terça-feira, 8 de setembro de 2015

PMDB janta Dilma, hoje!


A relação da Dilma com o seu vice está azedada. Há poucos meses, Dilma chamou Michel Temer para fazer articulação política com o Congresso Nacional, diante da dificuldade de aprovar os ajustes fiscais do Joaquim Levy da Fazenda. Michel Temer já avisou a Dilma de que sua missão terminara com a aprovação dos ajustes do Joaquim Levy pelo Congresso Nacional, há poucos dias. Michel Temer sente-se desconfortável em ver a popularidade da Dilma despencar, afinal ele é vice da Dilma.

O clima ficou insustentável, quando a Dilma mandou o Orçamento da União de 2016 com "déficit primário", diante da falta de apoio para implantação da nova CPMF para cobrir o rombo de R$ 30,5 bilhões do Orçamento da União. Esta iniciativa da Dilma, de mandar Orçamento da União com "déficit primário" não só colocou o vice Michel Temer contra a Dilma, mas também o PMDB, que não gostaria de ver desgastado o Renan Calheiros presidente do Senado e nem tampouco o Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados.

Por outro lado, a seu modo, Dilma tenta assumir a negociação com o Congresso Nacional, para aprovar as medidas de equilíbrio do Orçamento Fiscal, contando com o apoio do fraco ministro de Planejamento Nelson Barbosa. Por sua vez, Nelson Barbosa, com "costa quente" está tentando negociar a aprovação do Orçamento Fiscal de 2016, negociando com o Congresso Nacional, deixado no escanteio o ministro da Fazenda Joaquim Levy. A missão do Nelson Barbosa não tem sido fácil, a de fazer o Orçamento Fiscal com "déficit primário" em Orçamento com "superávit primário". O equilíbrio do Orçamento da União passa pelo aumento de alíquotas de diversos impostos e contribuições. 

Politicamente, Dilma ficou isolado. Nos últimos dias, perdeu o apoio dos partidos da base aliadada como o PTB e PDT. Dilma não conta mais com o Michel Temer para negociação com o Congresso Nacional. Dilma não tem mais maioria no Congresso Nacional para iniciativas de importância, sobretudo sobre ajustes no Orçamento da União que ainda falta implementar. Está visível os esforços que os líderes no Senado Dulcídio Amaral e Humberto Costa e na Câmara dos Deputados Sibá Machado e José Guimarães. Eles, em vão, tentam manter o mínimo de apoio às iniciativas da presidente Dilma.

Mesmo dentro do cenário de completa ingovernabilidade, a inabilidade política e arrogância exacerbada da Dilma, está colocando o PMDB na posição de retranca à qualquer iniciativa da presidente em colocar a economia nos eixos. O PT que conta com apoio do PC do B e do PSB, não é suficiente para garantir a governabilidade. Há que ter os votos dos parlamentares do PMDB para manter-se no governo até o fim do período de mandato que termina em 2018. A ameaça "velada" do Michel Temer de que Dilma não terminaria o mandato com a atual popularidade procede. 

O PMDB, historicamente, sempre funcionou como "pendulo" na política brasileira. E neste governo, o da Dilma, não é muito diferente. O PMDB é o fiel da balança. O jantar que reúnem todos os governadores do PMDB, todos ministros do PMDB, presidente do Senado Renan Calheiro e presidente da Câmara Eduardo Cunha, ambos do PMDB, certamente a entrada será o "muro da vergonha" do 7 de Setembro e o prato principal o "desembarque" do apoio à Dilma. Conforme posicionamento do PMDB, resultado deste jantar, estará definitivamente selado o destino da Dilma. Só falta mesmo, definir o "start" do desembarque. A "senha" será dada nas próximas semanas. Com certeza, não será antes da promulgação da reforma política pela Dilma do dia 2 de outubro. 

O destino da Dilma estará selado no jantar de hoje, cuja sobremesa será o jogo de futebol entre Brasil e Estados Unidos. Independente do resultado do jogo, a Dilma será comemorado com o vinho do Porto. A sensação é de que o Ulysses Guimarães deixou escola.

Ossami Sakamori




segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Dilma e o "MURO DA VERGONHA".


O desfile de 7 de setembro, dia de comemoração da pátria, não lembrou nem um pouco a festa de independência da República Federativa do Brasil. Mesmo nos tempo do regime militar não se viu aparato de segurança como deste ano. Isto reflete a falta de apoio popular da presidente Dilma. Mais parecia desfile num país de regime totalitário.


A presidente Dilma esteve blindado na sua retaguarda com um veículo tático móvel, para assegurar que os inimigos fizessem ataques pela retaguarda. Mais parecia um ditador norte coreano.


Para abrir o caminho da passagem da presidente da República, um batalhão de policiais militares abriam o caminho no melhor estilo da "ditadura militar".  A imagem mais parecia desfile do ditador do que desfile de uma presidente civil. Isto aconteceu na maior democracia sul-americana. Pelo menos, estou a pensar que estamos nela.


Na calada da noite, foram erguido muros de contenção contra invasão da população, no desfile da presidente Dilma, para atender a postura arrogante e estado avançado de esquizofrenia. Simbolicamente, os muros de contenção feito em chapas de aço, me lembrou o muro de Berlim que separava a Alemanha comunista ao da democrática.


Alguém da população, com muito propriedade fez inscrição da frase "MURO DA VERGONHA". A própria frase, já dispensa o meu comentário.


A indignação da população foi tão grande no decorrer do desfile da presidente Dilma, que em tese deveria ter sido evento do povo. Mas, não foi. E todos sabem que não foi. Basta comparar os desfiles feitos em diversos estados brasileiros, com presença de governadores.


O que se viu, mais do que o próprio desfile da presidente Dilma pelo eixo da Esplanada dos Ministérios, foi a boneca inflada da presidente Dilma.  A imagem mostra exatamente como foi o clima do festejo do dia da Independência do Brasil, a Dilma no primeiro plano e ao fundo o prédio do Congresso Nacional e edifícios dos ministérios.

As imagens dispensam meu comentário sobre o desfile do dia da independência do Brasil. Foi uma vergonha! O povo não aguenta mais ver o Brasil sendo governado pela presidente com doença mental grave. Até um leigo como eu, dá para avaliar que Dilma está à beira de colapso nervoso. 

Em querendo, o Congresso Nacional, poderá votar impeachment da Dilma com alegação de "incapacidade civil", previsto no Artigo 15º da Constituição brasileira. 

Ossami Sakamori













@SakaSakamori


Dilma não passa fim do ano no Planalto!

Crédito da imagem: Estadão

O que mais temia a Dilma aconteceu. O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou a abertura de investigação contra o tesoureiro da campanha da presidente Dilma à reeleição, Edinho Silva, atual ministro da Comunicação Social. Ele, Edinho Silva, é investigado pela suspeita de ter recebido R$ 7,5 milhões do dinheiro originário da propina da Petrobras, do delator colaborador Ricardo Pessoa, dono da UTC, para campanha presidencial de 2014. O fato é, por si só, motivo para cassação da chapa presidencial de 2014, pelo TSE.

Além disto, o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, solicitou ao STF - Supremo Tribunal Federal, abriu investigações sobre as campanhas presidenciais de 2006, 2010 e 2014, que elegeram os petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff para presidentes da República. A apuração se refere ao eventual doação eleitoral com dinheiro da propina que teria conseguido para obtenção de contratos de empreiteiros da Petrobras, sob coação do PT.



O Palácio do Planalto tentou blindar a presidente Dilma para passar ao largo da ladroagem na Petrobras, revelada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, no bojo da Operação Lava Jato. Até a delação colaborativa do Ricardo Pessoa da UTC Engenharia, ainda faltava o "elo de ligação" entre as "propinas" da Petrobras e a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Com a revelação do Ricardo Pessoa, ficou evidente que o dinheiro da propina financiou a campanha presidencial.  Embora o PT afirme que as doações que se refere o Ricardo Pessoa foram apresentadas na prestação de conta das campanhas presidenciais, apenas confirma a ligação do dinheiro da "propina" com a campanha presidencial da Dilma. 

E o PT reconhece que aquele dinheiro entregue ao tesoureiro do PT João Vacari Neto foram sim, contabilizado como "doação oficial" para a campanha da Dilma. Isto é mais que confissão de culpa. O que se questiona não é denúncia de uso de caixa 2, mas sobre uso de dinheiro oriundo das "propinas" de uma estatal federal, no caso a Petrobras, para campanha presidencial. 



Diante das evidências do envolvimento do Palácio do Planalto no "propinoduto" da Petrobras, o vice-presidente está a desembarcar da sustentação da Dilma no poder até o final do mandato. Michel Temer já manifestou publicamente de que é insustentável a manutenção da Dilma no poder com popularidade "tão baixa". Mesmo que isto seja apenas o pano de fundo para eleições municipais do ano que vem para prefeitos municipais, pegou mal. O PMDB quer de toda forma livrar-se do "estigma" do partido corrupto. 



Com a mudança de cenário no horizonte, a estrutura de apoio do PT está a desmoronar. Os aliados da base parlamentar estão desembarcando do governo da Dilma e do PT. No Congresso Nacional, a Dilma não tem mais sustentação. Além da oposição do PSDB e DEM, o PDT já posicionou fazer fileira na oposição. O PTB também está a desembarcar da base de apoio da Dilma. Ao que parece a base aliada vão ficar restrito ao PT, PC do B e PSB.

Diante dos fatos, o Poder Judiciário, entre os quais o TSE, devem mudar de posicionamento. Os ministros que antes eram defensores intransigentes do PT e da Dilma, não mais os defenderão, com o mesmo entusiasmo. O presidente do TSE Dias Toffoli deve rever o seu posicionamento à favor do PT, até em função da prisão do seu antigo chefe José Dirceu. Excetuando o posicionamento do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, os demais ministros antes petistas, não mais serão parciais à favor do PT. 

Com a debandada dos parlamentares da base aliada, com a falta de sustentação no MPF e novos ventos soprando no TSE e STF, a presidente Dilma está "isolada" no poder. A história brasileira mostra que à Dilma não restará senão uma das alternativas: suicídio, renúncia ou impeachment. Como sou cristão, não desejo a primeira alternativa para a presidente Dilma. Só resta a Dilma a alternativa da renúncia ou o impeachment. Quanto mais rápido Dilma desocupar o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada, menos traumática seria a mudança do governo para a população. No entanto, a sanidade mental da Dilma questionada, é previsível que a "ex-terrorista" enfrente o longo processo de impeachment. 


Diante dos fatos consumados, Dilma já está considerada "ex-presidente", pela população brasileira. A Dilma estará fora do Planalto até o fim deste ano!

Ossami Sakamori










domingo, 6 de setembro de 2015

Só "pão com mortadela" aplaudem Dilma!


A popularidade da presidente Dilma está no chão. Nem há mais necessidade de fazer pesquisas pelos institutos IBOPE ou Data Folha para comprovar a rejeição da presidente da República pela população. Não há mais clima para sua permanência no cargo que ocupa. Mesmo que Dilma alegue "legitimidade" dos votos recebidos, para tentar manter-se no poder, só mesmo sua insanidade a mantém no cargo.

A história da humanidade mostra as atitudes tomadas pelos líderes de grandes nações como Estados Unidos e Japão. No final da II Guerra Mundial, diante da iminente invasão das tropas americanas no território japonês, o imperador do Japão, assinou "termo de rendição", subindo ao bordo do navio de guerra americano. Foi um gesto impensável para o povo japonês que o venerava como que um deus fosse.

Nos Estados Unidos, o presidente Rixard Nixon, na iminência de ver seu nome ser submetido ao processo de impeachment pelo Congresso, renunciou ao mandato de presidente. Só para lembrar, o presidente Nixon renunciou porque "mentiu" que não sabia da escuta ilegal na sede do Partido Democrata, oposição ao governo dele. O ato em si, da escuta ilegal, não traria nenhum prejuízo ao Partido Democrata, à época, mas Nixon renunciou, porque sabia que no seu país, o ato de "mentir" é muito grave.

No Brasil, há precedentes de presidentes que tomaram decisões extremas de morte ou renúncia com dois presidentes. O primeiro foi o "suicídio" do presidente Getúlio Vargas, na iminência de perder o controle no Congresso Nacional. O segundo, até hoje não muito bem explicado, a renúncia do presidente Jânio Quadros, alegando falta de apoio do Congresso Nacional. De qualquer maneira, são exemplos que nós vem neste momento delicado que vive o País.

Um caso curioso aconteceu com o presidente Collor. No exato dia que o Congresso Nacional estava para votar o seu impeachment, o presidente encaminhou o pedido de renúncia ao cargo de presidente da República. O pedido de renúncia não foi protocolado a tempo para impedir a cassação do seu mandato. Presidente Collor foi cassado em dezembro de 1992, portanto, muito recente na memória de qualquer brasileiro. 

Todos ingredientes são mais do que suficientes para que a presidente Dilma apresente o pedido de renúncia. O primeiro motivo é o fato de Dilma ter "mentido" no decorrer da campanha eleitoral que a elegeu para o segundo mandato ao cargo de presidente. Na sequência, a maior mentira da Dilma foi a redução tarifária da luz para ganhar popularidade e eleição. A mudança da política econômica que jurara não mudar durante a campanha eleitoral em 2014, também, foi um verdadeiro "estelionato eleitoral". 

Dilma mentiu sobre o Balanço das contas de 2014, com as "pedaladas fiscais", que poderá render o processo de impeachment. Dilma, também, cometeu "improbidade administrativa" deixando que ocorresse ladroagem na Petrobras, sendo ela próprio responsável pela Companhia direta ou indiretamente durante 12 anos. 

Dilma ameaçou aos eleitores durante a campanha eleitoral de 2013 de que o seu oponente Aécio Neves praticaria política econômica de "desemprego", sendo que ela própria executa a política econômica que combatera na campanha eleitoral. Bem, vou parar por aqui, porque os erros são tantos que cansaria a leitura dos leitores. De qualquer maneira, o Brasil entrou em profunda recessão com política econômica, novamente, equivocada no meu ponto de vista.

A presidente Dilma vem fazendo périplos pelo Brasil todo, fazendo a entrega das casas do programa Minha Casa Minha Vida. Só para lembrar que os beneficiários não ganham as casas, mas assumem prestações de 35 anos num ambiente econômico que não garante sustentabilidade do emprego. Para quem não sabe, também, os subsídios tão alardeado nas inaugurações não foram dados pelo governo federal, mas "bancado" pelo FGTS, recurso de poupança dos trabalhadores brasileiros. Para quem não sabe, o programa de habitações populares foi implementado pelo presidente João Figueiredo, o último presidente do regime militar.

O que a imprensa não está revelando, mas está sendo comentado e provado nas redes sociais, é a forma como está sendo feito as solenidades de entrega das casas do programa Minha Casa Minha Vida. É coisa surreal. É coisa de profissional de marketing. Diante da popularidade da Dilma nos níveis nunca dantes vistos na história brasileira, a equipe do Palácio do Planalto se desdobra.

Nos deslocamentos em que há necessidade de pernoite da presidente Dilma fora do Palácio da Alvorada, as ruas adjacentes à hospedaria da presidente estão sendo isolado pela Política Militar local, sob ordens da Segurança presidencial. Nos trajetos de deslocamento da comitiva está sendo devidamente isolados da população para evitar tumultos e vaias. O palanque está sendo montado com "cercadinho" para platéia formada pelos beneficiários do programas. Já é notório que os "claques" são abastecidos com "pão e mortadela". Os claques são verdadeiros "pão com mortadela".



Eu disse antes que as cenas são surreais. A insensatez da Dilma e do João Santana é tamanha que o fato não poderia ficar sem comentário meu. Como nos melhores programas de auditório de TV, apareceu uma nova figura nos périplos da Dilma, a dos "claques". Sim os mesmos "claques" dos programas do "Silvio Santos" ou do "Faustão", que utilizam os "claques" para animar os auditórios. Os "claques" são os puxadores de aplausos. 

As emissora de televisão, transformaram as aparições da Dilma como um "novo programa" de televisão, com recursos de um programa de auditório dos famosos. Afinal, ninguém é de ferro para recusar o assédio. Falo das emissoras de televisão que recebem verbas R$ bilionárias para transmitir os "não feitos" da presidência da República.



Isto tudo, sem contar com os "claques" compostos por cordões de puxa-sacos, de empresários beneficiados pelos programas de Bolsa Empresário (PSI do BNDES) e de banqueiros que nunca ganharam tanto dinheiro como agora. Para estes empresários, uma minoria, a Dilma continua sendo a "mãe do PACo". No Congresso Nacional, desfilam "os claques" já conhecidos como senadores Humberto Costa e Vanessa Grazziotin e deputados Sibá Machado e José Guimarães, entre outros. Estes são, também, os novos "pão com mortadela" da Dilma.

Triste fim. Só "pão com mortadela" aplaudem Dilma!

Ossami Sakamori















sábado, 5 de setembro de 2015

Grave denúncia contra Petrobras



Em 22 de abril de 2015, sob a presidência do presidente do Conselho Luciano Galvão Coutinho, o Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro S/A – Petrobras deliberou sobre o relatório da Administração da Petrobras – exercício de 2014, abrangendo capítulo de análise financeira, relativo às demonstrações contábeis da Petrobras (Consolidadas) – exercício de 2014. O Conselho de Administração, por maioria, ressalvadas as manifestações em separado dos conselheiros José Guimarães Monforte, Mauro Rodrigues da Cunha e Sílvio Sinedino, com a presença dos membros do Conselho Fiscal: 

a) aprovou o capítulo de análise financeira relativo às demonstrações contábeis da Petrobras (consolidadas), do exercício social de 2014, a ser incluído no relatório da administração da Companhia que será objeto de deliberação pelos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária (AGE); 
b) determinou o encaminhamento da matéria à apreciação do Conselho Fiscal; 
c) aprovou o relatório da administração da Petrobras 2014 e autorizou o encaminhamento à AGE, a ser realizada em 25 de maio de 2015; 
d) determinou que o relatório da administração da Petrobras 2014 seja remetido ao Conselho Fiscal; 
e) aprovou a convocação de AGE a ser realizada em 25 de maio de 2015, às 15h, na sede da Companhia para deliberar sobre as demonstrações financeiras relativas ao exercício social encerrado em 31/12/2014, bem como sobre as demais matérias que delas dependiam e que não puderam ser incluídas na pauta da Assembleia Geral Ordinária – AGO.

Ocorre que nada era o que parecia ser! O laudo elaborado por duas consultorias externas independentes foi engavetado e a auditora externa PWC, em claro conluio com a administração da Petrobras,  (como os administradores e conselheiros das duas empresas estão em evidente situação de falha dos  seus deveres de diligência, agiram no sentido de minimizar as consequências resultantes dos ilícitos praticados nos últimos anos, por omissão, incompetência técnica, eventual má fé e conivência recíproca) escolheu valores muito abaixo dos valores apurados pela DELOITTE e BNP PARIBAS (a previsão de baixas contábeis era de R$ 88 bilhões de reais)

Tudo fizeram para parecer que essa baixa contábil de R$44 bilhões fosse tratada como ajuste nos ativos da empresa, em consequência da queda no preço do petróleo, que se agravou muito em janeiro de 2015 ou seja, trataram como se fosse um evento subsequente ao encerramento do exercício de 2014, conforme foi consignado nos votos contrários do conselheiro independente Mauro Rodrigues da Cunha. Esse valor relevante causou uma nova crise na Companhia que evoluiu para a demissão de toda a diretoria no início de fevereiro de 2015, infelizmente a PWC escolheu a “lei do menor esforço”, considerando como baixas contábeis apenas R$ 44 bilhões e adicionando outros R$ 6,2 bilhões de reais referentes a perdas com corrupção. 

É importante esclarecer que, no entendimento dos procuradores da Operação Lava Jato, o valor desviado a título de corrupção é no mínimo três vezes maior, podendo ser ainda maior!  É importante para isso, ler cuidadosamente as manifestações dos três conselheiros de administração independentes e dos dois conselheiros fiscais independentes que estão anexadas a esta correspondência. 

Novamente insisto que no âmbito da Petrobras nada era o que parecia ser. O tempo todo, os seus administradores e auditores, incluindo os analistas e diretores da Comissão de Valores Mobiliários, que prevaricou gravemente no exercício de 2010 até meados de 2012 em consequência da gigantesca capitalização da Petrobras, engendrada pela União Federal, a qual revestiu-se de inúmeras ilegalidades, principalmente no que se refere à legitimidade da sua aprovação, esforçavam-se para enganar os investidores. Esclareço que, nos anos de 2010, 2011 e 2012 eu protocolei as seguintes manifestações: 

1 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 22.06.2010 (que aprovou a capitalização);

2 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 12.09.2010 (que converteu sorrateiramente “Títulos públicos” em cessão onerosa da Petrobras, que significou na prática em mais uma maneira ardilosa de enganar os investidores);

3 - Assembleia Geral Ordinária – realizada em 28.04.2011;

4 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 23.08.2011 (após da qual, o conselheiro Fábio Coletti Barbosa renunciou em decorrência das minhas denúncias);

5 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 19.12.2011 (ouvir vídeo de Mauro Cunha em anexo – Responsabilização absoluta dos auditores da KPMG por incompetência na sua auditoria SOX, pois permitiram toda sorte de conflito de interesse e outras violações da Lei Sarbanes OXley);

6 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 27.01.2012;

7 - Assembleia Geral Ordinária – realizada em 19.03.2012 (cobrança frontal contra a PWC, envolvendo a KPMG, uma vez que a PWC deveria revisar os “papeis de trabalho” da KPMG referente ao exercício de 2011);

8 - Depoimento na CVM – realizado em 18.03.2013 (denúncias gravíssimas envolvendo principalmente votos fraudados, ilicitudes BB Milenuim 6 e conselheiros eleitos ilegalmente, desde janeiro de 2003, e a CVM nada fez);

9 - Assembleia Geral Ordinária - realizada em 29.04.2013 (vide manifesto);

10 - Assembleia Geral Extraordinária – realizada em 16.12.2013 (talvez seja o documento mais importante de todos, o manifesto desta Assembleia e suas consequências especialmente o processo judicial que protocolei na 5ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro pedindo a anulação da Assembleia Geral, que aprovou a incorporação da refinaria Abreu e Lima – pelo valor contábil e aprovou com mínimos ajustes a incorporação da PIFCO, numa Assembleia presidida pelo senhor Almir Guilherme Barbassa, onde mais uma vez se verifica uma relação incestuosa entre uma empresa de auditoria da PWC e a administração reinante da Petrobras).

Tal denúncia resultou no fato real de que desde 2010 até 2013 o Tribunal de Contas da União recomendou a suspensão e posteriormente suspendeu em 2010 as obras da refinaria Abreu e Lima e outras obras a exemplo do Comperj e construção da sede da Petrobras, em Vitória (ES), sob indícios graves de superfaturamento. 

A refinaria Abreu e Lima estava sendo investigada pelo Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União, CVM e as suas obras estavam ainda inacabadas e até hoje estão sem operar em sua normalidade. Portanto, não havia nenhuma justificativa para incorporar a refinaria diretamente ao patrimônio da Petrobras, uma vez que seriam perdidos os controles do custo individual da refinaria escondendo, em consequência disso, graves crimes, uma vez que, no meu entendimento, desde o exercício de 2010 os auditores da KPMG deveriam ter feito ajustes de "impairment" e esses ajustes deveriam ser feitos nos anos de 2011, 2012, 2013 e 2014, o que nunca ocorreu. 

Muito mais grave, a incorporação aprovada em conluio com a PWC ocorreu pelo valor contábil do patrimônio, onerando indevidamente os acionistas, sem que fossem apuradas as responsabilidades pelos imensos superfaturamentos. Para comprovar a minha afirmação, estou anexando a este documento a certidão da ata de Constituição da refinaria Abreu e Lima (leiam atenciosamente as primeiras páginas do anexo 34E e vocês comprovarão que o Paulo Roberto Costa era o principal executivo da Refinaria desde o seu início, sendo o maior responsável pelos aditivos, desvios e ilicitudes cometidas até abril de 2012. Importante salientar que os superfaturamentos continuaram até a incorporação da refinaria, no final de 2013, mesmo após a saída do Paulo Roberto Costa).

11 - Assembleia Geral Ordinária - realizada em 02.04.2014 (na qual através da minha manifestação eu protocolei cópia da minha denúncia na Procuradoria Geral da república em Brasília, no dia anterior, responsabilizando os dois presidentes do conselho da Petrobras – Dilma Rousseff e Guido Mantega – por omissões gravíssimas no seu dever de diligência ao analisarem e aprovarem a compra da refinaria Pasadena, no Texas, que causou um prejuízo de um bilhão de dólares à Petrobras. Ainda na própria Assembleia, nesse mesmo manifesto, eu pedi que fosse marcada uma futura Assembleia Geral Extraordinária, para deliberar e aprovar um Processo Judicial de Responsabilização Civil contra os administradores da Petrobras, por gestão temerária).

Lamentavelmente os acionistas da Petrobras estão novamente sendo enganados, como evidenciam todas as minhas manifestações verbais e escritas em anexo, tornadas públicas em dez Assembleias Gerais, sem que a empresa levasse a sério as minhas gravíssimas denúncias. É muito importante que os leitores desta correspondência tenham acesso ao inteiro teor das minhas manifestações e dos documentos gravíssimos por mim protocolados na Comissão de Valores Mobiliários, no Ministério Público Federal e na Justiça do Rio de Janeiro, conforme pode ser comprovado mediante leitura da minha manifestação na Assembleia Geral Extraordinária da Petrobras, realizada no dia 16 de dezembro de 2013 (todos esses documentos estão em anexo).

No dia 13 de dezembro de 2013 eu protocolei na 5° Vara Empresarial do Rio de Janeiro um pedido de anulação desta AGE realizada em 16 de dezembro de 2013, uma vez que esta Assembleia aprovou criminosamente a incorporação da Refinaria Abreu e Lima de Pernambuco e da PFICO (que inclui a Refinaria de Pasadena, no Texas, ambas incorporadas pelo valor contábil). Em consequência deste meu processo e da realidade por mim denunciada, o conselheiro Mauro Cunha deu sequência à minha denúncia, fundamentando detalhadamente o seu voto contrário à aprovação das demonstrações financeiras da Petrobras, no exercício de 2013. Em consequência disso, ele foi perseguido pelos conselheiros e diretores, representantes do acionista controlador e foi tempestivamente afastado do Comitê de Auditoria da Petrobras. Os representantes dos controladores chegaram ao ridículo de intimidá-lo mediante denúncia junto à Comissão de Valores Mobiliários... Insisto que este laudo de avaliação elaborado pela DELOITTE e pelo BNP PARIBAS, engavetado pela administração da Petrobras, seja devidamente analisado para comprovar, assim, as gravíssimas omissões dos conselheiros de administração (representantes do acionista controlador), dos conselheiros fiscais (representantes do acionista controlador), dos auditores independentes que auditaram, no período de 2006 a 2011 – KPMG, dos auditores independentes da PWC, que assumiram de 2012 até a presente data, da auditoria interna da Petrobras, da Comissão de Valores Mobiliários – que recebeu tempestivamente todas as minhas denúncias – e do Ministério Público Federal, que até agora não se pronunciou como deveria. 

Fica evidente, pelos votos analíticos do Mauro Cunha, José Monforte, Sílvio Sinedino, Walter Albertoni, Reginaldo Alexandre que os controladores continuam manipulando as demonstrações financeiras da Companhia e induzindo a erro e a imensos prejuízos os seus acionistas, usando informações inverídicas e sem nenhuma transparência. A maioria das decisões, conforme foi por diversas vezes denunciadas pelos conselheiros Mauro Rodrigues da Cunha e Sílvio Sinedino Pinheiro, não são deliberadas no Conselho de Administração e sim aparecem como “prato feito” do Governo Federal, só para serem homologadas pelo conselho, violando todas as regras da boa Governança.

A respeito da importantíssima responsabilidade dos auditores em todas essas omissões e ilícitos quero denunciar que PWC ao assumir a auditoria da Petrobras em 1º/01/2012, "não procedeu à revisão dos papeis de trabalho da KPMG”, porque se tivesse pelo menos lido as minhas três manifestações constantes das Atas da AGO de 28.04.2011, 23.08.2011 e 19.12.2011, teriam percebido a gravidade das minhas denúncias e teriam evitado problemas gravíssimos. 

O mais grave ilícito foi que  eu percebi em todas essas Assembléias a presença do representante das auditorias independentes até porque, é uma obrigação legal a presença deles nas Assembléias da Companhia e nunca mereci uma resposata deles nas Assembléias, o que na verdade é um absurdo. Muito mais grave ainda foi a omissão da PWC em face das minhas denúncias nas Assembleias de 19.03.2012, 16.12.2013, conforme consta nos meus manifestos protocolados nas mesmas, onde fica clara a minha mensagem para os auditores, conselheiros e administradores, que continuaram a cometer os ilícitos denunciados...


Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Dilma quebrou o País, literalmente!


Presidente Dilma foi inaugurar mais uma obra da Minha Casa Minha Vida em Campina Grande, estado de Paraíba. Dilma faz périplo pelo País, seguindo orientação do Lula, inaugurando obras. Infelizmente, Dilma só tem Minha Casa Minha Vida para inaugurar. Todas obras do PAC estão em atraso, inclusive Transposição de São Francisco que ela inaugurou há dias uma das estações elevatórias.

Bem, o foco da questão se refere ao Orçamento da União de 2016. Como se sabe, a Dilma mandou para Congresso Nacional, o Orçamento da União para o ano que vem, com "déficit primário" de R$ 30,5 bilhões. Só para lembrar, a Lei de Responsabilidade Fiscal exige que as receitas sejam maiores ou iguais às despesas. Isto é lei. O governo federal não tem alternativa senão cortar gastos ou aumentar receitas para manter o Orçamento da União, no mínimo, "em equilíbrio".

No entanto, a Dilma vem dizendo nas suas falas de que: "No orçamento cortamos tudo que poderia ser cortado". Disse ela que cabe ao Congresso Nacional, debater a queda das receitas e "suprir" o "rombo" com novos aumentos de impostos e contribuições, além daqueles implementados pelo "ajuste fiscal" do ministro da Fazenda Joaquim Levy.

A fala da Dilma demonstra que ela não está bem da cabeça. De repente, de tão comentado a fama de "gerentona" passa a ser um "gerentinha" de pouco conhecimento sobre economia e com mínimo de responsabilidade. Se Dilma fosse presidente de qualquer companhia privada seria demitida "ad nutum". Se Dilma fosse um executivo de uma empresa privada, ainda vá lá, mas ela é presidente da República Federativa do Brasil. Ao propor Orçamento da União com "rombo", Dilma comete "improbidade administrativa" e demonstra claramente que não tem competência para ocupar o cargo máximo da República.

Não poderia ser diferente a reação do mercado financeiro nacional e global. As empresas brasileiras começam procurar proteção da instabilidade econômica provocada pelo desastre da gestão econômica da Dilma, fazendo "hedge" em moeda americana. Os investidores estrangeiros especulativos começam a tirar dinheiro do País, comprando o dólar. Os investidores estrangeiros diretos (IED) estão postergando decisão de investir no País. O fato é que o dólar, hoje, fechou cotado a R$ 3,85. 

Não há outro jeito, senão cumprir a Lei da Responsabilidade Fiscal. O Orçamento da União de 2016 deverá ser fechado em "equilíbrio" com criação de novos impostos e contribuições ou com aumento dos impostos e contribuições já em vigor. Cortar gastos a Dilma já disse que não fará. 

O aumento não comentado pela imprensa, se refere ao aumento de alíquota da CIDE. Com certeza, o aumento da CIDE não será deduzido do preço atual de combustíveis. Haverá aumento de combustíveis, inexoravelmente, ainda este ano. Mais uma fonte de pressão inflacionária, além da elevação do dólar. 

A presidente Dilma conseguiu quebrar o País, literalmente!

Ossami Sakamori













quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Dilma é mais um pixuleco!

Crédito da imagem: claudiolessa.com

O País está sem rumo. A remessa da proposta orçamentária da União para 2016, com "déficit primário" de R$ 30,5 bilhões, mostra claramente que há divergência de opinião no comando da economia do Brasil. A apresentação do "déficit primário" é exatamente contrário ao que o ministro da Fazenda Joaquim Levy vem apregoando em seu périplo para convencer os organismos financeiros internacionais como FMI e ao sistema bancário internacional.

O ministro da Fazenda Joaquim Levy gostaria de ver o "superávit primário" de 0,15% do PIB em 2015 e "superávit primário" de 0,7% em 2016. Contrariando tudo que o ministro da Fazenda vem apregoando, a presidente Dilma mandou ao Congresso Nacional, na segunda-feira, o Orçamento da União de 2016 com "rombo" de R$ 30,5 bilhões.

A "jogada" da Dilma é forçar o Congresso Nacional a aceitar nova rodada de aumentos de impostos para gerar o "superávit primário", mesmo que seja pífio. A Dilma, como sempre, quer bancar a esperta. Jogou ao Congresso Nacional o problema de equilibrar o Orçamento da União em 2016, criando novos impostos.  E os patetas do Parlamento estão a aceitar o Orçamento "furado".

A "jogada" da Dilma parece estar dando certo. Nesta quarta, a Câmara dos Deputados aprovou o aumento de CSLL dos bancos, seguradoras e administradoras de cartões de crédito. Outros aumentos pontuais estão para serem enviados para o Congresso Nacional. É só esperar para ver confirmado o que estou a dizer aqui.

Finalmente, a paulada não anunciada pela imprensa, será o aumento da CIDE sobre combustíveis. Ainda, dentro deste ano, está previsto um novo aumento de combustíveis em média 10%, já embutindo o aumento de alíquota da CIDE. Com certeza, o aumento de combustíveis e da CIDE virão com justificativa de equilíbrio orçamentário ou geração de pequeno "superávit primário" como quer o Joaquim Levy.

Presidente Dilma é mentirosa, dissimulada, ardilosa, típico de uma terrorista mal sucedida. Pensa Dilma que ela é única esperta. Dilma pensa que todos são burros. Aliás, burros são os ministros, os parlamentares e o seu vice Temer, que fazem o jogo da Dilma. Até mesmo, os parlamentares da oposição entram no jogo de dissimulações.  Triste ver, oposição de quatro!

Querendo ou não, apenas o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, tem feito "cunha" nas atitudes esquizofrênicas da presidente Dilma. Enquanto isto, o Brasil é motivo de piada ao redor do mundo, sobretudo entre os países desenvolvidos. Infelizmente, vou ter que concordar com a opinião dos editores da imprensa internacional, a presidente Dilma não passa de uma piada de mal gosto. 

Dilma nada mais que um "pixuleco" do País.

Ossami Sakamori

















quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Dilma e Lula se submetem ao Marcelo Odebrecht !


Assisti ontem, através da televisão, parte do depoimento do empresário Marcelo Odebrecht perante os membros da CPI da Petrobras. Ele é um perfeito "gângster" como aqueles vistos em filmes da máfia italiana. O neto do Norberto Odebrecht não faz jus à fama do avô, de destemido empreiteiro de obras públicas do País. 

Para Marcelo, o valor do homem está em "não delatar" os companheiros. Utiliza-se ele do exemplo da briga de suas filhas, de que ele premia aquela filha que "não delata", premia aquela que "guarda" o segredo, segundo ele. Assim, funciona, a máfia em toda parte do mundo, não só na Itália. Nos Estados Unidos é assim, no Japão é assim. No Brasil não é diferente. Gangster é gângster!

O Ministério Público Federal, em cooperação com as autoridades da Suíça, apuraram os tentáculos do Odebrecht naquele país, pelo menos em 56 atos de corrupção e 136 atos de lavagem de dinheiro. Ainda segundo Ministério Público, a empreiteira Odebrecht teria movimentado R$ 389 milhões em corrupção e R$ 1,06 bilhão em lavagem de dinheiro. Mesmo com tantas evidências, o Marcelo Odebrecht, seguindo a tradição da família, não vai delatar ninguém. Não vai delatar, porque ele faz parte da "família" de gangster. 

Não é nenhuma novidade, também, a investigação que o Ministério Público Federal fez sobre o favorecimento da Petrobras à Braskem, nas vendas de produtos petroquímicos a preços subfaturados. O valor estimado da perda da Petrobras e consequente lucro da Braskem nas operações é estimado em R$ 7 bilhões. Nestas operaçóes, a família Odebrecht ficou mais rico em R$ 7 bilhões, dinheiro subtraído dos acionistas e do controlador da Petrobras.

O caso de financiamento das obras pelo BNDES aos países da América Latina e África, sendo alguns destes protegidos pelo sigilo do Estado. Pois bem, o volume de financiamento do BNDES para este tipo de obras ultrapassa US$ 10 bilhões ou equivalente a R$ 37 bilhões, na cotação de hoje. Coincidência ou não, o beneficiário da maioria destas obras é a Construtora Odebecht. 

Perguntado se ele, Marcelo já teve conversa reservada com o ex-presidente Lula e a atual presidente Dilma, ele respondeu afirmativamente. No entanto, acha o Marcelo Odebrecht que é normal a sua conversa com os presidentes da República, respondendo com um certo desdém, considerando como se as conversas com os presidentes da República fossem normais e rotineiras. A afirmação, que poderia passar ao largo de observação de leigo, apenas confirma o "conluio" entre a família Odebrecht e o Palácio do Planalto para praticar o mais vil dos crimes que é o arrombamento dos cofres públicos.

Para mim, as evidências colocam em cheque a própria honestidade dos presidentes da República do Brasil, o Lula e a Dilma. Para entendimento de qualquer cidadão, um empreiteiro que tem muitos interesses, ou melhor que temm como maior cliente e fornecedor o governo federal, era de supor e esperar que respeitasse um certo distanciamento do centro do poder para que não houvesse dúvida da lisura dos negócios do grupo Odebrecht. As afirmação do atual presidente do grupo, o Marcelo Odebrecht mostra claramente que a relação entre o grupo e o governo federal é "incestuosa" e "promíscua".

Para o Marcelo Odebrecht, o "gângster", os interesses do seu grupo econômico sobrepõe aos interesses do País. Para o Marcelo Odebrecht, os presidentes da Repúblicas, em especiais o Lula da Silva e Dilma Rousseff são como se fossem apenas "serviçais" do grupo Odebrecht. Qualquer pessoa com inteligência mediana, sabe que a conta dos prejuízos dessa relação promíscua, quem paga é o contribuinte.



É inadmissível que o interesse do País esteja subjugado aos interesses pessoais de qualquer um que seja, em especial de um empreiteiro de obras públicas. Afinal, o Lula e a Dilma são "pau mandando" do Marcelo Odebrecht? Tudo leva a crer que sim. O Brasil não pode ser tratado como republiqueta de quinta categoria da África, por estes três cidadãos que se acham "os donos do País".

Sou apenas reles cidadão, mas não sirvo para ser "capacho" destes "gângsters" para eles limparem suas botas sujas da lama de ladroagem!

Ossami Sakamori










@SakaSakamori

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Dólar comercial romperá R$ 4,20 até o final do ano.

Crédito da imagem: Estadão

As notícias negativas sobre economia nos cenários externo e interno, levou o dólar à vista a iniciar o mês de setembro no maior valor em quase 13 anos. O dólar comercial fechou hoje na cotação de R$ 3,69 acima do R$ 3,73 do dia 13 de dezembro de 2002, esta última cotação devido ao efeito Lula. 

No cenário externo, a mudança na política econômica da China está levando o mercado mundial de ações e de moeda em queda. Para os chineses faz parte da mudança no foco na economia. Antes, o crescimento era sustentado com dólar valorizado ou o yuan desvalorizado, baseando o crescimento econômico nas exportações. A mudança da política econômica visa dar prioridade ao mercado interno, valorizando o yuan frente ao dólar. O que é mudança de enfoque na economia para os chineses virou problema para o mercado financeiro mundial, sobretudo para o Brasil. 

O cenário político econômico interno, com a apresentação do Orçamento da União para 2016 com déficit primário de R$ 30,5 bilhões, não só mexeu com o humor do mercado interno, mas também o do mercado financeiro internacional. O Banco Morgan Stanley, afirmou em último relatório da possível perda do "grau de investimento" do Brasil nos próximos 12 meses. O relatório mostra que o Brasil, entrará no rol de países com o "grau de especulação". 

Com a possibilidade de "grau de especulação", os investidores institucionais tradicionais como fundos de pensão dos países desenvolvidos começam a revoada para países mais seguros, com o "grau de investimento". A saída de dólar, por enquanto discreto, já provoca a alta do dólar. A reserva cambial tão festejada pelo Banco Central do Brasil em cerca de US$ 370 bilhões, não é tão significativo. Só como comparação, a reserva cambial da China gira em torno de US$ 3,8 trilhões ou equivalente a 10 vezes a reserva cambial brasileira.

Outro motivo que vai traduzir na fuga de dólares, consiste no provável alta da taxa de juros do título do governo dos Estados Unidos, devido a consolidação de crescimento do PIB americano, que já ultrapassa os 2,5% nos  12 últimos meses. Esta alta da taxa de juros dos títulos americanos é o que mais teme o Banco Central brasileiro. Quem acompanha a movimentação do FED não é difícil concluir que haverá o esperado aumento da taxa de juros básicos do título americano, ainda este ano.

Diante do cenário, é possível prever que o dólar no final deste ano deverá romper facilmente os R$ 4,20. A minha previsão inicial de dólar nos níveis de R$ 3,50 a R$ 3,60, já rompeu com 4 meses de antecedência. O swap cambial tradicional não está mais fazendo efeito na cotação do dólar. O Banco Central, já está vendendo o dólar físico à futuro, na tentativa de segurar a cotação. As tais medidas serão inúteis em função das considerações já expostas acima.

Com segurança podemos afirmar que o dólar comercial romperá a cotação de R$ 4,20 até o final do ano.

Ossami Sakamori