segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

O primeiro casal do Brasil

O primeiro casal 

Desde ontem, dia 7 de janeiro, o presidente Jair Bolsonaro e sua mulher Michelle Bolsonaro seguem a rotina do primeiro casal da República.  Não farei comentário sobre o ambiente que eles vão viver nos próximos 4 anos, pois as fotos falam pro si só, muito melhor do que qualquer explanação.  As construções fazem parte do projeto do arquiteto Oscar Niemeyer e o plano de urbanização de Brasília é do urbanista Burle Marx, apenas para constar.  

 Palácio do Planalto

Gabinete do presidente da República


Palácio da Alvorada

Granja do Torto

Pronto!  Agora vocês já tem a imagem do local de trabalho e de moradia do primeiro casal da República Federativa do Brasil.  

Ossami Sakamori


domingo, 6 de janeiro de 2019

Paulo Guedes, para o que você veio, mesmo?

Crédito de imagem: Gazeta do Povo

De novo, estou aqui para falar sobre a política econômica do Paulo Guedes.  Melhor seria, dizer sobre a "falta" da política econômica do ministro da Economia Paulo Guedes.  Todos os governos, a primeira coisa que anuncia é a política econômica dos 4 anos de mandato.  Por enquanto, só sabemos que a política econômica do Paulo Guedes se baseia em ideias liberais da linha da Universidade de Chicago.  Isto é muito pouco para investidores institucionais.

Para um governo que veio para promover mudanças, sobretudo na política econômica, uma "vaga ideia" é muito pouco para que os agentes econômicos privados e públicos possam fazer as programações de gastos e investimentos.  A única coisa dita enfaticamente pelo ministro da Fazenda é que a política econômica vai seguir rigorosamente os preceitos da Emenda do teto dos gastos.  E que dentro deste plano, inclui a reforma da previdência, ainda sem ao menos ter o esboço dele.  Isto, já o presidente Temer já tinha dito.

A principal reforma, a estruturante para o País, é a da previdência pública e privada.  Desde agosto do ano passado, portanto há quase seis meses, orientando o presidente Bolsonaro na elaboração do esboço da política econômica, o ministro Paulo Guedes não tem certeza ainda se a reforma vai prevalecer o conceito de "repartição" ou o conceito de "capitalização".  Não sabe ainda, a equipe econômica, subordinada ao Paulo Guedes, qual será o tratamento que se dará à previdência do setor público.  Assim sendo, é natural que o presidente faça as declarações que depois a equipe econômica ter de explicar que "não é bem exatamente" o que o presidente quis dizer.

Estamos no início do governo, em que o presidente jurou que faria mudanças radicais, uma guinada para direita (sic).  Não está sendo assim, por enquanto, nenhum Decreto ou nenhuma medida editada que indique, pelo menos, o rumo que a economia brasileira vai tomar.  Até o momento, só vejo a "desconstrução" dos governos passados, mas nenhuma novidade que aponte a "alternativa liberal" para que possa ocorrer a mudança necessária. 

O ministro da Economia Paulo Guedes precisaria vir ao público dizer exatamente o que se pretende com a reforma da previdência, com a reforma tributária e sobre a desregulamentação da economia e esclarecer como se pretende fazer o novo pacto federativo.  Enquanto o Paulo Guedes não se explica, o presidente da República ficará sempre com a "saia justa", sem ter o que responder para a população que o elegeu com muita esperança, diga-se de passagem.  

Paulo Guedes, para o que você veio, mesmo?

Ossami Sakamori

sábado, 5 de janeiro de 2019

Sessão pastelão em Brasília, na economia

Crédito da imagem: Estadão

O desastre das entrevistas do presidente Bolsonaro sobre matérias econômicas, já era previsível.  O Jair Bolsonaro, na função de presidente da República, quer transmitir à população que o elegeu, baseado nas promessas de mudanças, uma certa tranquilidade.  Como seria normal e compreensível que o presidente da República queira mostrar ao povo para que veio.  A falha da comunicação não é do presidente Bolsonaro. 

A primeira fala versava sobre a possibilidade de "subir" a alíquota de IOF para aplicação em investimentos das pessoas físicas para compensar a redução de Imposto de Renda para maior faixa, de 27,5% para 25%. O Ministério da Economia em declaração do Secretário de Receita Federal disse que não está fechado ainda como ficaria o Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas.  A falha decorreu da falta de comunicação entre Guedes e Bolsonaro.

Na quinta feira, dia 3, presidente da República deu entrevista à equipe de jornalistas do SBT, afirmando que a idade mínima para previdência passaria para 62 anos para homens e 57 anos para mulheres, sem dizer que as mudanças referidas seriam para apenas para o funcionalismo público, que hoje é de 60 anos para homens e 55 anos para mulheres. A declaração do presidente interpretado pela imprensa ao pé da letra, sem o devido cuidado, causou "mal estar" na Câmara dos Deputados, já que a idade mínima, em tramitação, está previsto a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, para o setor privado em geral.  

Para completar o desastre da comunicação, o presidente resolveu dar palpite na negociação entre Boeing e Embraer, já em fase adiantado para finalização da parceria entre as duas companhias.  Algo parece incomodar o presidente, mas o presidente não explicitou o seu desconforto com a conclusão do negócio.  O governo da União, no caso da Embraer, só tem poder de "veto", por ser empresa estratégica e de segurança nacional.  A fala  do presidente da República, repercutiu mal entre os investidores nacionais e estrangeiros, que esperam do novo governo, a segurança jurídica para os seus investimentos.  

A culpa das "atrapalhadas" do presidente da República deve grande parte ao ministro da Economia Paulo Guedes, o formulador da política econômica, desde o início da campanha presidencial em agosto de 2018. Tempo para definição da política econômica e monetária, o Paulo Guedes, teve o suficiente.  Coincidentemente, na matéria anterior: O que pretende Paulo Guedes , este blog já tinha chamado atenção para a falta de definições na política econômica e monetária.  Deu no que deu... infelizmente, para o desgaste do presidente da República.  Tudo que não pode repetir no Palácio do Planalto é: 


Sessão pastelão na economia.

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori



quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

O que o Paulo Guedes pretende ...

Crédito da imagem: Estadão

Finalmente, Paulo Guedes assume o posto de ministro da Economia e revela em linhas gerais e sem nenhum rigor de números.  Fez críticas aos governos "neoliberais" dos últimos 30 anos, sem citar exatamente o que se pretende para os próximos 4 anos.  Disse em seu discurso seguir exatamente as regras previstas na Emenda do teto dos gastos públicos.  Disse claramente que a participação do Estado na formação do PIB não devesse passar dos atuais 36% para 20%, sem dizer claramente em que tempo e nem como.  O discurso agradou aos que queriam ouvir a política "liberal" do Paulo Guedes.  No entanto, no meu entender, a pretensão está longe de alcançar no curto espaço de tempo.  

Uma coisa é o discurso e outra coisa é a prática. Só tem duas maneiras de participação do PIB dos governos baixar para o patamar de 20%.  Fazer corte drástico nas despesas do governo que seria uma das soluções, mas pouco plausível por conta do monstrengo da estrutura do governo federal, amarrada aos preceitos legais, como "estabilidade" de empregos e de inúmeros mecanismos de assistência social.  Uma outra forma de baixar a participação do governo federal na formação do PIB para o patamar de 20% é manter "engessado" os gastos públicos nos atuais níveis, além de contar com o crescimento do PIB do setor produtivo, para gradativamente diminuir a participação "relativa" da estrutura  dos governos na formação do PIB  nacional. 

Paulo Guedes, contará com recursos das privatizações, bem menos ousadas do que o pretendido na campanha presidencial, este montante que deve ultrapassar os R$ 150 bilhões.  Contará, também, o ministro Paulo Guedes com a devolução por parte do BNDES, dos recursos do Tesouro Nacional, em cerca de R$ 200 bilhões, oriundo do PSI - Programa Sustentável de Investimentos do governo Lula. Tais recursos servem tão somente para cobrir os "déficits primários" dos próximos dois anos.  Espera-se que neste período, o Brasil cresça a uma média anual de 3,5% para zerar os déficits primários, desde que mantenha os gastos correntes do governo federal.  Assim, nos últimos dois anos de mandato, o governo federal poderá fazer investimentos públicos sem gerar o "déficit primário". 

No mais, o Paulo Guedes coloca como prioritário a reforma da previdência, visando equilíbrio fiscal de longo prazo.  Por outro lado, deve fazer a reforma tributária, visando a tributação através do imposto único, provavelmente o IVA - Imposto de Valor Agregado.  A tributação do Imposto de Renda, deve isentar quem ganha até R$ 3,5 mil mensal e onerar a renda maior como alíquota que poderá chegar aos 40%, segundo Marcos Cintra, o novo secretário da Receita Federal.  A criação da nova CPMF como queria o Marcos Cintra, foi rechaçada pelo presidente Bolsonaro.  Não teremos CPMF. 

Segundo Paulo Guedes, nos próximos 30 dias, várias medidas de desregulamentação da economia deverão ser editadas pela Receita Federal.  Não terá um novo Refis, segundo o Paulo Guedes.  Vamos ver, as novidades  que vem pela frente. Esperamos que as surpresas não sejam desagradáveis aos contribuintes. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Parabéns, presidente Bolsonaro!


Parabéns, presidente Bolsonaro, pela investidura no cargo de presidente da República Federativa do Brasil !

Vossa Excelência é, à partir de hoje, presidente de todos os brasileiros, sejam eles brancos, negros, pobres, ricos, evangélicos, católicos, muçulmanos, judeus, trabalhadores, empresários, pessoas letradas, analfabetos, homens, mulheres e de todas pessoas que habitam  os rincões de sul ao norte do nosso País.  Vossa Excelência, presidente Bolsonaro, fala por todos nós, brasileiros e estrangeiros que vivem no Brasil, a partir de hoje. 

Vossa Excelência teve a ousadia de enfrentar as diversas forças políticas e econômicas para vencer o pleito presidencial, quase que exclusivamente, através dos meios de comunicação não convencionais.  Os créditos do sucesso da campanha presidencial são dadas às redes sociais, mas Vossa Excelência sabe e tem consciência de que carrega consigo a virtude de ser um bom comunicador de massa.  Vossa Excelência teve a sensibilidade de diagnosticar o desejo da população, muito além do que as agências de pesquisas. Soube, Vossa Excelência em comunicar-se através de  frases de efeitos que ecoaram pelo Brasil a fora.

Presidente Bolsonaro, à partir de hoje, Vossa Excelência tem a dura incumbência de traduzir em atos administrativos e políticos, o que prometeu na campanha, que são também, os desejos de 208 milhões de brasileiros, que esperam ansiosamente, sejam traduzidos em realidade.  A tarefa será dura, presidente!  Não cabe aqui, presidente Bolsonaro, apontar os culpados pelas mazelas da administrações anteriores, herdadas de sucessivos governos poucos responsáveis no trato de coisas públicas.  Vossa Excelência deve olhar para o futuro do Brasil, porque lamentar sobre o passado em nada acrescenta.

Presidente Bolsonaro, o Brasil está saindo de um período de recessão econômica, a pior dos últimos 100 anos.  O Brasil está no buraco.  O Brasil regrediu nos últimos 4 anos.  Neste período a população cresceu, portanto, a demanda de serviços públicos aumentou. No entanto, o Brasil caminhou na contra-mão. Brasil andou para trás.  O desemprego não é a causa, mas é o efeito da política econômica e monetária equivocada e desastrada dos últimos governos.  Presidente, não será apenas pela mudança do viés na política econômica que resolverá todos os problemas do Brasil. 

Presidente Bolsonaro, o desenvolvimento sustentável tão esperado pelos agentes econômicos e pela própria população, não se resolve simplesmente pelas "canetadas" de Vossa Excelência.   Presidente, o buraco está muito mais para baixo, com diz no linguajar popular.  À essa altura, presidente Bolsonaro, não pode permitir que a equipe econômica e demais ministros, novatos, utilizem o povo brasileiro como cobaias de suas teorias heterodoxas.  O Brasil só sai desse buraco que se meteu, com muito trabalho e muito suor,  presidente Bolsonaro.

Presidente Jair Messias Bolsonaro, Vossa Excelência encontrará neste blog, críticas contundentes, mas tenha certeza  de que sempre serão no sentido construtivo.  Foi o que este blog fez nos últimos 7 anos e não foi bem compreendido pelos governos de plantões.  

Permita-me presidente Bolsonaro, cumprimentá-lo mais uma vez pela investidura no cargo de presidente da República e desejar-lhe um profícuo e retumbante serviços que prestará à nação nos próximos 4 anos!

Aqueles leitores que quiserem se somar aos cumprimentos, poderão fazê-lo no espaço destinado aos comentários, no rodapé desta página.

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori       

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Feliz Ano de 2019!


Hoje, dia 31 de dezembro de 2018, termina o período mais conturbado da história brasileira.  É de se esperar que os articulistas políticos façam suas últimas considerações sobre os sucessivos governos do Partido dos Trabalhadores.  Repentinamente, tem aparecido muitos analistas políticos comentando sobre o desastrado governos da esquerda, sem ao menos terem criticado o PT quando se encontrava no poder.  Depois de leão morto, aparecem muitos que se dizem os melhores caçadores.  Isto faz parte da natureza humana.  Tendo paciência, vocês poderão conhecer a minha opinião do que podemos esperar do ano de 2019. 

Após 13 anos de governos desastrados da esquerda, os do PT e 3 anos de mandato tampão do partido da coalizão, o MDB, a eleição de outubro, elegeu o governo de direita, precisamente, o ex-capitão de Exército e deputado federal Jair Bolsonaro no posto de presidência da República.  A eleição presidencial, apesar do incidente do atentado ao candidato vitorioso, transcorreu dentro das regras previamente estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.  No final das contas, saiu-se vitorioso a força conservadora da sociedade brasileira.  

Quanto ao que está por vir, não temos ainda definições bem precisas, a não ser uma "vaga" indicação de que o governo Bolsonaro pautará por medidas que atendam aos interesses dos setores conservadores da sociedade e estabelecimento de uma política econômica e monetária, que seguirá a linha liberal do professor Milton Friedman da Universidade de Chicago.  Nada mais foi dito.  Porém, é muito pouco para poder "apoiar" ou "repudiar" a política econômica e monetária do novo governo, sem ao menos conhecer as medidas que serão implementadas. 

Na nova (sic) política econômica, pelo menos o que está comentado pelo seu mentor Paulo Guedes, está previsto a desestatização das empresas estatais de segunda linha, deixando ainda em poder da União as empresas de primeira linha como a Petrobras, a Eletrobras, o Banco do Brasil, o BNDES e Caixa Econômica Federal.  Grosso modo, as grande valor de mercado ficarão com o governo federal.  

Por outro lado, a política monetária, apregoado pelo novo governo, continuará como dantes, na mesma linha do atual presidente do Banco Central.    O sonho de ter um Banco Central independente como o FED - Federal Reserve dos Estados Unidos, está longe de acontecer no Brasil.  Não temos, ainda, nenhuma indicação sobre: 1. A política de juros da dívida pública Selic; 2. Os compulsório dos bancos, que regula a liquidez do mercado; 3. O controle da inflação; 4. O grau de intervenção no câmbio; 5. E demais mecanismos de controle do mercado financeiro bancário.  A única coisa que sabemos é que o presidente do Banco Central indicado Roberto Campos Neto é neto de um liberal na economia, o ex-ministro de Planejamento do governo militar Roberto Campos.  A política monetária, ao que parece continuará ao  sabor do seu presidente, no caso, o Roberto Campos Neto.  

Enormes desafios estão a encontrar pelo novo governo. Vejamos, então:   1. Dívida pública federal bruta ao redor de R$ 5,5 trilhões, correspondente a cerca de 75% do PIB; 2. Gigantesco dispêndio dos juros da dívida pública correspondente a cerca de R$ 350 bilhões a cada ano;  3. Déficit primário, o dinheiro que falta para pagar despesas correntes do governo, continuará ao redor de R$ 150 bilhões no ano 2019;  4. Crescente déficit no sistema previdenciário, que sem uma reforma consumirá 100% da arrecadação do governo nos próximos 30 anos;  5. A necessidade de investimento em obras de infraestrutura, quer seja público ou privado, anualmente em R$ 300 bilhões, para diminuir o custo Brasil;  6. Acabar com os subsídios diversos estimado em R$ 350 bilhões, segundo o próprio Guedes;  7. Criar cerca de 2 milhões de novos empregos, com carteira assinada, a cada ano, no próximo quadriênio; 8. Acabar om o cipoal de entraves burocráticos, que dificultam o crescimento das empresas produtivas no País. Em contrapartida, os programas de privatizações renderão não mais que R$ 200 bilhões.  Tudo isto, dificultado pela Emenda de teto dos gastos públicos, que limita os investimentos públicos aos níveis de 2016. 

O Brasil, sobretudo em 2019, deverá passar por profundas mudanças na área econômica e social.  A agenda, sem dúvida deve constar: 1. A reforma da previdência; 2. A reforma tributária; 3. Um novo pacto federativo ou uma nova repartição de recursos e encargos entre entes federados; 4. A desregulamentação na área econômica, monetária e tributária;  5. Fim dos subsídios e incentivos fiscais para setores privilegiados da economia;  6. A retirada gradual da intervenção do Estado na vida do cidadão brasileiro.  Infelizmente ou felizmente, tudo isto deve passar pelo crivo e aprovação do novo Congresso Nacional.  O Brasil, ainda, está regido pela Constituição cidadã de 1988, que prevê o regime "presidencialista de coalizão". 

Um fato que chama a atenção na composição ministerial deste governo, dos de todos governos civis, pós governo militar de 1964, é a volta dos "militares da reserva" nos postos chaves da administração Bolsonaro.  Se você entender que os militares são mais honestos que os civis, as escolhas são bem vindas.  Na minha opinião, o País não é feito de "castas" ou "segmentos" sociais.  O Brasil não é feito de evangélicos ou católicos, de pretos ou brancos, de militares ou civis, de honestos ou desonestos. O Brasil é de todos nós, sulistas e nordestinos, de pobres e ricos,  de letrados e analfabetos.  

Um assunto que está passando despercebido pela população é o fechamento do "espaço aéreo" em torno de Brasília, no dia de posse do presidente Bolsonaro.  O fato demonstra claramente que o Brasil entra no rol dos países de extrema direita, igualado à Turquia ou ao Egito.  O risco de atentados às autoridades fazem parte da escolha do postulante aos cargos públicos relevantes.  Quanto menos educação der à população, a distância entre os opostos se acentuam cada vez mais. 

Enfim, vamos iniciar o ano de 2019, apoiando o governo comandado pelo presidente Jair Bolsonaro, sem cometer o erro de endeusá-lo. Um presidente da República não pode ser colocado numa redoma como se um rei fosse. Não podemos, eternamente, repetir os mesmos erros das histórias recentes do País! 

Vida longa ao presidente Jair Bolsonaro!
Vida nova para os brasileiros de todos rincões!
Feliz Ano Novo!

Ossami Sakamori

domingo, 30 de dezembro de 2018

Dilma Rousseff na Lava Jato

Crédito da imagem: Estadão

Foi no dia 15 de fevereiro de 2012 que abri este blog para fazer críticas à administração petista e especificamente a da presidente da República Dilma Rousseff.  A última notícia da grande imprensa é que a ex-presidente Dilma foi incluída no inquérito mãe da Lava Jato.  Antes tarde do que nunca!

Disse a juíza substituta da 13ª vara federal de Curitiba: "Dilma Vana Rousseff é ex-presidente do Brasil, tendo sido responsável pela indicação política de investigados e/ou condenados no âmbito da Operação Lava Jato, Aldemir Bendine, Antônio Palocci e Guido Mantega. Ainda, ela própria ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, durante o período no qual também ocupava o cargo de Ministra de Minas e Energia do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, outro condenado perante este Juízo".

Observou ainda, a juíza Gabriela Hardt: "Sem qualquer juízo de valor, é visível que há uma certa proximidade de Dilma Vana Rousseff aos fatos investigados perante este Juízo."  Segundo o Estadão, a juíza franqueou acesso ao inquérito-mãe da Lava Jato aos advogados da defesa da ex-presidente Dilma. 

Se o leitor quiser acessar às diversas matérias sobre a Dilma neste blog, basta procurar pela janela da pesquisa inserindo o nome dela. Este blog sempre fez oposição contundente ao PT, Lula e Dilma, desde quando a popularidade da Dilma estava acima de 70% de aceitação entre bom e ótimo.  

Ossami Sakamori

sábado, 29 de dezembro de 2018

Personagens de destaques em 2018


As pessoas nominadas foram as que de alguma forma serviram de suporte e incentivo para elaboração das matérias deste blog.  A apresentação não segue nenhuma ordem de importância ou de funções que cada exerce e ocupa no cenário nacional.  A homenagem tem caráter exclusivamente pessoal deste articulista. 




Marcelo Bretas
Juiz federal criminal de Rio de Janeiro.
Coragem.





Gabriela Hardt
Juíza substituta da 13ª vara criminal de Curitiba.
Irrestrito cumprimento do dever. 






Francisco Turra
Presidente da ABPA - Associação Brasileira de Proteína Animal.
Espírito coletivo.




Tereza Cristina
Ministra da Agricultura.
Ousadia.






Andreia Sadi
Jornalista da Globo News.
Inteligência.


Márcio Gomes
Jornalista da Globo em Tóquio.
Repórter de verdade. 
Pérsio Arida
Economista. Formulador do Plano Real.
Inteligência.





Carla Abrão
Economista. Foi secretária da Fazenda do estado de Goiás.

Responsabilidade fiscal.
Priscila Cruz
Presidente executivo da ONG Todos pela Educação
.
Responsabilidade social.












Amyr Klink
Navegador, palestrante e escritor.

Ousadia.

 Fábio Carille.
Técnico do Corinthians em 2019.

Trabalho, trabalho e trabalho.












Marta.
Jogadora de futebol feminino.

Humildade.







Luiz Roberto Barroso
Ministro do STF.

Caráter.






Sonia Racy

Colunista do Estadão.
Credibilidade.











Murilo Salviano
Repórter da Globo.
Reportagem BR 101.
Jornalismo de qualidade.






Em querendo, o leitor ou a leitora poderá citar nomes, que de alguma forma influíram nas suas vidas, durante o ano de 2018, na coluna de comentários (rodapé desta página). 

Ossami Sakamori
Fb/saka.sakamori

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Brasil sofre do síndrome de vira-lata

Crédito da imagem: Estadão

Faltando apenas 4 dias para a posse do presidente Jair Bolsonaro, não temos ainda definições claras sobre a política econômica do governo que comandará o Brasil, pelo menos, nos próximos 4 anos.  Há um entusiasmo desmedido sobre a virada do País para a direita, sem saber exatamente qual seja a direita que queremos.  Comemora-se no meio empresarial de que a política econômica será liberal, sem saber em que grau de liberdade vai espelhar o seu mentor, o professor Milton Friedman da Universidade de Chicago.  Por enquanto, estamos "comprando" o "pacote fechado" do Paulo Guedes, o "guru" do novo presidente da República, sem ao menos saber o que seja a sua teoria liberal.  

Este blog, sempre, pautou matérias sobre as medidas econômicas dos sucessivos governos e seus alcances, sem entrar na discussão acadêmica sobre o tema, apenas com o propósito de "deixar mais esperto" os nossos leitores sobre as consequências que delas possam advir. Digamos que sou um engenheiro "metido" a um "articulista econômico".  Mas, tenho certeza, meto a mão na "ferida", que a grande imprensa tem medo expor. 

O mercado financeiro e o empresariado brasileiro estão aplaudindo a economia liberal do Paulo Guedes confiando na "política econômica", ainda não revelada.  Apenas sabemos que o Paulo Guedes se coloca como seguidor da tese defendida pelo Milton Friedmann, baseado na "desregulamentação" da economia.  No entanto, os primeiros movimentos tem mostrado que a teoria econômica defendida por Paulo Guedes mais se assemelha à teoria "neoliberal" do outro notável professor, o Jonhn Keynes.  

A política econômica e monetária do Paulo Guedes, o ministro da Economia e do Roberto Campos Neto, o presidente do Banco Central, ainda é uma grande incógnita.  As grandes empresas estatais, como a Eletrobras, a Petrobras, o Banco do Brasil, o BNDES, a Caixa Econômica Federal, continuarão sob controle acionário da União, como dantes, contrário da promessa de campanha.  Não se sabe ainda se a empresa Correios será privatizada ou não.  A privatização das empresas estatais, pelo que parece, vai ficar na "meia sola", bem ao contrário do que ensinava o mentor da teoria liberal da Chicago University.  Por enquanto, só nos resta confiar no que vão produzir os "Chicago olds boys".  

Quanto à política monetária, está sendo defendido o "mandato fixo" para dirigentes do Banco Central, como se isto resolvesse o grave problema do endividamento público ou que isto resolvesse o problema constante e crucial da inflação no País.  Fala-se muito em "cambio flutuante" como se isso, também, fosse a solução para estabilizar a moeda brasileira.  Para saber, em todo o mundo, em maior ou menor grau, a "política monetária" tem sido o instrumento de "desenvolvimento econômico" de cada país, menos no Brasil.  O Brasil quer imitar os Estados Unidos, sem ter a mínima condição de sê-lo semelhante.  No meu entender, em matéria de política monetária, o Brasil deveria seguir os passos semelhantes daquela da China, que cresce acima de 6% ao ano há duas décadas e tornou-se segunda economia do mundo, com tendência de ser a primeira economia do mundo nas próximas duas décadas.  

É temeroso, no meu entender, o "alinhamento automático" aos Estados Unidos, tendo o Brasil apenas 1/10 do PIB americano.  Infelizmente, os poucos anúncios tem mostrado, o Brasil deverá optar continuar sendo o quintal dos Estados Unidos.  Não, não seremos um país de vanguarda, apesar de ser a nona economia do mundo, quinto em extensão territorial e sexto  país do mundo em população.  

No entanto, temos que admitir que, mesmo com o Bolsonaro na presidência e a esperança inabalável do povo brasileiro, o Brasil continuará comendo o resto de comida dos países do primeiro mundo, por opção e por vontade própria. Brasil perdeu o orgulho de si próprio.  Brasil jogou a toalha de ser a quinta economia do mundo. E, não adianta, eternamente, colocar a culpa no PT e sua corriola.  Brasil perdeu o "brio" e "brilho" de antes.  

Brasil sofre do síndrome de vira-lata.

Ossami Sakamori


domingo, 23 de dezembro de 2018

Feliz Natal, apesar de tudo !

Crédito da Imagem: El País


Não há atenuante.  É tão falso dizer um aos outros, um Feliz Natal, de coração, sem ao menos sentir uma ponta de tristeza, assistindo e vivenciando o seu entorno.

Não, não teremos um Natal pleno de felicidade, sabendo de que tem dezenas de milhares de pessoas, sem emprego, na  fila dos hospitais, comendo nem ao mínimo necessário num país celeiro do mundo. 

O país está a virar a página da pior crise moral e econômica, apesar de possuir riquezas naturais e mão de obra abundante.  Tomara que a população seja o foco da prometida política econômica, dito liberal, do novo governo.  

No conforto do meu lar, rodeado de filhos e neta, sobrinhos e sobrinhas, vou passar mais um Natal, igual dos últimos cinquenta anos.  Sinto-me, no entanto, uma angústia enorme, ao pensar na população analfabeta, desempregada, sem nenhuma oportunidade, viver tão perto de nós. 

Que todos nós, nesta data que, simbolicamente, comemora o nascimento do Cristo, acreditar e contribuir que este Natal e o novo Ano seja o marco da mudança nos nossos costumes e pensamentos.  Definitivamente, não dá mais, ficar terceirizando a responsabilidade para os políticos cada vez mais distante dos anseios da população. 

Aos amigos leitores deste, das redes sociais e da profissão e aos seus entes queridos, que tenham um dia maravilhoso rodeados de familiares que, certamente, estão e estarão juntos de cada um de nós, nos momentos de agruras e de felicidades. 

Feliz Natal !

Ossami Sakamori

sábado, 22 de dezembro de 2018

Bye, bye, 2018!



O ano de 2018 foi muito desgastante para o povo brasileiro, ao qual me incluo.  Brasil no meio de turbulências políticas e incertezas econômicas, está a vivenciar o comércio de Natal, o melhor dos últimos 4 anos, como já previ numa das matérias anteriores deste blog.  O PIB - Produto Interno Bruto do ano de 2018 deve fechar ao redor de 1,5%, ligeiramente maior do que o de 2017.  Os principais indicadores econômicos mostram a tendência de melhora para o próximo ano, 2019. 

Apesar do Brasil estar saindo do "fundo do poço", os principais indicadores econômicos/sociais estão próximo da calamidade.  O número de desempregado, medido pelo IBGE, cerca de 13 milhões, está longe de retratar a realidade.  A verdade é que o número de desempregados, desalentados e sub-empregados somados está próximo de 40 milhões. O número efetivo de empregados na inciativa privada, com carteira assinada, não passa de 33 milhões de trabalhadores. Em números absolutos, sem mesmo consultar as estatísticas oficiais, denota-se que a situação do emprego é a pior de toda história do País.  Isto, nós respiramos e constatamos ao observar a situação de trabalho de parentes e pessoas próximos.  

A situação econômica/social do povo brasileiro está abaixo da crítica.  Nunca dantes na história do País, o número de inadimplentes no comércio esteve tão alto.  O número de pessoas inadimplentes no comércio esteve ascendente até o mês de novembro.  Cerca de 63 milhões de pessoas, 60% da população ativa ou 40% da população adulta, estava até o mês de novembro, com ficha suja no SPC e Serasa.  Formou-se um círculo vicioso, os inadimplentes segurando o consumo no comércio e os setores produtivos não tendo mercado para colocação dos seus produtos devido a situação do emprego e de inadimplência.  

A situação sócio/econômica descrita acima, dispensa qualquer argumento de que ainda estamos no fundo do poço.  Felizmente, os indicadores de 2017 e 2018 mostram a tendência para o próximo ano, uma previsão de crescimento econômico ao redor de 3,5%.  A expectativa de crescimento, vai mais pela força inercial do que pela ação da equipe econômica, dito liberal, do Paulo Guedes.  Ainda assim, podemos considerar que a equipe econômica, em sua maioria com origem no "mercado financeiro" terá mais competência para imprimir "crescimento econômico" do que dos governos do PT e do governo Temer. 

Enfim... Podemos comemorar o fim da estagnação e o começo de um crescimento econômico sustentável do Brasil.  

Bye bye, 2018! 

Esta matéria foi escrita atendendo a pedido da leitora Célia Mancini de Três Lagoas, MS.  

Ossami Sakamori



terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Embraer será vendido por R$ 20,5 bilhões para Boeing

Crédito da imagem: Globo

A Boeing e a Embraer bateram martelo, ontem, sobre a associação das duas companhias para produção de jatos de pequeno e médio porte, além da associação para produção e comercialização do cargueiro KC-390, já na fase de entrega comercial.  No primeiro momento, o negócio dos jatos comerciais envolve US$ 5,26 bilhões ou R$ 20,5 bilhões, na cotação do dólar de ontem (R$3,90).  Não foi revelado o detalhe dos números sobre a nova companhia para produção do cargueiro KC-390.

No desenho do negócio, a Boeing adquirirá 80% ou cerca de e pagará US$ 4,2 bilhões à Embraer, pela parte de jatos comerciais, tão logo seja homologado pelo governo o acordo comercial, em razão do governo brasileiro possuir a "golden share" (uma ação da Embraer que permite o "veto" nos negócios, apesar de não ter o controle acionário).  O acordo prevê ainda que em 10 anos, a Boeing poderá adquirir o restante dos 100% da divisão de jatos comerciais.  O governo brasileiro tem até o dia 16 de janeiro para "vetar" ou "aceitar" o desenho da negociação.  

A fábrica da Embraer em São José dos Campos, ficará com a "NewCo", a denominação da nova companhia, resultado da associação entre a Boeing e Embraer.  A fábrica de jatos executivos, hoje em São José dos Campos, deverá ser transferida para as instalações em Gavião Peixoto, também no estado de São Paulo.  Não está definido ainda, quantos funcionários da Embraer passará para a "NewCo", segundo o comunicado. 

Quanto a associação na área do cargueiro KC-390, de princípio, a Boeing ficaria com 49% e a Embraer com 51%, ficando ao encargo da comercialização para a Boeing. Nesta associação, deverá abrir mercado para o KC-390 da Embraer, já que os cargueiros produzidos pela Boeing são todos de maior porte.  Quanto aos demais aviões militares, os super-tucanos e os jatos de combate Gripen, este último em associação com a sueca Saab, não estarão incluídos no portfólio da NewCo, ficando estes à responsabilidade da Embraer Defesa. 

A ousadia e a persistência dos militares, empresários e corpo técnico durante os últimos 50 anos (Embraer foi fundada em 1969), para chegar onde chegou, acabou terminando numa mera negociação de R$ 20,5 bilhões.  Vamos nos acostumando com isto, que faz parte da receita da economia liberal. 

Ossami Sakamori



sábado, 15 de dezembro de 2018

Viva o submarino Riachuelo!

Crédito da imagem: Estadão

Não sei para que serve um submarino em tempo de paz e nem tão pouco em tempo que guerra, esse brinquedinho construído pelo governo brasileiro, serviria para proteger as costas brasileiras com extensão gigantesco de 7.000 km.  Sim, o Brasil vai construir mais 3 destes e mais 1 submarino nuclear, a um custo estimado em R$ 35 bilhões.  Claro, com o endividamento público.  

A operação, segundo Estadão, envolve o estaleiro estatal francês DCNS que fornece a tecnologia e financiamento de um banco Francês.  O submarino Riachuelo foi o primeiro  de uma série de submarinos, fruto do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, criando pelo governo Lula da Silva.  Como pode ver, em matéria de embarcações militares, o Brasil continua sendo um grande importador.  Já importamos ou ganhamos de presente do mesmo governo francês, as sucatas porta-aviões Minas Gerais e São Paulo, que viraram motivos de chacotas.  Ambos porta-aviões viraram, literalmente, sucatas!

   Crédito de imagem: Estadão

A foto ilustrada no Estadão retrata bem o momento histórico registrado no lançamento do submarino Riachuelo.  O Brasil está para assumir mais uma dívida pública de R$ 35 bilhões nos próximos anos, a troco de "domínio" da tecnologia de construção de submarinos. Só pode ser piada a afirmação do domínio da tecnologia! Vamos rezar para que os nossos submarinos não encontrem o mesmo destino daquele do argentino, um outro sucata que foi para o fundo do mar. 

Presidente Temer, ardilosamente, cooptou o presidente eleito Jair Bolsonaro ao programa de construção de submarinos brasileiros, com tecnologia e empréstimos franceses.  Vai lá, Bolsonaro! Para um País que já deve R$ 5,5 trilhões, R$ bilhões a mais, R$ bilhões a menos, para os submarinos, tanto faz.  Paulo Guedes paga a conta!

Viva o submarino Riachuelo!

Ossami Sakamori