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domingo, 18 de setembro de 2016

Meirelles quer ser a jaboticaba do País.


Infelizmente, o Brasil é um país de "jaboticaba", a fruta típica da nossa terra. Os sucessivos governos da República vem praticando a política econômica diferenciado do mundo desenvolvido. O governo Temer não é diferente de nenhum dos outros dantes. A formulação da política econômica está nas mãos do banqueiro e ministro da Fazenda Henrique Meirelles.  

Meirelles serve aos banqueiros e especuladores financeiros antes de atender aos interesses do povo brasileiro. Meirelles está mais preocupado com a sobrevivência do Banco Original do grupo JBS/Friboi, recém criado por ele. Pensa ele: O setor produtivo que se lasque!

O governo Temer direciona atenção do povo brasileiro e dos agentes econômicos aos "ajustes fiscais" e às "reformas estruturantes" como se fossem as únicas soluções para o desenvolvimento sustentável do País. Repito mais uma vez, que os "ajustes fiscais" e "reformas estruturantes" são meios para formular o plano de "desenvolvimento sustentável", mas não o fim. Eles sozinhos não são suficientes para despertar os investidores diretos à aplicar os investimentos na produção. E sem os investimentos na produção, não há empregos. 

O equívoco está na condução da política monetária, sobretudo a "política cambial" e a "política de juros". A política monetária, pouco comentado pelos articulistas econômicas é conduzida pelo Ilan Goldfajn, indicado pelo Meirelles à presidência do Banco Central. Esta história de que o "câmbio flutuante" e a "taxa Selic alto" são dogmas para uma boa política monetária é conversa para "boi dormir". O buraco é mais para baixo!

O "dólar baixo" cria "sensação do poder de compra" ao povo brasileiro, mas desestimula o setor produtivo. O "dólar baixo", ao contrário do que uma boa parte dos economistas pensam, não é bom para o País. O "dólar baixo", ao mesmo tempo que coloca em dificuldade o setor de agronegócios, desestimula criação de novos empregos no setor de produção de manufaturados, voltados à exportação. Podemos dizer que o "dólar baixo" deixa de criar emprego no País para criar emprego lá fora, no estrangeiro.

A "taxa Selic" alta, hoje em 14,25%, com juros reais de 5% ao ano, desestimula os investidores diretos a aplicar recursos no sistema produtivo, deixando de criar novos empregos. Não há setor produtivo que dê tamanha rentabilidade, 5% ao ano, sem correr nenhum risco de negócio. Então, por que investir em fábricas correndo riscos desnecessários? A desculpa é que a "taxa Selic" alta é condição para segurar a inflação. Tudo mentira!  O governo trabalha com "taxa Selic" alta há mais de 2 anos e a inflação não cede. Além disso, há outros instrumentos no Banco Central adequados para arrefecimento da inflação.

Meirelles quer ser a "jaboticaba" do País. Que ele queira ser a "jaboticaba" é problema dele, mas que o povo não pode carregar os sacrifícios impostos pela política econômica equivocada, isto não deve. As mentiras repetidas acaba como se fosse verdadeiras, como sempre fez o governo do PT. Vamos cair na real, vamos!

Meirelles quer ser a jaboticaba do País

Ossami Sakamori


7 comentários:

  1. Bom Dia Prof Saka !

    Nos sois últimos parágrafos do Artigo, o Senhor abordou bem a questão da política cambial e monetária respectivamente. Quanto as taxas de câmbio a manobra econômica de baixa-la para aumentar o poder de compra é de Prática comum no Mundo econômico. Quanto as taxas de juros, outra prática comum no Mundo econômico é aumenta-la para diminuir o poder de compra, visando a queda da #Inflação. Perfeito ! Qual seria o outro tipo de manobra econômica ou seja, os outros Instrumentos adequados existente no Banco Central que poderia ser utilizado para se alcançar este equilíbrio econômico almejado por todos ??

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  2. Prezado Rogério Marcelino,

    Os instrumentos disponíveis para balizar o câmbio, pode ser atuação do BC no mercado "spot" de dólar. Pode ser também, atuando no mercado futuro do dólar ou ainda swap cambial tradicional ou swap cambial reverso, conforme o caso.

    A inflação é produto da expansão da base monetária, então deve lançar mão sobre o M1, M2, M3 e M4. No Brasil, como o BC e o sistema bancário dá liquidez aos títulos do governo, a M4 funciona como se fosse M1. Nesse caso, o instrumento adequado é o depósito compulsório dos bancos. Além do depósito compulsório dos bancos, pode lançar mão sobre obrigatoriedade dos Fundos de investimentos em destinar parte nos títulos do governo.

    A dosagem de cada instrumento terá que observar a posição de cada M, de tal forma que a taxa básica de juros não fique tão longe da inflação corrente. Os países em desenvolvimento trabalham com taxa básica de juros negativos.

    Falta transparência na execução da política econômica e monetária.

    Por isso, continuo afirmando que o Meirelles e Ilan praticam a política econômica e monetária como "jaboticaba", ou seja peculiar do Brasil.

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    1. Excelente explanação prof Saka. Ressalto sua coerente colocação apontando os Depósitos Compulsórios de Bancos como o Instrumento adequado para o alcance do Equilíbrio Econômico.

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  3. Continuamos sendo o país do engana que eles gostam.

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  4. Continuamos sendo o país do engana que eles gostam.

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  5. Pelo andar da carruagem vamos morrer sem conhecer um país sério do qual nos possamos orgulhar.

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  6. Os últimos governos brasileiros só usaram a Política(politicagem) e não o patriotismo para nos governar. E nós, só usamos a política quando somos insultados e aí no calor da discussão saímos em passeatas, manifestações porém, passados os momentos vamos nos acomodando e os "políticos" sempre dão um jeito de se reciclar e continuar com a mesma prática que é ideal para eles e péssimo para nós, o povo. Henrique Meireles trabalhou na equipe econômica do Lula e ajudou a afundar o Brasil. Não entendo Michel Temer nomeá-lo como Min da Economia!
    Com Meireles, quase nada mudará.
    As pessoas me diziam que Michel Temer só não reformava o que é preciso para o Brasil sair do buraco por que ele era interino mas, agora Michel já foi empossado e onde estão as reformas estruturais?

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