberto Pereira Ribeiro e mandou arquivar o inquérito sob alegação de não encontrar nenhuma prova. Certamente, o Procurador Geral da época, os três ouvidos, devem ter confessado inocência, tal qual os envolvidos na Operação Lava Jato. 

O caso DNIT ainda pode ser reaberto e chegar aos verdadeiros culpados, as figuras já nominadas nesta matéria, segundo a própria Procuradoria da República. Ainda há possibilidade, se devidamente comprovado mediante reabertura do inquérito, chegar aos verdadeiros beneficiários da ladroagem praticada no DNIT em 2010, entre eles o ex-presidente Lula e a própria presidente Dilma Rousseff. 

Tudo depende do atual Procurador Geral da República Rodrigo Janot, para que o processo do DNIT seja reaberto. Procurador Rodrigo Janot tem à sua disposição os dados da movimentação financeira do cartel de empreiteiros do DNIT no COAF, tal qual fez a Justiça americana no caso FIFA. Polícia Federal competente o Brasil tem. Só falta mesmo vontade política para elucidar o caso e colocar os culpados na cadeia.


Por si, só, este processo levará ao "impeachment da Dilma!

Ossami Sakamori



terça-feira, 2 de junho de 2015

Brasil vai amargar quadro recessivo nos próximos 2 anos.





Até que enfim o governo Dilma se posiciona oficialmente sobre os ajustes na economia proposto e aprovado nesse início do ano. Segundo o governo as medidas foram necessárias para corrigir as medidas "anti-cíclicas" tomadas pelo próprio governo PT em 2009 e que deu continuidade no governo Dilma até o final do primeiro mandato.

Nelson Barbosa, ministro de Planejamento, disse na Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, disse que o esforço fiscal perseguido pelo Brasil vai durar pelo menos dois anos. Disse ainda, que no momento, a política de aumento da taxa básica de juros Selic é um remédio necessário para que a taxa de inflação convirja para o centro da meta, qual seja 4,5% ao ano. Lembrando que a taxa de inflação está ascendente aproximando do 9% ao ano.

Na outra ponta, em Nova York, ministro da Fazenda Joaquim Levy Bradesco participando do encontro do Fundo Monetário Internacional - FMI, disse que o processo de recuperação da economia brasileira deve ser lenta, destacando que o processo precisa ser construído "tijolo a tijolo". Esta afirmação, de certa forma, vai na direção contrária ao que dissera anteriormente. Quando estava a defender proposta das medidas de ajustes no Congresso Nacional, deu a entender que a economia deveria retomar o crescimento ainda no segundo semestre deste ano.

Curiosamente, sem saber das afirmações de ambos ministros da área econômica, fiz matéria sobre a atual situação da economia, mostrando que o Brasil se encontrava na "sinuca de bico" com pouca chance de estabilização da economia no curto prazo. Concordo, agora, com os ministros. A tendência da economia neste ano é de retração e não haverá luz no final do túnel ainda neste ano. 

No entanto, apesar de alguns pontos em convergência com as falas dos ministros da área econômica, divirjo da política econômica adotada pela equipe econômica que baseia o controle da inflação por via de aumento da taxa básica de juros Selic. Isto é fórmula clássica do Fundo Monetário Internacional - FMI. Insisto, para uma economia desorganizada como o do Brasil, não se combate inflação via taxa de juros Selic. Pelo contrário, a taxa básica de juros Selic que baliza todos os juros praticados pelo sistema bancário é um forte componente da retroalimentação da inflação. Há mecanismos mais eficientes como "depósito compulsório" dos bancos.

Vamos lembrar que o Brasil pratica taxa básicas de juros Selic a mais alta do mundo, ficando atrás apenas da Turquia, entre 40 maiores economia do mundo. A taxa básica de juros Selic não é remédio para a inflação como faz crer a equipe econômica. Já disse aqui no blog 300 vezes que a taxa básica de juros Selic é termômetro da economia. Este mesmo "erro sistêmico" da política econômica foi o que levou o Brasil para a situação presente. A fórmula clássica do FMI não serve para o Brasil.

Definitivamente, a equipe econômica da Dilma atende os agiotas nacionais e internacionais mas está longe de atender os interesses do Brasil.  O País vai amargar quadro recessivo pelo menos nos próximos 2 anos.

Ossami Sakamori




segunda-feira, 1 de junho de 2015

Brasil na sinuca do bico!


Engana-se quem imagina que os ajustes fiscais é a solução para todos problemas do País. Joaquim Levy Bradesco, ministro da Fazenda e Nelson Barbosa do Planejamento falam como se os ajustes são únicas alternativas para sair da crise econômica que passa o Brasil.

Os ministros Joaquim Levy Bradesco e Nelson Barbosa anunciam as medidas de aumento de impostos e corte de gastos públicos como medidas para sair da crise, após cometer erros sistêmicos na política econômica da Dilma do primeiro mandato. A Dilma e seu marqueteiro passaram a denominar o erro sistêmico da política econômica com o nome pomposo de medidas "anti-cíclicas". Isto é mais marketing do que outra coisa. 

O objetivo das medidas "anti-anti-cíclicas" da Dilma e sua equipe se preocupa tão somente em gerar superávit primário, que nada mais é do que sobra do dinheiro para pagamento de parte dos juros da dívida pública interna federal. Nada mais que isto. São medidas para atender as exigências dos agiotas nacionais e internacionais. Fica claro que as medidas não atendem o setor produtivo, mas apenas, o setor bancário. É o receituário clássico do FMI.

O Brasil foi colocado na sinuca do bico pela Dilma e sua equipe econômica, composto pelos já nominados Joaquim Levy e Nelson Barbosa além do presidente do Banco Central do Brasil Alexandre Tombini. Tudo para atender os banqueiros nacionais e internacionais. Sem a geração do superávit primário a classificação de riscos cairia do grau de investimento para grau de especulação. Dilma e equipe econômica se curvam aos velhos receituários do Fundo Monetário Internacional e às exigências dos agiotas internacionais. 

Com inflação beirando 9% ao ano e com taxa básica de juros Selic beirando 14% ao ano, à equipe econômica da Dilma não tem muita escolha. Vamos lembrar antes que isto é resultado da política econômica equivocada de primeiro mandato e do início do segundo mandato. O Brasil está na no caminho da bifurcação. Não há caminho do meio. Caminho do meio é do mato, sem cachorro. 

Se mantiver a base monetária nos níveis atuais e o conjunto de medidas adotadas, fatalmente virá a retração da economia e a inflação continuará próximo de dois dígitos. O País viverá uma situação de "estagflação", retração com inflação sob rédea nos níveis atuais próxima de 9% ao ano. Este quadro já foi desenhado por este blog: retração da economia  de 2015 em 2,5% negativo. Falamos que o PIB é (-) 2,5%. A consequência é desemprego em massa e quebra de empresas produtivas. O quadro é dramático!

Se expandir a base monetária além dos níveis atuais, na tentativa de evitar a retração na economia, com a taxa de juros nos atuais níveis de 14% ao ano, fatalmente, a inflação acelerará. O perigo da inflação em alta, acima de dois dígitos, é entrar num espiral inflacionário difícil de domar. O Brasil viveu situação semelhante no governo Sarney, que no último mês do seu governo a inflação alcançou 80% num único mês.

Vamos ser claro, esta situação de "sinuca do bico" foi colocada pelo governo petista à partir do ano de 2009, com a política "anti-cíclica" (sic). Dilma insistiu em dar continuidade à política equivocada para produzir a "sensação de bem estar" e "sensação de poder de compra" da população. Tudo isto, tinha o propósito de Dilma Rousseff manter-se no poder por mais um mandato. E a imprensa não se preocupou em denunciar o "erro sistêmico" da política econômica. Assim como não faz nenhum comentário sobre a atual situação do País. O Brasil está à deriva! A situação é muito preocupante, mas a imprensa doura a pílula para não parecer tão grave.



Dilma colocou o Brasil na sinuca do bico!

Ossami Sakamori