A Petrobrás reconheceu em seu balanço financeiro de 2014, divulgado nesta quarta-feira, 22, após cinco meses de atraso, a perda de R$ 6,194 bilhões por causa de gastos relacionados à corrupção, feitos de 2004 a 2012, e identificados nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Outros R$ 44,636 bilhões foram registrados como perdas após revisão no valor de ativos. Com isso, registrou prejuízo de R$ 21,587 bilhões em 2014, o primeiro resultado negativo anual desde 1991. Fonte: Estadão.
Vamos destrinchar as informações divulgadas pela Petrobras para facilitar o entendimento. O prejuízo da Companhia no período de 2004 até 2014 é de R$ 44,6 bilhões decorrentes do dinheiro mal gasto, de obras superfaturadas, sobretudo da Refinaria Abreu e Lima.
O dinheiro corresponde a construção de 5 novas refinarias iguais ao do Abreu e Lima, além da própria. Este blog já tinha afirmado que com o mesmo dinheiro gasto na obra daria para construir 6 refinarias do mesmo porte da Abreu e Lima, o que vem a confirmar pela perda contabilizada pela Petrobras.
O prejuízo contabilizado com resultado da corrupção no montante de R$ 6,2 bilhões é o sobrepreço nas licitações para pagamentos de propinas, que foi identificadas, em diversas obras objetos da Operação Lava Jato deflagrada pelo Ministério Público Federal e Polícia Federal. Este prejuízo significa que a Petrobras foi patrocinadora de propinas para os parlamentares dos partidos da base aliada PT, PMDB e PP, sobretudo.
A soma do prejuízo decorrente da superfaturadas mais o prejuízo decorrente da cobertura das propinas embutidas nos gastos da Petrobras, correspondente a R$ 44,6 bilhões + R$ 6,2 bilhões = R$ 50,8 bilhões. Isto é a soma de valores que não deveria ter saído do caixa da Petrobras, se a Companhia fosse administrado com o mínimo de probidade e transparência.
O dinheiro da incompetência e ladroagem, os R$ 50,8 bilhões, corresponde grosso modo a 50% do orçamento do Ministério da Educação ou 100% da verba anual do SUS. O resultado é que o MEC não tem dinheiro para custear o FIES (empréstimo aos estudantes universitários) e nem o SUS (Sistema Único de Saúde) tem o dinheiro suficiente para dar atendimento adequado aos doentes atendidos pelo sistema.
Os responsáveis pelo prejuízo de R$ 50,8 bilhões, somente na Petrobras, no período correspondente a 2004 a 2014, demonstrado cabalmente pelo balanço da Companhia, são os que estão ocupam os poderes da República e com o poder de coerção sobre os três poderes da República. Veja abaixo quem são os responsáveis pelo prejuízo:
Luis Inácio Lula da Silva. Ex-presidente e chefe da facção criminosa.
Dilma Rousseff. Ministra de Minas Energia do Lula. Presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Presidente da República. Chefe da facção instalado no Palácio do Planalto.
Guido Mantega. Ex-ministro da Fazenda e Presidente do Conselho da Administração da Petrobras no governo Lula e Dilma.
José Sérgio Gabrielli de Azevedo. Presidente da Petrobras no governo Lula.
Maria da Graça Foster. Presidente da Petrobras no governo Dilma.
João Vaccari Neto. Tesoureiro do PT, operador principal da canalização do dinheiro da corrupção para o caixa do PT.
A facção criminosa que comanda diretamente do Palácio do Planalto, desde 2004, nada difere da facção criminosa dos morros do Rio de Janeiro. A diferença é que os chefes da facção criminosa dos morros do Rio estão mofando nas cadeias de segurança máxima do Brasil a fora. Enquanto os chefes e operadores da facção criminosa que causou prejuízo de R$ 50,8 bilhões à Petrobras estão soltos, comandando as operações direto do Palácio do Planalto.
Acho surreal, os políticos de expressão se manifestando contrário ao impeachment da presidente Dilma Rousseff por falta de provas. Se um Fiat Elba foi suficiente para cassação do mandato do Fernando Collor, o prejuízo de R$ 50,8 bilhões não são suficientes para instalar o processo de impeachment da Dilma. Isto é piada?
Ossami Sakamori



















