Por Mônica Torres
Se não é pseudolalia, o caso daquela governanta gerentona de vermelho lá no topo da hierarquia política, então, acreditemos numa coisa chamada cinismo mesmo. Para uma pessoa normal traçar um perfil desse comportamento é bem difícil. Uma questão bizarra é acreditar...no que se vê? No que se ouve? No que se sente no bolso? Estamos loucos?
Às vezes é desconcertante assumir que não compreendemos a intenção de nossa governanta. Difícil ler reportagens diárias como o artigo anterior deste blog Ouvi direito? Dilma defende a derrubada da inflação. e não ficar meio constrangido pela informação da leitura, ou nos perguntamos. Para quem realmente ela se dirige quando fala? Para investidores imaginários? Para a elite que sustenta a economia? Para o grupo de pessoas menos favorecidas de instruções e informações? Para um grupo de pessoa s com intelecto limitado?
Há um perfil para cada entrevista, mas nenhum deles é convincente. Nem é preciso ser craque em economia, para saber que a declaração: "Brasil não tem um sistema financeiro com problemas, nós não tivemos nenhuma situação que caracterize desequilíbrio estrutural...", dita na reunião de cúpula ainda essa semana em Bruxelas, é educadamente chamada de inverdade, muito embora conheçamos bem nome disso.
Ora, amigos, dizer em alto e bom som que..."O Brasil não tem um desequilíbrio fiscal estrutural", nos dá por refletir e perguntar de novo... "Para quem ela se dirige quando fala? Recomendar que a população, sangrada em seu orçamento doméstico, endividada e sem controlo algum dos parcos recursos já comprometidos com as contas estouradas, continue a consumir, beira as raias da tirania fabulesca. Temos dois problemas? Seca do Nordeste e Ajuste Cambial? Por que as obras de transposição do São Francisco, jamais foram terminadas, apesar de ultrapassar os valores do orçamento em muito?
"... o Brasil está "extremamente preparado" para enfrentar o momento de crise..." . Para quem ela realmente se dirige quando fala? Confessa a incompetência do Brasil para combater os fatores externos" como se a tecnologia atual, não fosse suficiente clara para nos informar todos os dias que o mundo lá fora não está em crise.
"... Por que até hoje não saiu um acordo entre a UE e os Estados Unidos? Por que nunca saiu um acordo entre UE e o Japão?..." Até mesmo o mais desinformado brasileiro saberia responder isto. Não há acordos, porque não precisam. Porque não há incompetência, porque não há uma equipe econômica praticando uma medida de erros de proporções irreparáveis. Por que há maestria e responsabilidade dos Estados Unidos e do Japão com seus povos. A grosso modo, não é a casa do vizinho, responsável pelo que acontece em nossa casa. Fim de superciclos das commodities? Não teria querido dizer começo?
A dura penas, estamos começando a entender o que vai significar inflação em "duas casas decimais", porque a grande maioria dos brasileiro simples, não sabe o que é PIB, então dificilmente compreenderá o efeito da retração. Mas as gôndolas de supermercado... essas sim, falam a verdade popular clara e compreensível para o povo gado brasileiro.
Dizer que a inflação é "atípica", só pode ser característica de mentalidade "atípica". Então... Para quem realmente ela se dirige quando fala?
Mônica Torres
Apoio integralmente o texto da autora, com cumprimentos. Em outras palavras a autora quis dizer que a governanta gerentona tem séria doença mental, incompatível com a função que exerce.
Ossami Sakamori



























